Estou em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Esta é a minha quarta vez na cidade. Tenho uma tia e alguns primos que moram aqui; minha tia se mudou para cá em 1979. Como esta viagem foi de agenda cheia e curta, não consegui visitar os parentes.
Gosto muito da cidade, que mesmo no inverno é quente. Um dos pontos mais bonitos é o pôr do sol, com seu tom alaranjado. Outra coisa que me encantou foi a gastronomia. Como sou fã de cupim, tive a oportunidade de experimentar duas vezes um prato muito apreciado por aqui: o famoso “cupim craquelado”. Uma verdadeira delícia!
Campo Grande, é conhecida como a “Cidade Morena” por causa da cor avermelhada de seu solo. Fundada oficialmente em 1899, a cidade cresceu como ponto estratégico de ligação entre diferentes regiões do país. Hoje, é um importante centro econômico, político e cultural do Centro-Oeste, com destaque para o agronegócio, comércio e serviços.
Com mais de 900 mil habitantes, Campo Grande se caracteriza por sua diversidade cultural, resultado da influência indígena, paraguaia, japonesa, árabe e de migrantes de várias partes do Brasil. A cidade também é reconhecida por suas áreas verdes, avenidas largas, vida universitária ativa e pela proximidade com o Pantanal, um dos maiores ecossistemas do mundo.
Cavaleiro Guaicuru, no Parque das Nações Indígenas.
Aconteceu na noite de 22 de outubro de 1912, o confronto entre as tropas do Regimento de Segurança Pública do Paraná, comandado pelo coronel João Gualberto e os caboclos, comandados pelo monge José Maria. Este confronto entrou para a história como sendo o primeiro combate da Guerra do Contestado (1912 – 1916) denominado de Combate do Irani (ou Batalha do Irani). Na ocasião morreram, entre outros, o coronel João Gualberto e o monge José Maria. Ali foram enterrados o coronel e outros 21 corpos, entre caboclos e militares, no que foi chamado de “vala dos 21”. O monge José Maria foi enterrado em separado. O corpo do coronel João Gualberto permaneceu enterrado por apenas três dias e logo após foi transladado para Curitiba.
A Guerra do Contestado foi uma das maiores e mais sangrentas batalhas da história do Brasil. O confronto aconteceu em Irani, no Oeste catarinense. Para entender melhor essa história, existe um museu dedicado a contar como foi esse confronto no qual um dos resultados foi a mudança da divisa entres os estados do Paraná e Santa Catarina. O Paraná “encolheu” em 1916, ao perder a região do Contestado para Santa Catarina. A nova definição de limites tirou do território paranaense 28.000 km².
O Museu Histórico do Contestado está localizado próximo a cidade de Irani – SC, no Sítio Histórico e Arqueológico do Contestado, onde além do Museu, fazem parte o Local do Primeiro Combate da Guerra do Contestado (Combate do Irani), a Sepultura do Monge José Maria, o Cemitério do Contestado, a Vala dos 21 e o Monumento do Contestado.
O Cemitério do Contestado é um marco da história brasileira, principalmente no que diz respeito aos episódios que passaram a ser conhecidos como a Guerra do Contestado. O local onde hoje se encontra o cemitério era próximo a uma extensa área à margem direita do rio do Peixe, mais precisamente, no que era denominado por Banhado Grande. Neste terreno já existia um pequeno cemitério. A região era disputada pelos estados do Paraná, Santa Catarina e pela Argentina.
Houve, na noite de 22 de outubro de 1912, o confronto entre as tropas do Regimento de Segurança Pública do Paraná, comandado pelo coronel João Gualberto e os caboclos, comandados pelo monge José Maria. Este confronto entrou para a história como sendo o primeiro combate da Guerra do Contestado (1912 – 1916) denominado de Combate do Irani (ou Batalha do Irani). Na ocasião morreram, entre outros, o coronel João Gualberto e o monge José Maria. Ali foram enterrados o coronel e outros 21 corpos, entre caboclos e militares, no que foi chamado de “vala dos 21”. O monge José Maria foi enterrado em separado. O corpo do coronel João Gualberto permaneceu enterrado por apenas três dias e logo após foi transladado para Curitiba.
A partir deste episódio, o local entrou no esquecimento até ser reconstruído, no final da década de 1970, por ocasião da construção de uma rodovia. Nas escavações para esta obra foram encontrados, numa vala comum, os restos mortais dos personagens que tombaram na longínqua noite da primavera de 1912. Diversas cruzes de madeira, a maioria sem identificação, indicam as sepulturas de vítimas da guerra. Até meados da década de 1990, os moradores da região podiam sepultar seus entes no local; mas atualmente o cemitério é considerado campo histórico, não sendo mais permitida a abertura de novas sepulturas.
Mesmo sabendo que os corpos dos comandantes do episódio, de ambos os lados, não se encontravam entre as ossadas achadas na vala comum, foram instaladas lápides para o monge José Maria e para o coronel João Gualberto no cemitério.
Hoje o Cemitério do Contestado faz parte do Sítio Histórico do Contestado, que fica em frente à rodovia BR-153, km 64, precisamente, a 4 km de distância do centro da cidade de Irani no estado de Santa Catarina.
Sempre acontecem perrengues em minhas viagens, independente de que tipo de viagem eu faça. Nas minhas viagens acontecem problemas que parecem só acontecer comigo e com mais ninguém. Já até me acostumei a isso e raramente me estresso com os perrengues, pois aprendi que em viagens os problemas são resolvidos mais facilmente quando ficamos calmos e conseguimos raciocinar de uma forma clara.
Certa vez conversando com minha amiga Angela, sobre perrengues, e depois de ela ler meus livros e conhecer os muitos perrengues que já passei em minhas viagens pelo mundo… Ela contou que é igual a mim, que sempre que viaja perrengues acontecem aos montes. E a partir dessa conversa surgiu a curiosidade de saber como seria dois mestres do perrengue viajando juntos. Será que um “perrenguento” anularia os perrengues do outro “perrenguento”? Ou os perrengues se somariam e a viagem se tornaria um caos? A dúvida para essa pergunta descobriríamos no dia que desse certo de viajarmos juntos. E esse dia chegou no feriado de 15 de novembro, quando convidei a Angela para me acompanhar numa viagem bate e volta até a Argentina e Paraguai, para buscar muamba.
A Angela é uma moça fina, que faz viagens finas e que já esteve no Paraguai fazendo compras, mas nunca no esquema “muambeiro”, atravessando a Ponte da Amizade a pé, sob um sol escaldante. Quando fiz o convite deixei claro para ela que a viagem seria um “programa de índio” e mesmo assim ela topou o desafio. No fim a viagem foi mais que um “programa de índio”, ela foi um “programa de uma tribo inteira”. Aconteceram coisas que até nós duvidamos. E descobrimos que juntos devemos ter batido o recorde mundial de perrengues num mesmo dia. A Angela anotou muitos desses perrengues e conta sobre alguns no texto logo mais abaixo. Apesar de tudo voltamos para casa sãos, salvos e inteiros, mas com horas de atraso na viagem e com dor nas mandíbulas de tanto rir. Nessa viagem descobrimos mais uma cosia em comum que temos, que é não se estressar – ao menos tentar – com os problemas e rir deles. Rimos demais e esse bate e volta até a Argentina e o Paraguai, acabou sendo uma viagem inesquecível justamente pela enorme quantidade de perrengues que tivemos.
No dia seguinte a viagem, após estarmos em nossa cidade dando expediente em nossos trabalhos, a Angela me perguntou pelo WhatsApp qual foi o momento da viagem em que ela perdeu sua dignidade. Respondi sem pestanejar que foi no momento em que ela atravessou a Ponte da Amizade a pé…
**Texto: Angela Colombo
Algo em comum é primordial para aproximar pessoas, se grupos se reúnem são porque integrantes gostam de uma mesma atividade, e se eu e o Vander temos algo em comum, é gostar de viajar. Nossa primeira viagem juntos vai ficar marcada em nossas memórias, pois além de especial, divertida e perrenguenta, também foi duplamente internacional. Os opostos não se atraem, os dispostos realizam experiências memoráveis.
Os bons momentos dependem muito mais da nossa própria vontade em aproveitar as oportunidades que a vida oferece, transformando cada ação em uma experiência única… Muitos terão preguiça de acordar cedo para ver o sol nascer, outros não terão disposição de caminhar até o topo da montanha para contemplar a paisagem, mas a recompensa só será garantida para quem for atrás…
Ponto para a pontualidade! E aqui começa nossa jornada… E ainda que o mocinho chegou pela contramão da direção, seguimos aproveitando cada quilômetro para revelar segredos, desabafar mágoas e dividir sonhos…
23 horas de convivência, 23 horas de “programa de índio” até parecia uma profecia… 23 horas de gostinho de quero mais, 23 horas de que bom que eu aceitei, 23 horas e deu tudo certo!
Minhas viagens sempre costumam ter imprevistos que sempre foram solucionados – geram estresse? Sim! Mas é melhor me estressar viajando do que em casa – mas um dia ao ler, Caminho de Santiago de Compostela, disse ao meu autor favorito que: “nós dois viajando juntos seria perrengue atrás de perrengue” e ele ciente dessa afirmação ousou me convidar e sentir na pele a alegria de estrear perrengues comigo…
Viajar é altamente enriquecedor, independente do destino, a sua responsabilidade é observar e aprender, é buscar lições… e tudo começou com um símbolo no painel do carro, para mim era um sinal de exclamação espanhol de cor amarela, mas esse símbolo no painel do carro revela que o pneu está murchando…
E dito e feito, começou a peregrinação em busca aos calibradores de pneus. A estratégia era ir em um mercado fazer compras, depois parar num posto de gasolina e calibrar o pneu, e assim sucessivamente até encerrar as compras do lado argentino e encontrar uma borracharia, mas fomos parados na fiscalização da Receita Federal. Lógico que fomos cadastrados. Claro! Carro cheio, pesado, pneu esvaziando… Vinte minutos de fila… Metaforicamente é como se as mágoas e histórias tristes desabafadas estivessem sendo “esvaziadas, expulsadas, vomitadas através do ar do pneus” o peso do carro seria a nova “bagagem, a nova história” o tempo na fila necessário para exercer nossa paciência que aliás foi acompanhada de muita gargalhada…
Serviços de emergência são imprescindíveis e olha que interessante a junção do serviço tão antigo do borracheiro com o moderno sistema de pesquisa do Google Maps. Depois de algumas vezes calibrando o pneu dianteiro do lado do passageiro o Vander localizou um parafuso, então pesquisamos no celular e encontramos o serviço de borracheiro 24 horas, e pagando 20 reais o pneu novinho foi remendado e seguimos viagem para o Paraguai… Agora estávamos mais tranquilos porque o sinal do painel tinha apagado… Aprendi uma lição, que pneu novo atrai prego/parafuso, o Vander tinha recém trocado os quatro pneus do carro dele!
Mal sabíamos que nossa reputação de perrengueiros estava apenas começando, e, agora iniciaria um efeito dominó que só vivendo é possível acreditar, perdemos várias vezes o sinal do Google Maps e assim nos perdermos e nos encontramos, mas algo que aprendi nessa viagem foi ser conduzida por ele – de olhos fechados – a capacidade que ele tem de se localizar é impressionantemente admirável… Com o carro devidamente estacionado, tomamos todas as medidas de segurança, acionamos o aplicativo Strava e seguimos rumo a famosa Ponte da Amizade… “Ei Angela, cadê a chave do carro? Vander não está comigo! – eu penso: não lembro de ter visto ele acionar o alarme – olho pra ele examinando o terceiro de seis bolsos da calça operacional dele e saio andando em direção ao carro pensando que a chave vai estar na ignição – meus vinhos estão dentro do carro dele – Corre Vander vamos lá no estacionamento… Ele vem andando atrás de mim, a gente ri, mas é de nervoso, ele abre a porta do carro e tira a chave da ignição…. Tenho certeza que se ele fosse de falar palavrão tinha soltado aos menos dois ali… Foi uma mistura de “não creio” com “como assim?” Ele é inteligente, atraente, carismático e acabou se distraindo conversando comigo e esqueceu a chave na ignição com o carro estacionado a menos de um quilometro da fronteira com o Paraguai. Mas tudo resolvido!
Eu tinha tomado meus remédios e vi ele tomando os dele… Inacreditável… Mas seguimos sob o sol, minha primeira vez cruzando a ponte a pé foi no esquema “boi no rio com piranha”… Ciudad del Leste o que dizer desse lugar? Caótico, muito óbvio! Mas enfim… Segui os passos do Vander, olhava a nuca dele e o suor escorria… Lembrava do parafuso no pneu e agradecia termos encontrado serviço 24 horas de borracharia… E inevitavelmente ria lembrando dele procurando a chave do carro nos seis bolsos da calça… O sol batia no asfalto e subia um mormaço, a temperatura estava quente… Eu queria um banho…
23 horas em três países, 23 horas de transparência e sinceridade, 23 horas transpirando feito maratonistas profissionais, 23 horas intensas, 23 horas revelaram que assunto não se esgotam quando a conversa é agradável, 23 horas observando, aprendendo e compreendo quem ele é…
Depois de sair do Paraguai, paramos num shopping center de rico em Foz do Iguaçu. O shopping estava lindo com decoração natalina e a melhor parte foi quando fui abordada por uma senhorinha pedindo ajuda com vinhos, me senti toda importante. O Vander empurrando o carrinho e a fiscal o parou perguntando se ele tinha pagado as caixas de cerveja que levava consigo. Eu não sei se a gente estava com cara de pobre, muambeiro ou com as vestimentas desalinhadas, meu cabelo parecendo que tinha acabado de sair da academia, ou se tal pergunta é um protocolo de praxe do estabelecimento. Não vou procurar saber também… Mas caloteiros não somos!
Mas culpar o Google Maps é fácil, a culpa é do aplicativo, o sinal está ruim, mas o que dizer quando se deixa o carro no estacionamento G3 do shopping, desce no G2 e quer insistir em encontrar o carro? É sério? Quando um imprevisto acontece é plausível, não há nada para comentar, mas eu e Vander tivemos tantos que chega virar piada e sabe que embora e lamentavelmente tenha tido o prejuízo financeiro a gente riu de doer a barriga… Enquanto ele procurava o carro no G2 – e nunca encontraria – eu pagava o estacionamento que tinha esquecido de pagar – fiquei com o ticket na mão, papel foi suando, entreguei pra ele e ao passar no código de barras o leitor não leu – leitor analfabeto – um carro estacionou atrás de nós – vai leitor – uma moto atrás do carro que estava atrás de nós, segurança do estacionamento se aproxima e Vander me pergunta: “você pegou o comprovante que pagou?” Eu respondo dando risada: “não”! Outro carro atrás da moto. Segurança olha pra nós, Vander olha para o segurança e diz “eu paguei!”, enfim a cancela sobe… Fazia tempo que não me divertia tanto como nesse dia…
Um dia li sobre a Lei de Murphy, não penso que ela se encaixa em nossa viagem, mas a verdade é que nunca, até hoje, escutei alguém contar que viajou e o pneu furou duas vezes… Pois é! É raro mais acontece! Na viagem de volta para casa, já quase no meio do caminho, seguíamos em uma conversa mais íntima, e ele solta um palavrão, o pensamento veio na velocidade da luz: “o Vander falando palavrão, algo de errado não está certo”! Vander disse que o símbolo de pneu esvaziando novamente apareceu no painel! Paramos em Medianeira e ele tentou entrar em contato com a seguradora, vi que foi o primeiro momento que realmente ficou irritado e desapontado! Eu consegui encontrar um borracheiro 24 horas – que serviço essencialmente útil – e lá vamos nós seguindo para um lugar desconhecido onde iríamos depositar toda confiança no trabalho de um borracheiro para seguir nossa viagem! Esse momento estávamos cansados e lidar com mais uma borracharia não era nada que queríamos, mas tudo bem! Encontramos o lugar, o borracheiro arrumou o pneu, mas, pasme! A luz do painel continuava acessa! Um segundo parafuso de rosca infinita no pneu traseiro do lado do motorista – efeito Vander! Nós dois juntos somos imparáveis! Pra que homem bomba? Um segundo pneu remendado…
Teve um momento que realmente acreditei na promessa que ele ia me mandar voltar de ônibus, porque depois que ele passou com o farol apagado no posto da Polícia Rodoviária Federal que já tinha multado ele em um viagem passada, eu falei que era minha vez de conduzir o carro, ele aceitou, e estava tudo bem, e pra fechar a última hora de viagem eu passei acima da velocidade permitida em um radar…Vander sendo Vander e Angela sendo Vander!
23 horas que não voltam mais e que ficaram no passado mas que foram vividas intensamente, 23 horas que deixam recordações que valem a pena serem relembradas e por isso foram fotografadas, filmadas e agora escritas, gratidão por proporcionar 23 horas, 23 perrengues…
O primeiro furo… Foz do Iguaçu – PR.Rindo para não chorar…Angela em frente a sua loja…Vida de muambeiro…Ciudad del Este.Perdendo a dignidade…Refazendo o remendo do primeiro furo e descobrindo o segundo furo… Medianeira – PR.
As Cataratas do Iguazú encontram-se no interior do Parque Nacional Iguazú, uma área de preservação da natureza que cobre 67.720 hectares no extremo norte da Província de Misiones, na República Argentina. É um sistema de 275 saltos de água no meio da Selva, localizado a 17 quilômetros da foz do Rio Iguazú, nas águas do Rio Paraná, ponto onde se encontram as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai, onde se erguem as cidades de Porto Iguazú, no lado argentino, Foz do Iguaçu no lado brasileiro e o conglomerado urbano Cidade del Este/Presidente Franco, do lado paraguaio.
As Cataratas do Iguazú têm uma largura de 2,7 km (ou 1,7 milhas). A sua altura varia entre 60 metros (200 PES) e 82 metros (ou 269 PES) e a sua média de fluxo de água de 1.800 m ³/s.
Uma grande parte da água das cataratas cai na Garganta do Diabo, um grande abismo de 82 metros de altura, 150 metros de largura e 700 metros de comprimento. Este abismo é em forma de U.
Dois terços das Cataratas do Iguazú estão no lado Argentino.
As Cataratas do Iguazú se formaram como resultado de uma erupção vulcânica.
As Cataratas do Iguazú podem ser vistas em muitos filmes, incluindo: A Missão, Indiana Jones e o Reino da caveira de cristal, Mr. Magoo, Miami Vice.
Já perdi a conta das vezes em que visitei as Cataratas do Iguaçu, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, no lado brasileiro das Cataratas. O local é muito bonito e merece uma visita. E fazia muito tempo que queria visitar o lado argentino das Cataratas. Se no lado brasileiro você tem um visão de baixo para cima, do lado argentino você tem a visão de cima para baixo das Cataratas.
E aproveitando o final de semana em Foz do Iguaçu, com direito a compras no Paraguai, eu e meus amigos de viagem: Laiane, Alemão e Jobis, além do baiano Bruno, que conhecemos no hostel onde nos hospedamos, seguimos para à Argentina. Rodamos pouco mais de quarenta quilômetros até chegar ao Parque Nacional del Iguazú. Após uma longa fila para comprar os ingressos, finalmente entramos no parque. O local é enorme, e para conhecer tudo, um dia inteiro é insuficiente.
Primeiramente fomos visitar a Garganta do Diabo, que é o local mais importante do parque. Andamos um pouco e depois pegamos um trenzinho que roda cerca de três quilômetros. Finalmente chegamos na margem do rio e seguimos por 1.200 metros sobre passarelas que atravessam o rio. Quando você chega perto do mirante que fica próximo as quedas, a sensação é indescritível. O barulho das águas caindo deixa a visita ainda mais emocionante. Demos sorte de visitar o lugar após um período de bastante chuva, que deixou as quedas com muita água, o que destacou sua beleza. E também demos sorte de pegar um dia quente e ensolarado de outono.
Após ficar um longo tempo admirando a beleza das quedas e tirando fotos, voltamos pelas passarelas até o local onde se embarca no trem. Ali tem muitos quatis, que roubam comida dos visitantes mais distraídos. Acaba sendo divertido ficar vendo os bichinhos ladrões. Mas vez ou outra, além da comida os bichinhos levam um pedaço do dedo dos mais distraídos. Pegamos o trem e desembarcamos numa estação que leva ao início da trilha que passa pela parte superior das quedas. Você segue por passarelas e vai visitando muitos saltos, um mais bonito do que o outro. Depois iniciamos a trilha que passa pela parte inferior dos saltos. Essa trilha é menos bonita que a anterior, mas seu final é próximo a um salto onde além de você se molhar, dá para sentir a emoção de ficar próxima a queda de um salto muito forte e que faz um barulho ensurdecedor.
Já era quase fim do dia quando demos mais uma volta pelo interior do parque e fomos embora. Tínhamos caminhado algo próximo a onze quilômetros, andado mais seis quilômetros de trenzinho, e mesmo assim não conseguimos visitar todos os locais dentro do parque. Vai ser preciso novo passeio para conhecer o restante do local e também para visitar novamente os lugares mais bonitos que visitamos. Vale muito visitar as Cataratas do lado argentino, que são muitas vezes mais bonitas do que as Cataratas do lado brasileiro. O ideal é você visitar os dois lados, para então ter uma experiência mais completa sobre o que são as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo.
Essa semana estive no interior do Rio Grande do Sul e me encontrei com a Laura, minha amiga portuguesa/canadense. Ela está passeando pelo Brasil e foi à Ijuí visitar a família do Gilberto, que teve que cancelar sua vinda ao Brasil na última hora por razões de trabalho. Foi muito bom reencontrar a Laura e pudemos conversar bastante. Fomos jantar no melhor restaurante da cidade e ela pagou a conta. No dia seguinte retribuí e paguei o café da manhã. Na verdade o café da manhã foi um copo de café daqueles de máquina, em um posto de gasolina. Mas o que vale é a intenção!!! Kkkk…
Espero rever a Laura daqui uns dois ou três anos, quando pretendo fazer uma nova visita ao Canadá. E espero rever o Gilberto ainda esse ano, quando ele vier ao Brasil!
Reencontrando minha amiga Laura.Jantar em Ijuí.Laura e seu café da manhã.
Fui novamente à Bahia, dessa vez à Salvador. Essa é minha quarta vez na Bahia, sendo a segunda vez em Salvador. Os baianos que me perdoem (meus amigos Orlando e Miralva principalmente), mas Salvador é a cidade mais “fedida” onde já estive e também é bastante suja. Salvador para mim foi uma grande decepção, pois pela fama que tem imaginava outra cidade. Acho que a maioria dos turistas que gostam de Salvador são aqueles que gostam de carnaval e vão à cidade nessa época de festa. Eu que não gosto de carnaval acabei me decepcionando muito com a cidade. E por gostar de história e de monumentos e construções históricas, outra decepção foi ver o estado de abandono e falta de cuidado em que se encontram muitas construções antigas da cidade, que foi a primeira Capital do Brasil. Em compensação o povo de Salvador é muito simpático e receptivo.
Se não gosto muito de Salvador, adoro o interior da Bahia principalmente o litoral sul, as cidades de Porto Seguro, Arraial D’Ajuda, Trancoso, Prado, Alcobaça e Caravelas, locais muito bonitos. E pretendo voltar outras vezes à Bahia, menos a Salvador!
Farol da Barra.Farol da Barra à noite.No Farol da Barra.Passeando pela orla de Salvador.
Sombra e água fresca.Caminhando na praia...Pelourinho.Pelourinho.Entrada do Elevador Lacerda, na cidade alta.Elevador Lacerda.Elevador Lacerda e Mercado Modelo.Elevador Lacerda visto da cidade baixa.Pelas ruas de Salvador...
Aproveitando a viagem até Marechal Cândido Rondon (ver post anterior) e a proximidade da cidade com o Paraguai, acabei indo fazer umas comprinhas no lado de lá da fronteira. O calor estava forte, algo entre 36 e 38 graus. Mesmo assim acabei andando bastante visitando algumas lojas. Antes de ir embora aproveitei para rodar um pouco pelo Paraguai e conhecer mais a região.
Acabei encontrando minha ex e última namorada, Andréia. Fazia alguns meses que não nos víamos, e acabamos nos encontrando numa “esquina” paraguaia. Realmente esse mundo é pequeno!
Igual ocorreu nas últimas vezes que fui ao Paraguai, entrei e saí do país sem que me parassem, olhassem documento ou revistassem o carro para ver que tipo de mercadoria eu estava levando. Se por um lado não ser parado pela Receita Federal ou Polícia Federal brasileira acaba sendo bom, pois não tem aquele incomodo de ficar respondendo perguntas e ver o carro e as compras sendo vasculhados, por outro lado fico preocupado com essa falta de controle na fronteira. Imagine a quantidade de drogas e armas que entram ilegalmente no Brasil todos os dias, em razão do fraco controle das fronteiras. Dessa forma fica difícil combater a criminalidade que aumenta a cada dia no Brasil, pois se em locais onde existem postos de fiscalização e controle de fronteira não existe uma fiscalização eficiente, imagine como ficam os milhares de quilômetros de fronteira que não possuem nenhum tipo de controle? Desse jeito fica difícil!
Muito calor.Conhecendo um pouco mais do Paraguai.Monumento aos 200 anos de República (1811 - 2011).Ponte Ayrton Senna, na divisa entre Mato Grosso do Sul e Paraná.
No último final de semana fui a Marechal Cândido Rondon, cidade com uma das maiores colônias de imigrantes alemães no Brasil. Tenho muitos amigos nessa cidade, e já tinha ido várias vezes lá, mas fazia exatos onze anos que não visitava a cidade. Dessa vez fui até lá para visitar meus amigos Marcos e Roseméri. Desde que eles mudaram de Curitiba há uns seis anos, que eu não os via. E além da grande amizade que tenho pelos dois, fui o cupido do casal, fui eu quem apresentou um ao outro e depois fui padrinho de casamento deles.
Mesmo sendo rápida a visita, passei bons momentos na cidade em companhia de meus amigos e também revi familiares da Roseméri, que eu conheço há quase duas décadas. Além de muita conversa, e a noite uma saída para pizza e sorvete, a melhor parte da visita foi conhecer a filhinha do casal. A menina é uma graça e acabei brincando um pouco com ela, que ficava me chamando de tio. Eu que não gostava de crianças, que tinha medo de ter filhos, de uns anos para cá perdi tal medo e descobri que me entendo bem com as crianças. Talvez por que no fundo eu tenho ainda um pouco da criança que fui (e continuo sendo). Kkkkk
Vou procurar não demorar tantos anos para fazer nova visita aos meus queridos amigos. E disse aos dois que já que fui eu que os “desencalhei”, agora é a vez de eles darem um jeito de me “desencalhar”. Vamos ver se eles são tão bons como cupidos, igual eu fui e me arrumam alguma(s) pretendente(s). Kkkkkkkkkk…
Portal de Marechal Cândido Rondon - Pr.Sou o "culpado" por essa família " existir"...
Mesmo com a chuva atrapalhando um pouco, pude fazer alguns passeios interessantes por Florianópolis. E conheci algumas praias onde nunca estive em minhas visitas anteriores a Ilha de Santa Catarina. E um local bem simpático onde estive duas vezes, foi o distrito de Santo Antonio de Lisboa. No local existe uma igreja centenária e também foi ali realizado o primeiro calçamento em uma rua no Estado de Santa Catarina. Tal fato ocorreu em 1845 durante uma visita do Imperador Dom Pedro II.
Barcos ao mar...Santo Antonio de Lisboa.A rua pavimentada mais antiga de Santa Catarina.Sambaqui.Ponta das Canas.Ponta das Canas.
Após uma virada de ano com muita chuva, o tempo melhorou e foi possível admirar um belo pôr do sol na praia, em Santo Antonio de Lisboa, um dos locais mais antigos da Ilha de Santa Catarina.
Momentos distintos de um mesmo pôr do sol.Distrito de Santo Antonio de Lisboa, Florianópolis - SC.
O reveillon foi bastante molhado, com muita chuva em Florianópolis. Mesmo assim foi bastante divertido. Quase em frente ao prédio onde estava teve show da Paula Fernandes sob muita chuva, na avenida Beira Mar Norte. E na virada do ano teve 15 minutos de queima de fogos, um espetáculo muito bonito. Pena que eu esqueci de carregar a bateria da câmera e quase fico sem fotos da virada. E agora que venha 2012, um ano que promete muitos desafios e coisas boas. Feliz 2012 a todos!!!!
Queima de fogos na virada do ano.Um brinde a 2012.Show da Paula Fernandes.Beira Mar Norte.
Estou passando uns dias em Goiânia. Essa é a décima segunda capital brasileira que fico conhecendo. Já estive em Goiás antes, mas foi no interior do Estado e já fazem 10 anos isso. Achei Goiânia uma cidade interessante. É grande, movimentada, relativamente limpa, e com muita mulher bonita.
Goiânia – GO (01/06/2011)Parque da Rosa (Goiânia – GO)
Essa semana estive viajando pelo Mato Grosso do Sul. Conhecia pouca coisa desse estado e dessa vez pude conhecer melhor a região. Passei por cidades importantes: Dourados, Naviraí e Campo Grande, que é a décima primeira capital brasileira que venho a conhecer. Fiquei três dias em Campo Grande, onde fiz alguns passeios e visitei uma tia que mora a mais de trinta anos na cidade. A cidade é até bonita, limpa, mas perde em termos de atrativos para cidades aqui do interior do Paraná, como Maringá e Londrina. Mesmo sendo uma capital de estado, o centro da cidade não possui nada interessante e de um modo geral a cidade não tem pontos turísticos marcantes. Mesmo assim valeu o passeio.
Campo Grande - MSParque das Nações Indígenas - Campo Grande/MSNaviraí - MSDourados - MS
No final de semana que passou, fiz mais uma viagem “internacional”. Dessa vez fui ao Paraguai fazer umas comprinhas. E não fui a Ciudad de Leste, que fica próximo a Foz do Iguaçu. Fui a Salto del Guairá, perto da cidade de Guaíra. Para quem não sabe, até o início dos anos oitenta, Foz do Iguaçu e Guaíra, rivalizavam para atrair turistas. Foz do Iguaçu com as Cataratas do Iguaçu e Guaíra com as Sete Quedas. Com a construção de Itaipu, as Sete Quedas desapareceram sob o lago de Itaipu, em outubro de 1982 e Guaíra quase virou uma cidade fantasma com o fim do turismo.
Em 1998, com a construção da Ponte Ayrton Senna ligando o Paraná ao Mato Grosso do Sul, a região de Guaíra voltou a crescer. E agora do lado paraguaio está surgindo um comércio parecido com o de Ciudad de Leste. A vantagem é que Salto del Guairá é mais tranqüila, limpa, menos perigosa e os preços são os mesmos de Ciudad de Leste. E a fiscalização é ainda mais precária e ineficiente do que em Foz do Iguaçu. Para quem quer comprar eletrônicos com preço bom e sem pagar imposto, é uma boa! (Também para que pagar imposto? Para que nossos “honrados” políticos tenham mais grana para roubar?)
A tendência é que o comércio de Salto del Guairá cresça ainda mais e atraía boa parte dos compradores que sempre seguiram para Ciudad de Leste. No meu caso, que estou em Campo Mourão, são quase cem quilômetros a menos de estrada para chegar ao Paraguai via Guaíra, do que indo via Foz do Iguaçu. O estranho é que saí do Paraná, atravessei quase quatro quilômetros de ponte, andei uns cinco quilômetros pelo Mato Grosso do Sul e entrei no Paraguai. Ninguém me pediu documento pessoal ou do carro, seja no lado brasileiro ou paraguaio, tanto na ida quanto na volta. E depois ninguém sabe por onde entra tanta droga e armas no Brasil! E num domingo ensolarado onde o termômetro no centro de Salto Del Guairá marcava 38 graus, nenhum policial ou fiscal da receita estava preocupado em vistoriar carros e pessoas que trafegavam de um país ao outro.
Nessa curta viagem visitei duas cidades aonde não ia há muitos anos. No sábado estive em Umuarama (era caminho), cidade também conhecida como “mulherama”, de tanta mulher que tem por lá. Dormi numa casa que fica quase em frente aos dois maiores ginásios de esportes da cidade, locais onde nos anos de 1986 e 1987 obtive minhas maiores conquistas como jogador de basquete. Foi muito bom rever aquele lugar e relembrar dos amigos e de como era boa aquela vida de jovem esportista.
E hoje estive em Guaíra, cidade que não visitava desde 1992. E foi nessa visita de 1992 a Guaíra que comecei a usar óculos e nunca mais parei. Lembro que eu estava me sentido sem jeito com o óculos. Daí conquistei uma paraguaia de olhos azuis, que me confidenciou ter sido minha cara de intelectual (graças aos óculos) que a conquistaram. Depois disso nunca mais tive traumas com relação a usar óculos. Cheguei até a usar lentes de contato por um tempo, mas não me acostumei.
E chega de saudosismos!!!
Chegando a Salto del Guairá.Êita lugarzinho quente...Ponte Ayrton Senna.
Como último passeio pela região de Foz do Iguaçu, fomos passar um final de tarde em Puerto Iguazú, Argentina. Diferente da entrada no Paraguai onde não nos pediram documento algum ao sair do Brasil e ao entrar no Paraguai, entrar na Argentina foi um pouco mais complicado. Tivemos que apresentar documentos ao sair do Brasil e também ao entrar na Argentina. A Andrea já conhecia a Argentina, pois já esteve em Buenos Aires e outras cidades. De antemão avisei a ela que Puerto Iguazú era bem diferente da Argentina que ela conhecia. A cidade é pequena e meio sujinha. Já estive ali algumas vezes e sabia o que ia encontrar. Chegamos à cidade no final do dia e fomos fazer um passeio a pé pelo centro. Depois demos uma volta de carro e paramos fazer umas compras num supermercado. Com o real valendo R$ 2,15 para cada peso argentino, foi divertido ir ao supermercado. Compramos pouca coisa, na maioria produtos que não tem no Brasil ou que são mais caros por aqui. Consegui encontrar iogurte de doce de leite, algo que até hoje só vi na Argentina. Depois fizemos um lanche na saída da cidade e retornamos ao Brasil a noite.
História: Puerto Iguazú (Porto Iguaçu em português) é uma cidade da província de Misiones e está localizada a 18 km das Cataratas do Iguaçu. Próxima a cidade fica a Ponte Internacional Tancredo Neves, inaugurada em 1985 e que liga o Brasil a Argentina. O turismo é a principal atividade econômica da cidade, já que o comércio e a hotelaria também são as principais fontes de renda. Nos últimos anos à cidade tem recebido um grande número de hoteis internacionais, os quais estão construindo suas edificações às margens do Rio Iguaçu. Alguns atrativos turísticos da cidade são as Cataratas do Iguaçu (lado argentino), Marco das Três Fronteiras, a feira artesanal localizada no mesmo, o complexo La Aripuca, o porto, o Museu de Imagens da Selva, o Museu Mbororé, o Parque Natural Municipal Luis Honorio Rolón, o centro de reabilitação para aves Guira Oga e um cassino internacional (o qual forma parte de um hotel). A cidade possui um centro comercial nas cercanias da Ponte Internacional Tancredo Neves, o Duty Free Shop.
Como estávamos em Foz do Iguaçu, aproveitamos para atravessar a fronteira e fazer umas comprinhas no Paraguai. A Andrea conhece muitos países, já esteve sete vezes nos Estados Unidos, mas ainda não conhecia o Paraguai. No fundo acho que ela morria de vontade de conhecer esse pais irmão. Eu, ao contrário já estive muitas vezes no Paraguai, não somente em Ciudad del Este, mas também em outras cidades mais adentro do pais. O Paraguai foi o primeiro pais que conheci fora do Brasil, então tenho um carinho especial por ele. Já Ciudad del Este apesar de ter crescido bastante desde a primeira vez que lá estive em 1985, continua feia, suja e tumultuada. Não pretendíamos fazer muitas compras e assim caminhamos tranquilamente por alguns shoppings. Já os vendedores e bancas de rua procuramos evitar, além do que era um saco andar pela rua devido á quantidade de pessoas que nos paravam para tentar vender algo. Detesto esse tipo de assédio, seja no Brasil, no Paraguai ou onde for. Fazia um calor de derreter e dessa forma era melhor ficar nos shoppings, com ar condicionado. De compras trouxemos alguns itens eletrônicos e nos divertimos em uma loja que vendia produtos alimentícios americanos e europeus. Saímos com a sacola cheia de chocolates, doce de leite e no meu caso manteiga de amendoim JIF, pela qual sou tarado. Passamos uma manhã no Paraguai e foi suficiente para nossas compras e para a Andrea conhecer um pouco do lugar. No fundo acho que foi pior do que ela esperava e com certeza ela deve preferir comprar produtos eletrônicos nas lojas de Miami. No regresso ao Brasil resolvemos aventurar e atravessar a Ponte da Amizade a pé. Já fiz isso muitas vezes, já a Andrea precisava passar por essa pequena aventura e pelo visto gostou da experiência.
História: Ciudad del Este (Cidade do Leste, em português) é um distrito do Paraguai, capital do departamento (estado) de Alto Paraná. Situada no extremo leste do país, a cidade foi fundada em 1957 com o nome de Puerto Flor de Lís. Anos depois foi renomeada de Puerto Stroessner no período da ditadura paraguaia, quando o presidente do Paraguai era o general Alfredo Stroessner. Ganhou o nome atual após a queda do regime ditatorial do general Stroessner. A cidade faz parte de um triângulo internacional conhecido na região como Tríplice Fronteira, que envolve também Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na província (estado) de Misiones, Argentina. As três cidades são separadas uma das outras pelo Rio Paraná e pelo Rio Iguaçu. Ciudad del Este é responsável por metade do PIB paraguaio; é a terceira maior zona de comércio franca do mundo (após Miami e Hong Kong), cujos clientes na maioria são brasileiros atraídos pelos baixos preços dos produtos vendidos na cidade. Com pouco mais de 320 mil habitantes, Ciudad del Este é a segunda cidade mais populosa do Paraguai.
Nas ruas sujas da cidade.Andrea no trânsito caótico da cidade.Descansando num shoping.Atravessando a Ponte da Amizade.
O único passeio em Salvador que vale ser mencionado numa postagem própria, foi a visita ao Pelourinho. O Pelourinho é um bairro da cidade, que fica localizado no centro Histórico e que possui um conjunto arquitetônico colonial (barroco português) preservado e integrante do Patrimônio Histórico da Unesco. Chegamos bem cedo, quando não tinha quase ninguém na rua e pudemos passear tranquilamente pelo local. Quer dizer, quase tranquilamente, pois pelo caminho encontramos alguns elementos que nos olhavam com cara estranha, e dava um certo receio de ser assaltado ali, pois estava tudo deserto. (E Polícia que é bom não vimos ali, só vimos depois chutando mendigos e cacchorrros em outro local.). O conjunto do lugar é bonito, com construções antigas e na maioria preservadas. Para um cara como eu que é apaixonado por história e construções antigas, o lugar poderia ser o paraíso. Mas não é, pois tem muitas construções degradadas, mal cuidadas. E a sujeira e o cheiro do lugar eram terríveis. Foi mais uma decepção que a cidade de Salvador me deu.
HISTÓRIA: A história do bairro está intimamente ligada à história da própria cidade, fundada em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar onde se localiza o Pelourinho por sua localização estratégica – no alto, próximo ao porto e da região comercial e com uma barreira natural constituída por uma elevação abrupta do terreno, verdadeira muralha de até 90 metros de altura por 15 km de extensão – facilitando a defesa da cidade. Era um bairro eminentemente residencial, onde se concentravam as melhores moradias, até o início do século XX. A partir da década de 1960, o Pelourinho sofreu um forte processo de degradação, com a modernização da cidade e a transferência de atividades econômicas para outras regiões da capital baiana, o que tranformou a região do Centro Histórico em um antro de prostituição e marginalidade. Somente a partir da década de 1980 (com o reconhecimento do casario como patrimônio da humanidade pela Unesco) e da década de 1990 (com a revitalização da região) é que o Pelourinho transformou-se no que é hoje: um centro de “efervescência” cultural. Nas últimas décadas, o Pelourinho passou a atrair artistas de todos os gêneros: cinema, música, pintura, tornando-o um importante centro cultural de Salvador.
Nosso passeio por Salvador foi rápido. O único que já conhecia a cidade era o Wagner e ele tinha nos alertado de que Salvador não era tudo aquilo que falam, que íamos nos decepcionar. E ele estava certo, foi opinião geral de que a cidade não merece a fama que tem. A cidade é suja e tem muita coisa feia, decadente, mal preservada. Talvez no passado a cidade tenha sido bonita, mas pelo que vimos atualmente deixa muito a desejar. Foi uma grande decepção.
Visitamos os principais pontos turísticos da cidade e passamos por quase toda a orla marítima que banha a cidade. Em alguns pontos principais fizemos uma parada mais longa pra conhecer e tirar fotos. A cidade possui muitas construções históricas, mas boa parte está degradada, caindo aos pedaços. Vimos alguns casarões e prédios históricos desabados, numa mostra de que o poder público local tem outras preocupações, que não é preservar o patrimônio histórico e cultural de uma das cidades mais antigas do Brasil.
Na visita ao Elevador Lacerda, descemos da Cidade Alta para a Cidade Baixa e ao sairmos do elevador presenciamos uma cena vergonhosa. Dois Policias Militares estavam acordando um morador de rua aos berros e chutes. O PM machão tentou chutar até mesmo o cachorro do morador de rua, mas o cachorro foi mais esperto do que ele. A cena que presenciamos foi o típico abuso de poder e covardia. Duvido que os policiais tenham a mesma coragem e macheza pra enfrentar bandidos. Até brincamos com o Pity, que estava de chinelo e com uma bermuda verde alface, de que era pra ele tomar cuidado, pois senão os PMs iam confundi-lo com um morador de rua e ele ia levar uns chutes. A região próxima ao Elevador Lacerda, tanto na Cidade Baixa quanto na Cidade Alta é de uma sujeira total, lixo por todo o chão e um cheiro horrível. Resumindo, a decepção foi tanta com a cidade, que até antecipamos o fim de nosso passeio. Conheço quase todas as capitais do Nordeste e até agora Salvador foi a pior delas. Pra lá não volto mais!
HISTÓRIA: Salvador foi a primeira capital do Brasil. A região antes mesmo de ser fundada a cidade, já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu. Em 1536, chegou à região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro com Diogo Álvares; na volta, já na Baia de todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.
Em 29 de março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de três anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas. Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração. A cidade foi invadida pelos holandeses em 1598, 1624-1625 e 1638. O açucar, no século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século a Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.
Elevador Lacerda (Cidade Alta).Sidne, Wagner, Pity, Maico e Vander.Elevador Lacerda, na parte alta da cidade.Os PMs covardes, chutando mendigos e cachorros.Elevador Lacerda visto da parte baixa da cidade.Mercado Modelo.Prédios antigos que desabaram.Momento de descanso.Parte da orla da cidade.Farol da Barra.Wagner descansando no aeroporto de Salvador.
Abaixo seguem algumas fotos interessantes da viagem a Porto Seguro. Algumas são curiosas, outras engraçadas e outras sem muito sentido. Por essas e outras, elas foram consideradas o Top 12 dos dias que passamos em Porto Seguro.
Fantasma.Bóia pra bêbado não se afogar.Silêncio! Bêbado dormindo…Quem mandou esquecer o tripé da câmera!Dois primos bebendo caipirinha.O paparazzi sendo fotografado de perto.Surubão.Urinando no mar…?????? Foto que o Pity tirou. Devia estar bêbado…Bêbado a milanesa.Sereia Maico e Netuno Sidne.Vou te comer todinha!!!
Uma coisa que vamos lembrar dessa viagem é o acarajé. Eu, que não curto comidas exóticas ou muito típicas, nem sequer cheguei perto de provar tal iguaria — só o cheiro já me deixava enjoado. Mas teve gente que se fartou com os acarajés da Baiana do Centro Histórico de Porto Seguro. O Wagner, em uma única sentada, no fim de uma tarde, devorou cinco de uma vez só.
Mas quem mais vai se lembrar do acarajé é o Maico. O coitado passou mal por um bom tempo e, na viagem de volta, visitou quase todos os banheiros do aeroporto de Salvador. O menino estava verde e acabou virando alvo de muitas brincadeiras da nossa parte. Ele ficou na dúvida se o problema foi causado pelo acarajé ou por um bife que comeu no mesmo dia. Eu acho que foi o acarajé.
HISTÓRIA: O acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira, feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite de dendê. Pode ser servido com pimenta, camarão seco, vatapá, caruru ou salada — quase todos pratos típicos da cozinha baiana. É também um alimento característico do candomblé, com origem em um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. Assim, tornou-se uma oferenda a esses orixás. Mesmo quando vendido no contexto profano, o acarajé ainda é considerado uma comida sagrada pelas baianas; por isso, sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.
A Baiana do Centro Histórico.Maico e o acarajé.Vander e a Baiana.Pity.Wagner e o quinto acarajé da tarde.Maico se garantindo com os saquinhos para vômito.O coitado tava verde…Maico chegando em Salvador.Maico, vitíma do “efeito acarajé”.
A única mulher que pegamos em Porto Seguro foi uma índia. Fizemos até fila pra dar um abraço e uns amassos nela. O Sidne foi quem mais se aproveitou, mas essa foto dele com a índia não dá pra publicar aqui. Sei que tinha um cara na esquina ligando acho que era pra Polícia. A farra foi tanta que se a Polícia aparece acho que levariam nós cinco e a índia pra cadeia.
O passeio a Santa Cruz Cabrália também merece ser mencionado em uma postagem própria, pois foi realmente interessante. Santa Cruz Cabrália divide com Porto Seguro a primazia de ter sido o local de chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. É uma cidade histórica, por ter abrigado a 1ª Missa (no Domingo de Páscoa) e a 2ª Missa (de Posse) celebradas no Brasil, ambas conduzidas por Frei Henrique de Coimbra, capelão da armada de Pedro Álvares Cabral, em 26 de abril e 1º de maio de 1500, respectivamente. A primeira ocorreu na extremidade sul da Baía Cabrália, no Ilhéu da Coroa Vermelha, e a segunda na foz do Rio Mutary. Assim como Porto Seguro, a cidade também é dividida em Cidade Alta e Cidade Baixa.
História: Santa Cruz Cabrália é uma cidade construída em dois planos, seguindo a tradição portuguesa. Foi fundada na margem norte da foz do Rio Mutary pelo navegador português Gonçalo Coelho, comandante da 2ª expedição ao Brasil, que aportou na Baía Cabrália em 1503 para deixar ali os primeiros missionários, aventureiros e degredados — ao lado da Santa Cruz de Posse — e que trouxe consigo, como observador, o navegador Américo Vespúcio. Em 1503, o Brasil mudou seu nome de Terras de Vera Cruz para Terras de Santa Cruz.
Oito décadas depois, a Vila de Santa Cruz foi transferida para um platô na foz do Rio João de Tiba — o atual Centro Histórico — com o objetivo de proporcionar melhores condições de defesa diante dos frequentes ataques indígenas. Além de belas paisagens, essa histórica cidade, berço da civilização brasileira, é também um belo porto de pesca. Na parte alta encontram-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída no século XVII; a Casa de Câmara e Cadeia, que abrigou a 1ª Intendência do Brasil, do século XVIII; e as ruínas de um colégio jesuíta do século XVI. A cerca de 400 metros fica o Morro do Mirante de Coroa Vermelha, que oferece uma maravilhosa e inesquecível vista panorâmica de toda a bonita, ampla e histórica Baía Cabrália.
Atracadouro de Santa Cruz Cabrália. Santa Cruz Cabrália. Santa Cruz Cabrália (Cidade Baixa). Escadaria que liga a Cidade Baixa a Cidade Alta. Santa Cruz Cabrália (Cidade Alta). Santa Cruz Cabrália (Cidade Alta). Igreja na Cidade Alta. Vista do alto da Cidade Alta. Pose para foto. Pausa para descanso. Local onde foi realizada a primeira missa no Brasil. Local da primeira missa.
Um dos passeios de que mais gostei foi visitar o Centro Histórico de Porto Seguro (que eu já conhecia), localizado na Cidade Alta. Como a maioria das cidades portuguesas fundadas no litoral, Porto Seguro foi construída em dois planos: Cidade Alta e Cidade Baixa. Na Cidade Alta viviam os moradores mais importantes e influentes, e ali também ficavam as principais construções. A Cidade Alta de Porto Seguro foi bem preservada e, hoje, é conhecida como Centro Histórico. Nesse local, ainda existem casas e edificações antigas, bem conservadas. Lá também está o Marco do Descobrimento, trazido de Portugal alguns anos após a chegada dos portugueses ao Brasil. Em um dos cantos fica um farol que, na minha visita anterior, em 1997, eu não havia visto. Foi nesse local — onde hoje existe uma igreja antiga, embora não seja a original — que foi construída a primeira igreja em terras brasileiras.
Além da parte histórica e das construções antigas, a vista lá do alto é muito bonita. No Centro Histórico também há diversas lojas de artesanato e barracas com produtos da culinária local. Os meninos se acabaram de tanto comer acarajé. Eu adorei as cocadas. Estivemos duas vezes no Centro Histórico: a primeira para conhecer e passear, e a segunda exclusivamente para fazer compras e comer cocadas e acarajé.
História: Primeiro núcleo habitacional do Brasil, Porto Seguro, além de ostentar o Marco do Descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos da colonização. Dessa época datam vários prédios históricos que podem ser visitados durante o dia ou apreciados à noite, sob iluminação especial.
O passeio histórico pode começar pelo Marco do Descobrimento, de onde se descortina uma das mais belas paisagens do litoral de Porto Seguro. O marco veio de Portugal entre 1503 e 1526 e simboliza o poder da Coroa Portuguesa, sendo utilizado para demarcar suas terras. Todo em pedra de cantaria, apresenta, de um lado, a cruz da Ordem de Avis e, do outro, o brasão de armas de Portugal.
Na mesma área fica a Igreja de Nossa Senhora da Pena, construída em 1535 pelo donatário da capitania, Pero do Campo Tourinho. Ela abriga imagens sacras dos séculos XVI e XVII, entre elas a de São Francisco de Assis — a primeira trazida para o Brasil — e a de Nossa Senhora da Pena, padroeira da cidade.
Mais adiante está o Paço Municipal, ou Casa de Câmara e Cadeia, datado do século XVIII, uma das mais belas construções do Brasil colonial. No prédio funciona o Museu Histórico da Cidade, também chamado Museu do Descobrimento. A Igreja da Misericórdia, também conhecida como Igreja do Senhor dos Passos, de estilo singelo, guarda imagens barrocas, com destaque para a do Senhor dos Passos e para um Cristo crucificado.
Fazendo pose em frente ao Marco do Descobrimento.Marco do Descobrimento.Em frente ao Marco do Descobrimento do Brasil.
Local onde foi constuída a primeira igreja no Brasil.
Farol.Centro Histórico.Antigo Paço Municipal ou Casa de Câmara e Cadeia.
A viagem á Bahia foi muito divertida e muitos momentos serão inesquecíveis. De negativo foram os atrasos e cancelamentos de voos, bem como as turbulências que enfrentamos. Mas mesmo com essas furadas foi divertido e mesmo em situações ruins nós conseguíamos nos divertir. Nossa viagem iniciou em Londrina, depois passamos por São Paulo e Salvador, até desembarcar em Porto Seguro num inicio de madrugada chuvosa. Era minha segunda vez na cidade, a outra tinha sido em 1997 e o desembarque também tinha sido com chuva. Quando comentei isso começaram a me chamar de pé frio. O pior disso tudo foi que o piloto no inicio do voo entre Salvador e Porto Seguro, avisou que o tempo estava bom em Porto Seguro. Ou ele estava com sono ou não leu corretamente o boletim de previsão do tempo. E ainda pior foi a turbulência no trecho final do voo, e uma ligeira queda de sustentação do avião que além do susto deu um frio na barriga. O desembarque foi na pista, sob chuva, de guarda chuva. Essa situação pra mim foi inédita, de sair de um avião de guarda chuva. Depois do desembarque pegamos nossa bagagem, alugamos um carro e fomos paro o hotel, onde fomos recepcionados com champagne (Clientes vip são outra coisa!). No sorteio dos quartos eu e Mayco ficamos em um, e W@gner, Sidne e Pity ficaram juntos num outro quarto. Me dei bem, minha cama era king size e cabiam umas quatro pessoas nela tranquilamente.
Nos dias seguintes fizemos muita coisa, mas o principal foi ficar a toa na barraca de praia em frente ao hotel, bebendo (eu não) e vendo a paisagem. Fizemos alguns passeios curtos pelas proximidades, bem como algumas rápidas saídas noturnas. Por ser baixa temporada a cidade não estava muito cheia e tudo fechava cedo. Nos divertimos muitos entre nós, fizemos muita brincadeira e sacaneamos muito um ao outro. Entre outras teve neguinho que tomou caipirinha com água de piscina, outro que comeu batata frita com protetor solar, pensando que era maionese e um outro que tomou Coca-Cola num copo cuja borda tinha sido cuidadosamente besuntada com pimenta ardida. Em muitas brincadeiras fui preservado, principalmente nas guerras na piscina, guerra de coco e de travesseiros. Me preservaram por eu ainda estar com a hérnia de disco incomodando, então não queríamos correr o risco de eu parar no hospital por culpa de alguma brincadeira.
Nossos finais de tarde eram sempre na piscina do hotel, onde bagunçamos bastante. Teve dois caras que ficaram pelados na piscina, como castigo por terem feito algo errado. As fotos que obviamente não podem ser publicadas aqui ficarão de registro para sacanearmos futuramente estes dois. Na piscina entre outras coisas jogamos bingo, fizemos lambaeróbica, jogamos uma emocionante partida de Pólo Aquático e muito mais. Nosso hotel tinha muitos paranaenses hospedados, tanto é que no jogo de Pólo descobrimos depois que todos os jogadores eram do Paraná. Por preguiça não vou contar detalhadamente os dias que passamos lá e tudo o que aprontamos. Vou fazer algumas postagens especificas sobre alguns passeios que fizemos e um ou outro comentário.
HISTÓRIA: Porto Seguro foi oficialmente, o primeiro local onde aportaram os navegantes portugueses comandados por Pedro álvares Cabral em 21 de abril de 1500. Em 1530, quando o comércio com as Índias Orientais enfraqueceu e Portugal passou a se interessar pela nova terra descoberta, veio dela tomar posse, terra que lhe cabia pelo Tratado de Tordesilhas. O município foi fundado em 1534. Atualmente possui cerca de 114.459 habitantes e está tombada em quase sua totalidade pelo Patrimônio Histórico, não sendo permitida a construção de prédios altos, com mais de dois andares.
Dando sequência ao meu período sabático e de viagens, no momento estou na Bahia com meu irmão e mais três amigos. Essa é minha terceira vez em terras bahianas, sendo ás duas anteriores em 1997 e 1998. Nos próximos dias quando sobrar tempo posto mais fotos e conto sobre a viagem.
No aeroporto ás quatro e meia da manhã.
Escala em São Paulo.Aeroporto de Salvador.Em Porto Seguro desembarque na pista e sob chuva.Com meu irmão.
Abaixo algumas fotos interessantes dos quase quatro dias que passamos pela região de Visconde de Mauá, Vila de Maringá e Vila de Maromba. Algumas são bem legais, como a do Dálmata esperto que ficava em pé na frente de um restaurante enquanto ás pessoas comiam, esperando que jogassem algo pra ele. Outra curiosidade é a ponte de madeira que atravessávamos algumas vezes ao dia indo de Minas Gerais para o Rio de Janeiro e vice-versa. E tem também a Andrea pisando no cocô de cachorro.
PARA AMPLIAR CLIQUE NO MEIO DAS IMAGENS
Divisa de estado entre MG e RJ.
Dálmata pidão.
Pés congelados.
Flores na mata.
Carro sujoooooooooooo...Adivinha no que ela pisou?
Uma das cachoeiras mais legais que visitamos foi a Cachoeira do Santuário. Ela não é a maior e nem a mais conhecida, mas o “conjunto” que envolve a cachoeira acaba tornado-a interessante. Ela fica em uma propriedade particular e paga-se uma taxa de R$ 5,00 para visita-lá. A trilha que leva até a cachoeira é bem demarcada e cercada por árvores centenárias, muitas com uma tabuleta indicando qual a espécie. Nos lugares onde a trilha é perigosa existe um corrimão feito por cordas. Na entrada você recebe um pequeno mapa que te auxilia a encontrar os pontos de visitação no meio da mata. O local faz divisa com o Parque Estadual do Itatiaia. Segundo o dono do local, dali parte uma trilha que adentra o parque e da pra chegar próximo ao pico das Agulhas Negras. Mas segundo ele o acesso está fechado em razão da falta de chuva o que torna o risco de incêndio na mata muito alto. Fiquei muito interessado em fazer essa trilha, mas além da mesma estar fechada, não tínhamos tempo pra isso, já que demanda muitas horas de caminhada e também porque minha condição física em razão da hérnia de disco ainda não permite tal esforço.
Após percorrermos todo o caminho indicado no pequeno mapa que recebemos, passamos pela cachoeira, molhamos os pés na água gelada e percorremos outras trilhas no meio da mata. Daí seguimos até o alto do morro e de lá deu pra observar a extensão da mata. Um lugar muito bonito, com muito verde. Antes de ir embora conversamos um tempo com o Sebastião, dono do local. Ele é um mineiro bom de papo, de fala mansa e que contou que chegou ali há mais de trinta anos para ganhar a vida. E que torce para que a conclusão da estrada torne o local mais atrativo aos turistas e os negócios melhorem. E também torce que mesmo com o progresso o local seja preservado. Chegar até lá não foi nada fácil, a Andrea teve que exercitar ao maximo seus dotes de motorista e eu meus dotes de co-piloto.
Cachoeira do SantuárioMolhando o pés na água gelada.Descalsa pela mata.Mata e mais mata…Loira perdida na mata!
Outra cachoeira interessante que visitamos foi a cachoeira da Santa Clara. Ela é uma das cachoeiras mais altas e conhecidas da região, ficando a 1200 metros de altitude e com 50 metros de queda de águas cristalinas, cercada de mata por todos os lados. As águas da cachoeira formam um grande lago que convida a um mergulho nas águas que formam o Rio Santa Clara. Após a queda tem uma piscina natural e para os mais radicais dá para praticar o rapel.
Procurando o caminho pra cachoeira.Cachoeira da Santa Clara
A região onde estávamos tem muitas cachoeiras e visitamos algumas delas. Uma das mais bonitas é a “Cachoeira do Escorrega”, uma laje de pedra que forma uma queda de uns 30 metros. Ela fica 2 km após a Vila de Maromba. Tem um poço bom pra nadar, e os aventureiros (ou corajosos) escorregam cachoeira abaixo. A água estava muito fria e nem pensar em escorregar pela cachoeira. Também não vi ninguém fazendo isso.
Essa cachoeira tem um história diferente das demais cachoeiras da região. Ela surgiu após fortes chuvas que caíram na região em 1966. Naquele ano choveu tanto e a água desceu da serra com tal força que alterou profundamente o leito do rio. Tanto que fez surgir a hoje conhecida cachoeira do Escorrega. Depois de carregar uma quantidade descomunal de terra, pedras e mata, brotou aquela imensa laje lisa por onde escorre a água cristalina, e que forma um escorregador natural.
Cachoeira do EscorregaCachoeira do EscorregaCachoeira do EscorregaCachoeira do EscorregaLojas de artesanato próximas a cachoeira.
Na Vila de Maromba, a turma jovem e hippie domina a região. Ela fica bem próxima ao pico das Agulhas Negras. A exemplo de Visconde de Mauá e da Vila de Maringá possui diversas pousadas e chalés, que acomodam aqueles que procuram o lugar principalmente nos meses de inverno, em razão de suas baixas temperaturas e de sua paisagem, típica de regiões frias. A Vila é mais pacata que a Vila de Maringá que fica próxima, mas parece ser mais importante, pois tem até igreja no pequeno centro da Vila. A estrada pra se chegar até a Vila é ruim, com muitos buracos e bastante estreita. Em alguns trechos quando vinham carros em sentido contrário dava o maior trabalho pra poder passar.
Fizemos apenas um curto passeio em Maromba, onde visitamos uma cachoeira próxima e demos uma volta a pé pela Vila. Gostoso foi o lanche que fizemos em pé num local em frente a uma casa. O bolo de cenoura e o risólis estavam deliciosos, sem contar do doce de leite caseiro em cubos. Também vimos algumas “figuras” interessantes, alguns “bicho grilo” que congelaram no tempo e vivem de forma tranqüila na Vila.
Após viajarmos cerca de 300 km desde São Paulo, enfim chegamos ao nosso destino que era a Vila de Maringá. Considerada a Vila mais charmosa da região, com vários restaurantes, pousadas e lojinhas de artesanato, o seu nome me fez lembrar da cidade de Maringá, no Paraná, que fica perto de minha cidade natal. Essa Vila de Maringá fica no estado do Rio de Janeiro, mas existe uma parte da Vila que fica no Estado de Minas Gerais, do outro lado do rio. A região foi um reduto hippie na década de 70. Por isso, o artesanato continua sendo valorizado na cidade e você vê a cultura hippie espalhada por todo canto, seja na vestimenta de alguns moradores, no nome e fachada de lojas e casas e até mesmo no clima de “paz e amor” que reina no lugar. Os principais tipos de recordações da Vila são os que se referem à culinária e artesanato. Geléias e outros tipos de compota podem ser encontrados em qualquer loja de artesanato. Comprei um vidro de doce de leite que era tudo de bom. Arrependi-me amargamente de não ter comprado mais.
Após passarmos rapidamente pela Vila de Maringá, seguimos em frente á procura de nossa pousada. São tantas pousadas, encruzilhadas e placas pelo caminho, que foi um pouco difícil encontrar a “Pousada El Mesón”, onde ficaríamos hospedados. Fomos recepcionados pelo dono da pousada, um espanhol que vive ali há muito tempo com sua família. A Andrea esteve nessa mesma pousada vinte anos antes, mas não se lembrava de muita coisa. Seriamos os únicos hospedes no final de semana e para nós foi reservado um chalé que mais parecia uma cabana de madeira, mas que era muito simpático e aconchegante, com direito a lareira que não precisamos usar, pois o frio que fez por lá não foi tanto. Até aí acreditávamos que estávamos no Rio de Janeiro. Somente no dia seguinte fomos descobrir que estávamos 600 metros dentro de Minas Gerais. Tinha uma ponte de madeira que dividia os dois estados, mas não existia nenhuma placa com tal informação. Foi chique ficar hospedado em Minas Gerais e todos os dias ir para o Rio de Janeiro almoçar e jantar.
Após nos alojarmos em nosso Chalé/Cabana, fomos caminhar a pé pelas redondezas, pois ouvíamos bem perto o barulho de um rio. Encontramos um local ao lado de uma ponte e conseguimos descer até o rio. A Andrea foi de biquíni por baixo do vestido, pois estava louca pra entrar na água. Quando ela colocou o pé na água desistiu na hora. A Água era congelante que chegava a doer o pé. É bem mais fria que as águas da Serra do Mar no Paraná. Por mais que eu a provocasse, a Andrea não molhou o biquíni, tendo se limitado a molhar os pés.
Antes do final do dia caminhamos mais um pouco em direção a uma das muitas cachoeiras existentes no local, mas acabamos não chegando até ela, pois tinha que pagar uma taxa de manutenção de R$ 3,00 e não tínhamos levado dinheiro para esse passeio a pé. De interessante nesse passeio foi encontrar uma gata que ficou nos seguindo. Ela estava meio perdida e então a carreguei no colo por um bom trecho até um local mais habitado. Daí surgiu um cachorro na estrada e a gata saiu correndo para subir numa árvore e nem se despediu de nós. Não a vimos mais. Á noite fomos para a Vila de Maringá jantar e depois fizemos um pequeno passeio a pé. Mas não tinha muito o que ver e voltamos para nossa pousada em Minas Gerais. Vale mencionar que o principal item da culinária local é a Truta. Eu não gosto de peixe e a Andrea não gosta de Truta, então não experimentamos tal prato.
Vila de Maringá – RJA “Pousada El Mesón” e o Chalé/CabanaNosso primeiro passeio pelo lugar.Nossa amiga felina.
Chegando ao estado do Rio de Janeiro em plena Serra da Mantiqueira passamos pela cidade de Visconde de Mauá. Nosso destino era mais acima, então acabamos não demorando em Visconde de Mauá. A estrada que leva serra acima está sendo asfaltada, numa grande obra de engenharia, pois o relevo é muito complicado. O asfalto ainda não chega á metade do caminho, então o restante do trecho foi bem difícil, por uma estrada estreita, cheia de buracos e com muita poeira. Quando o asfalto ficar pronto a região deve receber um maior número de turistas e se desenvolver economicamente.
A região de Visconde de Mauá fica no eixo RJ-SP numa área de proteção ambiental no alto da Serra da Mantiqueira, na divisa com o Parque Nacional de Itatiaia e abrange terras dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro na Serra da Mantiqueira a uma altitude que varia de 1400 a 2787m. O diferencial da região está na abundância de cachoeiras, rios e piscinas naturais de águas límpidas e cristalinas. A região de Visconde de Mauá é compreendida por três principais vilas: Visconde de Mauá, Maringá e Maromba. Após subir a serra (10 km de asfalto e 20 km de estrada de terra) chega-se na vila de Visconde de Mauá, seguindo por mais 8 km, chega-se a Maringá e por mais 3 km a Maromba. O clima é classificado como tropical de montanha com inverno rigoroso e verão suave. No inverno, de junho a agosto, a temperatura varia de -2 a 13 graus e não costuma chover, não sendo raro gear. No verão chove com mais freqüência, principalmente chuvas vespertinas. A temperatura varia de 8 a 27 graus.
Quase lá…Parte de Visconde de Maúa e sua igreja construída em 1934.
Ainda rumo a Serra da Mantiqueira, na divisa dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, paramos na histórica e simpática cidade de Queluz. O motivo da parada foi para almoçar e descansar um pouco. A cidade é bem tranquila, mas quando fomos pegar o carro presenciamos um caso de Polícia. Um bêbado mostrou seu orgão genital (o nome politicamente correto para pinto) pra uma menina de uns dez anos. A mãe da menina viu o ocorrido e “agarrou” o homem. Depois ligou pra Polícia e quando entramos no carro após tirarmos umas fotos do rio ao lado, a Polícia estava chegando. Deduzimos que essa talvez tenha sido a única ocorrência policial que aconteceu na cidade naquela semana. Até perguntei pra Andrea se ela não queria aproveitar e se oferecer como advogada do bêbado tarado, mas ela se recusou pois estava de folga. Outro detalhe, a cidade de Queluz é o último município paulista antes de chegar ao estado do Rio, pra quem segue pela Via Dutra.
Em Queluz localiza-se a Pedra da Mina, ponto culminante do estado de São Paulo e também o Pico dos Três Estados que marca a fronteira entre RJ, MG e SP. Originou-se Queluz de um aldeamento de índios puris, criado no ano de 1800. A aldeia cresceu em torno de uma capela, onde hoje se ergue a igreja matriz. O povoado foi elevado à vila em 1842, passando a município em 1876. Seu padroeiro é São João Batista e o nome de Queluz foi uma homenagem prestada à família reinante, tendo a localidade recebido o nome do palácio perto de Lisboa, onde nasceu D. Pedro II. O município desenvolveu-se com a cultura do café, que aí deixou importantes marcos culturais, como as sedes ainda existentes das fazendas do Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata e outras.
Fonte: “O Passado Ao Vivo” (Thereza Regina de Camargo Maia)
De carro a caminho do estado do Rio de Janeiro, a Andrea sugeriu fazermos uma parada na cidade de Aparecida (erroneamente chamado de Aparecida do Norte), no Vale do Paraiba em São Paulo. A cidade é famosa por “guardar” a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Nossa visita se limitou somente a Basilica de Nossa Senhora Aparecida. Como tinhamos pressa não deu pra passear por outros pontos da cidade. A Basilica em si é enorme, uma construção grandiciosa. A Andrea que já esteve no Vaticano, disse que alguns arcos da Basilica são cópias do Vaticano. Visitamos uma torre que fica no 16º andar da Basilica e de onde da pra ver a paisagem da região que é muito bonita. No andar debaixo existe um museu até interessante, com arte sacra, antigos mantos da imagem de Nossa Senhora Aparecida e muitos outros objetos. Também fomos ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que fica dentro da Basilica, protegida por um vidro blindado desde que sofreu um atendado por parte de um fanático religioso e foi quebrada em 1978. Por ser sábado de manhã, o local estava bem cheio, com muitos romeiros, alguns pagando promessas até de forma meio que exagerada. Foi interessante o passeio e na hora de ir embora paramos pra tomar um picolé que além de enorme era muito saboroso.
História: A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecidaé o terceiro maior templo católico do mundo. Foi inaugurada em 4 de julho de 1980 quando João Paulo II visitou o Brasil pela primeira vez. Em outra de suas visitas, passando por Aparecida, abençoou o Santuário e, em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elevou a Nova Basílica a Santuário Nacional. Localiza-se no centro da cidade, tendo como acesso a “Passarela da Fé”, que liga a basílica atual com a antiga, ambas visitadas por romeiros.
Imagem de Nossa Senhora Aparecida: Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais. Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no Rio Paraiba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.
Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e a imagem. Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basilica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888. Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basilica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado. Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.
Basilica de Nossa Senhora AparecidaInterior de uma torre e a vista que se tem lá do altoImagem de Nossa Senhora AparecidaA classe de uma “sangue azul” chupando um picolé
No final de semana estive em Marília, interior do estado de São Paulo. Fazia 29 anos que eu não ia pra lá. Fomos eu, W@gão, Maico e Gilvan. Acabou sendo um final de semana divertido, demos boas risadas. Teve uma cara que chegou a perder a aliança. Ainda bem que depois achou, pois senão ia se dar mal em casa, pois seria difícil convencer a “patroa” de que não perdeu a aliança por razões de safadeza (e não foi mesmo).
A cidade de Marília cresceu bastante, está bonita, ruas limpas, cidade organizada. Gostei muito do que vi e pretendo não demorar outros 29 anos pra voltar lá. Dormimos a primeira noite num hotel e na segunda noite na casa do Luiz, amigo nosso. Na casa do Luiz fizemos um churrasco ao lado da piscina e ficamos batendo papo, contando histórias até tarde. Na hora de dormir cada um se ajeitou num canto. Eu dormi no chão, num colchão daqueles de berço de bebê e tive que me encolher todo pra caber no colchãozinho. Na primeira noite foi difícil agüentar o ronco do W@gão ao meu lado. Na segunda noite foi o Gilvan que roncou alto. Mesmo dormindo no andar de cima, ele conseguia roncar mais alto que o W@gão, que estava dormindo num sofá próximo de mim. Sei que ronco, mais estes dois roncam bem mais alto que eu.
Churrasco no sábado a noite. (21/08/2010)Marília. (22/08/2010)Sorvete e divisa de estados. (22/08/2010)
Um dos passeios mais esperados e que mais gostei, foi a ida a Vila de Paranapiacaba, em plena Serra do Mar paulista. Eu já tinha lido sobre essa Vila histórica e também assistido reportagens sobre o local. O lugar é muito bonito e bastante preservado. Poderia ser melhor, mas o poder público no Brasil sempre deixa a desejar e muita coisa vai se degradando e não pode mais ser recuperada. De qualquer forma o passeio vale a pena, tem muita coisa bonita, interessante e a história está presente em cada esquina. A região também é muito bonita, no meio da floresta e existe uma neblina quase permanente que da um charme especial a Vila. Além da visita a Vila, também é possível fazer vários passeios por trilhas da região.
História: Um grupo inglês explorou através de consessão o sistema ferroviário na Serra do Mar e implantou o sistema funicular: com cabos e máquinas fixas. A primeira linha, com onze quilômetros de extensão, foi inaugurada em 1867 pelo grupo São Paulo Railway. Ela começou a ser construída em 1862 e um de seus maiores acionista e idealizadores foi o Barão de Mauá. Em 1859, ele chamou o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees, que veio ao Brasil e deu viabilidade ao projeto. A execução de tal projeto foi de responsabilidade de outro engenheiro inglês, Daniel Makinson Fox. Um ponto curioso é que pela instabilidade do terreno, a construção da estrada de ferro foi quase artesanal. Não se utilizou explosivos por medo de desmoronamento. As rochas foram cortadas com pregos e pequenas ferramentas manuais. Paredões de até 3 metros e 20 centímetros de altura foram construídos ao logo do traçado da estrada de ferro. A segunda linha começou a funcionar em 1900. Por ocasião da construção da ferrovia a vila abrigou cerca de 5.000 trabalhadores. A vila surgiu com o nome de Alto da Serra, que manteve até o ano de 1907, quando foi adotado o nome atual. A estação de trem, curiosamente, só teve seu nome trocado em 1945. O contrato para a construção da ferrovia data de 1856. A partir daí iniciaram-se os trâmites burocráticos, e a construção iniciou-se por volta de 1860. A preocupação com a parte urbana, estética, salubre, comercial e social surgiu apenas no final daquele século, quando foi necessário ampliar a vila para a construção da 2ª linha do sistema funicular. Nessa ocasião, os ingleses iniciaram a construção da Vila Nova (ou Martin Smith) e, aí sim, procederam ao melhoramento da Vila Velha. Juntas são conhecidas como Parte Baixa, ou Vila Inglesa. Do outro lado da ferrovia surgiu a Parte Alta, com característica portuguesa, e completamente diferente da primeira, era a vila dos comerciantes. Na Vila funcionou o segundo cinema projetado no Brasil, na década de 1930.
A Vila Velha foi construída morro acima, de forma desordenada, com ruelas, becos e caminhos tortuosos, beirando a ferrovia. E isso faz dela o local mais aconchegante de todos, com um charme especial e uma bela vista do pátio ferroviário. É a mais descuidada de todas e em muitos lugares está praticamente abandonada. Uma vez que está próxima à “boca da serra”, por onde entra a ferrovia, é a mais visitada pela famosa neblina local. Já a Vila Nova ou Martin Smith possui característica completamente diferente. Ela foi construída de forma simétrica, com planejamento urbano. Até os sentidos norte-sul, leste-oeste foram observados, quase de forma perfeita, em seu arruamento. A Vila Nova, construída e transformada ao longo dos anos, tanto pelos ingleses quanto pelos que os sucederam, chegou aos dias de hoje ainda majestosa e única em nosso país. Os ingleses foram sucedidos pela Rede Ferroviária Federal, depois pelos moradores (período do abandono) e, finalmente, pela Prefeitura de Santo André. Cada um foi deixando sua marca ao longo do tempo, e esta faceta multicultural é nítida aos nossos olhares.
Os ingleses hierarquizaram suas casas e ruas. Havia casas específicas para diretores, chefes, funcionários com famílias grandes, outros com famílias pequenas e, até, alojamento para solteiros. Primitivamente as casas eram de madeira, e assim permaneceram até meados do século XX. Nessa ocasião diversas moradias e edifícios públicos foram construídos em alvenaria pela Rede Ferroviária Federal. Esta, por sua vez, manteve perfeita ordem na vila, até os dias em que entrou em decadência. Após sua privatização em 1997, a vila ficou por conta dos moradores. Houve um total descaso por parte das autoridades, e o Condephaat, que havia tombado a vila em 1987, mostrou toda sua incompetência. Houve um verdadeiro crime tanto contra a história como com a cultura nacional. Com a privatização e modernização da ferrovia houve um grande número de desempregados; muitas casas foram abandonadas e invadidas, até por pessoas de má-índole. Houve destruição e muita alteração nas residências. Paredes foram derrubadas, divisórias levantadas, anexos e garagens construídos, jardins desfeitos, cercas postas abaixo. Nos dias atuais, a administração vem restaurando edifícios públicos de grande valor arquitetônico local. Temos exemplos deles no Castelo, no Clube Lyra Serrano, no antigo Mercado e na antiga Padaria do Mendes. Outras obras e intervenções são realizadas, mas nem sempre com o devido respeito pela história e cultura. É preciso um pouco mais de cuidado.
Boa parte das informações acima “surripiei” do site do Rogério, que além de muito bem feito conta muito da história de Paranapiacaba.
Para passeios guiados pela Vila ou pelas trilhas da região, entre em contato com o Osmar Losano, que foi nosso guia. Contato: losanobio@hotmail.com Telefones:(11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755
Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)Parte Baixa da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)O cemitério da Vila possui túmulos centenários.Pátio de manobras e o famoso relógio da Vila de Paranapiacaba.Aspectos da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)Na foto maior, local onde funcionou o segundo cinema do Brasil.
Após sairmos do Monte Serrat, fomos passear pelo centro de Santos, dando atenção especial ao setor histórico da cidade. Estivemos na Bolsa do Café, Prefeitura, Alfândega e almoçamos um delicioso pastel no Café Carioca, local famoso pelo pastel. Confesso que nunca tinha comido um pastel tão saboroso e com tanto recheio. Á tarde fizemos um passeio pela orla marítima da cidade. Queríamos ir até um forte antigo, mas o mesmo estava fechado. Segunda-feira é dia de manutenção dos locais turísticos e encontramos muita coisa fechada. Também estivemos no Estádio do Santos F. C., na Vila Belmiro. Eu queria visitar o memorial, mas também estava fechado. Depois fomos para as praias de São Vicente e Praia Grande. A Andrea tinha levado biquíni pensando em entrar na água, mas mudou de idéia em razão do frio. A previsão que era de 27 graus ficou em 17 graus mais o vento, então entrar na água nem pensar. A volta para São Paulo foi no final da tarde e mesmo com tempo fechado e neblina, pude ver como é bonita a estrada, com seus vários túneis.
Bolsa do Café. (09/08/2010)Alfândega e Café Carioca. (09/08/2010)Vila Belmiro, estádio do Santos F. C. (09/08/2010)Orla de Santos, São Vicente, Praia Grande e nova Imigrantes. (09/08/2010)
Após realizar passeios por São Paulo e pela região serrana, fomos fazer um passeio pelo litoral paulista. Nossa principal parada foi em Santos, conhecida cidade portuária. Um dos principais passeio que fizemos foi subir ao Monte Serrat de bondinho (funicular). Lá de cima a vista da cidade é muito bonita.
O sistema funicular do Monte Serrat foi planejado em 1910, mas a construção não foi possível pelas dificuldades encontradas durante a Primeira Guerra Mundial, que prejudicou o transporte do material que vinha da Alemanha. A construção então se deu em 1923 e sua inauguração ocorreu em 1 de junho de 1927. No alto do morro funcionou um cassino até 1946. Esse cassino recebeu muitos políticos influentes da época, desde o governador Julio Prestes até o Presidente da República. Além deles, artistas nacionais e internacionais e as grandes orquestras da época, também passaram pelo Monte Serrat, que era ícone de luxo e sofisticação.
Ainda hoje os salões do Monte Serrat conservam as características originais da decoração da época. No alto no morro fica a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Possui dois bondinhos, que operam sempre simultaneamente: enquanto um sobe, o outro desce, e os dois se encontram exatamente na metade do percurso, onde há um desvio.
Sistema funicular do Monte Serrat. (09/10/2010)Funicular parado no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)Parte do salão do Monte Serrat.Mirante no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)
Andrea observando a vista da cidade. (09/08/2010)Vista do alto do Monte Serrat.
Não conhecia Campos do Jordão e achei a cidade muito bonita. É mais bonita do que Gramado, que fica na Serra Gaúcha e é tão famosa quanto Campos do Jordão. É uma cidade cara, mas com muita atividade com relação a passeios e compras. Eu estava de bermuda e camiseta e não estava sentindo frio, mas tinha muita gente cheia de casacos, pessoas vestidas de maneira muito chique.
Localizada em plena Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão é chamada de Suíça Brasileira, principalmente pela sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima frio. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas durante a estação do inverno, especialmente no mês de jullho. A cidade tem altitude de 1628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando-se a altitude da sede.
Campos do Jordão. (07/08/2010)Campos do Jordão. (07/08/2010)Teleférico em Campos do Jordão. (07/08/2010)Vista da cidade do alto do teleférico.Portal de entrada, Campos do Jordão. (07/08/2010)
Nossos passeios fora de São Paulo iniciaram por Santo Antônio do Pinhal, uma estância climática a 1.200 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira. A cidade é considerada o paraíso dos amantes de esportes radicais como vôo livre, paraglider e asa-delta. É uma cidade tranquila, distante 168 Km de São Paulo e 14 Km de Campos do Jordão, famosa cidade serrana do estado. O lugar é de muita tranqüilidade, ar puro, verde e paz. Ficamos hospedados em uma simpática pousada no centro da pequena cidade. Á noite saíamos para passeios a pé. Durante o dia fizemos passeios por locais próximos (veja outras postagens).
História: Após índios e bandeirantes, ouro e escravos, no Sertão do Alto do Sapucaí Mirim em 1785 foi concedida a primeira sesmaria da região pela Capitania de São Paulo. Um conflito se instalou por muitos anos, por causa da disputa da divisa entre as Capitanias de São Paulo (1714) e Minas Gerais (1720). Sertão do alto da Serra para os Paulistas que não aceitavam a divisa, e para os mineiros, seria no alto da Serra da Mantiqueira, região denominada Sertão de Camanducaia. Em 1809, foi aberto um caminho pelos mineiros em terras habitadas pelos paulistas da Vila de Pindamonhangaba que já possuíam as Sesmarias na região, mas logo foi fechada pelo então Capitão Mor Ignácio Marcondes do Amaral. Após um acordo amigável em 1811, ficou combinado que continuaria aberta a estrada com uma guarda mantida por São Paulo no lugar denominado sertão em terras de Claro Monteiro do Amaral, cerca de 10 km acima de Sapucaí Mirim.
Na região onde existe hoje a Cidade de Sapucaí Mirim, estabeleceram-se diversos moradores sob a proteção do Capitão Manoel Furquim de Almeida, representante de Minas. Essas terras eram reclamadas pelo paulista Inácio Caetano Vieira de Carvalho, antigo sesmeiro, que conseguiu reavê-las em 1813 com intervenção da câmara de Pindamonhangaba a seu favor. Em abril do ano seguinte, houve um contra movimento por parte de Minas retirando a guarda do local combinado e, em julho foi instalado um quartel no alto da Serra da Mantiqueira . Em 31 de agosto do mesmo ano, a Câmara de Pindamonhangaba obrigou os mineiros a retirarem o quartel, que ficou abandonado até novembro quando foi queimado pelas autoridades de Pindamonhangaba. A denominação “Quartel Queimado” figura nos documentos de 1847 e no mapa de Minas de 1855.
Com a abertura oficial da estrada em 1811, ligando as duas Capitanias, a região começou a prosperar. Com a fundação da Freguesia de São Bento do Sapucaí em 1828, as terras do alto da Serra ficaram pertencendo à nova freguesia. Foram feitas muitas doações para a Capela de Santo Antonio no local denominado Fazenda Pinhal. A mais conhecida delas ocorreu em 11 de abril de 1856, quando o senhor Antonio José de Oliveira e sua mulher doaram terras ao santo de devoção.
Após cem anos de submissão, os descendentes dos antigos povoadores decidiram conquistar a independência. O antigo Bairro do Pinhal dependia unicamente de São Bento do Sapucaí, mas graças aos esforços de heróis pinhalenses, após demandas judiciais, comemorou-se a emancipação em 1960. Dessa data em diante a nova cidade prosperou e transformou-se no “Charme da Serra”.
Noite fria em Santo Antônio do Pinhal. (06/08/2010)Cachoeira do Lageado. (08/08/2010)Santo Antônio do Pinhal. (08/08/2010)
Esse passeio foi diferente, pois eu já tinha visitado a Cripta da Catedral da Sé no ano passado. Já a Andrea, mesmo sendo paulistana e tendo passado toda sua vida em São Paulo, não conhecia tal lugar. Então foi meio inusitado um paranaense que não vive em sampa, levar uma paulistana da gema para visitar um ponto turístico de sua própria cidade.
A cripta foi inaugurada em 1919, contém 30 câmaras mortuárias destinadas a guardar os sarcófagos dos bispos e arcebispos, além de guardar os restos mortais do cacique Tibiriçá, o primeiro cidadão de Piratininga, e do padre Feijó, Regente do Império. A cripta foi construída antes da catedral, em seu subsolo. Atualmente tem seu acesso restrito, pois no período em que a visitação era aberta ao público em geral, ocorreram vários atos de vandalismo. A partir do momento em que as visitas á cripta passaram a ser monitoradas e terem ingresso cobrado, os atos de vandalismo cessaram. Infelizmente em nosso pais é assim, boa parte do povo é ignorante, sem consciência ou educação. Em razão disso é preciso disciplinar e cobrar a visitação de um local público, para que o mesmo não seja destruído.
Cripta da Catedra da Sé. (06/08/2010)câmaras mortuárias câmaras mortuárias
Outro passeio que fiz junto com a Andrea, foi ao Edifício do Banespa. Fomos até o mirante que fica no alto do prédio, onde a vista é incrivel. Pena que não da pra ficar muito tempo e os seguranças já pedem para descer, pois sempre tem fila de visitantes e o acesso é controlado, por motivo de segurança.
O Edifício Altino Alves, também conhecido como Edifício do Banespa é o 3º prédio mais alto de São Paulo e o 4º mais alto do Brasil. Foi construído a partir de 1939, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros, para sediar o Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e inaugurado em 1947 também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo. Durante mais de uma década foi o prédio mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale (que é o prédio mais alto do Brasil), em 1960. Seu projeto inicial foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Building, em Nova York. Logo após sua inauguração, chegou a ser considerado a maior estrutura em concreto armado do mundo.
A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Fica situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros. É possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, e até mesmo os edifícios Itália, Copan e Hilton, além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo. No topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo, medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos a aquela altura.
Ao fundo o Edifício do Banespa. (06/08/2010) Vista do alto da Torre Banespa. (06/08/2010)Andrea e Vander no alto da Torre Banespa. (06/08/2010)Vista do alto da Torre Banespa. (06/08/2010)
A Estação da Luz foi construída no fim da século 19 com o objetivo de sediar a recém-criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se constituir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiai, no interior. Nas primeiras décadas do século 20, foi a principal porta de entrada da cidade de São Paulo. Por ela passava o café a ser exportado pelo porto de Santos, assim como também ali chegavam bens de consumo e de capital, importados, que abasteciam a cidade em uma fase pouco industrializada.
A estrutura metálica de ferro fundido que lhe dá sustentação foi trazida da Inglaterra, por meio de peças pré-moldadas e montada aqui. Seu projeto é atribuído ao engenheiro inglês Henry Driver. Na década de 1940 a Estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo. A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em um processo de degradação no Brasil, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se. Nas duas últimas décadas a Estação passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, a qual teve como intenção adaptá-la a receber o Museu da Língua Portuguesa.
Estação da Luz. (06/08/2010)Estação da Luz. (06/08/2010)
A estação original foi inaugurada em 10/07/1872, pela Estrada de Ferro Sorocabana e se chamava Estação São Paulo. Sua função era transportar para a capital paulista, sacos de café do interior paulista e paranaense. A antiga estação ficava ao lado da Estação da Luz, facilitando a transferência das sacas de café para os trens da São Paulo Railway, que na época era a única ferrovia que fazia o trajeto da capital paulista até o porto de Santos. A estação atual foi projetada por Cristiano Stockler das Neves, em 1925, no estilo francês Luís XVI. Foi concluída em 1938. A quebra da bolsa de Nova York em 1929 e o término da hegemonia da monocultura cafeeira, entre outros fatos, afetaram grandemente as ferrovias paulistas. Também a construção de auto-estradas e maior rapidez de locomoção via carros particulares e ônibus intermunicipais e interestaduais, fez com que o público deixasse de tomar trens da FEPASA, novo nome da falida Estrada de Ferro Sorocabana. A partir disso a estaçao ficou decadente, sendo pouco utilizada. Em 1951 teve seu nome alterado em homenagem ao ex-presidente do Estado de São Paulo, Júlio Prestes.
A estação ficou abandonada por alguns anos e na década de 1990, o governador Mário Covas, atendendo a um pedido do regente da Orquestra Sinfonica de São Paulo, John Neschling, decidiu restaurar a estação de maneira que o local onde antigamente existiu um jardim, fosse convertido em uma sala de concertos, a Sala São Paulo. Atualmente serve aos trens da linha 8 da CPTM (Compnhia Paulista de Trens Metropolitanos).
Estação Julio Prestes. (06/08/2010)Interior da Sala São Paulo. (06/08/2010)
Nesse final de semana estive em São Paulo a passeio. Encontrei-me com a Andrea e ela me levou a muitos lugares. Como conheço bem a cidade ela teve que se desdobrar para encontrar lugares que eu não conhecia. Entre muitos lugares que fomos um bem interessante foi o Jardim Botânico. Eu nem sabia que sampa tinha Jardim Botânico! O lugar é muito bonito e bem cuidado. Passamos uma tarde interessante ali, onde conversamos bastante.
Histórico do Jardim botânico de São Paulo
No final do século passado, a área do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga era uma vasta região com mata nativa, ocupada por sitiantes e chacareiros. Por ordem do governo as desapropriações na área vinham ocorrendo desde 1893 visando a recuperação da floresta, a utilização dos recursos hídricos e a preservação das nascentes do Riacho do Ipiranga.
Em 1917 a região tornou-se propriedade do Governo, passando a denominar-se Parque do Estado.Até 1928 serviu para captação de águas, que abastecia o bairro do Ipiranga.Neste mesmo ano o naturalista Frederico Carlos Hoehne foi convidado para implantar um Horto Botânico na região.
O Jardim Botânico de São Paulo foi oficializado em 1938 com a criação do Departamento de Botânica, na época órgão da Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio de São Paulo. Em 1969 o Parque do Estado, onde o Instituto de Botânica está localizado, passou a denominar-se Parque Estadual das Fontes do Ipiranga.
Estou novamente em São Leopoldo á trabalho. Essa é a 12ª viagem para cá somente esse ano. E com tantas vindas para estas terras, acabei gostando da cidade, que é bastante simpática, lugar de povo amigo e mulher bonita. Então dessa vez não vou falar sobre a viagem em si, vou é contar um pouco sobre a cidade de São Leopoldo.
A cidade de São Leopoldo está localizada na região da encosta inferior do nordeste do Rio Grande do Sul, faz parte da Grande Porto Alegre, estando a 31,4 km da capital gaúcha. Foi povoada inicialmente por açorianos, já era um vilarejo quando em 18 de julho de 1824 a primeira leva oficial de imigrantes alemães chegou ao Brasil, enviada por Dom Pedro I com a intenção de povoar a região. Foram enviados para a desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo, um estabelecimento agrícola do governo (onde eram produzidas cordas), que não dera muitos resultados, tendo falido, entre outros motivos, devido à corrupção dos administradores. Essa Feitoria localizava-se à margem esquerda do rio dos Sinos. Em 25 de julho de 1824, esses imigrantes chegaram a seu destino, em número de 39. Essa é a data de fundação de São Leopoldo. Instalados na Feitoria até que recebessem seus lotes coloniais, este núcleo foi batizado “Colônia Alemã de São Leopoldo” em homenagem à Imperatriz Leopoldina, a esposa austríaca de Dom Pedro I. Nesta época era então governador do estado o Visconde de São Leopoldo.
A colônia se estendia por mais de mil quilômetros quadrados, indo em direção sul-norte de Esteio (hoje) até o Campo dos Bugres (Caxias do Sul, hoje). Em direção leste-oeste de Taquara (hoje) até o Porto dos Guimarães, no Rio Caí (São Sebastião do Caí, hoje). Aos poucos novas levas de imigrantes ocuparam os vales do rio dos Sinos, Cadeia e Caí, lançando o progresso através da dedicação extraordinária ao trabalho, o que ensejou que a colônia alemã se emancipasse de Porto Alegre já em 1º de Abril de 1846, apenas 22 anos depois de fundada. Concorreu para este fato serem os alemães, além de Landmänner (agricultores), também Handwerker (artesãos). Daí uma variada produção que acabou sendo o embrião industrial do Vale do Rio dos Sinos. Em 1865 a colônia recebeu a visita de Dom Pedro II. Em 1874 foi inaugurada a estrada de ferro ligando a cidade a Porto Alegre, facilitando o escoamento dos produtos da colônia.
Nos dias atuais São Leopoldo possui um diversificado parque industrial globalizado, além de expressivo setor comercial e de serviços. Há diversas multinacionais instaladas na cidade como as alemãs STIHL, SAP, Ensinger e Gedore. Situa-se também na cidade o maior pólo de informática do estado do Rio Grande do Sul, vinculado à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).
Vista aérea de São Leopoldo.São Leopoldo - RS (09/12/2009)São Leopoldo - RS (09/12/2009)
Definitivamente não adianta eu ficar falando que é “a última viagem” para Porto Alegre/São Leopoldo, que sempre existe outra. Agora não falo mais nada, melhor ficar quieto. E nessa semana acabei viajando novamente para o extremo sul. E quando acho que já enfrentei a pior turbulência, a viagem seguinte tem sempre me presenteado com uma turbulência maior. E na ida chovia forte, tinha raios, trovões e pensei que o Boeing da Web Jet não ia decolar. E mais uma vez o pessoal da Web Jet mostrou que são muito bons ou muito malucos e decolaram em meio aos raios e trovões. Não tínhamos nem atingido altitude de cruzeiro e começaram fortes turbulências de dar medo. Pra piorar eu estava numa das últimas filas, onde o avião balança mais e a sensação não era nada agradável. Atrás de mim teve duas mulheres que começaram a gritar, próximo tinha gente rezando e muitos outros assustados olhando para os lados. Depois as turbulências acalmaram um pouco mas não cessaram até o final do vôo. Quando desembarquei em Porto Alegre meu desejo era de ajoelhar e beijar o chão, igual o Papa João Paulo II fazia em suas viagens internacionais.
Os dois dias em Porto Alegre foram de muito trabalho, problemas pra resolver e stress total. Tanto stress que voltei com minha “labirintite atacada”. De consolo, foi que a viagem de volta foi com céu limpo, sem nuvens, chuva, trovões e principalmente sem turbulências.
Na Unisinos, vendo tabelas salariais com Amélia. (24/09/2009)Em Porto Alegre, aguardando o horário do embarque. (24/09/2009)O avião em que ia embarcar sendo “preparado”. (24/09/2009)
Mal desfiz a mala da viagem a Campo Mourão e já tive que viajar novamente. Mais uma vez o destino é Porto Alegre/São Leopoldo. Essa é pra ser a última viagem ao sul, mas já disse isso tantas outras vez e tive que voltar, que melhor dizer que é mais uma viagem em vez de dizer que é a última.
Choveu muito o dia todo e estava prevendo uma viagem difícil, com atraso e turbulência. O atraso não houve e por incrível que pareça apesar da quantidade de chuva o vôo saiu na hora. Já turbulência houve muita, teve uns dois minutos que foram críticos e acredito que tenha sido a maior turbulência que enfrentei até hoje. Ainda bem que estou quase curado da fase de pânico em voar, senão teria enfartado em pleno vôo. O que achei interessante foi que há quase dois meses, a TAM cancelou meus vôos em Porto Alegre por culpa da chuva e naquela oportunidade os aviões da Web Jet pousavam e decolavam tranquilamente. E hoje com o tempo bem pior do que daquela vez a Web Jet saiu e chegou no horário. Das duas uma, ou os pilotos da Web Jet são muito bons que voavam com qualquer tempo, ou são muito loucos que também voavam com qualquer tempo. Já a TAM, ameaçou chuva estão cancelando ou atrasando vôos.
Entrando na plataforma de embarque em Curitiba. 09/09/2009Embarcando no Boeing da Web Jet. 09/09/2009
Para aproveitar o feriadão da independência, que para os curitibanos tem um dia a mais em razão do dia 8 ser feriado da padroeira, resolvi cair na estrada. Sai de Curitiba no sábado após o almoço e segui rumo a Campo Mourão. O dia estava bonito, meio nublado, mas quente e a estrada com transito intenso. Parei para almoçar num restaurante de beira de estrada e para relembrar meus tempos de criança quando viajava de caminhão com meu pai, pedi um “Prato Feito” e comi no balcão da lanchonete, cercado por caminhoneiros. Eu que não gosto de deixar comida no prato, fui obrigado á deixar um pouco, pois tinha tanta comida que não dei conta. Mas estava uma delicia! De barriga cheia voltei pra estrada e até Ponta Grossa o transito estava complicado, depois acalmou. Estava torcendo pra não chover, acho que mais pra não sujar o carro em razão dele estar limpo e encerado, do que propriamente do perigo de viajar com chuva. Mas não teve jeito, peguei chuva em dois curtos trechos, que foram suficientes pra enlamear o carro todo. Durante a viagem estava com a sensação de faltar “alguém” ao meu lado, para conversar, mostrar coisas na estrada, fazer meus costumeiros “comentários”. Os últimos trezentos quilômetros fiz sem paradas e com o transito mais tranqüilo acabei chegando em Campo Mourão bem antes do planejado. Nos últimos 20 quilômetros, entre Luisiana e Campo Mourão tem umas retas longas aonde cheguei a 170 km/h. Nem sabia que meu carrinho conseguia atingir tal velocidade.
O período que passei em Campo Mourão quase não sai de casa. Aproveitei para arrumar algumas coisas, conversar com a família, descansar, comer a comida da mamãe e brincar com os cachorros. A família tem uma nova aquisição, uma vira-lata chamada Mily que é doidinha e não para um minuto. Criamos certa empatia e brinquei um monte com ela. Na volta dei carona para meu tio Teixeira e a viagem não foi tão solitária. Mas foi uma viagem complicada, com muita chuva, acidente pelo caminho e transito carregado, com muitos curitibanos retornando pra casa no último dia do feriadão. No trecho entre Ponta Grossa e Curitiba pegamos um temporal que nunca vi igual. Não dava pra ver nada e em alguns trechos tive que “colar” atrás de um caminhão e segui-lo, pois era impossível enxergar a estrada. Acho que se o caminhão saísse da estrada eu acabaria saindo junto. Felizmente chegamos sãos e salvos, mas com quase três horas de atraso. Após essa viagem posso me considerar um bom motorista, pois enfrentei situações difíceis, saindo ileso e sem (muitos) sustos.
Estrada entre Curitiba e Campo Mourão. (05/09/2009)Eu e o velho Jack. (Campo Mourão - 07/09/2009)Dona Vanda e seu jardim. (Campo Mourão - 07/09/2009)
Após quase dez dias no Rio Grande do Sul, ontem finalmente voltei para casa. Viajei no meio da tarde, o tempo estava bom, o avião saiu no horário, ou seja, tudo perfeito, até demais. Sempre que viajo sozinho pro Rio Grande do Sul acontece algum problema. Quando viajo com outros companheiros do trabalho, normalmente tudo da certo. Isso já está até virando motivo de piada, de que sou pé frio e que ninguém quer viajar junto comigo. E ontem não foi diferente, após meia hora de vôo achei estranho quando o avião fez uma manobra que normalmente não faz naquele momento do vôo. Após quatro anos voando nessa rota com certa freqüência, acabei meio que decorando os procedimentos normais. Mais estranho ainda foi quando percebi que o avião estava voltando para Porte Alegre. Levantei a cabeça assustado a procura de uma comissária para perguntar o que estava acontecendo e antes que encontrasse alguma o piloto avisou pelo rádio que o aeroporto de Curitiba estava com problemas de radar, o que gerou um aumento no trânsito de aeronaves. Por essa razão ele tinha recebido a ordem de ficar onde estava e que se o problema perdurasse por mais tempo, seguiríamos até Campinas, pois não dava pra ficar rodando no mesmo lugar por muito tempo, já que existe um nível de segurança para o consumo de combustível. Após esse aviso soltei em voz baixa um “tava demorando”, meio que conformado e com raiva de sempre ter algum problema em meus vôos solo. Tentei continuar lendo meu livro, mas ficar voando em círculos pra mim é bastante incomodo, pois ataca minha labirintite. Fiquei torcendo em silêncio para que não precisacemos ir pra Campinas, pois atrasaria muito a viagem. Após 20 minutos de vôo em circulo, novo aviso do piloto, de que ainda não tinham resolvido o problema em Curitiba e que em vez de irmos pra Campinas a nova opção de desembarque seria Florianópolis, que era bem mais perto de onde estávamos. Mais cinco minutos de vôo em círculos e novo aviso, dizendo que finalmente seguiríamos para Curitiba. Fiquei feliz!
Chegando em Curitiba já estávamos perto do aeroporto, em baixa altitude, na rota de aterrissagem, quando de repente o avião começou a subir e se distanciou do aeroporto. Mau sinal isso, comecei a me preocupar novamente. Demos duas voltas por sobre Curitiba e na terceira volta, quando estávamos sobrevoando o bairro Champagnat, o avião acelerou bruscamente e começou a subir. A manobra era totalmente estranha e muitos passageiros estavam olhando para os lados assustados. Eu fiquei colado na janelinha e logo vi que a nossa esquerda tinha outro avião quase na mesma altitude e numa distância que não é normal. Em dezenas de vôos que já fiz, nunca tinha visto outro avião voar tão perto do avião em que eu estava. Entendi então o motivo da subida rápida que estávamos fazendo e ao mesmo tempo fiquei ainda mais preocupado, pois a situação não era nada normal. Logo começamos a baixar e ficamos na rota que segue até o aeroporto, inclusive passando quase por cima de minha casa.
Aterrissamos sem problemas e quando pensei que tudo estava bem, notei que seguíamos para uma parte distante do aeroporto e então vi que todas as plataformas de desembarque estavam ocupadas e o trânsito no aeroporto estava intenso. O avião mal parou e o pessoal começou a se levantar, logo o piloto deu o aviso costumeiro para a comissária destravar a porta. Estava olhado pela janela e nesse momento dei uma risada que fez com que outras pessoas me olhassem espantadas, principalmente a senhora que tinha viajado ao meu lado e que já estava em pé esperando para desembarcar. Olhei pra ela e falei que podia sentar de novo, porque não tinha escada para descermos. Em seguida o piloto falou pelo rádio que o pessoal de terra não estava preparado para nosso pouso fora das plataformas e que não tinha escada no local para descermos. Ele pediu desculpas pelo ocorrido e que esperássemos um pouco. Dali alguns minutos começou a chegar vários veículos da TAM, com o pessoal da limpeza, o da bagagem, combustível, ônibus para os passageiros, a nova tripulação, pois o vôo seguiria para Fortaleza e finalmente a escada. Sei que foi muito engraçada aquela cena do pessoal vindo rapidamente para o local onde estávamos. Fiquei me divertindo observando a cena e acabei esquecendo de fotografar o momento em que traziam a tão aguardada escada. Mais alguns minutos e finalmente desembarcamos, seguindo de ônibus até o terminal de desembarque. Ao todo foram cinqüenta minutos de atraso e para mim a certeza de que minhas viagens solitárias entre Curitiba e Porto Alegre sempre trazem surpresas desagradáveis e algumas até engraçadas. Daqui pra frente vou pedir pra sempre viajar acompanhado, pois estou começando a acreditar no pessoal que me chama de pé frio.
Próximo a pista “as marcas” das chuvas do final de semana.Sobrevoando Curitiba. (12/08/2009)No retângulo meu local de trabalho e no quadrado o prédio onde moro.Terminal lotado, espera para o desembarque e aguardando o Taxi.
E a chuva não para, desde sexta-feira que chove sem parar dia e noite, noite e dia. Com tanta água caindo, a melhor opção foi passar o dia no hotel, dormindo, comendo, lendo e vendo TV. Vi dois filmes e duas partidas de futebol, além de outras “porcarias”. Só dei uma rápida saída até o quarteirão de cima, para comprar sorvete, pois estava com “desejo”. Já estou com dor nas costas de ficar deitado. O dia foi muito bom para descansar, já que a semana foi de bastante trabalho.
Chove chuva, chove sem parar…
Hotel Express, minha casa em S. Leopoldo.Centro de S. Leopoldo, deserto no domingo a tarde.
Hoje choveu o dia todo aqui no sul. Levantei tarde e depois fui para Porto Alegre passear. A chuva acabou atrapalhando o passeio e não me demorei muito, logo voltando ao hotel em São Leopoldo. Até Porto Alegre leva meia hora de trem (metrô de superfície). Dei uma rápida caminhada pelo centro e fui num lugar onde já estive ano passado e de que gostei muito, a Casa da Cultura Mário Quintana. Ela funciona no antigo Hotel Majestic, bem no centro de Porto Alegre. Leva o nome de Mário Quintana porque ele morou no hotel entre 1968 e 1980. O quarto em que o poeta vivia foi recriado, com muitos objetos originais e fica aberto para visitação.
Hotel Majestic: Foi o primeiro grande edifício de Porto Alegre em que se utilizou concreto armado. Concebido para ocupar os dois lados da Travessa Araújo Ribeiro, interligando a construção, grandes passarelas, embasadas por arcadas e contendo terraços, sacadas e colunas. Em 1916 iniciaram-se as obras, concluindo em 1918 a primeira parte do edifício. Em 1926 foi projetada a parte leste. Ao finalizar a obra, em 1933, o Hotel Majestic possuía sete pavimentos na ala leste e cinco na parte oeste. O Hotel transformou-se em um marco histórico no desenvolvimento e modernização de Porto Alegre, com uma localização privilegiada, quase às margens do Rio Guaíba. Os anos trinta e quarenta foram os de maior sucesso do Majestic. O Hotel hospedou desde políticos importantes como Getúlio Vargas a vedetes famosas como Virginia Lane e artistas como Francisco Alves, na época o maior cantor do Brasil. Nos anos cinqüenta e sessenta iniciou-se o processo de desgaste do Hotel. As elites saíram do centro e foram instalar-se em bairros diferenciados. O centro tornou-se local de serviços diurnos, com um comércio agitado que fechava suas portas à noite. As pessoas não viajavam mais nos vapores e a construção da nova rodoviária proporcionara o surgimento de vários hotéis a sua volta. Lutadores de luta livre substituíram antigos hóspedes, além de solteiros, viúvos, boêmios e poetas solitários como Mario Quintana, que ali se hospedou de 1968 a 1980. Ao final, dos trezentos quartos, passou a ter funcionando pouco menos de cem. O edifício foi posto à venda na década de setenta e em dez anos, apenas dois interessados surgiram, os quais desanimaram frente às reais condições do prédio.
Casa de Cultura Mário Quintana: Os prefeitos de Porto Alegre, a partir de 1980, propuseram projetos para remodelar a área central da cidade e o Hotel Majestic foi lembrado nessa movimentação da população pela valorização de sua história. Mas antes disso muito se perdeu. Em 1980, por exemplo, foi realizado um leilão com os móveis e utensílios do Hotel, que hoje encontram-se dispersos e em mãos de particulares. O prédio foi adquirido pelo Banrisul, em julho de 1980. Em 1982 o governo do Estado adquiriu o Majestic do Banrisul. Em seguida, no ano de 1983, o Majestic foi arrolado como prédio de valor histórico e iniciada sua transformação em Casa de Cultura. No mesmo ano recebeu a denominação de Mário Quintana. A obra de transformação física do Hotel em Casa de Cultura, entre elaboração do projeto e construção, desenvolveu-se de 1987 a 1990. O projeto arquitetônico foi assinado pelos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski, os quais tiveram o desafio de planejar 12.000 m2 de área construída para a área cultural, em 1.540m2 de terreno. Em 25 de setembro de 1990 a casa foi finalmente aberta.
Metro: S. Leopoldo/Porto Alegre. (08/08/2009)Casa da Cultura Mario Quintana. (08/08/2009)Quarto de Mario Quintana.Final de tarde chuvoso em Porto Alegre. (08/08/2009)
Estou novamente no Rio Grande do Sul. Desembarquei em Porto Alegre ás 17h20min e segui de carro para São Leopoldo. Diferente da semana passada, dessa vez não teve atrasos. Vim pela Web Jet e mesmo ainda tendo um pouco de receio em razão da idade de seus aviões, aos poucos estou simpatizando com ela. Saímos de Curitiba com tempo ruim e até metade da viagem enfrentamos muita turbulência. Depois o sol apareceu e a viagem foi tranqüila.
No aeroporto em Curitiba acabei encontrando minha grande amiga Carmen e toda sua família. A Carmen, o pai dela (seu Alfredo) e sua irmã Agnes, estavam embarcando para São Paulo e de lá seguiriam para o Canadá. Até a sala de embarque seguimos juntos e lá dentro cada um foi para seu portão. Também estavam no aeroporto se despedindo da Carmen, a Dona Adele (sua mãe), seu cunhado Hedo, sua sobrinha Shaira e sua outra sobrinha mais nova que não lembro o nome. Aproveitei para reforçar com a Carmen minhas encomendas do Canadá, que são uma latinha de Coca-Cola para minha coleção e um pote de manteiga de amendoim. Nada de muito importante ou difícil de trazer.
Aqui em São Leopoldo, no hotel encontrei o Mauricio e o Valmir, que trabalham comigo. Fomos os três jantar no shopping perto do hotel. Como ainda estou mal do estomago, tomei apenas uma sopinha básica. To com fome!!!
Seu Alfredo, D. Adele, Carmen, Agnes, Hedo e Vanderlei. (22/07/2009)
Seu Alfredo, Carmen, Shaira, Agnes e sua filha caçula. (22/07/2009)
Minha semana em Porto Alegre acabou sendo bem difícil. Após o longo atraso na viagem de ida, tive problema de intoxicação alimentar, gripe (não suína) e uma volta com vôos cancelados, atrasos e desvios de rota. Foi uma verdadeira odisséia conseguir voltar pra casa. Eu deveria embarcar para Curitiba na quinta-feira a tarde, num vôo da Tam que vinha de Buenos Aires. Meu horário de embarque estava marcado para 17h30min. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, fiz o chekin, dei uma volta e fui pra sala de embarque. Estava chovendo e nada de liberarem o embarque. Quando deu 17h40min o painel avisou que o vôo tinha sido cancelado, pois em razão do mal tempo o avião não conseguiu pousar em Porto Alegre. Para quem estava com um pouco de febre e dores pelo corpo, sonhando com uma cama, a noticia não foi nada agradável.
Após enfrentar meia hora numa fila, consegui remarcar meu vôo para 21h40min. Então aproveitei o tempo vago para lanchar e ir no cinema do aeroporto. Assisti “A Proposta”, com Sandra Bullock. O filme até que é bonzinho, mas estava muito cansado e acabei cochilando um pouco. Após sair do cinema fui para o embarque torcendo que não cancelassem o vôo novamente. A chuva aumentou e quando deu o horário de embarque, nada do avião aparecer. Esperamos por mais uma hora e finalmente apareceu no painel que o vôo tinha cancelado. Dois cancelamentos num mesmo dia, para mim foi inédito. O jeito foi correr para a fila do chekin junto com mais umas duzentas pessoas.
Após uma hora de fila e de recuperar minha mala, ao fazer o novo chekin descobri que teria que dormir em Porto Alegre, embarcar para São Paulo na manhã seguinte e de lá para Curitiba. A essa altura tinha muita gente brava na fila, xingando, querendo brigar. Eu me mantive calmo, pois nada que fizesse iria mudar a situação. A única coisa estranha foi perceber que aviões da Gol e da Web Jet conseguiam pousar e decolar. Somente a Tam não conseguia. Após mais uma longa espera e alguns desencontros de informações, finalmente embarquei num micro ônibus e me deixaram com mais dez pessoas num hotel no centro da cidade. O hotel era antigo, mas mesmo assim ainda mantinha um certo ambiente luxuoso. Colocaram-me em um quarto de luxo, por falta de outro mais simples. Claro que não reclamei, pois a Tam é que ia pagar a conta. Até tomar banho, desfazer parte da mala e conseguir deitar pra dormir, já passava da uma da manhã. E o pior é que teria que levantar ás 05h00min para voltar ao aeroporto. Acabou sendo meio irônico ficar num quarto de luxo e poder dormir menos de quatro horas.
Acordei a duras penas e ás 05h30min saímos atrasados por culpa do micro ônibus e sob chuva seguimos para o aeroporto. Lá nos passaram para a frente da fila de chekin, que era gigatesca e embarcamos num avião que seguia para São Paulo, aeroporto de Congonhas. Pra variar o vôo saiu um pouco atrasado e foi uma viagem meio esquisita. Estava fazendo exatamente dois anos do acidente com o Airbus da Tam em Congonhas. E tinha sido num vôo na mesma rota e num aparelho igual ao que estávamos. Apenas o horário era diferente, mas mesmo assim o clima era muito esquisito. Pousar em Congonhas no sentido contrário ao avião acidentado dois anos antes e passamos por cima do local do acidente. Uma visão nada agradável logo pela manhã.
Em São Paulo aguardei por pouco mais de três horas na sala de embarque, para então seguir num vôo com destino a Curitiba, onde desembarquei ao meio dia. Foram 16 horas de atraso para chegar em Curitiba, após enfrentar muitos cancelamentos, filas, falta de informação e desorganização por parte do pessoal da Tam. Eles demoraram para solucionar o problema e a solução não era a melhor possível, pois desagradou a todos os passageiros. Depois dessa a Tam que era minha companhia aérea favorita, caiu muito em meu conceito.
No Hotel em POA tentando dormir e embarque em Congonhas. (17/07/2009)
Ao levantar ás 05h30min da madrugada e olhar pela janela do banheiro, o que vi me fez desanimar. Estava um nevoeiro forte e como tinha vôo marcado para Porto Alegre ás 07h00min, tudo indicava que o mesmo seria cancelado. Mas o jeito foi me arrumar e seguir para o aeroporto. La chegando me assustei com o caos que encontrei. Filas e mais filas, todos os vôos da manhã tinham sido cancelados. O jeito foi ir pra fila do chekin, onde permaneci por duas horas até chegar ao balcão. Com meu vôo cancelado fui remanejado para outro, sem previsão de embarque.
O nevoeiro não baixou e até ás 10h00min não dava pra enxergar a pista do aeroporto. Cada vez chegava mais gente e já não tinha lugar pra sentar e ficava difícil até mesmo caminhar. Pra circular um pouco o ar deixaram as portas de entrada totalmente abertas e como fazia muito frio o saguão parecia um freezer. O jeito foi ter paciência e tentar matar o tempo. Encontrei meus companheiros de trabalho, Henrique e Luis e ficamos andando, conversando e vez ou outra olhando o painel de embarque para saber noticias de nosso vôo.
Somente pouco antes do meio-dia é que nosso vôo foi confirmado e seguimos para a sala de embarque. O embarque demorou quase uma hora e a decolagem só foi realizada ás 13h00min, ou seja, com seis horas de atraso. Já estávamos cansados, stressados e com fome. A única noticia boa para mim foi que seguiríamos num vôo da Tam que ia para Buenos Aires, onde existem seis poltronas de classe executiva e fui colocado numa delas. Ao procurar meu lugar até achei que tinha me enganado, mas logo tive a confirmação que ia mesmo na executiva. Já voei muitas vezes, tanto para dentro do Brasil, como para o exterior, mas sempre expremido na classe econômica. Após seis horas de espera em pé, foi uma maravilha poder sentar na espaçosa e confortável poltrona da classe executiva. Meus amigos não tiveram a mesma sorte e foram se sentar no fundão da classe econômica.
O vôo até Porto Alegre foi tranqüilo, o dia estava bonito, com poucas nuvens e fui lendo e observando a paisagem. Após cinqüenta minutos de vôo chegamos a Porto Alegre e fomos de carro até a Unisinos, em São Leopoldo, para mais uma série de treinamentos do Projeto Sinergia. Acabei almoçando as 16h00min e não via à hora de tudo terminar e poder ir para o hotel descansar. E por falar em hotel, pra terminar bem o dia cheio de atrasos, ao chegar no hotel descobri que o elevador estava quebrado e tive que carregar minha mala até o quinto andar. Ao entrar no quarto fui direto pra cama e finalmente pude descansar após um dia que começou muito cedo e que foi bastante conturbado.
Saguão lotado e nevoeiro na pista. (13/07/2009)Painel com vôos cancelados e poltrona da classe executiva. (13/10/2009)
Na última segunda-feira, final de tarde, fui para Porto Alegre com mais quatro companheiros de trabalho, para participar de um treinamento. Pela primeira vez viajei pela Webjet, empresa aérea que é relativamente nova e opera com aeronaves Boeing 737. Creio que todas as aeronaves foram compradas da antiga Varig e possuem um bom tempo de uso. Estava meio receoso por isso e para piorar, acho que embarcamos no pior avião da Webjet. Por fora o avião é bonito, pintura nova e tal, mas por dentro estava bastante judiado. A decoração meio gasta e encardida, as poltronas desbotadas e bastante antigas. E pra piorar ainda mais fomos no fundão, onde chacoalha mais e pegamos bastante turbulência. Passamos a ouvir ruídos diversos e estranhos, num nhec nhec que no inicio deu medo e depois virou motivo de piada. Teve um momento em que do fundo vinha um barulho que parecia uma buzina e brincamos que era um avião da Tam querendo ultrapassar.
No fim entre chacoalhadas, nhec nhec e risadas para disfarçar o nervosismo, pousamos sãos e salvos em Porto Alegre. O retorno para Curitiba na quinta-feira a noite, também foi de Webjet e dessa vez o avião era mais bem conservado, o clima ajudou, não teve turbulência e como estávamos sentados na parte da frente, não ouvimos nenhum ruído estranho. Então acho que vale a pena dar um voto de confiança a Webjet e voar novamente por ela, pois a tarifa é baixa e os funcionários são atenciosos. Apenas precisam renovar um pouco a frota e se possível consertar (eliminar) os ruídos, pois a nove mil metros de altura eles são bastante assustadores.
Boeing 737 da Webjet.No aeroporto de Porto Alegre, aguardando voo para Curitiba. (18/06/2009)
Na última visita que fiz ao Rio, em 2005, tentei visitar o Museu da República, mas estava fechado. Dessa vez a esse museu, foi á última coisa que fiz antes de retornar para Curitiba. E valeu muito a pena, pois o prédio onde está instalado o museu é muito bonito, a decoração é sensacional e está tudo bem preservado.
De tudo que vi, teve duas coisas de que gostei mais. A primeira foi poder ver “ao vivo” o quadro “a Pátria”, pintado por Pedro Bruno em 1919. Esse quadro além de ser muito bonito, era capa de um livro que utilizei durante o curso de História. Não sabia que esse quadro estava exposto ali e foi uma grata surpresa ao vê-lo na sala onde aconteciam as reuniões do Presidente com seus ministros. E a segunda coisa que gostei mais foi poder entrar no quarto onde Getulio Vargas se suicidou. Fiquei uma meia hora no quarto, observando cada detalhe. O quarto está praticamente igual como na noite em que Getulio se matou. O que aconteceu nesse quarto marcou profundamente a história e os rumos do Brasil.
Quando vou á algum lugar histórico, tenho o costume de tentar imaginar como o lugar era no passado, como eram as pessoas que por ali passaram. Na verdade tento fazer uma imaginaria viagem ao passado. É uma experiência muito bacana e meio maluca, típica de pessoas apaixonadas por história, como eu sou.
Museu da República (Palácio do Catete)
O Museu da República ocupa o antigo Palácio Nova Friburgo (no Império), depois Palácio do Catete (na República), que durante 63 anos foi o coração do Poder Executivo no Brasil. Foi inaugurado em 15 de novembro de 1960, após a transferência da capital para Brasília
O Palácio do Catete foi erguido no século XIX, no então chamado “Caminho do Catete”, atual bairro do Catete, região que surgiu com o aterramento de uma área coberta por mangues. Iniciada a construção do Palácio, o Barão de Nova Friburgo adquiriu novas terras, incorporando a área ao fundo do terreno e a aléia central do parque, onde já então havia as palmeiras existentes até hoje. Segundo alguns historiadores, tanto o jardim do Palácio quanto o do Palácio São Clemente, em Nova Friburgo, também de propriedade do Barão, teriam sido feitos pelo paisagista francês Auguste Marie Françoise Glaziou.
Acervo: O Palácio Nova Friburgo, atual Palácio do Catete, construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Erguido no Rio de Janeiro, então Capital Imperial, tornou-se símbolo do poder econômico da elite cafeicultora escravocrata do Brasil oitocentista. Sua concepção em estilo eclético é resultado do trabalho de artistas estrangeiros de renome, como o arquiteto Gustav Waehneldt e os pintores Emil Bauch, Gastão Tassini e Mario Bragaldi. Em 1889, passados vinte anos da morte do Barão e de sua esposa, o Palácio foi vendido à Companhia do Grande Hotel Internacional e, posteriormente, antes que fosse instalada qualquer empresa hoteleira no imóvel, foi vendido ao maior acionista da Companhia, o conselheiro Francisco de Paula Mayrink. Em 18 de abril de 1896, durante o mandato do presidente Prudente de Moraes, à época exercido em caráter interino pelo vice Manuel Vitorino, o Palácio foi adquirido pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República, anteriormente instalada no Palácio do Itamaraty.
Para receber os presidentes e seus familiares, ampla reforma foi executada sob a orientação do engenheiro Aarão Reis. Dela participaram importantes pintores brasileiros como Antônio Parreiras e Décio Villares e o paisagista Paul Villon, este responsável pela remodelação dos jardins. A instalação de luz elétrica no Palácio, desde então, acentuaria o brilho dos acontecimentos políticos e sociais que ali teriam lugar.
Também chamado de Palácio das Águias, o Palácio do Catete foi palco de intensas articulações políticas, como as declarações de guerra à Alemanha, em 1917, e ao Eixo, em 1942, e, nesse mesmo ano, a implantação do Cruzeiro como sistema monetário nacional. Entre os grandes acontecimentos sociais, destacam-se a recepção aos Reis da Bélgica, em 1920, e a hospedagem do Cardeal Pacelli, posteriormente Papa João XXIII, em 1934. Grande repercussão gerou o polêmico sarau organizado, em 1914, pela caricaturista Nair de Teffé, esposa do presidente Hermes da Fonseca, durante o qual foi executado o famoso “Corta- Jaca” de Chiquinha Gonzaga, compositora e maestrina carioca. Pela primeira vez a música popular era interpretada nos salões de um Solar aristocrático.
Do Palácio emergem, ainda, memórias de momentos de consternação e comoção nacional, como o velório do presidente Afonso Pena, em 1909, e o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, desfecho de uma das mais contundentes crises político-militares republicanas. No ano de 1938, durante o Estado Novo, o Palácio e seus jardins foram tombados pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações. Coube a Juscelino Kubitschek encerrar a era presidencial do edifício, com a transferência da Capital Federal para Brasília em 21 de abril de 1960. O Palácio do Catete, com base em Decreto Presidencial de 08 de março de 1960, passou então a ser organizado para abrigar o Museu da República, inaugurado a 15 de novembro do mesmo ano.
Nos “perdidos” que dei pelo centro do Rio (andar sem rumo, ás vezes sem saber onde estou e depois encontrando um lugar conhecido ou o caminho de volta), acabei encontrando sem querer algumas construções históricas bastante interessantes. Entre elas vale a pena citar: Casa do Marechal Deodoro, Casa do General Osório e Pantheon de Caxias.
Casa de Deodoro
Quando vi essa casa, na hora lembrei-me de um texto que o Professor Décio nos deu para estudar no curso de História e onde tinha uma gravura da casa. Essa casa encontrei totalmente sem querer e quando vi do que se tratava tentei me localizar geograficamente e então percebi que a Praça da Republica, que fica bem em frente, era o antigo Campo de Santana. Não cheguei a entrar na casa, pois já estava fechada, mas deu pra perceber que ela está bem conservada e virou Museu. A região onde ela está localizada, hoje em dia é muito movimentada, pois bem perto fica a Central do Brasil. Notei que milhares de pessoas passam em frente á Casa de Deodoro e quase ninguém olha para ela. Esse pessoal que passa apressadamente por ali não tem a mínima noção de que aquele imóvel tem uma enorme importância pra História do Brasil.
História da Casa de Deodoro
O sobrado número 197, da Praça da República, esquina com Rua Azevedo Coutinho, é um dos sítios históricos mais importantes da História política do Brasil. Além de servir de residência para o Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República Brasileira, foi na Casa Histórica de Deodoro, chamada assim desde 1889, que foi decidido o primeiro Ministério Republicano, no dia 09 de novembro de 1889, assim como também nela decidiu-se como seria a Bandeira Nacional, no dia 19 de novembro do mesmo ano.
A casa na qual o Marechal Deodoro residia, tinha como endereço na época o Campo da Aclamação, n° 99, Freguesia de Sant’Anna, tendo sido o imóvel alugado pelo Marechal por ocasião de seu retorno ao Rio de Janeiro, após a sua exoneração do cargo de Comandante das Forças de Terra e Mar da Província do Mato Grosso.
A Casa de Deodoro foi construída no início do século XIX, provavelmente entre 1808 e 1817. Entretanto, os registros sobre o terreno são bem mais antigos. Como todas as residências construídas no início do século XIX, a Casa Histórica de Deodoro possui características típicas de um sobrado urbano residencial do período colonial. Foi construída com pedra, cal e óleo de baleia, materiais fartamente utilizados pelos portugueses nas construções do período. Algumas paredes internas foram levantadas originalmente em taipa, pau-a-pique e madeira, mais tarde substituídas por paredes de tijolos, nas diversas reformas realizadas. Entretanto, sua fachada conserva as características originais, apresentando as ombreiras enquadradas em pedras e várias aberturas. Suas telhas foram feitas artesanalmente, moldadas “nas coxas” dos escravos. Assim como em todo sobrado do final do período colonial, a Casa tinha os seus dois pavimentos com funções bem definidas. O andar térreo era destinado à guarda dos carros puxados por animais (razão pela qual existe uma entrada central mais larga), como habitação para os escravos da família, ou mesmo para instalação de atividades comerciais. Portanto, constituía-se na parte menos nobre do imóvel, uma vez que era dedicada ao trabalho braçal, coisa desprezada pela sociedade da época. No andar superior ficava a verdadeira residência da família. Havia uma varanda na parte frontal, de onde podia se observar o movimento da rua; a sala de receber, constituída de poucos móveis; um corredor que fazia a ligação desta para as alcovas, que eram os quartos, os quais eram desprovidos de janelas para o exterior, característicos dos hábitos lusitanos de recato familiar; e finalmente, o principal ponto de reunião da família, a sala de jantar.
Em 1890, o Marechal Deodoro da Fonseca mudava-se, como Presidente da República, para o Palácio do Itamaraty. Ao mesmo tempo, a casa e seu terreno eram vendidos. Muito embora o imóvel continuasse a se constituir numa residência particular, a Intendência do Distrito Federal ordenou a fixação de uma lápide comemorativa na fachada da casa, que continha os seguintes dizeres: “Desta casa, residência do Mar. Deodoro da Fonseca saiu este grande Chefe Militar para proclamar na manhã de 15 de novembro de 1889, a República dos Estados Unidos do Brasil”.
Em 1899, a Casa é vendida por Dona Leonarda Alexandrina de Miranda a Manoel José de Magalhães Machado. Em 14 de janeiro de 1905, o imóvel era desapropriado pelo Governo Federal com a assinatura do Decreto n° 1.343 do Presidente da República. Entretanto, embora a documentação desse a entender que a desocupação do imóvel seria para transformá-lo numa espécie de sítio histórico, a Casa ficou entregue a particulares, notadamente a Oficiais do Exército em trânsito pelo Distrito Federal.
Em 1918, a Casa foi ocupada, ao que parece por caráter temporário, por um órgão assistencial: o Pritaneu Militar, uma espécie de colégio, cuja principal finalidade era a de proporcionar ensino aos filhos órfãos de militares. A 4 de janeiro de 1937, o imóvel foi recebido pelas autoridades para que nele se instalasse o Quartel General da Artilharia Divisionária, que ocupou a parte superior. Entretanto, esta Unidade só ocuparia tais aposentos até o ano de 1946, uma vez que em 2 de maio o Clube dos Oficiais Reformados e da Reserva das Forças Armadas (CORRFA), passou a residir no referido local.
A primeira medida visando a preservação da Casa, cujo interior foi bastante comprometido em face dos diversos ocupantes ao longo dos anos, ocorreu a 4 de junho de 1958, quando o imóvel foi tombado. Em 27 de janeiro de 1966, a Casa Histórica de Deodoro tornava-se sede provisória do Museu do Exército. A Casa receberia de imediato o acervo do Museu de Medicina Militar e da extinta Comissão Rondon.
Em 1968 foram iniciadas as obras de restauração do Imóvel. As casas dos terrenos vizinhos foram demolidas, tendo as autoridades militares feito um esforço para adquirir os terrenos, que serviriam para acomodar um jardim com estátuas de Deodoro e seus irmãos. Entretanto, tal projeto não foi realizado. As obras realizadas no período foram extremamente necessárias, tendo em vista as várias agressões que o imóvel sofreu ao longo dos anos pelos variados inquilinos, bem como devido às demolições executadas pela SURSAN dos imóveis laterais vizinhos, que haviam sido desapropriados, as quais aumentaram o perigo de desabamento da Casa.
Assim, o Museu do Exército funcionou na Casa de Deodoro até o ano de 1987, quando o então Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves, determinou sua extinção e a incorporação das instalações, a estrutura em pessoal e material e o acervo do Museu do Exército ao Patrimônio do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana. Embora o Museu do Exército fosse extinto e recriado como Museu Histórico do Exército no Forte de Copacabana, a Casa continuou aberta à visitação até fevereiro de 1988, quando fortes chuvas atingiram a Cidade do Rio de Janeiro, causando vários danos à Casa Histórica de Deodoro, entre outros, às instalações elétricas e hidráulica afetadas, paredes com infiltração, madeiramento estragado e várias telhas originais quebradas. A fim de resolver tais problemas foram convocados técnicos do Departamento Geral de Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura do Município. Após várias obras a Casa foi reinaugurada e aberta à visitação pública. Entretanto, os problemas estruturais voltaram a ocorrer, o que levou novamente ao fechamento da Casa ao público. No ano de 1998, após uma série de reformas e adaptações a Casa foi reaberta, no dia 24 de março, desta vez com um novo inquilino, o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Pouco tempo depois, a exposição do acervo ao público foi mais uma vez cancelada, tendo em vista os crônicos problemas estruturais. Entretanto, o Instituto continuou em funcionamento.
A Casa foi reaberta ao público, no dia 15 de novembro de 2006, com uma exposição sobre o Marechal Deodoro da Fonseca. Um esforço da Diretoria de Assuntos Culturais e da Direção do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana para tornar a Casa Histórica de Deodoro parte do roteiro cultural da Cidade do Rio de Janeiro.
De grande importância histórica e arquitetônica, este prédio, provavelmente do final do Século XVIII, antiga residência do Marechal Osório, Ministro da Guerra de D. Pedro II, Patrono da Cavalaria do Exército Brasileiro, detentor do título de Marquês de Herval e Senador do Império, abrigou anteriormente o Museu do Exército. O Marechal Osório a ganhou de D. Pedro II. É uma das mais antigas casas residenciais do Estado do Rio de Janeiro, senão a mais antiga, provavelmente construída no século XVIII.
O prédio tem fachada de cantaria e revestimento de azulejos raros, e à sua cobertura, marcada por forte platibanda, sobrepõe-se uma série de janelas com verga de arco pleno. O acesso à residência é feito por grandes portões colocados na lateral direita do prédio, aí também se repete o uso da verga de arco pleno. A casa durante largo período foi utilizada como moradia coletiva, deteriorando-se muito; posteriormente foi restaurada, para sediar o Museu do Exército. Atualmente nela funciona a Academia Brasileira de Filosofia.
Localizado na Praça da República, em frente ao Palácio Duque de Caxias, o Pantheon é uma espécie de mausoléu destinado a abrigar os restos mortais do patrono do Exército Brasileiro, o Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. O Pantheon de Caxias foi construído em 1949 e inaugurado no dia 25 de agosto do mesmo ano. Sua construção tinha por objetivo comemorar os cem anos do nascimento de Caxias.
Foi realizada uma cerimônia de exumação, no Cemitério do Catumbi e depois os restos mortais de Caxias e de sua esposa (Anna Luiza de Loreto Carneiro Vianna de Lima) foram colocados em caixetas e depositados em uma urna especial, a fim de serem transportados para a capela do Cemitério, onde ficaram sob guarda. No dia seguinte os despojos foram transladados sobre os ombros de oito praças do Batalhão de Guardas, em uniforme de Parada, até um veiculo que transportou os restos mortais até a Igreja de Santa Cruz dos Militares. Neste Local foi realizada uma missa solene e uma vigília cívica. Na manhã do dia 25, teve início o traslado dos restos mortais do Duque de Caxias e sua esposa para o Pantheon, em uma carreta. Em seguida foi inaugurado o Monumento ao Duque de Caxias no Pantheon, com a colocação dos restos mortais do Patrono do Exército e de sua esposa em seus locais de descanso definitivo.
Nessa minha segunda visita ao Museu Imperial, pude me deter por mais tempo observando alguns objetos que me chamaram atenção. E dessa vez pude visitar o andar superior, o que na primeira visita em 1996 não foi possível em razão de reformas no local. Muitos ambientes foram montados, mas sem objetos originais do Palácio. Pude perceber que poucas pessoas notam isso, talvez por distração, ignorancia ou por não observarem direito as placas informando sobre os objetos ali expostos, onde é possível ler que “tal” foi doado, que outro veio de “tal” lugar. O trono ali exposto é um exemplo disso, ele veio do Rio de Janeiro, de um outro Palácio.
Quando aconteceu a Proclamação da República e o banimento da Família Real, muitos objetos foram destruidos, outros retirados do local e acredito que alguns até foram roubados. Ali é possível observar um quadro que possui cortes provocados pela espada de algum republicano mais eufórico, que deve ter entrado no Palácio nos dias posteriroes a Proclamação da República. Mesmo nem tudo sendo original, a visita é valida, pois você pode entrar no clima do lugar e imaginar como era a vida palaciana naquela época.
Dois objetos interessantes são as coroas de D. Pedro I e de D. Pedro II. A de D. Pedro I tem somente a carcaça de ouro, pois foi desmontada e teve suas jóais utilizadas para a confecção da coroa de D. Pedro II. Essa sim, está completa e é muito bonita.
Museu Imperial
Em 1822, D. Pedro I, viajando em direção a Vila Rica, Minas Gerais, para buscar apoio ao movimento da nossa Independência, encantou-se com a Mata Atlântica e o clima ameno da região serrana. Hospedou-se na Fazenda do Padre Correia e chegou a fazer uma oferta para comprá-la. Diante da recusa da proprietária, D. Pedro comprou a Fazenda do Córrego Seco, em 1830, por 20 contos de réis, pensando em transformá-la um dia no Palácio da Concórdia. A crise política sucessória em Portugal e a insatisfação interna foram determinantes para o seu regresso à terra natal, onde ele viria a morrer sem voltar ao Brasil. A Fazenda do Córrego Seco foi deixada como herança para seu filho, D. Pedro II, que nele construiria sua residência favorita de verão.
A construção do belo prédio neoclássico, onde funciona atualmente o MUSEU IMPERIAL, teve início em 1845, e foi concluída em 1862. Para dar início à construção, D. Pedro II assinou um decreto em 16 de março de 1843, criando Petrópolis. Uma grande leva de imigrantes europeus, principalmente alemães, sob o comando do engenheiro Júlio Frederico Koeler, foi incumbida de levantar a cidade, construir o Palácio e colonizar a região.
Criação do Museu Imperial
Com a Proclamação da República, em 1889, a Princesa Isabel alugou o Palácio para o Colégio Notre Dame de Sion. Mais tarde, foi a vez do Colégio São Vicente de Paulo ocupar o prédio. Entre seus alunos, havia um apaixonado por História: Alcindo de Azevedo Sodré. Graças a ele, que sonhava acordado nas noites silenciosas, com a transformação do seu colégio em um Museu Histórico, o presidente Getúlio Vargas criou em 29 de março de 1940 pelo decreto Lei n° 2096, o MUSEU IMPERIAL. Foi aberto à visitação pública três anos depois, a 16 de março de 1943, por ocasião do centenário da fundação de Petrópolis.
O acervo do Museu Imperial, formado pela transferência de coleções de outros órgãos culturais, além de compras e doações, reúne 7866 objetos representativos da cultura nacional e estrangeira do século XIX, entre numismática, armaria, heráldica, porcelanas e cristais, ourivesaria, viaturas, mobiliário, prataria, indumentária, objetos musicais, esculturas e pinturas. Dentre as peças únicas, destacam-se o cofre em porcelana de Sèvres e bronze da Princesa de Joinville e os objetos-símbolos da Monarquia Brasileira, como a coroa imperial de D. Pedro I, a coroa e os trajes majestáticos de D. Pedro II e o cetro dos dois imperadores.
Visita ao Museu Imperial. (12/05/2009)Visita ao Museu Imperial. (12/05/2009)Visita ao Museu Imperial. (12/05/2009)Família Imperial, Trono e Coroa de D. Pedro II. (12/05/2009)
No segundo dia em Petrópolis levantei um pouco mais tarde, pois uma bolha no dedinho do pé esquerdo tinha infeccionado e com a dor ficava difícil de andar. Nesse dia me dediquei a três visitas especiais, que foram: Museu Casa de Santos Dumont, Museu Imperial e Arquivo do Museu Imperial, que fica ao lado do próprio Palácio, mas numa construção recente.
Museu Casa de Santos Dumont, mais conhecida como “A Encantada”:
A casa de verão de Santos Dumont, mais conhecida como “A Encantada”, foi construída em 1918 no antigo morro do Encanto, em Petrópolis. O nome da casa foi dado em homenagem a Rua do Encanto, onde ela estava localizada. Ali ele passou várias temporadas, até sua morte em 1932. A casa foi desenhada e planejada pelo próprio Santos Dumont, tendo auxilio do engenheiro Eduardo Pederneiras. É um chalé do tipo alpino, encravado em terreno íngreme, com detalhes curiosos, todos frutos do inventivo talento de Santos Dumont. Ela é fora de qualquer padrão de casas da época.
A casa é ao mesmo tempo simples e prática, sendo constituída de uma única peça edificada. Internamente não tem nenhuma divisória, possuindo três andares e um terraço. No primeiro andar (térreo), há um porão que servia de oficina. No segundo andar, em uma única peça fica a sala de estar e jantar, com biblioteca e estúdio. E no pequeno terceiro andar, fica o quarto e o banheiro. Do quarto é possível atravessar uma pequena ponte e ir para a parte alta do terreno, que fica no nível do telhado. Ali existe um mirante para observações astronômicas, onde fica hasteada a Bandeira do Brasil.
No pavimento superior fica a escrivaninha que a noite servia de cama. Como Santos Dumont era pequeno, bastava colocar um colchão sobre a escrivaninha, que esta se transformava em cama. Outra praticidade que achei interessante foi seu guarda-roupas. Num espaço atrás da porta ele guardava a mala que utilizava em sua muitas viagens e três cabides, com três ternos. A casa não tinha cozinha e todas as refeições vinham do Palace Hotel, atual prédio da Universidade Católica de Petrópolis, do outro lado da rua. Outra curiosidade da casa é uma das últimas invenções de Santos Dumont, que é o chuveiro com água quente, o único do Brasil àquela época, sendo aquecido a álcool.
Existem duas escadas interessantes na casa, recortadas em forma de raquete. A que fica na entrada, obriga o visitante a sempre começá-la com o pé direito. E dentro da casa existe uma escada parecida, mas que obriga o visitante a começar com o pé esquerdo. Nessa casa Santos Dumont escreveu seu segundo livro, a autobiografia “O que eu vi. O que nós veremos”.
A casa vista pelo lado de fora. (12/05/2009)Casa, telefone, guarda roupas e ponte que leva ao terraço dos fundos. Ao fundo aparece uma escadinha que leva ao observatório. (12/05/2009)Escada da entrada, terraço, escada interna, escrivaninha/cama e chuveiro. (12/05/2009)
De Cabo Frio segui de ônibus para Petrópolis. O chato foi levantar de madrugada em plenas férias para pegar o único ônibus que liga estas duas cidades e que sai ás 06h15min. Por sorte a pousada onde estava hospedado ficava distante somente 200 metros da Rodoviária.
Estive em Petrópolis em julho de 96, numa visita rápida que durou menos de um dia. Daquela vez ficou uma sensação de quero mais, pois não foi possível visitar todos os pontos turísticos e principalmente a parte de cima do Palácio Imperial, que estava em reformas na época. Dessa vez iria dedicar quase dois dias para visitar a cidade e já tinha agendado uma visita ao acervo do Palácio Imperial, para obter informações e colher material para um projeto futuro.
Desembarquei em Petrópolis pouco antes das 10h00min e descobri que agora existe uma rodoviária nova que fica bem afastada da cidade. Por outro lado isso foi bom, pois tive que pegar um ônibus urbano que rodou por vários lugares da periferia da cidade e dessa forma pude ver muitas construções antigas e locais interessantes. Hospedei-me num hotel que fica em frente á antiga rodoviária, bem no centro da cidade. O hotel é de 1948 e parece não ter sofrido muitas reformas desde então. O ponto negativo foi o cheiro quase insuportável de cigarro no quarto.
Á tarde iniciei a visita pela cidade andando despreocupadamente pelo centro e depois passei por pontos turísticos que já conhecia e outros que não conhecia. Consegui um mapa num posto de informações turísticas e isso facilitou meu passeio, pois o mapa tinha boas indicações e principalmente porque a maioria dos locais que me interessava visitar ficavam próximos.
Os principais locais que visitei nesse dia foram:
Catedral de São Pedro de Alcântara = Sua pedra fundamental foi lançada em 1884 e sua construção é em estilo neogótico francês. Em seu interior, ao lado direito da porta de entrada fica a Capela Imperial, onde estão os restos mortais de D. Pedro II, de sua esposa Teresa Cristina, do Conde D´Eu e da Princesa Isabel. Quase fui preso ao visitar a Capela Imperial, pois ela é cercada por grades e ao tirar fotos resolvi subir na grade para ter um ângulo melhor. Alguns visitantes viram e foram dizer ao segurança que eu estava querendo pular a grade. Mas após as explicações tudo ficou bem.
Só pra constar, D. Pedro II e Dona Teresa Cristina morreram no exílio, na França. Foram sepultados em Portugal, no Panteão dos Bragança, no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa. Em 1922, com a Lei do Banimento sendo revogada, tiveram seus restos mortais enviados para o Brasil e em 1939 foram sepultados na Catedral de Alcântara. Um fato curioso é que D. Pedro II quando faleceu foi embalsamado e durante quase vinte anos seu corpo podia ser visitado do Panteão dos Bragança, pois o caixão tinha uma tampa de vidro. Em 1911 o corpo começou a se decompor e então resolveram cobrir a tampa de vidro.
Casa de Rui Barbosa = Residência onde Rui Barbosa escreveu muitas de suas obras e onde ele permaneceu até falecer.
Casa da Princesa Isabel = Comprada em 1876 pela princesa Isabel e o Conde D´Eu, nela residiram até a proclamação da República, quando então foram banidos do Brasil.
Casa do Barão de Mauá = Construção em estilo neoclássico foi residência do Barão de Mauá, importante empreendedor da época do Império e um dos mais famosos empresários na história do Brasil.
Palácio de Cristal = Foi construído na França em 1879, para a Associação Hortícola de Petrópolis, da qual era presidente o Conde D’Eu, marido da Princesa Isabel. Foi destinado a servir de local para exposições e festas. Foi inaugurado em 1884 e a mais bela festa realizada nele foi no domingo de Páscoa de 1888, na qual a princesa Isabel junto a seus filhos entregou cartas de alforria a escravos, a maioria indenizando os seus senhores com campanha de arrecadação desenvolvida na cidade. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, integra o conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Confluência.
Palácio Rio Negro = Em 1889 o Barão do Rio Negro comprou o terreno onde seria erguido o seu palácio de verão. Em fevereiro de 1896, o Palácio e a casa ao lado, pertencentes a um dos filhos do Barão, foram vendidos ao Estado do Rio de Janeiro para servir de residência oficial do governante. Em 1903, o Palácio foi incorporado ao Governo Federal e passou a ser residência oficial de verão dos presidentes da República. Desde então, por ali passaram Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luiz, Getúlio Vargas, Gaspar Dutra, Café Filho, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Costa e Silva. No verão de 1996/1997, quando o Palácio estava completando 100 anos na função de residência oficial do governo, a tradição foi reinventada. Através de um gesto ritual, a presidência da República voltou a se instalar no Palácio Rio Negro.
Catedral de Alcântara, Palácio de Cristal e Casa de Mauá. (11/05/2009)
Catedral de Alcântara. (11/05/2009)Capela Imperial, onde no meio estão D. Pedro II e Dona Teresa Cristina, do lado esquerdo a Princesa Isabel e do lado direito o Conde D´Eu. (11/05/2009)Acima a “Casa de Rui Barbosa” e abaixo o “Palácio Rio Negro”. (11/05/2009)Casa da Princesa Isabel. (11/05/2009)
Todo final de tarde eu ia até o forte São Mateus para ficar olhando o mar e o por do sol por sobre a cidade. A cada dia o por do sol era um espetáculo a parte. Atualmente o forte está bem cuidado e conservado e é uma atração a parte para quem visita a cidade de Cabo Frio.
Uma carta do superior jesuíta do aldeamento indígena de São Pedro, enviada àquele governador do Brasil em 1620, revela que a nova fortificação do Cabo Frio já estava em funcionamento nesse ano. Nela, Estevão Gomes abrigava provisoriamente algumas dezenas de famílias de Tupiniquins que logo seriam transferidas para o aldeamento jesuíta de São Pedro do Cabo Frio, núcleo da atual cidade de São Pedro d’Aldeia.
No contexto da reconquista de Angola (e seu mercado de escravos) aos holandeses, Salvador Correia de Sá e Benevides retirou a artilharia e a guarnição do forte, deixando sem defesa os vinte e quatro moradores que permaneceram no Cabo Frio (1648). Em 1650, Estêvão Gomes reaparelhou-o para defesa da povoação, com os seus canhões servindo para sinalizar a passagem dos navios que iam para o Rio de Janeiro.
Durante o século XVIII, o Forte de São Mateus estava artilhado com sete peças antecarga, de alma lisa: uma de calibre 12 libras, dois de 8 e quatro de 6, sendo que a maior parte achava-se arruinada ao final desse período. Encontra-se relacionado no “Mapa das Fortificações da cidade do Rio de Janeiro e suas vizinhanças”, que integra as “Memórias Públicas e Econômicas da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro para uso do Vice-Rei Luiz de Vasconcellos.
Em 1818, o naturalista Auguste de Saint-Hilaire descreveu o forte como uma “mesquinha casa a que é dado o nome pomposo de fortaleza”. Estava “guardado por seis soldados da milícia, que se renovam de quinze em quinze dias, e são mandados por um simples cabo. Este é obrigado a dar aviso ao coronel do distrito, da entrada e da saída de embarcações que passam pelo ancoradouro”. Vinte anos mais tarde, em 1838, o forte era comandado pelo 1º Tenente Antônio Joaquim Gago.
Relatório do General Antônio Eliziário (Tenente-general graduado Antônio Elzeário de Miranda e Brito) de 1841, informa que esta fortificação conservava quatro peças em suas três faces, sendo instaladas mais quatro em uma bateria na praia dos Anjos (Bateria da Praia dos Anjos) em Arraial do Cabo, como defesa complementar. O Imperador D. Pedro II, ao visitar a cidade de Cabo Frio em 1847, inspecionou o forte “onde foi recebido com uma salva imperial de artilharia” e recepcionado pelo Tenente Francisco José da Silva. Antes de ser deposto em 1889, o Imperador promoveu o rearmamento das fortalezas brasileiras, encomendando grande quantidade de peças de artilharia, entre elas, os cinco canhões de ferro de grosso calibre até hoje existentes nas suas dependências.
Do início do século XVIII ao final do século XIX, foram feitas algumas modificações na planta da fortificação, mas conservou-se o uso militar na defesa de Cabo Frio e seu porto – escoadouro da produção agrícola e extrativista regional para a capital do Rio de Janeiro. A partir de 1899, a edificação passou a ser utilizada pelas autoridades municipais como lazareto, abrigando os doentes terminais das graves epidemias que assolavam Cabo Frio à época.
No século XX, sem manutenção, o Forte de São Mateus, abandonado, encontrava-se em ruínas ao final da década de 1930. A estrutura abrigou nesse período um farol, demolido em meados do século pelo risco de desabamento que apresentava.
De propriedade da União, o imóvel, o penedo em que se ergue e a ponta da praia num círculo de quinhentos metros de raio a partir do centro do forte encontram-se tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1956, passando a ser administrados pela Prefeitura do Município de Cabo Frio. Nesse mesmo ano sofreu a primeira intervenção de restauro, sob a direção técnica do Professor Adail Bento Costa.
Com o aumento do turismo na região a partir da década seguinte, a FLUMITUR – Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (depois TURISRIO) promoveu nova intervenção de restauro (1972), visando a instalação projetada de um museu. Esse projeto foi retomado a partir de 1977, na gestão do Prefeito José Bonifácio Ferreira Novellino, que criou um espaço cultural para exposição de artistas locais no Forte São Mateus, para o que lhe instalou luz e água, reparando o piso do caminho e construindo uma nova ponte de acesso. Entre 1983 e 1992, foram promovidas melhorias no seu entorno pelo governo do Prefeito Ivo Saldanha. Em 1989, com o apoio da Rede de Postos Itaipava foram restaurados os caibros do telhado, portas, janelas, ferrolhos e chaves. Nesse mesmo ano, procedeu-se o tombamento municipal do imóvel.
No início de 1993, durante a segunda administração do Prefeito José Bonifácio Ferreira Novellino encontrando-se o forte novamente semi-abandonado e bastante deteriorado, foi reafirmado o seu uso cultural. Com a aprovação e supervisão do Patrimônio Histórico, refez-se o telhado, substituíram-se e envernizaram-se as madeiras das portas e janelas, limpou-se, aterrou-se e nivelou-se o terrapleno, caiaram-se paredes, muralhas e guarita; retiraram-se acréscimos externos de cimento modernos, tendo-se melhorado a vigilância e limpeza do entorno.
Forte São Mateus. (09/05/2009)Forte São Mateus. (10/05/2009)Forte São Mateus. (11/05/2009)
Fiquei quatro dias em Cabo Frio, hospedado em uma pousada que no passado foi Albergue da Juventude e onde passei uma semana em 1996. Era o unico hospede, pois é baixa temporada, então minha estadia foi bem tranquila. Dormia até tarde e depois ia passear pela cidade. No meio da tarde ia para a praia caminhar e depois seguia até o Forte São Mateus (ver post especifico) onde ficava até o final da tarde, para ver o por do sol.
A primeira vez que estive em Cabo frio foi em 1990, depois voltei em 1996. Após treze anos da última visita, deu pra perceber que a cidade cresceu bastante. Ao mesmo tempo ela está mais suja, a praia também e as dunas que eram um atrativo a parte da cidade, tive a impressão de que encolheram. Talvez tal impressão seja em razão de várias construções feitas próximas as dunas.
A água da praia é muito gelada e não entrei na água nenhuma vez. A unica excessão foi durante um pesseio de barco que fiz e onde ele atracou por meia hora numa ilha distante da cidade. Então não resisti e mergulhei na água gelada e transparente.
Cabo Frio é uma cidade histórica, sendo o sétimo municipio criado no Brasil. Em 1503, a terceira expedição naval portuguesa para reconhecimento do litoral brasileiro, sofreu um naufrágio em Fernando de Noronha e a frota remanescente se dispersou. Dois navios, sob o comando de Américo Vespúcio, seguiram viagem até a Bahia e depois até Cabo Frio. Junto ao porto da barra de Araruama, os expedicionários construíram e guarneceram com 24 “cristãos” uma fortaleza feitoria para explorar o pau-brasil, abundante na margem continental da lagoa.
Em 1512, este estabelecimento comercial-militar pioneiro, que efetivou a posse portuguesa da “nova terra descoberta” e deu início a conquista no continente americano, e que foi destruído pelos índios tupinambás em função das “muitas desordens e desavenças que entre eles houve” em 1526. Os franceses traficavam pau-brasil e outras mercadorias com os índios, na costa brasileira, desde 1504. Durante as três primeiras décadas do século XVI, praticamente restringiram sua atuação ao litoral da região nordeste.
A partir de 1540, por causa do rigoroso policiamento naval português nestes mares, os franceses exploraram o litoral e levantaram os recursos naturais de Cabo Frio. Em 1556, construíram uma fortaleza-feitoria para exploração de pau-brasil, na mesma ilhota utilizada anteriormente pelos portugueses, junto ao porto da barra de Araruama. A “Maison de Pierre” cabofriense ampliou e consolidou o domínio francês no litoral sudeste, iniciado com o Forte Coligny no Rio de Janeiro, um ano antes.
Vários angulos de Cabo Frio. (maio/2009)Passeio de barco. (09/05/2009)Passeio de barco. (09/05/2009)
Meu primeiro dia de férias foi em Curitiba mesmo, onde aproveitei para resolver assuntos pessoais. Já no segundo dia iniciei uma serie de viagens programadas para as férias. No meio da manhã do dia 7, quinta-feira, embarquei para o Rio de Janeiro num vôo da Tam. Com as tarifas das cias aéreas em promoção, em alguns casos fica mais barato viajar de avião do que de ônibus. E a diferença principal é que a viagem entre Curitiba e Rio de Janeiro de avião leva uma hora, enquanto de ônibus leva quase treze horas.
Após uma viagem tranqüila desembarquei no Rio de Janeiro, no Aeroporto Santos Dumont, que fica no centro da cidade. A parte final do pouso é um pouco assustadora, pois o aeroporto fica ao lado do mar e o avião vai descendo sobre a água, se aproximando cada vez mais do mar. Se a pessoa não conhecer a localização do aeroporto e olhar pela janela no momento do pouso, vai pensar que o avião esta caindo na água. O piloto era muito bom e o pouso foi macio. E por incrível que pareça sai de Curitiba com sol e calor, para chegar no Rio de Janeiro e pegar chuva.
Após uma passeio pelo centro da cidade meio sem destino, resolvi sair do Rio e ir para Cabo Frio, cidade praiana na Região dos Lagos, distante uns 120 km dali. Como era inicio de férias achei que seria melhor ir pra um lugar menos agitado onde pudesse descansar e desestressar. Então no final da tarde peguei um ônibus rumo a Cabo Frio, onde cheguei à noite, após uma viagem sossegada.
Quase chegando no Rio de Janeiro. (07/05/2009)Sobrevoando a cidade do Rio de Janeiro. (07/05/2009)Pousando quase sobre as águas. (07/05/2009)
No meio do caminho tinha uma vaca, tinha uma vaca do meio do caminho…
Drummond escreveu sobre a pedra que existia no meio do caminho, já no meu caso vou escrever sobre a vaca que tinha no meio do caminho (daquelas de quatro patas, par de chifres e rabo).
No último dia 17 estava indo de carro de Curitiba para Campo Mourão, por uma estrada que liga ás cidades de Reserva e Cândido de Abreu. A estrada é nova, com pouco trânsito e uma paisagem muito bonita, atravessando um longo trecho de serra. O único problema é que ela não tem acostamento. Já tinha passado por ali quatro vezes antes, mas nunca tinha notado as placas que informam sobre animais na pista. Achei até normal tal placa, pois ao lado da estrada existe muito pasto e criação de gado. Logo após passar pela primeira placa fiquei mais atento na estrada, mas após rodar uns 50 km acabei esquecendo. E foi ai que tudo aconteceu, ou melhor, quase aconteceu. Numa descida onde devia estar há uns 100 km/h ou 110 km/h, eis que uma vaca (de quatro patas) sai do meio do mato e entra na pista, bem na minha frente. Junto comigo seguia o Márcio, amigo de meu irmão que pegava carona até Campo Mourão. Ele deu um grito de alerta ao mesmo tempo em que eu vi a vaca e numa fração de segundos tive que decidir o que fazer. Frear não ia dar tempo, então ao mesmo tempo em que tirei o pé do acelerador, buzinei e desviei pela contra mão. A vaca parou sem saber o que fazer e por sorte não vinha nenhum carro em sentido contrário, pois senão eu teria que escolher entre bater de frente com o veiculo que viesse ou atropelar a vaca. Sair da estrada não seria aconselhável, pois ela não tem acostamento e no trecho onde estávamos é cercada por muitas árvores. No fim saímos ilesos e fora o enorme susto nada aconteceu. Atropelar uma vaca em velocidade razoável pode ser muito perigoso, pois em razão de sua altura e seu peso a tendência é que no momento do impacto ela seja jogada contra o pára-brisa ou para cima do carro, causando um acidente sério. Há uns 22 anos em Campo Mourão teve um caso de um conhecido que morreu ao atropelar uma vaca e no impacto a cabeça da vaca foi parar dentro do carro e ele foi espetado pelo chifre bem no coração. Em 1995 o filho de minha ex-chefe atropelou uma vaca e quase morreu, ficou todo quebrado e o carro deu perda total. E em ambos os casos até hoje ninguém descobriu quem era o dono dos animais.
Quatro dias depois do quase atropelamento da vaca de quatro patas, eu e Márcio (nova carona) voltávamos para Curitiba pela mesma estrada e notamos que existiam muitas outras placas sobre animais na pista (com o desenho de uma vaca). Paramos para tirar fotos e então percebemos que essas placas são feitas de madeira, tipo chapas de compensando, enquanto as demais placas da estrada são feitas de metal. Deduzimos que já deve ter ocorrido algum acidente grave nessa estrada envolvendo boi, vaca, touro e até búfalo (vimos alguns nos pastos, pelo caminho) e depois fizeram essas placas de forma emergencial e colocaram em alguns trechos. O aviso é até válido, mas não resolve muito pois a vaca que cruzou nossa frente apareceu de repente, saindo do nada.
Existe uma lei que responsabiliza o dono de animais soltos em estradas, mas como a fiscalização é insuficiente os bichos continuam soltos e os donos parecem que não estão preocupados. E quando ocorre algum acidente, principalmente com vitimas humanas é quase impossível de o dono aparecer. Num pais onde as leis não são fiscalizadas e cumpridas, fica difícil pedir que punam os donos de animais que andam soltos pelas estradas. Então cuidado, tanto com as vacas de quatro quanto com de de duas patas, pois elas podem causar sérios riscos a sua integridade física.
Vander e as vacas.Vander procurando vacas e Márcio fazendo pose.
Ontem foi dia de madrugar e pegar o voo das 07h00min para Porto Alegre. Após uma hora de um vôo tranquilo, desembarquei no aeroporto Salgado Filho, onde tinha um carro esperando pra me levar a São Leopoldo, que fica na região metropolitana de Porto Alegre. Até o final de 2005 eu conhecia muitas cidades do Rio Grande do Sul, mas não conhecia Porto Alegre. A partir de então essa é décima primeira vez que venho para cá a trabalho. Serão três dias de reuniões na Unisinos, o que fica longe de meu recorde de estadia na cidade. Ano passado cheguei a passar 15 e depois 17 dias direto por aqui.
Na plataforma de embarque do aeroporto de Curitiba. (10/03/2009)Bem acima das nuvens, voando de TAM rumo a Porto Alegre. (10/03/2009)