Adote um vira-lata

Você sabia que 9 entre 10 filhotes de cachorro que nascem não encontram um lar? Daí esses nove filhotes ou são mortos, ou então são abandonados nas ruas. Alguns crescem até certa idade e ficam perambulando pelas ruas das cidades, sujos, feios, cheios de sarna, e com um semblante de tristeza. Outros vão parar em canis municipais, e depois de um tempo são sacrificados. E uns poucos são acolhidos por entidades de proteção aos animais, e por mais boa vontade que os dirigentes dessas entidades tenham, fica difícil cuidar adequadamente de todos os animais que aparecem.

Então quando sentir vontade de ter um animal, um cachorro, por exemplo, evite comprar um cachorro de raça de criadores ou em Pet Shop. A maioria dos criadores trata os cachorros como se fosse “gado”, fazendo as matrizes criarem o máximo de vezes que for possível. E quando essas matrizes não tem mais idade para criar, muitas vezes são abandonas na rua. Já vi casos assim!

Quando sentir vontade de ter um cão, ou gato, procure adotar um dos milhares de vira-latas que vivem abandonados nas ruas, canis municipais e entidades de proteção aos animais. Evitem fomentar o comércio de animais de raça, adquira um vira-lata. Lhe garanto que nem sempre o cachorro mais bonito é o mais alegre, o mais divertido e o mais companheiro. Em casa temos dois exemplos disso, duas cachorras que foram resgatadas da rua, sujas, tristes e famintas. Uma delas hoje é o xodó da família. Ela é inteligente, carinhosa, manhosa, brincalhona e companheira. Não trocamos ela por nenhum cachorro de raça, por mais bonito que este possa ser.

Caminhada Noturna em Apucarana

Ontem teve caminhada noturna em Apucarana, e durante a semana convidei o pessoal de Campo Mourão para ir junto comigo nessa caminhada, mas ninguém podia ir. Daí fiquei desanimado e decidi que também não ia. Mas na última hora mudei de idéia, e segui para Apucarana. O engraçado foi que ano passado, no dia 21 de novembro aconteceu algo parecido. Teve caminhada noturna em Apucarana, era um sábado de muito sol e calor, e eu estava desanimado e triste, e decidi ir à caminhada na última hora. Quase um ano depois, tudo se repetiu, outro sábado de muito sol e calor, eu desanimado e triste, e na última hora decidi seguir para Apucarana, caminhar na noite e tentar deixar a tristeza e o desânimo pelo caminho.

Dessa vez resolvi mudar o caminho que sempre faço, e pesquisando no mapa descobri um outro roteiro para chegar até Apucarana. Esse roteiro seria 20 quilômetros mais curto e eu fugiria dos pedágios. E também teria pouco trânsito, pois seguiria por estradas de pouco movimento. De desvantagem nesse novo roteiro, era que parte da estrada era ruim, não tinha acostamento e passaria por locais bem desertos, onde caso eu tivesse algum problema mecânico, estaria literalmente f… ferrado. Por outro lado curto dirigir em estradinhas assim, passando por pequenos povoados e cidades, vendo paisagens bonitas e evitando o grande número de carros na estrada. Fazia muito calor e dirigir com as janelas do carro abertas, com o vento batendo no rosto, foi muito gostoso. Fui ouvindo música sertaneja, e cantando junto. Estava nessa “balada” até metade do caminho, quando notei que o mostrador de temperatura estava sinalizando algum problema. A temperatura estava quase no limite aceitável. Parei, tentei descobrir se tinha algo errado no motor, e não descobri nada. Voltei à estrada e tive que tirar o pé do acelerador, pois sempre que “pisava” um pouco mais a temperatura chegava ao limite de segurança, e se forçasse mais poderia fundir o motor. Tendo que reduzir a velocidade comecei a temer que não chegaria a tempo de encontrar o pessoal da caminhada no centro de Apucarana.

O horário de saída dos ônibus que levaria o pessoal até o local da caminhada, era 19h30min. Quando deu esse horário eu ainda estava há 20 quilômetros de Apucarana. Então lembrei que tinha o telefone de uma pessoa que faria a caminhada e liguei para ela. Expliquei meu problema, e pedi que pedisse para o pessoal da organização esperar até eu chegar. Esses últimos 20 quilômetros fui guiando com todo o cuidado, no limite entre superaquecer o motor de vez e ficar parado na estrada. Cheguei ao centro de Apucarana, na praça da Catedral, com vinte minutos de atraso. Vi o pessoal já embarcado nos dois ônibus da prefeitura e fui procurar um lugar para estacionar. Mas estava tendo um casamento na Catedral e não tinha nenhuma vaga para estacionar. Inclusive vi os noivos, que estavam tirando fotos no meio da rua em frente á igreja. Além de atrapalharem ainda mais o trânsito que já estava caótico, achei o ângulo da foto e tudo em volta muito horrível. Independente disso tive que dar umas voltas até conseguir estacionar, duas quadras para baixo da Catedral. Fechei o carro, peguei minha mochila e saí correndo. Para cortar caminho, bem que deu vontade de atravessar correndo por dentro da igreja, mas como sou educado e não queria atrapalhar o casamento de ninguém, dei a volta na igreja correndo. Ao chegar à rua do lado oposto, um dos ônibus com o pessoal da caminhada passou por mim. Dei com a mão para pararem, mas o ônibus seguiu em frente. Daí vi o outro ônibus que vinha atrás e dessa vez me meti no meio dos carros, sinalizando feito louco para que o ônibus parasse. Após quase ser atropelado duas vezes, o motorista do ônibus teve bom coração e resolveu parar e abrir a porta. O ônibus estava lotado e consegui achar um espaço minúsculo no primeiro degrau da porta e ali fiquei espremido ao lado de duas moças, enquanto o ônibus dava partida. Uma das moças perguntou se eu era o Vander. Respondi ofegante que sim, ainda tentando me recuperar da corrida atrás dos ônibus e pensando no que teria acontecido se eu não tivesse abortado no último instante minha insana idéia de pegar atalho por dentro da igreja, durante o casamento. A moça (cujo nome esqueci no momento) me disse que um carro tinha ficado me esperando, e que ela ia ligar para a dona do carro avisando que o retardatário (no caso eu) já tinha embarcado em um dos ônibus.

Seguimos durante uns dez minutos por ruas asfaltadas, até que entramos numa estrada de terra. Tinha muita poeira na estrada e percebi que essa caminhada era daquelas de comer poeira. Percorremos vinte minutos pela estrada de terra, sacolejando nos buracos em meio à poeira e com o barulho ensurdecedor do velho motor maçarico do busão ano 74, doendo nos ouvidos. Já estava escuro quando desembarcamos em frente a uma igrejinha fechada. O pessoal do outro ônibus tinha acabado de desembarcar. Ao descer já encontrei alguns amigos de Maringá e fui falar com eles. Após um breve aquecimento, teve início a caminhada noturna. Deviam ser umas cem pessoas participando da caminhada. Eu já tinha participado de outras duas caminhadas em Apucarana, onde as caminhadas são sempre bem organizadas e contam com a participação de muita gente.

Caminhei a maior parte do tempo com minha amiga Mira. E conforme íamos passando por outras pessoas, conversávamos com algumas dessas pessoas e seguíamos em frente. O primeiro quilômetro foi de descida, depois uma longa reta, até que começou uma longa subida. Era bonito ver as luzes das lanternas do pessoal formando uma fila indiana morro acima. Mesmo a noite fazia calor, o céu estava bem escuro e muito estrelado. De vez em quando eu desligava a lanterna e caminhava no escuro, vendo a beleza do céu repleto de estrelas. Foi mais um daqueles momentos em que nenhuma foto ou gravação consegue captar a beleza do momento, do céu, das estrelas. Conforme caminhávamos os cheiros bons e ruins iam se alterando. Era interessante perceber tal mudança olfativa.

Praticamente na metade no caminho ocorreu uma confusão com relação ao caminho a seguir. Ninguém sabia que íamos caminhar em círculo nos primeiros quilômetros e passar em frente à igrejinha onde a caminhada se iniciou. Então quem estava na frente viu a seta branca no chão, que indicava para seguir a direita e não viu a igreja poucos metros à frente, do outro lado da estrada. Isso fez com que muitos caminhantes, inclusive eu, seguisse pelo caminho errado. A seta indicava o caminho a seguir no início da caminhada, pois já tínhamos passado naquele local. Felizmente alguém da organização percebeu e foram de Kombi avisar que estávamos no caminho errado. Daí o jeito foi dar meia voltar e seguir até encontrar o caminho certo. Tal erro fez com que eu andasse cerca de um quilômetro e meio a mais, o que não foi nenhum dano, principalmente por me encontrar bem fisicamente, o que não me deixa cansado em uma caminhada “curta” de dez, doze quilômetros.

A parte final da caminhada foi por uma estrada longa, que iniciou com uma longa subida. De um lado da estrada dava para ver ao longe as luzes da cidade, e do outro lado muitos cafezais. Seguimos pela estrada até chegar a uma Estação Ecológica e ali entramos. Caminhamos pelo meio de uma mata bem preservada e finalmente chegamos ao fim da caminhada. Eram 22h42min, e como fui um dos primeiros a chegar, aproveitei que não tinha fila e fui jantar, pois estava “faminto de fome”. Logo o restante do pessoal foi chegando e não demorou até que todos estivem jantando.

Após a janta fiquei conversando com o pessoal e depois fomos embarcar nos ônibus. Quase chegando ao ônibus pisei em um buraco escondido na grama e levei uma torção no tornozelo direito, o que me fez sentir muita na dor na hora e até agora está causando certo incômodo. Na volta até o centro da cidade fui “espremido” no meio do busão, conversando com a Mira, Celso, Waltério, Bamba e Shudy. Desembarcamos no centro da cidade, tiramos uma foto de nossa turminha juntos, nos despedimos e combinamos a próxima caminhada. Fui pegar o carro e na viagem de volta dirigi com o máximo de cuidado, pois o problema de superaquecimento continuava. Nas descidas eu deixava o carro seguir no embalo, sem acelerar, e isso fazia com que a temperatura baixasse um pouco. Nas retas e subidas eu não passava de 70 km/h, e não tirava o olho do marcador de temperatura. Nessa de olhar demais para o marcador, me distrai e acabei entrando errado num trevo. Somente após percorrer uns cinco quilômetros é que percebi o erro. Daí tive que dar meia volta e procurar a estrada certa. E nesse ritmo lento acabei chegando em casa ás 4h05min da madrugada. Meio tarde, mas felizmente cheguei inteiro. Valeu ter viajado 350 quilômetros entre ida e volta para participar da caminhada. Apesar do problema no carro, cheguei em casa bem humorado e feliz. A tristeza e o desânimo deixei em algum lugar da estrada de terra onde caminhei lá para os lados de Apucarana. Cada dia gosto mais desse novo “hobby” que são as caminhadas. Elas me fazem bem, me deixam relaxado e feliz. O que para muitos é “programa de índio”, para mim é um santo remédio.

Caminhando sob as estrelas.
Vander, Shudy e Bamba.
Caminhada noturna.
Entrada da Estação Ecológica.
Hora da janta.
Celso espremido no busão.
No ônibus, voltando para a cidade.
Despedida, no centro de Apucarana.

Mochileira

Mochileira deite comigo essa noite
E conte aquela boa velha história
De como as noites são claras em Machu Pichu

Moça eu não vou precisar ler na sua mão
Pra saber que você não vai voltar
Pra vida maluca das pessoas
Do mundo
Das formigas tentando se esconder da chuva

Porque não fazer algo mais divertido que casar com executivos
E acabar achando excitante
A reunião semanal da confraria dos amantes
Das delícias da boa velha tecnocracia

Moça eu sei que não é legal
Ficar sozinha quando o velho medo vem
E essa noite em Cuzco é tão fria
Me passe a garrafa de vinho… 

(Almir Sater)

Machu Pichu - Jan/2011.

Parque Estadual Lago Azul

Mesmo tendo nascido em Campo Mourão e vivido muitos anos na cidade, eu não conhecia o Parque Estadual Lago Azul, distante apenas 6 km do centro da cidade. Engraçado isso, de nesses anos todos ter conhecido muita coisas mundo afora, e não ter conhecido algo que fica quase no “quintal” de casa.

Fui conhecer o parque a convite de uma amiga, Vanessa, e levei junto mais três amigas: Marilene, Mariá e Cris. Chegando ao Parque Estadual Lago Azul, encontramos a Vanessa e nos juntamos a um grupo de rapazes e também alguns alunos da Fecilcan, que estavam tendo aula de campo com um professor de biologia. Nosso grupo percorreu a Trilha Aventura, que percorre vários lugares no interior do parque. Fazia muito calor e a parte boa de percorrer a Trilha Aventura, foi que andamos muito por dentro da água. E também passamos por duas cachoeiras. O momento mais complicado foi quando fui levado pela correnteza, e o Alemão que ajudava o pessoal atravessar o rio na parte de correnteza forte, tentou me segurar e acabamos nós dois sendo levados pela água. Por sorte minutos antes eu tinha “jogado” minha mochila para a Marilene e dessa forma salvei a câmera e as fotos do passeio. Eu estava descalço no momento de atravessar o rio, e além do banho involuntário acabei cortando o pé. Mas não foi nada grave e nem de longe abalou a sensação gostosa de ter percorrido essa trilha tão bonita. Foi uma tarde muito agradável e pretendo voltar outras vezes para percorrer a mesma trilha e atravessar os mesmos rios, só que dessa vez se possível sem cair e ser levado pela correnteza.

No período de 1985 a 1987, a Copel investiu recursos para mitigação dos impactos causados por incêndios florestais. O sucesso das ações ambientais, aliado às características físicas, sócio-econômicas e do biossistema remanescente viabilizaram a criação do Parque Estadual Lago Azul, o qual tem caráter pioneiro no setor elétrico brasileiro. Localizado ao lado da Usina Mourão, próximo à cidade de Campo Mourão, o Parque Estadual Lago Azul é um local de preservação ambiental, e possui muitas belezas naturais.

Fonte: www.copel.com

Parque Estadual Lago Azul.
Trilha Aventura.
Vanessa e Vander.
Vanessa, Mariá, Cris e Marilene.
Atravessando o rio abaixo da cachoeira.
Caminhando por dentro do rio.
Vander e Alemão sendo levados pela correnteza.
Mais uma travessia.
Quarteto molhado.
Mariá entrando pelo cano.
Segunda cachoeira do dia.
Local pouco acima da cachoeira.

Usina Mourão

Desde 1990 que eu não via a Usina Mourão com água passando por cima de sua represa. Nesses últimos 21 anos tal fato deve ter ocorrido algumas vezes, mas como não ia muito a Campo Mourão, acabou se passando duas décadas sem eu presenciar tal fato. Vendo a imagem da água passando por sobre a barragem, me veio algumas lembranças da infância. Naquela época parecia que a represa da Usina Mourão era gigante, mas após conhecer outras Usinas Hidrelétricas e principalmente conhecer Itaipu, descobri que a Usina Mourão é bem pequena. De qualquer forma ela é a Usina de minha infância, e sempre será a minha preferida.

História: A Usina Hidrelétrica Mourão possui potência instalada de 8,2 MW, e está localizada na margem direita do rio Mourão, no Município de Campo Mourão, a aproximadamente 6 km do centro da cidade. No final da década de 50, o Governo do Paraná solicitou pedido de concessão ao Governo Federal para aproveitar o potencial existente no Salto São João. A construção foi iniciada pelo DNAEE em 1958. Em 1961, após obtenção da concessão junto ao Governo Federal, a Copel retomou suas obras, inaugurando a usina em 1964. Foi reforçada assim a oferta de energia à região Norte. Durante muito tempo a Usina Mourão atendeu isoladamente a região composta por 15 municípios do centro-oeste paranaense. Depois, com a interligação do sistema elétrico do Paraná, passou a fazer parte do parque gerador da Copel.

Fonte: www.copel.com

Represa da Usina Mourão. (nov/2011)
Vanessa, Cris, Mariá e Marilene.
Ao fundo a represa da Usina Mourão.

Caminhada no Barreiro das Frutas

O dia amanheceu sem chuva e com um sol bonitinho. Levantar foi complicado, mas como não tinha outra opção dei um jeito de sair de minha aconchegante barraca. O pessoal já estava tomando café, e me juntei a eles. Tomar café da manhã é algo que normalmente não faço, mas quando tem caminhada sempre procuro comer algo, para não caminhar de pança vazia. Comi um sanduba de queijo com presunto e bebi um copo de água. É que só tomo chá e não tinha chá. Preciso reclamar sobre isso com a Marilene, que foi quem organizou a caminhada. Mari, sei que você vai ler isso, então favor levar um caixinha de chá mate natural Leão na próxima caminhada. rs!!!

Antes de sair caminhar desmontamos as barracas, tiramos uma foto com todo nosso grupo e pouco antes das nove iniciamos a caminhada. O primeiro trecho tinha barro, em razão da chuva do dia anterior. E não demorou muito chegamos ao asfalto e seguimos por ele um bom tempo. O clima estava ótimo para caminhar, pois mesmo com sol não fazia muito calor. Como nosso grupo não era grande fomos caminhando próximos uns aos outros. E como é natural se formavam alguns grupinhos ou duplas que seguiam juntos caminhando. O trecho que percorremos no início eu já conhecia de outras caminhadas e passeios de bike. A região é bonita, com muito verde.

Menos de duas horas de caminhada e chegamos à ponte do Rio da Várzea. Depois da ponte enfrentamos a primeira grande subida da caminhada e o tempo fechou, começando a cair uma fina garoa. Mais um pouco caminhando e entramos num lugar de mata fechada, seguindo ao lado do rio e chegamos ao Salto Santa Amália. Pelo plano original, deveríamos atravessar o rio pouco abaixo do Salto Santa Amália e seguir por uma trilha do outro lado. Mas em razão da chuva dos últimos dias o rio estava muito cheio e com a correnteza forte. Então o jeito foi descansar um pouco ali e dar meia volta, seguindo pelo caminho de onde tínhamos vindo. Ao chegar novamente a ponte do Rio da Várzea começou a garoar e algum tempo depois começou a chover mais forte. Acabamos nos molhando, mas foi divertido.

Fizemos um trecho alternativo na volta, para não passar pelo mesmo caminho. Viramos em uma estrada de terra e após pular uma porteira e passar por um pasto cheio de vacas, entramos numa região de mata. A chuva parou e o sol voltou belo e formoso. Mas o barro permanecia e em alguns trechos foi complicado caminhar, pois o barro grudava no calçado e ficava pesado o movimento de levantar os pés ao dar as passadas. Passamos por algumas casas que estavam vazias, pulamos mais duas porteiras e logo chegamos próximo a uma aldeia indígena. Em seguida enfrentamos a maior subida da caminhada e com o sol do meio-dia, acabou sendo a parte mais complicada do caminho. No final da subida paramos sob a sombra de algumas árvores para descansar e parte do pessoal aproveitou para colher jabuticabas.

Após o breve descanso recomeçamos a caminhada e chegamos a Comunidade do Barreiro das Frutas. Nesse local pernoitamos em outubro do ano passado, durante uma caminhada do Caminho de Peabiru. Ali descansamos mais um pouco e voltamos a caminhar. Chegamos de volta ao local do acampamento pouco depois das três horas e um gostoso almoço nos esperava. Antes de comer fui ao lago tirar o barro de minhas botas e depois me sentei junto com alguns amigos ao lado de um córrego, onde colocamos os pés na água fria. Isso foi algo muito relaxante e logo as dores nos pés tinham desaparecido. Em seguida fui almoçar junto com o pessoal. Daí ficamos conversando um tempo e no final da tarde fomos embora. O acampamento e a caminhada foram muito bons e espero reencontrar o pessoal em breve, se não todos, ao menos alguns, para fazermos novas caminhadas e acampamentos.

Todos sorridentes, prontos para caminhar.
Completando o primeiro quilômetro de caminhada.
Caminhando no asfalto.
Ponte do Rio da Várzea.
Salto Santa Amália.
Local onde deveriámos atravessar o rio.
Caminhando sob chuva.
No meio do caminho tinha uma porteira...
Caminhando na mata.
Barro, muito barro...
Breve momento de descanso.
Marilene colhendo jabuticabas.
Momento relax após a caminhada.
Almoço no meio da tarde.

Acampamento no Barreiro das Frutas

Durante as semanas que fiquei fora do Brasil, senti muita saudade dos acampamentos e caminhadas. Eu via as fotos que os amigos postavam no Facebook e no Orkut e ficava com vontade de ter participado com eles de algumas caminhadas e de um acampamento que aconteceu no Morro dos Ventos, em Nova Tebas. E por sorte, tão logo voltei ao Brasil foi marcado um acampamento com caminhada, na região do Barreiro das Frutas.

Choveu muito no dia do acampamento, e mesmo assim a maioria do pessoal compareceu. Acampamos em uma chácara, e não demorou muito para que alguns dos amigos de Maringá chegassem, bem como o Pierin e sua família, que vieram de Cambé. Para a janta fizemos um churrasco, onde eu e o Doni sofremos para acender o fogo. Depois de jantarmos ficamos conversando. Alguns foram dormir cedo, e outros ficaram até tarde conversando. Parte do pessoal dormiu na casa da chácara, nos quartos e na sala. Eu e alguns outros armamos nossas barracas na varanda, para fugir da chuva.

Fui um dos últimos a ir dormir, fiquei conversando e zoando com o pessoal até tarde. Eram umas três da manhã quando entrei em minha barraca. Estava quase pegando no sono quando as nuvens de chuva dispersaram e surgiu uma lua muito clara no céu. Eu não tinha colocado a capa da barraca e a lua deixou a noite muito clara e tive dificuldades para dormir. De madrugada alguém foi ao banheiro e deixou a luz da varanda acesa, e essa luz batia em cheio no meu rosto. Acordei e demorei em pegar no sono. Daí finalmente dormi e nem mesmo ouvi o galo que alguns disseram ter cantado alto desde muito cedo. O chato foi acordar cedo após ter dormido poucas horas. Mas isso era um detalhe, o importante é que a chuva tinha ido embora e o dia prometia uma ótima caminhada, para eu matar minha saudade de andar pelo mato, no barro, sob sol, sob chuva. Essa é uma paixão que muitos não entendem, mas os que entendem e gostam sabem como é bom.

Churrasqueiros fajutos.
Pessoal chegando para jantar.
Me preparando para dormir.
Pessoal papeando.
O Doni trocou a barraca por um sofá.
O Valteco roncando.
Amanhecer no acampamento.

Luau do Passarinho 2011

Ontem teve Luau do Passarinho, com show do Michel Teló. Não estava em meus planos ir, mas na última hora acabei indo e após certa dificuldade em conseguir ingresso, acabei entrando no show. Eu gostava mais quando o Michel Teló cantava no grupo Tradição, mas como cantor solo ele não é ruim. O show foi bom, ele cantou vários tipos de música, vários ritmos. O Luau do Passarinho estava lotado, e esse ano foi mais organizado que o do ano passado.

O momento surreal do show foi quando o Michel Teló cantou a música “Como Zaqueu”, composição do Regis Danese. Essa música é para um momento de interseção e adoração a Deus, não combina com um show onde 90% dos presentes estavam com um copo de bebida alcoólica  na mão, muitos caindo de bêbado. E na minha frente tinham dois casais cheirando cocaína, na cara de pau, bem no momento em que o Teló cantava essa música. Ficou muito estranho, muito surreal. Acho que ele deveria tirar essa música do repertório do show, pois não combina com o ambiente, não tem nada a ver com o tipo de show que ele faz. Essa música é para ser cantada em eventos gospel, em igrejas, não em um show repleto de bêbados. Essa é minha modesta opinião!!  Fora isso, valeu! Grande show!!!

Luau do Passarinho 2011.
Michel Teló no Luau do Passarinho. (19/11/2011)
Show no Luau do Passarinho.
Michel Teló.

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Voltando ao Brasil

Acabei tendo que voltar ao Brasil antes do planejado. Quando saí do Brasil minha passagem de volta estava marcada para final de janeiro. Mas existia a possibilidade de ter que retornar antes ou até mesmo não retornar. No fim assuntos pendentes me fizeram pagar U$ 200 de multa para mudar a passagem e antecipar minha volta. Se não retorno agora ao Brasil o prejuízo seria bem maior que os U$ 200 que paguei de multa. Mas tudo bem, ter que voltar antes do planejado não é nenhum problema, não me deixa triste e nem frustrado. O período que fiquei fora foi muito bom, conheci novos lugares, fiz novos amigos. Também revi certos lugares e alguns amigos. No final das contas foi válido cada dia, cada hora, cada minuto que passei fora do Brasil nessa viagem. Alguns momentos, alguns lugares serão inesquecíveis.

Mudei a passagem num dia e no outro já estava com as malas prontas e embarcando para casa. No aeroporto tive problemas com o peso de uma mala, e queriam me cobrar U$ 100 pelo excesso. O jeito foi abrir minhas duas malas no chão do aeroporto e mudar algumas coisas de uma mala para outra. No fim não precisei pagar excesso e uma das malas ficou somente com 200 gramas abaixo do peso permitido. O vôo de Orlando a Miami foi tranqüilo, apenas a conexão é que ficou com horário apertado, e mal desci de um avião já tive que embarcar em outro.

No vôo rumo ao Brasil fiquei num lugar bom, mas outra vez dei azar e veio um cara enorme do meu lado. E o pior é que o cara cheirava muito a suor. Tive que me espremer no canto da janela, ligar o ar no último e direcionar a saída do ar para o meu rosto. Isso aliviou o cheiro ruim, mas em compensação o ar frio me fez chegar ao Brasil resfriado. E a parte mais chata da viagem foi quando o avião estava preparado para decolar, já estava entrando na pista principal e de repente parou, as turbinas pararam. Ficamos um bom tempo ali parados e dava para ouvir o ruído das turbinas tentando serem ligadas. Era algo parecido com um carro que não quer dar partida e você fica forçando. Depois de uns 15 minutos nessa situação o piloto avisou pelo rádio que estavam com problemas no computador de bordo e caso não conseguissem solucionar o problema, logo ele voltaria avisando quais providências seriam tomadas. Nesses caso nunca sei se é melhor saber que estamos com um problema, ou não saber de nada! Sei que depois de 15 minutos finalmente conseguiram ligar as turbinas e foi dado o aviso que a decolagem seria feita. Mas aí já era tarde, a tensão era geral. Fiquei pensando se tinham mesmo resolvido o problema de uma forma definitiva, ou se o computador de bordo daria nova pane durante o vôo? Daí fica aquela duvida, será que iam decolar com uma aeronave com problemas? Ou iam arriscar, já que cancelar ou atrasar o vôo causaria alguns problemas e prejuízos para a Companhia Aérea? No fim das contas perdi o sono e qualquer ruído diferente durante o vôo era motivo para muitos passageiros olharem para os lados de forma apreensiva. Foram quase oito horas de vôo até chegar a São Paulo e não dormi um minuto sequer. Para passar o tempo e me distrair, assisti a quatro filmes.

O desembarque foi tranqüilo e mais tranqüilo ainda foi passar pela Receita Federal. Simplesmente não tinha fiscalização, estavam liberando todo mundo. Eu estava trazendo coisas acima da cota permitida e fiquei aliviado ao ver que não tinha fiscalização. E teve gente que ficou mais aliviada do que eu, pois traziam muitas malas, muita mercadoria, muitos aparelhos eletrônicos. Isso mostra mais uma vez que no momento o Brasil não tem capacidade para dar um tratamento adequado à demanda de passageiros que entram e saem de nosso pais. Será que terão na época da Copa e da Olimpíada? E outra constatação foi que Guarulhos, nosso maior e melhor aeroporto, é um “lixo” comparado aos muitos aeroportos por onde passei nessa viagem. Realmente estamos no terceiro mundo em termos de infra-estrutura. Independente disso tudo, foi bom voltar para casa.

Agora é dar uma parada nas viagens, e recomeçar minha vida. Quinze meses parado, cuidando da saúde, descansando e viajando muito foram suficientes para me deixar completamente curado de meus problemas. Posso dizer que hoje sou um novo homem, com uma nova visão sobre a vida e sobre muitas coisas. Essa última viagem me permitiu pensar muito e ajustar algumas coisas que ainda não estavam bem certas. Hoje sei o que quero, sei qual rumo dar a minha vida. E decidi que certas coisas e certas pessoas não quero mais em minha vida. Tem algumas pessoas que se possível nunca mais quero ver, nunca mais quero falar com elas, ou saber algo sobre elas. Para mim simplesmente “morreram”. Em contrapartida tem pessoas que surgiram em minha vida recentemente e que são muito importantes. E espero que com o passar do tempo essas pessoas se tornem ainda mais importantes. É isso aí! Vida nova, novos planos, novos sonhos… O que passou ficou no passado e com o tempo tudo será esquecido. O que importa são as lições que aprendi com tudo o que passei, principalmente com as dificuldades. Agora é cabeça erguida e uma nova vida pela frente. Amém!!!

Aeroporto de Miami.

Disney Hollywood Studios

Visitei o único dos quatro parques da Disney que ainda não conhecia, o Disney Hollywood Studios, antigo Disney MGM Studios. Mesmo tendo atrações baseadas em filmes de cinema, ele perde de longe para a Universal Studios, que tem atrações bem mais interessantes. O Disney Hollywood Studios é mais para crianças do que para adultos, ao menos em minha opinião. Mesmo assim foi um dia interessante que passei no parque e pude desfrutar de algumas atrações interessantes.

Entre muita coisa que fiz e vi, vale mencionar que assisti aos Muppets num teatro, numa mistura de cinema 3D e participação ao vivo de alguns bonecos. Outra atração que gostei foi Indiana Jones, onde você vê trechos do filme sendo apresentado por atores como se estivesse sendo gravado naquele momento. Eles usam e abusam dos efeitos especiais. E teve um passeio como se fosse num barco que percorre um túnel e passa por diversos cenários de filmes, com robôs representando os atores. Essa é uma legítima viagem na história do cinema. E também assisti a apresentação ao vivo de “A Bela e a Fera”. Essa atração é mais para crianças, mas mesmo assim foi divertido. Vi muito mais coisa e evitei a montanha russa e o elevador que despenca.

E teve uma parte do parque que achei muito interessante. É um local dedicado a Walt Disney, e conta toda sua história e do império que ele criou. Tem muito material original. Entre o material em exposição está o escritório de Walt Disney, que ficava em Burbank, na Califórnia. E algo que gostei muito, foi ver ao vivo e a cores alguns dos OSCAR ganhos pela Disney. Desde criança que gosto de assistir anualmente na TV a entrega do Oscar. E poder ver alguns deles foi uma experiência bastante interessante.

Jardim em frente ao Disney Hollywood Studios.
Entrada do Disney Hollywood Studios.
Interior do parque.
Disney Hollywood Studios.
Disney Hollywood Studios.
Disney Hollywood Studios.
Indiana Jones.
Escritório de Walt Disney.
Alguns dos muitos OSCAR que a Disney ganhou.
“O Patinho Feio” 1939.
Disney Hollywood Studios.
Disney Hollywood Studios.
Disney Hollywood Studios.

Noite do Horror

Acabei encontrando meu amigo Samuel mais uma vez em Orlando e fomos à Noite do Horror, na Universal Studios. Foi bem divertido, apesar das longas e demoradas filas para entrar em algumas atrações. Ficamos de 5 a 40 minutos em algumas filas para entrar nas atrações, e cerca de cinco minutos em cada atração. Quando a atração era boa, valia a pena o tempo de espera, mas quando era ruim, dava uma raiva enorme ter perdido tempo na fila. As atrações de terror eram muitas, mas  bem parecidas no conceito. Ou seja, você entrava em um local fechado, que era todo decorado com algum tema relacionado a terror, ou em alguns casos a filmes de terror. A decoração era muito caprichada e cheia de efeitos especiais, luzes, gelo seco, ruídos, gritos, personagens caracterizados andando pelo local e tentando te assustar. Tudo isso criava um clima de medo.

Confesso que não me assustei nas atrações, pois já entrava preparado e atento para não levar sustos. E ficava olhando para todo lado e prestando atenção em tudo para não levar sustos. A única atração realmente assustadora em minha opinião foi o passeio pelo cemitério. Essa atração foi muito bem bolada e estava bem caracterizada. Senti-me dentro do filme “A Volta dos Mortos Vivos”, grande sucesso em meados dos anos oitenta. Essa atração consistia de um passeio por dentro de um cemitério cenográfico, à noite, com nevoeiro, ruídos estranhos, monstros surgindo no meio das tumbas, tumbas se abrindo e mortos decompostos aparecendo em sua frente. Ali não teve como não ficar com medo e não levar sustos. Mesmo sabendo que era tudo de “brincadeira”, o clima criado acabava te envolvendo e você se assustava. E mais uma vez foi uma pena não poder gravar ou fotografar dentro das atrações. E mesmo que fosse possível fotografar e gravar, não teria como transmitir a verdadeira sensação de horror e medo de algumas atrações. Só mesmo indo lá para saber como é, e se assustar um pouquinho.

E nessa noite acabei indo na montanha russa da Múmia. Essa atração é baseada no filme “A Múmia”. No início o trenzinho segue calmamente, passando por túneis com cenários idênticos aos do filme. Mas logo você entra num túnel escuro, que na verdade é uma montanha russa no escuro. Eu tinha sido aconselhado pela Consuelo e pelo Wagão, que já conheciam essa atração, a não ir nela em razão de minha labirintite. Mas como sou teimoso, curioso e adorei o filme no qual a montanha russa foi baseado, acabei indo. Quando começou a parte de freadas bruscas, curvas e descidas em alta velocidade, lembrei do conselho que me deram e me arrependi de estar ali. Segurei firme, fechei os olhos e fiquei torcendo para que acabasse rápido. Teve um momento em que quase apaguei, fiquei tão tonto que achei que ia desmaiar. Quando desci estava muito tonto, com a cabeça doendo e a labirintite atacada. Fiquei um bom tempo andando meio grogue e jurando que nunca mais entro novamente em uma montanha russa, seja ela no claro ou no escuro.

Universal Studios.
Samuel.
Cemitério.
Engolido pelo tubarão.
Samuca e Vander.
Levando uns sustos...
Noite do horror.
Montanha Russa da Múmia.

Samuca

E nesse retorno a Orlando, finalmente consegui encontrar meu grande amigo Samuel, vulgo Samuca. Nos conhecemos em 2002, logo que fui morar em Orlando e ele foi o melhor amigo que fiz nos Estados Unidos. O Samuel é de Olinda – PE, e vive há 11 anos em Orlando. Marcamos de nos encontra em um bar para conversar e passamos um bom tempo contando sobre nossas vidas nos últimos oito anos, desde que nos vimos pela última vez. E relembramos alguns momentos e histórias que vivemos juntos em 2002 e 2003.

Conheci o Samuel quando fui trabalhar num hotel em Cocoa Beach, praia que fica próxima a NASA. Éramos uma equipe contratada para fazer pequenos retoques nos banheiros de 400 quartos do hotel, principalmente no isolamento ao redor das banheiras. Para quem não sabe, nos Estados Unidos praticamente todos os banheiros de casas e hotéis possuem banheira. O chuveiro fica acima da banheira e você toma banho em pé dentro da banheira. A equipe era formada por mim, Samuel, Marcos e Honey. Nossa supervisora era uma jovem loira irlandesa, que estava fazendo estágio em hotelaria nos Estados Unidos. Nos primeiros dias enrolamos bastante no serviço, pois ganhávamos por hora. E mesmo assim a irlandesa veio reclamar que estávamos indo rápido demais e dessa forma o trabalho ia acabar logo, o que não era bom para ela. Ser nossa supervisora era moleza, e ela queria permanecer nessa moleza por mais tempo. Então firmamos um acordo, onde limitamos a quatro o número de quartos que cada dupla consertaria por dia. Se fosse para trabalhar para valer, daria para fazer tranquilamente uns 12 quartos por dia. E assim ficamos dois meses nesse hotel, que era em frente ao mar, fazendo o trabalho de forma tranqüila. E riamos muito, pois zoávamos o tempo todo. E vez ou outra dávamos um jeito de fugir e ir passear na praia. Outra coisa comum era enquanto um trabalhava, o outro ficar dormindo. Lembro do Marcos dormindo debaixo de uma cama. E eu muitas vezes dormia sentado atrás da porta do banheiro. Bons tempos!

Vander e Samuel.

Universal Studios

Eu e o Wagão aproveitamos um dia quase inteiro para visitar o parque temático da Universal Studios. Além desse parque ser o que ficava mais próximo ao nosso hotel, ele é o nosso parque favorito em razão de suas atrações, quase todas baseadas em filmes de cinema.

Chegando a Universal Studios fomos primeiro em nossas atrações favoritas: Shrek 4D, MIB – Homens de Preto, e Twister. Assistimos o show de blues dos Irmãos Cara de Pau e também ao Rock Horror Show. O Wagão ainda não conhecia “Tubarão”, pois da outra vez que foi a Universal a atração estava fechada por problemas técnicos. Então enfrentamos uma fila enorme e embarcamos para “caçar” o temido tubarão. Essa atração é uma das melhores do parque. Infelizmente não é possível fotografar ou filmar dentro dos locais das principais atrações. E mesmo que fosse possível, não se conseguiria captar a sensação e a emoção dessas atrações. Então só mesmo indo até lá para sentir ao vivo o quanto a Universal Studios é sensacional.

Eu já tinha ido algumas vezes na Universal Studios, e mesmo assim foi bom ir outra vez. De novidade tinha a atração da Múmia, uma espécie de Montanha Russa no escuro, que da freadas bruscas e faz curvas radicais. Achei melhor não ir, em razão de minha labirintite que já tinha me deixado tonto com as rodadas básicas do carrinho, quando fomos caçar extras terrestres em MIB. E a sensação atual do parque é uma montanha russa super radical, com curvas, subidas e descidas de dar medo. Não curto montanhas russas, e nem é por medo. É por que fico mal, tonto mesmo e depois que tive labirintite a situação piorou ainda mais, posso chegar a desmaiar dentro do carrinho da montanha russa. Então melhor não arriscar.

Wagão na entrada da Universal Studios.
Portal da Universal Studios.
Universal Studios.
Cenários de “Tubarão”.
MIB – Homens de Preto.
Momento de descanso.
O Wagão se refrescando.
Rock Horror Show.
Drive-in.
Universal Studios.
Vander e Wagão.

De volta a Orlando

E após mais de um mês “rodando” por Canadá e algumas cidades dos Estados Unidos, voltei a Orlando, que é o meu “cantinho” nos Estados Unidos. Tenho um carinho enorme por essa cidade, principalmente após ter morado durante um ano nela.

Na viagem entre Nova York e Orlando, o momento mais tenso foi sair do hotel às cinco da manhã, com frio e estando escuro. Minha preocupação era percorrer os dois quarteirões até a estação do metrô. Logo ao sair do hotel e virar a esquina, dei de cara com um carro de polícia parado com o motor ligado, e dentro dois policiais. O motivo do motor do carro estar ligado era para que funcionasse o sistema de ar quente, pois fazia muito frio. Ver o carro de polícia ali parado me tranqüilizou, pois se ocorresse algum problema até chegar à estação do metrô, eu sabia para que lado correr pedindo socorro. Meu vôo para Orlando saiu no horário e dormi durante toda a viagem.

Chegando a Orlando encontrei meu irmão no aeroporto. Ele tinha ido a Miami resolver alguns assuntos profissionais e tirou dois dias para ir a Orlando me encontrar. Era sua terceira vez nos Estados Unidos e a primeira vez em que nos encontrávamos em solo norte-americano. Nunca antes tinha dado certo de nos encontrarmos, nem mesmo quando eu morava em Orlando.

Saindo do aeroporto paramos num Denny’s almoçar e depois fomos para o hotel. Ficamos hospedados no Days Inn que fica próximo a Universal Studios. O detalhe é que trabalhei nesse hotel e também no restaurante que fica ao lado do hotel. Na época em que ali trabalhei o restaurante era um Denny’s. Agora é um restaurante indiano. E mais interessante foi que o quarto onde ficamos ficava em cima da lavanderia, local do hotel onde trabalhei bastante em 2003. O dono do hotel ainda é o mesmo, um indiano chamado Anchu. Além dele não existe mais ninguém no hotel ou no restaurante, que eram da época em que lá trabalhei. O restante do dia eu e meu irmão tiramos para passear, visitar algumas lojas e fazer compras.

Aeroporto de Orlando.
No trenzinho do aeroporto.
Wagão almoçando no Denny’s.
Em frente ao meu “conhecido” hotel.

Bye Bye New York

Não farei postagens sobre todos os locais que visitei em Nova York, pois em alguns tirei poucas fotos e outros a importância não é tanta. Então finalizo por aqui as postagens sobre Nova York, deixando uma galeria de fotos.

NYPD
Ao fundo o famoso touro de Wall Street.
A gaivota mansa em Staten Island.
Empire State.
Estação de Metrô.
Comendo um Hot Dog original.
Entrada do Rockefeller Center.
Na Quinta Avenida.
Biblioteca Pública de Nova York.
Atrás de mim a Grand Central Station e ao fundo o Chrysler Building.
Interior da Grand Central Station.
Porta Aviões Museu: Intrepid.

Washington Square Park + “August Rush: O Som do Coração”

Um local interessante que conheci em Nova York, foi o Washington Square Park. Esse parque fica na região conhecida como Greenwich Village, no final da Quinta Avenida. Ele é um importante ponto de encontro de atividades culturais. Nesse parque fica o Arco de Washington, uma construção parecida com o Arco do Triunfo, em Paris.

Em abril desse ano assisti ao filme “August Rush: O Som do Coração”, o qual gostei muito. E boa parte do filme acontece no Washington Square Park, pois é ali que o personagem principal, August Rush, se apresenta com um violão para ganhar dinheiro. Cheguei até a tirar uma foto no palco onde o August se apresentava, palco esse que fica praticamente no meio do parque. O legal de Nova York é que para apaixonados por cinema igual a mim, em todo canto você acaba “tropeçando” em algum lugar que foi cenário de filmes.

“August Rush: O Som do Coração”
“August Rush: O Som do Coração”
O palco em que August Rush toca violão no filme.
Arco de Washington.
Em frente ao Arco de Washington.

Times Square

Estive duas noites em Times Square, que atualmente é o ponto turístico mais visitado do mundo. Times Square pode ser considerado o “centro” da cidade de Nova York. Gostei das mudanças que ocorreram desde minha última visita. Uma rua foi bloqueada ao trânsito e mesas e cadeiras ocupam o espaço que antes pertencia aos carros. A área e a quantidade de painéis luminosos foi ampliada, deixando a região de Times Square ainda mais iluminada e bonita. E foi construída uma espécie de arquibancada, onde o pessoal senta para descansar e ficar observando o movimento das pessoas e olhando as dezenas de painéis luminosos. Aquilo parece uma babel, pois você ouve as pessoas falando diversos idiomas diferentes. E vi muitos policiais pela região, reflexo da tentativa de atentado com um carro-bomba que ocorreu ali em maio de 2010.

A Times Square está localizada na junção da rua Broadway com a 7ª Avenida, entre a ruas 42 Oeste e 47 Oeste, na região central de Manhattan. É uma área comercial, onde todos os prédios são obrigados a instalar letreiros luminosos, para propósitos de publicidade. Na Times Square está localizada a NASDAQ, uma das principais bolsas de valores do mundo. Entre seus pontos comerciais mais conhecidos estão os estúdios da rede de televisão ABC, de onde o programa matinal Good Morning America é transmitido ao vivo, bem como os famosos estúdios da MTV e da Virgin Records. O local possui uma das maiores concentrações da indústria do entretenimento no mundo, além de grandes lojas de famosas marcas internacionais, e obviamente congrega inúmeros anúncios luminosos de publicidade que durante a noite tornam-se uma atração peculiar. É também na Times Square que se pode assistir a uma das maiores festas de passagem de ano do planeta, contando sempre com inúmeros recursos visuais e pirotecnia.

Times Square significa “Praça do Tempo”, e até abril de 1904 era conhecida como Longacre Square, nome original dado pelos colonizadores britânicos. O local teve seu nome mudado em função da construção do edifício que durante muitos anos serviu para abrigar os escritórios centrais do jornal New York Times, o Times Building, hoje conhecido como One Times Square.

Em Times Square.
Times Square.
Ao fundo a NASDAQ.
Times Square.
Descansando em Times Square.
Times Square.

Museu de História Natural

O Museu de História Natural era um lugar que eu não conhecia. Na visita anterior a Nova York eu tinha ficado em um hotel bem próximo ao Museu, mas não tive interesse em conhecê-lo. E foi somente após assistir ao filme “Uma Noite no Museu I”, que tal vontade surgiu. No fim das contas a visita ao Museu acabou sendo uma decepção, pois o Museu é interessante para quem gosta de biologia, zoologia, botânica, geologia, astronomia, o que não é meu caso. E o Museu é enorme, com muitos andares para percorrer. Sei que no final das contas não visitei todas as alas do Museu. Acabou sendo um passeio mais ou menos interessante, onde o que mais gostei foi poder ver de perto alguns meteoritos, sendo o principal deles o Willamette, um meteorito de 15,5 toneladas que foi encontrado nos Estados Unidos em 1902 e é o sexto maior meteorito já encontrado na terra. Fora isso, nem mesmo os diversos esqueletos de dinossauro que lá existem achei interessante.

O Museu de História Natural foi fundado em 1869. É especialmente reconhecido pela sua vasta coleção de fósseis, incluindo algumas espécies de Dinossauros. Uma das grandes atrações do museu é uma coleção de esqueletos de dinossauro, com mais de 30 milhões de fósseis e artefatos espalhados por 42 salas de exibição. Um barossauro de aproximadamente 15 metros dá as boas vindas aos visitantes na entrada.

Entrada do Museu de História Natural.
Saguão de entrada do Museu de História Natural.
Bichinho simpático dando boas vindas.
Uma das alas do Museu.
Meteorito Willamette, todo em ferro e níquel.
Uma das muitas alas do Museu.
Tigrão...
Dinossauros.

Empire State

Minha intenção era chegar no observatório do Empire State no final da tarde e poder ver lá de cima a cidade durante o dia e depois a noite, com suas luzes acesas. Fiz isso em uma visita anterior anos antes. Mas fui surpreendido pelo tamanho da fila de visitantes. Demorou tanto para chegar até o elevador e subir os 88 andares até o observatório, que quando lá cheguei já era noite. Mesmo assim valeu a visita, e a vista lá do alto é muito bonita. Fazia muito frio e tinha um lado de onde estava vindo o vento, no qual não dava para permanecer muito tempo, pois estava congelante. O Empire State tem muita história e durante muitos anos foi o maior edifício do mundo. E quem não se lembra do filme King Kong? As versões do filme feitas em 1933 e 2005, acontecem no alto do Empire State (a versão de 1976 se passa no World Trade Center).

É no observatório do Empire State, que Tom Hanks e Meg Ryan se encontram no filme “Sintonia de Amor” (1993), um de meus filmes favoritos. O curioso nesse filme é que os personagens principais interpretados por Tom Hanks e Meg Ryan, aparecem juntos na tela por aproximadamente dois minutos apenas. E boa parte desses dois minutos é justamente no observatório do Empire State. E “Sintonia de Amor” faz muitas referências ao filme “Affair to Remember”, de 1957, no qual o casal principal do filme também tem um encontro no observatório do Empire State.

O Empire State Building foi projetado por Gregory Johnson, o qual preparou o projeto do edifício em apenas duas semanas, usando o projeto de outro edifício como projeto base. O edifício foi projetado de cima para baixo. As escavações no local começaram em 22 de janeiro de 1930, e a construção do edifício em sí, começou simbolicamente em 17 de março. O projeto envolveu 3.400 trabalhadores, a maioria imigrantes da Europa. De acordo com os dados oficiais, cinco trabalhadores morreram durante a construção. Foi inaugurado em primeiro de Maio de 1931.

Com 102 andares, o Empire State Building  foi o arranha-céu mais alto do mundo por 41 anos, e a estrutura mais alta já feita pelo homem por 23 anos. Logo após a destruição do World Trade Center em 2001, o Empire State Building recebeu novamente o título de edifício mais alto de Nova York.

Chegando ao Empire State.
Entrando no Empire State.
Na recepção do Empire State.
Vista que se tem de um dos lados do Empire State.
No lado Oeste quase congelei com o vento gelado.
Turistas no observatório do Empire State.
Que tal descer 84 andares pelas escadas?
King Kong no alto do Empire State (versão de 2005).

Strawberry Fields (memorial)

Atravessando a rua em frente ao Edifício Dakota e entrando no Central Park, logo se chega a Strawberry Fields, um memorial construído para homenagear John Lennon. É um enorme jardim e numa parte dele existe um mosaico circular no chão, onde no meio está escrito a palavra IMAGINE, que remete a uma das mais famosas músicas compostas por Lennon. Nesse mosaico é comum as pessoas depositarem flores, cartas, fotos, acenderem velas. O engraçado é que muita gente que vai até ali acha que foi no local onde está o mosaico que Lennon tombou morto. Na verdade aquele local é apenas uma homenagem a Lennon, que foi morto há vários metros dali, do outro lado da rua (ver post anterior).

Strawberry Fields é um memorial jardim de 10.000 m², e que fica dentro do Central Park. Foi dedicado a Jonh Lennon, no que teria sido seu aniversário de 45 anos, em 9 de outubro de 1985. A entrada para o memorial está localizado no Central Park, próximo a rua 72 e em frente ao Edifício Dakota, onde Lennon viveu seus últimos anos de vida e onde foi assassinado. O memorial é uma área triangular de terra, e seu ponto principal é um mosaico de pedras incrustadas, com uma única palavra, o título da famosa canção de Lennon: IMAGINE. O mosaico foi um presente da cidade de Nápoles. Próximo ao mosaico existe uma placa com o nome das nações que contribuíram para a construção do memorial. Yoko Ono, viúva de Lennon, contribuiu com mais de um milhão de dólares para o paisagismo e manutenção de Strawberry Fields.

O memorial geralmente é coberto com flores, velas em vidros, e outros pertences deixados para trás pelos fãs de Lennon. No aniversário de Lennon (9 de outubro) e no aniversário da sua morte (8 de dezembro), as pessoas se reúnem para cantar músicas e pagar tributo. Muitas ficam ali até tarde da noite, numa época em que geralmente faz muito frio.

Você pode dizer

Que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Espero que um dia

você se junte a nós

E o mundo, então, será como um só 

(Imagine – Jonh Lennon)

Chegando a Strawberry Fields.
Mosaico em Strawberry Fields.
Em Strawberry Fields.

Edifício Dakota

O Edifício Dakota fica em frente ao Central Park, e foi residência de John Lennon. Foi em frente a uma das entradas do Dakota que Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980.

Construído entre 1880 e 1884, o Edifício Dakota com o passar dos anos se tornou um endereço importante e caro. Passou a ser a casa do ex-Beatle John Lennon a partir de 1973. Na noite de 8 de dezembro de 1980, Lennon voltava de um studio onde tinha feito à gravação de uma música. Antes de ir jantar com a esposa Yoko Ono, resolveu passar em casa para dar boa noite a seu filho. Alguns fãns como de costume esperavam na frente do prédio para pedir autógrafos e tirar fotos com o ex-Beatle. Em vez de desembarcar do carro na parte interna do Dakota, Lennon resolveu parar na rua em frente para atender aos fãs. Acabou sendo alvejado com vários tiros pelas costas, por Mark David Chapman, e morreu ao dar entrada no hospital. Horas antes do atentado, Lennon tinha dado autógrafo a Chapman, no mesmo local do assassinato.

Yoko Ono ainda possui alguns apartamentos no Edifício Dakota e todo ano no aniversário da morte de Lennon, uma vela é deixada acesa na janela de um apartamento. Em frente ao Dakota, no Central Park, que fica do outro lado da rua, foi construído o memorial Strawberry Fields, em homenagem a Lennon.

Em frente ao Dakota.
Entrada do Dakota (Rua 72) onde Lennon foi assassinado.
Lennon dando autógrafo ao seu assassino horas antes de morrer.
Edifício Dakota visto do Central Park, no final da década de 1880.

Central Park

Visitar o Central Park por completo é missão para no mínimo um dia inteiro, em razão de seu enorme tamanho. Como eu não tinha tempo para isso e como já conhecia boa parte do parque da visita anterior oito anos antes, escolhi apenas um área do parque para visitar. O Central Park é muito bonito e interessante e é um dos pontos de Nova York que sempre aparece em filmes. Então é interessante andar por lá e ficar tentando lembrar em qual filme você viu tal ponte, tal estátua, tal banco, tal árvore, tal esquilo… rs!! Fiquei um tempo na Fonte Bethesda e depois caminhei pelo parque olhando o movimento, que era enorme nesse dia.

O Central Park ocupa 3,41 km² do centro da Ilha de Manhattan e anualmente recebe cerca de 35 milhões de visitantes. Foi aberto inicialmente em 1857, e teve uma grande obra de expansão que foi concluída em 1873. É o parque urbano mais famoso do mundo, por culpa dos muitos filmes que o utilizaram como cenário e o divulgaram pelo mundo.

Vista aérea do Central Park
Na Fonte Bethesda.
Vendo os barcos no lago.
Terrace Bethesda.
Terrace Bethesda.
Caminhando pelo Central Park.
Em Sheep Meadow, no Central Park.
Sheep Meadow.
Uma das ruas do Central Park.
Central Park.
Carruagem no Central Park.

Estátua da Liberdade

Visitar Nova York e não ir até a Estátua da Liberdade é algo inadmissível. Esse foi outro local que já conhecia e que mereceu nova vista. A fila para comprar ingresso e depois embarcar num dos barcos que levam até a ilhota onde fica a Estátua da Liberdade, estava bastante grande. E o processo de revista para poder embarcar, é quase o mesmo feito nos aeroportos. Os americanos morrem de medo de outro atentado terrorista, principalmente contra algum de seus ícones, como é o caso da Estátua da Liberdade.

A viagem de barco é rápida e conforme vamos nos afastando do porto, a vista da cidade de Nova York vai ficando cada vez mais bonita. Fazia frio e com o vento durante a travessia, a sensação térmica baixou bastante. Mesmo assim preferi ficar do lado de fora do barco e apreciar a paisagem. Desembarcando na ilha fui até a estátua e tirei algumas fotos. Diferente da visita anterior a oito anos, quando não era permitido se aproximar da estátua, dessa vez a visitação ao interior da estátua e a sua coroa, estavam liberadas. Mas a visita era liberada somente até às 15h30min e eu cheguei uns minutos depois desse horário. Então mais uma vez fiquei sem poder conhecer mais detalhadamente a Estátua da Liberdade. Não tem jeito, no futuro preciso voltar à Nova York para visitar a Estátua da Liberdade mais uma vez… rs!!

A estátua mede 46,50 metros (92,99 metros contando o pedestal). O nariz mede 1,37 metros. O conjunto pesa um total de 24.635  toneladas. É a estátua mais pesada do mundo, segundo o Guiness. A coloração verde-azul é causada por reações químicas, o que produziu sais de cobre e criou a atual tonalidade. A Estátua da Liberdade foi um presente dado por Napoleão III, como prêmio aos Estados Unidos após uma batalha vencida contra a Inglaterra. O historiador francês Edouard de Laboualaye foi quem primeiro propôs a ideia do presente, e o povo francês arrecadou os fundos para que, em 1875, a equipe do escultor Fréderic Auguste Bartholdi começasse a trabalhar na estátua. Bartholdi fez uma viagem aos Estados Unidos e encontrou o que ele julgava ser o local ideal para a futura estátua – uma ilhota na baía de Nova York, posteriormente chamada Ilha da Liberdade (batizada oficialmentecomo Liberty Island em 1956). A inauguração da estátua ocorreu em 28 de outubro de 1886.

A estátua funcionou como farol de 1886 a 1902, sendo o primeiro farol a ter utilizado energia elétrica. O ato de sabotagem dos alemães na Primeira Guerra Mundial, conhecido como a explosão Black Tom, causou um prejuízo de US$ 100.000, danificando a saia e a tocha. Desde então não é permitida a visitação da tocha. A estátua sofreu uma grande reforma em comemoração do seu centenário. A estátua foi reinaugurada em 3 de julho de 1986, ao custo de 69,8 milhões de dólares. Foi feita uma limpeza geral na estátua e sua coroa, corroída pelo tempo, foi substituída. A coroa original está exposta no saguão. Depois do atentado terrorista contra o World Trade Center, a visitação a coroa foi proibida, por motivos de segurança. Porém, em 4 de julho de 2009, a visitação da coroa foi reaberta, depois de 8 anos fechada ao público.

Barco que leva até a Estátua da Liberdade.
No barco, deixando Nova York para trás.
Chegando a Liberty Island.
Em frente a Estátua da Liberdade.
A parte de trás da Estátua da Liberdade.
Embarcando de volta a Nova York.

Trinity Church e Trinity Church Cemetery

Outro local que já conhecia e que mereceu uma nova visita, foi a Trinity Church e o cemitério ao lado da igreja. Esse cemitério hoje em dia mais parece um parque onde o pessoal vai passear e até namorar. Mas ele é o primeiro cemitério de Manhattan, e onde estão sepultados muitos personagens importantes na história da cidade de Nova York. Em algumas lápides ainda é possível ler o nome, datas e homenagens ao morto em questão. É um local “diferente” e bastante interessante.

A primeira Trinity Church, foi construída no local em 1698. A construção do segundo prédio da Trinity Church começou em 1788 e foi consagrado em 1790. A estrutura foi demolida depois de ter sido enfraquecida pelas grandes nevascas durante o inverno de 1838-1839. A terceira e atual Trinity Church foi concluída em 1846 e no momento da sua conclusão sua torre de 86 metros e cruz, tornou-se o ponto mais alto de Nova York, até ser superado em 1890  pelo Edifício New York World.

O Cemitério da Trinity Church, na verdade consiste de três pequenos cemitérios separados e associados, que ficam ao redor da igreja. Os cemitérios têm sido o lugar de descanso final para muitas figuras históricas da cidade de Nova York, desde 1697.

Trinity Church.
Cemitério da Trinity Church.
No Cemitério da Trinity Church.
Sepultura de 1747.

World Trade Center

Estive mais uma vez visitando o local onde ficava o World Trade Center. Da vez anterior, só existia um buraco enorme no local e estavam reconstruindo a linha do metrô. Nessa última visita pude ver que uma das torres do novo World Trade Center está com muitos andares prontos e no local o movimento de trabalhadores é intenso.

Esperava visitar o Memorial ao 11 de Setembro, que foi inaugurado no último dia 11 de setembro, quando completou dez anos dos atentados terroristas no local. Achava que era só ir lá e entrar, mas me enganei. É preciso fazer reserva pela internet, onde existe certa fila de espera. Em razão de ser algo recente, a procura por parte dos visitantes é enorme e a fila de espera demora alguns dias. Então a visita ao Memorial fica para outra oportunidade.

Novo World Trade Center, em construção.

Ponte do Brooklyn

Na primeira manhã em Nova York, o primeiro lugar que visitei foi a Ponte do Brooklyn, famosa por ter sido cenário de centenas de filmes. Já tinha visitado essa ponte oito anos antes e ela era um dos lugares que eu queria rever em Nova York. Fazia frio, o tempo estava nublado, mas mesmo assim muitos turistas estavam percorrendo a ponte e apreciando a bela vista que se tem lá de cima. Do alto da ponte da para ver boa parte dos prédios que ficam ao sul da Ilha de Manhattan e também uma torre do novo World Trade Center, que está em fase de construção. Também se vê a Estátua da Liberdade, parte do porto, a Ponte Manhattan, que fica paralela e um pouco distante da Ponte do Brooklyn e parte do bairro do Brollklyn.

A Ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridge) é uma das mais antigas pontes suspensas dos Estados Unidos. Sua extensão é de 1.834 metros, e situa-se sobre o rio East, ligando a Ilha de Manhattan ao bairro do Brooklyn. Ao ser finalizada em 1883, era a maior ponte suspensa do mundo, e a primeira a utilizar-se de cabos. Foi a primeira ponte de aço suspensa do mundo e suas imensas torres de suporte já foram as estruturas mais altas de toda a cidade de Nova York. Sua construção começou em 1869 e ficou completa quatorze anos depois, sendo aberta para o uso em 24 de maio de 1883. No primeiro dia, um total de 1.800 veículos e 150.300 pessoas atravessaram-na. Aproximadamente 27 pessoas morreram durante a construção, inclusive seu arquiteto.

A ponte foi desenhada pelo arquitero John Augustus Roebling. Quando a construção começou, o pé de Roebling sofreu uma séria lesão num acidente em uma barcaça, e dentro de poucas semanas ele morreu de tétano. Quando a ponte foi aberta, a esposa de seu filho Washington, Emily Warren Roebling, foi a primeira pessoa a atravessar; Washington não conseguiu sair de sua casa, devido à depressão de que ele sofria naquele momento, e assistiu a construção através de um telescópio.

Ponte do Brooklyn a noite.
Ao fundo os prédios que ficam ao sul de Manhattan.
Uma das torres da Ponte do Brooklyn.
Quase no meio da ponte.
Carros seguindo no sentido Manhattan/Brooklyn.
Carros no sentindo Brooklyn/Manhattan.
No alto da ponte olhando o movimento.
A pista de ciclistas e pedestres.
Imagem de 1883, pouco após a inauguração da ponte.

New York, New York…

Após ficar somente 24 horas em Washington e visitar o máximo de lugares possíveis, fiz as malas e segui para Nova York. A partida atrasou um pouco e cheguei a Nova York no final da noite. Era minha segunda vez em Nova York, sendo que a vez anterior tinha sido há pouco mais de oito anos. Dessa vez encontrei pronto o serviço de Sky Trem no aeroporto, que faz ligação com o metrô. Isso facilitou bastante as coisas para mim.

Não consegui hotel barato em Manhattan, então fiz reserva num hotel fora da ilha, no bairro do Brooklyn. Escolhi um hotel de uma rede conhecida, com bom preço, que ficava somente a duas quadras de uma estação do metrô. Esses cuidados todos eram para evitar de entrar em alguma fria. Mesmo assim entrei numa fria enorme. Quando desci na estação perto do hotel era quase meia noite e reparei que eu era um dos poucos brancos a estar ali. Nos Estados Unidos os negros são mais racistas com relação a brancos, do que os brancos com relação a negros no Brasil. Estar tarde da noite na saída de uma estação de metrô, numa região de maioria negra, num bairro de Nova York e arrastando uma mala que deixava claro que eu era turista, foi algo assustador. Pensei em pegar um táxi para percorrer os dois quarteirões até o hotel, mas não vi nenhum dos famosos táxis amarelos. Vi somente alguns táxis velhos, de cor preta e com cara de serem clandestinos. Seria abusar da sorte embarcar num desses táxis, então o jeito foi respirar fundo e seguir a pé até o hotel. Quando saí da estação fui abordado por alguns elementos mal encarados oferecendo táxi. Preferi não responder, para que meu inglês não entregasse que além de turista eu era estrangeiro. Fui “respondendo” não com a cabeça, fiz cara de mau e segui em frente arrastando minha mala. Logo vi que no outro lado da rua ficava uma Central de Polícia, o que me deu certo alívio. Chegando a esquina vi os dois quarteirões desertos e meio escuros que teria que percorrer. Olhei para o céu pedindo proteção, respirei fundo e segui em frente. O trecho até o hotel estava deserto, e em situações iguais a essa é bem melhor encontrar ruas desertas, do que ruas com elementos suspeitos. Quase chegando no final do segundo quarteirão vi que um homem caminhava em sentido contrário do outro lado da rua. Senti um frio na barriga e continuei caminhando rápido. Quando cheguei perto desse homem, ufa! Ele era um policial! Logo cheguei na esquina, dobrei o quarteirão e vi o hotel, que felizmente tinha boa aparência e parecia ser bom. Mas a vizinhança do hotel não era das melhores, ele ficava exatamente ao lado de uma linha do metrô, daquelas suspensas como se fosse um viaduto. Até me lembrei de um filme, cujo nome não lembro, onde muitas passagens do filme eram num lugar parecido com aquele, isso se não for o mesmo lugar.

Entrando no hotel me senti seguro e fui atendido por alguns indianos que cuidavam da recepção. Então subi para o quarto que ficava no quarto andar, na parte da frente do hotel e ao lado da linha do metrô. Tive que dar risada da situação. Por sorte que da meia-noite às cinco da manhã o metrô passava meio que de hora em hora. Mas cada vez que ele passava o quarto parecia chacoalhar. E depois das cinco da manhã era um trem atrás do outro e quase não dava para dormir. E mesmo com a grossa janela do quarto fechada, dava para ouvir a gravação da estação informando sobre embarque, desembarque, número de plataformas. Como o hotel serviria somente para dormir algumas horas à noite e para tomar banho, não me importei muito com o barulho. Tomei banho e caí na cama, pois os dois próximos dias seriam de muitos passeios e cansativos quilômetros a percorrer. E o importante é que eu tinha saído ileso da aventura que foi ir da estação do metrô até o hotel. Até agora não sei dizer se sou burro, louco, ou corajoso em enfrentar uma situação dessas da forma como enfrentei, metendo a cara e pagando pra ver…

No voo entre Washington e Nova York.
Esperando o metrô em Nova York.
A estação do metrô vista da janela do quarto.
Vista que se tem ao sair do hotel.
Os dois quarteirões que percorri a noite.

Casa Branca (White House)

O último ponto turístico que visitei em Washington foi à Casa Branca. Foi a maior dificuldade poder chegar até próximo a uma das entradas frontais da Casa Branca. Em volta do prédio muitas barricadas, portarias e seguranças. Achei interessante que muitos seguranças andavam com uma espécie de mochila no ombro e dentro um fuzil pronto para atirar. Nos jardins da Casa Branca era possível ver alguns seguranças escondidos entre as árvores. E só era possível ficar de um lado da rua, sendo que a rua estava repleta de policiais que não deixavam ninguém colocar sequer o pé fora da calçada. Apesar de todo o trabalho e de não poder ver muita coisa, a visita à Casa Branca foi válida, em razão de sua importância histórica. E estando ali na frente lembrei do filme “Independence Day”, no qual a Casa Branca é explodida por alienígenas. Pôxa, foi tanta dificuldade para chegar até ali na frente, e o Obama nem me convidou para um chazinho. rs!!!!

A Casa Branca é a residência oficial e principal local de trabalho do Presidente dos Estados Unidos, sendo, ao mesmo tempo, a sede oficial do poder executivo. O edifício foi construído no período compreendido entre 1792 e 1800, pintado de arenito esbranquiçado no estilo georgiano e tem sido a residência executiva de todos os presidentes americanos desde o mandato de John Adams. O edifício foi expandido por Thomas Jefferson, que ali se instalou em 1801. Em 1814, durante a Guerra Anglo-Americana, o edifício ardeu em chamas quando o exército britânico incendiou toda a cidade de Washington, destruindo o interior e chamuscando muitas das paredes exteriores da construção. A reconstrução iniciou-se quase imediatamente e o presidente James Monroe mudou-se para a semi-reconstruída casa em outubro de 1817. A construção continuou com a adição do Pórtico Sul em 1824 e do Norte em 1829. Devido à aglomeração dentro da própria mansão executiva, o presidente Theodore Roosevelt teve quase todos os escritórios de trabalho relocalizados na recentemente construída Ala Oeste em 1901. Oito anos depois, o presidente Willian Howard Taft expandiu a Ala Oeste e criou o primeiro Salão Oval, o qual foi sendo posteriormente movido conforme a seção ia sendo expandida. O terceiro andar, que era um sótão, foi convertido em quartos comuns em 1927. A recém construída Ala Leste foi usada como uma área de recepção para eventos sociais. As alterações na Ala Leste foram concluídas em 1946, criando um espaço para trabalho adicional. Em 1948, as paredes exteriores da casa e os quartos interiores foram completamente desmantelados, resultando na construção de um novo e interno vigamento de aço e na remontagem dos quartos interiores.

Casa Branca.
O mais próximo que consegui chegar.
Casa Branca.

Memorial aos Mortos no Vietnã

Em Washington visitei o Memorial aos Mortos no Vietnã. O Memorial é um muro de 75 metros de comprimento e com altura máxima de três metros em alguns pontos. É feito de mármore preto no qual estão inscritos os nomes de todos os soldados mortos no conflito do Vietnã. O Memorial está situado próximo ao Monumento a Lincoln e foi inaugurado em 1982. Atualmente o muro contém os nomes de 58.195 homens e mulheres mortos no Vietnã. Quando um visitante olha para a parede negra do muro, seu reflexo pode ser visto em simultâneo com os nomes gravados, que se destina a trazer simbolicamente o passado e o presente juntos.

O Muro do Memorial é um local de cura espiritual para as famílias dos veteranos mortos no Vietnã, bem como para veteranos sobreviventes. Muitos visitantes deixam oferendas, ou notas às pessoas queridas que foram mortas para que outros visitantes as leiam e compartilhem. E muitos visitantes procuram o nome de algum parente ou conhecido no muro, e fazem um decalque do nome utilizando papel e lápis. O decalque acaba sendo uma lembrança do ente querido a ser levada para casa. Recebe em média três milhões de visitantes a cada ano.

Além do Muro com os nomes dos mortos, fazem parte do Monumento uma escultura representando três soldados apoiando-se uns aos outros: um branco, um negro e um hispânico. E uma outra escultura homenageia as mulheres falecidas na Guerra do Vietnã.

Memorial aos Mortos no Vietnã.
No Memorial aos Mortos no Vietnã.
Visitantes no Memorial aos Mortos no Vietnã.
Memorial aos Mortos no Vietnã.
Em frente a escultura dos três soldados.