De Bike pelo Caminho de Santiago de Compostela — quando a viagem não quer te impressionar
Há livros de viagem que tentam convencer o leitor de que o autor viveu algo grandioso. O livro de Vander Dissenha faz o movimento oposto: diminui o tom — e, justamente por isso, tudo ganha mais força.
De Bike pelo Caminho de Santiago de Compostela não se apresenta como guia turístico, nem como relato espiritual, muito menos como uma saga heroica. É um diário cru, escrito por alguém comum atravessando estradas, limites físicos e silêncios internos — sem maquiagem literária.
O diferencial do Vander está aí: ele não escreve como herói da aventura, mas como alguém vivendo coisas extraordinárias sem precisar se colocar acima delas. Sua marca registrada é o perrengue honesto, acompanhado de um humor seco e autoconsciente, que nunca glamouriza o sofrimento, mas também não o transforma em drama épico. Há cansaço, desconforto, fome e dor — e tudo isso aparece sem pose.
A bicicleta, longe de ser símbolo de superação esportiva, funciona como um filtro de realidade. Pedalar intensifica tudo: o corpo dói mais, os encontros são mais breves, os pensamentos ficam mais insistentes. Não há atalhos emocionais. O livro não quer impressionar. Quer registrar. E, ao registrar com honestidade, acaba tocando mais fundo.
Um dos aspectos mais interessantes da narrativa é a forma como lida com a solidão escolhida. Vander encontra pessoas o tempo todo, mas o foco está no que acontece quando ninguém está falando. A solidão aqui não é abandono — é ferramenta. O livro a trata como algo funcional, não como carência.
Outro ponto forte está na percepção dos limites. Em um momento marcante, o autor percebe que o corpo reclama antes da mente desistir. A leitura deixa claro que a desistência raramente é física; ela nasce no pensamento, não nas pernas. O limite real aparece depois do desconforto, não antes.
Os encontros no Caminho também são tratados com uma naturalidade quase desconcertante. Pessoas surgem, caminham juntas por um tempo e desaparecem da rota, como parte do cenário. No Caminho, as pessoas não ficam — elas passam. Como quase tudo na vida. Essa abordagem transforma o livro em uma metáfora silenciosa da vida adulta: relações importantes podem ser breves e, ainda assim, verdadeiras.
Talvez uma das maiores qualidades do livro esteja na forma como aborda a espiritualidade. Vander não tenta convencer ninguém, nem se coloca como convertido. Ele entende que não é preciso acreditar em tudo para respeitar o significado. É uma espiritualidade sem dogma, sem frase pronta, sem moral da história — o que amplia enormemente o alcance da obra. O livro conversa tanto com quem acredita quanto com quem já cansou de discursos religiosos rasos. É espiritual sem ser religioso.
O final não faz barulho. A chegada, como não poderia deixar de ser, evita a euforia. Não há explosão emocional — há silêncio. Esse anti-clímax é proposital. A transformação não acontece no ponto final da viagem, mas no acúmulo silencioso do caminho. Quando o livro termina, a sensação é clara: o essencial já aconteceu antes. O final é calmo — como quem entende que a mudança verdadeira não precisa anunciar sua chegada.
Este é um livro para quem gosta de viagens com mais reflexão do que ostentação. Para quem prefere honestidade a frases motivacionais. Para quem entende que algumas jornadas não servem para vencer nada — apenas para atravessar.
De Bike pelo Caminho de Santiago de Compostela é menos sobre chegar a um destino e mais sobre aprender a sustentar o caminho, mesmo quando ele não promete aplausos. E talvez seja exatamente por isso que o livro fica na mente do leitor.
*Texto de Vitória Almeida (Curso de Turismo – Unespar)
O município de Campo Mourão tem potencial e influência pela região que se situa, entretanto, é importante que uma divulgação da cidade seja feita e registrada para que possa alcançar mais pessoas que não precisam ser necessariamente da região. Com isso, além de possuir o potencial para atrair mais pessoas, também mostra um lado do cidadão mourãoense valorizando seu município. Com essa perspectiva, temos o site “Histórias, viagens e bobagens…”, criado por Vander Dissenha, um residente apaixonando por Campo Mourão onde ele faz o uso do próprio site para enaltecer, contar histórias de sua infância, suas primeiras experiências e compartilhar alguns atrativos que o município possui. O mourãoense sempre deixa muito explícito em suas postagens o orgulho da sua história em Campo Mourão. Os relatos são muito pessoais e nota-se muito amor nas palavras utilizadas. Em uma experiência que ele relata ao retornar quarenta anos depois ao local onde ele nasceu, algumas mudanças no local e o quanto aquela esquina emociona e traz memórias afetivas, em seus próprios questionamentos ele se pergunta qual seria o porquê dele ter nascido exatamente naquele lugar, percebendo que não havia respostas para isso, o criador do site deixa claro sua gratidão por ter sido exatamente como e onde foi “se pudesse escolher possivelmente escolheria a mesma esquina onde nasci e a mesma família em que nasci. Tenho orgulho de ser do interior do Paraná, pé vermelho de Campo Mourão […]”. Ademais, em uma publicação feita em 2009 por Vander, uma foto do time de futebol de Campo Mourão de 1976, onde na época foi o único esporte que Campo Mourão recebeu medalha de ouro, destaca-se que muitas pessoas que estão na foto fizeram parte da infância do autor e deixa um espaço de registros de acesso de aspecto socioculturais do município, a partir do momento que o site traz registros antigos, de certa maneira, mesmo indiretamente ele se transforma em um diretório de referências históricas da sociedade de Campo Mourão. O site é um lugar muito rico nesse aspecto histórico cultural da visão de um morador local, não só Campo Mourão, mas o autor também fala sobre outros municípios da região e as experiências internacionais. Com base nisso, estas observações vêm de encontro com o que foi iniciado pelo autor do quadro das Andorinhas, anteriormente citado neste trabalho, quando se nota a importância de criar memórias afetivas com os residentes de um município e a valorização dos aspectos que o torna único ou o destaca dos demais. Ou seja, quando se pensa em aprimorar a cidade para receber mais turistas, temos que priorizar quem sempre esteve aqui, pois é com base nessas pessoas que podemos avaliar se nosso município é hospitaleiro o suficiente e se vai marcar a vida das pessoas de forma positiva então torna-la legível, valorizada, única, acolhedora e que tenha esse cuidado com os residentes é fazer nossa cidade ganhar destaque e lugar eterno na vida das pessoas sendo de forma digital, física ou nas memórias afetivas de quem um dia viveu ali. Portanto, a criação digital de memórias afetivas e históricas da cidade é um conteúdo muito rico e agregador, os lugares mudam o tempo todo e ter esses registros em um site com a experiência de um morador local é muito interessante ter essas referências fazendo jus as considerações referentes a criação de meios para preservar a identidade de um local e proporcionar memórias nas pessoas até porque existem segmentos associados a história cultural e patrimônios que o turismo possui pelo turismo cultural, isso também é um meio de complementar a compreensão da sociedade a partir de segmentações como é o caso do turismo cultural e patrimônio histórico.
*Esse texto é parte de um trabalho insterdisciplinar sobre os elementos socioculturais de Campo Mourão – Paraná, apresentado no curso de Turismo da Unespar, campus de Campo Mourão.
Ficamos no cume do PP por cerca de uma hora. E o que chamou bastante atenção foi um cachorro que estava no cume. Reconheci ele como sendo da Fazenda Rio das Pedras. Ele ficava pedindo comida para todos que chegavam no cume e começavam a lanchar. Todo mundo ficava perguntando como ele tinha passado pela Carrasqueira. O cachorro era muito esperto e ganhou bastante agrados e comida. Fico imaginando como foi que ele encontrou um caminho para chegar até ali e quantas vezes por semana ele decide subir até o cume.
Após descansar e lanchar, Eliane e eu demos uma volta pelo cume, tiramos fotos e observamos a paisagem de todos os lados. Tinham algumas nuvens que ficavam encobrindo parte da paisagem, mas logo o vento mudava essas nuvens de lugar. Assinamos o caderno de cume, que fica guardado numa caixa metálica presa sobre um pedra. Mais algumas fotos, uma última olhada na paisagem e pouco depois do meio dia resolvemos iniciar o caminho de volta. O cume de uma montanha é somente a metade do caminho, então sempre é bom guardar energia para o retorno. Energia eu tinha, o que estava incomodando era a dor nas costas.
Quando seguimos para a trilha para iniciar a descida, tivemos que parar para dar passagem a algumas pessoas que estavam chegando. Logo iniciamos a descida, onde na primeira parte o mais difícil era transpor uma pedra com alguns grampos. Devido ao vai e vem de pessoas subindo e descendo a montanha, os grampos e parte das rochas estavam com barro e isso demandava cuidado extra para não escorregar e cair. Tive muita dificuldade em alguns trechos onde era necessário esticar a perna para descer, pois sentia uma dor muito forte ao esticar minhas pernas. Mas ficar parado no alto da montanha não era uma opção, então fui suportando as dores e descendo mais lentamente do que deveria. A Eliane estava bem e aparentemente não teve maiores problemas para descer.
Quando chegamos no acampamento A2, fizemos uma parada mais longa para descansar e tirar fotos. Também dividimos o resto de nossa água. Ali perto existe uma bica, mas chegar até ela é um pouco complicado e com as dores que sentia, achei melhor não pegar água no A2. O sol ficou encoberto pelas nuvens e era possível ver que algumas nuvens encobriam o cume do PP. Quem chegou mais tarde ao cume não deve ter visto muita coisa lá do alto. Demos sorte de termos chegado ao cume com o tempo relativamente limpo.
Saímos do A2 e continuamos descendo, tomando cuidado com a trilha que continuava molhada e lisa em muitas partes. Mesmo tendo feito algumas horas de sol durante o dia, o barro era tanto nas trilhas que não secou com o sol. Pelo caminho fomos encontrando bastante gente que subia com mochilas cargueiras nas costas. Esse pessoal planejava acampar no A2 ou no cume do PP. Quando vinha alguém subindo, sempre dávamos passagem e dessa forma aproveitávamos para descansar rapidamente enquanto ficávamos parados ao lado da trilha esperando o pessoal passar.
O sol voltou a aparecer quando chegamos na Carrasqueira. Descer aqueles paredões cheios de grampo e cordas é sempre mais difícil do que subir. E para piorar, os grampos estavam molhados e alguns com barro, pois muita gente passou por ali na última hora com as botas cheias de barro. Estava muito escorregadio e o cuidado teve que ser triplicado. A Eliane seguiu na frente. Depois ela me confidenciou que sentiu um pouco de medo nesse trecho e que não gostaria de passar por ali novamente. Eu só senti medo na metade da descida, quando escorreguei com os dois pés num grampo que tinha barro e fiquei meio pendurado segurando firme com as mãos o grampo que ficava pouco acima de minha cabeça. Foi um susto de sentir frio na barriga. Quase no final da Carrasqueira vi o cachorro que estava no cume, descendo pelo mato ao lado. Ele tinha descoberto um caminho que passava pelo lado das rochas, andando numa inclinação que humanos não conseguiriam. Esse cachorro realmente era muito esperto!
Vencida a Carrasqueira, descemos mais um pouco pela trilha e daí começou a parte de subida. Na subida sentia dores fortes toda vez que precisava erguer as pernas um pouco mais alto para vencer algum obstáculo. Estava muito mais lento do que deveria e comecei a me preocupar com o atraso que nos deixaria no escuro durante a travessia de parte da floresta. Para piorar ainda mais as coisas, a sede começou a apertar e a boca ficou seca. Mesmo com as dificuldades seguimos em frente, pois não tínhamos outra opção. Quando estávamos quase chegando no acampamento A1, o sol se escondeu de vez e nuvens cobriram o céu. Isso fez a temperatura baixar um pouco.
Passámos pelo A1 e entramos na trilha pelo meio do mato, que parecia estar ainda mais molhada e lisa do que pela manhã quando ali passámos. Eu e Eliane usávamos luvas e muitas vezes segurávamos em galhos e matos ao lado da trilha para não cair quando escorregávamos. E como tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, começou a chover. Essa chuva durou mais de três horas e nos acompanhou até depois do Getúlio.
A sede foi aumentando e não via a hora de chegar no primeiro riacho da trilha. Saímos na parte limpa cheia de caratuvas, demos a última olhada para o PP que estava parcialmente encoberto e seguimos para a floresta. Depois do A2 não tirei mais nenhuma foto, pois estava tão cansado e com dores, que não tinha nenhum animo para fotos. Quando entramos na parte da floresta a chuva aumentou um pouco. A trilha cada vez mais lisa ia alterando subidas e descidas por entre pedras, galhos e raízes de árvores. Em muitas partes era necessário fazer pequenas escalaminhadas. Toda vez que tinha que erguer a perna para passar por algum galho, sentia fortes dores nas costas. Comecei a ficar preocupado em travar e não conseguir mais andar. A última coisa que eu queria era precisar ser resgatado. O jeito for reunir forças, suportar a dor e seguir em frente.
Finalmente chegamos num riacho e pouco acima da trilha a Eliane encontrou um local para pegar água. Se não estava cem por cento limpa, ao menos a água não tinha sabor ruim e estava geladinha. Nessa parada ao lado do riacho, além de matar a sede fizemos um pequeno lanche com o resto da comida que tínhamos levado. Resolvido o problema da sede seguimos em frente, andando pelo meio da mata na trilha lisa e molhada e vencendo os muitos obstáculos. Pouco depois das 19h00min escureceu e tivemos que ligar as lanternas. A minha estava quase zerada, mas mesmo assim consegui andar algum tempo com ela. Quando escureceu de vez ficamos somente com a lanterna da Eliane. Ela seguia na frente, andava um pouco, parava, se virava e iluminava o caminho para eu poder passar. Isso nos fez atrasar ainda mais a volta. Mas não tínhamos outra opção. Minha maior preocupação era dar pane na lanterna dela, pois aí sim estaríamos enrascados. Sem lanterna não tem como andar naquele lugar, pois andar no escuro ali é quase suicídio.
A chuva continuou nos fazendo companhia, às vezes mais forte e outras vezes menos. Estávamos parcialmente molhados e isso nos deixava com um pouco de frio. E descobri que minha bota impermeável não era assim tão impermeável. Ela não suportou as horas andando no barro sob chuva e fiquei com os pés molhados. Nossa situação não era das mais cômodas, pois tínhamos fome, nossa água era pouca, tínhamos somente uma lanterna, o que nos obrigava a fazer revezamento, chovia, sentíamos frio, eu sentia cada vez maios dores nas costas. E somado a isso tudo comecei a ficar preocupado com relação aos nossos amigos que estavam nos esperando e deviam estar preocupados com nosso atraso e falta de notícias. Diante de todos os problemas, só nos restava seguir em frente e foi o que fizemos. Pelo caminho encontramos algumas poucas pessoas que subiam a montanha. Mas depois de certo horário não vimos mais ninguém subindo.
Chegamos na bica de água que fica na parte final da floresta. Ali me sentei numa pedra e a Eliane foi encher nossas garrafinhas com água. O sabor da água da bica era bem melhor do que da água do riacho. A chuva deu uma aumentada e quando o frio começou a apertar, seguimos em frente. A Eliane foi guerreira, sempre indo na frente escolhendo o melhor caminho e ao mesmo tempo iluminando o meu caminho e me ajudando em alguns trechos mais difíceis, principalmente em descidas onde eu tinha mais dificuldade por culpa das dores. Se não fosse ela, acho que teria que ter sido resgatado.
Finalmente chegamos nas plaquinhas na encruzilhada das trilhas. Ali era o final da floresta, cuja descida por ela foi com certeza a pior e mais demorada parte da aventura. Seguimos pela trilha em direção ao Getúlio e quando saímos da parte de mata, a chuva e o vento começaram a nos castigar. O cansaço e dores me fizeram ficar lento de raciocínio e quando chegamos no Getúlio fiquei em dúvida sobre qual trilha seguir. Até então só tinha passado por ali a noite durante subidas e nunca em descidas. Meu receio era pegar uma trilha errada e nos perdemos. A bateria de nossa única lanterna estava quase no final e não podíamos nos dar ao luxo de pegar uma trilha errada e nos atrasarmos ainda mais. Seguimos devagar e com cuidado, prestando atenção na trilha e quando a chuva deixava, nas montanhas em volta. Esse foi o único momento em que senti a Eliane preocupada durante a descida. Vimos o clarão de duas lanternas vindo da mata atrás de nós e resolvemos esperar. Era um casal que andava rápido e logo se aproximou de onde estávamos. Pararam quando nos viram e contamos que estávamos em duvida sobre a trilha e nos disseram para segui-los. Foi difícil acompanhar o ritmo deles, mas no momento eles eram nossa salvação. Em dois momentos eles erraram a trilha. Passamos por algumas pessoas que estavam acampando no Getúlio. O cara que seguíamos pediu informação sobre qual trilha seguir e o pessoal de uma barraca indicou a direção correta. Mais alguns minutos e finalmente encontramos a trilha certa. Aí eu e Eliane diminuímos o ritmo e deixamos o casal seguir em frente. A lanterna da Eliane ficou de vez sem bateria e ela pegou o celular para iluminar a trilha. A luz do celular era forte, a bateria estava cheia e o celular foi nossa salvação. Sentia cada vez mais dores nas costas e minhas pernas meio que começaram a travar. Era meu nervo ciático avisando que tinha sido machucado.
A parte final não é das mais difíceis, pois é quase toda em descida e somente em algumas partes tem obstáculos. Mas a trilha estava tão molhada e lisa que levamos alguns escorregões feios. Caí sentado duas vezes. A chuva parou e durante alguns minutos a lua cheia deu as caras. Eu cada vez mais lento e travado. Em alguns trechos a Eliane tinha que segurar minha mão e me ajudar a descer pequenos obstáculos. Nunca tinha sofrido tanto numa trilha e dado trabalho. Se não fosse pela ajuda da Eliane eu não teria conseguido chegar ao fim. Não inteiro! Fica aqui meu agradecimento a ela, pela ajuda e por não ter reclamado em nenhum momento. E ela sabe que se fosse ao contrário, eu a teria ajudado da mesmo forma.
Eram quase 23h00min quando chegamos na última encruzilhada e seguimos pela larga trilha que leva até o IAP. Quase não tinha forças, mas cheguei ao final. Foram quase 24 horas para subir e descer o Pico Paraná de ataque, sendo que próximo a 21 horas de efetiva caminhada. Tivemos muitas dificuldades, vários problemas, bem mais do que imaginaríamos ter. Mas não desistimos, seguimos em frente contra todas as dificuldades e obstáculos. Foi uma jornada e tanto! O que nos moveu foi a força de vontade, onde o foco era sempre seguir em frente e desistir jamais. Essa aventura foi um grande treinamento para nossa vida cotidiana. Nosso cérebro é exercitado, condicionado a seguir em frente mesmo diante de dificuldades e obstáculos que parecem ser intransponíveis.
No IAP demos baixa no cadastro que tínhamos feito antes da subida e fomos informados que dois amigos nossos tinham passado ali alguns minutos antes querendo saber informações sobre nós. Eles estavam preocupados com nosso atraso. O atendente do IAP informou que eles estavam nos esperando na Fazenda Pico Paraná e fomos ao encontro deles. Vi o Roberto sentado em uma pedra e quando ele me viu veio todo alegre me dar um abraço. O André logo apareceu e contou que falaram com o casal que nos ajudou no Getúlio, que contou que nos viu e que estávamos descendo lentamente. O André estava de carro e não recusamos a carona até a Fazendo Rio das Pedras, que não ficava longe dali.
Chegando no chalé fui tomar um longo banho quente. Sentia dores fortes nas costas e tive muita dificuldade para me abaixar e vestir roupas limpas. Logo depois foi a vez da Eliane tomar banho e depois jantamos. Na mesa tive rápidos cochilos, pois faziam quase 30 horas que estávamos sem dormir. De barriga cheia tomei um remédio para dor e fui me deitar. A cama quente e confortável foi um prêmio para nossos corpos cansados e desgastados. Dormimos por várias horas um sono profundo. E o sentimento de ter vencido tantas dificuldades é um sensação difícil de explicar. Mas é um sentimento gostoso. Se voltaremos a subir o PP um dia, somente o tempo vai dizer. Particularmente acho que dou por encerrado minhas aventuras no PP. Foram três cumes lá, então acho que chegou a hora de me aventurar por montanhas mais baixas e mais fáceis, onde meus problemas físicos não atrapalhem tanto. A Eliane disse que do PP não quer mais saber, pois ficou meio traumatizada com a descida pela Carrasqueira com os grampos lisos. Mas não sabemos o dia de amanhã! Quem sabe no futuro não mudemos de ideia e voltamos a nos aventurar pelas encostas do PP? Quem viver verá…
No cume do Pico Paraná, 16/04/2022 – 10h40min.As nuvens alteram a paisagem a todo instante.Merecido descanso no cume do PP.O cão pidão, no cume do PP.Momento de contemplação e comemoração.Um dos lados do cume do PP.Eliane, mulher de muita fibra.Começando a descer o PP.
Já estive duas vezes no cume do Pico Paraná (PP), em ambas acampando no A2 e partindo para o ataque ao cume de madrugada. Mas sempre defendi que isso não era o ideal, pois subir com mochilas cargueiras até o acampamento A2 era muito sacrifício. Subir pela Carrasqueira com mochilas pesadas nas costas, sempre achei algo insano. Nessa terceira tentativa de chegar ao cume do PP, finalmente poderia provar minha tese de que era melhor fazer o ataque ao cume saindo da Fazenda Pico Paraná, Fazenda Rio das Pedras ou do IAP, levando apenas uma pequena mochila de ataque.
Estava bem descansando após um ótima noite de sono, alojado em um chalé na Fazenda Rio das Pedras. Durante o dia tinha passeado pelo local, tinha feito boas refeições, dormido um pouco a tarde e para relaxar tinha até assistido um filme na Netflix, através do aplicativo do celular. Ás 22h00min tomei um banho para despertar, me vesti e arrumei a mochila de ataque, com água, Gatorade, garrafa térmica com capuccino, lanches doces e salgados e o equipamento básico que pretendia utilizar. A mochila devia estar pesando uns cinco quilos.
Junto comigo seguiriam a Eliane, em sua primeira vez no Pico Paraná, mas já tendo tido experiência em montanha na região do Pico Marumbi. Também seguiria a Carla, em sua primeira experiência numa montanha. Outro parceiro de subida seria o André, que já esteve no A2 do Pico Paraná, esteve no Taipa e no Pico Agudo. E o companheiro mais experiente nesse ataque seria o Roberto, que já esteve no Taipa e chegou duas vezes ao cume do Pico Paraná. O grupo mesclava pouca com muita experiência e todos tinham se preparado fisicamente para o desafio que iriamos enfrentar. A única incógnita era saber se o André suportaria as dores em seu joelho esquerdo, que tinha machucado pouco tempo antes jogando futebol.
Saímos do chalé na Fazenda Rio das Pedras às 23h00min e seguimos até o IAP para preencher a ficha de subida, pois isso nos garantia uma certa segurança em caso de nos perdermos ou nos machucarmos na montanha. Fazia frio mas o céu estava limpo, sem nuvens e com uma bela lua cheia iluminando a paisagem. Partimos do IAP às 23h18min e resolvemos seguir pela trilha que saí da Fazenda Pico Paraná. Nos primeiros minutos tentei manter um ritmo leve, dando passos curtos e respirando fundo. Sempre achei esse trecho inicial o mais difícil, pois o corpo ainda não está adaptado ao esforço e não se encontra devidamente aquecido. Em subidas anteriores que fiz, não somente ao Pico Paraná, como também ao Caratuva e ao Itapiroca, já vi pessoas querendo desistir justamente nesse trecho inicial.
Passada a primeira meia hora meu corpo foi aquecendo e a caminhada seguiu normal. Fizemos breves paradas para descanso e assim fomos avançando montanha acima. Utilizava um casaco sem mangas e levei um casaco mais quente na mochila, para quando começasse a sentir muito frio. Até o Getúlio nossa caminhada foi relativamente tranquila. Chegando no Getúlio o tempo fechou, ventava forte e chovia. Passámos rápido por essa região e logo entramos na mata novamente, o que nos protegia um pouco da chuva. Quando paramos na encruzilhada onde ficam as plaquinhas que indicam as trilhas para as várias montanhas do lugar, fizemos uma parada para descanso um pouco mais longa. A partir dali começaria a parte que menos gosto da subida, que é a parte da floresta. Nessa parte quase sempre estamos subindo e tem muitos galhos, pedras, cordas e grampos para transpor. Para piorar, o terreno ali estava muito molhado, com barro e em algumas partes um lamaçal de dar medo.
Nosso plano inicial era chegar ao cume do Pico Paraná até 06h30min, para ver o sol nascer lá do alto. Mas quando vi como estava difícil a trilha na parte da floresta, percebi que não daria tempo de chegar ao cume no horário previsto. Por culpa da dificuldade do terreno, avançávamos mais lentamente do que deveríamos. Para mim o importante era avançar e chegar ao cume, já não importando mais o horário, tanto fazia chegar antes ou depois do sol nascer. Queria era chegar no cume e me concentrei e foquei muito nisso. Os demais membros do grupo seguiam com raça e vontade. Apenas a Carla mostrava sinais de estar sofrendo um pouco, o que era compreensível, pois essa era a primeira vez dela numa montanha. Ali na floresta cheguei à conclusão de que tinha sido um erro escolher o Pico Paraná como a primeira montanha dela. Seria melhor ter escolhido uma montanha mais fácil para o debute da Carla. Mas estando ali não dava mais para mudar isso.
Seguimos avançando pela floresta, vencendo os lisos, molhados e escorregadios obstáculos. Essa era a quarta vez que subia por ali, desde minha primeira vez no local em 2008. E confesso que foi a vez mais difícil, devido ao estado do terreno, ao frio e a chuva. Minha lanterna ficou fraca muito antes do previsto e isso me deixou um pouco preocupado, pois tinha baterias extras que previa utilizar somente dali umas duas horas. Segui com a lanterna clareando pouco, procurando enxergar o caminho através da lanterna da Eliane e do André, que seguiam na minha frente. Fizemos algumas paradas para descanso, que não podiam ser muito demoradas para que o corpo não esfriasse.
Passava um pouco das 04h30min quando o Roberto informou que ele e a Carla iam voltar, que o terreno estava muito difícil e perigoso e que ela estava tendo muita dificuldade. Achei a decisão dele assertiva, pois eu que tenho uma boa experiência em montanhas estava sofrendo um pouco, imagina a Carla em sua primeira experiência. O André resolveu voltar também, pois estava sentindo dores no joelho machucado e achou melhor parar ali do que seguir em frente tendo o risco de machucar ainda mais o joelho. Os três retornaram e junto com a Eliane segui em frente. A Eliane estava me surpreendendo, pois seguia na frente sem medo, escolhendo sempre o melhor lugar para pisar ou se segurar. E assim seguimos por mais 40 minutos até sair da floresta. A chuva parou e o céu ficou limpo e cheio de estrelas. Chegamos na parte das caratuvas (uma planta abundante naquela região) onde era possível avistar o Pico Paraná e o dia clareando por trás dele, o que deixava uma visão muito bonita. Ali achei que o pessoal devia ter seguido mais um pouco e dado meia volta naquele local, após a Carla ver o Pico Paraná. Seria um prêmio para o esforço dela ao menos ver a montanha. Mas como só pensei nisso ali, era tarde para dar tal sugestão. Vida que segue!
Fizemos rápida parada para descanso e para observar a beleza da paisagem, que mesmo a noite era maravilhosa. Voltamos para a trilha e tive um pouco de dificuldade para encontrar o caminho. Voltamos a caminhar pelo meio do mato, que cada vez ficava mais molhado e com barro. Minha lanterna morreu de vez e achei melhor trocar a bateria. Seguimos durante cerca de 20 minutos pela trilha enlameada e molhada, até que fiquei na dúvida sobre estar seguindo pelo caminho correto. Tinha passado outras vezes ali durante o dia, mas no escuro da madrugada acabei ficando com receio de estar seguindo pela trilha errada. Sugeri a Eliane voltarmos até as caratuvas e ali esperar o dia nascer. E assim fizemos o caminho de volta, mais 20 minutos pelo meio do mato até chegar nas caratuvas. Procuramos um local um pouco mais protegido e sentamos numa pedra para esperar o dia amanhecer.
O local que escolhemos não era dos mais protegidos e de vez em quando batia um vento de congelar. A temperatura era de seis graus e quando tinha vento a sensação térmica baixava bastante. Tirei meu casaco e dei ele para a Eliane, peguei o casaco mais quente que estava na mochila e vesti. Assim conseguimos nos proteger um pouco melhor do frio, mas não totalmente. Peguei minha garrafa térmica e tomei o capuccino que ainda estava quente. Cerca de uma hora depois descobriria que beber o capuccino foi uma péssima escolha, pois ele me fez mal ao estômago e fiquei um longo tempo sofrendo com tal incomodo. Ficamos meia hora sentados esperando o dia amanhecer e mesmo sofrendo um pouco com o frio, valeu apena ver o sol nascendo por trás do Pico Paraná.
Para não passar mais frio resolvemos voltar a caminhar, dessa vez sem precisar usar as lanternas. Seguimos pelo mesmo caminho pelo qual tínhamos retornado e mais tarde descobrimos que esse era o caminho correto. Esse trecho pela mata também foi bem difícil, por conta do barro e da trilha molhada. Chegamos no acampamento A1 quando o sol já aparecia no céu e amenizava um pouco o frio. Tinham algumas pessoas acampando no A1 e falamos rapidamente com algumas delas. Tivemos um pouco de dificuldade para encontrar a trilha e recebemos ajuda, com pessoas indicando a trilha correta a seguir. Essa trilha seguia pelo meio das caratuvas e não estava tão molhada. Paramos tirar algumas fotos e também para observar a linda paisagem do amanhecer no meio das montanhas. Voltamos a caminhar, dessa vez descendo pela trilha até chegar na encosta do Pico Paraná.
Pela frente mais um trecho desafiador, que era passar pela Carrasqueira, que são dois paredões de rocha quase na vertical, com cordas e grampos. Quem tem medo de altura ou sofre com vertigens, não pode encarar tal desafio. Ao menos subir da menos medo que descer, pois você olha para cima a procura do próximo grampo ou corda e dessa forma não se preocupa tanto com a altura em que está. A Eliane seguiu na frente e se sentiu medo não demonstrou. Não gosto de altura, mas já fiz tantas aventuras em altura, que aprendi como dominar meu medo e seguir em frente. Vencida a Carrasqueira seguimos em frente, alternando trilhas sob sombra, quando sentíamos um pouco de frio, e sob sol, quando nos sentíamos aquecidos. Paramos algumas vezes para tirar fotos rápidas e seguimos em frente. E assim chegamos no acampamento A2.
O A2 não estava muito cheio, mas tinha bastante gente acampada por lá. Fizemos uma breve parada para descanso e seguimos em frente. Nas outras vezes em que estive no Pico Paraná, do A2 até o cume levei uma hora. Mas dessa vez por culpa do terreno ruim fizemos o trecho até o cume em um tempo maior. Em algumas partes da trilha tinha um barro preto, fedido e em algumas partes muito fundo. Nunca tinha visto algo igual, tal barro fazia lembrar da areia movediça que vemos nos filmes. Teve um momento em que pisei nesse barro e minha bota do pé esquerdo quase ficou perdida no meio do barro. Pela trilhas fomos encontrando pessoas subindo e descendo, na verdade mais pessoas descendo do cume do que subindo. Esse pessoal devia ter subido na madrugada para ver o nascer do sol e agora estava descendo. Sempre que encontrávamos alguém, tanto descendo quando subindo, parávamos para dar passagem a eles. Dessa forma podíamos descansar um pouco e continuar seguindo no ritmo em que estávamos.
Nesse trecho da trilha existem alguns grampos e num deles ergui demais a perna para alcançar o próximo grampo e acabei dando mal jeito nas costas. Tenho duas hérnias de disco, que quando submetidas a esforço extremo costumam reclamar e doer e foi isso o que aconteceu. A partir desse momento em que senti dor nas costas, meio que perdi o encanto pela subida do PP. A partir daí segui na raça, superando as dores que sentia e cuidando para que o problema não ficasse mais grave. As dores, somadas ao cansaço, mais uma certa tremedeira que normalmente tenho, fez que em alguns trechos que demandavam mais esforço, minhas mãos tremessem muito. Isso fez com que uma moça que descia a montanha e me viu tremendo, ficasse preocupada achando que eu estava passando mal. Ela me ofereceu um carbogel, mas recusei e agradeci educadamente a oferta. Legal isso de um tentar ajudar o outro. Tal coisa é comum nas montanhas, mas sempre existem as exceções, aquelas pessoas que não estão nem aí para as outras, que não são nada gentis ou educadas. Felizmente isso é minoria!
Seguimos em frente e exatamente às 10h40min chegamos no cume do Pico Paraná. Estávamos no ponto culminante do sul do Brasil, sob um sol que se não era dos mais quentes, servia para queimar um pouco nossa pele. Era minha terceira vez no cume do PP e a primeira vez da Eliane. Estava mais cansado do que ela e com as dores nas costas não curti tanto estar ali no cume, como curti das outras duas vezes que ali cheguei. Nos sentamos numa pedra e enquanto descansávamos ficamos curtindo a linda paisagem em volta. Também aproveitamos para lanchar, beber água e dividir um Gatorade. E registramos nossos nomes no caderno de cume, que fica numa caixinha em cima de uma pedra. Estava preocupado com minhas dores, já pensando na descida. Sabia que descer com dor seria complicado e nos atrasaria. Outra preocupação era com relação a minha lanterna, pois sabia que ela não teria bateria suficiente para descer no escuro caso nosso atraso na descida fosse grande e o escuro nos alcançasse antes do previsto. Não externei muito minhas preocupações para a Eliane, pois não tinha porque deixá-la preocupada naquele momento. Queria que ela curtisse sua conquista e aproveitasse ao máximo os minutos que ficaria ali no cume. A descida e seus problemas, deixaria para me preocupar conforme eles acontecessem.
Continua na próxima postagem…
Prontos para sair no frio e encarar a montanha.Vander, Carla, André, Roberto e Eliane.
Roberto e Carla
André
Eliane chegando no Getúlio.O dia nascendo por trás do Pico Paraná.Frio de 6 graus.Amanhecer com o Pico Paraná ao fundo.No acampamento A1.O sol apareceu para aquecer um pouco.O sol surgindo ao lado do PP.André, Carla e Roberto no retorno a Fazenda Rio das Pedras.
O cume está próximo.
Sorrindo antes da Carrasqueira.
Na Carrasqueira.
Na Carrasqueira não pode ter medo.
Pouco acima do A2.
A vista vale a pena…
Muito barro…
Mais um atoleiro…
Já é possível ver pessoas no cume.Último esforço antes de chegar ao cume…Após quase 12 horas, finalmente chegamos no cume do Pico Paraná.
Desde 2010 que não ia na Ilha do Mel. E depois dessa visita não pretendo voltar tão cedo. Muito lixo, excesso de visitantes, muitas pousadas, bares e restaurantes. Comecei a frequentar a Ilha do Mel no final dos anos oitenta e naquela época a Ilha era mais deserta, não tinha tantos bares, pousadas, som alto e sujeira. Ficávamos em camping e a ilha era mais selvagem e paradisíaca.
Outro absurdo que presenciei, foram algumas casas de alto padrão construídas quase ao lado da Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres.
Fizemos um passeio a pé, maior parte na chuva, entre Nova Brasília e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres. O passeio foi legal e a volta de barco foi com emoção devido a chuva e o mar cheio de ondas.
Hoje o programa Viagens e Aventuras recebeu o Paulo Weber, que nos contou sobre algumas de suas aventuras em montanhas e trilhas da serra do mar paranaense.
Para assistir ao programa na íntegra, basta acessar o link no vídeo abaixo:
Hoje no programa Viagens e Aventuras, recebemos o Luis Carlos Barroso. Ele nos contou sobre algumas de suas viagens, inclusive quando foi deportado do Paraguai.
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Hoje participei de uma live sobre ciclismo, a convite do amigo Diego Reis Pereira. Foi um bate papo agradável, onde falamos sobre alguns aspectos do ciclismo.
Hoje no programa Viagens e Aventuras, falamos sobre ciclismo. Nossa convidada foi a jovem Luana Henrique, que está se especializando em pedais de longa distância.
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Hoje foi ao ar mais um programa Viagens e Aventuras. O convidado do programa foi Marcos Piza, um mineiro que vive no Paraná e que contou um pouco de suas aventuras.
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Hoje foi ao ar o piloto do programa Viagens e Aventuras. A partir da próxima semana o programa será apresentado toda segunda-feira, das 21h00min às 22hoomin. Em cada programa receberemos um convidado.
No piloto de hoje, eu e o André Luiz tivemos uma conversa descontraida sobre algumas de nossas aventuras. Hoje o programa serviu para testarmos algumas situações, nem tinha sido divulgado.
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Hoje o programa Aventuras & Aventureiros, falou sobre uma viagem de ônibus que passou por alguns países da América do Sul. Quem contou sobre essa viagem foi o Rodrigo “Alemão” Weiss.
Você pode assistir ao programa na íntegra, pelo link abaixo:
Hoje o programa Aventuras & Aventureiros, deu dicas sobre caminhadas de longa distância e também informou detalhes sobre a caminhada noturna que acontecerá em breve na cidade de Campo Mourão. Participaram do programa o casal Karina Legnani e Andrey Legnani.
O programa Aventuras & Aventureiros de hoje, falou sobre a Trilha Salkantay,uma das trilhas que levam até Machu Picchu, Peru. O programa contou com a participação de Debora Rosa de Paula.
Assista ao programa na íntegra, através do link abaixo:
O programa Aventuras & Aventureiros de hoje, contou com a participação de Marcin Damasio, que contou sobre sua experiência como missionário em Moçambique.
Vander Dissenha, Stefano e Marcin Damasio.
Para assistir ao programa na íntegra, acesse o link abaixo:
O programa Aventuras & Aventureiros de hoje, falou sobre o Circuito Vale Europeu. Participaram do programa Eduardo Viana e Horacio Bagatolli, que contaram sobre suas viagens de bike pelo Vale Europeu em Santa Catarina.
Horacio Bagatolli, Vander Dissenha e Eduardo Viana. Horacio Bagatolli e Vander Dissenha.
Para assistir ao programa na íntegra, acesse o link abaixo:
Hoje o programa Aventuras & Aventureiros falou sobre o Caminho do Itupava, que fica na serra do mar paranense. Os convidados que participaram do programa foram Gessiane Pereira, Arléto Rocha e Marcella Chinaglia.
Hoje o programa Aventuras & Aventureiros falou sobre o livro e filme Na Natureza Selvagem. O programa teve a aprticipação da Bárbara Bezerra de Menezes, que já esteve duas vezes no Alasca e visitou o Parque Nacional Denali, local que foi palco da história de Christopher McCandless e o “Magic Bus”.
Vander Dissenha e Bárbara Bezerra de Menezes.
Abaixo o link para assistir ao programa na íntegra:
O programa Aventuras & Aventureiros de hoje, teve a participação do advogado e aventureiro amador, Andrey Legnani. E o tema do programa foi o Caminho de Santiago de Compostela.
Vander Dissenha e Andrey Legnani.
Abaixo o link para assistir ao programa na íntegra:
E minha palestra teve um relativo sucesso, contando com a presença de muitas pessoas. O local da palestra não era muito grande e ficou cheio. Foi legal contar um pouco sobre minhas viagens e da minha história de vida e superação. Se acontecerá outras palestras, não sei! Mas a experiência foi válida…
Do dia 19 até 27 de novembro de 2017, meu livro “ESTRADA REAL CAMINHO VELHO” estará em promoção na Black Friday da livraria Amazon. Nesse período o preço do livro passará de R$12,74 para R$1,99. Você poderá baixar gratuitamente o aplicativo Kindle no computador ou celular, para poder ler o livro.
Hoje é meu aniversário, estou completando 47 anos. Nasci em um sábado às 14h30min, na cidade de Campo Mourão, Oeste do Paraná. Vivi em minha cidade até os 18 anos de idade, quando fui para Curitiba prestar o serviço militar e por lá acabei ficando. Nos vinte anos seguintes voltei para minha cidade natal por duas vezes, mas permaneci pouco tempo. E vivi um ano nos Estados Unidos, na cidade de Orlando. Em meados de 2010 retornei novamente para minha cidade natal, para ficar por somente seis meses. E não fui mais embora e nem quero mais sair daqui. Estou feliz onde estou! Estou perto da família e acho que a maturidade chegou e prefiro uma cidade tranquila de interior, sem trânsito caótico e violência. E ficando aqui, nos próximos anos penso em finalmente casar, criar meus gatos e ter uma vida pacata. Filhos eu não quero! Esse mundo está muito cheio e vai ficar cada vez pior, então não quero deixar descendência.
Quando criança eu sonhava conhecer coisas e lugares novos. Queria conhecer o que existia além do Lar Paraná, o bairro onde cresci. E acabei conhecendo muito mais coisas do que queria ou sonhei. E ainda tenho muito que conhecer e fazer. Há alguns anos fiz uma lista das aventuras que queria realizar, de lugares que queria conhecer. Essa lista não era muito extensa e já realizei mais da metade do que está anotado nela. E espero ter tempo e saúde para realizar o restante da lista. Depois posso morrer em paz…
Não gosto de datas comemorativas e muito menos de aniversários. Não suporto o Parabéns pra você! E não é por ficar mais velho o motivo, pois envelhecer não é problema para mim. Vejo envelhecer um presente de Deus, pois muita gente que conheci na vida morreu muito antes de chegar aos 47 anos. E eu já senti o cheiro e vi os olhos da morte algumas vezes. Teve casos em que escapei por milagre, pois achava que ia mesmo morrer. Então cada ano que completo é um presente dos céus, pois há muito tempo eu já devia ter partido do mundo dos vivos. Aliás, eu não devia nem ter nascido, pois não fui planejado. Fui um acidente, um erro de tabelinha (mesmo assim fui/sou muito amado por meus pais). Mas já que vim ao mundo, ainda vou ficar bastante tempo por aqui incomodando… Então me aguente!