Como já é tradição no Blog, venho escrever sobre os filmes que concorrem ao Oscar de Melhor Filme. Diferente de 2024, quando assisti ao último filme concorrente poucas horas antes da cerimônia do Oscar, e de 2025, quando assisti ao último filme três dias antes, este ano terminei de assistir aos dez filmes 44 dias antes da cerimônia de entrega do Oscar. Pude até me dar o luxo de demorar alguns dias para escrever esta postagem.
Dos dez filmes, assisti somente um no cinema: F1 O Filme. Os demais assisti todos no conforto do meu quarto, na minha cama, na minha TV. Viva o streaming!
Este ano voltou à tona a questão sobre os blockbusters, filmes “arrasa-quarteirão”, que vão muito bem nas bilheterias, mas não têm muita arte. O pessoal mais intelectual da Academia de Cinema acha que filmes mais comerciais, os famosos blockbusters, não deviam concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Esses intelectuais acreditam que somente filmes “de arte” deveriam disputar a categoria mais importante do Oscar. Essa polêmica é antiga e, de vez em quando, volta à tona, como aconteceu este ano. O que gerou mais discussão foi que o pessoal que curte blockbusters andou reclamando porque alguns filmes desse estilo, que foram muito bem nas bilheterias, ficaram de fora do Oscar. Um dos casos é a continuação de Avatar.
Os filmes concorrentes, na ordem de minha preferência e torcida:
1° – Marty Supreme
Carregado de energia estilizada, é um retrato contemporâneo de sonhos e obsessões de um campeão de pingue-pongue dos anos 50. É uma montanha-russa de ansiedade e estilo, focada na obsessão pela perfeição e na cultura das celebridades da época.
Esse filme foi uma surpresa positiva. Quando o assisti, não sabia absolutamente nada sobre ele e gostei do que vi. Tanto é que assumiu o primeiro lugar na minha lista de preferência dos concorrentes ao Oscar de Melhor Filme deste ano. Mas não deve ganhar o Oscar. Meus filmes favoritos não costumam ganhar…

2° – F1 O Filme
É um blockbuster que redefine as filmagens de corrida. Usando tecnologia de ponta para colocar o espectador dentro do cockpit dos carros, o filme equilibra a adrenalina das pistas com uma história clássica de redenção e mentoria no esporte. Impressiona tanto pela intensidade das cenas de corrida quanto pela profundidade emocional de seus personagens.
Até alguns dias atrás, esse era meu primeiro colocado na lista. Sei que não vai ganhar, mas é um bom filme. Ainda mais para mim, que sou fã de Fórmula 1 e acompanho as corridas pela TV desde 1981. O maior mérito do filme, ao meu ver, foi ser agradável e de fácil entendimento para quem nunca assistiu a uma corrida de Fórmula 1 na vida. E quem entende um pouco das corridas leva vantagem, pois há situações no filme que somente os mais entendidos no assunto percebem. O filme foi bem nas bilheterias e já se cogita uma continuação.

3° – Valor Sentimental
Drama norueguês sobre luto e as complexas relações familiares. Um drama íntimo sobre memórias, dor e reconexão familiar. É um filme sensível, “queridinho” da crítica, que explora como os objetos que deixamos para trás carregam nossas memórias.
Confesso que achei o início meio chato e não estava gostando. Mas logo ficou interessante e acabei gostando muito desse belo drama.

4° – Pecadores
Com um recorde de 16 indicações, mistura elementos de horror, música e emoção. A trama acompanha irmãos tentando recomeçar, apenas para confrontar um mundo ainda mais cruel, enfrentando forças sobrenaturais no Sul dos EUA dos anos 30.
Esse foi o primeiro dos dez concorrentes a que assisti, há quase um ano. Na época, não achei que teria chances de concorrer a Melhor Filme, muito menos em 16 categorias, sendo o novo recordista de indicações. Gostei da primeira meia hora e depois não gostei muito, pois ele vira um “terrorzão”. Quando assisti, não sabia nada sobre ele e fiquei surpreso ao descobrir que se tratava de um filme de vampiros. Achei o filme meia-boca e considero exageradas as 16 indicações que recebeu. Mas é cotado como forte vencedor a Melhor Filme.

5° – O Agente Secreto
Thriller político ambientado no Recife de 1977. Wagner Moura é um professor que, ao tentar escapar da vigilância da ditadura, mergulha em uma paranoia asfixiante. É um filme sobre sombras, silêncios e a resiliência humana diante da opressão.
Gostei da ambientação de época, muito bem feita, mostrando o Recife dos anos 1970. Mesmo só tendo conhecido Recife em 1997, achei que ficou bem retratado. Fora isso, achei o filme uma “novelona”, cheia de situações e personagens que não são bem finalizados. Ficou muita coisa no ar. Resumindo: achei um filme meia-boca. Mas os gringos gostaram e o filme ganhou vários prêmios pelo mundo. Ainda assim, acho impossível vencer como Melhor Filme.

6° – Frankenstein
Versão épica e humanizada do clássico de horror de Mary Shelley. O filme reinventa a icônica história com sensibilidade, explorando temas de identidade, criação e o desejo de conexão humana.
Já assisti não sei quantos filmes sobre Frankenstein e também uma série. Então, quando fui assistir, achei que seria mais do mesmo. Mas me surpreendi de forma positiva. Gostei do final, que fala sobre perdão, sobre entender por que o outro fez isso ou aquilo e como muitas vezes, sem querer, acaba nos ferindo e fazendo sofrer.

7° – Hamnet
O filme conta a história da família de William Shakespeare. O foco não é Shakespeare, mas sua esposa (Jessie Buckley) e a perda trágica do filho que inspiraria sua maior obra. Poético e devastador.
Filme mais ou menos, tem partes interessantes e algumas tristes. Acredito que pode ser a zebra deste ano, pois conta uma parte importante da vida de William Shakespeare, um inglês que faz muito sucesso nos Estados Unidos até hoje. Na Inglaterra, ele é um símbolo nacional. Nos Estados Unidos, é extremamente encenado, estudado e reinterpretado.

8° – Sonhos de Trem
É um retrato minimalista e épico da vida de um trabalhador ferroviário no Velho Oeste americano no início do século XX. Uma obra contemplativa sobre a passagem do tempo e as mudanças brutais de um mundo em modernização. Acompanha a vida de um homem comum ao longo de décadas, refletindo sobre amor, memórias e o tempo que transforma tudo.
O filme tem uma bonita fotografia. O diretor de fotografia é o brasileiro Adolpho Veloso, que inclusive recebeu indicação ao Oscar 2026 de Melhor Fotografia. Fora isso, achei o filme lento demais; cochilei algumas vezes assistindo.

9° – Uma Batalha Após a Outra
Com um elenco estelar, é considerado o grande favorito. O filme acompanha um grupo de ex-revolucionários (liderados por Leonardo DiCaprio e Sean Penn) em uma missão de resgate.
Apesar de ter alguns atores de que gosto muito, como Benicio del Toro e Sean Penn, não consegui gostar do filme. Assisti em três partes, durante uns dez dias. Quase desisti na metade, e um amigo disse que eu devia insistir, que acabaria gostando. Mas não gostei. Simplesmente não me apeteceu.

10° – Bugonia
É uma trama bizarra: dois conspiracionistas sequestram uma CEO acreditando que ela é uma alienígena. É uma sátira que mistura humor ácido e crítica à sociedade moderna. Personagens excêntricos e situações absurdas criam um universo tão singular quanto perturbador.
Posso definir o filme em duas palavras: uma merda! É um prato cheio para cinéfilos e entusiastas intelectuais e pseudo-intelectuais. Mas, para mim, que vejo filmes apenas para me divertir, rir, me emocionar e muitas vezes chorar, é chato e muito ruim. Tive vontade de parar após quinze minutos, mas como queria escrever sobre ele aqui no blog, assisti até o final. E confesso que joguei fora 118 minutos da minha vida, que é a duração do filme. E vale lembrar que sou fanzaço da Emma Stone, atriz principal do filme.



















































































































































































































