Caminhada na Natureza em Itambé

Participei de mais uma Caminhada na Natureza, dessa vez na cidade de Itambé. Eu não conhecia a cidade, e esse foi um dos motivos para eu escolher fazer essa caminhada. Por culpa de um mapa errado cheguei atrasado à caminhada, mas mesmo assim consegui alcançar boa parte dos caminhantes. Acabei encontrando alguns amigos de Maringá e de Londrina e acabei fazendo mais da metade da caminhada com alguns membros do grupo de caminhadas Londrinapé.

Fazia muito calor e o sol estava forte! Isso fez a caminhada ser cansativa, mas felizmente não tinha muitas subidas no percurso. No segundo ponto de controle, tinham algumas enfermeiras medindo a pressão dos caminhantes. Fui medir a minha pressão, achando que estava alta em virtude do esforço físico e do calor. E para minha surpresa minha pressão estava normal, parecendo à pressão de um garoto de quinze anos. Nesse ponto de controle, a água disponível estava gelada e isso ajudou a matar rapidamente a sede.

O percurso foi de doze quilômetros, com poucos trechos difíceis e passando por poucos lugares bonitos. Mesmo assim não foi um percurso feio! Posso dizer que foi um percurso “normal”. A melhor parte da caminhada foi no final, quando no último quilômetro tinha um rio e quase todos os caminhantes entraram nele para se refrescar. Eu tirei minhas botas, dobrei a barra da calça e sentei no meio do rio, para refrescar os pés e o traseiro. Cheguei a deitar na água, mesmo estando com roupa e foi uma sensação bastante agradável, pois era quase meio dia e o sol estava de “ferver os miolos”. Após sair do rio seguimos por cerca de quinhentos metros e chegamos ao final da caminhada, no local onde estava sendo servido o almoço. A comida estava muito boa e fui obrigado a repetir e recuperar em dobro as calorias perdidas durante a caminhada.

Dia de sol quente.
Ponto de controle e de água.
Caminhando pela estrada.
Teve quem pegou carona!
Passando por um pesque pague.
No km 10.
Quase no final da caminhada tinha um rio…
Refrescando o traseiro.
Caminhando na sombra.
Os caminhantes almoçando.
Almoço delicioso!!
O pessoal do Londrinapé.
Com minha amiga de caminhadas, Claudia.

Virada Cultural

No final de semana teve Virada Cultural em cinco cidades do Paraná: Curitiba, Foz do Iguaçu, Cianorte, Maringá e Campo Mourão. A Virada Cultural foi promovida pelo Governo do Paraná e contou com uma grande infraestrutura e também com shows de cantores famosos.

Em Campo Mourão foi montado um grande palco na praça central da cidade, onde aconteceram apresentações variadas no sábado e domingo, quando o evento foi encerrado com show do cantor Renato Teixeira. Paralelamente aos eventos no palco principal, aconteceram outros eventos menores em outras partes da cidade.

Estive presente na Virada Cultural no sábado a noite, e mesmo não tendo um público muito grande foi um programa diferente e interessante. Depois de assistir as apresentações que aconteceram no palco principal, fui ver uma peça de teatro na Biblioteca Pública, que terminou pouco antes das 3h00min da manhã. No domingo não participei da Virada Cultural, pois estava ausente da cidade.

Mesmo sendo um evento muito bem feito e grandioso, acredito que faltou um pouco mais de divulgação e presença de público. Não sei dizer os motivos do fracasso de público em tão bom evento! Então público logo abaixo um texto do jornal Gazeta do Povo, que talvez explique um pouco do fracasso da Virada Cultural aqui em Campo Mourão.

Sintonia

O governo do estado investiu pesado na estrutura da Virada Cultural de Campo Mourão, com a instalação de um grande palco, seguranças particulares e a montagem de dezenas de banheiros químicos, que na maioria não chegaram a ser utilizados. Mesmo assim, o evento não chegou a causar empolgação na população que compareceu em número reduzido nas apresentações programadas.

O prefeito da cidade, Nelson Tureck, e sua filha, a deputada Marla Tureck, presentes na apresentação de Renato Teixeira acreditam que houve falhas na definição da programação e na divulgação. “O evento foi organizado pelo governo em Curitiba e os shows foram definidos de cima para baixo, sem consultar os municípios ou a população. Tiveram artistas por aqui que não são fazem parte do gosto do povo. Tinha que ouvir mais as cidades”, analisou Tureck, que acredita que nas próximas edições “o povo ainda vai se acostumar”. O prefeito também criticou a falta de divulgação do evento na cidade pelos órgãos de comunicação locais, mesma tese apresentada ontem pela secretária municipal de Cultura, Sonia Singer.

Mas, se houve erros no planejamento de atrações e horários por parte do governo estadual, o mesmo ocorreu com a participação dos grupos locais, responsabilidade da prefeitura de Campo Mourão. A maioria dos artistas que se apresentaram na Virada são velhos conhecidos do público e estão presentes em quase todos os eventos realizados na cidade, sempre com os mesmo números. É o caso da banda municipal, da trupe de circo, da banda Bons e Velhos – que tocou há duas semana no parque da cidade – e até mesmo da peça teatral “Hamlet Machine”, dirigida pelo diretor mourãoense Carlos Soares, que somente neste ano, foi apresentada em quatro oportunidades. Faltou inovação e sintonia com o povo.

(Gazeta do Povo, Caderno G – 12/11/2012)

Show da “Big Time Orchestra”.
Bloco Carnavalesco “Cai Nessa”.
Vander e Fabiana, na Virada Cultural.

Túnel do Tempo: Estados Unidos 10 anos

Hoje faz dez anos que desembarquei em Orlando nos Estados Unidos, para morar um ano na cidade. Era minha segunda viagem aos Estados Unidos e numa tarde muito quente cheguei ao apartamento da Irene, que seria meu lar por doze meses. Esse ano que passei vivendo nos Estados Unidos foi bastante interessante e me permitiu conhecer pessoas de diversas partes do mundo e também viver experiências inesquecíveis. Foi um ano intenso, cheio de momentos bons e alguns ruins, principalmente a saudade da família.

Brincando com esquilo, no Lago Eola.
Almoço em casa: Neto, Irene, Elói e Vander.
Na Universal Studios.
No Magic Kingdom da Disney World.
Na International Drive.
Com a Betty Boop, no Island Adventure.

Exposição em homenagem a Sergio Bonelli

Até o próximo dia 25 estará em exibição no Solar do Barão, em Curitiba, uma exposição em homenagem a Sergio Bonelli. O famoso editor italiano faleceu ano passado, aos 79 anos. Sergio Bonelli era apaixonado pelo Brasil e esteve aqui algumas vezes. Tinha predileção pela Amazônia, onde conheceu profundamente os costumes locais e teve inspiração para criar o personagem Mister No. Na exposição em Curitiba estão obras de diversos artistas, feitas como tributo após a morte de Sergio Bonelli. Também estão expostas fotos de Bonelli nos anos 70, visitando a Amazônia.

Enterro de Sergio Bonelli.

Sergio Bonelli na Amazônia, nos anos 70.
Ezequiel e Vander.

Sessão Dupla

Em minha recente e rápida passagem por Curitiba, aproveitei para fazer algo que fazia com frequência nos tempos em que morava por lá. Assisti sessão dupla de cinema no Shopping Estação. Sempre gostei de cinema e muitas vezes quando a qualidade dos filmes e os horários permitiam, eu assistia sessões duplas e às vezes até sessões triplas em algum shopping curitibano.

Dessa vez minha sessão dupla de cinema foi com dois filmes nacionais, sendo uma comédia muito boa chamada “Até que a Sorte nos Separe” e o outro filme foi “Gonzaga de Pai pra Filho”, que conta a história dos falecidos cantores Luis Gonzaga e do seu filho Gonzaguinha. Esse filme me surpreendeu, pois achei muito bom e bem feito. E notei que mais da metade da plateia era de mulheres acima dos cinquenta anos. Como gosto de sentar bem na frente na sala de cinema, teve um momento quase no final do filme onde olhei para trás e vi muita gente chorando, inclusive alguns homens. Os dois filmes são bons, vale a pena assisti-los!

Gibicon nº 1

Estive em Curitiba participando da Gibicon nº 1, uma feira de quadrinhos. Ano passado aconteceu a Gibicon nº 0, que foi um evento experimental e que devido ao sucesso parece que será permanente daqui para frente. Dessa vez pude rever alguns amigos que também gostam de quadrinhos e fazer novos amigos.  Participei de eventos relacionados somente aos quadrinhos italianos da Editora Bonelli, que são os meus quadrinhos favoritos. Participei de uma palestra sobre os quadrinhos Bonelli na Itália e visitei uma mostra dedicada ao editor Sergio Bonelli, que faleceu ano passado. Também participei de uma homenagem ao Sergio Bonelli. Essa homenagem foi meio que uma palestra onde pessoas que conheciam o Sergio Bonelli falaram sobre ele, contaram histórias que viveram junto com ele. Um momento emocionante foi quando o Júlio Schneider (tradutor das revistas Bonelli no Brasil) ao contar sobre sua amizade com o Sergio Bonelli, acabou se emocionando e chorando. O argumentista italiano Moreno Burattini também esteve presente nessa homenagem e mostrou num telão fotos do Sergio Bonelli, inclusive a última foto que ele tirou (ao menos se acredita que seja a última!), durante uma feira de quadrinhos na Itália, dias antes de morrer. O último evento Bonelliano de que participei na Gibicon, foi assistir um documentário sobre o Sergio Bonelli. Esse documentário, com pouco mais de meia hora de duração, foi feito na Itália em 2010.

Fora os eventos relacionados aos personagens Bonelli, dei uma rápida olhada pelos vários estandes da Gibicon e comprei alguns gibis (Bonelli é claro!). Um gibi especial que comprei na Gibicon, foi o Zagor Gigante nº 1. Além de Zagor ser meu personagem favorito de quadrinhos, esse Zagor Gigante nº 1 traz publicado em suas contracapas os nomes de cem leitores de Zagor, inclusive o meu nome. E aproveitei para pegar o autógrafo do Moreno Burattini nessa revista, pois foi ele que escreveu a história publicada nesse Zagor Gigante.

Além do argumentista italiano Moreno Burattini, também estiveram presentes na Gibicon, outros dois italianos que trabalham para a Editora Bonelli. Um deles eu já conhecia, pois esteve no Brasil nos dois últimos anos. Trata-se do simpático desenhista de Tex, Fabio Civitelli. E o outro italiano foi o Roberto Diso, que também é desenhista da Editora Bonelli, mas dedica-se mais ao personagem Mister No. Foi uma experiência gratificante ter contato com estes três simpáticos italianos, que trabalham na criação de personagens de quadrinhos que leio e acompanho a mais de trinta anos.

Ano passado também estive na Gibicon e este ano deu para perceber que o evento aumentou e ficou mais organizando. Mas tamanha organização acabou atrapalhando em alguns momentos! Um exemplo foi no sábado pela manhã, no Paço da Liberdade. As oficinas e palestras estavam marcadas para começar às 10 horas, mas antes desse horário não permitiam que ninguém entrasse no prédio. Somente após as 10 horas é que todos puderam entrar e formar filar para pegar convites para as quatro palestras e oficinas que aconteceriam no mesmo horário. O chato é que do lado de fora tivemos que formar fila sob um sol escaldante. Outra pisada na bola da organização foi marcarem várias palestras no mesmo local e no mesmo horário. Isso fazia com que os participantes tivessem que escolher somente uma palestra, quando muitos queriam ver todas as palestras. O resultado foi que muitas palestras ficaram com pouco público. Se fizessem as palestras em horários diferentes, com certeza todas elas teriam um maior público presente.

E outra reclamação geral foi com relação às senhas para autógrafos. Teve um dia que distribuíram 30 senhas para determinados artistas e no dia seguinte somente 15 senhas. Isso fez com que muitas pessoas ficassem sem conseguir senhas e sem conseguir os autógrafos que queriam. E teve casos de pessoas que ficaram na fila das senhas para autógrafos e perderam a palestra que queriam assistir, pois tiveram que escolher estre pegar a senha do autógrafo ou assistir a palestra.

E teve também casos de palestras onde precisava enfrentar uma fila para pegar a senha. E na hora da palestra não tinha ninguém para recolher tais senhas na entrada do local da palestra. E teve uma palestra onde um monte de gente entrou sem senha e o segurança que estava na porta não falou nada. Daí quando fui entrar o segurança me barrou e me pediu a senha. Por sorte eu tinha a bendita senha! Só não entendi o critério do segurança em pedir senha para uns e não pedir para outros. Ou seja, o negócio todo foi meio confuso e espero que no próximo ano o pessoal da organização de uma melhorada no evento, pois senão fica difícil para quem participa. E vou pensar duas vezes antes de viajar 500 km para ir novamente à Gibicon!

O Ezequiel com sua senha para uma palestra.
Moreno Burattini, Vander, Roberto Diso e Fabio Civitteli.
Felipe, Vander, Nei, Diso, Ezequiel e Maldonado.
Gibicon nº 1
Marcos Maldonado (letrista) e Fabio Civitelli.
Vander e Júlio Schneider.
Gibicon nº 1
Ezequiel, Bira Dantas e Vander.
Uma personagem de carne e osso!! (Mais carne…)
Bira Dantas e o Gralha.
Homenagem/Palestra a Sergio Bonelli.
Vander, “Zagor” e Moreno Burattini.
Platéia do documentário sobre Sergio Bonelli.
Documentário sobre Sergio Bonelli.
Fabio Civitteli dando autógrafo na rua.

VÍDEO

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