De volta a Cuzco

Após retornar da Trilha Inca, passei parte do primeiro dia em Cuzco na cama, dormindo. Levantei depois do meio-dia, fazia frio e chovia sem parar. Tive uma noite maravilhosa de sono, onde recuperei todo o sono atrasado e mandei embora o cansaço acumulado. O quarto do hotel estava convidativo, quentinho e não dava vontade de sair dele. Mas a fome bateu e precisei sair. Andei poucos metros na rua e me senti mal por culpa da altitude. Não tinha tomado chá de coca em nem as pílulas para soroche, como tinha feito todos os dias na Trilha Inca. 

Precisava encontrar um local para comer e que não fosse comida peruana. Pensei no Mac Donald’s, mas lembrei de ter visto na Plaza de Armas um Bembos, que é uma cadeia de lanches peruana, cópia do Mac. Resolvi ir lá experimentar e gostei do lanche que escolhi. E o preço é ainda mais em conta que no Mac. Com a barriga cheia resolvi dar uma volta pelo centro e fazer umas comprinhas, mas chovia muito. Molhei o pé, fiquei com frio e resolvi voltar para o hotel. Fiquei um tempão usando a internet no quarto até a chuva parar. Então no final da tarde caminhei pelo centro, fiz algumas compras, principalmente de lembrancinhas para levar para a família e para os amigos e conheci alguns pontos turísticos importantes do centro. Tinha bem mais coisas interessantes para conhecer e existem muitos passeios nas proximidades da cidade, mas com tanta chuva não deu vontade de ir. 

Um dos lugares que visitei foi uma faculdade e foi meio sem querer. Ela fica ao lado de uma das igrejas da Plaza de Armas e pensei que estava entrando na igreja. Quando me dei conta tinha entrado na faculdade. Bem que achei estranho a cara de espanto que o segurança fez quando na entrada falei para ele que ia entrar para visitar o lugar. Acredito que aquele não seja um ponto turístico da cidade… rs! Depois fui visitar ás igrejas, mas diante de ser preciso pagar ingresso para entrar, acabei desistindo. Não pelo preço, mas sim em razão de meus princípios. Vejo ás igrejas como a casa de Deus e que devem estar sempre abertas para receber aqueles que necessitam de um lugar para entrar e orar. Então achei absurdo ter que pagar para entrar. E umas das igrejas era jesuíta, e como trabalhei muitos anos para os jesuítas, bem sei que a Companhia de Jesus tem muito dinheiro e não precisa ficar cobrando ingresso para entrar em suas igrejas. Tanto a igreja jesuíta, quanto a catedral que fica na Plaza de Armas, tem seus altares cheios de ouro. Esse ouro foi roubado dos incas e a custo de muito sangue. Mas essa é outra história que prefiro não debater aqui. Nessas igrejas com altares de ouro é proibido fotografar. Mas dei um jeitinho e tirei uma foto do lado de fora da igreja, onde bem ao fundo aparece parte do altar todo em ouro. Não fiz nada de errado, não existia nenhuma placa informando que era proibido fotografar da rua em frente a igreja. A única igreja que entrei foi em uma que fica também no centro, mas um pouco mais distante da Plaza de Armas. Entrei na igreja no horário da missa e não precisava pagar ingresso. Seria um grande absurdo se cobrassem ingresso para assistir a missa. Em meus passeios acabei encontrando pela rua alguns argentinos que conheci na Trilha Inca.

Um ponto turístico que fiz questão de visitar foi à “pedra de 12 ângulos”. Ela fica em uma rua lateral à Plaza de Armas, cerca de 50 metros. É um muro inca com uma construção mais recente em cima. Do outro lado da ruela tem um muro espanhol, imitação mal acabada dos muros incas. Esse muro inca aparece no filme “Diários de Motocicleta”, na visita de Che Guevara a Cuzco. Diz a lenda que Che, ao comparar o muro inca com um muro espanhol disse: “Esse é o muro dos Incas. Esse outro é o muro dos incapazes”.

Continuei com meu passeio pelo centro, aproveitando que a chuva tinha dado uma trégua. Encontrei um mercadinho que vendia muitos produtos americanos. Então aproveitei para comprar alguns chocolates americanos e manteiga de amendoim, algo que não encontro no Brasil. Andei mais um pouco visitando as lojinhas e comprei um livro escrito pelo Hiram Bingham, sobre a descoberta de Machu Picchu. Eu tinha procurado esse livro no Brasil e nunca encontrei. Já em Cuzco existiam várias versões desse livro, tanto em espanhol, como em inglês. Alguns com fotos originais da época, outras versões sem foto e até versões com fotos atuais. E os preços também variavam muito. Mais algumas compras e fui jantar no Bembos. Voltei para o hotel, descansei um pouco e saí dar uma volta antes que o comércio fechasse, o que ocorre ás 22h00min. Aproveitei para tomar uma Inca Kola, um refrigerante peruano muito apreciado pelos locais. Tem gosto de chiclete tutti frutti, achei horrível. Dei uma última volta pela Plaza de Armas e fui assediado por um monte de rapazes que distribuíam ingressos gratuitos para algumas danceterias que funcionam no centro. O assédio era intenso, os rapazes quase brigavam entre si e tentavam me convencer a entrar numa das danceterias. Como era de graça resolvi entrar numa delas para ver como era, mas não me demorei muito. Toca somente música técno, o que detesto. O local até que estava cheio, a maioria bebendo e fumando umas “ervas”. Aquilo não era ambiente para mim, achei melhor ir para o hotel arrumar minhas coisas e descansar, pois no dia seguinte seguiria para Lima.

Plaza de Armas sob chuva.
Ao fundo o altar de ouro da igreja jesuíta.
Bembos.
Plaza de Armas no final do dia.
Na balada...

O “Cão Inca”

Em seu livro “Machu Picchu”, o escritor Sérgio Motta conta que durante sua viagem ao Peru, ele encontrou o mesmo índio três vezes. Primeiro no trem da morte, depois em uma cidade no interior do Peru e por último em Machu Picchu. Foi uma coincidência interessante. 

Eu não encontrei nenhum índio, mas sim um cachorro em vários lugares. Dei a ele o nome de “cão inca”. O vi pela primeira vez no anoitecer do terceiro dia de trilha. Eu estava sentando tirando fotos quando o cachorro apareceu do nada e lambeu minha câmera. Na madrugada seguinte, quando descíamos a montanha em direção a Aguas Calientes, o cachorro passou por nós e pouco depois ele estava deitado na trilha, bem a minha frente.  Horas depois ele apareceu novamente, dessa vez quando eu caminhava ao lado dos trilhos do trem, o cão passou correndo ao lado do trem. E a última e mais surpreendente aparição foi em Machu Picchu. Quando eu e meu irmão estávamos indo embora, pouco antes da saída pedi para ele entrar em uma construção, uma das poucas que possui cobertura de palha, pois queria tirar as últimas fotos. E ao entrar na construção encontramos o “cão inca” deitado, dormindo. Fui perto dele para ver se era o mesmo cachorro, e para minha surpresa era ele mesmo. Peguei um biscoito e ofereci a ele. Ele pegou o biscoito, virou-se e saiu da construção. Fui atrás para tirar mais fotos, mas o cachorro desapareceu, não consegui ver para onde ele foi. Fiquei me perguntando como ele tinha ido parar em Machu Picchu? Se tinha subido a montanha caminhando? E por que ele tinha ido até lá? Do acampamento onde o vi pela primeira vez, até Machu Picchu, é uma distância considerável.

Quando voltamos para Aguas Calientes, contei sobre o cachorro para algumas pessoas do grupo. Alguns o viram nos trilhos do trem e até tiraram fotos com ele. Os colombianos foram os únicos além de mim e de meu irmão que viram o cachorro em Machu Picchu. O assunto acabou virando um debate sobre se era ou não o mesmo cachorro em todos os lugares. A maioria disse que sim, dois disseram que não. Um analisou as manchas pelas fotos e disse que eram diferentes. Eu analisei as manchas e para mim eram iguais e principalmente reconheci ser o mesmo cachorro em todos os lugares. Meu irmão comentou que o cachorro foi muito “educado” quando pegou o biscoito que ofereci a ele em Machu Picchu, sinal de que ele me conhecia. O casal Juan e Cecília ficou dividido, ela disse que era o mesmo cachorro e o Juan disse que não. No dia seguinte os encontrei em Cuzco e na despedida o Juan me disse que era sim o mesmo cachorro. Não sei se encontrar o cachorro em tantos lugares foi apenas coincidência ou se tem algum significado que ainda não descobri. Mas que achei tais acontecimentos estranhos, isso achei…

Fiquei um bom tempo pensando no “cão inca” e a razão dele ter cruzado (sem trocadilhos, por favor!) meu caminho tantas vezes. Então fui pesquisar se o cachorro tinha algum significado especial na cultura incaica e descobri que existia um tipo de cão, pequeno e sem pelo que era cultuado pelos antigos incas.   Os estudiosos afirmam que o “cachorro sem pêlo” chegou ao Peru há mais de dois mil anos e foi o fiel companheiro dos nobres incas e amigo dos famosos guerreiros (pré-incas) do Sipão (norte). Este cachorro singular foi idolatrado pelos antigos peruanos, que o imortalizaram em diferentes cerâmicas e jóias encontradas nas tumbas e templos.

O “cão inca” lambendo minha câmera.

No acampamento do terceiro dia.
Na trilha, na madrugada do quarto dia.
Correndo com o trem.
Dormindo em Machu Picchu.

De volta a Aguas Calientes

Sair de Machu Picchu e voltar a Águas Calientes, me deixou com uma sensação de quero mais. Não ter entrado em Machu Picchu caminhando pela Trilha Inca, e não ter subido até Wuayna Picchu, me deixou meio frustrado e com vontade de voltar ao Peru o mais breve possível para fazer o que ficou faltando.

Descer a montanha de ônibus foi mais rápido do que subir. Descemos na rua, na esquina do restaurante onde deixei a mochila. Eram 15h00min e mal entramos no restaurante começou a chover forte. Os guias peruanos estavam todos ali, tomando cerveja. Fui cumprimentá-los e acabei sofrendo o maior acidente de toda a viagem. Escorreguei no piso molhado e bati a mão em uma coluna. Senti uma dor terrível e o local logo ficou inchado. Coloquei gelo, mas não aliviou muito. No final do dia toda a região em volta do lugar da batida estava roxa e muito dolorida. Fiquei com receio de que fosse algo grave, tamanha era a dor e a aparência ruim com que o ferimento ficou. Achei isso irônico, pois tinha passado dias no meio do mato, correndo enormes riscos de me machucar, talvez até morrer (muitos já morreram na Trilha Inca) e fui me machucar justamente ao entrar num restaurante, o que parecia ser um lugar seguro. Meu escorregão acabou chamando a atenção de todos que estavam no restaurante naquela hora, muitos turistas, até um casal de brasileiros. Em seguida chamamos atenção novamente, pois meu irmão e a garçonete meio que se atrapalharam ao arrumar a mesa e ela derrubou um copo no chão. Mais uma vez todos olharam em nossa direção e para piorar os peruanos gritaram em coro: Brasil, Brasil, Brasil, Brasiiiiiillll !!!! Foi um grande mico e tive vontade de me esconder debaixo da mesa.

Eu meu irmão almoçamos uma pizza e tomamos um litro de Coca-Cola gelada. Após alguns dias comendo a horrível comida servida na trilha, foi muito bom comer algo descente. Os peruanos logo foram embora, deram tchau e dificilmente voltarei a ver algum deles novamente em minha vida. Ainda estávamos comendo quando algumas pessoas do meu grupo chegaram para pegar suas mochilas. E aos poucos foi chegando o restante do pessoal. A chuva tinha aumentado muito e ninguém mais quis ficar passeando por Machu Picchu debaixo de tanta água. Logo meu irmão foi para a estação de trem e fui com ele. Despedimos-nos e dei uma volta por uma enorme feira de artesanato que existe ao lado da estação. Tem muita coisa bonita, mas os preços são para turistas endinheirados, o que não é meu caso. Vi muita coisa feita de prata, algo que achei que seria barato ali. Mas não, é tudo mais caro que no Brasil. Acho que os espanhóis roubaram todo o ouro e prata do Peru, que agora qualquer objeto feito com esses metais é muito caro. A cidade é pequena e como chovia muito resolvi voltar logo para o restaurante.

Até o horário de ir pegar o trem, fiquei no restaurante conversando com o pessoal. Acabei ficando numa mesa muito animada, junto com os dois colombianos do grupo, o Juan e sua esposa Cecília, a Carolina, a Roxana e por último chegou o Che. Fizeram alguns brindes com um tipo de caipirinha feita com pisco, uma bebida local. Acabei tendo que participar dos brindes e tive que tomar um pouco de pisco. O chato nesse tipo de viagem onde você acaba fazendo parte de um grupo de desconhecidos, é que a viagem termina justamente quando você finalmente ficou enturmado e fez muitas amizades. Daí todos se separam e nunca mais se encontram novamente.

Já estava escuro quando fomos para a estação e a chuva continuava firme. Fui um dos últimos a embarcar e logo o trem partiu. Gosto de viajar de trem, mas a noite não da para ver nada, ainda mais com chuva. Os locais por onde íamos passar são interessantes, com paisagens bonitas, mas não dava para ver nada. O jeito foi ficar olhando para dentro do trem. O pessoal ficou jogando baralho do meu lado. Conversei um pouco e depois fiquei quieto pensando na vida. Estava cansado e as duas horas de viagem não foram das melhores. Descemos na estação de Ollantaytambo, pois o trecho até Cuzco está interrompido desde ás fortes chuvas de março do ano passado. Fomos caminhando até um enorme estacionamento onde estavam muitas vans e ônibus esperando o pessoal que desembarcava do trem. Logo encontramos nosso ônibus e tivemos que esperar que fizessem uma chamada demorada e confusa, até que pudéssemos embarcar. Acabei indo parar no ônibus onde estava quase todos do outro grupo que sempre andou próximo a nós. Sentei-me na segunda poltrona atrás do motorista e ao meu lado estava o inglês com quem caminhei junto no final do terceiro dia de trilha. Na poltrona a minha direita duas australianas, a Kylah e sua amiga cujo nome não lembro. O ônibus era desconfortável, e teríamos mais duas horas de viagem pela frente, até Cuzco. Tentei dormir mas foi impossível quando vi as manobras imprudentes que o motorista fazia. Ele corria feito louco e fazia somente ultrapassagens perigosas. Era de dar medo e o sono logo foi embora. O radio do ônibus estava ligado, tocando umas músicas peruanas. Teve uma hora que começou a tocar Leonardo, cantando em espanhol. Comecei a rir…

Chegamos a Cuzco com chuva e muito frio. O ônibus parou numa praça perto da Plaza de Armas e ali desembarquei junto com mais cinco conhecidos. Despedi-me do pessoal e fui para o hotel, distante 200 metros. Cheguei à portaria do hotel e logo encontraram a reserva que eu tinha deixado feita antes de partir para a Trilha Inca. Aproveitei para pegar a mochila que tinha deixado guardada no depósito do hotel. Estava tudo em ordem, nada faltando ou sobrando. Era quase meia noite quando entrei no quarto. Tomei um banho não muito quente, pois a água não esquentava direito e caí na cama. Após seis noites mal dormidas, ou dormidas com pouco conforto, finalmente eu poderia dormir muitas horas numa cama confortável e quentinha. Para garantir dormi com o aquecedor do quarto ligado. A sensação era boa, de missão cumprida. Eu vivi quatro dias intensos e inesquecíveis percorrendo a Trilha Inca e conhecendo Machu Picchu. Agora era descansar, pensar na volta ao Brasil e depois na próxima viagem, na próxima aventura…

Eu e meu irmão.
Duas coisas que adoro: Pizza e Coca-Cola.
o ferimento na mão, que piorou muito nas horas seguintes.
Muitos brindes com pisco.
Che, eu, Juan e Cecília.
No trem.
O pessoal jogando baralho no trem.
Desembarcando em Ollantaytambo.

Em Machu Picchu

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Em Aguas Calientes, por ordem dos guias peruanos todos do grupo deixaram suas mochilas no restaurante de um argentino. O dono do restaurante cuidava das mochilas, pois sabia que no retorno de Machu Picchu o pessoal ficava no restaurante consumindo até a hora da partida do trem para Cuzco, o que era um bom negócio para ambas as partes. Fomos para o ponto de ônibus, que era bem próximo ao restaurante. Tinha um ônibus estacionado e muita gente embarcando. Nosso guia achou melhor esperar o próximo ônibus e embarcar todo o grupo junto. Não demorou muito e estávamos todos acomodados dentro do ônibus, seguindo para Machu Picchu. Essa não era a forma que todos nós do grupo gostaríamos de chegar a Machu Picchu. Desde o início o plano era chegar caminhando, mas em razão dos problemas que ocorreram na trilha, o importante agora era chegar. O ônibus leva cerca de meia hora para chegar até a entrada de turistas em Machu Picchu. Ele segue um pouco por uma estrada ao lado do rio Urubamba e depois começa a subir a montanha, fazendo muitas curvas por uma estrada relativamente perigosa. 

Ao desembarcar em frente ao portão de entrada de Machu Picchu e passar pela catraca após entregar meu ingresso, eu estava realizando um sonho de quase trinta anos. Foi em 1982 nas aulas do Professor Jader, no Colégio Estadual de Campo Mourão que vi pela primeira vez no livro de Estudos Sociais da 5ª série, uma foto de Machu Picchu coberta por nuvens. Depois o Professor Jader contou que conhecia tal lugar e fez um breve relato. Eu, então com 11 anos senti uma vontade enorme de um dia conhecer tal lugar. Os anos foram passando, cheguei a planejar tal viagem algumas vezes, e nunca dava certo. E eis que quase trinta anos depois eu estava realizando o antigo sonho. Ainda na entrada fui até uma sala onde peguei um mapa e ganhei um carimbo no passaporte. O carimbo é mais para enfeitar o passaporte, pois não é obrigatório. A chuva tinha parado fazia mais de uma hora e o sol surgiu quente. A primeira visão que tive das ruínas logo após subir algumas escadas que ficam após o portão de entrada, foram de tirar o fôlego. A sensação foi estranha. Realizar sonhos antigos pôde ser estranho. Ao mesmo tento que vem aquela sensação de missão cumprida, de sonho realizado, também surge uma sensação de vazio. De qualquer forma eu estava feliz. Eram 10h30min quando nossos guias separaram nosso grupo, para que ficasse mais fácil de caminharmos pelo lugar. Meu irmão logicamente ficou no meu grupo e já começamos a bater muitas fotos. 

Uma outra decepção foi não poder subir até Huayna Picchu, que é aquela montanha que aparece atrás das ruínas nas fotos clássicas de Macchu Picchu. A subida até Huayna Picchu é limitada a 200 pessoas por dia. São distribuídas senhas; 100 para ás 07h00min e mais 100 para ás 10h00min. Se tivéssemos chegado a Machu Picchu pela Trilha Inca, teríamos conseguido as senhas para subir a Huayna Pichu. Infelizmente termos tido que descer a montanha e seguir até Aguas Calientes para pegar o ônibus, acabou nos atrasando e perdemos a chance de conseguir as concorridas senhas. Isso mostrou que realmente devo retornar a Machu Picchu mais uma vez, pois subir até Huayna Picchu era uma de minhas metas iniciais.

Não vou contar detalhes sobre Machu Picchu e sua história, pois já fiz isso em outras postagens. Também não vou me demorar detalhando as várias partes do local que visitamos, pois muitos nomes não recordo direito. Resumindo, visitamos as construções mais importantes, onde os guias paravam e contavam detalhes sobre a funcionalidade e história das construções ou outros locais. Segui sempre caminhando junto com meu. Por ser domingo o lugar estava cheio de turistas vindos de todas as partes do mundo. Em muitos lugares era preciso fazer fila para entrar. Lá do alto a vista é muito bonita, existem muitas montanhas em volta e abaixo o rio Urubamba percorre o pé de outras montanhas. Uma vista inesquecível sem dúvida!

O sol não ficou muito tempo nos fazendo companhia e logo a chuva voltou forte. Isso fez com que os guias antecipassem o fim da excurção guiada. Fizeram a última reunião, entregaram as passagens do trem e se despediram de todos. Para finalizar o grupo foi reunido para tirar uma foto. Meu irmão foi escolhido como fotográfo oficial e ficou com as mãos cheias de câmeras fotográficas. Depois da foto eu e meu irmão ficamos caminhando sozinhos por Machu Picchu, entrando em várias construções. Fomos até um local que parece um pasto, para tirar fotos com as Lhamas. Evitamos uma grande aproximação, para evitar levar uma cuspida. A chuva aumentou e muitos turistas foram embora. Minha câmera molhou e parou de funcionar, fato que não me agradou. Ainda bem que isso aconteceu praticamente no final da viagem e após ter terminado de percorrer a Trilha Inca.

Olhei para a montanha de Huayna Picchu e vi que ela estava coberta pela neblina. Quem subiu até ela no horário das 10hmin00 acabou se dando mal. Além de não verem muita coisa lá de cima por culpa da chuva e da neblina, devem ter tido sérias dificuldades para subir e depois descer pelas escadas molhadas. Normalmente se leva em média duas horas para subir e uma hora e meia para descer de Huayna Picchu. A chuva só aumentava e caminhar por Machu Picchu acabou ficando ruim. Ás vezes encontravámos alguém do nosso grupo e trocavámos algumas palavras. Chegou um momento em que a chuva aumentou tanto que resolvemos parar ao lado de uma construção que fica na parte mais alta e dali ficams observando Machu Picchu. Vez ou outra as nuvens se dicipavam e tentavámos tirar alguma foto. Mas chegou um ponto em que não deu mais, pois além da chuva o frio começou a incomodar. Então resolvemos ir embora. Meu irmão tinha passagem marcada no trem das 17h00min e eu no trem das 19h00min, junto com a maior parte do pessoal do meu grupo. A chuva diminuiu um pouco quando pegamos o ônibus e descemos a montanha rumo Aguas Calientes. Tinhamos acabado de visitar uma das atrações turisticas mais visitadas do mundo. Eu tinha acabado de realizar um antigo sonho…

Na entrada, placa em homenagem a Bingham.
Machu Picchu, tendo ao fundo a montanha de Huayna Picchu.
Logo na entrada, ainda com sol.
Uma das muitas construções do lugar.
O rio Urubamba visto a partir de Machu Picchu.
Alguns terraços.
Templo do Sol.
Terraços descendo a montanha.
Parte de meu grupo dentro de uma ruína ouvindo o guia.
Meu irmão e eu.
Terraços descendo a montanha.
Momento de descanso.
Todo o meu grupo, reunido pela última vez.
Lhamas pastando dentro de Machu Picchu.
Meu irmão e eu sob chuva.
Chove chuva! Chove sem parar...
Meu irmão num momento de descanso.
Eu e meu irmão, debaixo de muita chuva.

Hiram Bingham: descobridor de Machu Picchu

Na verdade o mundo exterior simplesmente topou de repente com Machu Picchu, pois ela nunca havia sido perdida para aqueles que viviam próximos a ela. E essas mesmas pessoas que viviam nas proximidades da cidade “perdida”, foi que levaram o explorador e professor americano Hiram Bingham e sua equipe para o local em 1911. Inicialmente Bingham não viajou para a América do Sul para explorar a terra dos Incas. Na verdade, ele viajou para a América do Sul para concluir seu estudo sobre Simón Bolívar. Em dezembro de 1908, Bingham participou do Primeiro Congresso Científico Panamericano, em Santiago, Chile. Foi aí que ele decidiu seguir a antiga rota de comércio espanhola que ia de Buenos Aires até Lima. E foi assim que ele acabou passando por Cuzco, onde conheceu J. J. Nunes, então prefeito da região de Apurimac, que o convidou para uma árdua viagem até as ruínas de Choquekirau. Bingham, pensou na época que esse poderia vir a ser o local de Vilcabamba, o há muito procurado “último lugar de descanso dos Incas“.

Em seu retorno aos Estados Unidos, Bingham decidiu organizar uma expedição ao Peru. Ele chegou a Lima em junho de 1911, onde começou a estudar as crônicas de Antonio de la Calancha e Fernando de Montesinos, escritas no século XVII. Estas crônicas inspiraram Bingham a buscar as duas últimas capitais dos Incas: Vilcabamba e Vitcos. Saindo de Lima em julho, Bingham voltou a Cuzco, de onde viajou a pé e de mula pelo Vale do Urubamba, Ollantaytambo e garganta do Urubamba. Em 23 de julho, Bingham e sua comitiva acamparam junto ao rio, em um lugar chamado Mandor Pampa. Isso despertou a curiosidade de Melchor Arteaga, um agricultor local. Através do Sargento Carrasco, o policial que foi seu guia e intérprete, Bingham ouviu de Arteaga que havia extensas ruínas no alto da serra em frente ao acampamento de Arteaga. O local era chamado de Machu Picchu, ou “velha montanha”.

Segundo Bingham, “A manhã de 24 de julho amanheceu com uma garoa gelada. Arteaga tremia e parecia inclinado a ficar em sua cabana. Ofereci-me para pagar-lhe bem, se ele me mostrasse as ruínas. Ele recusou e disse que era muito difícil uma subida em um dia tão molhado. Mas quando ele descobriu que eu estava disposto a pagar-lhe três ou quatro vezes seu salário normal, ele finalmente concordou em ir. Quando perguntado onde ficavam as ruínas, ele apontou para cima, para o topo da montanha. Ninguém supôs que elas seriam particularmente interessantes, e ninguém se interessou em ir comigo”. Acompanhado apenas pelo Sargento Carrasco e Arteaga, Bingham deixou o acampamento por volta das 10h00min. Depois de algum tempo de caminhada atravessou uma ponte tão provisória, que o intrépido explorador precisou rastejar de joelhos sobre ela. Depois de atravessar o rio, subiram uma ladeira íngreme até que chegaram ao cume da montanha por volta do meio-dia. Ali Bingham descansou em uma pequena cabana onde apreciou a hospitalidade de um grupo de camponeses. Eles lhe disseram que viviam ali há cerca de quatro anos e que haviam encontrado um extenso sistema de terraços em cujo solo fértil tinham decidido aumentar as suas colheitas. Disseram a Bingham que as ruínas que ele buscava estavam perto. Então lhe cederam como guia um garoto de 11 anos de idade, Pablito Alvarez. Após caminhar um pouco, Bingham visualizou uma grande quantidade de terraços antigos. Eles somavam mais de uma centena e tinham sido recentemente retirados da floresta e reativados. Liderado pelo menino, ele entrou na floresta que seguia além dos terraços e começou a avistar uma série de paredes de granito branco, que o historiador imediatamente considerou os melhores exemplos de alvenaria, que ele jamais tinha visto. Eles eram os restos do que hoje se chama túmulo real, o templo principal, e o Templo das Três Janelas. Hiram Bingham ficou extremamente inspirado pela beleza da região que ele estava explorando.

Outras pessoas viram e viveram em Machu Picchu antes de Hiram Bingham sequer botar os pés no Peru, mas não tinha nem meios e nem a oportunidade de trazer a “cidade perdida”  para a atenção do mundo exterior. Já em 1894, um fazendeiro local chamado Agustín Lizárraga levou um senhor de nome Luis Ugarte até a cidade antiga. Então Luis Ugarte convidou dois amigos para uma viagem até as ruínas em busca de tesouros. Em 14 de julho de 1901, os três amigos visitaram todas as partes acessíveis de Machu Picchu.  Quando Bingham chegou às ruínas, encontrou a rocha que os três amigos tinham assinado com os seus nomes e a data de sua visita. Em seus escritos, porém, Bingham minimizou essa descoberta.

Bingham chamou Machu Picchu de ”A Cidade Perdida dos Incas”. Em 1912 Bingham voltou ao local à frente de uma expedição e acompanhado de especialistas, escavadores, topógrafos e assistentes para explorar, desflorestar e realizar pesquisas arqueológicas. Os trabalhos foram patrocinados pela Universidade de Yale e pela National Geographic Society. Em 1914 e 1915, Bingham com ajuda de outros exploradores,  fez mapas e explorou detalhadamente o local e seus arredores. Fez escavações consideradas pouco ortodoxas em diversos lugares de Machu Picchu. Reuniu dezenas de objetos, entre vasos, peças de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. Bingham reconheceu também outros importantes grupos arqueológicos nas imediações: Sayacmarca, Phuyupatamarca, a fortaleza de Vitcos e importantes trechos de caminhos (Trilha Inca), todos eles interessantes exemplos da arquitetura desse império. A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias.

Hiram Bingham declarou não ter encontrado objetos de ouro em Machu Picchu, mas até hoje essa informação é questionada. Muitos acreditam que ele possivelmente retirou peças de ouro do local e levou para os Estados Unidos de forma clandestina. De acordo com especialistas do Peru, vários lotes importantes de objetos saíram do território peruano de forma irregular, através da Bolívia. Já o material retirado legalmente por ele, cerca de 5.000 mil objetos declarados, foi enviado para a Universidade de Yale, com autorização do governo peruano. O presidente peruano da época, Augusto B. Leguía, havia concedido temporariamente a saída desses objetos do Peru. As peças saíram do país emprestadas em 1912, como recompensa pelo trabalho dos exploradores e estudiosos, mas com a condição de serem devolvidas posteriormente, o que nunca aconteceu. A National Geographic, confirmou esta interpretação dos documentos assinados na altura da saída das peças. Yale, pelo contrário, defende que o código civil peruano de 1852, vigente na altura em que os objetos saíram do Peru, permitia que quem encontrasse vestígios arqueológicos podia mantê-los de forma permanente.

No que diz respeito a repatriar esses objetos, nos últimos anos o governo peruano tem insistido na devolução dos mesmos, mas até o momento não obteve êxito. Um inventário minucioso dos tesouros de Machu Picchu, realizado recentemente na Universidade de Yale mostrou que não foram somente cerca de 5.000 objetos que Bingham teria retirado de Machu Picchu e região e levado para os Estados Unidos, mas sim que a quantidade de objetos é 10 vezes maior. Segundo o inventário, são 46.332 objetos, distribuídos em 5.728 lotes: 3.497 lotes de cerâmica, 126 lotes de restos humanos, 11 lotes de metais, e 1.038 lotes relacionados à fauna. O inventário foi feito nas instalações do Museu Peabody, na Universidade de Yale. As negociações entre o governo peruano e a Universidade de Yale, que detém os objetos na sua coleção permanente, arrastavam-se há anos. As duas partes não chegaram a um acordo sobre o número de peças que Yale tem a devolver. O governo peruano contratou advogados nos Estados Unidos, e tenta a devolução dos objetos.

Hiram Bingham tornou-se rico e famoso, publicou vários trabalhos relacionados as suas aventuras no Peru e depois foi eleito governador do Estado de Connecticut  e senador em Washington. O personagem de cinema Indiana Jones, foi inspirado nele. E a pergunta que muitos fazem hoje em dia é se Bingham é mocinho ou vilão? Eu particularmente acho que o cara foi um safado que se aproveitou de seu papel de professor e explorador, para roubar tesouros e enriquecer.

A equipe de Bingham escavando em Machu Picchu.

Machu Picchu.

Machu Picchu em 1912.

Machu Picchu em 1912.

Hiram Bingham , considerado o verdadeiro Indiana Jones.

Bingham em Machu Picchu.

Hiram Bingham: já rico, famoso e na política.

Machu Picchu

Machu Picchu, em quíchua Machu Pikchu (Velha Montanha) é também chamada de “Cidade Perdida dos Incas”. A 2.400 metros de altitude, Machu Picchu está situada no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas e circundada pelo rio Urubamba, o que lhe proporciona uma atmosfera única de segurança e beleza. Encontram-se na margem esquerda do chamado Canyon do Urubamba. Ao pé dos montes e praticamente rodeando-os, corre o rio Urubamba (Vilcanota). As ruínas incas encontram-se a meio caminho entre os picos de duas montanhas. A superfície edificada tem aproximadamente 530 metros de comprimento por 200 de largura e contém 172 edifícios em sua área urbana. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.

Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais. A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade dos Incas. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a história inca, tudo planejado para a passagem do deus sol.

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque. Pela obra humana e pela localização geográfica, Machu Picchu é considerada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade.

Em 1885, no curso de suas viagens de exploração pelo Peru, o naturalista italiano Antonio Raimondi passou ao pé das ruínas sem sabê-lo e menciona o quão escassamente povoada era a região na época. Porém, tudo indica que foi por esses anos que a região começou a receber visitas por interesses distintos dos meramente científicos. Foi nesta época que os mapas de prospecções mineiras começam a mencionar Machu Picchu. Em 1870, o norte-americano Harry Singer coloca pela primeira vez em um mapa a localização do Cerro Machu Picchu . Um segundo mapa de 1874, elaborado pelo alemão Herman Gohring, menciona e localiza em seu local exato a montanha. Por fim, em 1880 o explorador francês Charles Wiener confirma a existência de restos arqueológicos no lugar (afirma “há ruínas na Machu Picchu”), embora não se possa chegar ao local. Em qualquer caso está claro que a existência da suposta “cidade perdida”  não se havia esquecido, como se acreditava até há alguns anos.

Foi o professor norte-americano Hiram Bingham que à frente de uma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em  24 de julho de 1911. Hiram Bingham  realizou uma investigação da zona próxima a Machu Picchu. Naquela época, a meta de Bingham era outra: encontrar a legendária capital dos descendentes dos Incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572. Ao penetrar pelo cânion do Urubamba, Bingham ouviu do camponês Melchor Arteaga o relato de que no alto de cerro Machu Picchu existiam abundantes ruínas. Alcançá-las significava subir por uma empinada ladeira coberta de vegetação. Embora cético, Bingham insistiu em ser guiado ao lugar. Chegando ao cume, um dos meninos das duas famílias de pastores que residiam no local o conduziu aonde efetivamente apareciam imponentes construções arqueológicas cobertas pelo manto verde da vegetação tropical e em evidente estado de abandono há muitos séculos. A cidade estava tomada por vegetação nativa e árvores. Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e nos anos de 1914 e 1915. Com ajuda de outros exploradores,  foram feitos mapas e uma exploração detalhada do local e dos arredores. Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais. A cerâmica mostra expressões da arte inca e o mesmo deve dizer-se das peças de metal: braceletes, brincos e prendedores decorados, além de facas e machados. Ainda que não tenham sido encontrados objetos de ouro, o material identificado por Bingham era suficiente para inferir que Machu Picchu remonta aos tempos de esplendor inca, algo que já evidenciava seu estilo arquitetônico.

Machu Picchu – 2011.

Machu Picchu – 1911.

Machu Picchu.

Macchu Picchu.

Uma das muitas ruínas de Machu Picchu.

Aguas Calientes

Aguas Calientes é o nome coloquial para Machu Picchu Pueblo. Pequena cidade, pacata e charmosa é mais conhecida como o ponto de acesso mais próximo à cidade sagrada inca de Machu Picchu, que fica a 6 km de distância. É de Aguas Calientes que parte todos os dias, a partir da 5h30min da manhã e a cada 15 minutos, os ônibus que sobem 700 metros de altitude para levar os visitantes ao Santuário Histórico de Machu Picchu. Como o próprio nome sugere, Aguas Calientes possui agradáveis piscinas naturais de água quente a apenas 15 minutos de caminhada da sua praça principal. Conhecidas por suas propriedades medicinais, são chamadas de Baños Termales, em castelhano, e são utilizados especialmente para o uso recreativo da população e dos turistas.

Originalmente ocupada por poucas famílias de fazendeiros em 1901, o pequeno povoado foi transformado em moradia para os trabalhadores da ferrovia que foi construída por lá a partir de 1920. A cidade foi o ponto central para acomodação dos trabalhadores e os seus equipamentos até que a ferrovia fosse concluída em 1931.

Aguas Calientes serve como um terminal para a Perurail. Os trens servem os habitantes locais e turistas que chegam a partir de Cuzco e Ollantaytambo para visitar Machu Picchu. Um grande mercado de souvenirs funciona ao lado da estação ferroviária. O mercado de artesanato da pequena cidade é um dos mais importantes centros de exposição e comercialização de produtos artesanais da região de Cuzco. Artesãos de diferentes comunidades campesinas e, inclusive, de outras zonas andinas do Peru, trazem seus produtos aos turistas de Machu Picchu.

Aguas Calientes.

Aguas Calientes.

Ruela no centro do vilarejo.

Na praça central da cidade.

Machu Picchu Pueblo (Aguas Calientes).

Estrada que vai de Aguas Calientes a Machu Picchu.

Vista geral de Aguas Calientes.

Trilha Inca (4º dia)

Acordamos ás 03h30 e ainda chovia e fazia um pouco de frio. Por ter ido dormir tarde senti muita dificuldade para levantar. Arrumei minhas coisas e fui me reunir ao pessoal dentro do bar. Enquanto todos tomavam café, preferi ficar sentado num canto cochilando. Depois teve a reunião de todas as manhãs explicando a programação das próximas horas. Em seguida começamos a descer a montanha, abandonando de vez a Trilha Inca. Seguimos num ritmo forte e felizmente a chuva logo parou. Íamos clareando a trilha com lanternas, pois a escuridão era total. Mais uma vez encontrei o “cão inca” que parou na minha frente e se deitou na trilha, bem onde eu ia passar. Após pouco mais de uma hora de caminhada e com o dia começando a clarear, chegamos à margem do Rio Urubamba. Aproveitamos para descansar e esperar o restante do pessoal do nosso grupo. Aproveitei para tirar o casaco e percebi que minha camiseta estava toda molhada de suor.

Ás 07h00min o grupo estava todo reunido e fomos até um posto de controle em frente a uma pequena ponte que atravessa o rio Urubamba. Tivemos que esperar um pouco até um funcionário abrir um portão que dá acesso a ponte. Atravessamos a pequena ponte que chacoalhava muito e logo estávamos nos trilhos do trem seguindo para Aguas Calientes. Não demorou muito e a chuva recomeçou. Pelo caminho vi pedras enormes que pareciam ter caído da montanha poucas horas antes. Mais tarde ficamos sabendo que na noite anterior tinha acontecido um pequeno tremor de terra na região. Caminhei um bom tempo sozinho e depois com meu amigo Diego. Conforme nos aproximávamos de Aguas Calientes a chuva aumentava. A estrada de ferro segue todo o tempo ao lado do rio. Passamos por algumas poucas casas e por uma represa. Pouco mais de uma hora de caminhada e chegamos a Aguas Calientes sob muita chuva. Paramos debaixo de uma marquise para descansar e esperar o restante do pessoal. Depois fomos até um restaurante cujo dono é argentino e ali deixamos nossas mochilas e fomos comprar ás passagens do ônibus que leva até Machu Picchu.

Antes de partir para a Trilha Inca, falei com meu irmão pela internet e ele me contou que estava indo para o Peru a trabalho. Então ele disse que tentaria ir para Machu Picchu no domingo e tentaria me encontrar por lá. Depois não tivemos mais contato e eu não sabia se ele tinha ido mesmo para o Peru. Quando estava na fila para comprar a passagem do ônibus, vejo meu irmão descendo tranquilamente pela rua ao lado. Fui em direção a ele rindo e ele tomou o maior susto ao me ver. Foi um encontro não programado, pois pelo plano original não era pra eu estar em Aguas Calientes naquela manhã. Foi um encontro muito legal, pois nada como encontrar alguém da família após os difíceis dias na Trilha Inca. Apresentei meu irmão a alguns amigos do grupo e a nossos guias. Ele foi bem recebido por todos e a partir dali acabou fazendo parte de nosso grupo e seguiria junto conosco para Machu Picchu. Ali terminava a aventura pela Trilha Inca e iniciaria uma nova aventura rumo a Machu Picchu. Missão cumprida! Essa era a sensação geral e mesmo não tendo percorrido a Trilha Inca por inteiro em razão do desmoronamento e do fechamento da trilha, todos estavam contentes e ansiosos para chegar logo a Machu Picchu que estava bem perto, na montanha pouco acima de onde estávamos.

De madrugada, com cara de sono.

Terminando de descer a montanha, ao clarear do dia.

Rio Urubamba.

Atravessando a pequena ponte sobre o rio Urubamba.

Caminhando ao lado dos trilhos.

Longa caminhada pelos trilhos do trem.

O trem trazendo turistas para Machu Picchu.

Caminhando entre os trilhos e o rio, sob muita chuva.

Chegando a Aguas Calientes.

Eu e Diego descansando sob uma marquise.

Eu e meu irmão em Aguas Calientes.

Trilha Inca (3º dia)

Mais uma vez acordamos ás 05h00mim e ainda estava escuro e chovendo. Dormi nove horas direto, algo que não acontecia fazia vários dias. O Diego acordou reclamando da chuva que tinha molhado a barraca e algumas coisas dele. Fui conferir meu lado da barraca e minhas coisas, mas estava tudo seco. Demos uma olhada geral na barraca e dava pra ver nitidamente que metade da barraca estava molhada e a outra metade não. O Diego ficou olhando aquilo com cara de quem não acreditava e eu fiquei rindo. Entendi que em nossa barraca, que entre nós existia um equilíbrio entre sorte e azar e que todo o azar ia para o lado do Diego e toda a sorte para o meu lado. Coisas da Trilha Inca!

Arrumei minhas coisas e fui sob chuva até o banheiro. O banheiro masculino tinha fila e o feminino estava vazio. Como estava apurado não pensei duas vezes e entrei no banheiro feminino. Logo escutei vozes femininas do lado de fora e me preparei para as reclamações quando fosse sair. E não deu outra, quando abri a porta me deparei com umas dez meninas que começaram a reclamar por eu estar usando o banheiro feminino. Respondi que ele estava vazio quando cheguei e saí rindo, o que deixou a mulherada ainda mais brava e ouvi xingamentos em pelo menos quatro idiomas diferentes.

Após o café os guias fizeram uma reunião e nos deram uma péssima notícia. O posto de controle do governo peruano que existe no acampamento onde estávamos, tinha sido informado via rádio que em razão da chuva das últimas horas ocorreram deslizamentos na parte final da Trilha Inca, que vai do último acampamento até a entrada de Machu Picchu. Então por razões de segurança a parte final da trilha foi fechada e ficaria assim até meados ou final de março. Em fevereiro a Trilha Inca é fechada para manutenção e por ser época de chuvas, então somente em fevereiro é que tentariam resolver o problema dos desmoronamentos. Foi uma frustração geral em todos de nosso grupo. Tínhamos sofrido tanto, íamos penar mais um dia caminhando pela trilha e perderíamos justamente a melhor parte que era chegar caminhando em Machu Picchu. A alternativa seria desviarmos nossa rota no final do último dia, pernoitar no alto da montanha e de madrugada descer a montanha. Atravessaríamos uma pequena ponte sobre o rio Urubamba e caminharíamos um bom tempo ao lado dos trilhos do trem até chegar à pequena cidade de Aguas Calientes. Lá pegaríamos um dos muitos ônibus que seguem até a entrada de Machu Picchu e que partem a cada 15 minutos. Tudo o que eu nunca desejei foi chegar a Machu Picchu de ônibus, mas não teria outra alternativa. Após assimilar o golpe e a decepção, passei a olhar a situação por outro lado. Eu sabia que janeiro é época de chuvas e aceitei o risco de ir para a Trilha Inca nessa época. Pegamos dois dias de sol na trilha, então não dava pra reclamar da sorte. E entendi o fato de não poder chegar até Machu Picchu caminhando, como um sinal de que devo voltar para o Peru outra vez e fazer a Salcantay, uma outra trilha que leva até Machu Picchu e que é mais longa e mais difícil de percorrer. Acho que estou começando a ficar místico e comecei a sentir certas coisas, receber sinais… sei lá! De qualquer forma eu não ia ficar abatido, pois percorreria 90% da Trilha Inca e isso era bem melhor do que nada.

Pouco antes da 07h00mim iniciamos a caminhada pela trilha. Não seria um dia tão difícil como o anterior, mas sob chuva as coisas complicavam um pouco. Sendo o terceiro dia o corpo estava mais adaptado com o ritmo da caminhada e com a altitude. A única coisa chata foi ter que usar capa de chuva, o que limita um pouco os movimentos e esquenta o corpo mais que o normal. Após uns minutos tirei o capuz da capa da chuva, pois com ele minha visão periférica ficava limitada e isso não estava me agradando. Preferi molhar a cabeça na chuva, era bem melhor. De cara já pegamos uma forte subida e com as pedras da trilha molhadas pela chuva, o cuidado para não cair tinha que ser dobrado e em alguns trechos em que caminhávamos ao lado do abismo esse cuidado era triplicado. Para mim sempre o início da caminhada é mais difícil, meu corpo demora para aquecer e pegar ritmo. Após não muito tempo de caminhada chegamos até uma antiga ruína inca chamada Runkuraqay. Estávamos a 3.800 metros e com muita chuva. A ruína ficava ao lado da trilha, mais ou menos na metade de uma montanha. De onde estávamos à vista era bonita, dava pra ver bem no fundo de um vale o acampamento onde tínhamos passado à noite. Ainda eram visíveis algumas barracas montadas, de outros grupos. Observando a geografia em volta, a impressão que dá é que somente pela trilha seria possível transpor as montanhas do lugar, cheia de precipícios e de encostas escarpadas. Runkuraqay foi construída em forma de circulo, dentro de um semicírculo e com apenas uma entrada. Acredita-se que foi construída para ser um posto de vigilância e também de parada para descanso ou de troca, para os mensageiros que seguiam a pé rumo Machu Picchu. Fizemos uma longa parada no local e os guias separaram o grupo para poderem contar mais tranquilamente à história (ou provável história) do lugar. Os incas foram gênios em sua época, mas não tinham uma escrita que possibilitasse que sua história chegasse até os dias de hoje. Então muito do que se fala sobre os incas são suposições e até mesmo os nomes dos locais são outros, já que não se sabe ao certo os verdadeiros nomes. Mesmo adorando historia e sendo formado em história, eu não conseguia ficar muito tempo parado ouvindo o que os guias contavam. Eu preferia andar pelo lugar, tirar fotos, tocar nas rochas, ficar imaginando quem passou por ali, como era aquele local há centenas de anos. Cada um tem um jeito de curtir lugares históricos, o meu jeito é esse.

A chuva parou um pouco, mas logo que reiniciamos a subida da montanha ela voltou forte. A trilha era difícil e fui apertando o passo e tomando cuidado para não cair. Com a chuva e a neblina nosso raio de visão ficou limitado a não mais que 400 metros. Então não era possível admirar a vista estupenda que poderíamos ter lá de cima. Esse problema se estendeu por quase todo o dia e sei que acabei deixando de ver muitas paisagens maravilhosas pelo caminho por culpa da chuva e da neblina quase constantes. Após pouco mais de uma hora de difícil subida chegamos ao alto da montanha, um local conhecido por Second Pass (Segundo Passo) e que fica a 3.900 metros de altitude. Nesse local também existiam rochas mais altas ao lado da trilha e em cima delas amontoados de pequenas pedras. Acabei encontrando quatro brasileiros; um casal de Belo Horizonte, uma garota de São Paulo e outra de Santos. Eles estavam num pequeno grupo, junto com alguns chilenos. Conversamos um pouco trocando experiências sobre os últimos dias. Não demorou muito e meu grupo partiu e eu junto. Dessa vez tinham algumas pequenas descidas intercaladas a pequenas subidas. Logo no início passamos por um local onde existia dois lagos muito bonitos logo abaixo da trilha, mas a neblina não permitiu bater boas fotos dos lagos. Depois de uma hora e meia de caminhada chegamos à outra ruína inca. Deixamos nossas mochilas num canto da trilha e um guia ficou tomando conta delas.

Subimos por uma escadaria estreita que foi construída de forma estratégica no bico de uma montanha e entramos em Sayaqmarka, uma enorme ruína e a que mais gostei de todas que visitei. O nome do local no idioma quéchua significa “Cidade Inacessível”. As ruínas são enormes e muito bem preservadas e estão em vários níveis ligados por escadas. Existem inúmeros aposentos, canais e pátios. Segundo nosso guia contou, o lugar foi um pequeno centro religioso para aldeias periféricas. Logo que chegamos ao lugar a chuva e a neblina foram embora e o sol surgiu forte. Mais uma vez o grupo foi dividido pelos guias para as devidas explicações sobre o lugar. Depois tivemos meia hora para explorar o local. Preferi caminhar sozinho, observando os detalhes e acabei indo parar num pátio externo onde existia um muro bem ao lado do abismo. Tirei fotos e continuei explorando o lugar. Bem mais abaixo em frente da montanha onde estava visualizei outra construção inca de menor tamanho e vi que a trilha passava bem ao lado. Logo o tempo fechou novamente e começou a chover. Descemos de volta para a trilha e seguimos nosso caminho mais uma vez debaixo de chuva. Quando passei pela construção inca que tinha visto lá do alto em Sayaqmarka, chovia tanto que nem tive vontade de parar. 

Continuei caminhando e logo cheguei ao local do almoço. Nossos porteadores já tinham chegado ao lugar muito antes e montado a barraca da cozinha e a barraca para o almoço. Ao lado de onde foram montadas as barracas existia uma construção com banheiros masculino e feminino e cuja higiene também não era boa. A chuva aumentou e deixamos as mochilas do lado de fora, uma sobre as outras debaixo de uma pequena lona. Tivemos que nos espremer dentro da barraca das refeições, pois chovia muito e não dava pra deixar as entradas abertas como sempre fazíamos e que era algo que deixava a barraca mais espaçosa. Comi três coisas no almoço que até agora não tenho a mínima idéia do que eram. Tinha um negócio que a princípio pensei ser um bolinho e que ao morder descobri ser uma mistura de batata com mandioca, de sabor estranho. Após o almoço não nos demoramos muito e fomos nos preparar para seguir a caminhada. O sol apareceu novamente, ardido e forte. Mas não durou nem 5 minutos e voltou a chover. Estávamos entrando numa região de floresta tropical e o clima ficou ainda mais estranho.

O trecho que fizemos à tarde é considerado o mais bonito da Trilha Inca, mas não deu para ver muita coisa pois a chuva e a neblina nos acompanharam durante toda a tarde. O sol deu as caras raríssimas vezes e por poucos minutos somente. Já a neblina não foi embora nem mesmo quando o sol aparecia. Foi uma caminhada relativamente tranqüila, principalmente se comparada a dificuldade do dia anterior. A trilha em sua maior parte seguia por um terreno mais plano e praticamente todo o percurso seguia pelo topo de uma cadeia de montanhas. A vegetação ia ficando cada vez mais densa e bonita. Passamos por um túnel inca feito no meio da rocha, ao lado de um precipício. Era uma obra de engenharia impressionante, principalmente se levarmos em consideração a época em que foi construído e as ferramentas que os incas possuíam. Pouco após deixar o túnel passei por uma situação complicada. Comecei a sentir fortes dores na barriga e uma vontade imediata de ir ao banheiro. Mas estávamos numa trilha estreita onde do lado direito existia um paredão de rocha de centenas de metros de altura e do lado esquerdo um precipício sem fim. A frente e atrás caminhavam várias pessoas, muitas sendo mulheres. Então onde é que eu ia resolver meu problema? Onde achar um banheiro ou uma moita num lugar daqueles? Fiquei muito preocupado, me segurei o que pude e já estava começando a ficar desesperado. E para piorar a chuva aumentando. Caminhei uns 15 minutos na maior tortura e tentando encontrar uma saída para tal situação, até que finalmente numa curva da trilha avistei uma pedra enorme e atrás dela um pequeno carreiro. Fui investigar o lugar e pelas marcas vi que alguém já tinha usado tal lugar pelas mesmas razões que eu. Não pensei duas vezes e entrei no carreiro. Quando dei o segundo passo escorreguei no capim molhado e no barro e saí deslizando morro abaixo. Consegui parar uns três metros depois, me segurando em alguns galhos e no capim alto. Quando olhei e vi que mais um metro para baixo de onde estava era o precipício, gelei! Mas na situação em que estava não dava pra gelar por muito tempo, pois tinha algo mais imediato para fazer. Analisei a situação e rapidamente decidi como resolver meu problema. Prefiro não entrar em detalhes para preservar a mim e a você caro leitor. Sei que devo ter feito o “serviço” numa das posições mais estranhas da história. E qualquer descuido eu ia parar morro abaixo. A situação era pra chorar, mas eu morria de rir e lembrei de meu irmão que adora parar em moitas na beira da estrada. Depois da emergência resolvida tive que pensar em como sair dali sem correr o risco de escorregar e ir parar no abismo. Lembrei de uma queda que tive ao descer o Pico do Marumbi uns anos antes e que foi bem parecida com essa. Então usei da mesma estratégia da outra vez para rastejar morro acima e com cuidado consegui chegar de volta a trilha. Eu estava com lama da cabeça aos pés, mas ao menos tinha resolvido o problema emergencial. Voltei a caminhar e só então me dei conta do risco que corri. Mais um metro deslizando e eu teria caído num precipício enorme e como ninguém tinha me visto entrar ali, se eu tivesse caído morro abaixo nunca iam saber onde fui parar, como desapareci. Ninguém mais ia saber de mim, nem mesmo minha família. Eu seria declarado desaparecido nas montanhas peruanas. Faltou muito pouco para isso acontecer, na verdade faltou um metro. Achei melhor não pensar mais nisso e seguir em frente, agora literalmente aliviado. Logo encontrei ao lado da trilha uma pequena mina de água e aproveitei para me lavar e tirar parte do barro das botas, da mochila e da roupa.

No meio da tarde paramos em mais uma ruína inca, Phuyupatamarca. Essa ruína fica a 3.680 metros de altitude e segundo nosso guia ela servia ao culto e à morada de nobres e sacerdotes. Pela redondeza existiam também alguns núcleos religiosos de vilas campesinas, mas que por serem construídas com tijolos de adobe, se desmancharam pela ação do tempo. Em Phuyupatamarca foram catalogados três praças, seis banhos litúrgicos, canais de água, quinze quartos e um observatório. Mais uma vez nossos guias contaram a história do local e depois liberaram o grupo para que cada um seguisse no seu ritmo. Também informaram onde deveríamos sair da trilha e seguir rumo ao último acampamento, que seria ao lado de um tipo de bar, onde existia banho quente, cerveja e Coca-Cola. A chuva voltou mais uma vez e a neblina desceu de vez. Percebi que não daria pra ver muita coisa pelo caminho e nem tirar boas fotos, então resolvi seguir num ritmo forte pois a idéia de um banho quente e de uma Coca-Cola gelada era muito atraentes para mim naquela altura dos acontecimentos.  O trecho era quase todo de descida e partes planas, com raras subidas. Então fui caminhando forte, o último grande teste para saber se minhas hérnias de disco estavam curadas. Pelo caminho fui passando por integrantes de meu grupo e do outro grupo co-irmão. Fiquei sentido pelo tempo estar ruim, pois sabia que estava perdendo paisagens lindas. Segui por cerca de uma hora e meia num ritmo forte e constante, parando poucas vezes para beber água e bater uma ou outra foto da trilha. Logo alcancei dois argentinos que sempre caminhavam na frente e o meu colega inglês do outro grupo. Então passamos a caminhar os quatro juntos e num ritmo ainda mais forte. Pouco depois chegamos a uma bifurcação na trilha, num local onde existe uma torre metálica de energia elétrica. Ali o guia tinha avisado que era para seguir pela trilha da direita e chegaríamos ao nosso acampamento. Seguindo a esquerda entraríamos no trecho bloqueado da Trilha Inca, que leva até as ruínas de Intipata e depois a Machu Picchu. Bem que deu vontade de seguir pela esquerda!

Alguns metros após caminhar pela trilha da direita, surgiu a nossa frente uma vista de tirar o fôlego. Várias montanhas com os topos cercados por nuvens e abaixo delas no fundo de um vale corria o rio Urubamba. Parei uns instantes para admirar tal vista e voltei a caminhar, agora por uma descida íngreme e que seria a última do dia. Não demorou muito e ultrapassei um dos argentinos e logo encostei no outro. Ele não queria ficar pra trás e forçou tanto para se manter a minha frente que logo parou, com dor no joelho. Cheguei no acampamento junto com o inglês do outro grupo e fui o terceiro de meu grupo a chegar. Na minha frente chegaram dois argentinos, os mesmo que tinham sido os primeiros a chegar no dia anterior. Nossas barracas estavam armadas uma ao lado da outra na encosta do morro e logo em frente a elas tinha um enorme barranco. Se o cara não tomasse cuidado ao sair da barraca, corria o risco de ir parar morro abaixo. Em frente a mesma maravilhosa vista que eu tinha visto um pouco mais acima. Escolhi uma barraca, deixei minhas coisas e fui procurar o tal banho quente. No local ao lado do acampamento existe o Wiñaywayna Visitors Center, uma construção grande de alvenaria onde funciona uma lanchonete e existem mesas enormes. O que me chamou a atenção foram algumas placas avisando que aquela construção era segura em caso de terremotos. Ali também tem banheiros limpos, com chuveiro quente ao custo de cinco soles. Acabei sendo o primeiro a tomar banho e foi uma delícia após três dias de trilha poder tomar um banho de verdade. Depois do banho fui na lanchonete comprar uma Coca-Cola, que para minha decepção não é gelada. Aproveitei para repor meu estoque de chocolates e então fui para a barraca descansar. A chuva ficou mais forte e depois de uma hora o Diego chegou, mais uma vez sem mochila. Falei a ele sobre o banho quente mas ele não quis saber. E não foi por falta de dinheiro que ele não quis tomar banho, mas sim por não querer tomar banho. Então como último recurso ofereci a ele meus últimos lenços umedecidos e ele aceitou. Era melhor que meu companheiro de barraca tomasse um banho de gato do que nenhum banho.

Após descansar um pouco fui no centro de visitantes. Lá fiquei conversando com o pessoal e depois me sentei do lado de fora, ao lado de uma espécie de mirante e fiquei olhando a vista dali. Era demais, algo muito bonito e uma paisagem que mudava a todo instante por culpa da mudança e da quantidade de nuvens e até de alguns raios de sol. Algo pra se lembrar para sempre. Foi nesse momento que tive o primeiro contato com o “cão inca”, história que contarei numa postagem especifica daqui uns dias. Logo serviram nosso café da tarde dentro do enorme refeitório e depois conversei mais um pouco e tirei fotos. Quando anoiteceu serviram o jantar, mas não comi nada. Os guias vieram perguntar o motivo de eu não querer comer e após contar sobre minha dor de barriga, me mandaram comer um pouquinho de macarrão, que logo depois me levariam um chá especial que curaria meu problema. Comi um pouco da macarronada que estava horrível e quando me entregaram uma caneca de chá tive que ser muito corajoso para beber. A cor e o cheiro não eram nada atrativos e o sabor muito menos. Achei melhor não perguntar do que era o tal chá, mas o resultado foi bom e quase imediato.

Em seguida ao jantar todos fomos para o mirante do lado de fora, onde ocorreu a despedida dos porteadores. Todos do grupo se apresentaram aos porteadores e eles a nós, falando suas idades, estado civil e quantidade de filhos. Fiquei impressionado quando soube a idade de alguns. Tinha um de 40 que da pra dizer que é meu pai e outro de 21 que aparenta ter a minha idade. Todos levam uma vida sofrida e a idade pra eles pesa mais do que pra nós. Fizemos uma vaquinha que é tradicional na trilha e o que foi arrecado foi dado de presente aos porteadores. E não é que um dos porteadores vestia uma camisa do Palmeiras! Eu corinthiano que sou nem dei muita bola pra ele. Já para um outro porteador que vestia uma camisa da seleção brasileira, fiz questão de dar um abraço e tirar uma foto com ele. Pena que as fotos desse evento não ficaram boas, pois estávamos no meio da neblina.

Acabei encontrando os quatro brasileiros com quem conversei pela manhã na trilha. Reunimos-nos numa mesa e ficamos um bom tempo conversando e bebendo Cuzqueña e Coca-Cola. Aquele local parecia uns daqueles bares de fim de mundo que vemos nos filmes. E foi interessante numa noite de sábado quatro brasileiros se reunirem ao redor de uma mesa para falar da vida, após terem percorrido quase 40 quilômetros de umas das trilhas mais famosas, bonitas e difíceis do mundo. O clima era de missão cumprida. Eram quase onze horas quando resolveram fechar o bar e tive que ir para a barraca. Chovia muito forte e dei carona a minha amiga Carolina até a porta de sua barraca. A carona consistia de iluminar o caminho com minha lanterna. Andar sem lanterna na escuridão do lugar, com chuva e com barrancos, era quase um suicídio. Entrei na barraca, dei boa noite para o Diego e fiquei pensando que o dia seguinte seria o grande dia, o dia de conhecer Machu Picchu e realizar um sonho de quase trinta anos. Dormi ouvindo o barulho da chuva batendo na lona da barraca a poucos centímetros do meu rosto.

Eu e Diego e eu com o casal Juan e Cecília, no amanhecer do 3º dia.

Caminhando sob chuva e com o guia Juan Carlos.

Nas ruínas de Runkuraqay.

Ao fundo as ruínas de Runkuraqay.

Na trilha; com os brasileiros e Roxana; com Carolina; um dos lagos.

Nas ruínas de Sayaqmarka.

Em Sayaqmarka.

Em Sayaqmarka.

Sayaqmarka.

Construção inca que é vista do alto de Sayaqmarka.

Phuyupatamarca.

Em Phuyupatamarca e em trechos da trilha.

Parte final da Trilha Inca no terceiro dia.

No acampamento da última noite.

Parte da vista que se vê do mirante do Wiñaywayna Visitors Center.

Quatro brasileiros conversando num bar no meio da floresta peruana.

Trilha Inca (2º dia)

Acordamos ás 05h00min, fazia muito frio e o tempo estava bem nublado. Arrumei minhas coisas, guardei tudo na mochila e fui escovar os dentes e usar o banheiro. Estávamos usando o banheiro de uma moradora local e a higiene do mesmo não era das melhores. Tudo bem, no meio do mato não dava pra esperar grande coisa. O mais chato era ficar na fila do banheiro. Nessa manhã fiquei atrás de cinco argentinas, todas descabeladas, com cara de sono e com um rolo de papel higiênico na mão. Era uma cena engraçada, que achei melhor não fotografar, pois elas podiam não gostar. Após utilizar o banheiro fui direto para a barraca das refeições. Não costumo tomar café da manhã, pois não sinto fome antes do meio dia, mas como seria o dia mais puxado na trilha achei melhor comer um pouco. O cardápio foi bom, com direito a um tipo de pão tostado e panquecas. Pra beber café, leite solúvel e chá de coca. Optei pelo chá de coca que no caso era de saquinhos, igual ao chá mate que compramos no supermercado. Descobri outra forma de fazer o chá de coca, que é através de infusão, ou seja, colocar folhas de coca na água quente. Acabei inventado uma nova maneira de fazer o meu chá, colocava um saquinho de chá no caneco com água quente e adicionava algumas folhas de coca também. Ficava bem forte, mas dava pra beber. Junto com o chá de coca tomei uma Sorojchi Pills, para o mal de altitude, um relaxante muscular para aliviar possíveis dores e um Centrun, complexo de vitaminas. Ou seja, estava “turbinado” e pronto pra encarar a difícil subida do vale.

Pouco antes das 07h00min os guias reuniram o grupo, deram alguns avisos e começamos a caminhada. Fazia frio e optei por utilizar somente um casaco leve, pois conforme fosse caminhando sabia que sentiria calor. Passamos pelas últimas casas existentes na trilha, onde alguns moradores vendem água, Gatorade e refrigerantes. Algumas pessoas do meu grupo aproveitaram para comprar água e pagaram um preço absurdo, mas justificável, pois dá o maior trabalho levar mercadorias até aquele local e o transporte é feito nas costas ou em lombo de mula. Eu tinha levado um bom estoque de água, para dois dias e um Gatorade para ser usado nesse trecho da trilha. Para o último dia tinha levado uma cartela de pastilhas antibactericida, para colocar na água que encontrasse pelo caminho, fosse em bicas ou rios. O bom da história era que conforme eu caminhava e consumia minha água, o peso da mochila ia diminuindo. Pelos meus cálculos eu chegaria no alto do vale com uns dois quilos a menos de peso nas costas, que seria o peso da água que eu consumiria para percorrer o trecho mais difícil. O trecho era todo de subida e até o corpo aquecer por completo fica complicado caminhar, sem contar que o ar ia ficando cada vez mais rarefeito. Fizemos algumas curtas paradas pelo caminho e numa delas um cachorro enorme e com cara de poucos amigos veio em minha direção quando eu estava sentado numa pedra e colocou a cabeça na minha coxa, pedindo carinho. Primeiro levei um susto, mas logo estava acariciando a cabeça do cachorro.

Continuamos nossa caminhada, sempre subindo. Então fizemos uma parada num posto de controle do governo, onde os guias reuniram todos do nosso grupo e deram mais avisos. A partir dali não precisávamos mais seguir em grupo, cada um poderia seguir no seu ritmo. Informaram que teríamos que parar num local chamado Paqaymayu, onde estariam montados os acampamentos de todas as equipes que estavam na trilha naquele dia. Conforme fôssemos chegando no local deveríamos procurar nosso acampamento, que era o de número nove. Outro aviso do guia foi que ao chegarmos no alto da passo (First Pass) a 4.215 metros, o ponto mais alto da Trilha Inca, não deveríamos ficar mais de 15 minutos lá, pois começaríamos a sentir fortes dores de cabeça em razão da escassez de ar. Ao passar por mim o guia olhou nos meus olhos e disse que somente os fortes chegariam ao alto do passo naquele dia. Quando voltamos a caminhar resolvi seguir sozinho e no ritmo que aguentasse, queria me testar e ver até onde suportaria. Não foi nada fácil, mas conforme ia caminhando e o corpo aquecendo eu me sentia mais disposto a caminhar. Pelo caminho ia ultrapassando pessoas de outros grupos que estavam na trilha e que eu ainda não tinha visto. Eram muitos estrangeiros, se falava muitos idiomas numa verdadeira Babel. Logo comecei a andar junto com dois argentinos do meu grupo e conversamos um pouco. E quando souberam que eu tinha 40 anos e duas hérnias de disco, ficaram impressionados com minha disposição em caminhar. Pelo caminho existiam alguns pontos de parada para descanso e quando passava por esses locais via muita gente deitada, descansando. Então percebi que meu grupo tinha pernoitado num dos últimos acampamentos da trilha e que também tinha sido um dos últimos a iniciar a caminhada naquela manhã. Evitei fazer paradas longas e principalmente me sentar. Fiz uma única parada de dez minutos, onde aproveitei para tirar a mochila das costas e me sentar por alguns instantes. Logo voltei a caminhar e a trilha ia ficando cada vez mais inclinada e dessa vez era toda calçada em pedras e com muitos degraus. O que me ajudou bastante foi o bastão que estava levando, pois além de dar melhor equilíbrio, na hora de subir os degraus ele funcionava como uma terceira perna e preservava um pouco os joelhos, que estavam sendo muito exigidos nesse trecho da trilha. Logo chegamos numa região de mata fechada e a trilha ia fazendo círculos. Ali parei de andar com os argentinos e fiz uma pequena parada. Sentia-me muito tonto e com falta de ar, a vista ficou turva e achei que fosse desmaiar. Nesse momento baixei a cabeça e fiz uma oração, não queria de maneira alguma desistir, queria chegar até o fim, precisava chegar até o fim. Respirei fundo, reuni todas minhas forças e logo me senti melhor para continuar caminhando.

Saímos da região de floresta fechada onde estávamos e chegamos a um local aberto. A trilha seguia pela esquerda, circundando uma montanha enorme. Do lado direito um vale aparecia bem lá embaixo e vi uma pequena casinha coberta de palha e ao lado um pasto com Lhamas pastando. Foi interessante vislumbrar tal cena, pois nunca tinha visto Lhamas pastando. Atrás era possível ver as mesmas montanhas que víamos desde o início da trilha. Mesmo elas ficando cada vez mais distantes conforme caminhávamos parecia que ficavam maiores. É que íamos subindo e dessa forma elas ficavam mais visíveis e pareciam ser maiores. Sei lá, acho que é esse o motivo ou então eu estava muito tonto e vendo coisas… rs. Olhar para cima era desanimador, pois não dava pra ver o final da montanha, o ponto mais alto da trilha. Reuni minhas forças e continuei subindo. Por mim passaram muitos porteadores carregados de coisas e vi muitos outros parados, sentados ao lado da trilha. Ali dava pra ver mais claramente a quantidade de pessoas que estavam na trilha naquele dia e o grande número de porteadores dos vários grupos. Eu sabia que no máximo podem entrar na Trilha Inca 500 pessoas por dia, quantidade que é muito bem controlada pelo governo peruano visando a segurança de todos e também a preservação da trilha. O sol começou a castigar e minha camisa estava empapada de suor. Abri meu Gatorade, bebi a metade e segui em frente. Fazia breves paradas de não mais que um minuto e continuava a andar. O ar cada vez faltava mais e dar um novo passo era um esforço tremendo. Se eu que estava bem preparado fisicamente estava sentindo tanta dificuldade para subir em direção ao passo, fiquei imaginando meus amigos do grupo. Será que alguém iria desistir? A mochila parecia ficar cada vez mais pesada, mas em nenhum momento a tirei das costas. As tiras começaram a doer no ombro e preferi deixar como estavam, pois sabia por experiência que após um tempo o ombro fica adormecido e não se sente mais dor, então era melhor não tirar a mochila. Não sei precisar quanto tempo levei para subir esse trecho rumo ao passo, que é o mais difícil da Trilha Inca. Estava com relógio, mas a mente ficava meio atrapalhada e não consigo me lembrar quanto tempo levei caminhando nesse trecho. Fiz algumas paradas rápidas para tirar fotos e numa delas uma alemã que passava por mim pediu para tirar uma foto dela e depois ela tirou uma foto minha. Uns minutos depois ultrapassei essa alemã, que estava sentada na beira da trilha e pelo visto não sairia dali tão cedo. Sei que em certo momento olhei pra cima e consegui visualizar o alto do passo e vi algumas pessoas sentadas lá em cima. Essa visão me deu uma força extra e segui ainda com mais vontade de chegar. Parecia que eu ia conseguir chegar até lá em cima e venceria o maior desafio da Trilha Inca, algo que em alguns momentos cheguei a duvidar de que seria capaz de conseguir.

Quando pisei no alto do First Pass, me invadiu uma sensação que não é possível descrever, uma sensação de missão cumprida, de superação. Deixei minha mochila no chão e fui até a borda da montanha e fiquei olhando a paisagem. A beleza era grande, uma das cenas mais belas que vi na vida. Dali também dava pra ter uma visão ampla da Trilha Inca morro abaixo, o trecho por onde eu tinha passado. Dava pra ver dezenas de pessoas subindo aquele trecho, alguns perto do fim e muitos lá embaixo, a mais de uma hora de caminhada de onde eu estava. O sol e o calor que me torturaram na última hora desapareceram e uma nevoa tomou conta do lugar, a temperatura baixou muitos graus em poucos minutos. Vi um pouco acima um marco de madeira e fui até lá tirar fotos. No marco estava escrito a altitude de 4.215 metros, o ponto mais alto da Trilha Inca e também a altitude mais alta onde já cheguei com minhas próprias pernas. Um pouco mais acima visualizei uma pedra enorme. Resolvi subir nessa pedra, um último esforço para atingir o lugar mais alto do First Pass. Lá em cima encontrei centenas de pequenas pedras amontoadas umas sobre as outras. Entendi que ali deveria deixar uma das pedras que trazia no bolso e para a qual tinha contado todos meus dramas, meus problemas, meus sonhos. Esse tipo de amontoado de pedras é uma antiga tradição inca. Os incas costumavam fazer isso em lugares altos ao lado do caminho por onde passavam e acreditavam que quando deixavam folhas de coca mastigadas sobre esses pequenos amontoados de pedra, também deixavam ali o cansaço do caminho e outros males. Segurei firme uma das pedras que tirei do bolso, fiz uma oração e coloquei a pedra em cima de um dos muitos amontoados de pedras ao meu redor. Acreditei de coração no que pedi e no que estava fazendo. O resultado… só o tempo dirá! Fiquei mais algum tempo em cima da rocha olhando para baixo, vendo ás pessoas que chegavam ao alto do passo. Vi alguns conhecidos chegando e fiquei feliz por eles. Então resolvi gravar na máquina fotográfica uma mensagem que acabou se transformando num desabafo. Lembrei de tudo que passei no último ano, de todas as dificuldades, das dores, do sofrimentos. Lembrei da família, dos amigos, de todos que me ajudaram e me deram forças para me curar e estar naquele momento ali, no alto do passo. Lembrei também daqueles que pisaram em mim, me magoaram, me fizeram mal. Na verdade mais do que a força dos amigos, a força que me levou até ali foi o mal que os outros me fizeram. Canalizei tudo o que me fizeram de mal, todas minhas dores e transformei isso em combustível pra me levar até ali. Agora me sinto curado, me sinto bem, me sinto feliz e mais forte do que nunca. Algo aconteceu comigo no alto daquela pedra, não sei explicar ao certo, mas tenho certeza de que lá em cima deixei muitos sentimentos ruins, muita mágoa e muitas pessoas que me fizeram mal nos últimos meses. Posso afirmar que desci daquela rocha mais leve de espírito e livre do passado.

Fiquei meia hora no alto do passo tirando fotos, descansando e conversando com algumas pessoas que chegavam. Tinha um inglês do outro grupo que veio conosco, com quem conversei um pouco em inglês. Logo comecei a sentir uma dor estranha na cabeça como se ela estivesse sendo apertada por duas mãos. Então lembrei do que o guia falou sobre não ficar muito tempo lá em cima. Peguei minhas coisas e comecei a descer o First Pass pelo outro lado da montanha. A descida não tinha fim e logo descobri que descer era pior do que subir. Parte do preparo muscular que fiz para enfrentar a Trilha Inca foi visando subidas. Em nenhum momento me preparei para descidas. A maioria dos músculos das pernas que utilizamos pra subir são diferentes do que utilizamos para descer. Loco comecei a sentir fortes dores na parte da frente das coxas. Acredito que eu devia ser um dos poucos na trilha que estava infeliz com a descida. Eu preferia era subir mais e não descer. Outra dificuldade na descida é o peso da mochila nas costas, que te empurra pra baixo. Se não tomar cuidado você acaba caindo, podendo se machucar e dar adeus a trilha. Nessa hora o bastão ajudou ainda mais do que na subida. Ele servia como ponto de equilíbrio e logo eu estava conseguindo descer rápido sem o risco de cair. As dores nas coxas fui suportando. Após meia hora de descida o sol reapareceu e voltei a sentir muito calor. Fiz uma breve parada num local muito bonito, onde tirei o casaco, bebi bastante água e resolvi colocar na cabeça minha bandana com a bandeira do Brasil. Sendo o único brasileiro do meu grupo eu tinha que marcar isso de alguma forma. Continuei descendo a trilha que era toda de pedras, com centenas, milhares de degraus. Voltei a lembrar de tudo o que tinha passado recentemente, de meus problemas físicos e ás vezes não conseguia acreditar que estava ali realizando tal proeza de percorrer a lendária Trilha Inca. Comecei a ficar arrepiado e não demorou para eu chorar feito criança. Isso me fez bem, parece que eliminei de vez tudo o que ainda me incomodava. Coisas da Trilha Inca! Como eu disse em outra postagem, muitas pessoas que passam por esse lugar acabam tendo revelações, acabam se encontrando na vida. A Trilha Inca é meio mágica, mística, difícil de explicar. Para entender vá até lá e tire suas próprias conclusões.

Eu ainda tinha lágrimas escorrendo pelo rosto quando uma moça ao passar por mim perguntou se eu era brasileiro. Eu estava tão acostumado a ouvir e falar somente espanhol nos últimos dias que respondi a ela que sim, em espanhol. Ela era brasileira, do litoral de São Paulo e seu nome era Marceli. Era a primeira pessoa do Brasil que eu encontrava na Trilha Inca e fiquei feliz com tal encontro. Disfarcei para enxugar ás lagrimas que restavam em meu rosto e iniciamos uma gostosa e animada conversa. O papo estava tão bom que nem senti mais a dificuldade da meia hora final de trilha até chegar ao acampamento. Na entrada do acampamento, que era enorme, com as diversas equipes espalhadas pelo lugar, tiramos uma foto, nos despedimos e nunca mais nos vimos. Logo encontrei meu acampamento, que era um dos últimos morro abaixo. Eram quase 14h00mim e descobri que tinha sido o sexto a chegar no acampamento e que a caminhada daquele dia estava encerrada, que passaríamos a tarde e a noite ali. Eu achava que teríamos que caminhar mais naquele dia e fiquei extremamente feliz com a notícia. Escolhi uma barraca vazia, arrumei minhas coisas e tomei meu banho de gato. Em comemoração por ter superado o pior trecho da trilha, troquei toda a roupa. Dessa vez coloquei camisa, calça, cueca e meias limpas. Voltou a fazer calor e então tirei as pernas da calça, que virou uma bermuda. Por último troquei a bota pelo velho e confortável chinelo Havaianas. Fiquei deitado por cerca de uma hora descansando, quando então vieram me chamar para o almoço. A maior parte de nosso grupo já tinha chegado. Na barraca do almoço senti falta de minhas amigas Carolina, Roxana e do Diego, meu parceiro de barraca. O almoço foi arroz, frango e legumes. Com a fome que estava a comida desceu muito bem. Então se iniciou na barraca uma conversa sobre as posições que cada um tinha chegado ao acampamento. Eu chegar em sexto acabou sendo considerado um grande feito, ainda mais porque no dia anterior eu sempre era um dos últimos na triha. É que ninguém sabia que eu estava me poupando. E confesso que também fiquei surpreso em ser um dos primeiros a chegar. E olha que demorei mais do que a maioria parado no alto do passo. Sei que daquele momento em diante passei a ser mais respeitado por todos e não me chamaram mais de brasileiro. Passaram a me chamar de Vander. Nos dias seguintes até pessoas com quem eu não havia conversando ainda, me chamavam pelo nome. Naquela tarde algumas pessoas vieram me perguntar se eu tinha feito algum treinamento especial para percorrer a trilha. Outros vieram perguntar se eu tinha mesmo 40 anos, ou então se era verdade que eu tinha duas hérnias de disco. Isso foi algo interessante e me mostrou que a idade não está no RG, mas sim na mente. Posso ser um quarentão, mas de mente e de espírito ainda sou muito jovem e muitas aventuras mais virão pela frente.

O tempo mudou novamente, voltou a esfriar e fui para a barraca. Tentei dormir, mas não consegui, possivelmente em razão do chá e das folhas de coca que tinha consumido pela manhã. Então fiquei deitado descansando e pensando na vida. Aproveitei para examinar meus pés detalhadamente. Tenho as unhas dos dedões dos pés pretas, em razão de terem sido machucadas em caminhadas passadas. Para que esse problema não se agravasse na Trilha Inca, resolvi utilizar uma técnica que desenvolvi e que usei na última caminhada que fiz em dezembro, em Rosário do Ivaí. Coloquei algodão nos dedões e nos calcanhares, local onde sempre saem bolhas. E por cima do algodão enchi de micropóro. O resultado foi bom, pois não piorei o estado dos meus dedos e não ganhei nenhuma bolha em toda a Trilha Inca. Fazia quase duas horas e meia que eu tinha chegado, quando apareceu o Diego meu parceiro de barraca. Ele estava com uma cara de cansado e contou que na metade do caminho pagou para um porteador levar sua mochila. Esse estratagema é muito utilizado na trilha, o pessoal paga para alguém levar suas coisas. Depois chegam em suas casas contando aos amigos que percorreram a Trilha Inca, que são fodões, mas omitem essa questão da mochila ter sido carregada por outro. Para mim não importa o que os outros fazem ou deixam de fazer na trilha, o que importa é que carreguei minhas coisas o tempo todo. E não fui fazer a Trilha Inca para mostrar ou provar algo para alguém. Fui fazer a Trilha Inca porque eu queria, porque esse tipo de aventura me atraí e também porque eu precisava mostrar para mim mesmo que eu estava curado dos muitos problemas que tive em 2010, principalmente os físicos.

Meu agora amigo Diego pediu emprestado meus lencinhos umidecidos para se limpar. Cedi os lenços a ele de bom grado. Ao menos nessa noite nossa barraca ficaria mais cheirosa e agradável. Ficar a toa na barraca estava sendo chato e resolvi dar uma saída. O tempo fechou de vez, ventava e fazia frio. Andei pelo acampamento, tirei algumas fotos, mas não encontrei ninguém para conversar. Estavam quase todos dentro de suas barracas descansando e fugindo do frio. Ao lado do acampamento corria um rio de águas cristalinas e fui até lá renovar meu estoque de água. Utilizei as pílulas antibacteria para garantir água pura. Depois fiquei na barraca de refeições com alguns argentinos que jogavam baralho. Eles também jogam “truco”, igual no Brasil. Como não gosto e não sei jogar “truco”, fiquei apenas os observando e papeando. No final da tarde o tempo fechou de vez e começou a garoar. Nós estávamos no fundo de um vale, com montanhas por todo lado, um lugar muito bonito. Ao redor muitas nuvens e neblina. Ás 17h00 teve café, onde serviram uns bolinhos muito bons.

Descobri que existiam dois banheiros no acampamento, um mais acima e outro abaixo de onde foram montadas nossas barracas. O de baixo era mais próximo e quando escureceu se tornou uma aventura ir até o banheiro. Era escuro a beça, precisava levar lanterna e para chegar até ele precisávamos atravessar uma pequena ponte de madeira. A chuva começou forte e não parou mais, choveu a noite toda. Ás 19h00min teve janta, a comida estranha de sempre que não era ruim, mas também não era boa. Depois da janta serviram outros tipos de chá e não o de coca. Acho que queriam que o pessoal dormisse. Tomei um chá de aniz, de gosto duvidoso. Logo fui para a barraca e quando eram quase 20h00min me deitei. O chá de aniz somado ao esforço físico do dia e o barulho da chuva, deram um resultado magnífico. Dormi como um anjo até o dia seguinte. Só tive sonhos bons e nem me incomodei com os roncos do Diego.

Amanhecer no acampamento e trechos da trilha.

Trechos da subida até o First Pass.

Trilha fora da mata, porteadores e Lhamas pastando.

No alto do First Pass.

Amontoado de pedras onde deixei uma de minhas pedras.

No alto do First Pass o marco dos 4.215 metros.

Várias fotos no alto do passo (First Pass).

A Trilha Inca no trecho de descida após o First Pass.

Descendo pela Trilha Inca.

Uma das poucas paradas para descanso durante a descida do passo.

Com a brasileira Marceli; em frente a barraca e na hora do almoço.

De bobeira pelo acampamento do segundo dia de triha.

Trilha Inca (1º dia)

Após passar pelo posto de controle e atravessar a ponte sobre o rio Urubamba, finalmente iniciei a caminhada pela Trilha Inca. Parecia que todos no grupo estavam ansiosos para iniciar logo a trilha. Para mim era a realização de um antigo sonho, justamente após sofrer muito com duas hérnias de disco, ter sido ameaçado de ficar torto, manco e até mesmo ir parar em uma cadeira de rodas. Nada disso aconteceu, consegui me recuperar com fé, dedicação ao tratamento médico, muito esforço e força de vontade. Fisicamente estava bem preparado, tinha treinado muito nas semanas anteriores, algumas vezes até três horas por dia. Ao dar os primeiros passos na Trilha Inca senti uma sensação boa e confesso que até me dei um pequeno beliscão pra ver se não estava sonhando. O beliscão foi algo meio instintivo e ri quando me vi fazendo tal bobeira. Meu maior receio era de sentir dores, de travar a perna e não conseguir terminar a trilha. Preocupava-me o peso da mochila nas costas, não sabia como minhas hérnias de disco iriam reagir a tal peso. Mas independente de tudo, eu daria o meu melhor, ia me esforçar e tentar provar a mim mesmo que estava curado de todos meus males. Pretendia percorrer toda a Trilha Inca e chegar em Machu Picchu, onde deixaria para trás todos os meus problemas, as coisas ruins e as pessoas que me fizeram ficar  mal. Para muitas pessoas a Trilha Inca e principalmente Machu Picchu tem um forte valor espiritual, algo  místico. Já li e ouvi relatos de pessoas que tiveram nesses locais experiências diversas, que encontraram ao percorrer a Trilha Inca a verdadeira razão de suas vidas, saíram dali mudadas, deram novos rumos ás suas vidas. Eu não sou nada místico, apenas sou uma pessoa que acredita muito em Deus e tem muita fé. E sou muito cético em relação ás coisas, por isso não sabia o que podia acontecer comigo após percorrer a Trilha Inca. Mas por via das dúvidas fiz algo que me ensinaram, peguei duas pedras e coloquei no bolso. Durante os dias na trilha fui conversando com essas pedras, contando a elas sobre minha vida, meus problemas, meus medos, meus sonhos e tudo o que gostaria de mudar em minha vida, ás coisas e pessoas que gostaria de afastar de vez de minha vida, tudo o que eu queria deixar para trás após sair da Trilha Inca. Deixaria uma dessas pedras pelo caminho e a outra em Machu Picchu.

O primeiro trecho da Trilha Inca foi difícil, era uma subida e como ainda não estávamos adaptados a caminhar na altitude com o ar rarefeito, foi meio cansativo esse início. Para compensar o cansaço tínhamos a paisagem, que para todos os lados que olhávamos era maravilhosa. Seguimos costeando uma montanha e abaixo de nós seguia o rio Urubamba. Do outro lado do rio mais montanhas e um vale que seguia junto ao rio, tudo muito bonito. No início estranhei ás muitas paradas para descanso, mas logo entendi que o motivo era para o pessoal não se cansar muito, ir se adaptando aos poucos. Comecei caminhando sozinho e depois de pedir para uma argentina tirar uma foto minha, iniciamos uma animada conversa e caminhamos um bom tempo juntos. O nome da argentina era Carolina e acabamos nos tornando bons amigos nos dias seguintes. Meu espanhol estava meio enferrujado, mas foi possível conversar sobre diversos assuntos, ela falando em espanhol e eu misturando espanhol com portunhol. Para quem fala espanhol é um pouco difícil entender o português. Já pra nós brasileiros é mais fácil entender o espanhol e falando em portunhol acabamos nos fazendo entender melhor. Nos dias seguintes alguns argentinos elogiaram meu espanhol. Fiquei na dúvida se estavam sendo sinceros ou caçoando de mim. Como eu era o único que falava português no grupo, tive que me virar no espanhol e a prática acabou ajudando e logo estava me expressando bem em espanhol, me fazendo entender pelos demais.

Com minha amiga Carolina caminhei boa parte da tarde e em alguns trechos a esperei, pois ela se cansava facilmente, ficava com falta de ar. Eu não queria forçar muito meu ritmo nesse primeiro dia, queria me poupar para o dia seguinte, que seria o mais difícil de todos. A trilha sempre subia e em alguns trechos era plana. No início víamos algumas casas simples ao lado da trilha e por nós passava vez ou outra algum morador. Comentei com a Carolina sobre ás crianças que vimos pelo caminho, que possivelmente passariam a vida toda naquele lugar, nem sabiam muito sobre o mundo, sobre nossa maneira de viver, nossos valores. Então chegamos á conclusão que não devíamos sentir pena delas por isso, pois possivelmente seriam mais felizes do que nós, não conhecendo muitas das coisas ruins que conhecemos, como violência, estresse, depressão, trânsito ruim e outros males das grandes cidades onde vivemos. Aquelas crianças iam crescer e viver num lugar bonito, com ar puro, no meio da natureza, sem muitas das comodidades que a vida moderna nos oferece, mas também sem muitos dos problemas que essa mesma vida moderna nos trás.

No meio da tarde fizemos uma parada mais longa, para o almoço. Eu que sou chato para comida, estava meio temeroso com relação ao que iria encontrar pela frente nas refeições. E fui preparado para o pior. Seguiria a risca o conselho que me foi dado de não visitar nunca a barraca onde eram feitas as refeições. A mesa do almoço foi montada dentro de uma barraca grande e todos os 29 membros do grupo se espremeram dentro dela, sentados em pequenos bancos. Eu preferi ficar numa das pontas. Primeiro foi servida uma sopa de repolho. Os guias traziam os pratos da cozinha e entregavam para quem estava numa das pontas da mesa e esse passava o prato para quem estava ao seu lado, que passava para o outro ao seu lado e assim sucessivamente até chegar ao último da mesa. Logo percebi que tal sistema era prático, mas não muito higiênico, pois muita gente pegava na borda do prato com ás mãos sujas e fatalmente alguma, ou várias bactérias iam parar no alimento. Mas como quem está na chuva é pra se molhar, o jeito era não se preocupar muito com ás coisas e aprender a conviver com ás mínimas condições de conforto e higiene. Se eu quisesse conforto e higiene total, não estaria ali, mas sim em algum outro lugar que me oferecesse tais coisas. Então o jeito era abstrair e levar tudo numa boa. Até  me lembrei dos tempos de Exército e das comidas ruins e estragadas que tantas vezes comi. E não morri por isso, até saí de lá mais forte  e gordinho. A sopa de repolho não era lá muito saborosa, mas deu pra engolir. Depois veio o prato principal, macarrão, fiapos de omelete e batata. A quantidade de comida nos pratos não era muita, mas ninguém reclamou. Achei que um dos motivos era porque comer muito em alta altitude dificulta a digestão e causa mal estar. Depois um dos guias falou que era esse mesmo o motivo de a comida não ser tão farta. De qualquer forma acho que ninguém passou fome. Na mesa era comum um doar aos que comiam mais, parte da comida que não gostavam ou que não conseguiam comer. Após o almoço foi servido chá de coca bem quente, pra ajudar na digestão e para dar uma força extra para o pessoal. O chá de coca não vicia, não é alucinógeno e não faz mal. Ele apenas ajuda a combater o mal estar causado pelo ar rarefeito. O sabor do chá não agradava muito meu paladar, mas mesmo assim eu tomava sempre e sem açúcar. Também foram distribuídas folhas de coca e guardei algumas no bolso para mascar em momentos que me sentisse muito cansado. A folha de coca, a exemplo do chá também não vicia ou tem efeito alucinógeno. Ela ajuda no combate ao mal estar e da uma força extra. Tanto a folha de coca quanto o chá, são consumidos naquela região a centenas de anos e não causam mal algum.

Após o almoço tivemos uma hora de descanso e então voltamos a caminhar pela trilha. Antes de nós partiram os “porteadores”, carregadores que levam nas costas os equipamentos para acampamento e a comida a ser consumida nos três dias de trilha. Pela lei não podem carregar mais de 25 kg cada um, mas mesmo assim o peso que levam requer muito esforço numa altitude tão alta. De qualquer forma é assim que ganham a vida e sustentam suas famílias. Continuei caminhando ao lado da Carolina e muitas vezes parei para tirar fotos da bela paisagem. Teve um trecho curto de subida que foi muito difícil e o ar faltou muitas vezes. O guia falou que aquele trecho era apenas uma pequena amostra do que nos esperava no dia seguinte. Fizemos mais algumas paradas rápidas para descanso e após chegarmos a um local plano no alto de uma montanha, um dos guias falou que teríamos uma surpresa. Dividiram o grupo em dois e cada pequeno grupo seguiu um dos guias. Meu grupo foi até um canto da montanha e lá do alto avistamos embaixo no vale uma antiga vila inca, chamada Llactapata. Essa vila inca com terraços cultiváveis, era um local para cerimoniais e por volta de 1536 foi queimada pelos incas, para evitar que fosse tomada pelos espanhóis. A vista da vila era maravilhosa e sentamos para ouvir o guia Juan Carlos, contar a história do lugar. Eu não consegui ficar sentado muito tempo e ao mesmo tempo que ouvia suas explicações, aproveitava para tirar fotos e caminhar por perto do grupo. Após uma hora prosseguimos em nossa caminhada e passamos ao lado de um antigo forte inca, mas não pudemos parar para visitá-lo. Após tantas subidas, finalmente começamos a descer um pouco. Seguimos em direção a um vale cercado de montanhas por ambos os lados e ao lado da trilha tinha um rio de águas cristalinas. Caminhamos até o final da tarde e pouco antes de escurecer chegamos a Wayllabamba, a última comunidade existente na Trilha Inca e onde já estava armado nosso acampamento. Esse local ficava no fundo de um vale a 3.000 metros de altitude.

Na hora de dividir o grupo nas barracas, os dois casais ficaram sozinhos em barracas e o restante do pessoal deveria ficar três em cada barraca. Daí um argentino (Diego) me perguntou se eu gostaria de dividir uma barraca com ele. Falei que sim e por sermos os dois “grandes” o guia autorizou que ficássemos somente em dois numa barraca. Arrumei minhas coisas no lado direito da barraca e fui tomar meu banho de gato. Molhei uma pequena toalha, passei pelo corpo e depois fiz o mesmo com lencinhos umedecidos e perfumados. Coloquei uma camiseta limpa e me senti revigorado, limpinho e cheiroso. As meias, a calça e a cueca permaneceram sendo ás mesmas. Já meu companheiro de barraca apenas trocou a camiseta e o cheiro de suor e chulé vindos do lado dele da barraca não eram nada agradáveis. Arrumei meu saco de dormir, enchi meu travesseiro inflável e tive a grande idéia do dia; coloquei o casaco que comprei no dia anterior em Cuzco e que era grosso e macio, debaixo do saco de dormir na região onde ficaria minhas costas. Testei minha “cama” e aprovei o uso do casaco como colchão por baixo do saco de dormir, pois ficou muito macio. Senti muita falta do colchão de ar que costumo usar para dormir quando vou acampar ou fazer caminhadas. Ele pesa dois quilos e meio quando está vazio, o que tornou inviável levá-lo para a Trilha Inca. Descansei um pouco, comi uns chocolates e fui jantar. O esquema era o mesmo do almoço e de entrada foi servida uma sopa de legumes, com poucos legumes e muita água. Depois teve o prato principal que consistia de arroz, legumes e truta. Não como peixe e doei meu pedaço de truta a um argentino (Jesus)  que estava sentado ao meu lado. Nos dias seguintes acabamos ficando bons amigos. Após a janta teve de sobremesa um negócio vermelho feito com milho, que parecia gelatina mole, mas que estava gostoso. Por último foi servido um chá diferente cujo nome não lembro. A temperatura baixou bastante e antes das nove todos se recolheram para suas barracas. Lembrei que era noite de lua cheia e resolvi esperar um pouco pra ver a lua surgir por cima das montanhas. A espera valeu a pena e pouco após ás nove horas a lua deu ás caras. Ela estava muito brilhante e clareou todo o vale onde estávamos e deixou melhor definido o perfil das montanhas em volta. Foi uma das noites de lua cheia mais bonitas que vi na vida. Fui o único que ficou no frio presenciando tal espetáculo da natureza, ninguém mais viu. Pena que é impossível captar tamanha beleza através de uma fotografia ou gravação. Foi o tipo de experiência que ficará gravada na memória para sempre. Pouco antes das dez entrei na barraca e a temperatura despencava. Diego roncava alto no seu lado da barraca. Entrei no saco de dormir e fiquei um tempo pensando na vida, depois adormeci. Acordei três vezes durante a noite, por culpa da inclinação do local onde a barraca foi armada. Durante o sono eu ia escorregando aos poucos e tinha que vez ou outra levantar e puxar o saco de dormir de volta para a parte mais alta da barraca. Fora esse imprevisto a noite foi muito boa, dormi bem e até sonhei. E melhor não contar o sonho aqui… rs!!! 

Ps1: antes de iniciarmos a trilha foi feita uma apresentação, onde falamos nossos nomes e idades. Eu, com 40 anos era o mais velho do grupo. A maioria do pessoal estava na faixa etária entre 20 e 28 anos. 

Ps2: durante todo o primeiro dia de trilha me chamaram de “brasileiro”. A única exceção foi minha amiga Carolina que me chamava de Vander ou Vanderlei e também sua amiga Roxana, que me chamava de Vander ou Bander. Um dos guias me chamava de “Brasil”.

Iníco da trilha e ponte sobre o rio Urubamba.

Primeiros passos pela Trilha Inca e parada para descanso.

Após muita subida um pouco de terreno plano.

Llactapata

O guia Juan Carlos contando a história de Llactapata.

Curtindo a vista no meio das montanhas.

Parte final do primeiro dia de Trilha Inca.

Hora da janta.

Trilha Inca

Trilha Inca, ou Caminhos Inca é o nome que se dá ao extenso sistema de caminhos construído durante o Império Inca. Todos os caminhos da América do Sul direcionavam a Cuzco, a principal metrópole sul-americana do período pré-colombiano, legado de uma antiga tradição cultural. Foi usado pelos conquistadores espanhóis para dirigir-se a Bolívia, Chile e as cordilheiras argentinas. Esta rede de estradas se estendia do centro do Equador até a região central do Chile, ao sul, e da costa do oceano Pacífico até as encostas orientais dos Andes. O percurso deste trecho famoso que é conhecido como Trilha Inca e começa no km 82 da ferrovia Cuzco/Quillabamba, atravessa as montanhas acima da margem esquerda do rio Urubamba e chega até Machu Picchu depois de 4 dias de caminhada. São cerca de 42km de extensão e a altitude máxima é de 4215 metros.

Durante o primeiro dia de caminhada o terrenos é liso, sem pedras (calçamento), mas sobe continuamente. Alguns consideram esse como o dia mais difícil de todo a Trilha Inca, pois apesar de ainda não se chegar às grandes alturas o organismo ainda não está bem adaptado e sofre-se muito com os efeitos da altitude também conhecido como “soroche” ou “mal da montanha”. No segundo dia de caminhada a trilha fica cada vez mais íngreme e o terreno cada vez mais irregular. A trilha eleva-se abruptamente em direção à primeira passagem, Warmiwañuska (passagem da mulher morta) a 4.200 metros acima do nível do mar. Geralmente venta bastante neste local e o frio é intenso devido à altitude elevada. É um momento para sentar, descansar e admirar as lindas paisagens, mesmo que o tempo esteja nublado. De Warmiwañuska a trilha é marcada por grandes descidas e algumas pequenas subidas. Muitos trechos possuem calçamento original inca. Ao longo deste percurso existem os sítios arqueológicos de Runkuraqay, Sayacmarka, Puyupatamarka e Wynaywayña.

Os nomes da maioria dos lugares ao longo da trilha são originários da língua Quéchua e foram adaptados pelo do norte-americano Hiran Bingham em sua expedição de 1915. Runkuraqay (pilha de ruínas) está a 3.850 metros de altitude. Por causa de sua posição e da disposição de seus compartimentos, acredita-se que o edifício tenha sido um tambo, um tipo de posto para os viajantes que seguiam a trilha até Machu Picchu. Tinha áreas com dormitórios para os viajantes e instalações de estábulo para seus animais domesticados. As paredes desta construção são do tipo “pirka”.  Sayacmarka foi explorada pela segunda expedição de Bingham em 1915, que lhe deu o nome de Cedrobamba (planície de cedros). Em 1941 uma expedição liderada por Paul Fejos explorou novamente o lugar e rebatizou-a como Sayaqmarka, considerando sua localização geográfica que domina visualmente todo o vale do rio Aobamba. Dentro da cidadela existem diversas construções feitas com certa complexidade por terem sido adaptadas à forma da montanha, incluindo-se um aqueduto de pedra que uma vez levou água para o local. As paredes são sólidas e a forma da fortaleza pode ser vista facilmente de longe.

Puyupatamarka (lugar sobre as nuvens) está a 3.680 metros de altitude. Assim como os outros, este grupo arqueológico também foi descoberto por Bingham em 1915, mas foi Paul Fejos quem em 1941 o rebatizou com o nome de “Puyupatamarka” em razão de que este lugar, quase sempre, se acha por sobre a neblina e as nuvens que se formam nos vales ao redor. Estas ruínas estão numa área de onde visualmente é possível controlar um amplo território e possivelmente foi um importante núcleo administrativo e religioso. Destaca-se neste conjunto uma plataforma de forma quase ovalar e uma série de estruturas retangulares alinhadas ao longo de um dos lados com canais por onde ainda escorre a água a partir do nível mais alto. Alguns acreditam que essas estruturas eram banhos com alguma função ritual. Wynaywayña foi revelada por Paul Fejos em 1941. Posteriormente, em 1942, o arqueólogo peruano Julio C. Tello rebatizou o lugar com o nome de Wiñaywayna (jovem para sempre) que também é o nome quéchua de uma espécie de orquídea, muito comum nas redondezas. Neste grupo arqueológico se encontram diversas construções bem trabalhadas, entre elas se destaca uma na parte superior conhecida como “torre” construída parcialmente com pedras trabalhadas; uma sucessão de 10 fontes rituais do lado direito que são clássicas em todos os povoados importantes e também o setor agrícola com grande quantidade de terraços artificiais. Mais abaixo estão outras construções na borda do precipício, com paredes do tipo “pirka”, de onde se tem uma vista maravilhosa da parte inferior das montanhas. Em direção ao noroeste chega-se até “Intipata” (lugar do sol) consistindo essencialmente de terraços artificiais para uso agrícola.

A etapa final da Trilha Inca a partir de Wiñaywayna é através de um impressionante caminho talhado com maestria na montanha, em cujo lado direito está um profundo precipício. É uma caminhada fácil, seguindo pela trilha larga e por entre um bosque bem arejado. Depois de mais ou menos uma hora, a trilha se estreita em degraus que conduzem acima até uma pequena estrutura de pedra com um chão de grama de alguns metros quadrados. Este é Intipunku (porta do sol) situado à 2.650 metros de altitude. Possivelmente foi uma espécie de alfândega para controlar a entrada de quem chegava à eterna cidade. De Intipunku se tem a fantástica visão panorâmica de Machu Picchu. Pela conjunção destas intrigantes ruínas com as espetaculares paisagens que oferece aos viajantes durante os dias de caminhada a Trilha Inca é uma das rotas de trekking mais famosas do mundo. Percorrer a Trilha Inca é reviver o modo como os incas faziam para chegar a Machu Picchu. Devido à altitude e ao esforço requerido nos dois primeiros dias de caminhada é um momento de superação e um desafio pessoal.

Mapa da Trilha Inca.

Trecho da Trilha Inca no primeiro dia.

Trilha com calçamento, no segundo dia.

Trecho da trilha percorrido no terceiro dia.

Trecho da trilha no final do terceiro dia.

Ollantaytambo

Minha primeira noite em Cuzco não foi das melhores no quesito sono. Dormi muito mal, acordei várias vezes com falta de ar, tive sonhos ruins. Sei que levantei ás seis da manhã no maior bagaço e pra piorar ás três noites seguintes seriam no meio das montanhas, dormindo em barraca. Se no conforto da cama do hotel dormi mal, fiquei preocupado em como seriam as noites seguintes. Caindo de sono terminei de arrumar minhas coisas, fui até a portaria do hotel e deixei uma mochila para ser guardada no depósito. É meio que praxe todos os hotéis e hostels terem um depósito para que os hóspedes deixem algo guardado enquanto vão fazer alguma trilha ou então seguem para Machu Picchu. Não me cobraram nada pelo serviço de guardar a mochila, talvez em razão de eu ter feito uma nova reserva para quando voltasse da Trilha Inca. Eu ainda sentia enjôo, falta de ar e tonturas, então tomei uma pílula para altitude, que tinha comprado no dia anterior, tomei uma xícara de chá de coca e masquei algumas folhas de coca. No hotel tinha uma mesinha num canto com chá de coca para os hóspedes e também uma cestinha com folhas de coca. O sabor da folha de coca não é dos melhores, a boca fica meio adormecida. Sei que pouco tempo depois eu já me sentia melhor, acredito que a combinação  pílula + chá de coca +  folha de coca, fez um efeito mais imediato. 

Fiquei quase uma hora na calçada em frente ao hotel esperando que alguém da agencia de turismo fosse me buscar. Nesse tempo pelo menos uns cinqüenta taxis passaram na rua em frente e buzinaram para mim. Parece que na cidade existem mais taxis do que carros de passeio e os motoristas têm o péssimo hábito de buzinar para todos os estrangeiros que eles vêm na rua, na esperança de que algum resolva seguir no seu taxi. Sei que é algo irritante, ás vezes passavam três taxis juntos e os três buzinavam. Finalmente apareceu alguém da agencia, era a Glória, uma peruana que seria uma das guias na Trilha Inca. Fui com a Glória até um ônibus estacionado perto do hotel. Eu fui o último a embarcar e ali mesmo se iniciou uma chamada para conferir se não faltava ninguém. Os hispanos não conseguem pronunciar meu nome corretamente, isso acontecia muito no tempo em que eu vivi nos Estados Unidos. Eles não conseguem pronunciar o “V”, que pra eles tem o som de “B”. Então meu nome que é “José Vanderlei”, acaba sendo pronunciado como “Rosé Banderlei”, o que para mim é algo horrível. Felizmente nos dias seguintes todos passaram a me chamar de Vanderlei ou de Vander, mesmo que errando na pronúncia, mas isso é bem melhor do que o “Rosé”.  Após umas três ou quatro chamadas, finalmente resolveram pegar a estrada. Fiquei no fundo do busão e  próximo a mim iam dois caras com cara de estrangeiros, que depois vim a descobrir serem da Inglaterra e do Canadá. Logo na saída da cidade percebi que a periferia é muito pobre, com casas construídas nos morros. Desde março de 2010 quando a região sofreu com ás chuvas, no que foi chamada de enchente do século, parte dos trilhos do trem que iam de Cuzco até Aguas Calientes (pequena cidade aos pés de Machu Picchu) foram destruídos e por essa razão parte do trajeto tem que ser feito de ônibus. Na estrada fiquei assustado com a velocidade que o motorista conduzia o ônibus, tirando fina de outros veículos. Como estava com sono resolvi encostar minha cabeça na janela e logo adormeci. Fui acordar quase duas horas depois, quando chegamos ao pequeno vilarejo de Ollantaytambo, no km 68. Os guias avisaram que ali seria o último lugar onde poderíamos comprar por preços justos equipamentos que faltassem, água e algum tipo de comida. 

O vilarejo é muito interessante, com uma enorme praça central, algumas lojas e pequenos prédios em volta. Ao lado do vilarejo dá pra ver montanhas muito altas e bonitas e também algumas ruínas de construções incas. O que mais me chamou atenção foi que numa das calçadas existe um tipo de caneleta por onde corre água que vem das montanhas. A água é limpa e gelada. Andei pelas proximidade e vi que essa canaleta na calçada também passa bem na porta de algumas casas. Aproveitei para usar o banheiro de um mercadinho e esse foi o último banheiro descente que usei em quatro dias. Logo voltamos para o ônibus e pegamos a estrada novamente. Fomos através de uma estradinha ruim que seguia por um vale e passava bem perto dos trilhos do trem. Seguimos até o km 82, onde paramos e desembarcamos junto com nossas mochilas. 

No meu grupo eram 59 pessoas, que foram subdivididas em dois grupos. Fui parar num grupo de 29 pessoas. Eu, dois colombianos e 26 argentinos. Por sorte sempre me dei bem com argentinos e principalmente com argentinas. No outro grupo cujo guia falava inglês, ficaram alguns canadenses, ingleses, australianos e… argentinos. No início não entendi o porquê de tantos argentinos, mas depois conversando com alguns, vim descobrir que em razão da moeda deles estar muito desvalorizada, eles procuram destinos turísticos onde o valor da moeda não seja dos piores, como é o caso da Bolívia e do Peru. Em vez de irem em peso ao Brasil como faziam antes, agora é mais barato ir pra mais longe, pois no Brasil a moeda deles vale somente a metade, enquanto no Peru tem quase o mesmo valor que a moeda local. 

Após acertamos os últimos detalhes e verificarmos nosso equipamento, fomos em direção ao posto de controle da trilha. No caminho paramos em frente a uma placa que indica o início da Trilha Inca, e onde tradicionalmente todos os grupos que por lá passam, tiram uma foto em frente. Com nosso grupo não foi diferente e após várias fotos seguimos até o posto de controle. Eu era o último da fila, na minha frente tinha um argentino com a cara do Che Guevara quando mais moço e ainda por cima ele usava um boné igual o utilizado pelos revolucionários de Fidel Castro e de Che Guevara,  na Revolução Cubana, inclusive com uma bandeira cubana pregada na lateral. Sei que nos dias seguintes todos passaram a chamar esse argentino pelo nome Che. Passei pelo posto de controle sem nenhum problema e ganhei uma carimbo em meu passaporte. A sensação era de estar entrando em um outro país, devido ao tipo de controle feito para entrar no “Santuário Histórico de Machu Picchu”. Ali iniciava a aventura, era o começo do sonho…

Ollantaytambo

A calçada com a canaleta de água e alguns moradores locais.

Caminhando pelas calçadas de Ollantaytambo.

Ruas de Ollantaytambo e ruínas incas nas montanhas próximas.

A tradicional foto em frente a placa no início da Trilha Inca.

Cuzco

Cuzco é uma cidade muito alta, com 3.310 metros de altitude. Seu nome significa “umbigo”, no idioma quíchua (língua Inca) e por isso é chamada pelos locais de “umbigo do mundo”. Sua população atual é de cerca de 300 mil habitantes. Sua principal característica é ter a cidade colonial espanhola assentada sobre a cidade inca, feita com as maiores pedras do império e as mais arredondadas, preservando seu traçado e sua engenharia e hidráulica. Um dos pontos turísticos mais visitados da cidade é o Templo do Sol dos Incas, ou Coricancha. Esse templo foi um dos mais importantes lugares de culto do Império Inca, edificado em honra ao sol. Muitas de suas paredes eram revestidas em ouro na direção ao sol nascente. Em seu interior haviam muitos tesouros, saqueados na colonização espanhola. Hoje abriga o Convento de Santo Domingo. Outra visita obrigatória na cidade é a pedra dos 12 ângulos e uma torre reconstruída após o terremoto de 1650. A Plaza de Armas ou Plaza Mayor, ladeada por construções que abrigam nos recuos corredores de lojas de artesanato, é o ponto de encontro da cidade. Ajardinada, ampla, festiva, com cenários inesquecíveis vistos de qualquer de seus quatro lados.

Cuzco se expande pelo vale que forma o rio Huatanay e pelos montes vizinhos. Seu clima é geralmente seco e temperado. Tem duas estações definidas: uma de secas entre abril e outubrro, com dias ensolarados, noites frias e temperatura média de 13 °C; e outra chuvosa, de novembro a março, temperatura média de 12 °C. Nos dias ensolarados a temperatura alcança 20 °C. Por sua antiguidade e importância histórica, o centro da cidade conserva muitos edifícios, praças e ruas de épocas pre-hispânicas assim como construções coloniais, o que motivou ser declarada Patrimônio Mundial em 1983, pela UNESCO.

Cuzco era o mais importante centro administrativo e cultural do Império Inca. Depois do fim do império, em 1532, o conquistador espanhol Francisco Pizarro, invadiu e saqueou a cidade. A maioria dos edifícios incas foi arrasada pelos clérigos católicos com o duplo objetivo de destruir a civilização inca e construir com suas pedras e tijolos as novas igrejas cristãs e demais edifícios administrativos dos dominadores, desta forma impondo sua pretensa superioridade européia. A maioria dos edifícios construídos depois da conquista é de influência espanhola com uma mistura de arquitetura inca, inclusive a igreja de Santa Clara e San Blas. Freqüentemente, são justapostos edifícios espanhóis sobre as volumosas paredes de pedra construídas pelos incas. De forma interessante, o grande terremoto que ocorreu na cidade em 1950, destruiu uma construção de padres dominicanos, expôs que esta fora erigida em cima do Templo do Sol, que curiosamente resistiu firmemente ao terremoto. Esta teria sido a segunda vez que aquela construção dos dominicanos fora destruída, sendo que a primeira vez fora no terremoto de 1650 quando a construção espanhola era bem diferente.

Outros exemplos da arquitetura inca são: a fortaleza de Machu Picchu que se situa no final da Estrada Inca (Trilha Inca), a fortaleza Ollantaytambo, e a fortaleza de Sacsayhuaman que fica aproximadamente a dois quilômetros de Cuzco. A área circunvizinha, situada no vale de Huatanay, tem uma agricultura forte, com o cultivo de milho, cevada, quinino, chá e café, além da mineração de ouro. Por dados arqueológicos e antropológicos estudou-se o verdadeiro processo da ocupação de Cuzco. O consenso aponta a que, devido ao colapso do reino de Taypiqala, produziu-se a migração de seu povo. Este grupo de cerca de 500 homens teria se estabelecido paulatinamente no vale do rio Huatanay, processo que culminaria com a fundação de Cuzco. É desconhecida a data aproximada, porém, graças a vestígios, há um consenso que o local onde se localiza a cidade já se encontrava habitado há 3000 anos. Porém, considerando unicamente seu estabelecimento como capital do Império Inca (meados do século XIII), Cuzco aparece como a cidade habitada mais antiga de toda América. Foi a capital e sede de governo do Reino dos incas e seguiu sendo ao iniciar-se a época imperial, tornando-se a cidade mais importante dos Andes. Esta posição lhe deu proeminência e a converteu no principal foco cultural e eixo do culto religioso. Atribui-se ao governante Pachacuti ter feito de Cuzco um centro espiritual e político. Pachacuti chegou ao poder em 1438, e ele e seu filho Túpac Yupanqui dedicaram cinco décadas à organização e conciliação dos diferentes grupos tribais sob seu domínio, entre eles os Lupaca e os Colla. Durante o período de Pachacuti e Túpac Yupanqui, o domínio de Cuzco chegou até Quito, ao norte, e até o rio Maule, ao sul, integrando culturalmente os habitantes de 4.500 quilômetros de cadeias montanhosas.

Os conquistadores espanhóis souberam desde sua chegada ao que é hoje território peruano que sua meta era tomar a cidade de Cuzco, capital do império. Logo ao capturar o inca Atahualpa em Cajamarca, iniciaram sua marcha até Cuzco. No caminho fundaram muitas cidades. A luta pela capital foi encarniçada, porém, da mesma forma que nos demais combates, os conquistadores obtiveram a vitória. Em 15 de novembro de 1535, Franscico Pizarro estabeleceu o domínio espanhol na cidade de Cuzco, estabelecendo como Praça de Armas, o local que ainda mantém a cidade moderna e que era também a praça principal durante o império inca e que se encontrava rodeada dos palácios dos soberanos incas. No lado norte iniciou-se a construção da Catedral. Pizarro outorgou a Cuzco a denominação “Cuzco, Cidade Nobre e Grande” em 23 de março de 1534..

A cidade se converteu em um importante centro comercial e cultural dos Andes centrais, já que se encontrava nas rotas entre Lima e Buenos Aires. Porém, a administração do vice-reinado preferiu a povoação de Lima (fundada dois anos depois da tomada de Cuzco, em 1535) e principalmente a proximidade desta com o porto natural que seria Callao para estabelecer a cabeceira de seus domínios na América do Sul. A cidade já é mencionada no primeiro mapa conhecido sobre o Peru. Cuzco tornou-se o centro da administração do Vice-reino do Peru no sul do país, sendo no início a povoação mais importante, em detrimento das cidades recentemente fundadas de Arequipa e Moquegua. Sua população era principalmente de indígenas pertencentes à aristocracia inca a quem se respeitou alguns de seus privilégios. Também se radicaram alguns espanhóis. Nessa época iniciou-se o processo de mestiçagem cultural que hoje marca a cidade. O desenvolvimento urbano viu-se interrompido por vários terremotos que, em mais de uma ocasião, atingiram a cidade. Em 1650 um terremoto violento destruiu quase todos os edifícios coloniais. Em 1780 a cidade de Cuzco viu-se convulsionada pelo movimento iniciado pelo cacique José Gabriel Condorcanqui, Tupac Amaru II que levantou-se contra a administração espanhola. Seu levantamento foi sufocado depois de vários meses de luta, quando foram postas em xeque as autoridades espanholas estabelecidas em Cuzco. Tupac Amaru II foi vencido, feito prisioneiro e executado cruelmente junto com toda sua família na Praça de Armas de Cuzco. Ainda hoje existe, na lateral da Igreja da Companhia de Jesus, a capela que serviu de prisão ao líder. Este movimento se expandiu rapidamente por todos os Andes e marcou o início de processo de emancipação sulamericano.

O Peru declarou sua independência em  1821 e a cidade de Cuzco manteve sua importância dentro da organização político-administrativa do país. De fato, criou-se o departamento de Cuzco que abrangia inclusive os territórios amazônicos até o limite com o Brasil. A cidade foi a capital deste departamento e a cidade mais importante do sudeste andino. A partir do século XX, a cidade iniciou um desenvolvimento urbano num ritmo maior que o experimentado até esse momento. A cidade estendeu-se aos vizinhos distritos de Santiago e Wanchaq. Em  1911, partiu da cidade a expedição de Hiran Bingham que o levou a descobrir as ruínas incas de Mchu Picchu.

Em 1950 um terremoto sacudiu a cidade causando a destruição de mais de um terço de todos seus edifícios. A cidade começou a constituir-se como um foco importante de turismo e começou a receber um maior número de turistas. Desde os anos 1990, a atividade turística tomou um especial papel na economia da cidade com a consequente ampliação de atividades hoteleiras. Atualmente Cuzco é o principal destino turístico do Peru.

A catedral de San Blas, na Plaza de Armas.

Uma das belas ruas de Cuzco.

Nos becos de Cuzco.

Plaza de Armas.

Ruas de Cuzco.

Em Cuzco

Caminhando sob chuva e a cada minuto mais aliviado por ter recuperado minha mochila, fui seguindo meio sem rumo pelas ruas da cidade. Resolvi entrar numa lan house para fugir da chuva e também pra dar notícias ao pessoal de casa. Perguntei onde ficava a Plaza de Armas, que é o centro da cidade e em cuja região pretendia me hospedar. E junto perguntei sobre a rua onde ficava a agência onde eu devia fazer o pagamento da segunda parcela do pacote para a Trilha Inca. No Brasil eu havia pago 50% do valor para a empresa Brasil de Mochila e agora deveria quitar o restante junto a agencia local e obter informações para a partida rumo a Trilha Inca no dia seguinte. Descobri que estava bem próximo de ambos os endereços que procurava, então resolvi seguir a pé. Primeiro passei na agencia do senhor Rimber, mas o mesmo não estava. Então resolvi seguir para a Plaza de Armas. Após caminhar alguns metros senti uma forte tontura e então me lembrei do mal de altitude, mais conhecido como soroche. Os sintomas do soroche são: dor de cabeça, tontura, dores de estômago e cansaço. A cidade de Cuzco fica a 3.400 metros acima do nível do mar, nessa altitude o ar tem baixa pressão atmosférica e conseqüentemente menos oxigênio. Com baixa pressão de oxigênio, os glóbulos vermelhos (hemácias) não conseguem pegar a quantidade mínima de oxigênio para o correto funcionamento do metabolismo e não “rendem” o que deveriam. Resumindo, fiquei com dor de cabeça e dificuldade para respirar, no popular, me faltava ar. Também fiquei meio tonto, parecia que minha antiga labirintite tinha vindo fazer uma visita. Diante de tal quadro acabei não conseguindo encontrar o hotel que tinha visto na internet e acabei entrando em um que achei simpático e cujo preço era igual ao que pesquisei na net. O hotel estava bem localizado, muito próximo a Plaza de Armas, que é o point da cidade.

Fiz os tramites burocráticos e me hospedei no Hotel Sol Plaza Inn. O hotel era simpático e mais tarde descobri que o local tinha sido o antigo Palácio Qasana, residência do Inca Pachacuteca. Descansei um pouco e logo saí para comprar alguns itens que faltavam para levar para a Trilha Inca. Também aproveitei para passar em uma farmácia e comprar algumas Sorojchi Pills, pílulas que ajudam a combater o mal de altitude. Não precisei comprar uma caixa, me venderam quatro pílulas a granel. Liguei para o dono da agência e ele mandou uma funcionária até o hotel receber o restante do pagamento pela Trilha Inca e também me explicar os detalhes finais do que estava contratando. Voltando para meu quarto, no caminho vi duas moças e notei sobre uma mesa onde uma delas separava alguns papéis, uma identidade brasileira. Puxei conversa e descobri que eram quatro amigas viajando juntas, todas do Rio de Janeiro. Três estava fazendo aniversário meio juntas e me convidaram pra mais tarde comer o bolo. Saí mais algumas vezes do hotel para conhecer as redondezas e também para comprar água e um bastão para caminhada, o que seria muito útil na trilha.

Sentia-me cada vez mais tonto e tomei um pouco de chá de coca e masquei algumas folhas de coca. O gosto era horrível, mas deu uma boa aliviada na tontura. Andei mais um pouco pelas proximidades do hotel, comprei água, chocolate e um casaco. Estava fazendo frio em Cuzco e fiquei com receio de que na Trilha Inca estivesse muito frio e os casacos que trouxera do Brasil não fossem suficientes. Voltei ao hotel e encontrei ás quatro cariocas: Renata, Alessandra, Patrícia e Fabiana. Cantamos parabéns, comemos bolo e conversamos um pouco. Elas iam embora de Cuzco naquela noite, rumo à cidade de Puno. Despedi-me delas, deixei o endereço do blog e fui para o quarto descansar e arrumar minha mochila para no dia seguinte encarar a Trilha Inca. Arrumar a mochila foi complicado, pois não podia levar muito peso pra carregar na trilha, pois além do peso tornar a caminhada mais difícil, venho de duas hérnias de disco e não posso arriscar a exagerar no peso e machucar minha coluna novamente. Sei que fiquei um longo tempo colocando e tirando coisas da mochila, até que cheguei numa definição do que levaria. No final a mochila pesava uns 12 quilos e como nesse peso estavam computados duas garrafas de água e alguns biscoitos e chocolate, a tendência era que o peso da mochila fosse ficando menor a cada dia de caminhada. Levei água suficiente para o primeiro dia e meio e algumas pílulas bactericidas para colocar na água que pegaria nas montanhas após meu estoque de água engarrafada acabar.

Antes de ir dormir resolvi ir fazer um lanche e como não sou fã de comidas locais, me garanti indo no único McDonalds da cidade, que ficava a pouco mais de 100 metros do hotel. Na fila do caixa um cara ficou me olhando e perguntou se eu era brasileiro ao me ouvir falar “obrigado” e não “gracias” para a atendente do caixa. Esse brasileiro estava com mais quatro amigos e fiquei um pouco conversando com eles. Na hora de sair vi minhas quatro amigas cariocas numa mesa e fui me sentar com elas. Elas iam pegar o ônibus para Puno, na praça em frente ao Mac. Fui com elas até o local do embarque, nos despedimos e voltei para o hotel dormir. Os próximos dias seriam difíceis, três noites dormindo em barraca, comida que não seria das melhores, frio, chuva, calor, mosquitos, altitudes acima de três, quatro mil metros. Resumindo, um grande desafio, uma grande aventura, ao mesmo tempo que era excitante pensar nos próximos dias, dava um certo frio na barriga ao pensar em tudo o que poderia acontecer. Mas ia fazer algo que desejava fazer havia vários anos, realizar uns dos sonhos pendentes de minha lista de sonhos e vontades a realizar antes de morrer. E nesse turbilhão de pensamentos adormeci. Acordei algumas vezes com falta de ar e tive uma noite horrível sofrendo com o mal de altitude.

Chegando em Cuzco, com frio e chuva, e eu de chinelo...

A fachada e a rua do hotel onde me hospedei.

Na esquina do hotel fotografei essas estátuas.

Catedral na Plaza de Armas, no final da tarde e a noite com lua cheia.

Uma das praças do centro de Cuzco.

Comendo bolo com ás novas amigas cariocas.

Fabiana, Renata, Alessandra, Patricia e Vander, no MacDonalds.

Viagem Lima/Cuzco – parte 2

Acordei ás 7h00min, com os pés congelados. Olhei pela janela e vi infinitas montanhas, de uma beleza sem fim. Logo chegamos a um pequeno povoado e foi feita a primeira parada na viagem onde os passageiros podiam descer do ônibus. Era um local com vários banheiros um ao lado do outro, todos mal cuidados, sujos. Ao lado tinha uma pequena lanchonete. Escovei os dentes e quando senti o perfume vindo dos banheiros achei melhor me manter longe deles. Preferi olhar a paisagem ao lado. Revi a australiana loira, que ao passar por mim deu um oi, com cara de quem tinha tido uma péssima noite. Ela ficou uns dois minutos na porta de um dos banheiros, acho que criando coragem pra entrar. Em dado momento algo falou mais alto e ela entrou no fedorento banheiro. Quando deu dez minutos de parada, o motorista entrou no ônibus, deu um grito de partida e foi saindo. Ele ainda foi camarada e deixou a porta aberta e foi devagar por alguns metros, assim alguns passageiros puderam correr atrás e entrar no ônibus em movimento. Eu e os canadenses do meu lado nos acabamos de rir vendo o desespero de alguns passageiros correndo atrás do ônibus.

Logo serviram o café da manhã, que consistia num sanduíche de queijo e um bolinho doce. Em vez de café preferi Coca-Cola, que sempre era servida na temperatura ambiente, o que não me agradava, pois prefiro bem gelada. Paramos numa cidade, onde alguns passageiros desembarcaram. Em seguida começamos a subir uma serra e levamos cerca de três horas pra subir a tal serra, circundando um vale. A paisagem era muito bonita, eu não me cansava de olhar pela janela. Conforme nos aproximávamos da cidade de Cuzco o tempo ia ficando ruim e logo começou a chover. Os vidros ficaram sujos de barro e não foi mais possível observar a paisagem. Então fiquei vendo um filme na tv, e com meia hora de atraso chegamos a Cuzco, ás 13h30min. O desembarque foi numa pequena rodoviária da empresa de ônibus. Encontrei novamente a australiana e conversamos um pouco. Ela ia para o centro da cidade e combinamos de dividir um taxi. Ficamos em frente a um balcão onde todos esperavam suas bagagens. O processo era desorganizado e lento. As bagagens foram chegando e nada da minha. Depois de meia hora a australiana disse que precisava ir e nos despedimos. Fiquei mais um tempo ali e quando me dei conta só estava eu em frente ao balcão e nada de minha mochila aparecer. O funcionário que entregava as bagagens já estava saindo do local quando o chamei e perguntei da minha mochila. Daí começou uma série de perguntas e fala com um, fala com outro. Fiquei muito preocupado, pois se minha mochila se extraviasse, eu podia dar adeus a fazer a Trilha Inca no dia seguinte. Todo meu equipamento e roupas estavam naquela mochila e ficaria muito caro comprar tudo novamente ali em Cuzco. Sei que me pediram pra entrar num local reservado, daí olhamos num ônibus, em outro e dali um tempo me chamaram na sala da gerência. Do nada encontraram minha mochila atrás de um armário na sala da gerência. Como ela foi parar ali é um mistério que nem me preocupei em descobrir. Apenas conferi pra ver se faltava algo e como estava tudo certo agradeci com cara de poucos amigos, coloquei a mochila nas costas e saí caminhando pela rua, debaixo de chuva. Estava bravo com a quase perda da mochila, mas ao mesmo tempo aliviado. O maior prejuízo foi perder o contato com a australiana, pois preocupado que estava com a mochila nem perguntei onde ficaria hospedada, ou endereço de email e etc. Encontrá-la novamente seria muito difícil. E foi dessa forma meio problemática e chuvosa que cheguei a Cuzco, antiga capital do Império Inca e um dos roteiros turísticos mais procurados e famosos do mundo.

Local da parada matinal e a australiana criando coragem para ir ao banheiro.

Uma das muitas paisagens vistas pela janela do ônibus.

Viagem Lima/Cuzco – parte 1

Fiquei cerca de três horas esperando na rodoviária da empresa Cruz del Sur. Estava a vinte e quatro horas sem banho e resolvi tomar um banho de gato no banheiro da rodoviária. O banho consistia em molhar uma pequena toalha, passar por todo o corpo e depois passar uns lencinhos umedecidos e perfumados pelo corpo. Pra completar, cueca e meias limpas. Fazia muito calor e por sorte minha passagem leito dava direito a utilizar a sala vip da empresa, com ar condicionado. Na sala vip tive o primeiro contato com o famoso chá de coca, que é feito com as folhas da coca, ás mesmas folhas que utilizam para produzir cocaína. Esse chá é parte da cultura peruana e muito usado nas regiões mais altas do país, principalmente para combater o mal da altitude, ou seja, as tonturas e mal estar provocados pelo ar rarefeito nas altitudes elevadas. Em Lima não existe o problema da altitude, pois se está ao nível do mar, mas mesmo assim provei o tal chá. Achei horrível, mas nos dias seguintes tive que consumir muitas xícaras desse chá. O preço da passagem leito para meu trecho que era de 1.200 quilômetros custou o equivalente a R$ 140,00. A passagem de ônibus leito entre Campo Mourão e Curitiba, numa distância de 490 quilômetros, custa os mesmos R$ 140,00. Ou seja, viajar de ônibus no Peru é barato para nós brasileiros e ainda temos algumas mordomias.

Logo chegou meu horário de embarcar e fui despachar minha mochila. O sistema é diferente do que se faz no Brasil. Tive que ir num local próprio pra despachar a bagagem, parecido com o sistema utilizado nos aeroportos. As bagagens são pesadas e se passar de 20 quilos, você é obrigado a pagar excesso. Na fila de embarque tinha uma loira em minha frente e logo ela se virou e sorriu. Daí começou a puxar conversa em inglês, ela era australiana. Meu inglês está sofrível, mas mesmo assim deu pra manter um certo diálogo. Preciso urgentemente voltar a estudar inglês, pra poder xavecar as estrangeiras em viagens internacionais, rs… Pra embarcar no ônibus as bagagens de mão são revistadas, os passageiros também, inclusive com detector de metais e todos são fotografados. Achei o sistema interessante e bem que podia ser adotado algo similar no Brasil, onde ocorrem muitos roubos a ônibus. O ônibus era de dois andares e minha poltrona leito era no andar inferior. Fiquei torcendo para que a loira australiana fosse no mesmo andar, mas ela acabou indo no andar de cima. Acabei ficando numa poltrona individual e ao lado em uma poltrona dupla iam dois canadenses. Pelo caminho embarcaram mais alguns estrangeiros no andar de baixo.

Nos primeiros quilômetros após sair de Lima a estrada segue margeando o litoral. É uma região feia, praias feias e povoados muito pobres. O ônibus tinha internet e consegui ficar um tempo lendo emails e conversando pelo MSN, até que a bateria de meu not book acabou. Então para passar o tempo fui alternando cochiladas, algumas olhadas pela janela e depois vi dois filmes na tv do ônibus. De ponto negativo é que no banheiro do ônibus só é permitido fazer xixi. Se precisar fazer um cocozinho básico, você precisa avisar uma das rodo moças para que peçam ao motorista parar em algum posto de gasolina ou na beira da estrada se for algo urgente. Se levar em consideração que a viagem tem uma duração de 21 horas e só tem uma única parada de 10 minutos, esse caso do banheiro pode ser um grande problema. Eu felizmente consegui me agüentar durante toda a viagem. Outro detalhe chato é que você é obrigado a ficar atado ao cinto de segurança durante toda a viagem. Eu não atei o meu e uma das rodo moças me deu uma bronca, inclusive me advertindo de que caso eu recusasse a atar o cinto, ela faria uma notificação as autoridades locais do meu destino final e eu teria que me justificar perante as autoridades peruanas. Diante de tão amável ameaça achei melhor atar o cinto, mas bom brasileiro que sou deixei o cinto bastante frouxo e podia me virar pra todos os lados sem problema algum. Também descobri que era terminantemente proibido ficar em pé durante a viagem e muito menos ir de um andar a outro do ônibus. Ou seja, papear mais com a loira australiana estava totalmente fora de cogitação. Logo que anoiteceu as duas rodo moças vieram servir o jantar. Eu estava com muita fome e quando vi a comida não fiquei muito encorajado a comer. O cardápio era frango cozido em pedaços e um arroz amarelo, Coca-Cola e de sobremesa um pudim de leite. Não sei se foi a fome, mas a comida estava boa. Após o jantar aconteceu um bingo. O prêmio era uma passagem de volta, no mesmo trecho da ida. Não fui o vencedor, me faltaram três números. Após o bingo apagaram as luzes e passaram mais dois filmes. Assisti apenas um deles e dormi.

Acordei pouco antes da meia noite quando o ônibus fez uma parada na cidade de Nasca, para trocar o motorista, que no Peru chamam de piloto. A partir de Nasca é que começa a subida para a região alta do Peru, onde existem centenas de montanhas e pouco oxigênio no ar. Voltei a dormir e após uma hora acordei me sentindo mal, sentindo algo parecido aos meus antigos ataques de labirintite. Logo descobri o motivo, estávamos subindo uma enorme serra e eram tantas curvas fechadas que o ônibus balançava muito e deixava todos meio tontos. Fazia lua cheia e era possível ver as enormes montanhas, uma paisagem deslumbrante. Fiquei um bom tempo olhando pela janela do ônibus e em alguns trechos passávamos tão próximos ao abismo ao lado da estrada que dava um frio na barriga. Pude ver dezenas de pequenas cruzes ao lado da estrada, sinal de que ali ocorrem muitos acidentes. A temperatura despencou e logo voltei a dormir. Quando olhei no relógio pela ultima vez eram 2h35min. No horário do Brasil seriam 5h35min. 

Continua…

Rodoviária (Terrapuerto) da Cruz del Sur.

Sala vip e meu primeiro chá de coca.

Paisagem logo após sair de Lima.

Suculento jantar no ônibus.

História de Lima

Lima é a capital do Peru e sua maior e mais populosa cidade. Está situada na costa central do Peru, as margens do Oceano Pacífico. Sua fundação hispânica foi em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis. Passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência passou a ser a capital da República do Peru. A Região Metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes – mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima–, representando aproximadamente 30% da população peruana, pelo que é a maior metrópole do Peru, assim como a quinta mais populosa da América Latina e uma das 30 maiores áreas metropolitanas do mundo.

A história da cidade de Lima inicia-se com sua fundação espanhola em 1535. O território formado pelos vales dos rios Rímac, Chillón e Lurín estava ocupado por assentamentos pré-incas. A cultura Maranga e a cultura Lima foram as que se estabeleceram e forjaram uma identidade nestes territórios. Durante essas épocas se construíram os santuários de Lati (atual Puruchuco) e Pachacámac. Estas culturas foram conquistadas pelo Império Wari durante o apogeu de sua expansão imperial. Foi durante esta época que construiu-se o centro cerimonial de Cajamarquilla. Junto à declinação da importância Wari, as culturas locais voltaram a adquirir autonomia, destacando a cultura Chancay. Posteriormente, no século XV, estes territórios foram incorporados no Império Inca. Desta época podemos encontrar grande variedade de huacas ao largo de toda a cidade, algumas das quais se encontram em investigação. As mais importantes ou conhecidas são as de Huallamarca, Pucllana, Mateo Salado e Pachacamac.

Em 1532, os espanhóis e seus aliados indígenas, sob comando de Francisco Pizarro, tomaram prisioneiro o inca Atahualpa em plena cerimônia religiosa na cidade de Cajamarca, e mesmo com o pagamento de um resgate, este foi assassinado após um julgamento simulado em que foi acusado de heresia e condenado a morte. Este acontecimento é considerado o primeiro assassinato político na nascente sociedade peruana. Logo após algumas batalhas os espanhóis conquistaram seu império, e com isto a coroa espanhola nomeou Francisco Pizarro como governador das terras que conquistou. Assim decidiu fundar a capital no vale do rio Rímac logo após a intenção falhada de constituir uma capital em Jauja. Em 18 de janeiro de 1535, a Lima espanhola foi fundada como a “Cidade dos Reis” sobre os territórios do cacique Taulichusco. Em agosto de 1536, a cidade foi sitiada pelas tropas de Manco Capac II. No entanto, os espanhóis e seus aliados indígenas derrotaram os incas. Nos anos seguintes, Lima ganhou prestígio ao ser designada capital do Vice-reino do Peru e sede de uma Real Audiência em 1548. Durante o século seguinte, Lima prosperou como o centro de uma extensa rede comercial que integrava ao vice-reino com a América, Europa e Ásia Oriental. Mas a cidade não esteve livre de perigos, violentos sismos destruíram grande parte dela em 1687. Uma segunda ameaça foi a presença de piratas e corsários no Oceano Pacífico, o que motivou a construção das Muralhas de Lima entre os anos de 1684 e 1687. O sismo de 1687 marcou um ponto de inflexão na história de Lima já que coincidiu com uma recessão no comércio pela concorrência econômica de outras cidades como Buenos Aires. Em1746, um forte sismo danificou severamente Lima e destruiu Callao, obrigando a um esforço de reconstrução em massa pelo vice-rei José Manso de Velasco. Durante este período, Lima resultou afetada pelas Reformas Borbônicas já que perdeu o monopólio sobre o comércio externo e seu controle sobre a importante região mineradora do Alto Perui. Este debilitamento econômico levou a elite da cidade a depender dos cargos outorgados pelo governo do vice-reino e pela Igreja e portanto se mostrou reticente a apoiar a independência.

Uma expedição combinada de patriotas argentinos e chilenos dirigidos pelo general José de San Martín, desembarcou ao sul de Lima em 1820, mas não atacou a cidade. Enfrentado um bloqueio naval e a ação de guerrilhas em terra firme, o vice-rei josé de la Serna e Hinojosa foi forçado a evacuar a cidade em julho de 1821 para salvar o exército realista. Temendo um levantamento popular e carecendo de meios para impor a ordem, o conselho da cidade convidou San Martín a entrar em Lima e assinou uma declaração de independência a seu pedido. No entanto, a guerra não tinha acabado e, nos dois anos seguintes, a cidade mudou de mãos muitas vezes, sofrendo abusos de ambos os lados. Proclamada a independência do Peru em 1821 pelo general José de San Martín, Lima converteu-se na capital da República do Peru. Assim, Lima foi a sede do governo do libertador e sede também do primeiro Congresso constituinte que teve o Peru. Os primeiros anos da historia republicana peruana se caracterizaram pelo constante confronto entre caudilhos militares, que tinham como objetivo governar o país e para o qual tentavam tomar a sede de governo. Assim, Lima sofreu vários assédios e confrontos armados em suas ruas.

Avenida próxima ao aeroporto de Lima.

Avenida próxima ao centro da cidade.

Lima

O desembarque em Lima e os procedimentos de desembarque e migração foram tranquilos. Aproveitei para trocar dólares pela moeda local, Novo Soles, ainda dentro do aeroporto nuns ghiches existentes antes da passagem pela Receita Federal local. Descobri que também trocam Reais por Novo Soles. Um real está valendo 2,80 Novo Soles, o que não é ruim. Minha intenção não era ficar em Lima, mas sim ir para o interior, mais especificamente para a cidade de Cuzco, distante uns 1.200 quilômetros dali. Lima por ser uma cidade grande e ao meu ver sem muitas atrações turísticas interessantes e trânsito caótico, acabou não me despertando nenhum interesse em conhecê-la melhor.

Ainda no Brasil tinha tentado comprar a passagem aérea  entre Lima e Cuzco pela internet. Não consegui fechar a compra pois o site da companhia aérea pedia uma validação do cartão de crédito internacional. Pelo que me informei é um processo novo de segurança e somente alguns cartões de crédito do Bradesco é que já possuem tal código. Para eu conseguir esse código do meu cartão que é do Itaú, teria que ligar pra operadora do cartão e resolver um processo burocrático. Eu não tinha tempo e paciência para isso, então embarquei sem ter o treho interno no Peru comprado. Tentei comprar a passagem no aeroporto, mas não sei por qual razão os voos para Cuzco saem quase todos na parte da manhã. Como cheguei quase na hora do almoço (o Peru tem três horas a menos em relação ao Brasil) só teria mais um voo no meio da tarde, mas estava muito caro. Queriam me cobrar U$ 380,00 por uma passagem que eu tinha visto na internet por cerca de U$ 110,00. Outro detalhe estranho é que a empresa aréa Lan, cobra de não residentes uma taxa extra de U$ 180,00. Já a outra empresa que pesquisei, Star Peru, não cobra tal taxa. Ou seja, se não pesquisar você corre o risco de pagar mais caro em tudo. Eu não estava nem um pouco afim de pagar caro numa passagem interna para um voo de cerca de uma hora, então optei por ir de onibus.

Tinha pesquisado muito sobre a viagem de ônibus entre Lima e Cuzco e apesar de serem 21 horas dentro do ônibus, tal forma de viagem me atraiu desde o início em razão de poder ver pela janela do ônibus muitas paisagens interessantes e bonitas do interior do Peru. Parte da viagem seria durante a noite, mas mesmo assim daria pra ver muita coisa pela janela do ônibus. Eu tinha em mãos todas as informações sobre a melhor empresa de ônibus, preços, horários e etc, então foi só encontrar um taxista que parecesse confiável e seguir para a rodoviária. Logo encontrei uma taxista que me parecdeu honesto e fechamos o valor para me levar até a rodoviária e antes fazer um pequeno city tour pela cidade. Pelas janelas do carro vi partes ricas e pobres da cidade, coisas bonitas e feias. As ruas eram meio sujas, o trânsito caótico, os motoristas não costumam dar a vez nem mesmo quando o outro motorista dava seta avisando que ia virar pra determinado lado ou então que ia mudar de pista. Por duas vezes cheguei a fechar os olhos achando que outro carro ia bater no nosso. De interessante foi a conversa com o Sr. Ricardo, motorista do taxi. Ele me contou sobre fatos históricos locais e tivemos um longo papo sobre a Guerra do Paraguai. Após 40 minutos o Sr. Ricardo me deixou na rodoviária da empresa Cruz del Sur. Lá não existe uma rodoviária única, mas sim cada empresa grande tem sua própria rodoviária, em menor tamanho. No caso da empresa Cruz del Sur, era um local novo e bem arrumado, melhor do que muita rodoviária de cidades importantes do Brasil. Comprei minha passagem, fiz um lanche e fui esperar o horário pra embarcar.

Sr. Ricardo, o taxista.

Primeira refeição no Peru: Tampico e sanduiche de queijo.

Viagem ao Peru

A viagem ao Peru se iniciou no aeroporto de Londrina, onde peguei um vôo da Tam até São Paulo. Desembarquei em Congonhas e fui num ônibus da Tam até o aeroporto de Guarulhos. Minha intenção era alugar uma das cabines existentes lá para passar a noite, mas estavam todas locadas. Como não queria gastar com hotel, que ali são caros e seria pra ficar por poucas horas, a saída foi passar a noite acordado no saguão do aeroporto. Como preciso terminar meu TCC da pós graduação, aproveitei a noite no aeroporto pra para fazer isso e ao amanhecer o dia estava quase tudo pronto. Não fui o único que passou a noite no aeroporto, tinha muitas pessoas que fizeram o mesmo. Tinha um grupo de argentinas que estavam esparramadas perto de mim, deitadas nos bancos, pelo chão, como se estivessem em suas casas.

Ás 06h30min fui fazer o chekin, despachar bagagem, passar pela Policia Federal e depois ir pra fila de embarque. A fila estava enorme e logo fizeram a chamada para o meu vôo. Normalmente gosto de ser um dos últimos a embarcar, mas estava com tanto sono que resolvi utilizar meu cartão Fidelidade Platinum da Tam, que da prioridade no embarque e dessa forma furei fila legalmente e fui um dos primeiros a entrar no avião. Sentei em minha poltrona, peguei um travesserinho, encostei a cabeça na janela e não me lembro de mais nada. Acordei uma hora depois quando o avião estava começando a decolar. O vôo atrasou uma hora e eu fiquei dormindo, sem perceber nada. Logo peguei no sono novamente e dormi quase que todo o tempo de viagem, que foi de quatro horas. Acordei somente pra lanchar e quase chegando a Lima, quando aproveitei para ver a paisagem e tirar umas fotos. Sei que foi um vôo tranqüilo e que dormi no mínimo umas quatro horas e meia desde que entrei no avião. Pra quem tinha passado uma noite acordado no aeroporto, até que deu pra compensar um pouco do sono perdido.

Quase chegando em Lima.

Desejando viajar mais e mais

Um dia ouvi um cara dizer que viajar era seu único objetivo de consumo. Dos outros ele abria mão sempre. Eu perguntei por que. Ele respondeu: se eu compro alguma coisa material, enjôo dela em um mês. Isso acontece porque sou humano e meus desejos sempre se transformam em indiferença depois de um tempo. Mas com viagem é diferente. Viagem é um produto que eu só posso usar durante um determinado tempo, o período em que fico viajando. Disso eu nunca enjôo, porque nunca vou guardar uma viagem na gaveta. Ela sempre vai ser minha por pouco tempo e depois vai embora. Por ser humano, a idéia de jamais poder possuí-la fará com que eu sempre me lembre dela com nostalgia, desejando viajar mais e mais”.

Pedro Schmaus

 

 

Catedral de Maringá

Nos últimos meses, por várias razões acabei indo diversas vezes a cidade de Maringá. E já fazia um bom tempo que estava planejando fazer uma visita a Catedral da cidade, que é conhecida principalmente por sua forma e altura. Semana passada consegui realizar tal visita. Fazia mais de 30 anos que eu não entrava na Catedral e já nem lembrava mais como ela era por dentro. Já por fora eu tinha passado por ela muitas vezes nos últimos anos. A Catedral é mais bonita por fora do que por dentro. Seu espaço interno não é dos maiores para uma Catedral. Sua decoração é simples e por ser toda feita em concreto, algumas partes da igreja são bem rústicas. Ou seja, já visitei igrejas bem menores e menos importantes que são bem mais bonitas por dentro. Já por fora a Catedral é muito bonita, sua forma que vai afinando em direção ao céu é de uma beleza muito grande.

História: Monumento símbolo da cidade, a Catedral de Maringá ou Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, possui uma arquitetura moderna e arrojada e foi construída toda em concreto. É a mais alta igreja da América Latina. Foi idealizada pelo então Bispo, Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci. Sua forma cônica, possui um diâmetro de 50 metros e uma nave única, circular, com diâmetro interno de 38 metros. O cone possui uma altura externa de 114 metros, sustentando uma cruz de 10 metros, perfazendo um total de 124 metros de altura. Sua capacidade é de 3.500 pessoas, que podem ser distribuídas em duas galerias internas superpostas. A porta principal está voltada para o norte; a Capela do Santíssimo para o sol nascente e a do Batistério para o poente. Ao sul a grande porta que leva a cripta, onde serão sepultados os Bispos, e que está sob o altar mor. No interior dos dois cones a 45 metros de altura, encontra-se o ossário, com 1.360 lóculos, que os fiéis adquirem para guardar os restos mortais de seus entes queridos. Sua pedra fundamental que é um pedaço de mármore retirado das escavações da Basílica de São Pedro, pelo Papa Pio XII, foi lançada em 15 de agosto de 1958. A Catedral, dedicada a Nossa Senhora da Glória, foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972, levando quase 14 anos para ser concluída.

Interior da Catedral de Maringá.

Catedral de Maringá, 07/01/2011.

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Catedral de Maringá (07/01/2011)

Two years he walks the earth…

“Two years he walks the earth. No phone, no pool, no pets, no cigarettes. Ultimate freedom. An extremist. An aesthetic voyager whose home is the road. Escaped from Atlanta. Thou shalt not return, ‘cause “the West is the best.” And now after two rambling years comes the final and greatest adventure. The climactic battle to kill the false being within and victoriously conclude the spiritual pilgrimage. Ten days and nights of freight trains and hitchhiking bring him to the Great White North. No longer to be poisoned by civilization he flees, and walks alone upon the land to become lost in the wild.”
 Alexander Supertramp (Christopher McCandless)
May 1992

Alexander Supertramp (Christopher McCandless)

Disney

Estou lendo ao mesmo tempo dois livros sobre a Disney. Um deles conta sobre a vida de Walt Disney e o começo do império Disney. O outro livro conta sobre a quase guerra que aconteceu alguns anos atrás quando da mudança de comando nas empresas Disney. Esse é um assunto de que gosto e estou me deliciando com as 1.300 páginas que tenho para ler. Já li muitos outros livros sobre a Disney, biografias autorizadas e não autorizadas sobre o criador do Mickey Mouse. Para mim esse é um assunto fascinante. Desde criança me encantava com as revistas em quadrinhos Disney, com os programas de TV Clube do Mickey e Disneylândia, com os desenhos animados, com os filmes produzidos pelos estúdios Disney. Depois trabalhei muitos anos em uma agência de turismo em Curitiba, onde o carro chefe era a venda de pacotes de viagens para a Disney. Na agência se falava muito na Disney, se respirava Disney. E anos depois fui morar em Orlando, cidade onde fica o Disney World e seus vários parques temáticos, bem como muitas outras atrações Disney.

Os dois livros que estou lendo, sobre a Disney.

2011

O ano de 2010 foi péssimo e o último dia do ano foi ruim. Um acontecimento desagradável me deixou muito pra baixo. Mas 2010 ficou para trás e 2011 começou bem, passei as primeiras horas do ano em companhia de pessoas queridas e animadas. Então o humor melhorou e o primeiro dia do ano foi muito bom e agradável. E tomara que os demais dias de 2011 também sejam tão bons.

Um brinde a 2011.

Acho que uma estava enviando mensagem para a outra…

Eu que não bebo, sofri pra beber uma única tequila.

Um breve resumo de 2010

O ano está terminando e por isso é o momento de fazer um breve balanço de tudo o que aconteceu em 2010. Foi um ano difícil, muito difícil. Com certeza foi o pior ano de minha vida, se levar em consideração tudo o que sofri, chorei, ás dores que senti, tanto físicas quanto psicológicas. E boa parte disso tudo foi bem descrito neste blog. Cheguei ao fundo do fundo do poço, me perdi na vida e em alguns momentos perdi a razão, quase enlouqueci de vez. Também quase encontrei a morte. Na verdade busquei a morte, pois descobri que existe algo pior do que morrer, que é a falta de vontade de viver. A vida me deu um baile, me tirou para dançar e eu mal dançarino que sou acabei dançando mal a música da vida e quase sucumbi. Olhei nos olhos da morte, mas ressurgi e lutei bravamente para me reencontrar. Quando não tinha mais forças, consegui rastejar até encontrar um apoio para conseguir me levantar. E esse apoio foi importante, ele foi firmado em minha fé em Deus, na ajuda de minha família e de amigos, bem como de pessoas que estavam desaparecidas de minha vida e retornaram para dar uma força e também o apoio de pessoas que de repente surgiram em minha vida.

Iniciei o ano já depressivo, sem vontade de fazer nada, me isolei, fugia dos amigos. Sentia que precisava tomar uma importante decisão que mudaria radicalmente meu futuro, mas não tinha certeza do que queria e o que realmente queria. E assim passou meu mês de janeiro, onde fiquei recluso, lendo livros sem parar e trabalhando muito. Nem mesmo um aumento substancial de salário me deixou animado ou motivado com meu trabalho. Eu cada dia me sentia mais sem vontade de continuar a fazer o que estava fazendo, me sentia cansado. Em fevereiro decidi tomar uma decisão importante, mas já era tarde. Quando finalmente me decidi, descobri que tinha perdido um grande amor. Não foi o primeiro grande amor que perdi na vida, mas com certeza foi o mais dolorido. Eu que já não estava nada bem, fui para o buraco de vez e ganhei uma bela depressão, que pra piorar veio acompanhada de uma hérnia de disco que me causava muitas dores. Durante um bom tempo não podia caminhar direito, não conseguia dormir, comer, trabalhar. Perdi vários quilos e fui me perdendo cada vez mais na vida. Foram vários meses de sofrimento e quando achava que tinha chegado ao fundo do poço, algo acontecia e me mostrava que o fundo do poço ainda não tinha sido alcançando. Procurei tratamento para meus problemas. Pra hérnia foram sessões e mais sessões de fisioterapia que não fizeram nenhum efeito. Depois parti para meses de doloridas sessões de acupuntura, onde por muitas vezes chorei feito criança, tamanha a dor que sentia. E foi isso que me trouxe a cura. Não a cura total, pois essa nunca será alcançada, mas uma cura que me permite viver quase normalmente e com um pouco de dor. Da depressão me curei graças a tratamento psicológico e principalmente por minha força de vontade, ao lutar contra o que me deixava mal, me entristecia. Cheguei a tomar tarja preta por uns dias, mas não quis mais, tinha receio de ficar dependente de medicamentos.

Mas o que mais ajudou em minha cura foi minha fé. Ela foi provada como nunca antes tinha sido. Consegui me agüentar e por muitas vezes pude sentir Deus agindo em minha vida. Recuperei minha fé plena e descobri que não preciso ir na igreja toda semana pra me encontrar com Deus, mas sim que Ele está presente ao meu lado em todos os momentos. O apoio incondicional da família também foi muito importante em minha recuperação. E pra completar o quadro de ajuda, o apoio de muitas pessoas próximas, distantes, algumas muito amigas, outras que mal conhecia. Muita gente me ajudou, me deu um conselho, uma palavra de apoio, um abraço, orou por mim. Isso me deu forças para lutar e superar meus problemas. E a cura começou a surgir quando tomei a decisão radical de largar tudo e mudar minha vida completamente. Resolvi dar um tempo e fui me exilar em minha cidade natal, ao lado de minha família. E foi a partir daí que fui encontrando a cura plena, que voltei a sorrir e redescobri a alegria nas pequenas coisas da vida que sempre me deram prazer. Ao mesmo tempo fiz um balanço de minha vida e mudei os valores que dava ás coisas. Algumas coisas passei a valorizar mais, outras nem tanto e muita coisa exclui de minha vida. Meses se passaram e a cada dia fui me sentindo mais feliz. Surgiram novos amores, que foram passageiros, mas que ajudaram muito em meu processo de cura. Não foi nada fácil voltar a ser feliz, tinha dias que sair da cama era complicado. Mas segui um conselho que me foi dado no início de meus problemas e passei a viver uma hora por vez, um dia por vez. E isso me ajudou, pois fui criando uma rotina que não me deixava pensar nas coisas que me entristeciam. E a cada dia fui me sentindo melhor.

Agora chego ao final do ano me sentindo muito bem, feliz como há muito tempo não me sentia. E fisicamente também estou bem como há muitos anos não ficava. E hoje vejo que precisava ter passado por tudo o que passei. Foi sofrido, dolorido, triste, mas foi um grande aprendizado. Esse ano de 2010 ao mesmo tempo que quero esquecer, também não quero esquecer, pois preciso lembrar dos muitos ensinamentos que tive. Minha vida agora se divide em antes e depois de 2010, o ano que completei 40 anos, o ano ao qual sobrevivi.

Obrigado de coração a todos que de uma forma ou de outra me ajudaram nesse ano. Sem o apoio de vocês possivelmente eu não estaria aqui nesse momento escrevendo esse monte de bobagens. Sem a ajuda de vocês eu fatalmente teria desistido da vida e me entregado pelo caminho em 2010.

Alguns momentos de 2010.

Show com Munhoz & Mariano

Estive no show do Munhoz & Mariano, que aconteceu em Campo Mourão. A dupla é nova, venceu o concurso “Garagem do Faustão” e agora tem tudo para fazer muito sucesso. Eles cantam bem e algumas de suas músicas são muito boas. De negativo foi que o show estava marcado para ás 23h00min e iniciou quase três da manhã. Outra coisa interessante foi que o Juizado de Menores estava na porta barrando os menores de idade. Daí quando o show começou o pessoal do juizado foi embora e todo mundo entrou. Ou seja, o negócio não é sério, é tudo um faz de conta…

No show, com amigos.
Munhoz & Mariano

 

Natal na fazenda

O dia de Natal foi bastante divertido. Passei o dia na fazenda de um tio onde se reuniu parte da família. O mais chato foi enfrentar os 300 km de estrada pra ir e voltar, mas mesmo assim valeu à pena. Foi um dia interessante, com muita conversa, comida e animação.

Pela primeira vez em cima de um cavalo.

Minha sobrinha e meu pai.

Descanso após o almoço.

Minha irmã pescando.

Cachorro fujão

Hoje nosso Rottweiler, Jack, fugiu. Ele passou por duas portas, dois portões e ninguém viu ele indo pra rua. Por sorte uma pessoa viu ele na rua, reconheceu que era nosso e telefonou avisando. Daí eu, meu irmão e minha sobrinha saímos pelas ruas do bairro e o encontramos. O coitado está velho e gordo, então não conseguiu ir muito longe. O difícil foi levá-lo de volta pra casa, pois ele cansou e empacou. Sei que entre mortos e feridos somente minha sobrinha saiu com o joelho esfolado, pois ao tentar colocar a coleira no cachorro ele a empurrou contra o muro. No final o Jack voltou pra casa cansado e feliz. Essa foi sem duvida a maior aventura de seus doze anos de vida, pois foi a primeira vez que ele saiu sozinho pela rua.

Jack, o fujão...

Caminhada em Rosário do Ivaí – Pr

A última caminhada do ano foi em Rosário do Ivaí, uma cidadezinha que eu não conhecia. Pra dizer a verdade nunca tinha ouvido falar dela. Fui pra lá com o pessoal de Maringá. Fomos em 17 pessoas num micro ônibus, tudo organizado pelo Jair, caminhante das antigas. O difícil foi levantar de madrugada, pra pegar o ônibus ás 05h00min. Parece algo insano para se fazer num domingo, acordar de madrugada, viajar 180 km e caminhar 10 km sob sol. Mas tem certas coisas que mesmo insanas são prazerosas, então não da pra reclamar. De Maringá até Rosário do Ivaí foram quase três horas de viagem e consegui dormir o tempo todo.

Estava acontecendo a Festa da Uva na cidade e o local marcado para o início da caminhada era justamente no local onde acontecia a festa. Antes de caminhar fomos tomar café da manhã, que entre outras coisas tinha bolo de uva, suco de uva, doce de uva e também… uva. O início da caminhada foi tranqüilo, sem muito esforço e por um lugar muito bonito. Depois atravessamos um rio por uma espécie de pinguela e enfrentamos uma subida brava. Em seguida atravessamos um pasto, uma região de mata fechada e saímos ao lado de um parreiral. Era bonito ver tanta uva no pé. Pelo caminho fomos encontrando postos de apoio com água gelada, frutas e muita uva. Em alguns sítios por onde passávamos era possível comprar produtos locais. Pelo caminho comprei apenas um litro de suco natural de uva. Não dava pra comprar muita coisa e ficar carregando na mochila, pois quanto mais peso pior fica pra caminhar.

Das caminhadas que fiz esse ano, essa foi a que teve as paisagens mais bonitas. Quase no final da caminhada passamos por uma ponte pênsil e depois encontramos um pessoal com cavalos, fazendo churrasco ao lado de um rio. Aceitei o convite que fizeram e subi em um dos cavalos pra tirar foto. Duas coisas que não gosto muito é cavalo e moto, pois caí de ambos e nunca mais me senti seguro em cima deles. Fiz boa parte da caminhada num ritmo rápido, para testar meu preparo físico. Quase no final fiquei esperando algumas meninas do grupo e caminhei com elas. Teve um morador local, plantador de uva, que caminhou um tempo ao meu lado e foi me contando sobre a cidade e sobre a arte de cultivar uvas.

Terminamos a caminhada no mesmo local que iniciamos, mas no sentindo contrário. Foi cansativo, mas prazeroso caminhar os 10 km debaixo de sol meio forte. Quando chegamos já estavam servindo o almoço, um churrasco que também fazia parte da Festa da Uva. Então o jeito foi encher a pança e recuperar as energias e calorias perdidas durante a caminhada. Aproveitei para comprar um caixa de uva pra levar pra casa, já que a qualidade da uva era boa e o preço também. A única coisa chata do dia foi ter que usar banheiro químico debaixo de sol. Aquilo além de mal cheiroso e sujo, parecia uma sauna. Antes de ir embora tirei uma foto com três conhecidos de Campo Mourão que também participaram da caminhada. Pouco antes das três embarcamos em nosso ônibus e retornamos a Maringá. Mais uma vez dormi o tempo todo. Pra quem não sabe, sou especialista em dormir em ônibus e sempre acho um jeitinho de me acomodar e pegar no sono.

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Caminhada em Rosário.

Ponte pênsil, cabeça de boi e rio.

Diversos momentos da caminhada.

Paisagens da caminhada e com as meninas de Maringá.

Uva no pé, uva no café da manhã e levando uva para casa.

Almoçando, com o pessoal de Campo Mourão e na estrada.

Almoço na Usina

Meu tio tem uma chácara numa represa (Usina Mourão) que fica próxima de Campo Mourão. O local é bonito e agradável, principalmente em dias quentes, o que é algo constante por aqui. Meu pai sempre está por lá, muitas vezes passa dias lá pescando, descansando… Então numa dessas temporadas que meu pai passa na represa, eu e meu irmão fomos fazer uma visita a ele, que nesse dia preparou um almoço caprichado.

Eu, meu irmão, meu pai e um tio.

Meu brother descansando.

Lugar bonito...

Tomando sol.

Salvando gatinhos

Estava passeando de bike pela rua quando ouvi miados de gato. Procurei de onde vinham os miados, mas não descobri. Dei meia volta e então vi que os miados vinham de dentro de um bueiro. Algum fdp tinha jogado gatinhos no bueiro. Eram dois, um rageado e um preto. Deitei na calçada e tentei tirar os gatinhos, mas não dava, pois o bueiro era fundo, meu braço quase não passava pelas grades e a tampa do bueiro era lacrada com cimento. Pra piorar o tempo estava com cara de chuva e se chovesse os bichanos fatalmente morreriam afogados. Então fui em casa e peguei uma pá de lixo com cabo comprido e um pano, pra ver se com eles eu conseguiria retirar os gatinhos do bueiro.

Quando retornei ao bueiro, tinha duas moças tentando tirar os gatinhos. Elas estavam caminhando, ouviram os miados e tentaram salvar os bichinhos. Unimos nossas forças e logo foi possível tirar o gato rageado. Já o pretinho deu o maior trabalho pra tirar, pois diferente do irmão dele que era espertinho, ele era meio burrinho, o que dificultou o trabalho de salvamento. Mal acabamos de tirar os gatos do bueiro e parou um carro da TV e nos gravou junto com os gatos, para uma reportagem. No fim os gatos ficaram com as meninas, que iam tentar encontrar um lar para eles. A história teve um final feliz para os gatinhos e para nós salvadores sobraram joelhos e braços esfolados, mas valeu à pena a boa ação de salvar os bichanos. É lamentável que pessoas sem coração judiem dos bichos, muito lamentável…

Bueiro onde estavam os gatinhos.

Eu com as moças que ajudaram e com os gatos que salvamos.

Aniversário do Maico

Ontem participei de um churrasco em comemoração aos 26 anos do Maico. O Maico sendo um dos fãs declarados do Blog e que costuma reclamar quando demoro em colocar novas postagens, merece uma postagem especial relativa ao seu aniversário. Amigo, que Deus te abençoe e que possamos no futuro fazer novas viagens juntos e festar bastante.

Maico, Vander e Sidão. Bola e Mayra.

Aniversário do Maico.

Maico e alguns de seus convidados.

Caminhada Rural – Apucarana/Pr

Três semanas após participar da Caminhada da Lua em Apucarana, voltei à cidade hoje, dessa vez para participar de uma Caminhada Rural. Encontrei a Elissandra, coordenadora da caminhada e alguns dos caminhantes, bem cedo, no centro da cidade. Fiz minha inscrição e fui me arrumar para caminhar dez quilômetros, tomando cuidando com meus dedões do pé que estão machucados e roxos. Para protegê-los e não piorar os ferimento coloquei muito algodão e microporo nos dedos. Notei que alguns dos participantes também tinham feito comigo a Caminhada da Lua. Logo embarcamos num ônibus da prefeitura e fomos para a periferia da cidade, num Pesque e Pague. Ali foi servido um delicioso café da manhã. O local é bem simpático e pra quem gosta de pescaria e de comer peixe (que não é meu caso) é uma boa opção de diversão. Éramos cerca de 40 pessoas.

Iniciamos a caminhada por volta das 09h00min. O início da caminhada foi por dentro do próprio Pesque Pague. Depois atravessamos um pasto, passamos por algumas cercas de arame farpado, atravessamos um riacho duas vezes, o que deu um pouco de trabalho para muitos dos caminhantes, mas felizmente sem incidentes e quedas. Atravessamos um pequeno trecho de mata, mais um pasto, outra cerca de arame farpado, uma plantação de milho, outro pasto e logo pegamos uma pequena estrada de terra. Alguns trechos dessa estrada tinha barro e ajudei algumas pessoas a atravessarem esse barro. Teve uma senhora que escorregou, quase caiu e quase me levou junto para o barro. Mas no fim foi somente um susto que gerou boas risadas. Caminhei boa parte do percurso com minha amiga Miralva. Essa foi a quarta caminhada que fazemos juntos, desde outubro último. Teve um trecho que caminhei ao lado de duas senhoras orientais e a filha de uma delas. Uma das senhoras era boa de papo e fomos falando sobre caminhadas e viagens. O legal das caminhadas é justamente conversar com um, com outro e fazer novas amizades, trocar experiências. O percurso da caminhada era muito bonito, com bastante descidas e algumas subidas não muito difíceis. O que me chamou a atenção foi que em muitos trechos caminhamos sob a sombra de árvores, o que ajudou aliviar o calor, pois o sol da manhã estava muito quente. Uma brisa fresca e constante também ajudou a aliviar o calor, mas mesmo assim minha camiseta ficou o tempo todo encharcada de suor.

Dessa vez não caminhei num ritmo muito ligeiro, acabei indo no “final da fila”. Fiz algumas paradas para tirar fotos, beber água e admirar uma ou outra paisagem. O pior trecho acabou sendo o último quilômetro e meio, que era uma subida que não tinha fim. Mesmo parte da subida sendo sob árvores, foi terrível vencer aquele trecho. O prêmio veio logo em seguida, pois a subida acabava no portão de uma chácara onde seria o fim da caminhada e onde o almoço seria servido. Passava um pouco das 11h00min e o grande prêmio para mim foi ver que o lugar tinha uma convidativa piscina. Não demorou muito e eu estava dentro da piscina descansando e me recuperando da caminhada. Foram poucos que desfrutaram da piscina, pois o pessoal não sabia que teria piscina e não levou roupa apropriada pra entrar na água. Felizmente minha calça de caminhadas vira facilmente uma bermuda e acabei sendo um dos que mais aproveitou a piscina. Sempre é bom terminar uma longa e cansativa caminhada em algum rio, cachoeira e pela primeira vez em uma piscina. Não demorou muito e o almoço foi servido. A comida estava muito saborosa e tive que me conter pra não exagerar no tamanho do prato. Com o calor que estava fazendo não era aconselhável comer muito, principalmente no meu caso que iria pegar a estrada de volta pra casa logo em seguida. Depois do almoço passei um tempo conversando com algumas pessoas e logo embarcamos no ônibus de volta para o centro da cidade.

O programa de domingo acabou valendo muito a pena, foi uma caminhada agradável e mais uma vez muito bem organizada pelo pessoal de Apucarana. Espero voltar outras vezes à cidade e participar de novas caminhadas. Esse é o novo esporte ao qual tenho me dedicado após o problema grave de hérnia de disco que tive esse ano. Como não posso mais correr ou pedalar como fazia antes, a opção é caminhar. E participar de caminhadas em comunidades rurais, no meio do mato, conhecer outros caminhantes e etc, acabou sendo o clássico unir o útil ao agradável. E depois que descobri que existe uma Federação de Caminhadas, que existe um calendário, ficou ainda mais convidativo participar dessas caminhadas organizadas. E cada vez conhecendo mais caminhantes acaba existindo um intercâmbio e fico sabendo de caminhadas que estão programadas na região onde moro e até mesmo um pouco mais longe de casa, como é o caso de Apucarana, distante 180 km de Campo Mourão.

Cartaz da Caminhada Rural.

Início de caminhada.

Tinha um rio pelo caminho...

Alguns momentos da caminhada.

A arte de atravessar um riacho.

Pasto e barro.

Bebendo água e com Miralva no fim da caminhada.

Após 10 km de caminhada, piscina para relaxar.

Natal dos Correios

Minha irmã trabalha nos Correios e já faz alguns anos que aqui em casa temos o costume de “adotar” algumas cartinhas que crianças (geralmente carentes) escrevem para o Papai Noel dos Correios, pedindo algum presente de natal. É interessante ler algumas dessas cartas e mais interessante e triste é o que elas pedem de presente de natal. É comum pedirem material escolar, uma muda de roupa nova, um calçado, comida, “alguma coisa gostosa” para comerem no dia de natal, algum presente para o irmãozinho mais novo, emprego para os pais… Então peço a você que está lendo isso, que passe na agencia dos Correios mais próxima de sua casa e adote ao menos uma dessas cartinhas. Dessa forma você estará contribuindo para fazer uma criança feliz nesse natal. Lembre-se que Natal não é somente festa, presentes e consumismo exagerado, mas sim uma data para perdoar, para fazer o bem, ajudar o próximo.

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Túnel do Tempo: Estados Unidos

Ontem fez sete anos e um mês que voltei ao Brasil, após um ano vivendo em Orlando, USA. Daquele ano vivendo fora tenho boas recordações. Foi um ano difícil em alguns sentidos, mas muito interessante em outros. E algo que demorei pra me dar conta é que foi um dos melhores anos de minha vida, e que vou lembrar dele para sempre com muito carinho e saudade. Então esse “Túnel do Tempo” é para relembrar esse ano fora do Brasil, que foi de novembro de 2002 até novembro de 2003.

Na Universal Studios. (Orlando, 04/02/2003)

Disney Epcot Center (Orlando, 29/04/2003).

Island Adventure (Orlando, 30/05/2003).

No centro de Orlando. (13/07/2003)

Na Disney World. (Orlando, 07/10/2003)

Em Nova York. (24/09/2003)

Na Times Square. (Nova York, 23/09/2003)

O Leitor

“O importante não é o que pensamos, mas sim o que fazemos.”

A frase acima vi num filme que assisti sábado. O nome do filme é “O Leitor”, e conta a história de um adolescente que se envolve por acaso com uma mulher que tem o dobro de sua idade. Apesar das diferenças, os dois vivem uma bonita história de amor. Achei a frase interessante e passei o domingo pensando nela. Durante os últimos anos fui muito teórico e pouco prático em minha vida. Depois dos problemas que tive esse ano, passei a ser mais prático e comecei a deixar a teoria um pouco de lado. E isso tem me feito muito bem. Acho que a vida é pra ser mais “vivida” do que “pensada”. E o importante é ser feliz… e eu estou sendo, finalmente!

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Churras em Maringá

Passei o final de semana em Maringá. Ontem estive em um churrasco muito legal, na companhia de algumas amigas. Hoje era pra ter caminhada em Faxinal, mas foi cancelada em razão do excesso de chuva, o que foi um pena.

Local do churrasco. (04/12/2010)

Eu e Mira.

Fim de tarde em Maringá.

Piscina antes da chuva.

Caminhada pela Estrada da Graciosa

Domingo eu pretendia subir o Pico Paraná, que é das montanhas mais conhecidas da Serra do Mar aqui no Estado, a única que falta no meu currículo. Um amigo que era para ir junto teve que trabalhar e o outro deu o cano. Como é perigoso subir o Pico Paraná sozinho, tive que mudar os planos. O dia estava bonito, com sol forte e fiquei pensando o que fazer. Então decidi fazer uma caminhada sozinho pela Estrada da Graciosa, no trecho que saí de Quatro Barras (cidade distante 21 km de Curitiba) e vai até o início da descida da serra, sentido Morretes. Peguei um ônibus no centro de Curitiba e desembarquei no centro de Quatro Barras, em frente a um Centro de Informações Turísticas. No Centro de Informações fui atendido por um rapaz cujo nome não recordo e que foi muito atencioso. Pedi algumas informações, ganhei um mapa da estrada e iniciei minha caminhada. O trecho que iria percorrer eu conhecia, já tinha caminhado por ele, mas tinha sido 20 anos antes, nos tempos de Exército, quando fazíamos marchas por esse trecho da estrada. Naquela época a estrada não era asfaltada, hoje está em obras, quase toda asfaltada. Imaginei que muita coisa tivesse mudado nesses 20 anos ao longo da estrada e fui descobrindo que quase tudo mudou, poucos foram os locais que reconheci daquela época e que se mantém intocados.

A Estrada da Graciosa foi concebida a partir de 1825 para ligar o litoral a Curitiba, subindo a Serra do Mar. Ela foi construída sobre o antigo Caminho da Graciosa, que juntamente com o Caminho do Itupava, ligava Curitiba ao litoral do Paraná, mais especificamente a Morretes, Antonina e Paranaguá. Construída entre 1854 e 1873, foi durante muitos anos a estrada mais importante do Paraná. O trecho que percorri é parte do traçado original e parte não. Esse trecho saí de Quatro Barras e muitos quilômetros depois vai encontrar o trecho mais conhecido da Estrada da Graciosa, que inicia no Portal da Graciosa, ao lado da BR 116 e desce até Porto de Cima e Morretes, atravessando a Serra do Mar.

Iniciei a caminhada ás 10h00min. O sol estava muito forte e fazia calor. Meu plano inicialmente era caminhar uns 13 quilômetros e retornar, para pegar o ônibus de volta para Curitiba. Na mochila levava dois litros de água, barrinhas de cereais, castanhas de caju e um pacote de biscoitos recheados. Ou seja, comida calórica para matar a fome e repor energia rapidamente. Os primeiros três quilômetros de caminhada foram dentro do perímetro urbano da cidade, passando em frente de residências e casas comerciais. Passei pelo Marco de Dom Pedro II, que marca a passagem do Imperador pela cidade, em 1880 a caminho de Curitiba. Nesse local existia um pinheiro e a comitiva do Imperador parou sob sua sombra. O pinheiro não existe mais, foi destruído por um raio há muitos anos. No local hoje existe um obelisco contando tal fato. Fiz uma breve parada para tirar fotos, pois como muitos sabem sou admirador de Dom Pedro II e estudo sua história. Como de costume quando passo por lugares históricos, fiquei parado tentando imaginar como era aquele local há 130 anos, quando Dom Pedro II passou por ali. Mas são tantas ás mudanças ocorridas ali  desde aquela época, que fica impossível tal exercício. A única coisa que deve estar igual é o vento fresco vindo da serra e o barulho dos pássaros. Por sinal, durante toda a caminhada ouvi o canto de muitos pássaros. Segui com minha caminhada e fui descendo  e subindo a estrada, por um trecho onde tanto as subidas quanto as descidas eram leves. Pela primeira vez eu estava caminhando com bota de caminhada. Sempre caminhei de tênis de caminhada ou tênis de corrida. Tenho a bota faz alguns anos, mas nunca caminhei com ela por achá-la pesada. Então os primeiros quilômetros foram de adaptação ao calçado. No fim gostei da experiência, o conforto é bom e não viro tanto o pé como de costume. E serviu para eu descobrir onde ela faz bolha no pé, pra que eu proteja o local em próximas caminhadas.

O mapa que ganhei era bem detalhado e mostrava a quilometragem dos trechos a percorrer, o que ajuda muito, principalmente para poder calcular minha velocidade de deslocamento e projetar a duração da caminhada. Ao meio dia fiz uma parada de dez minutos na Igreja do Bom Jesus, num local chamado Campininha. Sentei na escada da pequena igreja e ali fiz um lanche rápido. Não me demorei muito, pois não queria deixar meu corpo esfriar. Ainda não estou curado totalmente da hérnia de disco (na verdade nunca ficarei curado totalmente) e em razão disso sinto dores. Quando o corpo esquenta as dores diminuem e quando o corpo esfria eu meio que travo e sinto dores fortes. Então melhor me manter aquecido, sem dores e seguindo em frente. Continuei subindo e descendo pela estrada, sendo que poucos trechos de subida eram íngremes. O trecho que percorri estava todo asfaltado, o que facilitava a caminhada, pois caminhar por pedras soltas é mais complicado. Só precisava prestar atenção nos carros que passavam, pois alguns abusavam da velocidade. Minha segunda parada foi em um boteco ao lado da estrada, num trecho deserto. Tomei uma Coca-Cola estupidamente gelada e bati papo com o dono do boteco e um cliente. Logo retomei a caminhada e um cliente do boteco que mora pela redondeza me acompanhou por cerca de um quilômetro. Fomos conversando sobre como é viver num lugar deserto e tranqüilo como aquele, até que ele pegou uma estradinha à direita e foi para sua casa. A vantagem de  andar a pé é o contato com as pessoas, que fica facilitado. Outra vantagem é ouvir o ruído dos pássaros, do vento soprando na mata, sentir o cheiro do mato, ouvir o ruído dos rios. Ou seja, sentir e ouvir tudo o que acontece ao seu redor enquanto caminha. Isso você não sente quando passa por um local de carro, ônibus ou moto. De bicicleta você sente um pouco, mas não é igual o que sente ao caminhar.

Pelo caminho pude observar muitas árvores que foram derrubadas, muitas construções novas. Em razão do asfaltamento da estrada, o progresso está chegando ao lugar e junto o capitalismo selvagem e a degradação do meio ambiente. Também vi muito lixo jogado na beira da estrada e era impressionante a quantidade de latinhas vazias de cerveja e refrigerante, que provavelmente foram arremessadas pela janela de carros. Será que esse povinho que joga lixo pela janela do carro não percebe que se todos que passarem por ali fizerem isso, em pouco tempo aquilo deixará de ser um local bonito para passear e se transformará um lixão? Cada vez mais tenho certeza de que existem muitas pessoas que não sabem e não merecem viver em sociedade, pois elas são prejudiciais ao meio que vivem. Mas não serei eu que vou mudar as coisas. Faço minha parte e sou chato com pessoas próximas que agem assim. Cabe a cada um ter consciência do que faz de errado e mudar suas atitudes.

Teve dois lugares que passei que merecem ser mencionados e onde parei mais demoradamente para tirar fotos. Um dos lugares foi a Ponte de Arco, sobre o rio Capivari Mirim. A ponte é bem antiga, não sei precisar a data. Nesse trecho a estrada mantém seu capeamento original, o que da um charme especial ao lugar. Outra parada mais demorada fiz no Oratório Anjo da Guarda. O Oratório é uma pequena capela que foi construída em 1957. Ao lado da capela tem uma espécie de estátua de anjos. Queria entrar no Oratório pra orar, mas tinham muitas abelhas na parte de cima da porta e achei mais prudente orar do lado de fora. Do outro lado da estrada tem um riacho de águas límpidas e um gramado com muitas árvores. Para tirar fotos do riacho, pulei uma cerca e torci para que não aparecesse o dono do terreno ou algum cachorro bravo. O oratório era o local escolhido para dar meia volta e retornar a Quatro Barras, para pegar o ônibus de volta a Curitiba. Pensei por uns minutos e não achei interessante a idéia de caminhar por onde tinha acabado de passar, pois isso é muito chato. Até ali tinha percorrido cerca de 15 quilômetros. Então achei mais sensato seguir em frente e caminhar mais 12 quilômetros até o Portal da Graciosa. Eu sabia que aos domingos saí de Morretes um ônibus no final da tarde, com destino a Curitiba e que esse ônibus faz uma rápida parada no Portal da Graciosa. Então eu seguiria em frente e tentaria pegar esse ônibus. O risco era perder o tal ônibus. Se isso acontecesse à solução seria tentar pegar carona.

Continuei minha caminhada e agora a paisagem ia ficando mais bonita, pois eu ia me aproximando cada vez mais da Serra do Mar e de seus morros. Logo passei por outra capela, a Capela São Pedro. Tirei algumas fotos meio de longe e segui em frente, preocupado com o horário do ônibus. Peguei um trecho forte de subida. O sol cada vez mais quente e uma bolha no calcanhar direito começando a incomodar. Mas segui firme em frente, pois se tinha chegado até ali não ia desistir. Cheguei na Ponte do Rio Taquari, que está sendo reformada. Por baixo da ponte passa um rio raso de água transparente. Parei alguns segundos para tirar uma foto e segui em frente. A água era convidativa, mas o receio de perder o ônibus me fez seguir em frente. Logo mais passei por uma entrada que leva a um trecho original do Caminho da Graciosa, trilha muito anterior a Estrada da Graciosa. Andei algum tempo ao lado de um rio num trecho sem asfalto e margeado pela Mata Atlântica. Cheguei ao entroncamento que leva a esquerda para o Portal da Graciosa e BR116, e a direita para Morretes, pelo trecho de paralelepípedos e de serra da Estrada da Graciosa. Do entroncamento até o Portal foram pouco mais de 3 quilômetros de caminhada, dessa vez por trechos de sombra, sob árvores. Dei uma parada pra tirar fotos em frente ao Campo de Instruções do 20 BIB. Freqüentei esse campo de instruções nos anos de 1989 e 1990, quando estava no Exército. Sei que deixei muito sangue, suor e lágrimas nesse local. Agora tantos anos depois era estranho estar ali, do lado de fora da cerca. Mais algumas dezenas de metros e finalmente cheguei ao Portal da Graciosa. Passava um pouco das 16h00min. Levei seis horas pra percorrer 27 quilômetros, sendo que de caminhada efetiva foram 04h42min, tempo que controlei parando o cronômetro do relógio toda vez que eu parava.

Me informei sobre o horário do ônibus e fiquei tranqüilo ao saber que ele ainda não tinha passado. Fui num bar tomar uma Coca-Cola e comer um pastel. Estava quase acabando de comer, quando parou um carro e desceu um casal e sua filha. O rapaz viu minha camiseta do Caminho de Peabiru e puxou conversa. Contei sobre a caminhada que tinha acabado de fazer, trocamos algumas informações e na hora de ir embora ele me ofereceu carona até Curitiba. Isso foi melhor do que a encomenda e aceitei na hora a carona. O nome do rapaz é Ézio e no carro fomos conversando sobre viagens, caminhadas e outros assuntos similares. Ficamos de combinar alguma caminhada qualquer dia desses. E foi assim que terminou meu domingo e minha caminhada, que foi muito prazerosa. E caminhar 27 quilômetros sob sol, serviu para mostrar que estou cada dia melhor fisicamente, até melhor do que estava antes de ter a hérnia de disco. Na verdade fazia muitos anos que não tinha um condicionamento físico igual tenho agora. A parte chata são as dores que me acompanham, mas terei que aprender a conviver com elas. Para ter qualidade de vida e não ficar travado pela hérnia de disco, sempre terei que fazer atividades físicas. E fazer atividades físicas me ajuda a curar de vez a depressão. Ou seja, não posso mais parar. Se quiser viver bem e com qualidade, terei que viver me exercitando, pedalando, correndo, caminhando. E isso me causa dores. Estou naquela de que se correr a dor me pega e se ficar a dor me come… Mas com dor ou sem dor, quero é voltar a ser feliz e isso a cada dia estou conseguindo mais e mais. Que venham outras caminhadas!!!

Marco de Dom Pedro II.

Ponte de Arco.

Oratório Anjo da Guarda.

Aspectos da estrada.

Mais aspectos da caminhada.

Pela Estrada da Graciosa.

Últimos 2 km de caminhada.

Entroncamento da Estrada da Graciosa (vim pela direita).

Fim dos 27 km de caminhada. (28/11/2010)

Cecília Meireles

Tu Tens um Medo

Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo…
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos…
Enganados…
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor…
… E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu, que é eterno.

Cecília Meireles

Pedal em Cambé/Pr

As poucas horas que passei em Cambé na casa de meu amigo Pierin, foram bem agradáveis. Nos conhecemos em 2007 durante o Caminho do Peabiru e desde então nos reencontramos algumas outras vezes em caminhadas. Sua esposa e seus filhos também são muito legais, me trataram super bem. E o ponto alto da visita foi um passeio de bike que fiz com o Pierin e seu filho Lucas. Pedalamos uns 10 km, entre cafezais, trilhos, estradas de terra e asfalto. O lugar era bonito e mesmo com o sol quente da manhã foi um passeio agradável que terminou em um bar, numa conversa regada a dois litros de Coca-Cola.

Início do pedal.

Pedalando pelos trilhos do trem.

Pedalando pelo cafezal.

Lucas, Pierin e Vander. (Cambé/Pr - 21/11/2010)

Caminhada da Lua – Apucarana/Pr

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Sábado á tarde eu estava meio injuriado, triste e sem vontade de fazer nada. Fui ler meus emails e então vi um convite que tinham me enviado sobre uma caminhada noturna na cidade de Apucarana, distante 180 km de onde eu estava. Pensei um pouco, olhei no relógio e vi que faltavam duas horas para a saída da caminhada. Então arrumei minhas coisas correndo e peguei a estrada. Chegar em Apucarana foi o mais fácil, a estrada estava tranqüila e o dia bonito. O problema era encontrar o tal Parque da Redenção, local da caminhada. Parei bem no centro da cidade, desci do carro e saí caminhando e perguntando as pessoas sobre o tal parque. Não demorou muito e um cidadão me deu umas informações úteis, ao menos fiquei sabendo pra que lado ficava o parque. Faltavam apenas cinco minutos para o horário de partida da caminhada, mas como estamos no Brasil sei que poucas coisas realmente acontecem no horário marcado. Rodei mais uma hora e pedi informações pra muitas pessoas pelo caminho. Teve um cara que foi cômico, ele estava meio cozido na cachaça e falava pra eu virar a esquerda e mostrava para o lado direito da rua. Se eu fosse depender das informações dele, estaria até agora lá em Apucarana perdido. Sei que já estava escurecendo quando encontrei o tal parque, após quase uma hora rodando meio sem rumo. E como eu previa a caminhada ainda não tinha começado, estavam atrasados, terminando de fazer o aquecimento. Fiz minha inscrição rapidamente, troquei de roupa e consegui alcançar o pessoal que já estava pegando a estrada. Encontrei alguns amigos de caminhadas anteriores: Pierin, de Cambé; Miralva, Terezinha e Rosangela de Maringá. O Pierin me esperou trocar de roupa e fomos caminhar juntos.

O Parque da Redenção é um lugar muito bonito, cheio de esculturas enormes retratando imagens bíblicas, tipo Santa Ceia e Via Crucis. A noite estava bonita, com um lua cheia linda e o céu sem nuvens. Era possível caminhar em muitos trechos sem a utilização de lanterna, somente com o clarão da lua. Caminhei o tempo todo ao lado do Pierin, seguimos num bom ritmo e ultrapassamos muitas pessoas. Muitas vezes paramos pra tirar fotos e também íamos conversando com algumas pessoas, caminhando ao lado delas por alguns minutos. O percurso de 10 km não era dos piores, teve somente uma subida puxada. Além de caminhar por estradas, também percorremos trilhas no meio de uma plantação de milho e outra no meio da mata, seguindo um fio de nylon. Isso me fez lembrar os tempos de Exército, quando fazíamos patrulha a noite no meio do mato sem lanterna, seguindo um fio de pesca. Nesse trecho da mata o Pierin caiu um tombo e pra sorte dele estava com minha câmera em mãos no momento, pois senão eu teria conseguido tirar boas fotos do tombo. No meio do caminho teve uma parada para café, num sitio onde se planta café. O cheiro estava muito bom, mas como não gosto de café nem cheguei a provar pra ver o sabor também estava bom.

Após quase três horas de caminhada chegamos novamente ao Parque da Redenção. A janta estava pronta e eu faminto. Não me fiz de rogado e enchi o prato, com direito a repeteco. O momento infeliz da janta foi queimar a boca com uma batata quente, cozida. Eu não conseguia engolir a batata, não conseguia tomar refrigerante pra amenizar a dor e fiquei com vergonha de cuspir tudo, pois tinha muita gente em volta. Foi cômico, mas triste, minha boca ainda dói. Tinha musica e antes de ir embora ainda dancei um pouquinho com a Miralva. O Pierin me convidou pra dormir na casa dele, em Cambé, uma cidade distante 36 km dali. Achei o convite atrativo, pois estava cansado, estava tarde e seria bem melhor viajar 36 km até Cambé, do que quase 200 km pra voltar pra casa. Então nos despedimos do pessoal e fui seguindo o carro do Pierin até chegar em sua casa. Essa Caminhada da Lua foi minha primeira caminhada noturna e gostei da experiência. O desgaste é menor do que caminhar sob o sol e como sou admirador de noites de lua cheia, a caminhada foi muito legal.

Parque da Redenção.

Noite de lua cheia.

Caminhando na mata e no milharal.

Parada para o café.

Fim da caminhada e janta.

Túnel do Tempo: 1985

A foto desse Túnel do Tempo foi tirada no dia 10/10/1985 durante o desfile de aniversário de Campo Mourão. Ela serve pra mostrar aos amigos que tiravam sarro de mim em razão de minha barba ser vermelha e o cabelo não, que meu cabelo já foi avermelhado. É que depois de 20 anos cortando o cabelo bem curtinho, meu cabelo escureceu e a barba não. O pq? Não sei!!!

Em Campo Mourão: 10/10/1985
Em Campo Mourão: 10/10/1985

Guimarães Rosa

…o correr da vida embrulha tudo; a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Ser capaz de ficar alegre e mais alegre no meio da alegria, e ainda mais alegre no meio da tristeza…

No fim tudo da certo… se não deu certo, é pq não chegou o fim!

Guimarães Rosa

Guimarães Rosa

Pra pensar

É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.

Adrian Pierce Rogers (1931 – 2005)

O texto acima é interessante e vale a pena ser analisado, principalmente quando no Brasil acabam de eleger um novo Presidente(a) populista que ganhou milhares de votos distribuindo “bolsas esmola” para a população mais pobre. Sou a favor de distribuição de renda, mas não da forma eleitoreira e caça votos que é feita atualmente no Brasil. Da maneira que está sendo feita a distribuição de renda através de bolsas e vale não sei o quê, está se criando nesse país uma geração de pessoas que preferem não trabalhar e ter uma renda mínima dada pelo governo, do que trabalhar e ganhar um pouco mais com seu próprio suor. E seria bem melhor para o povo e para o Brasil se o governo desse saúde e educação de qualidade para o povo, bem como gerasse empregos, pois dessa forma não seria necessário distribuir tantas bolsas e vales esmola para o povo mais necessitado.

Adrian Pierce Rogers (Pastor evangelista)

Talita e família

Quem me enviou a foto abaixo foi a Talita, minha ex-noiva e hoje grande amiga. Na foto estão a Talita, seu esposo Jörg e suas filhas Sofia e Melissa. A Talita vive na Alemanha há pouco mais de oito anos, se casou com um alemão e lá teve suas lindas filhas. No período em que estive muito mal, a Talita foi uma das muitas pessoas que estavam “ausentes” de minha vida e que de repente surgiram pra me dar uma força. Sou grato por isso, principalmente por ela ter me perdoado por alguns erros meus do passado que a fizeram sofrer muito. Num momento onde a culpa me consumia, o perdão dela me fez muito bem, me ajudando a iniciar a caminhada rumo minha recuperação emocional.

PS: A publicação da foto aqui no Blog foi devidamente autorizada pela Talita.

Talita, Jörg, Melissa e Sofia.

Pedal no feriado

Hoje sendo feriado, foi dia de encontrar meu amigo de “pedaladas” Luis Cesar e pegar a estrada. O dia estava bonito, com sol e sem muito calor graças a um ventinho fresco que soprava. Tínhamos um plano em mente que não foi possível realizar, mais por minha culpa que errei o caminho uma vez e depois não consegui encontrar a trilha que levava até uma pinguela para atravessar um rio. Acabamos tendo que pedalar pelo meio de uma plantação de trigo recém colhida, o que foi muito cansativo. Chegou um momento em que achamos melhor abortar o plano inicial e voltar. Essa decisão se mostrou a mais acertada, pois na parte final do “pedal” estávamos arrebentados e percebemos que não teríamos conseguido cumprir de forma completa o trajeto inicialmente imaginado. Esse trajeto ficará pra uma próxima vez quando estivermos mais preparados. Pra facilitar o retorno seguimos por uma estrada asfaltada, andando ao lado da pista. Mesmo sendo mais perigoso foi menos cansativo. Na volta paramos num posto de gasolina na beira da estrada pra tomar uma Coca-Cola gelada. Foi umas das cocas mais deliciosas que já tomei, pois estava com sede, com a boca seca e cheia de poeira. Mesmo tendo sido um passeio cansativo, valeu muito a pena e em breve devemos fazer juntos novas trilhas.

Vander e Luis Cesar.

Pedalando no meio da plantação.

Meio que perdidos...

Coca gelada.

Última subida do dia.

Mais um texto de Charles Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima. Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é…Autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… Respeito. Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que  me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… Amor-próprio. Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a… Humildade. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Charles Chaplin

PS: Esse foi mais um texto interessante que a Andrea me enviou. E concordo com ela que disse que o texto tem muito em comum com o que estou vivendo hoje.

Chaplin

Deise & Luciano

Ontem recebi uma mensagem simpática da Deise, que é casada com meu primo Luciano. Entre outras coisas ela escreveu: Parabéns pelo seu blog somos leitores fanáticos dele, suas dicas de passeio e viagens são excelentes!!! Fico feliz em saber que pessoas da família com as quais tenho pouco contato, tem acompanhado e gostam do meu humilde Blog. Esse é mais um incentivo pra continuar com o blog e procurar melhorar a qualidade dos conteúdos aqui publicados.

Aproveito para mandar um forte abraço aos dois e a seu filhote, Lucas. E que continuem acompanhando o Blog, e que se meus projetos para 2011 derem certo, ano que vem terá um conteúdo muito interessante. Aguardem!!!

Meus primos: Luciano & Deise

Caminhada na Natureza: Nova Tebas/Pr

Minhas experiências com caminhadas se limitavam as trilhas que fazia na Serra do Mar, próximo a Curitiba e as peregrinações pelo Caminho de Peabiru. Agora descobri que existe um circuito de caminhadas, organizado pela CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CAMINHADAS. Eu desconhecia que caminhada é considerada um esporte e que existia até mesmo uma confederação. De qualquer forma resolvi aderir ao “esporte” e daqui pra frente vou ficar de olho no calendário de caminhadas organizadas pela confederação, que fazem parte de um projeto denominado Anda Brasil  (http://www.andabrasil.com.br/?q=panels/organization).

E minha primeira caminhada dentro do projeto Anda Brasil, aconteceu na cidade de Nova Tebas. Na verdade foi num local distante 23 km de Nova Tebas. A aventura iniciou antes da caminhada, pois chegar até o local chamado de Mil Alqueires, não foi nada fácil. Pensei que a caminhada sairia de Nova Tebas e cheguei na cidadezinha quase na hora prevista para o início da caminhada. Então tive a infelicidade de descobrir que o local da caminhada seria mais pra frente, e teria que seguir por uma estrada sem asfalto e numa região de serra. Após andar poucos quilômetros me perdi e quando já pensava em desistir e voltar pra casa passou por mim uma caminhonete do Corpo de Bombeiros. Pedi que parassem e numa rápida conversa descobri que estavam indo acompanhar a caminhada, denominada Caminhada na Natureza. Expliquei que estava meio perdido e não conhecia a região, e os bombeiros me pediram para seguí-los. Os segui por 20 quilômetros e foi uma grande aventura. Eles correram bastante e a estrada era ruim, levantava muita poeira e numa região de serra, com muitas subidas e alguns precipícios. Senti-me numa corrida de raly e em muitos momentos a adrenalina foi grande, pois em algumas curvas o carro ia de lado derrapando nas pedras e eu quase sem ver a estrada em razão da poeira. E pra piorar, na parte final tinha uma forte neblina e a combinação poeira+neblina significou visibilidade quase zero. Mesmo assim cheguei ileso ao local do início da caminhada e feliz com o perigoso e delicioso quase raly de que tinha participado.

Na comunidade Mil Alqueires existe uma igrejinha, um pequeno salão de festas e algumas poucas casas. O local era no alto de uma serra e a região era muito bonita. Fiz a inscrição que foi gratuita, ganhei um crachá que deveria ser carimbado em quatro pontos da caminhada e fui para o local de aquecimento. Acabei encontrando alguns conhecidos de Maringá, que tinham participado comigo da peregrinação pelo Caminho de Peabiru. Conversei um pouco com o pessoal e ás 09h00min iniciou a caminhada. Fui junto com o pessoal de Maringá, pois conversar durante a caminhada é mais gostoso e sempre tem alguém pra tirar fotos. Tinha muita gente participando, muitos adolescentes, todos da região. O percurso seria de 14 km, por uma região bastante acidentada e com muitas subidas fortes. Naquele momento fiquei pensando se aquele pessoal conseguiria chegar até o final. Mais tarde descobri que a maioria do pessoal pegou carona com dois ônibus que acompanharam a caminhada. Chamou-me a atenção um grupo da cidade de Pitanga, que chegou todo uniformizado e com muitas mulheres. Pensei que o pessoal caminhava sempre e que estava bem preparado. No final todo esse grupo subiu num ônibus, quando chegamos à subida mais íngreme e sob o sol do meio dia. Quando cheguei ao final do caminho (caminhando) todo esse grupo estava almoçando.

Os primeiros quilômetros da caminhada foram de descida, passando por estradas, plantações de soja recém plantadas, algumas fazendas e pelo meio do mato. A região é muito bonita e dava gosto caminhar por ela. No caminho fizemos uma parada num local chamado “Casa de Pedra”, que na verdade é uma gruta onde da pra entrar. Ainda pelo caminho paramos numa fazenda pra tomar limonada e seguimos em frente. Fizemos algumas paradas pra carimbar o crachá e pra tirar fotos. Caminhei quase o tempo todo com o Jair, Ieda, Rosangela, Ivanir, Miralva e Terezinha, todos de Maringá. Depois encontrei o Valterio, o Celso e os outros meninos de Maringá, que chegaram atrasados e caminharam no final da turma. Combinamos de nos encontrar em futuras caminhadas e talvez acampar ali mesmo nos Mil Alqueires.

A parte final da caminhada foi a mais difícil, onde descemos um morro muito íngreme. Paramos um tempo num rio, onde tinham duas pequenas cachoeiras. Numa delas dava pra ver alguns peixinhos tentando subir a cachoeira, fazendo a piracema, indo procriar no mesmo local onde nasceram. Após sairmos do rio pegamos a estrada e enfrentamos o trecho mais difícil, com uma subida sem fim, poeira e o sol do meio dia que estava mais quente que de costume. O último ponto de carimbo do crachá era no pé de um pequeno morro, onde no alto foi colocada uma luneta para se observar a bela vista da região. Não tive forças para subir o morro e olhar pela luneta, guardei minhas últimas energias para caminhar os dois quilômetros finais. Depois desse último ponto de carimbo, poucas pessoas seguiram caminhando, a maioria pegou carona nos ônibus da equipe de apoio. O numeroso grupo de Pitanga estava todo dentro de um ônibus e o líder do grupo desceu com um monte de crachás na mão e foi pegar os carimbos. Não achei aquilo certo, mas achei melhor ficar quieto. O trecho final segui com a Ieda e a Rosangela, literalmente comendo poeira. Chegamos ao mesmo local da partida, mas pelo outro lado, pois tínhamos caminhado em círculo. Estavam todos almoçando, pois além da caminhada estava acontecendo no local uma festa. Pelo que vi menos da metade do pessoal que iniciou a caminhada terminou a mesma caminhando. Cheguei arrebentado, mas feliz por ter superado mais um desafio e por não ter sentido minhas dores da hérnia de disco, sinal de que estou quase que totalmente curado.

Fui almoçar e me deparei com a comida fria e o refrigerante quente. Ou seja, quem caminhou realmente o trecho todo acabou sendo prejudicado e quem pegou caronas pelo caminho teve comida quente e refrigerante frio. Mas tudo bem, o importante é que cumpri a missão que tinha escolhido e minha consciência estava tranqüila, pois caminhei o trecho todo e isso para mim é o que vale. Não sou do tipo que faz algo pela metade e depois conta vantagem para os amigos dizendo que fez algo que na verdade não fez. Após almoçar me despedi dos amigos e peguei estrada. Daí se iniciou outra aventura, que foi a falta de gasolina. Eu tinha gasolina suficiente pra ir até Nova Tebas e voltar, mas não contava que teria que andar 56 km em estrada de chão além do que previa. Na volta a gasolina entrou na reserva e ao chegar a Nova Tebas descobri que na região os postos não abrem nos finais de semana. Ainda tentei ir à casa do dono de um posto de gasolina, que um morador me mostrou onde era, mas ele não estava em casa. Então eu tinha duas opções, ou ficava ali até não sei que hora esperando o dono do posto chegar em casa ou arriscava chegar ao posto aberto mais próximo dali, que ficava a quase 50 km. Pensei um pouco e resolvi arriscar, pois a estrada era de serra e quase toda de descidas, onde daria pra ir no embalo. Dei sorte e quando encontrei um posto aberto o carro estava começando a falhar. Mais um quilometro e eu ficaria parado na estrada com pane seca. No final das contas valeu a aventura toda. Foi um dia interessante, divertido, onde revi amigos, fiz novos amigos e superei mais uma meta em busca de minha total cura física e mental. Que venham outras caminhadas!!!

PARA AMPLIAR CLIQUE NA IMAGEM

Brincando de raly no meio da neblina.

Bela paisagem.

Início da caminhada.

Caminhando por dentro de uma fazenda.

Caminhando…

Parada para carimbar o crachá.

Na “Casa de Pedra”.

Ivanir, Jair, Ieda, Vander e Rosangela.

Chegando em mais uma fazenda.

Vander, Miralva, Rosangela, Ivanir, Terezinha, Ieda e Jair.

Ando devagar porque já tive pressa …

Uma das belas paisagens do caminho.

Eu e o grupo do Jair, que veio de Maringá.

No rio com os “meninos” de Maringá.

Festa na Comunidade Mil Alqueires.

Ainda sobre a Fest Comix

No período pós Fest Comix muitos sites, fóruns e blogs sobre quadrinhos publicaram textos sobre o evento. E no meio desse turbilhão de publicações acabei aparecendo numa foto na página principal do site Texbr (www.texbr.com) onde o Gervásio, coordenador do site, publicou algumas fotos que tirei no evento. E os textos sobre a Fest Comix e sobre o Civitelli que publiquei aqui no blog, foram adaptados para o português de Portugal e condensados num único texto, que foi publicado no Blog do Tex (http://texwillerblog.com/wordpress/), blog português coordenado pelo Zeca. Foi interessante ver os textos que escrevi publicados com algumas palavras diferentes, algo que foi necessário para que os amigos portugueses pudessem entender meus textos adequadamente.

Aproveito para agradecer ao Gervásio e ao Zeca pela publicação de fotos e textos gerados por mim e que fiquem a vontade para usar e abusar de todo conteúdo de textos e fotos existentes em meu blog, conteúdo que eles podem utilizar sempre que desejarem e nem precisam pedir autorização.

Meu texto adaptado e publicado no Blog de Tex em Portugal.

Aqui pareceço numa foto na página principal do site Texbr.

Fabio Civitelli

Na 17ª Fest Comix, Fábio Civitelli não se portou como uma “estrela” conhecida mundialmente, mas sim como fã de quadrinhos. Distribuindo sorrisos, simpatia, autógrafos e sempre disponível para tirar fotos, ele conquistou a todos os fãs de Tex e dos demais personagens Bonelli que estavam presentes na feira, além de leitores de outros tipos de quadrinhos. Civitelli é italiano de Lucignano, nascido em 9 de abril de 1955. Começou a trabalhar profissionalmente como ilustrador em 1974, na editora Studio Origa, desenhando a série Lady Lust. Em seguida trabalhou para a editora Edifumetto, desenhando Lo Scheleto, I Sanguinari e I Notturni para a Ediperiodici. Depois a seção Super Eroica para a Dardo. Após isso desenhou a série Karatex, Zanna Bianca e Zordon. No ano de 1977 trabalhou em Corrier Boy, L’Intrepido, Il Monello e Doctor Salomon. Para a editora Cenisio ele ilustrou Terror Blue e Furia. Fabio Civitelli chegou a ilustrar aventuras do Quarteto Fantástico e do Homem Aranha. Começou a trabalhar para a Bonelli Editore em 1979, desenhando o personagem Mister No. Em 1983 desenha Pomeriggio Cubano e a partir de 1985 passa a fazer parte do staff de Tex, onde permanece até hoje, sendo um de seus principais desenhistas.

Em sua passagem pelo Brasil, Fabio Civitelli teve como cicerones o editor Dorival Vitor Lopes, da Mythos Editora e José Carlos Francisco (Zeca), um português que é fã incondicional de Tex e que veio ao Brasil exclusivamente para acompanhar Fabio Civitelli e participar da 17ª Fest Comix. E aproveitando a presença de Fabio Civitelli no Brasil, a Mythos Editora promoveu dois lançamentos alusivos a essa visita. Foi lançado o livro “O Oeste Segundo Civitelli” e o “Especial Civitelli nº 1”. O especial tem 336 paginas, e traz a aventura “O Presságio”, que além de ser a história favorita de Civitelli, conta com seus desenhos e argumento. Já o livro “O Oeste Segundo Civitelli”, traz a cronologia de toda a obra de Fabio Civitelli, bem como traz a explicação e comentários do autor para as principais passagens de cada aventura de Tex que ele desenhou. Também mostra em detalhes pelo próprio autor sua elaborada técnica para desenhar e a quadrinhografia de tudo o que ele realizou durante sua carreira artística. E de bônus traz dezenas de ilustrações inéditas e 16 páginas em cores. Em formato grande, com 154 paginas e capa quase dura, vale á pena conhecer e ter essa obra em sua gibiteca.

Durante sua participação na Fest Comix, Fabio Civitelli distribui cópias de um desenho que mostra Tex e seu cavalo passeando tranquilamente pela avenida Paulista, em São Paulo. Devidamente autografado, esse desenho será uma bela recordação e um tesouro na coleção dos colecionadores e fãs de quadrinhos que estiveram visitando o “canto” da Mythos Editora durante a 17ª Fest Comix. 

Fabio Civitelli e seu livro.

Livro: O Oeste Segundo Civitelli

Tex caminhando na Avenida Paulista.

Vander e Fabio Civitelli.

Vander e Civitelli.

Livro autografado e com desenho feito pelo Civitelli.

17ª Fest Comix

Unindo o útil ao agradável, fui participar da 17º Fest Comix em São Paulo. Aproveitei que atualmente ás passagens aéreas estão mais baratas que ás de ônibus em alguns casos, que minha namorada mora em São Paulo e que muitos amigos (um do exterior inclusive) estariam presentes nessa feira de quadrinhos, resolvi arrumar a mala e viajar 700 km (80 km de carro e 620 km de avião) e ir participar da “Fest Comix”. E outro atrativo seria a presença do Fabio Civitelli, desenhista italiano de renome internacional que faz parte do staff da Bonelli Editore e desenha aventuras do Tex. A decisão de participar da feira foi muito acertada, pois foi um final de semana muito divertido, onde pude rever amigos que já conhecia e conhecer pessoalmente alguns amigos com quem me comunicava pela internet há oito, nove anos. A Andrea, minha namorada me acompanhou nos dois dias de feira e mesmo não entendendo e nem gostando muito de quadrinhos, acabou gostando da experiência e fez novos amigos e amigas.

Os amigos que já conhecia pessoalmente e pude rever foram: Felipe (Curitiba), Valdivino e seu filho Jhon Lucas (Curitiba), Gervásio (Sapucaia do Sul – RS), Maria Eddy (São Paulo), Zeca (Anadia – Portugal), Nilson Farinha (Jundiaí – SP), Julio Schneider (Curitiba), Dorival Vitor Lopes (São Paulo) e José Ricardo (Rio de Janeiro). E dos amigos que conhecia somente pela internet e dessa vez pude conhecer pessoalmente foram: Ary Canabarro, Neimar Capela e Jesus Nabor (todos do Rio Grande do Sul), Antonio Moreira (Niterói – RJ), GG Carsan (João Pessoa – PB), Levi Trindade (São Paulo), João Batista (Tatuí – SP) e também o Paulo César Lopes, Nei Souza, Elias, Filipe Ferreira e o Mário Latino. Também conheci o Marcos Maldonado, letrista de quadrinhos Bonelli desde que comecei minha coleção no inicio dos anos oitenta e sua simpática esposa, Dolores. E conheci o grande Fabio Civitelli, que se mostrou uma simpátia de pessoa e com quem até consegui conversar um pouco em italiano. Confesso que esqueci o nome de alguns outros colecionadores com quem tive contato na feira, mas era tanta gente que no tumulto alguma informação sempre se perde.

Quando cheguei na feira já estava acontecendo uma palestra com o Fabio Civitelli. Na mesa junto ao palestrante estavam o GG Carsan e o Zeca, que fazia ás vezes de tradutor, já que o avião do Julio, o tradutor oficial, atrasou. Ficou até engraçado ver um português traduzindo um italiano. Mesmo tendo engasgado algumas vezes o Zeca se saiu bem e já pode até negociar com o Dorival uma vaga de tradutor na Mythos Editora. A palestra foi muito bacana, o publico participou fazendo perguntas e o Fabio Civitelli foi atencioso nas respostas. Se não fosse o pessoal da organização do evento pedir para encerrar, pois tinha outro palestrante esperando a vez, a palestra com o Fabio seguiria tarde afora certamente. A feira teve três dias e participei somente dos dois últimos, mas mesmo assim valeu muito á pena e tomara que no futuro existam outras oportunidades de se reunir num mesmo local a mesma quantidade de amigos colecionadores de quadrinhos. Na noite do sábado pra encerrar o dia com chave de ouro fomos comer uma pizza. Aos todo estávamos em 12 pessoas, incluindo o Fabio Civitelli. Como o pessoal estava cansado e o dia seguinte seria longo para muitos, que inclusive iam viajar para suas casas, o papo a mesa da pizzaria não se prolongou muito, mas mesmo assim não deixou de ser um momento agradável e marcante.

Comparado a muitos amigos que estiveram presentes na Fest Comix, posso me considerar um privilegiado. Viajei uma hora de carro e mais uma hora de avião. Desembarquei em Congonhas, que é um aeroporto dentro de São Paulo. Minha namorada mora bem em frente ao aeroporto e além de ficar hospedado na casa dela, ela foi minha motorista exclusiva o tempo todo. Então perto de amigos que vieram de lugares bem mais distante do que eu, que tiveram gastos com hospedagem, que precisaram andar de ônibus e metrô sem conhecer a cidade direito e outros que desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos ou em Viracopos e tiveram que viajar mais uma hora para chegar a São Paulo, meu “sacrifício” pra participar da Fest Comix foi “café pequeno”. Admiro o esforço e sacrifício desses amigos que passaram por dificuldades e tiveram altos gastos para estarem presentes na feira e que mesmo assim estavam muito entusiasmados e felizes de estarem presentes nesse evento que para os texianos de plantão será inesquecível.

Para  saber   mais  sobre a  17ª  Fest Comix   e  a  visita  de  Fabio Civitelli  ao  Brasil,  visite nos endereços abaixo  o  Portal Texbr,  coordenado pelo Gervásio e o Blog do Tex, coordenado pelo amigo português José Carlos Francisco (Zeca).

www.texbr.com

http://texwillerblog.com/wordpress/

PARA AMPLIAR CLIQUE NAS IMAGENS

GG Carsan, Fabio Civitelli e Zeca.

Em Pé: Dorival Vitor Lopes, Nilson Farinha, Vander, Paulo, Neimar, GG e Adilson.  Agachados: Levi, Julio Schneider, Felipe, Zeca, Fabio Civitelli e Gervásio.

Nilson, Gervásio, Marcos Maldonado, Vander, Zeca e Julio.

Felipe, GG e Vander.

Julio, Civitelli e Vander na pizzaria.

Fazendo umas compras na feira.

José Ricardo e Civitelli.

Vander, Jhon Lucas, Valdivino e GG.

Pegando “mais um” autógrafo do Civitelli.

Puerto Iguazú – Argentina

Como último passeio pela região de  Foz do Iguaçu,  fomos passar um final  de tarde  em Puerto Iguazú, Argentina. Diferente da entrada no Paraguai onde não nos pediram documento algum ao sair do Brasil e ao entrar no Paraguai, entrar na Argentina foi um pouco mais complicado. Tivemos que apresentar documentos ao sair do Brasil e também ao entrar na Argentina. A Andrea já conhecia a Argentina, pois já esteve em Buenos Aires e outras cidades. De antemão avisei a ela que Puerto Iguazú era bem diferente da Argentina que ela conhecia. A cidade é pequena e meio sujinha. Já estive ali algumas vezes e sabia o que ia encontrar. Chegamos à cidade no final do dia e fomos fazer um passeio a pé pelo centro. Depois demos uma volta de carro e paramos fazer umas compras num supermercado. Com o real valendo R$ 2,15 para cada peso argentino, foi divertido ir ao supermercado. Compramos pouca coisa, na maioria produtos que não tem no Brasil ou que são mais caros por aqui. Consegui encontrar iogurte de doce de leite, algo que até hoje só vi na Argentina. Depois fizemos um lanche na saída da cidade e retornamos ao Brasil a noite.

História: Puerto Iguazú (Porto Iguaçu em português) é uma cidade da província de Misiones e está localizada a 18 km das Cataratas do Iguaçu. Próxima a cidade fica a Ponte Internacional Tancredo Neves, inaugurada em 1985 e que liga o Brasil a Argentina. O turismo é a principal atividade econômica da cidade, já que o comércio e a hotelaria também são as principais fontes de renda. Nos últimos anos à cidade tem recebido um grande número de hoteis internacionais, os quais estão construindo suas edificações às margens do Rio Iguaçu. Alguns atrativos turísticos da cidade são as Cataratas do Iguaçu (lado argentino), Marco das Três Fronteiras, a feira artesanal localizada no mesmo, o complexo La Aripuca, o porto, o Museu de Imagens da Selva, o Museu Mbororé, o Parque Natural Municipal Luis Honorio Rolón, o centro de reabilitação para aves Guira Oga e um cassino internacional (o qual forma parte de um hotel). A cidade possui um centro comercial nas cercanias da Ponte Internacional Tancredo Neves, o Duty Free Shop.

Puerto Iguazú.

No centro de Puerto Iguazú.

Itaipu Binacional

Outro  passeio   interessante   que  fizemos  na  região  de  Foz  do Iguaçu,   foi  visitar a  Itaipu Binacional. Já estive em Itaipu duas vezes, nos anos de 1985 e 1986. Dessa vez pude perceber que muita coisa mudou para melhor, que a represa está finalizada e que o passeio por ela agora é mais organizado e com ônibus próprio. Mesmo pagando ingresso, vale a pena fazer tal passeio. Após assistirmos um vídeo informativo sobre Itaipu, embarcamos num ônibus sem teto e fomos passear pela represa, fazendo paradas em pontos estratégicos. De frustrante foi constatar que o vertedouro não estava jorrando água. O vertedouro jorrando água é com certeza o fato mais bonito no passeio por Itaipu. O guia nos informou que o vertedouro jorra água somente durante dois meses por ano. Das duas vezes anteriores que estive ali estava jorrando água, então devo ter tido sorte. De qualquer forma o passeio valeu á pena. Mesmo sendo uma obra de engenharia sem fins turísticos, o passeio pelo local é interessante e tudo é bonito, limpo e organizado. 

História: Itaipu Binacional é a empresa que gerencia a maior usina hidrelétrica em funcionamento e em capacidade de geração de energia no mundo. É uma empresa binacional construída pelo Brasil e pelo Paraguai no rio Paraná, no trecho de fronteira entre os dois países, 15 km ao norte da Ponte da Amizade. O projeto vai de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, no sul, até Guaíra e Salto del Guairá, no norte. A capacidade instalada de geração da usina é de 14 GW, com 20 unidades geradoras fornecendo 700 MW cada. No ano de 2008, a usina geradora atingiu o seu recorde de produção, com 94,68 bilhões de quilowatts-hora (kWh), fornecendo 90% da energia consumida pelo Paraguai e 19% da energia consumida pelo Brasil.

A Usina de Itaipu é resultado de intensas negociações entre os dois países durante a década de 1960. Em 22 de julho de 1966, os ministros das Relações Exteriores do Brasil e do Paraguai, assinaram a “Ata do Iguaçu”, uma declaração conjunta de interesse mútuo para estudar o aproveitamento dos recursos hídricos dos dois países, no trecho do rio Paraná “desde e inclusive o Salto de Sete Quedas até a foz do Rio Iguaçu”. Em 1970, o consórcio formado pelas empresas PNC e ELC Electroconsult (da Itália) venceu a concorrência internacional para a realização dos estudos de viabilidade e para a elaboração do projeto da obra. O início do trabalho se deu em fevereiro de 1971. Em 26 de abril de 1973, Brasil e Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, instrumento legal para o aproveitamento hidrelétrico do rio Paraná pelos dois países. Em 17 de maio de 1974, foi criada a entidade binacional Itaipu, para gerenciar a construção da usina. O início efetivo das obras ocorreu em janeiro do ano seguinte. Um consórcio liderado pela construtora Mendes Júnior, executou o projeto. Para a construção foram usados 40 mil trabalhadores diretos. Para o material foi usado 12,57 milhões de m³ de concreto (o equivalente a 210 estádios do Maracanã) e uma quantidade de ferro equivalente a 380 Torres Eifell. Comparando a construção da hidrelétrica de Itaipu com o Eurotúnel (que liga França e Inglaterra sob o Canal da Mancha) foram utilizados 15 vezes mais concreto e o volume de escavações foi 8,5 vezes maior. No dia 14 de outubro de 1978 foi aberto o canal de desvio do rio Paraná, que permitiu secar um trecho do leito original do rio para ali ser construída a barragem principal, em concreto. O reservatório da usina começou a ser formado em 12 de outubro de 1982, quando foram concluídas as obras da barragem e as comportas do canal de desvio foram fechadas. Nesse período, as águas subiram 100 metros e chegaram às comportas do vertedouro às 10 horas do dia 27 de outubro, devido às chuvas fortes e enchentes que ocorreram na época. Em uma operação denominada Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-bicho”), durante a formação do reservatório, equipes do setor ambiental de Itaipu esforçaram-se em percorrer a maior parte da área que seria alagada para salvar centenas de exemplares de espécies de animais da região.

Quando a construção da barragem começou, cerca de 10.000 famílias que viviam às margens do rio Paraná foram desalojadas, a fim de abrir caminho para a represa. Muitas dessas famílias se refugiaram na cidade de Medianeira, uma cidade não muito longe da confluência dos rios Iguaçu e Paraná. Algumas dessas famílias vieram, eventualmente, a ser membros de um dos maiores movimentos sociais do Brasil, o MST. O espelho d’água da usina alagou diversas propriedades de moradores do extremo oeste do Estado do Paraná. As indenizações foram suficientes para que os agricultores comprassem novas terras no Brasil. Sendo as terras no Paraguai mais baratas, milhares emigraram para esse país, criando o fenômeno social dos brasiguaios – brasileiros e seus familiares que residem em terras paraguaias na fronteira com o Brasil.

Em 5 de maio de 1984, entrou em operação a primeira unidade geradora de Itaipu. As 20 unidades geradoras foram sendo instaladas ao ritmo de duas a três por ano. As duas últimas das 20 unidades de geração de energia elétrica começaram a funcionar entre setembro de 2006 e março 2007, elevando a capacidade instalada para 14.000 MW, concluindo a usina. Este aumento da capacidade permitiu que 18 unidades geradoras permaneçam funcionando o tempo todo, enquanto duas permanecem em manutenção. Devido a uma cláusula do tratado assinado entre Brasil, Paraguai e Argentina, o número máximo de unidades geradoras autorizadas a operar simultaneamente não pode ultrapassar 18. A potência nominal de cada unidade geradora (turbina e gerador) é de 700 MW. No entanto, porque diferença entre o nível do reservatório e o nível do rio ao pé da barragem que ocorre realmente é maior do que a projetada, a energia disponível for superior a 750 MW por meia hora para cada gerador. Cada turbina gera cerca de 700 megawatts, para comparação, toda a água das Cataratas do Iguaçu teria capacidade para alimentar somente dois geradores. A Itaipu produz uma média de 90 milhões de megawatts-hora (MWh) por ano. Com o aumento da capacidade e em condições favoráveis do rio Paraná (chuvas em níveis normais em toda a bacia) a geração poderá chegar a 100 milhões de MWh. Embora seja apenas o sétimo do Brasil em tamanho, o reservatório de Itaipu tem o maior aproveitamento em relação à área inundada. Para a potência instalada de 14.000 MW, foram alagados 1.350 quilômetros quadrados. Os reservatórios das usinas de Sobradinho, Tucuruí, Porto Primavera, Balbina, Serra da Mesa e Furnas são maiores do que o Itaipu, mas todos perdem na relação área inundada/capacidade instalada.

Vertedouro sem água.
Vertedouro sem água.

Mirante em Itaipu.

Vertedouro.

Barragem.

Desvio.

Ciudad del Este – Paraguai

Como estávamos em  Foz do Iguaçu, aproveitamos  para  atravessar  a fronteira e  fazer  umas comprinhas no Paraguai. A Andrea conhece muitos países, já esteve sete vezes nos Estados Unidos, mas ainda não conhecia o Paraguai. No fundo acho que ela morria de vontade de conhecer esse pais irmão. Eu, ao contrário já estive muitas vezes no Paraguai, não somente em Ciudad del Este, mas também em outras cidades mais adentro do pais. O Paraguai foi o primeiro pais que conheci fora do Brasil, então tenho um carinho especial por ele. Já Ciudad del Este apesar de ter crescido bastante desde a primeira vez que lá estive em 1985, continua feia, suja e tumultuada. Não pretendíamos fazer muitas compras e assim caminhamos tranquilamente por alguns shoppings. Já os vendedores e bancas de rua procuramos evitar, além do que era um saco andar pela rua devido á quantidade de pessoas que nos paravam para tentar vender algo. Detesto esse tipo de assédio, seja no Brasil, no Paraguai ou onde for. Fazia um calor de derreter e dessa forma era melhor ficar nos shoppings, com ar condicionado. De compras trouxemos alguns itens eletrônicos e nos divertimos em uma loja que vendia produtos alimentícios americanos e europeus. Saímos com a sacola cheia de chocolates, doce de leite e no meu caso manteiga de amendoim JIF, pela qual sou tarado. Passamos uma manhã no Paraguai e foi suficiente para nossas compras e para a Andrea conhecer um pouco do lugar. No fundo acho que foi pior do que ela esperava e com certeza ela deve preferir comprar produtos eletrônicos nas lojas de Miami. No regresso ao Brasil resolvemos aventurar e atravessar a Ponte da Amizade a pé. Já fiz isso muitas vezes, já a Andrea precisava passar por essa pequena aventura e pelo visto gostou da experiência.

História: Ciudad del Este (Cidade do Leste, em português) é um distrito do Paraguai, capital do departamento (estado) de Alto Paraná. Situada no extremo leste do país, a cidade foi fundada em 1957 com o nome de Puerto Flor de Lís. Anos depois foi renomeada de Puerto Stroessner no período da ditadura paraguaia, quando o presidente do Paraguai era o general Alfredo Stroessner. Ganhou o nome atual após a queda do regime ditatorial do general Stroessner. A cidade faz parte de um triângulo internacional conhecido na região como Tríplice Fronteira, que envolve também Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na província (estado) de Misiones, Argentina. As três cidades são separadas uma das outras pelo Rio Paraná e pelo Rio Iguaçu. Ciudad del Este é responsável por metade do PIB paraguaio; é a terceira maior zona de comércio franca do mundo (após Miami e Hong Kong), cujos clientes na maioria são brasileiros atraídos pelos baixos preços dos produtos vendidos na cidade. Com pouco mais de 320 mil habitantes, Ciudad del Este é a segunda cidade mais populosa do Paraguai.

Nas ruas sujas da cidade.

Andrea no trânsito caótico da cidade.

Descansando num shoping.

Atravessando a Ponte da Amizade.

Cataratas do Iguaçu

Aproveitando a vinda da  Andrea  ao Paraná  para participar  da Peregrinação  pelo Caminho de Peabiru, demos uma esticada até Foz do Iguaçu. Foi uma grande oportunidade para ela conhecer ás Cataratas do Iguaçu, que era algo que ela tinha vontade de fazer a muito tempo. Demos sorte e nossa visita ao Parque Nacional do Iguaçu foi num dia de sol, calor e com o volume de água nas cataratas muito alto, o que deixava o lugar ainda mais bonito. A Andrea adorou o passeio. Ela que já conhecia as Cataratas do Niágara, achou ás Cataratas do Iguaçu mais bonitas. Passamos uma tarde caminhando pelo parque, curtindo e tirando fotos das cataratas. Eu já tinha visitado o Parque Nacional do Iguaçu outras vezes, mas já fazia alguns anos que não ia lá. Dessa vez me surpreendeu de forma positiva a organização e cuidado com o local.   

História: O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 10 de janeiro de 1939. Tombado em 1986 pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade, o parque abrange uma área protegida de 185.000 ha. de mata atlântica de interior. É uma das maiores reservas florestais do sul do Brasil e um dos últimos locais de proteção ambiental do Estado do Paraná.

No ano de 1542, o espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca, nomeado Governador do Paraguai, seguia viagem rumo à cidade de Assunção, quando se deparou com a grandiosidade das Cataratas do Iguaçu. Ele foi o primeiro europeu a conhecer a região, onde na época viviam apenas os índios tupi-guaranis. No ano de 1876, o engenheiro André Rebouças faz a primeira proposta ao Imperador D. Pedro II sobre a criação do Parque Nacional. Em 1916, Santos Dumont, ao conhecer as Cataratas do Rio Iguaçu, ficou tão impressionado com a sua beleza que pressionou com o seu prestígio o então governador do Paraná, Afonso Camargo, para que ali fosse criado um Parque Nacional. O local que era então propriedade particular é declarado local de interesse público. Em 1930, foi ampliada a área desapropriada em 1916, para criar o Parque Nacional do Iguaçu.

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Ônibus para entrar no parque.

Cataratas do Iguaçu.

Chuvisco bom pra refrescar.

Borboleta.

Cataratas do Iguaçu.

Algumas fotos curiosas da Peregrinação pelo Caminho de Peabiru 2010

Abaixo seguem algumas fotos curiosas dessa última peregrinação pelo Caminho de Peabiru.

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Pequeno índio fumando cachimbo.

Tênis da Andrea abrindo o bico.

Pierin e sua boca melada.

Andrea e seus pés sujos.

Andrea e suas pernas queimadas.

Curativo para seguir caminhando.

No meio do caminho tinha um ninho...

Falecimento de um tênis.

Cumprimentando o Santo.

Sombra e água fresca.

Cachorro tomando banho.

Soninho...

Sonão...

1ª Peregrinação da Rota Simbólica e Autônoma do Caminho de Peabiru (Parte II)

Acordamos ás 06h30min. Fazia um pouco de frio e não foi fácil sair da barraca e levantar acampamento para seguir a caminhada. Se no dia anterior tínhamos feito praticamente metade do caminho num dia, dessa vez teríamos que fazer a outra metade em apenas meio dia de caminhada. Meus pés estavam um bagaço, cheio de bolhas e fiquei com receio de não conseguir terminar a caminhada. Resolvi deixar o tênis de caminhada de lado e caminhar nesse dia com um tênis de nylon. A Andrea estava toda ardida e suas pernas muito queimadas. Mesmo assim estava animada e decidiu usar uma calça para não aumentar as queimaduras. Segundo ela, ia caminhar até onde ela ou seu tênis aguentassem. Eu, mesmo com os pés cheios de bolhas, estava decidido a ir até o fim.

Tomamos café e enquanto o pessoal fazia alongamento fiquei fazendo curativos nos meus pés. Pouco antes das 8h00min iniciamos a caminhada, sob sol mas com um vento frio que prometia ser quente conforme o dia fosse passando. Fui caminhando junto com a Andrea e logo nos alcançou o Prof. José Pochapski, atual Vereador e ex-Prefeito de Campo Mourão. Conversamos um pouco e quando contei a ele que era neto da Dona Polônia, a conversa ficou ainda mais animada. Ele e minha avó nasceram na mesma colônia de poloneses, perto da cidade de Prudentópolis – Pr. A manhã foi avançando e seguíamos nossa caminhada por uma paisagem muito bonita. Começamos a descer por uma estrada pavimentada, de asfalto ruim, mas era melhor que caminhar nas pedras soltas. A tal descida não tinha fim e isso era meio assustador, pois sempre após uma longa descida vem uma subida maior ainda. A estrada terminava numa ponte de madeira sobre o Rio da Várzea e após o rio a subida não tinha fim. O sol estava ficando cada vez mais quente e as pernas mais pesadas, mas seguimos firmes em frente, hora conversando com um caminhante, hora com outro. Os carros de apoio sempre passando por nós com água gelada e frutas. Alguns caminhantes que não aguentava mais caminhar iam pegando carona com os carros de apoio. Outros caminhantes pegavam carona nos trechos de subida e caminhavam nos trechos mais fáceis. Na metade da grande subida após o rio, o tênis da Andrea abriu o bico de vez e ela teve que desistir da caminhada e pegou carona num carro de apoio. Eu segui em frente sozinho e aumentei o ritmo. Caminhei sozinho por quase uma hora até que encontrei a Zilma e a Carmen, que tinham acabado de descer do carro de apoio e seguiam mais um trecho caminhando. Conversamos um pouco, paramos tirar fotos e logo chegamos a Comunidade Boa Esperança. Há muitos anos esse lugar se chamava Fazenda Boa Esperança e tive uma namorada no colégio que morava nesse local. Estive ali uma vez numa festa e após 23 anos estava de volta e pude constatar que quase nada mudou. A Carmen desistiu de caminhar e foi pegar carona. Eu e Zilma seguimos caminhando juntos e conversando. Ela é uma grande amiga e companheira de outras caminhadas. Meus pés doíam cada vez mais e tive que mudar a forma de pisar, evitando forçar os dedos dos pés.

A Zilma logo desistiu e pegou carona num carro de apoio. Eu segui sozinho e sentia que minha meta de terminar a peregrinação caminhando sem nunca pegar carona ou desistir, estava cada vez mais próxima. Terminar a peregrinação foi à primeira meta que coloquei ainda no inicio de abril, quando mal podia caminhar em razão da hérnia de disco. Após consulta com um especialista de coluna que não recomendou cirurgia para meu caso, fui fazer tratamento com acupuntura e eletrochoques. A médica que me atendeu disse que eu levaria uns seis meses para ficar bom. Isso se me dedicasse e seguisse a risca o tratamento. Quando ela falou seis meses, mentalmente fiz as contas e vi que faltavam seis meses para a próxima peregrinação pelo Caminho de Peabiru. Então fiz uma promessa para mim mesmo, de que ia me dedicar ao maximo ao tratamento, aguentar as dores e que em outubro ia conseguir caminhar todo o trecho do Caminho de Peabiru. Os meses seguintes a essa promessa foram muito difíceis, senti muita dor, chorei muitas vezes e em muitos momentos pensei que nunca ia ficar curado. Várias vezes pensei em desistir de tudo, mas com o apoio da família, de amigos e principalmente graças a minha fé em Deus, consegui forças para seguir em frente e sofrer todas as dores e chorar todas ás lágrimas que foram necessárias para eu me curar. Enquanto caminhava os últimos quilômetros sob um sol escaldante, fui lembrando de cada momento dos últimos seis meses e de todo o sofrimento que passei. Somente eu e Deus sabemos o que passei e o quanto foi difícil superar, mas consegui e ali estava quase terminando a meta estipulada seis meses antes. Era a primeira meta de muitas que estipulei, visando encontrar forças para não desistir e seguir a risca o tratamento. No trecho final comecei a orar agradecendo a Deus, pois mais uma vez estávamos eu e Ele sozinhos. Ele me dando forças pra não desistir e seguir em frente independente das dores terríveis que sentia nos pés por culpa das várias bolhas. Logo ás lagrimas começaram a rolar e depois de vários meses me senti curado das dores físicas e psicológicas que me atormentaram nos últimos meses. Após muitos meses, pela primeira vez eu me sentia plenamente feliz e via que a vida vale a pena, independente dos momentos ruins e complicados que muitas vezes passamos, e que desistir da vida não é solução. Percebi numa estrada empoeirada, no meio do nada, sob um sol escaldante do meio dia, que a escolha que fiz meses antes, de viver e seguir em frente, foi a escolha correta e que daqui pra frente depois de tudo que passei, sofri, chorei e principalmente aprendi, nada e ninguém vai me segurar, vai me impedir de realizar meus sonhos, por mais tolos que possam parecer para muitos. Nesses últimos meses por muitas vezes Deus se mostrou para mim e me ajudou a superar as dificuldades e seguir em frente. Posso dizer que renasci nos últimos meses, que agora sou uma pessoa melhor, mais completa, ainda cheia de defeitos, mas uma pessoas melhor. E foi entre lágrimas, orações, dores, gratidão e alegria, que após virar uma curva vi o final da caminhada. Foram quase 50 km de caminhada em um dia e meio. Para quem alguns meses antes mal conseguia caminhar três metros da cama até o banheiro, caminhar 50 km era uma das vitórias mais importantes de minha vida. É difícil descrever o que senti naquele momento. Acredito não existir palavras para expressar a alegria que invadiu meu coração naquele instante em que cheguei ao fim da caminhada e cumpri a primeira meta que tracei meses antes, em busca de minha cura física e mental. Foi traçar metas, planejar a realização de tais metas e me dedicar a ficar curado para realizar essas metas, o que me deu forças para sair do mais completo abismo de tristeza, culpa e incerteza e dar a volta por cima, me reencontrar novamente na vida e ser feliz. Essa peregrinação será inesquecível para mim, pois ela foi cheia de significados.

A caminhada terminou na Comunidade do Boi Cotó. Muita gente já estava lá esperando o almoço ou então na bela cachoeira ao lado. Encontrei a Andrea e fomos caminhar por dentro da água do rio. Eu estava arrebentado fisicamente, com os pés cheio de bolhas, com a meia tendo marcas de sangue, mas nenhuma dor poderia tirar de mim a sensação de dever cumprido e a felicidade de ter chegado ao fim. Logo foi servido o almoço, um delicioso “Porco no Tacho”, que dessa vez comi sem medo de ficar empanturrado. Depois do almoço fomos descansar debaixo de umas árvores e no meio da tarde embarcamos no ônibus que nos levaria embora. A viagem de retorno foi tranqüila e silenciosa, pois todos estavam exaustos. Pelo caminho de volta pude ver o quanto era longo e difícil o trecho que tinha caminhado naquela manhã. Paramos no Barreiro das Frutas pegar nossas mochilas e fomos para Peabiru. Descemos do ônibus bem no centro da cidade, na praça da Matriz e foi ali mesmo que aconteceram as despedidas. A Andrea gostou do programa de índio. Fez muitos amigos e além das pernas queimadas pelo sol, do tênis arrebentado, das bolhas nos pés, das picadas de butuca, ela levou para São Paulo um casal de carrapatos. Isso ela ia descobrir alguns dias depois quando os bichinhos começaram a coçar. O irônico disso é que nasci na região, sempre vivi em matos e nunca peguei carrapato algum. Ela era a primeira vez que visitava o interior do Paraná e já foi vitima de carrapatos. Talvez o sangue azul dela seja mais saboroso que meu sangue de plebeu…

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Descida sem fim.

Estrada sem fim…

Sol escaldante.

Vander, Zilma e Carmen.

Comunidade Boa Esperança.

Siga a seta pra não se perder.

Cachoeira do Boi Cotó.

Hora do almoço.

Prof. Pochapski, Andrea e Vander.

Descanso para pés cansados.

Parte do trecho que caminhámos.

1ª Peregrinação da Rota Simbólica e Autônoma do Caminho de Peabiru (Parte I)

Antecedendo a 1ª Peregrinação da Rota Simbólica e Autônoma do Caminho de Peabiru, já haviam sido realizadas 10 peregrinações para mapeamento e estudos da rota, paralelas aos trabalhos de pesquisas nos últimos seis anos. Dessas 10, participei de quatro e estava ali para minha quinta participação consecutiva. O evento começou na sexta-feira a noite na Câmera de Vereadores da cidade de Peabiru. Autoridades locais e da cidade vizinha de Campo Mourão estavam presentes, bem como peregrinos de várias cidades e também índios da aldeia de Cornélio Procópio e Laranjinhas (norte do Paraná, próximo a divisa com o estado de São Paulo). Pude rever amigos de outras caminhadas, o que é sempre muito bom e divertido. Após o Simpósio que teve apresentação de danças e canções indígenas, foi servido um coquetel e em seguida todos se deslocaram para uma escola ao lado da Catedral para pernoitar. Dessa vez estava acompanhado pela Andrea, minha namorada. Ela uma paulistana da Zona Sul, de sangue azul, não estava nada acostumada com programas de índio (literalmente nesse caso) iguais a esse e que eu adoro. Mas chegou animada para o evento e mal sabia das roubadas que enfrentaria.

Na manhã do sábado após o café da manhã e uma sessão de alongamento e aquecimento, iniciou a caminhada/peregrinação. Após caminharmos pelo centro da cidade de Peabiru, fomos seguindo em direção a periferia da cidade e não demorou muito para chegarmos numa plantação de trigo recém colhida e uma estrada de terra. Depois de uma pequena descida iniciou uma grande subida que serviu para por a prova o preparo físico dos caminhantes. Quase no final dessa subida passamos por um local onde no passado existiu um famoso puteiro na região, conhecido como “Pinheirinho”. Esse local era formado por várias casas onde não faltavam mulheres e bebida e ás vezes tiros e facadas. Próximo ao local foi colocado um dos muitos marcos do Caminho de Peabiru e nesse marco está escrito que ali foi “ponto de encontro de viajantes em busca de diversão”. Quem não conhecia o local ou a história do mesmo, acabou não entendendo o tipo de “diversão” que o pessoal procurava ali. A caminhada seguiu e logo tivemos que atravessar um pedaço de mato e passar por uma pinguela. Muitos dos caminhantes nunca tinham visto uma pinguela e no caso da Andrea ela nem sabia o que isso significava. Como era uma pinguela dupla a travessia foi tranqüila. Mais um pouco caminhando pelo meio do mato e logo saímos numa estradinha e em seguida passamos por uma Olaria abandonada. Esse trecho que estávamos percorrendo é da antiga estrada que ligava as cidades de Peabiru e Campo Mourão. Hoje existe uma moderna estrada asfaltada bem próximo de onde estávamos e vez ou outra víamos os carros passando na estrada. Alguns índios seguiram caminhando próximos a nós, mas não foi possível um contato mais aprofundado, pois nas tentativas que fizemos os índios se mostraram fechados e de poucos amigos. Então brancos e índios seguiram caminhando lado a lado, mas sem conversarem.

Após uns dez quilômetros de caminhada saímos na estrada asfaltada e fomos seguindo ao lado da pista até chegar num bairro de Campo Mourão, onde existe uma capela. Nesse local por volta de 1903 foi construída uma pequena capela de pedras, pelos viajantes que por ali passavam. O pessoal viajava milhares de quilômetros no meio do mato, fugindo de onça e quando ali chegava parava para agradecer por terem sobrevivido á viagem. Nesse local foi colocada uma cruz de madeira que anos mais tarde se queimou com o fogo de velas que eram depositadas ali. Foi colocada uma nova cruz que anos depois foi parcialmente queimada também por velas e que ainda hoje existe ali na nova capela que foi construída há poucos anos no mesmo local da anterior. Após uma breve parada na capela do Jardim Santa Cruz, seguimos a pé por dentro da cidade de Campo Mourão. No caminho passamos pelo Parque de Exposições da cidade, onde acontece anualmente a Festa do Carneiro no Buraco. Também passamos pela Estação Ecológica do Cerrado de Campo Mourão. Ali existe uma reserva original de cerrado, a mais austral do mundo e que ano passado foi tema de reportagem do programa Globo Repórter. Após mais um trecho de caminhada dentro da cidade chegamos ao local do almoço, uma associação de funcionários de uma empresa. O detalhe é que esse local fica bem perto da casa de meus pais. O almoço foi um farto e saboroso Arroz Carreteiro. Controlei-me para não comer muito, mas a fome era tanta que acabei exagerando. Após um breve descanso seguimos nosso caminho. O sol estava muito quente e com a barriga cheia, não era nada fácil caminhar. Mas não dava pra parar e minha meta desde o inicio era fazer todo o caminho sem parar ou pegar carona, era uma meta pessoal que eu pretendia cumprir a qualquer preço.

Após andar por estradas secundárias e próximo a uma mata, saímos numa estrada asfaltada e caminhamos um tempo a sua margem. Então entramos numa estradinha de chão e víamos a estradinha seguir longe, sem fim. O sol cada vez mais quente. Quanto mais nos afastávamos da cidade mais percebíamos que a paisagem ia mudando. Começamos a entrar numa região de serra, com muitas subidas e uma vista muito bonita. O tênis da Andrea tinha literalmente aberto o bico na parte da manhã e mesmo com o conserto que o Pierin fez com uma fita crepe, ás vezes ela tinha que parar para reforçar o remendo. Some-se a isso algumas queimaduras de sol que ela teve na parte posterior da perna, onde não passou protetor solar e a Andrea resolveu desistir naquele dia, pegando carona num dos carros de apoio. Pra quem não está acostumada a caminhar tanto e num terreno ruim e sob sol, achei que a Andrea foi bem mais longe do que eu imaginava e acredito que ela também. Continuei minha caminhada e dois quilômetros depois cheguei a Comunidade do Barreiro das Frutas, o local de nosso pernoite. Eram 16h30min e fiquei surpreso em terminar tão cedo a caminhada naquele dia A exemplo de outros anos, imaginei que a caminhada fosse terminar no inicio da noite. De qualquer forma foi bom parar ali, pois algumas bolhas no pé estavam me incomodando. Fazia vários meses que eu estava meio inativo, sem caminhar muito em razão da hérnia de disco que tive, então era natural sentir dores nas pernas e ter algumas bolhas. Mais tarde pude constatar que ás bolhas eram em quantidade bem maior do que eu supunha.

Após descansar, tomar banho e bater papo com o pessoal, chegou à hora da janta. Serviram-nos uma suculenta galinhada, além de arroz, mandioca e vários tipos de salada. Enquanto comíamos chegaram dois sanfoneiros e mais uns cantores e a cantoria começou. Eu estava exausto e não tive vontade de permanecer muito tempo ouvindo musica ou dançando. Fui com a Andrea dar uma olhada na fogueira que tinham acabado de acender e pouco depois das 21h00min fomos dormir na barraca que foi montada no campo de futebol. Lembro que de madrugada levantei para fazer xixi e fazia muito frio. Mesmo assim fiquei um tempo olhando o céu e a quantidade infinita de estrelas que eram visíveis. Daí lembrei que anos antes aquele local era cheio de onças. Então resolvi voltar pra dentro da barraca, pois vai que sobrou alguma onça perdida por ali.

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Na sexta-feira a noite, Simpósio em Peabiru.

Marco no local do antigo puteiro.

Pelo mato.

Antiga Olaria.

Pierin consertando o tênis da Andrea.

Parada na sombra do viaduto.

Na Capela do Santa Cruz, parte da antiga cruz queimada.

Futuros “churrascos”.

Estrada, poeira e sol…

Caminhando na sombra.

Carro de apoio.

Acampamento na Comunidade do Barreiro das Frutas.

Suculenta galinhada no jantar.

Fogueira para clarear a noite.

Pedalando novamente

O final da tarde de hoje foi especial, pois após um longo tempo voltei a pedalar. Desde o último dia 7 de fevereiro eu não pedalava, por culpa da séria hérnia de disco que tive. A pedalada de hoje foi mais pra matar a vontade e desenferrujar um pouco. Foram 8 km de asfalto, sem subidas íngremes. Para mim esses 8 km tiveram um significado enorme, pois só eu sei o quanto esperei esse momento de poder voltar a pedalar livre, leve e solto por aí. No período mais grave da hérnia quando eu mal conseguia caminhar alguns metros, por muitas vezes me sentei em frente á bike louco de vontade de sair dar umas voltas com ela e não podia. Eu de certa forma conversava com a bike e perguntava a ela quando ficaria bom e poderíamos fazer nossos passeios. E hoje esse dia tão aguardado chegou. O engraçado é que já faz três semanas que montei a bike e a deixei pronta pra ser usada, mas ia adiando o momento de colocá-la em uso. Não sei explicar a razão, mas de certa forma eu receava sair com ela e sentir dores, então fui adiando ao maximo o momento de tirar a prova real de que realmente estava bem o suficiente para pedalar sem sentir dores. Isso aconteceu hoje de forma natural e me deixou muito feliz. Daqui pra frente outros passeios virão, cada vez mais longos e algumas viagens também. O pior já passou, as dores fazem parte do passado, o tratamento tem dado resultado e daqui pra frente será somente alegria e milhares de quilômetros para pedalar.  Iupiii!!!!

Minha velha companheira...

Por que chamam a cidade de Aparecida, de Aparecida do Norte

Mês passado postei no Blog sobre uma visita que fiz ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida – SP. E nessa postagem mencionei que muitas pessoas chamam a cidade de forma errada, como Aparecida do Norte. Então abaixo segue a explicação do porque da cidade ser chamada por muitos pelo nome errado.

Muitos romeiros chamam a cidade de “Aparecida” pelo nome de “Aparecida do Norte”. É comum ainda verificarmos em algumas publicações, referências à cidade com a expressão “do Norte”. Segundo a escritora Zilda Ribeiro, em seu livro “História de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e de seus escolhidos”, durante muito tempo o povo nomeou a terra da Padroeira como Aparecida, seu verdadeiro nome. Mais tarde passaram a chamá-la de “Capela de Aparecida”.  Com a inauguração da estrada de ferro, os devotos passaram a viajar de trem. E embarcavam na Estação do Norte, em São Paulo. E diziam que seu destino era Aparecida da Estação do Norte. Com o passar dos anos, por um processo linguístico coletivo, chamado braquilogia, eliminaram a palavra “Estação” restando Aparecida do Norte. Ainda hoje, muitos anos depois, passeando pelos corredores do Santuário Nacional ou pelas ruas da cidade de Aparecida, ouvimos romeiros chamarem por “Aparecida do Norte”, sendo o verdadeiro nome da cidade Aparecida, sem o Norte. 

Santuário Nacional de Aparecida.

Roubada

Essa foi uma grande roubada! Em uma avenida movimentada de São Paulo, em plena subida, em horário de rush, o carro tem uma pane elétrica e para de repente. Tivemos que descer e empurrar, com muita gente olhando torto para nós e outros rindo de nossa situação. Felizmente tinha uma entrada de loja perto e conseguimos com certa facilidade tirar o carro do meio do trânsito. Depois o conserto foi fácil. Ainda bem!!!

Empurrar...

Pane elétrica.

Nos aeroportos da vida – IV

Outro que encontrei num aeroporto rescentemente foi o Ricardinho, pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002 e que atualmente joga no Atlético Mineiro. Ele já jogou no meu Corinthians, onde conseguiu títulos e deixou saudades. Comentei com ele que trabalhei no Colégio Medianeira em Curitiba, onde ele estudou e sua mãe foi professora durante vários anos. Quando mencionei isso ele se interessou pelo assunto e conversamos durante alguns minutos. Cara simpático e bom caráter.

Com Ricardinho.

Falecimento do Padre Raimundo

Com pesar e profunda tristeza, a Direção do Colégio Medianeira comunica o falecimento de nosso querido ex-diretor Pe. Raimundo Kröth aos 68 anos de idade e 47 de Companhia de Jesus. Ele morreu ontem (domingo), às 22h, na Casa de Saúde dos Jesuítas, em São Leopoldo, RS, vítima de câncer. O corpo está sendo velado no Santuário Coração de Jesus, junto à Casa de Saúde. Às 16h30, haverá uma missa de corpo presente e o enterro será em seguida no Cemitério dos Jesuítas, junto ao Santuário do Pe. Reus, em São Leopoldo.

O Pe. Raimundo dirigiu o Colégio Medianeira por duas vezes. De 1975 a junho de 1986, dedicou-se ao Colégio Medianeira, assumindo diversos encargos como Professor, Orientador espiritual, Superior da comunidade religiosa, Diretor geral. De 2000 a 2007, assumiu novamente a Direção geral do Colégio. Foi o responsável por mudanças estruturais estratégicas e pelo Planejamento Estratégico, realizado entre 2006 e 2007, que garantiu novos rumos e objetivos para a instituição até 2012, com o compromisso de constante atualização. De personalidade forte, visionária, reflexiva e analítica, Pe. Raimundo Kröth foi diretor, educador, amigo e conselheiro dos educadores do Colégio Medianeira. Para ele, dirigir um colégio da Companhia de Jesus era mais que uma tarefa ou um desafio, era uma missão de vida e um compromisso com os paradigmas da educação jesuíta. “Geralmente, onde há uma escola dos jesuítas, é uma escola academicamente boa, já pelo valor que as ciências têm, nessa visão de Santo Inácio, da maior glória de Deus, de que o toque de Deus está presente em tudo aquilo que o ser humano pode descobrir ou inventar para beneficiar a raça humana”, afirmou Pe. Raimundo em uma entrevista publicada no número zero da Revista Mediação. Exigente, discreto, espirituoso e bem-humorado, o Pe. Raimundo tinha a busca da excelência como meta e cultivava a autonomia e a liberdade como essenciais para a sobrevivência dos homens e das instituições, sem, no entanto perder de vista os votos feitos durante a vida religiosa, principalmente o da fidelidade à Companhia. 

Foram 47 anos de dedicação inquestionável. Sua fama de visionário o levou nos dois últimos anos ao Colégio Santo Inácio, de Fortaleza, no qual chegou como diretor. Recebeu uma instituição em dificuldades e tratou logo de promover mudanças e parcerias ousadas que modificaram em pouco tempo a perspectiva da obra. Lá, em dezembro de 2009, passou a ter problemas de saúde. Descobriu então se tratar de um câncer. Vislumbrando os dias que viriam, entregou a direção do Colégio e mudou-se para a Casa de Saúde dos Jesuítas, em São Leopoldo, onde, resignado, permaneceu. 

Seus pais, já falecidos, vieram da Alemanha e os irmãos vivem em Santa Catarina. Pe. Raimundo era graduado em Filosofia, Pedagogia e Teologia e pós-graduado em Pedagogia Inaciana. Veio de um lugar “um pouquinho além de Chapecó”, em Santa Catarina, Saudade. É este o sentimento que nos toma e que ficará sempre que nos lembrarmos e falarmos do Pe. Raimundo.

Direção

Colégio Medianeira

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Nos aeroportos da vida – III

Quem encontrei essa semana no aeroporto de Salvador, foi nada menos que o ex-técnico do meu Corinthians e atual técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Mano Menezes. Ele estava sentadinho, quietinho num banco e ninguém tinha notado ele. Daí um cara que estava ao meu lado o reconheceu e me mostrou. Daí não teve jeito, tinha que dar uma de tiete. Ele foi bem simpático. Outras pessoas o viram tirando a foto e o reconheceram. Mas mesmo assim ele permaneceu a maior parte do tempo despercebido. Estando ainda novo no cargo, o povão em geral não o reconhece na rua. Mas com o tempo ele vai ficando mais famoso e conhecido e logo não terá sossego por onde passar.

Com Mano Menezes.

Pelourinho

O único  passeio em  Salvador que  vale ser mencionado numa postagem própria,  foi a visita ao Pelourinho. O Pelourinho é um bairro da cidade, que fica localizado no centro Histórico e que possui um conjunto arquitetônico colonial (barroco português) preservado e integrante do Patrimônio Histórico da Unesco. Chegamos bem cedo, quando não tinha quase ninguém na rua e pudemos passear tranquilamente pelo local. Quer dizer, quase tranquilamente, pois pelo caminho encontramos alguns elementos que nos olhavam com cara estranha, e dava um certo receio de ser assaltado ali, pois estava tudo deserto. (E Polícia que é bom não vimos ali, só vimos depois chutando mendigos e cacchorrros em outro local.). O conjunto do lugar é bonito, com construções antigas e na maioria preservadas. Para um cara como eu que é apaixonado por história e construções antigas, o lugar poderia ser o paraíso. Mas não é, pois tem muitas construções degradadas, mal cuidadas. E a sujeira e o cheiro do lugar eram terríveis. Foi mais uma decepção que a cidade de Salvador me deu.

HISTÓRIA: A história do bairro está intimamente ligada à história da própria cidade, fundada em 1549 por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que escolheu o lugar onde se localiza o Pelourinho por sua localização estratégica – no alto, próximo ao porto e da região comercial e com uma barreira natural constituída por uma elevação abrupta do terreno, verdadeira muralha de até 90 metros de altura por 15 km de extensão – facilitando a defesa da cidade. Era um bairro eminentemente residencial, onde se concentravam as melhores moradias, até o início do século XX. A partir da década de 1960, o Pelourinho sofreu um forte processo de degradação, com a modernização da cidade e a transferência de atividades econômicas para outras regiões da capital baiana, o que tranformou a região do Centro Histórico em um antro de prostituição e marginalidade. Somente a partir da década de 1980 (com o reconhecimento do casario como patrimônio da humanidade pela Unesco) e da década de 1990 (com a revitalização da região) é que o Pelourinho transformou-se no que é hoje: um centro de “efervescência” cultural. Nas últimas décadas, o Pelourinho passou a atrair artistas de todos os gêneros: cinema, música, pintura, tornando-o um importante centro cultural de Salvador.

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Pelourinho.

Pelourinho.

Passeio matinal pelo Pelourinho.

Pelourinho.

Pelourinho.

Pelourinho.

Pelourinho.

Pelourinho.

Pelourinho.

Olha o Pelourinho!

Salvador

Nosso passeio por  Salvador foi rápido.  O único  que  já conhecia a  cidade  era o Wagner e  ele tinha  nos alertado de que Salvador não era tudo aquilo que falam, que íamos nos decepcionar. E ele estava certo, foi opinião geral de que a cidade não merece a fama que tem. A cidade é suja e tem muita coisa feia, decadente, mal preservada. Talvez no passado a cidade tenha sido bonita, mas pelo que vimos atualmente deixa muito a desejar. Foi uma grande decepção. 

Visitamos os principais pontos turísticos da cidade e passamos por quase toda a orla marítima que banha a cidade. Em alguns pontos principais fizemos uma parada mais longa pra conhecer e tirar fotos. A cidade possui muitas construções históricas, mas boa parte está degradada, caindo aos pedaços. Vimos alguns casarões e prédios históricos desabados, numa mostra de que o poder público local tem outras preocupações, que não é preservar o patrimônio histórico e cultural de uma das cidades mais antigas do Brasil. 

Na visita ao Elevador Lacerda, descemos da Cidade Alta para a Cidade Baixa e ao sairmos do elevador presenciamos uma cena vergonhosa. Dois Policias Militares estavam acordando um morador de rua aos berros e chutes. O PM machão tentou chutar até mesmo o cachorro do morador de rua, mas o cachorro foi mais esperto do que ele. A cena que presenciamos foi o típico abuso de poder e covardia. Duvido que os policiais tenham a mesma coragem e macheza pra enfrentar bandidos. Até brincamos com o Pity, que estava de chinelo e com uma bermuda verde alface, de que era pra ele tomar cuidado, pois senão os PMs iam confundi-lo com um morador de rua e ele ia levar uns chutes. A região próxima ao Elevador Lacerda, tanto na Cidade Baixa quanto na Cidade Alta é de uma sujeira total, lixo por todo o chão e um cheiro horrível. Resumindo, a decepção foi tanta com a cidade, que até antecipamos o fim de nosso passeio. Conheço quase todas as capitais do Nordeste e até agora Salvador foi a pior delas. Pra lá não volto mais!

HISTÓRIA: Salvador foi a primeira capital do Brasil. A região antes mesmo de ser fundada a cidade, já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu. Em 1536, chegou à região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro com Diogo Álvares; na volta, já na Baia de todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.

Em 29 de março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de três anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas. Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração. A cidade foi invadida pelos holandeses em 1598, 1624-1625 e 1638. O açucar, no século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século a Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.

Elevador Lacerda (Cidade Alta).

Sidne, Wagner, Pity, Maico e Vander.
Sidne, Wagner, Pity, Maico e Vander.

Elevador Lacerda, na parte alta da cidade.

Os PMs covardes, chutando mendigos e cachorros.

Elevador Lacerda visto da parte baixa da cidade.

Mercado Modelo.

Prédios antigos que desabaram.

Momento de descanso.

Parte da orla da cidade.

Farol da Barra.

Wagner descansando no aeroporto de Salvador.

Fotos interessantes de Porto Seguro

Abaixo seguem algumas fotos interessantes da viagem a Porto Seguro. Algumas são curiosas, outras engraçadas e outras sem muito sentido. Por essas e outras, elas foram consideradas o Top 12 dos dias que passamos em Porto Seguro.

Fantasma.

Bóia pra bêbado não se afogar.

Silêncio! Bêbado dormindo…

Quem mandou esquecer o tripé da câmera!

Dois primos bebendo caipirinha.

O paparazzi sendo fotografado de perto.

Surubão.

Urinando no mar…

?????? Foto que o Pity tirou. Devia estar bêbado…

Bêbado a milanesa.

Sereia Maico e Netuno Sidne.

Vou te comer todinha!!!

Acarajé

Uma coisa que vamos lembrar dessa viagem é o acarajé. Eu, que não curto comidas exóticas ou muito típicas, nem sequer cheguei perto de provar tal iguaria — só o cheiro já me deixava enjoado. Mas teve gente que se fartou com os acarajés da Baiana do Centro Histórico de Porto Seguro. O Wagner, em uma única sentada, no fim de uma tarde, devorou cinco de uma vez só.

Mas quem mais vai se lembrar do acarajé é o Maico. O coitado passou mal por um bom tempo e, na viagem de volta, visitou quase todos os banheiros do aeroporto de Salvador. O menino estava verde e acabou virando alvo de muitas brincadeiras da nossa parte. Ele ficou na dúvida se o problema foi causado pelo acarajé ou por um bife que comeu no mesmo dia. Eu acho que foi o acarajé.

HISTÓRIA:
O acarajé é uma especialidade gastronômica da culinária afro-brasileira, feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal, frita em azeite de dendê. Pode ser servido com pimenta, camarão seco, vatapá, caruru ou salada — quase todos pratos típicos da cozinha baiana. É também um alimento característico do candomblé, com origem em um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. Assim, tornou-se uma oferenda a esses orixás. Mesmo quando vendido no contexto profano, o acarajé ainda é considerado uma comida sagrada pelas baianas; por isso, sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.

A Baiana do Centro Histórico.

Maico e o acarajé.

Vander e a Baiana.

Pity.

Wagner e o quinto acarajé da tarde.

Maico se garantindo com os saquinhos para vômito.

O coitado tava verde…

Maico chegando em Salvador.

Maico, vitíma do “efeito acarajé”.

Índia

A única mulher que pegamos em Porto Seguro foi uma índia. Fizemos até fila pra dar um abraço e uns amassos nela. O Sidne foi quem mais se aproveitou, mas essa foto dele com a índia não dá pra publicar aqui. Sei que tinha um cara na esquina ligando acho que era pra Polícia. A farra foi tanta que se a Polícia aparece acho que levariam nós cinco e a índia pra cadeia.

W@gner e a Índia.

Pity e a Índia.

Maicon e a Índia.

Vander e a Índia.

Sidne e Pity na fila pra pegar a Índia.

Santa Cruz Cabrália

O passeio a Santa Cruz Cabrália também merece ser mencionado em uma postagem própria, pois foi realmente interessante. Santa Cruz Cabrália divide com Porto Seguro a primazia de ter sido o local de chegada dos portugueses ao Brasil em 1500. É uma cidade histórica, por ter abrigado a 1ª Missa (no Domingo de Páscoa) e a 2ª Missa (de Posse) celebradas no Brasil, ambas conduzidas por Frei Henrique de Coimbra, capelão da armada de Pedro Álvares Cabral, em 26 de abril e 1º de maio de 1500, respectivamente. A primeira ocorreu na extremidade sul da Baía Cabrália, no Ilhéu da Coroa Vermelha, e a segunda na foz do Rio Mutary. Assim como Porto Seguro, a cidade também é dividida em Cidade Alta e Cidade Baixa.

História:
Santa Cruz Cabrália é uma cidade construída em dois planos, seguindo a tradição portuguesa. Foi fundada na margem norte da foz do Rio Mutary pelo navegador português Gonçalo Coelho, comandante da 2ª expedição ao Brasil, que aportou na Baía Cabrália em 1503 para deixar ali os primeiros missionários, aventureiros e degredados — ao lado da Santa Cruz de Posse — e que trouxe consigo, como observador, o navegador Américo Vespúcio. Em 1503, o Brasil mudou seu nome de Terras de Vera Cruz para Terras de Santa Cruz.

Oito décadas depois, a Vila de Santa Cruz foi transferida para um platô na foz do Rio João de Tiba — o atual Centro Histórico — com o objetivo de proporcionar melhores condições de defesa diante dos frequentes ataques indígenas. Além de belas paisagens, essa histórica cidade, berço da civilização brasileira, é também um belo porto de pesca. Na parte alta encontram-se a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída no século XVII; a Casa de Câmara e Cadeia, que abrigou a 1ª Intendência do Brasil, do século XVIII; e as ruínas de um colégio jesuíta do século XVI. A cerca de 400 metros fica o Morro do Mirante de Coroa Vermelha, que oferece uma maravilhosa e inesquecível vista panorâmica de toda a bonita, ampla e histórica Baía Cabrália.

Atracadouro de Santa Cruz Cabrália.

 Santa Cruz Cabrália.

 Santa Cruz Cabrália (Cidade Baixa).

 Escadaria que liga a Cidade Baixa a Cidade Alta.

 Santa Cruz Cabrália (Cidade Alta).

 Santa Cruz Cabrália (Cidade Alta).

 Igreja na Cidade Alta.

 Vista do alto da Cidade Alta.

 Pose para foto.

 Pausa para descanso.

 Local onde foi realizada a primeira missa no Brasil.

 Local da primeira missa.

Porto Seguro – Centro Histórico

Um dos passeios de que mais gostei foi visitar o Centro Histórico de Porto Seguro (que eu já conhecia), localizado na Cidade Alta. Como a maioria das cidades portuguesas fundadas no litoral, Porto Seguro foi construída em dois planos: Cidade Alta e Cidade Baixa. Na Cidade Alta viviam os moradores mais importantes e influentes, e ali também ficavam as principais construções. A Cidade Alta de Porto Seguro foi bem preservada e, hoje, é conhecida como Centro Histórico. Nesse local, ainda existem casas e edificações antigas, bem conservadas. Lá também está o Marco do Descobrimento, trazido de Portugal alguns anos após a chegada dos portugueses ao Brasil. Em um dos cantos fica um farol que, na minha visita anterior, em 1997, eu não havia visto. Foi nesse local — onde hoje existe uma igreja antiga, embora não seja a original — que foi construída a primeira igreja em terras brasileiras.

Além da parte histórica e das construções antigas, a vista lá do alto é muito bonita. No Centro Histórico também há diversas lojas de artesanato e barracas com produtos da culinária local. Os meninos se acabaram de tanto comer acarajé. Eu adorei as cocadas. Estivemos duas vezes no Centro Histórico: a primeira para conhecer e passear, e a segunda exclusivamente para fazer compras e comer cocadas e acarajé.

História:
Primeiro núcleo habitacional do Brasil, Porto Seguro, além de ostentar o Marco do Descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos da colonização. Dessa época datam vários prédios históricos que podem ser visitados durante o dia ou apreciados à noite, sob iluminação especial.

O passeio histórico pode começar pelo Marco do Descobrimento, de onde se descortina uma das mais belas paisagens do litoral de Porto Seguro. O marco veio de Portugal entre 1503 e 1526 e simboliza o poder da Coroa Portuguesa, sendo utilizado para demarcar suas terras. Todo em pedra de cantaria, apresenta, de um lado, a cruz da Ordem de Avis e, do outro, o brasão de armas de Portugal.

Na mesma área fica a Igreja de Nossa Senhora da Pena, construída em 1535 pelo donatário da capitania, Pero do Campo Tourinho. Ela abriga imagens sacras dos séculos XVI e XVII, entre elas a de São Francisco de Assis — a primeira trazida para o Brasil — e a de Nossa Senhora da Pena, padroeira da cidade.

Mais adiante está o Paço Municipal, ou Casa de Câmara e Cadeia, datado do século XVIII, uma das mais belas construções do Brasil colonial. No prédio funciona o Museu Histórico da Cidade, também chamado Museu do Descobrimento. A Igreja da Misericórdia, também conhecida como Igreja do Senhor dos Passos, de estilo singelo, guarda imagens barrocas, com destaque para a do Senhor dos Passos e para um Cristo crucificado.

Fazendo pose em frente ao Marco do Descobrimento.

Marco do Descobrimento.

Em frente ao Marco do Descobrimento do Brasil.

                                       Local onde foi constuída a primeira igreja no Brasil.

Farol.

Centro Histórico.

Antigo Paço Municipal ou Casa de Câmara e Cadeia.

Porto Seguro

A viagem á Bahia foi muito divertida e muitos momentos serão inesquecíveis. De negativo foram os atrasos e cancelamentos de voos, bem como as turbulências que enfrentamos. Mas mesmo com essas furadas foi divertido e mesmo em situações ruins nós conseguíamos nos divertir. Nossa viagem iniciou em Londrina, depois passamos por São Paulo e Salvador, até desembarcar em Porto Seguro num inicio de madrugada chuvosa. Era minha segunda vez na cidade, a outra tinha sido em 1997 e o desembarque também tinha sido com chuva. Quando comentei isso começaram a me chamar de pé frio. O pior disso tudo foi que o piloto no inicio do voo entre Salvador e Porto Seguro, avisou que o tempo estava bom em Porto Seguro. Ou ele estava com sono ou não leu corretamente o boletim de previsão do tempo. E ainda pior foi a turbulência no trecho final do voo, e uma ligeira queda de sustentação do avião que além do susto deu um frio na barriga. O desembarque foi na pista, sob chuva, de guarda chuva. Essa situação pra mim foi inédita, de sair de um avião de guarda chuva. Depois do desembarque pegamos nossa bagagem, alugamos um carro e fomos paro o hotel, onde fomos recepcionados com champagne (Clientes vip são outra coisa!). No sorteio dos quartos eu e Mayco ficamos em um, e W@gner, Sidne e Pity ficaram juntos num outro quarto. Me dei bem, minha cama era king size e cabiam umas quatro pessoas nela tranquilamente. 

Nos dias seguintes fizemos muita coisa, mas o principal foi ficar a toa na barraca de praia em frente ao hotel, bebendo (eu não) e vendo a paisagem. Fizemos alguns passeios curtos pelas proximidades, bem como algumas rápidas saídas noturnas. Por ser baixa temporada a cidade não estava muito cheia e tudo fechava cedo. Nos divertimos muitos entre nós, fizemos muita brincadeira e sacaneamos muito um ao outro. Entre outras teve neguinho que tomou caipirinha com água de piscina, outro que comeu batata frita com protetor solar, pensando que era maionese e um outro que tomou Coca-Cola num copo cuja borda tinha sido cuidadosamente besuntada com pimenta ardida. Em muitas brincadeiras fui preservado, principalmente nas guerras na piscina, guerra de coco e de travesseiros. Me preservaram por eu ainda estar com a hérnia de disco incomodando, então não queríamos correr o risco de eu parar no hospital por culpa de alguma brincadeira. 

Nossos finais de tarde eram sempre na piscina do hotel, onde bagunçamos bastante. Teve dois caras que ficaram pelados na piscina, como castigo por terem feito algo errado. As fotos que obviamente não podem ser publicadas aqui ficarão de registro para sacanearmos futuramente estes dois. Na piscina entre outras coisas jogamos bingo, fizemos lambaeróbica, jogamos uma emocionante partida de Pólo Aquático e muito mais. Nosso hotel tinha muitos paranaenses hospedados, tanto é que no jogo de Pólo descobrimos depois que todos os jogadores eram do Paraná. Por preguiça não vou contar detalhadamente os dias que passamos lá e tudo o que aprontamos. Vou fazer algumas postagens especificas sobre alguns passeios que fizemos e um ou outro comentário.

HISTÓRIA: Porto Seguro foi oficialmente, o primeiro local onde aportaram os navegantes portugueses comandados por Pedro álvares Cabral em 21 de abril de 1500. Em 1530, quando o comércio com as Índias Orientais enfraqueceu e Portugal passou a se interessar pela nova terra descoberta, veio dela tomar posse, terra que lhe cabia pelo Tratado de Tordesilhas. O município foi fundado em 1534. Atualmente possui cerca de 114.459 habitantes e está tombada em quase sua totalidade pelo Patrimônio Histórico, não sendo permitida a construção de prédios altos, com mais de dois andares.

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Recepção VIP no hotel.

Nosso hotel.

Vida boa!!!

Paisagem bonita.

Show.

Disputada partida de Pólo Aquático.

Chegando no Barramares.

Sol e mar...

Tôa-Tôa.

No Tôa-Tôa.

Aprendendo a dançar música bahiana.

Tôa-Tôa

Viagem a Bahia

Dando sequência ao meu período sabático e de viagens, no momento estou na Bahia com meu irmão e mais três amigos. Essa é minha terceira vez em terras bahianas, sendo ás duas anteriores em 1997 e 1998. Nos próximos dias quando sobrar tempo posto mais fotos e conto sobre a viagem.
No aeroporto ás quatro e meia da manhã.

Escala em São Paulo.

Aeroporto de Salvador.

Em Porto Seguro desembarque na pista e sob chuva.

Com meu irmão.

Montevidéu

Passamos uma noite e uma manhã em Montevidéu,  onde passeamos a pé pelo centro antigo da cidade e de carro por outras regiões. È uma cidade relativamente cara e o custo dos produtos e alimentação ou é igual ao do Brasil ou um pouco mais alto. Uma coisa que me chamou atenção foram os vários cartazes de uma escola de idiomas que vi pregados em postes pelo centro da cidade. Nestes cartazes eles prometiam ensinar o português em quatro meses. Fiquei interessado, pois em quarenta anos ainda não consegui aprender direito o português. 

Perto do nosso hotel ficava a Praça Independência (Plaza Independencia) a mais importante da cidade e que separa a Cidade Velha e a àerea central. No centro da praça fica um mausoléu que abriga os restos mortais de Artigas, famoso herói, considerado o fundador da nacionalidade uruguaia. Em volta da praça existem muitas construções imponentes, antigas e bonitas. Gostei de um edificio bem na esquina, meio esquisito com uma enorme torre, mas muito bonito (segundo meu gosto). Pelo centro da cidade notei muitas construções antigas, a maioria delas preservadas, e outras em estado de calamidade. A cidade me pareceu suja, não me impressionou muito em razão de ser a capital de um páis. De qualquer forma valeu nosso rápido passeio pelo Uruguai, pois foi mais um páis para a “coleção”. No final da manhã arrumamos as malas, fechamos a conta do hotel e fomos para o aeroporto. Entregamos o carro e almoçamos num… MacDonald´s!! Então fomos fazer o chekin e despachar as bagagens para voltar ao Brasil. Daí começou o maior temporal e temi que nosso voo fosse cancelado ou atrado, pois os trovões eram muito fortes. A chuva deu uma trégua na hora do embarque e decolamos sem atraso. Antes passámos no Duty Free fazer umas comprinhas básicas. A primeira hora de voo foi bem chata, com muita turbulencia. Minha labirintite incomodou bastante mas logo que entramos em espaço aéreo brasileiro o tempo melhorou e pousamos em Porto Alegre sem problemas. 

Esperamos um bom tempo no aeroporto de Porto Alegre, onde jantamos e embarcamos para Curitiba. Senti falta do cinema que existia no aerporto, que foi fechado em razão da Infraero não ter renovado o contrato de locação. Esse cinema teria servido para passar o tempo caso ainda estivesse em funcionamento. Nosso voo para Curitiba quase foi cancelado em razão do mal tempo, mas na ultima hora pousamos em Curitiba e em seguida pegamos outro voo para Maringá. Rodamos de carro os 85 km até Campo Mourão e ás três da manhã chegamos em casa, cansados mas felizes, pois o passeio mesmo tendo sido um pouco corrido valeu a pena.    

História: Montevidéu nasceu de um pequeno povoado de índios tapes e imigrantes das Canárias, radicados em torno de um forte construído, em 1724, por ordem de Bruno Mauricio de Zabala, governador espanhol de Buenos Aires, para manter as tropas portuguesas de Manuel de Freitas da Fonseca fora do Rio da Prata. Em 1726, adquire estatuto de cidade. No século XVIII, o crescimento de Montevidéu foi estimulado pela liberdade de comércio direto com as cidades espanholas, declarada por Carlos III em 1778. Além disso ela era o centro de exportação dos produtos da pecuária do interior da província e realizava trocas comerciais com Buenos Aires. Foi a partir dela, inclusive que partiram os navios espanhóis para libertar Buenos Aires, tomada pelos britânicos em 1806 e graças a isso foi também ocupada durante sete meses. Após a conquista da Espanha por Napoleão Bonaparte e a prisão do rei espanhol, a junta de governo de Buenos Aires declara a independência do Vice-reinado do rio da Prata, mas em Montevidéu forma-se uma outra junta favorável à cisão. A disputa entre as duas cidades levou Montevidéu a enviar tropas da Espanha posteriormente e a ser retomada em 23 de Junho de 1814. Conquistada por Portugal em 1817, tornou-se capital da Província Cisplatina do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve em 1821. Pertenceu ao Brasil durante o reinado de D. Pedro I, chegando a receber o título de Imperial Cidade através do alvará de 15 de abril de 1825, mas logo conquistou a sua independência na chamada Guerra da Cisplatina, em que recebeu o apoio da Argentina. Com a independência (1828) passou a ser capital do Uruguai. Após a independência, a cidade foi palco de disputas políticas internas entre 1843 e 1851 na chamada Guerra Grande, contudo a partir da metade do século XIX, vê grande urbanização, crescimento populacional e industrial. Montevidéu recebeu no início do século XX um contingente de imigrantes italianos e espanhóis e logo em seguida, a partir da dácada de 30 de pessoas vindas do interior do país atraídas pelo crescimento da economia.   

Montevidéu  é a capital e maior cidade do Uruguai. Localiza-se na zona sul do país, às margens do rio da Prata e é a cidade latino-americana com a maior qualidade de vida e se encontra entre as 30 cidades mais seguras do mundo. Em 2004, possuia uma população de aproximadamente 1.325.968 habitantes. Porém, considerando sua área metropolitana, Montevidéu alcança 1.668.335 habitantes, aproximadamente a metade da população total do país. A cidade se encontra em uma zona geográfica que se caracteriza como a rota principal de movimentação de cargas do Mercosul. Por sua vez, conta com uma baía ideal que forma um porto natural, sendo o mesmo o mais importante do país, pela qual saem e entram as mercadorias que se importam e se exportam. É a capital mais austral do continente americano.  

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Mausoléu de Artigas.

Centro velho de Montevidéu.

Plaza Independencia.

Montevidéu.

Montevidéu.

Montevidéu.

Montevidéu.

Punta Del Este

Viajamos cerca de 130 km  entre o aeroporto de Montevidéu e  a cidade  litorânea de  Punta Del Este. A estrada era boa e pelo caminho uma paisagem muito bonita. Algo que nos chamou a atenção foi a grande quantidade de depósitos de carros antigos existentes pelo caminho e também a quantidade de carros velhos rodando pela estrada. Punta Del Este está entre os dez balneários de luxo mais famosos do mundo e é um dos mais charmosos da America Latina, oferecendo tanto praias oceânicas (Oceano Atlântico) quanto de rio (Rio da Prata). É ponto de encontro do jet set internacional, muito sofisticada, com suntuosas casas típicas de balneários, modernos edifícios de grande altura, um porto com grande infra-estrutura e locais comerciais de importantes marcas, restaurantes e pubs. Alguns dos edifícios existentes em Punta Del Este foram projetados por arquitetos de renome internacional.

Passeamos um pouco pela cidade, demos uma volta pela orla e paramos em alguns locais para tirar fotos. Ventava muito, um vento cortante e a sensação térmica devia ser próxima de zero. A cidade estava deserta, parecia uma cidade fantasma. Por ser uma cidade balneária, seu movimento é no verão. Era estranho ver os diversos edifícios vazios, sem nenhum sinal de pessoas, parecia uma cidade fantasma. Entrar na água nem em sonho, pois estava congelante. Sem querer molhei o pé (tênis) na praia e tive que ficar o resto do dia com os dedos congelados. Mesmo deserta a cidade é bonita fico imaginando como deve ser na temporada de verão quando fica bem movimentada. Antes do final da tarde pegamos a estrada de volta para Montevidéu. O W@gner resolveu fazer uma parada rápida no aeroporto da cidade e daí aconteceu a furada do dia. Na hora de sair ele colocou o comprovante do estacionamento no buraco errado de uma cancela errada. O resultado foi que não podíamos sair do aeroporto e nem tiquet de saída tínhamos para poder comprovar que entramos. Felizmente toda nossa movimentação estava sendo acompanhada por uma funcionaria do aeroporto através de câmeras de segurança e o W@gner conseguiu resolver a situação com um pouco de conversa. 

História: A cidade foi fundada em 1829 por Don Francisco Aguilar, quem foi o primeiro a começar a explorar os recursos da área. A existência de baleias nas águas de Punta del Este era muito importante na época e foi lhe foi permitido caçá-las, por mais de 10 anos em forma exclusiva. Como prefeito da cidade fez muita obra social, fundou escolas, igrejas e prisões. Em 1843 a península foi comprada pelos irmãos Lafone em $ 4500 e a ilha Gorriti em $1500. A circulação na península somente era possível graças aos carros de madeira puxados por camelos. Os camelos foram animais ideais para a areia de Punta del Este, que muitas vezes ameaçava com cobrir a pequena cidade. Eles foram trazidos por Aguilar e faziam um ótimo trabalho. Punta del Este tem que agradecer a Enrique Burnett pela florestação de Punta del Este, que, trazendo árvores de todas partes do mundo plantou eles por toda a costa. Em 1907 só havia uma pequena população em Punta del Este o Hotel Risso, La Capitania, o Chalet de Suárez e 50 casas. Nesse mesmo ano chegou ao porto de Punta del Este o primeiro barco de turistas “La Golondrina”. Eram famílias que vinham de Montevidéu e da Argentina convidados pelo Diretório da Sociedade “Balneário de Punta Del Este”. Esse foi o começo de Punta del Este como destino turístico internacional. Nesse mesmo ano de 1907 a então Villa Ituzaingó, passou a se chamar Punta Del Este. Atualmente sua população é de 130 mil habitantes, mas nas temporadas de verão salta para 400 mil habitantes. Além das praias, os destaques de Punta Del Este são: a gastronomia, com grande quantidade e variedade de restaurantes, onde a parrillada (churrasco à moda uruguaia, com carne e vísceras de animais grelhadas de maneira típica) pode ser saboreada, os cassinos (dentre eles, os famosos Cassino Conrad e Cassino Mantra) e as lojas de grifes famosas. Uma marca tradicional de Punta Del Este são os adesivos colocados nos carros de vários estabelecimentos, como hotéis, bancos, lojas e supermercados. Possui grande apelo turístico com jovens e pessoal de classe social de média alta à alta alta.

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Estrada para Punta.

Chegando em Punta Del Este.

D. Vanda descansando.

Punta Del Este.

Punta Del Este.

Marina de Punta Del Este.

Centro da cidade.

Dona Vanda com frio.

Vento congelante.

Cidade fantasma.

Monumento.

Café para esquentar.

Punta Del Este.

Uruguai

Após os gostosos dias em  Buenos Aires chegou o momento de  arrumar as malas e partir para o outro lado do Rio da Prata, com destino ao Uruguai. Dessa vez meu irmão foi junto para passear um pouco. Saímos cedo do hotel e seguimos de taxi rumo ao Aeroparque, sendo que no caminho demos uma rápida parada no Cemitério da Recoleta. Fizemos os tramites burocráticos e por culpa de uma fila longa quase perdemos nosso vôo, tendo a Cia Aérea chamado nossos nomes pelo sistema de som para embarque imediato. Fomos os últimos a embarcar no avião da Pluna e seguimos num vôo meio turbulento até Montevidéu. Ventava muito e dava pra ver que o Rio da Prata estava cheio de ondas. Nessa hora vi que a opção de seguir por via área e não aquática foi a mais acertada, pois víamos os barcos abaixo de nós e dava pra ver que tudo balançava, o pessoal devia estar ficando enjoado. Na aterrizagem em Montevidéu o piloto mostrou ser bom, pois o vento lateral era forte e deu uma balançadas fortes no avião.

Desembarcamos e fomos almoçar num MacDonald´s pra não perder o costume. Em seguida alugamos um carro e fomos para Punta De Leste (ver post especifico). Passamos a tarde fora e quando retornamos no inicio da noite sofremos um pouco para encontrar nosso hotel, mesmo com a ajuda de um mapa. Ao menos a longa procura serviu para que conhecêssemos um pouco da cidade de Montevidéu. A cidade é bonita, mas perde para Buenos Aires. Os bairros mais afastados são mais bonitos do que a região central e lembra muito bairros dos Estados Unidos. Encontramos nosso hotel bem perto ao centro velho, um Holiday Inn. Eu já tinha trabalhado em três Holiday Inn no tempo que morei nos Estados Unidos. Dessa vez eu veria o “outro lado” do hotel, como hóspede. O hotel era bom, melhor que o de Buenos Aires e o quarto muito confortável. Anoiteceu e saímos dar uma volta pelas proximidades, fazia um pouco de frio e ventava muito. Após um passeio e algumas pequenas compras retornamos ao hotel, de onde saímos mais tarde somente para jantar numa Pizzaria próxima. 

História: A Colônia del Sacramento, o mais antigo assentamento europeu no Uruguai, foi fundada pelos Portugueses em janeiro de 1680. Em 1777, com o tratado de Santo Ildefonso, a colônia tornou-se possessão espanhola. O Uruguai conquistou sua independência entre 1810 e 1828 após uma guerra entre Espanha, Argentina e Brasil. O país é uma democracia constitucional, onde o presidente cumpre o papel de chefe de estado e chefe de goberno. A economia é baseada principalmente na agricultura (que compõe 10% doPIB e a maior parte das exportações) e no setor estatal. Segundo a Transparência Internacional, o Uruguai é classificado como o país menos corrupto da América Latina (junto com o Chile), com condições políticas e de trabalho entre as mais livres do continente. O Uruguai é um dos países economicamente mais desenvolvidos da América Latina, com um PIB per capita elevado e o 50º maior Índice de Desenvolvimento Humano do mundo. A única fronteira terrestre do Uruguai é com o estado brasileiro do Rio Grande do Sul, no norte. Para o oeste encontra-se o rio Uruguai e a sudoeste situa-se o estuário do rio da Prata. O país faz fronteira com a Argentina apenas em alguns bancos de qualquer um dos rios citados acima, enquanto que a sudeste fica o Oceano Atlântico. O Uruguai é o segundo menor país da América do Sul, sendo somente maior que o Suriname.

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Desembarque

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Primeira refeição no Uruguai.

Achei ás lixeiras simpáticas!

No Holiday Inn.

Passeio noturno.

Passeio noturno.

D. Vanda descansando.

Chegamos num voo da Pluna.

Cemitério de La Recoleta

E no fim acabei não visitando um dos pontos turísticos que eu queria conhecer em Buenos Aires, que é o Cemitério de La Recoleta. Gosto de visitar cemitérios antigos, onde existe arte tumular (esculturas, projetos arquitetônicos em jazigos e etc) e personagens famosos e históricos. Eu dei bobeira e só fui lembrar de ir no cemitério na ultima noite que estávamos em Buenos Aires. Fui olhar no site do cemitério e descobri que o mesmo abria todos os dias ás 8 horas, então daria tempo de fazer uma visita rápida a caminho do aeroporto. O problema foi que no dia seguinte, uma segunda-feira, ao chegar no cemitério descobri que o mesmo estava fechado, que a informação do site estava incorreta. A famosa entrada principal está sendo restaurada, daí dei uma volta no quarteirão e encontrei as demais entradas todas fechadas. Então o jeito foi engolir a decepção e seguir rumo ao aeroporto. 

O Cemitério de La Recoleta é um caso a parte, pois além da arte tumular que ele possui e dos personagens famosos que lá estão sepultados (Eva Perón e alguns ex-presidentes argentinos, entre outros) o inusitado desse cemitério é que os caixões não são sepultados ou ficam fechados dentro dos jazigos. Os caixões ficam a vista, alguns em prateleiras. Em alguns túmulos de famílias mais tradicionais e antigas, os caixões chegam a ficar um em cima do outro em razão de muitos mortos para um mesmo jazigo. Ao mesmo tempo que é curioso também é assustador tal costume. Os corpos são embalsamados antes de serem sepultados e dessa forma ficam dezenas de anos os caixões a mostra nos jazigos. 

História: O Cemitério de La Recoleta é o mais antigo e aristocrático da Cidade. Em seus quase seis hectares estão sepultados heróis da Independência, presidentes da República, militares, cientistas e artistas. Entre eles, Eva Perón, Adolfo Bioy Casares e Facundo Quiroga. Os sepulcros e mausoléus foram obras, em muitos casos, de importantes arquitetos. Mais de 70 mausoléus foram declarados como Monumentos Históricos Nacionais. Está localizado em terras concedidas por Juan de Garay a Rodrigo Ortiz de Zárate, que fazia parte de sua expedição colonizadora. Depois foi instalado nesse lugar um convento de freis recoletos. Inaugurado em 1822, em terras que até então eram dos monges recoletos, o da Recoleta é o primeiro cemitério público da cidade. Tem 54 hectares. Até então, os mortos eram enterrados nas igrejas ou nas terras sob sua administração, os chamados campos santos. Os caixões chamam a atenção. Em vez de enterrados, são guardados sobre a terra, empilhados uns sobre os outros, dentro de mausoléus. Vidros e vitrais são colocados especialmente para que se possa vê-los. Macabro, para quem não está acostumado. O cemitério da Recoleta, no rico bairro de mesmo nome, é o mais famoso e destino obrigatório para quem está de passeio por Buenos Aires. No charmoso e ostentoso cemitério, cheio de esculturas e mármores, sepultamentos e mausoléus se misturam a passeios dos portenhos e visitas guiadas de turistas. Uma curiosa junção de morte, praça e museu. Costume raro para muitos povos, mas que é rotina na capital argentina e atrai cada vez mais turistas em busca das belezas e histórias que há por trás dos sepulcros da cidade.

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Vários caixões de uma mesma família.

Jazigo no Cemitério da Recoleta.

Jazigo aberto no Cemitério da Recoleta.

Cemitério da Recoleta.

Praça do Congresso

Outro passeio interessante que fizemos foi ir a pé até a Praça do Congresso Argentino. Foi uma longa caminhada e com um vento congelante que chegava a doer nas orelhas em alguns momentos. Mesmo assim valeu a pena e no caminho passamos por uma avenida arborizada, com prédios antigos e muito bonitos. Meu irmão disse que aquela avenida fez ele lembrar de Paris. Vi muita coisa antiga e interessante. Na fachada de um antigo hotel vi uma placa sinalizando que ali tinha vivido o famoso poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca. No final dessa avenida fica a Praça do Congresso, que nesse dia estava cheia de pessoas tomando sol e curtindo o domingo de folga. Ficamos um pouco por ali, tiramos fotos e fizemos o caminho volta rumo a Calle Florida, para fazer mais algumas comprinhas. rs…

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Dona Vanda descansando.

Praça do Congresso.

Praça do Congresso.

Praça do Congresso.

Em frente ao Congresso Argentino.

Praça do Congresso.

Descansando na Praça do Congresso.

Arrastando a velhinha...

Família unida.

Placa no hotel onde viveu Garcia Lorca.

Praça do Congresso

Avenida próxima ao Congresso.

Obelisco

Um dos monumentos mais conhecidos de  Buenos Aires é o Obelisco. Eles se localiza na Praça da República, no cruzamento de duas grandes e importantes avenidas da cidade. Sua construção foi em comemoração ao quarto centenário da fundação da cidade. Passamos por ele em um de nososs passios a pé e tiramos algumas fotos. Essa parte da cidade onde ele está localizado é bastante interessante e chama atenção as duas grandes avenidas e o intesno trafego de veículos. 

História: As obras começaram em 20 de março de 1936, e o monumento foi inaugurado em 23 de maio 1936. Foi projetado pelo arquiteto Alberto Prebisch (um dos principais arquitetos do modernismo argentino e autor também do Teatro Gran Rex), a pedido do prefeito Mariano de Vedia e Mitre. No que se refere à questão da forma do monumento Prebisch disse: “Foi adotado esta simples e honesta forma geométrica, porque é a forma de um obelisco tradicional … Ele foi chamado de “Obelisco”, porque havia de chamar-lhe de alguma coisa. Eu reivindico para mim o direito de chamá-lo de uma forma mais abrangente e genérica “Monumento”.

A construção do obelisco esteve a cargo da empresa Alemã GEOPE-Siemens Bauunion – Bilfinger & Grün, que concluiu o seu trabalho em tempo recorde de 31 dias, empregando 157 trabalhadores. Maximizando a utilização do tempo foi utilizado o cimento INCOR de endurecimento. Ele tem a altura máxima permitida no âmbito da linha de construção da avenida Roque Sáenz Peña (Diagonal Norte):67,5 m de altura, distribuídos da seguinte forma: 63 m para o início do ápice, que é 3,5 m por 3,5 m. A ponta mede 40 centímetros. Culminando com um pára-raios, cujos fios correm através do interior do obelisco. A base mede 49 m². Tem uma única entrada (no lado Oeste) e em seu auge há quatro janelas, que só podem ser atingidas através de uma escada reta de 206 degraus.

Em 29 de fevereiro de 1938, Roberto M. Ortiz sucedeu Justo, e foi nomeado como novo Presidente da Câmara da cidade Arturo Goyeneche. Em junho de 1939, o Conselho deliberativo sancionou a demolição do obelisco pelo Despacho n. º 10251, invocando razões econômicas, estéticas e de segurança pública. Mas foi vetado pelo Poder executivo municipal, caracterizado como um acto desprovido de conteúdo e valor jurídico,porque ela modifica o estado das coisas, emanados do poder executivo e que se tratava de um monumento ao abrigo da competência e da guarda da Nação, cujo patrimônio pertence. Nos local onde esta localizado o obelisco, anteriormente, havia uma igreja dedicada a São Nicolau de Mora. Nessa igreja pela primeira vez oficialmente a bandeira Argentina foi asteada, dentro de Beunos Aires, em 1812: em memória ao fato existe inscrições do lado norte do obelisco. Para a sua construção, que custou 200.000 pesos foram utilizados 680 m³ de cimento e 1360 m² de pedra branca de Córdoba.O estabelecimento da linha B do metrô favoreceu a construção do monumento uma vez que facilitou a colocação da fundação pois os túneis formam uma base concreta de 20 metros. A laje plana do metrô permite a passagem da laje de fundação do obelisco. Como resultado de alguns desprendimentos do revestimento de pedra, ocorridos na noite de 20 para 21 de junho de 1938, um dia após a um evento público com a presença do Presidente Ortiz no local do obelisco, decidiu-se retirar o revestimento em 1943, e foi substituído por um cimento polido. Também foram realizadas fissuras que simulam as junções das pedras. Ao eliminar as lajes do obelisco não foi tido em conta que se retirou uma legenda que dizia “Alberto Prebisch foi o seu arquiteto .”

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Obelisco

Obelisco

Obelisco

Mãe e W@gner próximo ao Obelisco.

W@gner

Vander

Monumento aos Caídos na Guerra das Malvinas

Outro passeio interessante que fizemos em  Buenos Aires e vale ser mencionado foi á visita que fizemos ao Monumento aos Caídos (mortos) na Guerra das Malvinas. O Monumento é até simples, fica no final de uma praça muito bonita, perto da Estação Central do Metro. Ele lembra um pouco o Monumento aos Mortos na Guerra do Vietnã, que fica em Whasington – USA. Os nomes de todos os soldados argentinos mortos na Guerra das Malvinas (Argentina x Inglaterra em 1982) estão esculpidos em granito. Eu que acompanhei pela TV essa guerra na época em que ela ocorreu e que posteriormente li alguns livros sobre o assunto, me senti emocionado em estar em tal lugar. Mais que um monumento aos mortos, esse local é um monumento a estupidez de um governante que em busca de aumentar sua popularidade, lançou seu país em uma guerra contra uma grande potencia, sem estar preparado. Mandou para uma ilha fria e distante jovens mal treinados e mal equipados, para lutar contra um Exército formado por soldados profissionais e bem melhor equipados. O resultado foi uma humilhante derrota e muitas mortes, além de seqüelas na alma do povo argentino que duram até os dias de hoje. 

História: A Guerra das Malvinas (em inglês Falklands War e em espanhol Guerra de las Malvinas) ou Guerra do Atlântico Sul ou ainda Guerra das Falklands, foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido (Inglaterra) ocorrido nas Ilhas Malvinas (em inglês Falklands), Geórigia do Sul e Sandwich do Sul entre os dias 2 de abril e 14 de junho de 1982 pela soberania sobre estes arquipélagos austrais tomados por força em 1833 e dominados a partir de então pelo Reino Unido. A Argentina reclamou como parte integral e indivisível de seu território, considerando que elas encontram “ocupadas ilegalmente por uma potência invasora” e as incluem como partes da província da Terra do Fogo, Antártica e Ilhas do Atlântico Sul. O saldo final da guerra foi a recuperação do arquipélago pelo Reino Unido e a morte de 649 soldados argentinos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas. Na Argentina, a derrota no conflito fortaleceu a queda da Junta Militar que governava o país e que havia sucedido as outras juntas militares instaladas através do golpe de Estado de 1976 e a restauração da demoracia como forma de governo. Por outro lado, a vitória no confronto permitiu ao governo conservador de Margaret Thatcher obter a vitória nas eleições de 1983.

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Monumento aos Mortos na Guerra das Malvinas.

Monumento aos Mortos na Guerra das Malvinas.

Dona Vanda fazendo graça.

W@gner no monumento.

Nomes de todos os mortos na Guerra das Malvinas.

Nomes de alguns dos mortos.

Nomes de todos os argentinos mortos nas Malvinas.

D. Vanda e W@gner descansando.

Guarda de Honra.

Vander e W@gner.

Catedral Metropolitana de Buenos Aires

Outro visita interessante que  fizemos no centro de Buenos Aires,  foi a Catedral Metropolitana. Por fora a Catedral não tem jeito de igreja, mas por dentro é bastante imponente e muito bonita. Numa lateral fica o mausoléu onde desde 1880 se encontram os restos mortais do General San Martín, o herói da proclamação da Republica. E a seu lado estão os restos mortais dos generais Guido e Las Heras, outros heróis argentinos e o simbólico Soldado desconhecido.

História: A Catedral Metropolitana de Buenos Aires  é o maior templo católico da província. Desde a primeira capela de 1593, até agora, existiu nesse lugar seis edifícios diferentes que funcionaram como Templo Maior, que tiveram de ser renovados devido à escassez de materiais e a defeitos estruturais. A Igreja atual foi terminada entre os anos 1572 e 1852, apesar de que sua decoração é de 1911. O edifício possui um perfil que não é comumente usado nas catedrais, pois não tem torres e é mais como um templo grego clássico que um típico católico. Tem 12 colunas na fachada que representam aos apóstolos de Jesus, e seu interior chega aos 41 metros de altura. Em uma de suas laterais estão as 14 pinturas do Via Crucis, que antes tinham estado na Igreja Del Pilar. O chão foi desenhado no ano de 1907, e fabricado na Inglaterra com mosaico veneziano. No centro impõe-se o Alto Altar, como o ponto mais proeminente. À esquerda a um pequeno altar  com uma imagem conhecida como Santo Cristo de Buenos Aires, trabalhada em madeira e no final do corredor central pode-se ver um altar dedicado à Virgen de los Dolores.

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Catedral Metropolitana de Buenos Aires.

Catedral Metropolitana de Buenos Aires.

Catedral Metropolitana de Buenos Aires.

Mausoléu de San Martin.

Dona Vanda no interior da igreja.

Casa Rosada

Num passeio  pelo centro da  cidade  passamos pela  Plaza de Mayo,  que fica em frente á Casa Rosada, sede do governo argentino. Fomos tirar fotos em frente á Casa Rosada e para nossa surpresa descobrimos que a mesma fica aberta para visitação publica em alguns finais de semana. Não íamos perder essa chance de visitar tão famoso ponto turístico e fomos para a fila. Entramos sem problemas, após passarmos por um detector de metais. A visitação era gratuita. Primeiro ficamos num saguão esperando os soldados que em farda de galã acompanham os visitantes que seguem em grupo pelo local. Nesse saguão que ficamos estavam em exposição muitos quadros ofertados por governantes das Américas (inclusive o Lula) como presente para a Argentina em comemoração aos 200 anos de sua Proclamação da República, que aconteceu agora em 2010. Minha mãe não resistiu e foi tirar uma foto ao lado de um dos soldados, que foi bastante simpático e ofereceu o braço pra ela segurar.

Logo nosso grupo foi chamado para fazer a visita pelo interior da Casa Rosada. O prédio é muito bonito por dentro, com muitas salas, sendo algumas com a decoração bem antiga. Algumas alas estão sendo reformadas. Tivemos acesso guiado por vários locais, inclusive a um jardim interno, aos salões onde são recebidos os estadistas estrangeiros, ao local onde a Presidente Cristina Kirchner faz os pronunciamentos oficias do governo e também ao seu gabinete de trabalho. Ficamos parados um tempo ao lado da mesa de sua secretaria e sobre a mesa tinha uma lista de telefones. Tirei uma foto com zoom da lista de telefones, pois ali podia estar o número do Lula. Isso foi mais por brincadeira e de qualquer forma a foto ficou tremida e não da pra ver os números. Também vimos uma mesa que pertenceu a Eva Perón. Tivemos acesso a um balcão que fica de frente para a Plaza de Mayo, que entre outras cosias foi o local onde o general Juan Domingo Perón fez seu último discurso como presidente, o Papa João Paulo II abençoou o país após a Guerra das Malvinas (1982) e a Seleção Argentina campeã do mundo em 1986 esteve para comemorar oficialmente o título de campeã junto com o povo argentino. Esse foi um passeio não programa e que acabou sendo muito interessante. 

História: A Casa Rosada é a sede da presidência da República Argentina. È chamada assim pela sua cor ser aproximadamente rosa. A casa Rosada tem sua cor atribuída ao fato de na época de sua construção as tintas mais baratas serem feitas a base de sangue de vaca, tendo a cor rosada. Há também uma lenda que diz que a cor rosada é uma junção de vermelho e branco, cores-símbolo de dois partidos políticos. Abriga também o Museu da Casa do Governo, com material relacionado aos presidentes do país. A Casa Rosada possui fama internacional por ter sido palco para importantes manifestações políticas e também artísticas. Por exemplo, várias cenas dos filmes “A História Oficial” e “Evita” foram gravadas na praça e nas sacadas do palácio. A Casa Rosada se levanta no lugar que ocupara a Real Fortaleza de San Juan Baltasar da Áustria, construída por ordem do Governador Fernando Ortiz de Zárate em 1595. A Fortaleza sofreu diversas modificações desde a queda de Rosas: demolida parcialmente para a construção da Aduana Nueva, do antigo edifício só ficou de pé o arco de acesso e um dos edifícios do interior do recinto, reformado para seu uso como sede do Governo. Durante a presidência de Sarmiento, o edifício foi pintado de rosa, inaugurando uma tradição que chegou aos nossos dias e que deu seu nome popular. Também por iniciativa de Sarmiento foi construído o Palácio de Correos, terminado em 1878 no ângulo sudoeste do prédio. Pouco depois, o Presidente Roca ordenou a construção de uma nova Casa de Governo, em lugar do antigo edifício. Em 1894, durante a presidência de Luis Sáenz Peña, o arquiteto italiano Francisco Tamburini foi o encarregado de projetar a união dos dois edifícios, formando o complexo monumento que conhecemos hoje. O Correo, obra do sueco Carlos Kilhdderg, e a nova Casa de Governo, obra de Enrique Aberg, eram similares, mas não idênticos. Seu ligamento foi um desafio para Tamburini, que uniu ambos os corpos com um grande arco central (atualmente o acesso principal da Casa Rosada sobre a Plaza de Mayo) e definiu os restantes corpos sobre o Paseo Colón e Rivadavia. O resultado é de um marcante ecleticismo, no qual elementos de tão diversa origem como as mansardas francesas, as loggias e as janelas concebidas por arquitetos nórdicos coexistem com a linguagem classiciista característica de Tamburini. Da entrada principal, pela Esplanada da rua Rivaldavia, sobe-se ao Salón de los Bustos, assim chamado pelas esculturas que retratam os presidentes argentinos. Duas escadarias de honra, conhecidas como “Italia” e “Francia”, conduzem ao primeiro andar, onde estão o Salón Blanco, sede das grandes recepções oficiais, e os escritórios presidenciais. Toda essa ala – a ala norte – é organizada ao redor do Patio de las Palmeras. A ala sul da Casa de Correos foi recortada na década de 30, ao se refazer a atual rua Hipólito Yrigoyen para construir o Palacio de Hacienda. A Casa Rosada está sendo restaurada desde 1989. Em sua parte posterior foram encontrados restos do antigo Forte e da Aduana Nueva, que foram conservados e é onde funciona o Museo de la Casa de Gobierno.

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Saguão de entrada da Casa Rosada.

Minha mãe com o soldado.

Fila para visitação.

Local de comunicados a imprenssa.

Num dos salões da Casa Rosada.

Jardim interno.

Mesa que foi de Eva Perón.

Dona Vanda no Gabinete da Presidenta.

Balcão da Casa Rosada.

Escada interna.

Um dos muitos lustres do lugar.

Salão dos Bustos.

Plaza de Mayo

No passeio pelo centro de Buenos Aires  ficamos um bom tempo na Plaza de Mayo, tirando fotos e observando as pessoas e prédios ao redor. Essa Praça é famosa pelos protestos de origem política e por ali se reunirem as conhecidas “Mães da Plaza de Mayo”, um grupo de senhoras que tiveram seus filhos desaparecidos ou mortos durante o período do Governo Militar na Argentina (1966/1983). 
 
História: A Praça de Maio (em espanhol Plaza de Mayo) é a principal praça do centro da cidade de Buenos Aires. A Praça sempre foi o centro da vida política de Buenos Aires, desde a época colonial até a atualidade. Seu nome comemora a Revolução de 1810, que iniciou o processo de independência das colônias da região do sul da América do Sul. A Praça de Maio encontra-se no chamado microcentro portenho, no bairro Monserrat. Tem forma aproximadamente retangular. Ao seu redor encontram-se vários dos principais monumentos da cidade, como o Cabildo hsitórico, a Casa Rosada (sede do Poder Executivo da Argentina), a Catedral Metropolitana, o edifício do Governo da cidade de Buenos Aires e a casa central do Banco Nación. A 25 de maio de 1811, um ano após a Revoulução de Maio, foi decidido comemorar a data com um monumento público. Levantou-se assim um obelisco no centro da Praça da Vitória, conhecido como Pirâmide de Maio. Este monumento foi reformado em 1856 pelo artista argentino Prilidiano Pueyrredón, que revestiu a pirâmide e a base com argamassa e adicionou relevos decorativos. O escultor francês Joseph Dubourdieu foi o autor da estátua da liberdade que coroa a pirâmide, além de outras estátuas ao redor do monumento que foram posteriormente retiradas. Em 1912 o monumento foi transladado até o centro da Praça de Maio, onde se encontra atualmente. Em 1873 foi inaugurada a estátua equestre de Manuel Belgrano, atualmente localizada em frente à Casa Rosada. Em 1912, a Pirâmide de Maio foi movida ao seu lugar atual, no centro da praça. Quatro estátuas que existiam ao seu redor foram então movidas para a praça em frente à Igreja de São Francisco da cidade. Em 1913 foi inaugurada a estação subterrânea do metrô na praça (estação Plaza de Mayo). Em 1942 a praça foi declarada Lugar Histórico. Em 1977 foi realizada a última reforma importante, com a instalação de canteiros de flores e modificações no calçamento. 
Durante séculos, a Praça de Maio reuniu ao seu redor importantes instituições como o Cabildo – sede da administração da cidade – e o Forte de Buenos Aires, substituído depois pela Casa Rosada – sede de governo colonial e mais tarde da República Argentina. Por isso, a praça sempre foi o epicentro de acontecimentos de grande importância para a cidade e o país. O próprio nome da praça comemora a Revolução de 25 de maio de 1810, quando os habitantes mais destacados da cidade reunidos no Cabildo de Buenos Aires decidiram não mais obedecer ao governo espanhol, à época dominado pelas forças de Napoleão. Essa revolução foi o prenúncio da independência definitiva do país, declarada em 1816 em Tucumán. Em 17 de outubro de 1945, as mobilizações populares organizadas pela CGT e Eva Perón terminaram com a libertação de Juan Domingo Perón, que mais tarde seria eleito presidente da Argentina. Desde então, o movimento peronista se reúne anualmente na Praça de Maio para celebrar. Muitos outros presidentes, democratas ou não e até jogares de futebol e sua torcida, também desfrutam em celebrar na praça seus triunfos. Desde a década de 70 as Mães da Praça de Maio se reúnem com fotos de seus filhos desaparecidos pelos militares e a ditadura argentina. O povo argentino foi a Praça mais uma vez em março de 1982, para exigir o fim da ditadura, e novamente em 2 de abril do mesmo ano, para celebrar o ditador Leopoldo Galtieri, que havia decidido ocupar as Ilhas malvinas, dando começo assim a Guerra das Malvinas. A Praça de Maio também foi cenário dos conflitos sociais ocorridos em 19 e 20 de dezembro de 2001 que levaram à renúncia do presidente Fernando de la Rúa.

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Minha mãe e eu na Plaza de Mayo.

Obelisco da Plaza de Mayo.

Vagando pela Plaza de Mayo.

Dona Vanda na Plaza de Mayo.

Uma espécie de capsula do tempo na Plaza de Mayo.

Vander no meio da Plaza de Mayo.

Vander, Vanda e W@gner.

Estátua equestre da Plaza de Mayo.

Vander descansando na Plaza de Mayo.

W@gner descansando no chafariz da Plaza de Mayo.

A Plaza de Mayo com a Casa Rosada ao fundo.

Plaza de Mayo.

Buenos Aires

Os dias  que passamos em Buenos Aires foram  muito bons,  o clima ajudou e  não fez  tanto frio como esperávamos. Como minha mãe não pode andar muito em razão de um problema na perna, acabamos limitando um pouco nossos passeios e alongamos os momentos de descanso no hotel. Mesmo assim valeu a pena o passeio, pois a cidade é muito bonita e com pontos turísticos interessantes para visitar (veja algumas postagens especificas no Blog). Com relação a compras não exageramos muito, mas mesmo assim foi divertido comprar. O real está bem valorizado e valendo quase o dobro do peso argentino, então fica barato comprar algumas coisas e gastar com alimentação. Mesmo assim não vale a pena comprar roupas e eletrônicos, pois mesmo com nossa moeda valendo quase o dobro, os preços ficam iguais ou mais altos que no Brasil. A Argentina atravessa uma crise econômica e com inflação inconstante, e por essa razão alguns itens se tornam caros até mesmo para nós brasileiros. E com relação a alimentação, ficamos foi alternando idas ao Burger King e ao MacDonald´s. Em outras viagens  eu e meu irmão temos algumas lembranças quase trágicas de “alimentação nativa”, então melhor garantir o alimento que já conhecemos e que é praticamente igual em toda parte do mundo. Mesmo assim fomos comer fora algumas vezes, em restaurantes e pra não perder o costume o W@gner caiu numa roubada ao pedir um macarrão que tinha peixe no molho e peixe não é um item muito apreciado por nós. Sei que valeu a pena a visita a Buenos Aires e gostei tanto que pretendo voltar pra lá no ano que vem, possivelmente no retorno de uma outra viagem que está programada para terras argentinas no inicio de 2011. 

História: A fundação da cidade se deu em fevereiro de 1536, pelo espanhol Pedro de Mendoza que passou a chamá-la de Ciudad de Nuestra Señora Santa María del Buen Aire. Em 1541, devido a ataques indígenas na região, a cidade ficou completamente arrasada e abandonada. Um segundo e permanente assentamento foi estabelecido em 11 de junho de 1580 por Juan de Garay, que refundou a cidade com o nome de Ciudad de la Santísima Trinidad. Somente a partir de 1776, com a nomeação de capital do vice-reino do Rio da Prata, que a cidade começou a se desenvolver. Com a chegada de novas idéias vindas da Europa, os habitantes começaram a almejar os mesmos ideais da Revolução Francesa. As idéias liberais fomentaram movimentos emancipadores, que culminou na Revolução de Maio em 1810 e na criação do primeiro governo pátrio. Durante o século XIX, ocorreram inúmeros conflitos internos, que desencadearam em guerras civis no país. Mesmo com o clima de instabilidade da autoridade administrativa sobre a cidade, Buenos Aires passou a ser a residência do Governo Nacional e formava parte da província de Buenos Aires. Em 1880, com a vitória do Governo Nacional contra o governador da província de Buenos Aires, Carlos Tejedor, ocorreu a união da cidade ao sistema federal.  Houve a construção de novos edifícios, praças, monumentos, teatros, avenidas e o primeiro metrô ibero-americano. Em 1853 foi proclamada a primeira Constituição da Argentina. Com a reforma da Constituição em 1994, Buenos Aires passou a ter uma Constituição própria e um governo autônomo de eleição direta, mas foi somente em 1996 que oficialmente passou a ser denominada Ciudad Autónoma de Buenos Aires ou Ciudad de Buenos Aires.

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Entrada do Metro.Calle Florida

Buenos Aires

Buenos Aires

Buenos Aires

Jantar em família.

Anuncio brasileiro em  Buenos Aires.

Buenos Aires

Passeio

Calle Florida

Tango na rua.

Buenos Aires

Buenos Aires

Viagem a Argentina

Já fui a Argentina seis vezes, mas sempre ao interior. Inclusive há uns 15 anos tive um affair com uma argentina, que não deu certo em razão dos mil quilômetros que nos separavam. Gosto dos argentinos, pois são simpáticos e receptivos, a rivalidade fica somente no futebol. Então quando meu irmão falou que estava indo pra Buenos Aires a trabalho (ele já tinha ido duas vezes pra Buenos Aires antes) dei um jeito de ir me encontrar com ele lá, pois sempre tive vontade de conhecer a capital portenha. E sem ele saber resolvi levar minha mãe junto. Seria uma surpresa pra ele. E pra compensar a viagem, também planejei dar uma passada no Uruguai. Foi um pouco complicado convencer minha mãe a ir junto, pois ela é meio caseira. E como ela tem um problema de saúde que não permite que ela ande muito, ela ficou com receio de ir. Mas depois de alguma conversa e a promessa de que não andaríamos muito, ela topou ir junto. E então parti de Campo Mourão de carro numa madrugada de quinta-feira e viajamos 85 km até Maringá, onde fica o aeroporto mais próximo com voos regulares. Deixamos o carro num estacionamento perto do aeroporto e fomos pegar nosso voo, o inicio de uma maratona que levaria quase o dia todo. Ao todo seriam quatro voos e seguiríamos para Buenos Aires via Montevidéu, no Uruguai.

O primeiro trecho foi tranqüilo, seguimos de Maringá até Curitiba pela Gol. Em Curitiba trocamos rapidamente de aeronave e seguimos para Porto Alegre. Eu que achava que tão cedo não voltaria a essa cidade, mas estava novamente ali, pela terceira vez esse ano. Parece que tem algo que me puxa para essa cidade e o aeroporto Salgado Filho é com certeza o aeroporto onde mais horas passei em minha vida. E pra aumentar minhas estatística, ficamos cinco horas esperando nosso próximo voo. Eu morrendo de sono acabei cochilando um bom tempo em uma mesa na Praça de Alimentação. Almoçamos no aeroporto e em seguida embarcamos num voo rumo a Montevidéu. Eu estava pregado e não demorei a pegar no sono. Isso foi bom, pois boa parte desse trecho foi de muita turbulência, coisa que detesto, pois ataca minha labirintite. Dessa parte do voo só lembro-me de minha mãe me perguntado se eu queria o lanche servido pela comissária, que era um sanduíche. Depois não me lembro de mais nada. Fui acordar pouco antes do desembarque em Montevidéu.

O aeroporto de Montevidéu é novo, grande e muito bonito, além de ter uma arquitetura moderna. Fizemos os tramites burocráticos e ficamos mais um bom tempo esperando o voo para Buenos Aires. Geograficamente Montevidéu e Buenos Aires não são muito distantes, cada uma fica de um lado do Rio da Prata. Existe a opção de ir de uma cidade a outra de barco. Pesquisei essa opção, mas era mais demorada e mais cara do que seguir por via área. Fizemos nosso tramite para seguir para a Argentina e tudo correu sem problemas. Todo o processo era feito do lado uruguaio, numa operação conjunta entre argentinos e uruguaios. Achei o sistema interessante. No inicio da noite embarcamos num avião da empresa uruguaia Pluna. O avião não era dos maiores, por muito pouco minha cabeça não batia no teto. De ponto negativo vale mencionar que a bagagem despachada é cobrada e a taxa de embarque é cobrada antes do embarque, e ambas tem preço em dólar e não é barato. O lanche a bordo também era cobrado em dólar, bem caro, então quase ninguém pediu. O voo foi rápido, pouco mais de meia hora. O desembarque não foi em Ezeiza, o grande aeroporto de Buenos Aires, mas sim no Aeroparque, um aeroporto menor e mais perto do centro. O desembarque foi feito na pista e logo pegamos nossa bagagem e fomos tomar um taxi.

A moeda brasileira está bastante valorizada na Argentina, valendo quase que dois por um. Então o taxi acabou sendo barato. Mas taxista é safado em toda parte do mundo, então sempre é bom tomar cuidado. O taxista nos mostrou uma tabela que continha o preço a ser cobrado entre o aeroporto e o centro. Achamos barato e pagamos pela tabela, sem o uso do taxímetro. Dias depois ao fazermos o mesmo trecho de volta, utilizando o taxímetro e fazendo uma parada (que foi cobrada) de 10 minutos pelo caminho, o valor cobrado foi menor do que o valor cobrado na ida. Chegamos ao nosso hotel, o mesmo que meu irmão estava hospedado, bem no centro da cidade próximo a famosa Cale Florida. Já na entrada deu pra perceber que tinha muito brasileiro hospedado ali. Fizemos os tramites e fomos para o quarto. Encontramos meu irmão que ficou surpreso e feliz com a presença de minha mãe. Após descansar um pouco fomos sair para jantar. E pra não ter surpresas com a comida local, fomos ao mais fácil que é encontrar um McDonald´s. Depois do lanche voltamos direto para o hotel e fomos dormir, pois o dia seguinte seria puxado.

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Eu e minha mãe em Porto Alegre.

Dormindo no aeroporto.

Dona Vanda curtindo o voo.

Aeroporto de Montevidéu. 

Avião da Pluna.

A cabeça quase encostando no teto.

Voo entre Montevidéu e Buenos Aires.

Chegando a Buenos Aires.

Suculento jantar em Buenos Aires.

Dona Vanda e seu jantar.

Estádio do Pacaembu

Aproveitando a visita que fizemos ao Museu do Futebol que fica no Estádio do Pacaembu fomos conhecer a parte do Estádio que é aberta ao público. O estádio pertence a Prefeitura de São Paulo e atualmente é onde o Corinthians manda seus jogos. 

História: Inaugurado em 27 de abril de 1940 com a presença do então presidente da República, Getúlio Vargas, o qual foi recebido por enorme vaia dos paulistas por quem não era benquisto, do interventor Ademar de Barros e do prefeito Prestes Maia. A primeira partida foi disputada em 28 de abril de 1940, numa rodada dupla, entre o Palestra Itália, antigo nome da Sociedade Esportiva Palmeiras, e o Coritiba Foot Ball Club, e entre Sport Club Corinthians Paulista e o Clube Atlético Mineiro, a convite da prefeitura da capital. O Estádio Municipal do Pacaembu leva hoje o nome do “Marechal da Vitória”, Paulo Machado de Carvalho, chefe da delegação brasileira nas vitoriosas campanhas das Copas de 1958, na Suécia, e de 1962, no Chile.

Nos anos 70, a concha acústica foi demolida e no seu lugar construído o “Tobogã”, uma arquibancada com capacidade para dez mil pessoas, aumentando sua capacidade para cerca de 70.000 pessoas. Atualmente, a capacidade do Estádio do Pacaembu é de 37.952 pessoas. Desde o ano de 2008, existe em seu interior o Museu do futebol, uma homenagem à cidade onde foi introduzido o esporte bretão no Brasil através do paulista Charles Miller – descendente de ingleses e escoceses – e que é homenageado com o nome da praça em frente ao estádio. A maior goleada vista no estádio aconteceu em 1945, quando o São Paulo Futebol Clube venceu o Jabaquara da cidade de Santos por 12 x 1. O Corinthians é o time que mais atuou no Estádio do Pacaembu. A torcida o considera como sua casa, uma vez que seu campo de futebol, o Estádio Alfredo Schürig (mais conhecido como Fazendinha ou ainda Estádio do Parque São Jorge), não tem capacidade para receber jogos oficiais. O estádio foi tombado pelo CONDEPHAAT, em 1998, em virtude de seu estilo Art Déco, característico da época em que foi construído.

Estádio do Pacaembu

Estádio do Pacaembu

Estádio do Pacaembu

Museu do Futebol

Após o passeio pelas  serras de Minas Gerais e do Rio de Janeiro,  retornamos a  São Paulo. Por sugestão da Andrea fomos fazer um passeio que tinha faltado em minha visita anterior, que era conhecer o Museu do Futebol. O museu funciona debaixo da arquibancada do Estádio do Pacaembu e foi inaugurado há dois anos. Não é um museu tradicional com acervo de peças históricas, e sim um museu interativo. De peça histórica a única coisa que vimos lá foi uma camisa que o Pelé usou na decisão da Copa de 70. È uma visita interessante, que vale a pena. No final disputei uma partida de pebolim contra a Andrea e venci pelo placar de 10 x 0.  

O Museu do Futebol é um museu da história do Brasil. Uma história que tornou o futebol uma das mais reconhecidas manifestações culturais do país. Instalado em uma área de 6.900m² no avesso das arquibancadas de um dos mais bonitos estádios brasileiros, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – mais conhecido como Estádio do Pacaembu, localizado em frente à Praça Charles Miller, em São Paulo. Visitar o Museu do Futebol é percorrer a história brasileira no século XX e perceber como nossos usos, costumes e comportamentos são inseparáveis da trajetória desse esporte. O futebol ajudou a formar a identidade brasileira, assim como a cultura brasileira ajudou a transformar o futebol. Os craques que o Brasil foi capaz de criar representam tanto a nossa cultura quanto os ícones das artes plásticas, da literatura, do teatro, da música.

Para saber mais: http://www.museudofutebol.org.br

Museu do Futebol

Museu do Futebol

Museu do Futebol

+ fotos da viagem a Visconde de Mauá

Abaixo algumas fotos interessantes dos quase quatro dias que passamos pela região de Visconde de Mauá, Vila de Maringá e Vila de Maromba. Algumas são bem legais, como a do Dálmata esperto que ficava em pé na frente de um restaurante enquanto ás pessoas comiam, esperando que jogassem algo pra ele. Outra curiosidade é a ponte de madeira que atravessávamos algumas vezes ao dia indo de Minas Gerais para o Rio de Janeiro e vice-versa. E tem também a Andrea pisando no cocô de cachorro.

PARA AMPLIAR CLIQUE NO MEIO DAS IMAGENS

Divisa de estado entre MG e RJ.

Dálmata pidão.

Pés congelados.

Flores na mata.

Carro sujoooooooooooo...

Adivinha no que ela pisou?

Vila de Maringá.

Estrada em construção.

Descendo a serra.

Mapa da região.

Cachoeira do Santuário

Uma das cachoeiras mais legais que visitamos foi a Cachoeira do Santuário. Ela não é a maior e nem a mais conhecida, mas o “conjunto” que envolve a cachoeira acaba tornado-a interessante. Ela fica em uma propriedade particular e paga-se uma taxa de R$ 5,00 para visita-lá. A trilha que leva até a cachoeira é bem demarcada e cercada por árvores centenárias, muitas com uma tabuleta indicando qual a espécie. Nos lugares onde a trilha é perigosa existe um corrimão feito por cordas. Na entrada você recebe um pequeno mapa que te auxilia a encontrar os pontos de visitação no meio da mata. O local faz divisa com o Parque Estadual do Itatiaia. Segundo o dono do local, dali parte uma trilha que adentra o parque e da pra chegar próximo ao pico das Agulhas Negras. Mas segundo ele o acesso está fechado em razão da falta de chuva o que torna o risco de incêndio na mata muito alto. Fiquei muito interessado em fazer essa trilha, mas além da mesma estar fechada, não tínhamos tempo pra isso, já que demanda muitas horas de caminhada e também porque minha condição física em razão da hérnia de disco ainda não permite tal esforço.

Após percorrermos todo o caminho indicado no pequeno mapa que recebemos, passamos pela cachoeira, molhamos os pés na água gelada e percorremos outras trilhas no meio da mata. Daí seguimos até o alto do morro e de lá deu pra observar a extensão da mata. Um lugar muito bonito, com muito verde. Antes de ir embora conversamos um tempo com o Sebastião, dono do local. Ele é um mineiro bom de papo, de fala mansa e que contou que chegou ali há mais de trinta anos para ganhar a vida. E que torce para que a conclusão da estrada torne o local mais atrativo aos turistas e os negócios melhorem. E também torce que mesmo com o progresso o local seja preservado. Chegar até lá não foi nada fácil, a Andrea teve que exercitar ao maximo seus dotes de motorista e eu meus dotes de co-piloto.

Cachoeira do Santuário

Molhando o pés na água gelada.

Descalsa pela mata.

Mata e mais mata…

Loira perdida na mata!

Cachoeira da Santa Clara

Outra cachoeira interessante que visitamos foi a cachoeira da Santa Clara. Ela é uma das cachoeiras mais altas e conhecidas da região, ficando a 1200 metros de altitude e com 50 metros de queda de águas cristalinas, cercada de mata por todos os lados. As águas da cachoeira formam um grande lago que convida a um mergulho nas águas que formam o Rio Santa Clara. Após a queda tem uma piscina natural e para os mais radicais dá para praticar o rapel.

Procurando o caminho pra cachoeira.

Cachoeira da Santa Clara

Cachoeira da Santa Clara

Cachoeira do Escorrega

A região onde estávamos tem muitas cachoeiras e visitamos algumas delas. Uma das mais bonitas é a “Cachoeira do Escorrega”, uma laje de pedra que forma uma queda de uns 30 metros. Ela fica 2 km após a Vila de Maromba. Tem um poço bom pra nadar, e os aventureiros (ou corajosos) escorregam cachoeira abaixo. A água estava muito fria e nem pensar em escorregar pela cachoeira. Também não vi ninguém fazendo isso.

Essa cachoeira tem um história diferente das demais cachoeiras da região. Ela surgiu após fortes chuvas que caíram na região em 1966. Naquele ano choveu tanto e a água desceu da serra com tal força que alterou profundamente o leito do rio. Tanto que fez surgir a hoje conhecida cachoeira do Escorrega. Depois de carregar uma quantidade descomunal de terra, pedras e mata, brotou aquela imensa laje lisa por onde escorre a água cristalina, e que forma um escorregador natural.

Cachoeira do Escorrega

Cachoeira do Escorrega

Cachoeira do Escorrega

Cachoeira do Escorrega

Lojas de artesanato próximas a cachoeira.

Vila de Maromba

Na Vila de Maromba, a turma jovem e hippie domina a região. Ela fica bem próxima ao pico das Agulhas Negras. A exemplo de Visconde de Mauá e da Vila de Maringá possui diversas pousadas e chalés, que acomodam aqueles que procuram o lugar principalmente nos meses de inverno, em razão de suas baixas temperaturas e de sua paisagem, típica de regiões frias.  A Vila é mais pacata que a Vila de Maringá que fica próxima, mas parece ser mais importante, pois tem até igreja no pequeno centro da Vila. A estrada pra se chegar até a Vila é ruim, com muitos buracos e bastante estreita. Em alguns trechos quando vinham carros em sentido contrário dava o maior trabalho pra poder passar. 

Fizemos apenas um curto passeio em Maromba, onde visitamos uma cachoeira próxima e demos uma volta a pé pela Vila. Gostoso foi o lanche que fizemos em pé num local em frente a uma casa. O bolo de cenoura e o risólis estavam deliciosos, sem contar do doce de leite caseiro em cubos. Também vimos algumas “figuras” interessantes, alguns “bicho grilo” que congelaram no tempo e vivem de forma tranqüila na Vila.

Vila de Maromba - RJ

Vila de Maromba - RJ

Vila de Maringá

Após viajarmos cerca de 300 km desde São Paulo, enfim chegamos ao nosso destino que era a Vila de Maringá. Considerada a Vila mais charmosa da região, com vários restaurantes, pousadas e lojinhas de artesanato, o seu nome me fez lembrar da cidade de Maringá, no Paraná, que fica perto de minha cidade natal. Essa Vila de Maringá fica no estado do Rio de Janeiro, mas existe uma parte da Vila que fica no Estado de Minas Gerais, do outro lado do rio. A região foi um reduto hippie na década de 70. Por isso, o artesanato continua sendo valorizado na cidade e você vê a cultura hippie espalhada por todo canto, seja na vestimenta de alguns moradores, no nome e fachada de lojas e casas e até mesmo no clima de “paz e amor” que reina no lugar. Os principais tipos de recordações da Vila são os que se referem à culinária e artesanato. Geléias e outros tipos de compota podem ser encontrados em qualquer loja de artesanato. Comprei um vidro de doce de leite que era tudo de bom. Arrependi-me amargamente de não ter comprado mais.

Após passarmos rapidamente pela Vila de Maringá, seguimos em frente á procura de nossa pousada. São tantas pousadas, encruzilhadas e placas pelo caminho, que foi um pouco difícil encontrar a “Pousada El Mesón”, onde ficaríamos hospedados. Fomos recepcionados pelo dono da pousada, um espanhol que vive ali há muito tempo com sua família. A Andrea esteve nessa mesma pousada vinte anos antes, mas não se lembrava de muita coisa. Seriamos os únicos hospedes no final de semana e para nós foi reservado um chalé que mais parecia uma cabana de madeira, mas que era muito simpático e aconchegante, com direito a lareira que não precisamos usar, pois o frio que fez por lá não foi tanto. Até aí acreditávamos que estávamos no Rio de Janeiro. Somente no dia seguinte fomos descobrir que estávamos 600 metros dentro de Minas Gerais. Tinha uma ponte de madeira que dividia os dois estados, mas não existia nenhuma placa com tal informação. Foi chique ficar hospedado em Minas Gerais e todos os dias ir para o Rio de Janeiro almoçar e jantar.

Após nos alojarmos em nosso Chalé/Cabana, fomos caminhar a pé pelas redondezas, pois ouvíamos bem perto o barulho de um rio. Encontramos um local ao lado de uma ponte e conseguimos descer até o rio. A Andrea foi de biquíni por baixo do vestido, pois estava louca pra entrar na água. Quando ela colocou o pé na água desistiu na hora. A Água era congelante que chegava a doer o pé. É bem mais fria que as águas da Serra do Mar no Paraná. Por mais que eu a provocasse, a Andrea não molhou o biquíni, tendo se limitado a molhar os pés.

Antes do final do dia caminhamos mais um pouco em direção a uma das muitas cachoeiras existentes no local, mas acabamos não chegando até ela, pois tinha que pagar uma taxa de manutenção de R$ 3,00 e não tínhamos levado dinheiro para esse passeio a pé. De interessante nesse passeio foi encontrar uma gata que ficou nos seguindo. Ela estava meio perdida e então a carreguei no colo por um bom trecho até um local mais habitado. Daí surgiu um cachorro na estrada e a gata saiu correndo para subir numa árvore e nem se despediu de nós. Não a vimos mais. Á noite fomos para a Vila de Maringá jantar e depois fizemos um pequeno passeio a pé. Mas não tinha muito o que ver e voltamos para nossa pousada em Minas Gerais. Vale mencionar que o principal item da culinária local é a Truta. Eu não gosto de peixe e a Andrea não gosta de Truta, então não experimentamos tal prato.

Vila de Maringá – RJ

A “Pousada El Mesón” e o Chalé/Cabana

Nosso primeiro passeio pelo lugar.

Nossa amiga felina.

Visconde de Maúa

Chegando ao estado do Rio de Janeiro em plena Serra da Mantiqueira  passamos pela cidade de Visconde de Mauá. Nosso destino era mais acima, então acabamos não demorando em Visconde de Mauá. A estrada que leva serra acima está sendo asfaltada, numa grande obra de engenharia, pois o relevo é muito complicado. O asfalto ainda não chega á metade do caminho, então o restante do trecho foi bem difícil, por uma estrada estreita, cheia de buracos e com muita poeira. Quando o asfalto ficar pronto a região deve receber um maior número de turistas e se desenvolver economicamente.

A região de Visconde de Mauá fica no eixo RJ-SP numa área de proteção ambiental no alto da Serra da Mantiqueira, na divisa com o Parque Nacional de Itatiaia e abrange terras dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro na Serra da Mantiqueira a uma altitude que varia de 1400 a 2787m. O diferencial da região está na abundância de cachoeiras, rios e piscinas naturais de águas límpidas e cristalinas. A região de Visconde de Mauá é compreendida por três principais vilas: Visconde de Mauá, Maringá e Maromba. Após subir a serra (10 km de asfalto e 20 km de estrada de terra) chega-se na vila de Visconde de Mauá, seguindo por mais 8 km, chega-se a Maringá e por mais 3 km a Maromba. O clima é classificado como tropical de montanha com inverno rigoroso e verão suave. No inverno, de junho a agosto, a temperatura varia de -2 a 13 graus e não costuma chover, não sendo raro gear. No verão chove com mais freqüência, principalmente chuvas vespertinas. A temperatura varia de 8 a 27 graus.

Quase lá…

Parte de Visconde de Maúa e sua igreja construída em 1934.

Queluz

Ainda rumo a Serra da Mantiqueira,  na divisa dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, paramos na histórica e simpática cidade de Queluz. O motivo da parada foi para almoçar e descansar um pouco. A cidade é bem tranquila, mas quando fomos pegar o carro presenciamos um caso de Polícia. Um bêbado mostrou seu orgão genital (o nome politicamente correto para pinto) pra uma menina de uns dez anos. A mãe da menina viu o ocorrido e “agarrou” o homem. Depois ligou pra Polícia e quando entramos no carro após tirarmos umas fotos do rio ao lado, a Polícia estava chegando. Deduzimos que essa talvez tenha sido a única ocorrência policial que aconteceu na cidade naquela semana. Até perguntei pra Andrea se ela não queria aproveitar e se oferecer como advogada do bêbado tarado, mas ela se recusou pois estava de folga. Outro detalhe, a cidade de Queluz é o último município paulista antes de chegar ao estado do Rio, pra quem segue pela Via Dutra.

Em Queluz localiza-se a Pedra da Mina, ponto culminante do estado de São Paulo e também o Pico dos Três Estados que marca a fronteira entre RJ, MG e SP. Originou-se Queluz de um aldeamento de índios puris, criado no ano de 1800. A aldeia cresceu em torno de uma capela, onde hoje se ergue a igreja matriz. O povoado foi elevado à vila em 1842, passando a município em 1876. Seu padroeiro é São João Batista e o nome de Queluz foi uma homenagem prestada à família reinante, tendo a localidade recebido o nome do palácio perto de Lisboa, onde nasceu D. Pedro II. O município desenvolveu-se com a cultura do café, que aí deixou importantes marcos culturais, como as sedes ainda existentes das fazendas do Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata e outras.

Fonte: “O Passado Ao Vivo” (Thereza Regina de Camargo Maia)

Queluz - SP

Queluz - SP

Aparecida (erroneamente chamada de Aparecida do Norte)

De  carro a caminho do estado  do Rio de Janeiro,  a Andrea  sugeriu  fazermos uma  parada na cidade de Aparecida (erroneamente chamado de Aparecida do Norte), no Vale do Paraiba em São Paulo. A cidade é famosa por “guardar” a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Nossa visita se limitou somente a Basilica de Nossa Senhora Aparecida. Como tinhamos pressa não deu pra passear por outros pontos da cidade. A Basilica em si é enorme, uma construção grandiciosa. A Andrea que já esteve no Vaticano, disse que alguns arcos da Basilica são cópias do Vaticano. Visitamos uma torre que fica no 16º andar da Basilica e de onde da pra ver a paisagem da região que é muito bonita. No andar debaixo existe um museu até interessante, com arte sacra, antigos mantos da imagem de Nossa Senhora Aparecida e muitos outros objetos. Também fomos ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que fica dentro da Basilica, protegida por um vidro blindado desde que sofreu um atendado por parte de um fanático religioso e foi quebrada em 1978. Por ser sábado de manhã, o local estava bem cheio, com muitos romeiros, alguns pagando promessas até de forma meio que exagerada. Foi interessante o passeio e na hora de ir embora paramos pra tomar um picolé que além de enorme era muito saboroso.

História:  A Basílica de Nossa Senhora Aparecida, também conhecido como Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é o terceiro maior templo católico do mundo. Foi inaugurada em 4 de julho de 1980 quando João Paulo II visitou o Brasil pela primeira vez. Em outra de suas visitas, passando por Aparecida, abençoou o Santuário e, em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, elevou a Nova Basílica a Santuário Nacional. Localiza-se no centro da cidade, tendo como acesso a “Passarela da Fé”, que liga a basílica atual com a antiga, ambas visitadas por romeiros.

Imagem de Nossa Senhora Aparecida: Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá. A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais. Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no Rio Paraiba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.

Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e a imagem. Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basilica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888. Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basilica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado. Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. A  8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

Basilica de Nossa Senhora Aparecida

Interior de uma torre e a vista que se tem lá do alto

Imagem de Nossa Senhora Aparecida

A classe de uma “sangue azul” chupando um picolé

MASP

Já passei  muitas vezes na frente,  ao lado e por baixo do  MASP (Museu de Arte de São Paulo), mas nunca tinha entrado no Museu. A Andrea me levou lá e pudemos ver uma bela coleção de obras de arte, principalmente quadros, muitos valendo milhões. O acervo do MASP é sensacional, com obras de pintores famosos como Picasso, Matisse, Monet, Manet, Cézane, Gauguin, Renoir e Van Gogh. Após o assalto que ocorreu lá em 2008 não é mais permitido tirar foto da parte interna, então tivemos que nos contentar com fotos do lado de fora do Museu.

MASP

Parte externa do MASP.

Interior do MASP.

O MASP é o mais importante museu de arte ocidental do Hemisfério Sul. Seu acervo é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN desde 1969, e possui atualmente cerca de 8.000 peças. O edifício sede do museu, com 11.000 metros quadrados divididos em 5 pavimentos e com vão livre de 74 metros, é um ícone da cidade de São Paulo. Em 1982 foi tombado pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado e em 2003 pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. É o museu mais frequentado de São Paulo, com média de 50.000 visitantes/mês (dados Folha de São Paulo, 05 de abril de 2009).

Fundado em 1947, o MASP foi idealizado por Assis Chateaubriand, empresário e jornalista, e Pietro Maria Bardi, jornalista e crítico de arte italiano. A princípio, instalou-se em quatro andares do prédio dos Diários Associados, império de Chateaubriand formado por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, editora e a revista O Cruzeiro. As primeiras obras de arte do museu foram selecionadas pessoalmente por P. M. Bardi na Europa do pós-guerra, em suas inúmeras viagens às principais capitais culturais com Chateaubriand. Chatô, como era chamado, usava seu prestígio político-empresarial entre os grandes empresários da época para arrecadar os recursos para a aquisição das obras.  Como São Paulo era na época a grande capital financeira, principalmente devido a circulação do dinheiro das indústrias e do café, decidiu-se que o MASP seria construído nesta cidade.

A nova sede, na próspera Avenida Paulista, foi projetada por Lina Bo Bardi. Foram 12 anos entre projeto e execução. Lina trabalhou sob uma condição imposta pelo doador do terreno à prefeitura de  São Paulo: a vista para o Centro da cidade e para a Serra da Cantareira teria de ser preservada, através do vale da avenida 9 de Julho. Assim nasceram as quatro colunas do atual museu com um vão livre de 74 metros, assim nasceu um dos cartões postais da cidade de São Paulo, foi inaugurado em 1968. Projeto moderno e ousado para a época, abrigava a coleção do museu, já conhecida e respeitada nos muitos países pelos quais passou durante os anos em que o edifício esteve em construção, como França, Itália, Japão, entre outros.

A inauguração do novo prédio contou com a presença da Rainha Elizabeth II da Inglaterra, além das maiores autoridades brasileiras da época e uma grande participação popular em frente ao edifício. Como o prédio foi projetado suspenso pelas duas colunas e a vista da Paulista para o centro da cidade fosse preservada, foi concebida uma esplanada abaixo do edifício. Conhecida hoje como “vão livre”, havia sido idealizada por Lina como uma grande praça para crianças, famílias, com brinquedos e muitas plantas. As colunas do edifício foram pintadas de vermelho somente em 1990 na ocasião dos 40 anos do museu, em parceria com a empresa Suvinil, obedecendo o projeto original de Lina Bo Bardi.

Para saber mais acesse: http://masp.art.br/masp2010/index.php

Abaixo alguns dos quadros famosos que vimos durante a visita ao MASP: 

A canoa sobre o epte (Monet)

O Senhor Pertuiset, Caçador de Leões (Manet)

Paisagem da Bretanha (Matisse)

Pobre Pescador (Gauguin)

Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola (Cézane)

Retrato de Suzanne Bloch (Picasso)

Rosa e Azul (Renoir)

Banco de Pedra (Van Ghog)

Programa de paulistano

Já fui a São Paulo várias vezes, tanto a passeio, quanto a trabalho. Minha irmã também morou alguns anos lá e fui visitá-la muitas vezes. Quase sempre fazia programas de turista e até recentemente com a Andrea, fiz programas típicos de turistas em passagem pela cidade. Agora que estou indo pra sampa com mais freqüência, estou começando a fazer programas típicos de paulistano. E um desses programas foi caminhar no final de tarde no Parque do Ibirapuera. 

Já tinha ido ao Parque do Ibirapuera antes, mas nunca pra caminhar. Gostei da experiência e fiquei me segurando pra não dar uma corridinha, pois ainda não posso correr em razão de meu problema de hérnia de disco. A Andrea correu um pouco sozinha. Ela está de parabéns, pois desde o inicio de julho quando quase enfartou após uma corridinha na Ilha do Mel, pra não perdermos o barco, ela começou a caminhar na rua, no parque, na esteira de sua casa e depois passou a  correr. Acabou pegando tanto gosto pela coisa, que já se inscreveu para uma corrida de rua no próximo final de semana e já vislumbra até mesmo participar da São Silvestre no final do ano. Enquanto isso eu fico apenas nas caminhadas, mas não dá pra reclamar, pois até pouco tempo nem isso eu podia fazer.

Vander e Andrea no Ibirapuera. (03/09/2010)

Nos aeroportos da vida – II

Um dos amigos que encontrei recentemente pelos aeroportos da vida foi a Luciana Rita, no final de agosto no Aeroporto de Porto Alegre. Trabalhei com ela no Medianeira e foi bom revê-la. Ela estava meio mal, com uma virose. No pouco tempo que fiquei conversando com ela, acho que peguei dela a tal virose, pois no dia seguinte fiquei muito mal, com febre, espirrando sem parar e com dores pelo corpo. Mesmo assim foi bom encontrá-la.

Vander e Luciana no Aeroporto de Porto Alegre.

Nos aeroportos da vida – I

Nessa fase sabática que estou vivendo, tenho viajado muito e virei um freqüentador costumaz de aeroportos. Está uma época boa pra viajar de avião, pois várias Cias Aéreas têm lançado boas promoções, com tarifas muitas vezes mais baixas que passagens de ônibus para o mesmo trecho do vôo. Como não tenho problemas com datas, acabo conseguindo comprar minhas passagens com boa antecipação e a ótimos preços.

E nessas idas e vindas por aeroportos, tenho encontrado pessoas famosas e até amigos. Algumas das celebridades não tirei foto, pois ou não estava com a câmera pronta no momento em que as vi, ou então a câmera estava sem bateria. Isso aconteceu em Congonhas há poucos dias, quando desembarquei junto com o time do Palmeiras e só consegui tirar uma foto do Felipão (técnico pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira) antes que minha bateria acabasse.

Luiz Felipe Scolari (Felipão) desembarcando em Congonhas.

11 de setembro

Hoje foi o nono aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos. Um pastor cristão tinha o plano de queimar exemplares do Alcorão, para “comemorar” esse dia. Pura tolice, pois tal gesto só tende a causar mais confusão e intolerância religiosa. E no fundo o tal pastor só quer mesmo é aparecer, pois sua igreja tem somente 30 membros, o que mostra que ele deve ser um pastor mediocre.

Estive no local onde aconteceram os atentados em Nova York, dois anos após o ocorrido, em setembro de 2003. Na época era estranho observar o local do acidente e imaginar tudo o que tinha acontecido ali, quantas vidas inocentes foram perdidas. Uma coisa é soldados morrerem numa guerra, pois foram pra lá sabendo que poderiam morrer. Outra coisa é uma ataque covarde, onde morreram pessoas inocentes, muitas que queriam a paz. E o pior de tudo isso é matar em nome de Deus, matar por religião. Sempre acreditei que religião deve ser sinônimo de amor e não de morte.

Em frente ao local onde ficava o WTC.   

Corinthians 100 ANOS

Hoje o Corinthians completa 100 anos, então parabéns ao Timão e a todos os corinthianos. Sou torcedor do Coritnhians há 34 anos, desde ás finais do Campeonato Brasileiro de 1976. Eu, então um garotinho de 6 anos, simpatizei com o coringão e desde então tenho tido mais alegrias do que tristezas com esse time.

www.corinthians.com.br

www.corinthians.com.br

Vote no NULO!

Por que os Anarquistas não votam

Tudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase: Votar significa abrir mão do próprio poder. Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade. Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos “acima” de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas. Votar é uma idiotice. É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência destas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar.

Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário. O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade. Nas assembléias acaba sempre prevalecendo a vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média. Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade. Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa. Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se em seu senhor. Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte! A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis. Por isso, não abandone sua liberdade. Não vote!

Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade. Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia. Não vote!

 Elisee Reclus

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Detesto política

Não me interesso e não gosto de política. Também não gosto de políticos e de quem trabalha com política. Questão pessoal, não consigo gostar. E nunca votei pra Presidente, sempre anulei meu voto ou então justifiquei. Sei que tem gente que vai falar que devemos nos interessar por política, que por muita gente agir igual a mim, não se interessar por política, é que as coisas estão ruins e blá, blá blá… Mas não adianta, não consigo me interessar. Penso que não existe político honesto. O cara pode até ser honesto e ter boas intenções quando se candidata pela primeira vez, mas a partir do momento que ele vencer a eleição vai se deixar corromper vai roubar, não tem jeito. O meio político é tão podre, que a pessoa que entra para esse meio ou entra no “esquema” e se corrompe, ou então é expulsa de alguma maneira pelo “sistema”. Isso vale pra qualquer cargo, desde vereador até Presidente da República. E no pacote de corrupção vão junto assessores e puxa sacos de plantão. È tudo farinha do mesmo saco, nenhum presta. 

Pelo jeito a Dilma vai vencer, pois não tem nenhum candidato melhor que ela. E olha que ela é ruim pra cacete! Vocês conhecem a biografia dela? É ruim demais! Sem contar que no fundo quem vai governar será o Lula. Vai acontecer igual foi com a Rosinha Garotinho no Rio de Janeiro. Ela venceu a eleição pra Governador, mas no fundo quem governava era o marido, Antony Garotinho. A Dilma vai ser vaquinha de presépio, só vai enfeitar o “trono”, pois no fundo quem governará será o Lula. E assim ele prepara o terreno pra voltar daqui quatro anos. O cara não é ruim, mas podia ser melhor, se preocupar menos com os problemas alheios pra ficar aparecendo na mídia mundial e resolver os problemas internos do Brasil . Se nesse país se roubasse um pouco menos em todos os escalões, as coisas poderiam ser melhores. E com Copa do Mundo e Olimpíada á vista, o que não vai faltar será grana pra roubar, obra super faturada, mensalões e semanões de todo tipo. 

Outra coisa, não acho democrático o voto obrigatório. Então prefiro me abster de votar ou me envolver com esse lixo que é a política. E assistir programa eleitoral gratuito na TV, jamais! Nem sob tortura…

Campanha pelo voto NULO.

Campanha pelo voto NULO.

Campanha pelo voto NULO.

Aniversário de dois anos do Blog

O Blog completou dois anos de existência no último dia 12. Quase que me esqueço disso e deixo passar essa data em branco. Uma brincadeira sem pretensões acabou durando dois anos e se tornou um hobby muito gostoso. No início não sabia ao certo o que publicar, que rumo seguir. Com o tempo fui tentando criar uma identidade para o Blog, fiz experiências diversas e aos poucos ele tomou um certo formato. Para não enjoar e nem cair na mesmice, procuro sempre inovar, criar coisas novas, utilizar novas ferramentas de edição e publicação, sempre visando melhorar a qualidade do Blog.

Nesses dois anos o Blog esteve online durante 19 meses. Foi visualizado 22 mil vezes, teve 372 postagens publicadas, recebeu 280 comentários. E o mais legal disso tudo foi que serviu para reencontrar amigos e também para fazer novas amizades. Hoje tenho pessoas que se consideram minhas fãs, que visitam o Blog diariamente e reclamam quando fico muito tempo sem publicar novas postagens. Através do Blog pude ajudar estudantes, pessoas que estavam fazendo teses de mestrado, pesquisadores e muito mais gente que me escreveu agradecendo por algum assunto que procurou na internet e encontrou no Blog. Também vale mencionar que fomos citados no site da Gazeta do Povo (maior jornal do Paraná) e recebemos elogio da Secretária de Turismo da cidade de Joinville – SC. Para muitos isso pode não parecer grande coisa, mas para mim isso significa que de alguma forma minha brincadeira, meu hobby, acabou tendo um pequeno e inesperado sucesso.

Durante o período em que andei mal, depressivo, triste, de mal com a vida, o Blog acabou sendo meu maior companheiro. Na época quase exclui o Blog, mas minha analista me incentivou a escrever sobre minhas dores, meu sofrimento e quando soube que eu mantinha um Blog, disse que era para continuar com ele. Acabei fazendo isso e foi no Blog que pedi ajuda, contei sobre minhas dores, desabafei, chorei minhas mágoas, mandei meus recados e  consegui dar a volta por cima. Agora nesse período sabático que estou vivendo, o Blog está servindo para os amigos saberem por onde ando e o que estou fazendo, e também para manterem contato comigo.

Nesses dois anos o que mais me deixou emocionado com relação ao Blog, foi ter podido ajudar recentemente uma garota do interior de São Paulo, que “achou” o Blog num momento de desespero e segundo ela, graças ao Blog não fez uma besteira. Só por isso, por ter podido ajudar alguém dessa forma, valeu muito a pena ter criado o Blog há dois anos.

Abaixo seguem trechos do que ela me escreveu:

“Gostei do seu blog, certas coisas me ajudaram num momento aqui não muito bom. Graças a seu blog não fiz uma besteira.”

“…tinha amigos, tinha uma vida legal até. Do nada “perdi” tudo, me vi perdida, tentei cometer suicídio (por favor não me ache uma louca). Só estava me sentindo sozinha! Aí vi seu blog, estava chorando… num momento de desespero sabe? E fui lendo, lendo… e achei em suas páginas um CONFORTO. Me senti melhor em suas frases, falando que tudo passa… e foi bom porque vi também que eu não era a única a me sentir sozinha…”

Postando online no aniversário de dois anos do Blog.

Marília

No final de semana estive em Marília, interior do estado de São Paulo. Fazia 29 anos que eu não ia pra lá. Fomos eu, W@gão, Maico e Gilvan. Acabou sendo um final de semana divertido, demos boas risadas. Teve uma cara que chegou a perder a aliança. Ainda bem que depois achou, pois senão ia se dar mal em casa, pois seria difícil convencer a “patroa” de que não perdeu a aliança por razões de safadeza (e não foi mesmo). 

A cidade de Marília cresceu bastante, está bonita, ruas limpas, cidade organizada. Gostei muito do que vi e pretendo não demorar outros 29 anos pra voltar lá. Dormimos a primeira noite num hotel e na segunda noite na casa do Luiz, amigo nosso. Na casa do Luiz fizemos um churrasco ao lado da piscina e ficamos batendo papo, contando histórias até tarde. Na hora de dormir cada um se ajeitou num canto. Eu dormi no chão, num colchão daqueles de berço de bebê e tive que me encolher todo pra caber no colchãozinho. Na primeira noite foi difícil agüentar o ronco do W@gão ao meu lado. Na segunda noite foi o Gilvan que roncou alto. Mesmo dormindo no andar de cima, ele conseguia roncar mais alto que o W@gão, que estava dormindo num sofá próximo de mim. Sei que ronco, mais estes dois roncam bem mais alto que eu.

Churrasco no sábado a noite. (21/08/2010)

Marília. (22/08/2010)

Sorvete e divisa de estados. (22/08/2010)

O Poder das Palavras

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” Alguns que passavam o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: “Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?” “Vamos lá. Só tenho a ganhar!”, respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e há certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair de mendigo para tão alta posição. Contou ele: – Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: “Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”  As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: “Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero e leia a bíblia. Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa e ler a bíblia: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. E a palavra de Deus que se fez carne, me ensinou isso. Por isso enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, porque creia há poder em nossas palavras.. Uma repórter, ironicamente, questionou: – O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida? Respondeu o homem, cheio de bom humor: “Claro que não! Primeiro eu tive que acreditar nelas! “Amados, moral da história, por mais cabeça dura que você seja, creia e veremos maravilhas.

*extraído do Orkut, sem fonte.

O Poder das Palavras

Marquinho

Semana passada passei rapidamente por Curitiba, para resolver algumas pendências. Á noite estava no Shopping Estação fazendo um lanche com meu irmão e outro amigo e encontrei o Marcos (Marquinho). Ele é amigo do primeiro ano de Estatística na UFPR, em 1997. Bons tempos aqueles, onde nos divertíamos muito. O Marcos é sargento do Exército e está de transferência para Cascavel. A coincidência foi que a última vez que nos vimos foi nesse mesmo Shopping, uns três anos antes e ele estava de transferência de Cascavel para Curitiba.

Vander e Marquinho. Shopping Estação, Curitiba. (12/08/2010)

Quebra Pedras

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo … (Fernando Pessoa)

Existem lições que são aprendidas das maneiras mais esquisitas. Dias atrás estava cuidando dos arredores da minha casa, especificamente da minha calçada, e percebi que alguns ramos nasciam do concreto, espremidos entre as gretas e pequenas fendas, construídas pela ação demolidora do tempo e da força da natureza. Percebi ainda que os pequenos valentes, que nasciam, eram da mesma espécie. Procurei saber exatamente qual era o nome do tal “pé de mato” que resistia ao concreto, que retirava o seu sustento da pedra bruta. Consultando um velho amigo agrônomo ele disse que a planta tinha o nome popular de quebra-pedra. Muito conhecido da medicina popular, pois lhes são atribuídas à capacidade de quebrar os cálculos renais (pedra do rim). O nome também se deve em parte pela sua capacidade de se adaptar as situações mais diversas, rachaduras, fendas, lugares extremamente secos e pobres em nutrientes, parece literalmente que ele consegue quebrar pedras para sobreviver, mas na verdade ele nasce das micro-fissuras já existentes nos complexos pavimentados e das rochas desgastadas pela ação natural. Depois desta explicação do especialista comecei a pensar sobre o quebrador de pedras. Carlos Drummond de Andrade escreveu em 1928 um poema, que transcrevo abaixo: No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Hoje, consigo compreender o que Drummond escreveu, a explicação do meu amigo agrônomo, e a planta da minha calçada. O poeta disse que nunca nos esqueceremos das pedras que encontramos pelo caminho, porém existe uma planta que consegue quebrá-las. Segundo o meu amigo, toda pedra tem rachaduras, micro-fissuras e são nestas fraquezas que o quebrador de pedras age, é justamente ali que ele se instala, e realiza a sua dura tarefa. Escute a natureza, Drummond viu a pedra, eu vi o quebra-pedras, e ele viu as rachaduras que existem na massa aparentemente maciça e aprendeu a arte de quebrá-las. Agora imagine quantas pedras você tem pelo caminho, quantos problemas você precisa encarar todos os dias, idealize quantas pedras você precisa quebrar. Aprenda com a mãe natureza, escute a lição do quebra pedra, por mais difícil que pareça sempre existe uma fissura no problema, sempre existe uma fenda, observe e trabalhe exatamente no ponto fraco da pedra, alimente-se da fraqueza das pedras do seu caminho e aprenda a arte de quebrá-las. Andem no caminho da luz.

Coleção “O homem que não sabe escrever” Somente para quem sabe ler.

 Sábio não é aquele que não encontrou pedras pelo caminho, mas aquele que aprendeu a arte de quebrá-las

pedras…

Corinthians

Após uma semana de muitos passeios em sampa e região, o último dia foi reservado para visitar o Parque São Jorge, onde fica a sede do meu timão, o Corinthians. Eu tinha estado ali uma vez, em 1995. Muita coisa mudou desde então, hoje existe a novo sede, um prédio novo muito bonito e também o Memorial do Corinthians, onde é possível ver muito da história do time e principalmente todos os troféus ganhos nestes cem anos de existência do Timão.

Passamos boa parte do dia por lá e inclusive almoçamos num restaurante ao lado. Nos deixaram entrar na parte reservada aos associados e pudemos conhecer o jardim onde existem muitas estatuas dedicadas a ídolos do passado do time e referentes a conquistas de títulos importantes. No jardim também fica exposto um capacete original do Ayrton Senna, que foi um grande corintiano.

No memorial pudemos conhecer muita coisa interessante e até ver uma entrevista do Edu (volante do time atual), sendo gravada pelo pessoal da Band. O mais legal foi visitar as duas salas de troféus. Numa delas que é enorme ficam os troféus menos importantes, de todas as modalidades, não somente de futebol. Alguns com quase cem anos. Em outra sala, dentro de redomas de vidro ficam os troféus mais importantes do futebol. Num canto, separados estavam os últimos troféus ganhos ano passado. Na sala menos importante descobri perdido no meio de troféus de pouca importância, o troféu que foi ganho na conquista do Campeonato Brasileiro de 1999. Reconheci o troféu de longe e pude até tocar nele. Ia levantá-lo para tirar uma foto, daí vi uma câmera de segurança logo acima de onde estava e achei melhor deixar o troféu no lugar, pra não criar confusão e ser expulso dali. Só não ficamos pra ver o treino do time, pois o mesmo seria no final da tarde e tínhamos compromisso.

Sede do Sport Club Corinthians Paulista. (11/08/2010)

Nos jardins do clube, o capacete de Ayrton Senna.

Vander no Corinthians. (11/08/2010)

Na foto maior estou segurando o troféu do Campeonato Brasileiro de 1999.

Memorial do Corinthians. (11/08/2010)

Na foto maior o famoso troféu do Campeonato Paulista de 1977.

Fazendo trilhas em Paranapiacaba

Passamos quase o dia todo na Vila de Paranapiacaba. Á tarde  fizemos duas trilhas  pela região, andando pelo barro. Uma das trilhas ia até uma pequena cachoeira. A outra trilha foi mais interessante, levava até uma represa que foi construída pelos ingleses em 1900 a fim de dar acesso ao reservatório de água que abastecia o 2º sistema do funicular. É possível ver a inscrição SPR 1900 (São Paulo Railway) na parede do reservatório conhecido como Tanque do Gustavo. Sua água abastece a parte alta da Vila. Na trilha, pode ser observado o antigo calçamento em pedras acompanhando a tubulação. 

Para passeios guiados pela Vila ou pelas trilhas da região, entre em contato com o Osmar Losano, que foi nosso guia. Contato: losanobio@hotmail.com Telefones:(11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755

 

Represa construida pelo ingleses em 1900.

Represa construida pelos ingleses em 1900.

Vander, Andrea e o guia Osmar. (10/08/2010)

Trilha próxima a Paranapiacaba. (10/08/2010)

Andrea e sua “classe” (ela tem sangue azul) para atravessar um riacho.

Vila de Paranapiacaba

Um dos passeios mais esperados e  que mais gostei, foi  a ida a Vila de Paranapiacaba, em plena Serra do Mar paulista. Eu já tinha lido sobre essa Vila histórica e também assistido reportagens sobre o local. O lugar é muito bonito e bastante preservado. Poderia ser melhor, mas o poder público no Brasil sempre deixa a desejar e muita coisa vai se degradando e não pode mais ser recuperada. De qualquer forma o passeio vale a pena, tem muita coisa bonita, interessante e a história está presente em cada esquina. A região também é muito bonita, no meio da floresta e existe uma neblina quase permanente que da um charme especial a Vila. Além da visita a Vila, também é possível fazer vários passeios por trilhas da região.

História: Um grupo inglês explorou através de consessão o sistema ferroviário na Serra do Mar e implantou o sistema funicular: com cabos e máquinas fixas. A primeira linha, com onze quilômetros de extensão, foi inaugurada em 1867 pelo grupo São Paulo Railway. Ela começou a ser construída em 1862 e um de seus maiores acionista e idealizadores foi o Barão de Mauá. Em 1859, ele chamou o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees, que veio ao Brasil e deu viabilidade ao projeto. A execução de tal projeto foi de responsabilidade de outro engenheiro inglês, Daniel Makinson Fox. Um ponto curioso é que pela instabilidade do terreno, a construção da estrada de ferro foi quase artesanal. Não se utilizou explosivos por medo de desmoronamento. As rochas foram cortadas com pregos e pequenas ferramentas manuais. Paredões de até 3 metros e 20 centímetros de altura foram construídos ao logo do traçado da estrada de ferro. A segunda linha começou a funcionar em 1900. Por ocasião da construção da ferrovia a vila abrigou cerca de 5.000 trabalhadores. A vila surgiu com o nome de Alto da Serra, que manteve até o ano de 1907, quando foi adotado o nome atual. A estação de trem, curiosamente, só teve seu nome trocado em 1945. O contrato para a construção da ferrovia data de 1856. A partir daí iniciaram-se os trâmites burocráticos, e a construção iniciou-se por volta de 1860. A preocupação com a parte urbana, estética, salubre, comercial e social surgiu apenas no final daquele século, quando foi necessário ampliar a vila para a construção da 2ª linha do sistema funicular. Nessa ocasião, os ingleses iniciaram a construção da Vila Nova (ou Martin Smith) e, aí sim, procederam ao melhoramento da Vila Velha. Juntas são conhecidas como Parte Baixa, ou Vila Inglesa. Do outro lado da ferrovia surgiu a Parte Alta, com característica portuguesa, e completamente diferente da primeira, era a vila dos comerciantes. Na Vila funcionou o segundo cinema projetado no Brasil, na década de 1930.

A Vila Velha foi construída morro acima,  de forma desordenada, com ruelas, becos e caminhos tortuosos,  beirando a ferrovia.  E  isso  faz dela o local mais aconchegante de todos, com um charme especial e uma bela vista do pátio ferroviário. É a mais descuidada de todas e em muitos lugares  está praticamente abandonada. Uma vez que está próxima à “boca da serra”, por onde entra a ferrovia, é a mais visitada pela famosa neblina local. Já a Vila Nova ou Martin Smith possui característica completamente diferente. Ela foi construída de forma simétrica, com planejamento  urbano.  Até  os sentidos norte-sul, leste-oeste foram observados, quase de forma perfeita, em seu arruamento. A Vila Nova, construída e transformada ao longo dos anos, tanto pelos ingleses quanto pelos que os sucederam, chegou aos dias de hoje ainda majestosa e única em nosso país. Os ingleses foram sucedidos pela Rede Ferroviária Federal, depois pelos moradores (período do abandono) e, finalmente, pela Prefeitura de Santo André. Cada um foi deixando sua marca ao longo do tempo, e esta faceta multicultural é nítida aos nossos olhares.

Os ingleses hierarquizaram suas casas e ruas. Havia casas específicas para diretores, chefes, funcionários com famílias grandes, outros com famílias pequenas e, até, alojamento para solteiros. Primitivamente as casas eram de madeira, e assim permaneceram até meados do século XX. Nessa ocasião diversas moradias e edifícios públicos foram construídos em alvenaria pela Rede Ferroviária Federal. Esta, por sua vez, manteve perfeita ordem na vila, até os dias em que entrou em decadência. Após sua privatização em 1997, a vila ficou por conta dos moradores. Houve um total descaso por parte das autoridades, e o Condephaat, que havia tombado a vila em 1987, mostrou toda sua incompetência. Houve um verdadeiro crime tanto contra a história como com a cultura nacional. Com a privatização e modernização da ferrovia houve um grande número de desempregados; muitas casas foram abandonadas e invadidas, até por pessoas de má-índole. Houve destruição e muita alteração nas residências. Paredes foram derrubadas, divisórias levantadas, anexos e garagens construídos, jardins desfeitos, cercas postas abaixo. Nos dias atuais, a administração vem restaurando edifícios públicos de grande valor arquitetônico local. Temos exemplos deles no Castelo, no Clube Lyra Serrano, no antigo Mercado e na antiga Padaria do Mendes. Outras obras e intervenções são realizadas, mas nem sempre com o devido respeito pela história e cultura. É preciso um pouco mais de cuidado.

Boa parte das informações acima “surripiei” do site do Rogério, que além de muito bem feito conta muito da história de Paranapiacaba.

Para saber mais acesse:  http://www.avilainglesa.com/

Para passeios guiados pela Vila ou pelas trilhas da região, entre em contato com o Osmar Losano, que foi nosso guia. Contato: losanobio@hotmail.com Telefones:(11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755

Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)

Parte Baixa da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)

O cemitério da Vila possui túmulos centenários.

Pátio de manobras e o famoso relógio da Vila de Paranapiacaba.

Aspectos da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)

Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)

Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)

Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)

Na foto maior, local onde funcionou o segundo cinema do Brasil.

Santos

Após sairmos do Monte Serrat, fomos passear pelo centro de Santos, dando  atenção especial ao setor histórico da cidade. Estivemos na Bolsa do Café, Prefeitura, Alfândega e almoçamos um delicioso pastel no Café Carioca, local famoso pelo pastel. Confesso que nunca tinha comido um pastel tão saboroso e com tanto recheio. Á tarde fizemos um passeio pela orla marítima da cidade. Queríamos ir até um forte antigo, mas o mesmo estava fechado. Segunda-feira é dia de manutenção dos locais turísticos e encontramos muita coisa fechada. Também estivemos no Estádio do Santos F. C., na Vila Belmiro. Eu queria visitar o memorial, mas também estava fechado. Depois fomos para as praias de São Vicente e Praia Grande. A Andrea tinha levado biquíni pensando em entrar na água, mas mudou de idéia em razão do frio. A previsão que era de 27 graus ficou em 17 graus mais o vento, então entrar na água nem pensar. A volta para São Paulo foi no final da tarde e mesmo com tempo fechado e neblina, pude ver como é bonita a estrada, com seus vários túneis.

Bolsa do Café. (09/08/2010)

Alfândega e Café Carioca. (09/08/2010)

Vila Belmiro, estádio do Santos F. C. (09/08/2010)

Orla de Santos, São Vicente, Praia Grande e nova Imigrantes. (09/08/2010)

Monte Serrat

Após realizar passeios por  São Paulo e pela região serrana, fomos  fazer um passeio pelo litoral paulista. Nossa principal parada foi em Santos, conhecida cidade portuária. Um dos principais passeio que fizemos foi subir ao Monte Serrat de bondinho (funicular). Lá de cima a vista da cidade é muito bonita.

O sistema funicular do Monte Serrat foi planejado em 1910, mas a construção não foi possível pelas dificuldades encontradas durante a Primeira Guerra Mundial, que prejudicou o transporte do material que vinha da Alemanha. A construção então se deu em 1923 e sua inauguração ocorreu em 1 de junho de 1927. No alto do morro funcionou um cassino até 1946. Esse cassino recebeu muitos políticos influentes da época, desde o governador Julio Prestes até o Presidente da República. Além deles, artistas nacionais e internacionais e as grandes orquestras da época, também passaram pelo Monte Serrat, que era ícone de luxo e sofisticação.

Ainda hoje os salões do Monte Serrat conservam as características originais da decoração da época. No alto no morro fica a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Possui dois bondinhos, que operam sempre simultaneamente: enquanto um sobe, o outro desce, e os dois se encontram exatamente na metade do percurso, onde há um desvio.

Sistema funicular do Monte Serrat. (09/10/2010)

Funicular parado no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)

Parte do salão do Monte Serrat.

Mirante no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)

Andrea observando a vista da cidade. (09/08/2010)

Vista do alto do Monte Serrat.

Pico Agudo

O Pico Agudo fica próximo a Santo Antônio do Pinhal. Com 1650m de altitude em relação ao nível do mar, proporciona uma vista espetacular de 360 graus, pois o pico em forma de pirâmide está afastado de outras montanhas, e pode-se observar várias cidades do Vale do Paraíba, da Mantiqueira Paulista e do Sul de Minas Gerais. No alto do morro existem rampas para prática do vôo livre.

No alto do Pico Agudo. (08/08/2010)

Vista do alto do Pico Agudo. (08/08/2010)

Asa Delta pronta para voar.

Voo de asa delta no Pico Agudo. (08/08/2010)

Campos do Jordão

Não conhecia Campos do Jordão e achei a  cidade muito bonita.  É mais bonita do que Gramado, que fica na Serra Gaúcha e é tão famosa quanto Campos do Jordão. É uma cidade cara, mas com muita atividade com relação a passeios e compras. Eu estava de bermuda e camiseta e não estava sentindo frio, mas tinha muita gente cheia de casacos, pessoas vestidas de maneira muito chique.

Localizada em plena Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão é chamada de Suíça Brasileira, principalmente pela sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima frio. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas durante a estação do inverno, especialmente no mês de jullho. A cidade tem altitude de 1628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando-se a altitude da sede.

Campos do Jordão. (07/08/2010)

Campos do Jordão. (07/08/2010)

Teleférico em Campos do Jordão. (07/08/2010)

Vista da cidade do alto do teleférico.

Portal de entrada, Campos do Jordão. (07/08/2010)

Complexo Pedra do Baú

Outro passeio interessante que  fizemos na região de Campos do Jordão,  foi ir até o  Complexo Pedra do Baú. Após rodar um tempo por uma bonita estrada asfaltada e depois por uma esburaca estrada de terra chegamos ao complexo. Uma curta caminhada pelo mato e pudemos nos maravilhar com a bela vista do local. Caminhamos um pouco por sobre as pedras do Bauzinho até um mirante de onde se tem uma vista linda da Pedra do Baú, bem ao fundo e bem próxima. Foi uma experiência inesquecível. A Andrea não chegou até o último estágio de subida das pedras, pois estava utilizando um tênis de solado liso, e correu sério risco de cair no precipício. Eu cheguei até o fim, mas na hora de descer acabei forçando minha hérnia de disco que não está curada, senti fortes dores e coloquei a perder boa tarde do tratamento que fiz nos últimos meses. De qualquer forma valeu o sacrifício e as dores, pois o passeio foi muito bom.

Complexo Pedra do Baú: Com altitude de 1.950 metros o Complexo do Baú é uma enorme formação rochosa que compõe um dos principais cartões postais de Campos do Jordão. Localizada na Cidade de São Bento do Sapucaí, o melhor acesso se dá por Campos do Jordão. O complexo é formado por três rochas: a Pedra do Baú, a maior e mais alta pedra com 1.950 metros de altitude; O Bauzinho com 1.760 metros; e a Ana Chata com 1.670 metros de altitude. Estas duas últimas localizadas ao redor da principal. Por Campos do Jordão é possível chegar tranqüilamente de carro ao Bauzinho, sendo possível alcançar a sua parte mais íngreme com facilidade. No ponto mais alto da Pedra os visitantes podem andar em sua base, apreciando uma visão espetacular. É possível ver de um lado boa parte da serra de Campos do Jordão, e de outro as lindas montanhas de Minas Gerais. Na ponta da Pedra do Baú vê-se um enorme precipício de granito, capaz de dar vertigem a qualquer pessoa.

Pedra do Baú. (07/08/2010)

Vista do alto do Bauzinho. (07/08/2010)

Andrea no Bauzinho. (07/08/2010)

Vander no Bauzinho. (07/08/2010)

Esquilos. (08/08/2010)

Pico do Itapeva

Próximo a Campos do Jordão fomos visitar o Pico do Itapeva, que é um dos pontos mais altos do Brasil. Apesar de estar localizado no município de Pindamonhangaba, é considerado um dos principais pontos turísticos de Campos do Jordão, pois seu acesso é feito através desta cidade. De seu topo podê-se avistar quase todo o Vale do Paraíba, uma vista maravilhosa. De negativo é que no topo do morro existe um comércio que chega a ser surreal. São vários quiosques onde se comercializam principalmente roupas de lã. O comércio tomou de tal forma o topo do morro, que quase não sobra espaço para os visitantes nos mirantes existentes no local. Chega-se ao topo de carro, através de uma estrada asfaltada e lá em cima o capitalismo selvagem tomou conta de tudo. Eu que já subi em muitos morros, todos após muito esforço e suor, fiquei estupefato ao ver o movimento no Pico do Itapeva. Parece um shopping a céu aberto e não da pra dizer que se está no alto de um dos picos mais altos do Brasil. De qualquer forma a vista lá de cima vale a pena, mas que podia ser diferente sem tal comércio e descaracterização do local, isso podia.

Pico do Itapeva. (07/08/2010)

Vale do Paraíba visto do alto do Pico do Itapeva. (07/08/2010)

Andrea em frente ao comércio existente no alto do morro. (08/08/2010)

A 2.035 metros, o pico mais alto e mais fácil que já subi.

Santo Antônio do Pinhal

Nossos passeios fora de São Paulo iniciaram por Santo Antônio do Pinhal, uma estância climática a 1.200 metros de altitude, na Serra da Mantiqueira. A cidade é considerada o paraíso dos amantes de esportes radicais como vôo livre, paraglider e asa-delta. É uma cidade tranquila, distante 168 Km de São Paulo e 14 Km de Campos do Jordão, famosa cidade serrana do estado. O lugar é de muita tranqüilidade, ar puro, verde e paz. Ficamos hospedados em uma simpática pousada no centro da pequena cidade. Á noite saíamos para passeios a pé. Durante o dia fizemos passeios por locais próximos (veja outras postagens).

Para saber mais sobre a cidade visite: http://www.santoantoniopinhal.com.br/

História: Após índios e bandeirantes, ouro e escravos, no Sertão do Alto do Sapucaí Mirim em 1785 foi concedida a primeira sesmaria da região pela Capitania de São Paulo. Um conflito se instalou por muitos anos, por causa da disputa da divisa entre as Capitanias de São Paulo (1714) e Minas Gerais (1720). Sertão do alto da Serra para os Paulistas que não aceitavam a divisa, e para os mineiros, seria no alto da Serra da Mantiqueira, região denominada Sertão de Camanducaia. Em 1809, foi aberto um caminho pelos mineiros em terras habitadas pelos paulistas da Vila de Pindamonhangaba que já possuíam as Sesmarias na região, mas logo foi fechada pelo então Capitão Mor Ignácio Marcondes do Amaral. Após um acordo amigável em 1811, ficou combinado que continuaria aberta a estrada com uma guarda mantida por São Paulo no lugar denominado sertão em terras de Claro Monteiro do Amaral, cerca de 10 km acima de Sapucaí Mirim.

Na região onde existe hoje a Cidade de Sapucaí Mirim, estabeleceram-se diversos moradores sob a proteção do Capitão Manoel Furquim de Almeida, representante de Minas. Essas terras eram reclamadas pelo paulista Inácio Caetano Vieira de Carvalho, antigo sesmeiro, que conseguiu reavê-las em 1813 com intervenção da câmara de Pindamonhangaba a seu favor. Em abril do ano seguinte, houve um contra movimento por parte de Minas retirando a guarda do local combinado e, em julho foi instalado um quartel no alto da Serra da Mantiqueira . Em 31 de agosto do mesmo ano, a Câmara de Pindamonhangaba obrigou os mineiros a retirarem o quartel, que ficou abandonado até novembro quando foi queimado pelas autoridades de Pindamonhangaba. A denominação “Quartel Queimado” figura nos documentos de 1847 e no mapa de Minas de 1855.

Com a abertura oficial da estrada em 1811, ligando as duas Capitanias, a região começou a prosperar. Com a fundação da Freguesia de São Bento do Sapucaí em 1828, as terras do alto da Serra ficaram pertencendo à nova freguesia. Foram feitas muitas doações para a Capela de Santo Antonio no local denominado Fazenda Pinhal. A mais conhecida delas ocorreu em 11 de abril de 1856, quando o senhor Antonio José de Oliveira e sua mulher doaram terras ao santo de devoção.

Após cem anos de submissão, os descendentes dos antigos povoadores decidiram conquistar a independência. O antigo Bairro do Pinhal dependia unicamente de São Bento do Sapucaí, mas graças aos esforços de heróis pinhalenses, após demandas judiciais, comemorou-se a emancipação em 1960. Dessa data em diante a nova cidade prosperou e transformou-se no “Charme da Serra”.

Noite fria em Santo Antônio do Pinhal. (06/08/2010)

Cachoeira do Lageado. (08/08/2010)

Santo Antônio do Pinhal. (08/08/2010)

Cripta da Catedral da Sé

Esse passeio foi diferente,  pois eu já tinha visitado a Cripta da Catedral da Sé no ano passado. Já a Andrea, mesmo sendo paulistana e tendo passado toda sua vida em São Paulo, não conhecia tal lugar. Então foi meio inusitado um paranaense que não vive em sampa, levar uma paulistana da gema para visitar um ponto turístico de sua própria cidade.

A cripta foi inaugurada em 1919, contém 30 câmaras mortuárias destinadas a guardar os sarcófagos dos bispos e arcebispos, além de guardar os restos mortais do cacique Tibiriçá, o primeiro cidadão de Piratininga, e do padre Feijó, Regente do Império. A cripta foi construída antes da catedral, em seu subsolo. Atualmente tem seu acesso restrito, pois no período em que a visitação era aberta ao público em geral, ocorreram vários atos de vandalismo. A partir do momento em que as visitas á cripta passaram a ser monitoradas e terem ingresso cobrado, os atos de vandalismo cessaram. Infelizmente em nosso pais é assim, boa parte do povo é ignorante, sem consciência ou educação. Em razão disso é preciso disciplinar e cobrar a visitação de um local público, para que o mesmo não seja destruído.

Cripta da Catedra da Sé. (06/08/2010)

câmaras mortuárias

câmaras mortuárias

Cripta da Catedral da Sé. (06/08/2010)

Edifício do Banespa

Outro passeio que fiz junto com a Andrea,  foi ao Edifício do Banespa. Fomos  até o mirante que fica no alto do prédio, onde a vista é incrivel. Pena que não da pra ficar muito tempo e os seguranças já pedem para descer, pois sempre tem fila de visitantes e o acesso é controlado, por motivo de segurança.

O Edifício Altino Alves, também conhecido como Edifício do Banespa é o 3º prédio mais alto de São Paulo e o 4º mais alto do Brasil. Foi construído a partir de 1939, pelo interventor federal Ademar Pereira de Barros, para sediar o Banco do Estado de São Paulo (Banespa), e inaugurado em 1947 também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo. Durante mais de uma década foi o prédio mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale (que é o prédio mais alto do Brasil), em 1960. Seu projeto inicial foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Building, em Nova York. Logo após sua inauguração, chegou a ser considerado a maior estrutura em concreto armado do mundo.

A Torre Banespa é um dos destaques do edifício. Fica situada no ponto mais alto do prédio, acessível a partir do 34º andar, permite uma privilegiada vista panorâmica da cidade, com um alcance de até 40 quilômetros. É possível ver outros marcos importantes da cidade, como o Mercado Municipal, a Catedral da Sé, e até mesmo os edifícios Itália, Copan e Hilton, além de diversos bairros vizinhos. Isso tudo é possível também pois, apesar de não ser o prédio mais alto, ele está situado no ponto topograficamente mais alto do centro de São Paulo. No topo de edifício encontra-se uma bandeira do estado de São Paulo, medindo 7,20 metros de largura por 5,40 de altura, sendo trocada mensalmente por conta do desgaste provocado pelos fortes ventos a aquela altura.

Ao fundo o Edifício do Banespa. (06/08/2010)

Vista do alto da Torre Banespa. (06/08/2010)

Andrea e Vander no alto da Torre Banespa. (06/08/2010)

Vista do alto da Torre Banespa. (06/08/2010)

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Um dos  passeios  mais interessante que fiz em São Paulo,  foi uma visita á  Pinacoteca. Vi muitos quadros famosos, alguns que eu conhecia dos livros escolares. Também vi uma exposição temporária de objetos de ouro, chamada Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia

 

A Pinacoteca do Estado de São Paulo é o museu de arte mais antigo da cidade e um dos mais importantes do país. No momento de sua inauguração, em 24 de dezembro de 1905, o acervo da Pinacoteca consistia em 26 pinturas de importantes artistas que atuaram na cidade, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Berthe Worms, Antonio Parreiras e Oscar Pereira da Silva, oriundos do Museu Paulista (então Museu do Estado). Durante suas primeiras décadas de existência, a Pinacoteca voltou-se à ampliação de seu acervo, com ênfase na arte brasileira do século XIX. Contudo, este perfil começa a mudar a partir 1967, com as gestões de Delmiro Gonçalves, Clóvis Graciano e Walter Wey, quando se iniciaram as reformas do prédio, ampliaram-se as atividades do museu e mudaram os critérios de escolha de obras, que passou a ser feito pelo Conselho de Orientação da Pinacoteca, criado em 1970. A partir de então, a significativa coleção de arte brasileira do século XIX passava a ser complementada, pouco a pouco, por obras representativas de períodos posteriores.

Para saber mais acesse: http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Abaixo alguns dos quadros famosos que vi durante a visita a Pinacoteca:

Caipira Picando Fumo (Almeida Júnior) – 1893

Fim de Romance (Antônio Parreiras) – 1912

São Paulo (Tarsila do Amaral) – 1924

O Mestiço (Candido Portinari) – 1934

Estação da Luz

A Estação da Luz foi construída no fim da século 19 com o objetivo de sediar a recém-criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se constituir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiai, no interior. Nas primeiras décadas do século 20, foi a principal porta de entrada da cidade de São Paulo. Por ela passava o café a ser exportado pelo porto de Santos, assim como também ali chegavam bens de consumo e de capital, importados, que abasteciam a cidade em uma fase pouco industrializada.

A estrutura metálica de ferro fundido que lhe dá sustentação foi trazida da Inglaterra, por meio de peças pré-moldadas e montada aqui. Seu projeto é atribuído ao engenheiro inglês Henry Driver. Na década de 1940 a Estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo. A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em um processo de degradação no Brasil, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se. Nas duas últimas décadas a Estação passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, a qual teve como intenção adaptá-la a receber o Museu da Língua Portuguesa.

Estação da Luz. (06/08/2010)

Estação da Luz. (06/08/2010)

Estação da Luz. (06/08/2010)

Estação Julio Prestes

A estação original foi inaugurada em 10/07/1872, pela Estrada de Ferro Sorocabana e se chamava Estação São Paulo. Sua função era transportar para a capital paulista, sacos de café do interior paulista e paranaense. A antiga estação ficava ao lado da Estação da Luz, facilitando a transferência das sacas de café para os trens da São Paulo Railway, que na época era a única ferrovia que fazia o trajeto da capital paulista até o porto de Santos. A estação atual foi projetada por Cristiano Stockler das Neves, em 1925, no estilo francês Luís XVI. Foi concluída em 1938. A quebra da bolsa de Nova York em 1929 e o término da hegemonia da monocultura cafeeira, entre outros fatos, afetaram grandemente as ferrovias paulistas. Também a construção de auto-estradas e maior rapidez de locomoção via carros particulares e ônibus intermunicipais e interestaduais, fez com que o  público deixasse de tomar trens da FEPASA, novo nome da falida Estrada de Ferro Sorocabana. A partir disso a estaçao ficou decadente, sendo pouco utilizada. Em 1951 teve seu nome alterado em homenagem ao ex-presidente do Estado de São Paulo, Júlio Prestes.

A estação ficou abandonada por alguns anos e na década de 1990, o governador Mário Covas, atendendo a um pedido do regente da Orquestra Sinfonica de São Paulo, John Neschling, decidiu restaurar a estação de maneira que o local onde antigamente existiu um jardim, fosse convertido em uma sala de concertos, a Sala São Paulo. Atualmente serve aos trens da linha 8 da CPTM (Compnhia Paulista de Trens Metropolitanos).

Estação Julio Prestes. (06/08/2010)

Interior da Sala São Paulo. (06/08/2010)

Thanks Gabi…

Sexta (30) foi o último dia do meu chefe Vanderlei no Medianeira. Como eu não fui trabalhar na sexta e não pude ir na despedida, aproveito para registrar aqui o meu Boa Sorte a pessoa que além de ser meu chefe, se tornou um amigo…não tinha comentado aqui antes pq não é da minha contaaa…mas meu chefe passou por um momento difícil a um tempinho atrásss… e como eu acompanhei isso todos os dias no trabalho eu vi o qnto ele estava mal e eu realmente estava torcendo pra que ele ficasse bem e fosse curtir a vidaa, -Trabalho e +Diversão… e é isto que ele fez… deu a volta por cima, se tornou uma pessoa melhor, largou td e agora vai virar um “mochileiro”!

Fica aqui então o meu obrigado pelo tempo que vc esteve aqui… por td que me ensinou, pelas nossas conversas sobre blogs e filmes, por me obrigar a tomar duas garrafinhas de água por dia, e pelo apoio a minhas idéias malucass e tbm já aproveito para agradecer pelos post-its que estavam no PC qndo eu cheguei na segunda (02)… são dicas simples, mas eu não esquecerei delas! Good Luck Boss!

PS: somente hoje li essa postagem que a Gabi deixou em seu blog. Confesso que fiquei sem palavras e com lágrimas nos olhos. A Gabi foi minha parceira durante um bom tempo e passamos muitas horas na mesma sala, trabalhando bastante, mas muitas vezes rindo também. Ela acompanhou de perto os problemas que tive e a dificuldade que era pra mim conseguir trabalhar numa época em que mal conseguia raciocinar, que andava surtado. Ela deu a maior força e durante um tempo segurou sozinha a barra no nosso setor, fazendo coisas que não eram da alçada dela. Vou sentir muita falta de sua companhia diária. Ela é especial, tem muito potencial e um futuro brilhante. Basta seguir o própio coração, correr atrás dos sonhos e evitar ás árvores do caminho (ela atropelou uma faz pouco tempo…  rs…).

Adeus Curitiba!

Vim pra Curitiba em fevereiro de 1989, para servir o Exército. Desde então se passaram 21 anos e meio, fui embora quatro vezes e acabei voltando. Da primeira vez fiquei um ano e meio fora. Da segunda vez foram apenas três semanas. Na terceira vez foi um ano distante. E na quarta vez foram cinco meses longe. Parece que existe algo que me atrai de volta para Curitiba. Talvez o clima! 

Estou partindo novamente e dessa vez sem intenção de retornar. Não vou dizer que nunca mais volto, pois aprendi que a palavra “nunca” muitas vezes nos faz passar por mentirosos, então melhor não usá-la. Sei que deixo aqui muitos amigos, muitas pessoas queridas, muitas lembranças e saudade. E diferente das outras vezes, agora parto querendo muito ficar… 

Adeus Curitiba!!!

Por entre araucárias

Encaro a manhã. 

Paisagem em urbano destaque

Ruas largas

Parques

Faze moderna da civilização 

Feira de artes

Largo da Ordem

É a moldura

Etnias se encontram

E reciclam culturas 

Mutante escultura

estás à altura

de minha paixão.

Ricardo Mainieri

Clique na imagem para ampliar (Acervo pessoal)

Boca Maldita. (26/06/04)

Largo da Ordem. (26/06/04)

Rua Xv de Novembro. (06/12/04)

Rua Xv de Novembro. (07/06/08)

Jardim Botânico. (24/09/08)

Vista Geral. (15/07/2009)

Vista Aérea. (13/09/2009)

Vista geral. (15/09/2009)

Largo da Ordem. (01/01/2010)

Praça Tiradentes. (01/01/2010)

Catedral. (01/01/2010)

Rua Xv de Novembro. (03/08/10)

“Monumentos” mais bizarros de Curitiba

Como despedida e  agradecimento a  Curitiba, farei uma  homenagem  um pouco diferente. Vou listar abaixo os onze “monumentos” mais bizarros da cidade, segundo uma pesquisa feita pela internet em 2007. Conheço todos estes pontos bizarros, dois deles são visíveis da porta de minha casa.

 – Área do Terminal Guadalupe (antiga Rodoviária).

– Rua Cruz Machado e sua zona boêmia (leia-se puteiros).

– Igreja Batista do Batel (há 25 anos em obras).

– Estátua de David, no Champagnat.

– Estátua da Liberdade da Havan.

– Estátua do papa João Paulo II, no Bosque do Papa.

– Rio Belém.

– Mural artístico pintado na fachada da Prefeitura.

– Cavalo Babão, na Praça Garibaldi.

– Estátua do Homem Nu, da Praça 19.

– As duas meias Pracinhas do Batel.

Terminal Guadalupe.

Cruz Machado

Igreja Batista do Batel

Estátua de David.

Estátua da Liberdade da Havan

Estátua do Papa

Rio Belém.

Um dos murais artísticos da Prefeitura.

Cavalo Babão.

Estátua do Homem Nu

Pracinha do Batel dividida ao meio.

Última noite na “velha” kitinet

Acabei de arrumar minhas coisas, já está tudo encaixotado e pronto pra despachar. Essa será minha última noite aqui na Kit, onde vivo desde o final de setembro de 2005. Vou sentir saudades daqui, pois além da vista maravilhosa que se tem, fiz bons amigos. E gostava do meu cantinho, fui feliz aqui. Também passei os piores momentos de minha vida, que de certa forma também serão inesquecíveis. O irônico é que após tanto tempo morando aqui, estou me mudando justo quando o prédio foi todo reformado, minha kit foi ampliada.

Essa última noite vai ser difícil pregar os olhos, pois serão muitas recordações de tudo que passei aqui. Com certeza vários filminhos vão povoar meu pensamento e meus sonhos essa noite. Lembro muito bem de minha primeira noite aqui. Após arrumar tudo (tive ajuda pra isso), fui tomar banho e o chuveiro queimou. Estava frio e meu primeiro banho na nova casa foi gelado. Depois fui fazer algo pra comer e não tinha fósforos. Então marcou muito essa primeira noite, onde tomei banho frio e dormi com um pouco de fome.

Bagunça…

Caixas que vão pela transportadora.

Coisas que vão ficar pra trás.

Eclipse

Ontem fui ao cinema assistir Eclipse, o terceiro filme da saga “Crepúsculo”. Gostei do filme, foi o melhor dos três. Diferente de filmes em sequencia, onde a cada continuação a qualidade da história vai ficando péssima, Eclipse, a meu ver, conseguiu superar suas duas primeiras partes; Crepúsculo e Lua Nova

Eu não me interessava pelo triângulo amoroso meio água com açúcar, entre a humana Bella,  o vampiro Edward e o lobisomem Jacob. Acabei sendo induzido por minha amiga Gabi, a assistir o primeiro filme da série e acabei gostando. Há cerca de um mês, eu e Gabi “debatemos” sobre a saga Crepúsculo, durante um intervalo no trabalho. Ela prefere os vampiros, eu os lobisomens (sempre gostei de filmes de lobisomens). Até que foi um debate interessante, onde cada um argumentou sobre o porquê de sua preferência. Se bem que a preferência dela tem outras motivações que é melhor deixar pra lá… Né Gabi????

Crepúsculo

Lua Nova

Eclipse

Último dia no Medianeira

Ontem foi meu último dia de trabalho no Medianeira, nessa minha segunda passagem por lá. Foram quatro anos e onze meses de muito trabalho, dedicação, aprendizado e novas amizades. Ás vezes tenho a sensação de que esses quase cinco anos passaram rápido, outras vezes que não. Sei que valeu a pena e só estou saindo por razões de saúde e da necessidade de dar um tempo em tudo, repensar minha vida. Dizem que na vida não existe uma sem duas e duas sem três! Essa foi minha segunda passagem pelo Medianeira. Quem sabe no futuro não venha a ter a chance de uma terceira passagem? Gostaria muito de um dia poder dar aula de história lá. Isso hoje é um sonho, mas quem sabe no futuro não possa ser uma realidade?

Na verdade a “ficha não caiu” ainda. Não assimilei que não trabalho mais lá, que não preciso mais bater cartão, usar uniforme, fechar folha de pagamento e realizar outras atividades rotineiras. Ainda não me dei conta de que não vou mais conviver diariamente com o Mauricio, meu amigo de longa data. Que não vou mais ter conversas “cabeça” com a Gabi, minha ex auxiliar. Que não terei mais a convivência diária da Helena, Swami, Adriana, Luis, Valmir, Tati, Paulinha, Lilica, Carmen, Claudinha e muitas outras pessoas queridas que deixo lá. Vou sentir falta de muita coisa, de muita gente. Vou lembrar de muitos bons momentos, de muita coisa divertida que vivi lá. E vou tentar esquecer das coisas ruins, dos momentos de estresse. Foram mais momentos bons do que ruins. Então valeu a pena!

No final do dia nos reunimos em um Pizzaria que fica quase na frente do Colégio, para uma simples despedida. Não tinha muita gente, pois quase todos estão de férias. Nem mesmo o Mauricio e a Gabi, que conviveram comigo na mesma sala diariamente nos últimos anos, estavam presentes. Foi melhor assim, não gosto de despedidas, então foi melhor algo discreto, sem cara de despedida. Ainda volto lá no dia 12 para resolver as últimas pendências e fazer a despedida final dos amigos. Daí sim vai ser difícil segurar as lágrimas…

Adri, Erica, Luis, Edina, Valmir, Vanderlei, Daiane, Swami, Eva e Helena. (30/07/2010)

pizza…

Vanderlei e Daiane

Vanderlei, Reinaldo, Swami e Valmir

Os fumantes discriminados: Luiz e Helena

V… V… V… V… V…

Vander e Adri

Touradas

Essa semana foi proibida a realização de touradas na região da Catalunha, Espanha. Mesmo sendo uma tradição de dezenas de anos, acho touradas uma coisa sem cabimento, coisa de imbecil. Uma coisa é você abater um animal para se alimentar, sem fazê-lo sofrer. Outra coisa é você humilhar e fazer o animal sofrer até a morte, em nome de uma tradição ancestral, para um bando de idiotas ficarem assistindo. Tomara que esse seja apenas o inicio de um movimento pelo fim completo das touradas pelo mundo. 

Não gosto de ver animais sofrerem. Ainda não consegui eliminar a carne por completo do meu cardápio, mas já dei uma boa diminuída. Meu consumo de carne caiu para uma ou duas vezes por semana. O ideal seria eliminar por completo o consumo de carne animal, mas é difícil deixar algo com o que você está acostumado. Mas quem sabe um dia!

Touradas

Pé de moleque

Ganhei um inusitado presente de despedia, da Helena, uma colega de trabalho. O presente foi um pote de pé de moleque, feito por ela. Há uns dois anos ela levou numa reunião, uma forma de pé de moleque e me acabei de tanto comer. Como estou saindo da empresa, ela lembrou que tinha gostado da guloseima e me deu um pote de presente de despedida. Foi um belo e delicioso presente!  

O pé de moleque que ganhei da Helena.

Hoje é tempo de ser feliz!

HOJE É TEMPO DE SER FELIZ!

A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existencia as mais diversas formas de sementes. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe… Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que “debaixo do céu há um tempo para cada coisa!” Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade, talvez seja o contrário. O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes… Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã! Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores… Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. Cuidado com os amores passageiros… eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam… Cuidado com os invasores do seu corpo… eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem… Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar… eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena… Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí… elas costumam estragar o nosso referencial da verdade… Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos… elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo. Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo. Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida. Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito… A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta “que os sonhos não envelhecem…” Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar… (?)

Padre Fábio de Melo

           Padre Fabio de Melo

PS: Esse foi mais um texto que a Andrea me enviou. Ela se tornou expert em descobrir e me enviar bons textos.

Túnel do Tempo: anos 70

No Túnel do Tempo de hoje, seguem algumas fotos dos anos 70, dos meus tempos de criança em Campo Mourão.

1976

1976: Essa foto foi tirada no quintal de uma vizinha. Na foto estou eu, minha irmã, meu tio Mario, a filha da vizinha, Maristela e uma criança que não lembro o nome.  

junho de 1978    

1978: Nessa foto estou em pé no para choque do caminhão. Nela também aparece meu pai, com o W@gner, meu irmão no colo. Minha irmã está com o Fabio, primo do meu pai, no colo. 

outubro de 1978

1978: Essa foto foi tirada no Colégio Dom Bosco, quando eu estudava o primeiro ano primário.

Ler no banheiro

Ler no banheiro é uma prática bastante popular no mundo todo. Muitos gostam de praticar a leitura num ambiente naturalmente refrigerado pelos azulejos, principalmente em uma tarde quente de verão. Tenho um amigo que mantém no banheiro de sua casa uma cesta cheia de revistas e livros. Você pode optar por diversos tipos de leitura no momento em que estiver sentado no “trono”. Sou adepto dessa prática de leitura, mas somente quando estou com tempo. Tem certas idas ao banheiro que tem que ser rápidas, então não da pra relaxar e ler algumas linhas.

Muitos médicos recomendam que pessoas com obstipação (que não é meu caso, pois leio no banheiro por esporte mesmo), que leiam ou ouçam música enquanto desenvolvem o processo de evacuação (fazer cocô). No entanto agora surgiu a tese de que o hábito de leitura no banheiro não é saudável ou bom para nosso corpo. Médicos alertam para o fato de que ficar muito tempo sentado no vaso sanitário, pode aumentar a pressão sobre os vasos do reto, aumentado dessa forma as chances do desenvolvimento de hemorróidas.

Apesar desse alerta médico, vou continuar com meu não tão saudável hábito de ler no banheiro. É que não fico lendo dezenas de páginas enquanto estou sentadinho no banheiro, mas sim algumas poucas linhas, o que não causa maiores danos.

Leitura de banheiro.

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Saber viver

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.

Autor desconhecido

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Acupuntura

Hoje fiz a 40ª sessão de acupuntura para minha hérnia de disco. Agora faltam somente mais duas sessões e estou liberado para fazer reforço muscular, e daqui um mês posso voltar a correr e pedalar de forma lenta e gradativa. Sei que foram quatro meses de doloridas sessões de acupuntura, que além das trinta agulhas, também tinham estímulos elétricos, a tal eletroestimulação. Na verdade são choques elétricos e conforme a intensidade do estimulo é bastante dolorido. Sei que sofri muito nesses quatro meses de tratamento. No inicio achei que não passaria das primeiras cinco sessões, pois tenho fobia de agulhas. Mas fui vencendo o medo e agüentei firme. Tinha sessões em que saiam lagrimas dos olhos, tamanha era a dor que eu sentia. E foram várias vezes que gritei de dor, sem vergonha da médica ou dos demais pacientes que ouviam meus gritos. Quando iniciei o tratamento meu nervo ciático esquerdo estava muito inflamado, então as dores eram terríveis. Os medicamentos não faziam efeito, eu mal conseguia caminhar.

Além de dolorido o tratamento também foi caro, pois a clinica onde fui me tratar não aceita convênios. Pagamento somente cash. Mas valeu a pena, e na primeira vez que estive na clinica e vi as fotos nas paredes, tive certeza que estava em boas mãos. Nas fotos apareciam alguns dos pacientes que foram atendidos pela Drª Silvana e seu pai. Apareciam levando agulhadas e choques, desde Ronaldinho Gaúcho, a Deco, Adriano “Imperador” e muitos outros jogadores de seleção.

Minhas dores nas costas estavam incomodando fazia muito tempo, e no inicio de fevereiro descobri que o motivo das dores era uma hérnia de disco. Estava com dois discos comprometidos e o nervo ciático todo inflamado. O médico que me atendeu, primeiro recomendou fisioterapia. Após 45 dias de chatas sessões de fisioterapia, o resultado foi zero. Então fui consultar um especialista em coluna, achando que a solução seria passar por cirurgia. Eu estava com um mau pressentimento com relação á cirurgia, algo me dizia para não fazer. O especialista recomendou que eu não fizesse a cirurgia, que ficasse o maximo de tempo em repouso e que tentasse suportar as dores. Que medicamentos iam aliviar as dores, mas não fariam que desaparecessem. Acabei fazendo essa opção e na mesma semana, conversando com um tio que fez acupuntura para o joelho e se livrou de uma cirurgia, acabei indo parar na clinica de acupuntura. E diferente da cirurgia, onde não tinha garantia de que as dores nos dois discos lesionados não voltariam, a acupunturista deu garantia de que nestes dois discos não terei mais problemas. Então valeu a pena todos estes meses de sofrimento, dores, cuidados, repouso e investimento financeiro.

Mesmo após tantas sessões, tantas agulhadas, não perdi a fobia por agulhas. Sinceramente não sei como consegui suportar tudo isso. Talvez por não ver as agulhas espetadas em mim (algumas entravam 5 cm), pois eram todas nas costas, nádegas e pernas. Sei que estou feliz por ter vencido mais essa batalha e ter tido forças pra suportar tanta dor. Nunca em minha vida tinha passado por um período tão longo de dores intensas. O lado bom disso tudo foi que em cada sessão, eu tentava transformar a dor que estava sentindo, em força interior, em força de vontade para vencer o problema e seguir em frente. Essa postura me ajudou muito e hoje me sinto mais forte em todos os sentidos. E nesse período não foi somente a hérnia de disco que me incomodou. Também tive depressão e os dois problemas juntos foram complicados de administrar e superar. Mas se por um lado a hérnia me fazia ficar de cama, sentindo dores, eu conseguia transformar essas dores em força de vontade para superar a depressão. Consegui usar um problema de saúde para superar o outro. Mas lhes garanto que não foi nada fácil, nada mesmo. Somente por Deus, com sua ajuda, foi que consegui me recuperar disso tudo e dar a volta por cima. Ainda não estou cem por cento recuperado de ambos os problemas, mas estou quase lá. Quero esquecer o primeiro semestre de 2010, que por várias razões foi o pior de minha vida.

Eletroestimulação

Sabático

Após um período complicado, com problemas de saúde bem sérios e muitos outros problemas pessoais, decidi dar um tempo em tudo e tirar um “sábatico”. Alguns chamam de “Ano Sabático”, mas não necessariamente precisa ser um ano, pode ser mais, ou menos. No meu caso não sei ao certo quanto tempo será. Pode ser um ano, um pouco mais, ou um pouco menos. A principio estou planejando ficar de sabático até o final de 2011, mas tudo pode mudar até lá.

O ano sabático é mencionado no Antigo Testamento. No caso, um ano, a cada seis, em que a terra fica sem cultivo para depois iniciar um novo ciclo de fertilidade. Ou seja, a grosso modo, sabático significa “dar um tempo”. E no meu caso a idéia é essa mesma, dar um tempo em tudo e repensar minha vida. Preciso reavaliar tudo em minha vida, meus conceitos, desejos, planos, sonhos e muito mais. Sei que preciso me afastar de minha rotina, das pessoas que me cercam (por mais que adore essas pessoas), da vida que estava levando. No fundo preciso rever os rumos que quero dar a minha vida daqui pra frente. Depois dos meses complicados que passei, minha vida não será mais a mesma, pois garanto que não sou mais o mesmo. Na seqüência disso tudo, nada melhor do que um período sabático para realizar uma revisão detalhada de minha vida pessoal e profissional, para realizar mudanças profundas em meu jeito de ser, de agir. E tudo isso visando ser uma pessoa melhor, com menos defeitos, que cometa menos erros e em conseqüência seja uma pessoa mais feliz.

O psicoterapeuta norte americano, David Kindtz, afirma que somente fazendo paradas, curtas ou longas, podemos ficar totalmente despertos e recordar quem somos. Que devemos parar, até pra saber o que fazer, pois isso nos reanima e nos ajuda a ir em frente de uma forma concentrada e determinada. É, segundo ele, um processo espiritual, no sentido de buscar novos valores, significados e desejos mais profundos.

Existem várias maneiras de sábatico. No meu caso será um período de muitas viagens, conhecendo muitos lugares, pessoas diferentes, modos de vida diferentes. Quero ter novas experiências, viver um tempo com pouco conforto, sem depender tanto das tecnologias modernas. Em alguns lugares que pretendo ir, até mesmo um banho por dia será difícil de conseguir. Então vou viver um tempo longe de luxo ou conforto, sem cortar cabelo, sem andar perfumado, engomado. Quero é viver experiências novas, conhecer pessoas com visões de mundo diferentes. E depois de tudo isso, fazer uma analise profunda de minha vida, definir metas e a partir disso recomeçar minha vida em algum lugar. Talvez até retome minha vida atual, no formato em que ela se encontra hoje. Mas independente de tudo que venha fazer no futuro, eu serei uma nova pessoa, uma pessoa melhor com toda certeza.

Sábatico: pensar, repensar, analisar…

A Luta

” Você já lutou com todas as suas forças para mudar uma situação e se deparou com a triste realidade de que não tem capacidade para fazer nada?

Há momentos em nossa vida que não conseguimos nos mexer nem para direita  nem para a esquerda -permanecemos estagnados e o único movimento possível é erguer a cabeça, olhar para o céu e tentar enxergar o que Deus nos quer ensinar. Aqui somos ensinados de que podemos tudo, de que devemos esforçar-nos para conseguir sucesso e estabilidade; enfim, alcançar um padrão de vida decente diante do mundo que nos cerca. Mas você já percebeu que não é assim para todo mundo? Alguns lutam a vida interia e não conseguem sequer um teto decente para se abrigar, enquanto outros ganham sem esforço, por herança ou outros meios, bens que poderiam sustentar um país inteiro, entregando-se a desfrutar o luxo. Injustiça? Não creio que Deus seja injusto, mas creio que cada um de nós tem uma vida a ser vivida de acordo com o que Deus planejou para nós. No entanto, viver uma vida de aceitação e obediência não significa ficar de braços cruzados esperando que as coisas aconteçam, mas submeter-nos aquilo que Deus estabelece e que não conseguimos fugir, tratando de administrar as circubstâncias com sabedoria.

O próposito de Deus para essas situações muitas vezes não é nada óbvio para os nossos olhos, mas quem somos nós para querer  compreender Deus, que é soberano em tudo?

Apesar da convivência com o que não podemos mudar ser uma das provas mais difíceis a superar, podemos espelhar-nos em Jesus e imitar seus procedimentos. Ele foi obediente a Deus até a morte e ressuscitou para capacitar-nos a realizar a vontade de Deus também em nossa vida. Afinal, ninguém outro pode viver a nossa vida, e é uma luta sem propósito tentar viver a vida de outros. Muitas vezes aceitar as dificuldades da vida é a atitude que Deus espera de nós para começar a agir. “

Pão Diário 2010
Rádio Trans Mundial

A vida é uma luta constante.

Recomeçar

Não importa onde você parou …
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo…
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para “chegar” perto de você.
Recomeçar…
hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você que chegar?
Ir alto… sonhe alto…
queira o melhor do melhor…
pensando assim trazemos pra nós aquilo que desejamos…
Se pensarmos pequeno coisas pequenas teremos ….
Já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar em nossa vida.
“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade

Recomeçar…

Analise do nome Vanderlei

Pesquisando na internet sobre meu nome, encontrei a analise abaixo. Tem muita coisa, muita mesmo… que se encaixa comigo.

Analise da Primeira Letra do Nome: V

Possui uma lucidez incomum, especialmente no que se refere julgar o mundo e as pessoas. Sempre abre a boca para dizer a coisa certa. O problema é que não vive com os pés chão, e desliga sua atenção com uma rapidez incrível. As vezes isso da a impressão de não estar nem ai para o que acontece a sua volta. Liberdade, é uma coisa muito importante, e por esta razão prefere resolver sozinho seus problemas sem pedir ajuda ou conselhos a quem quer que seja. Não gosta nem de dar nem de receber ordens. E precisa aprender a controlar a teimosia. 

Sua marca no mundo: Confiança e lealdade é o que se pode esperar da pessoa cuja personalidade é marcada pelo número 4. Alguém que não admite superficialidade e covardia. Muito produtiva e eficiente, faz de sua bandeira a prudência e a disciplina. Com os pés no chão, não se deixa levar por nada que se mostre leviano ou propostas sedutoras demais. Pontual e responsável com seus compromissos, demonstra sempre uma grande estabilidade, fator que o faz respeitável por aqueles que o conhecem. Não deixa nada por acabar e respeita todos os regulamentos, por isso muitas vezes é considerado conservador. Sua sobriedade não o permite ser muito extravagante, preferindo sempre um estilo mais clássico até no se vestir. Bom senso e discrição são marcas de alguém que leva à sério seus relacionamentos pessoais e profissionais. Uma tendência negativa é a de se tornar inflexivel e sistemático demais com detalhes. Uma forma de equilibrar este ponto e aproveitar as boas vibrações do seu número da personalidade é começar aceitando e considerando mais as opiniões dos outros. Assim a confiabilidade que lhe conferem terá ainda mais valor. 

Vanderlei Significado – Numerologia – Expressão 9

COMO O MUNDO TE VÊ?

O número da Expressão revela a missão que tem, o que deve fazer ou ser nesta vida, para que atinja sucesso e alcance suas metas e objetivos. Descreve como você se expressa no mundo. O seu “eu” completo – personalidade, caráter, disposição, identidade, temperamento.Tolerante e compreensivo, uma pessoa muito amorosa e generosa. Ajuda as pessoas sem esperar nada em troca. Por compreender a natureza humana, sabe perdoar. Precisa de liberdade para expressar suas emoções e usar sua intuição no trabalho. Atrai as pessoa em busca de compaixão e generosidade, e elas as encontra em você. Ser impessoal é importante para não sofrer grandes perdas quando se exige poder, posses ou mesmo amor. Não deixe sua popularidade virar a sua cabeça. Tem amplos horizontes, já que não gosta de confinamento em lugares pequenos ou ficar preso a situações sem que não tragam expectativas. Pode ser professor, escritor, médico, enfermeiro, advogado, pregador, filantropo, pensador humanitário, orador, pintor, músico, compositor, conselheiro, juiz, importador, ator dramático. Aprenda a evitar a crueldade, os esforços voltados aos ganhos pessoais e o excesso de sentimentalismo. 

Vanderlei Significado – Numerologia – Impressões 7

COMO VOCÊ VÊ O MUNDO?

Mostra a pessoa como é interiormente. Revela como pensa, sente e age. Seu o desejo íntimo da alma, o seu “eu interior”, suas esperanças, sonhos, ideais, motivações. As vezes é possível que percebamos essa manifestação, mas talvez não a expressamos como deveriamos ou mesmo não vivemos de acordo com ela, assim estamos reprimindo os nossos sentimentos e impulsos, o que gostaríamos de ser ou fazer, estamos adormecendo nossos objetivos secretos, as ambições, os ideais mais íntimos. Está sempre em busca da sabedoria, do conhecimento e da perfeição. Muito intuitivo, inspirador e retraído. Sonha em usar a mente, ser intelectual, científico, filósofo ou místico. Por não conseguir isolar-se sem sentir solidão sente-se constantemente melancólico e tem tendência a depressão. Faz sempre bom julgamento e possui um forte senso de valor. Não se sente bem em locais agitados, nem gosta de trabalhos servis e de confusão.

O QUE LHE MOVE: Sua vida é a procura de companheirismo, cumplicidade, amor, casamento e compreensão. Para atrair as amizades que deseja age com gentileza e atenciosidade. Têm capacidades psíquicas que apreciaria desenvolver.

Vanderlei

+ Into The Wild

Não tem jeito, Into The Wild (Na Natureza Selvagem) tem povoado meus pensamentos intensamente nos últimos dias. Sábado dei uma folheada no livro, reli alguns trechos e logo vou assistir novamente ao filme.

Normalmente quando se faz uma versão cinematográfica de algum livro, seja ele literatura, não-ficção, ou ficção, raras vezes a versão em película fica á altura da versão escrita. Já com relação á Into The Wild (Na Natureza Selvagem) o filme ficou tão bom ou até melhor que o livro. A versão cinematográfica conseguiu ser bastante fiel a história original contada no livro. A fotografia do filme é sensacional, foi muito bem feita. A trilha sonora, composta e interpretada por Eddie Vedder  é excelente, casa perfeitamente com a história e as imagens que aparecem na tela.

Aconselho que você leia o livro, assista o filme e ouça a trilha sonora. De preferência nessa ordem que coloquei. Não que um seja melhor do que o outro, mas sim porque eles se completam. O livro é um pouco mais completo que o filme, pois ele explica algumas passagens que o filme não explica muito bem. E também apresenta o destino posterior que muitos personagens tiveram e que o filme acabou ignorando.

A história de Into the Wild:

Into The Wild (Na Natureza Selvagem) é a história verídica de Christoper Maccandless, um rapaz que abandona tudo, e segue em direção ao Alasca. Conhecido nas suas andanças como Alex Supertramp, o jovem Christoper, logo após se formar na faculdade, não conseguiu encontrar mais razão para viver num mundo obcecado por sucesso e aparências. Então ele larga tudo, família, amigos, vida social, doa suas economias e caí na estrada.

A história de Christopher Maccandless é sobre a liberdade de pensar, buscando fugir da mediocridade, buscando encontrar o seu verdadeiro “Eu”. É uma história verdadeira e inspiradora, de alguém que teve a coragem de procurar algo que lhe despertava muito desejo. Sua história acabou não tendo um final feliz, mas ao menos ele buscou o que queria, o que sonhava.

Último auto retrato de Chris Maccandless. (1992)

Emile Hirsch, interpretando Chris Maccandless no filme. (2007)

Mais sobre “INTO THE WILD”

“O filme é maravilhoso… Simm, eu choreiii no filme… rsrsrsrs, não vou contar a história aqui…pra não estragar caso alguém queira ver o filmeeee, acho que vou sonhar alguns dias com esse filmee… é mto inspirador…vc percebe que a vida é mais importante do que td…do que redes sociais, e empregos, e diplomas, e dinheiro… a vida está nas pequenas coisas…INTO THE WILD! Isso td que estou escrevendo não é nenhuma apologia ao comodismo ou ao movimento hippie (nada contra), mas é só um alerta de que devemos dar valor ao que realmente importa, fazer oq gostamos, tratar bem as pessoas, até pq, emprestando as palavras do filme: “A felicidade só é verdadeira quando compartilhada”!!”
 
Gabi Godoy
 

Filme: Into The Wild (Na Natureza Selvagem) – 2007.

Dimitri Sensaud de Lavaud (1882-1947)

Como prometi  na postagem 1910 – O Primeiro Voo do Brasil,  que fiz na última sexta-feira, segue aqui a história do bisavô da Andrea. História bem interessante por sinal!

Dimitri Sensaud de Lavaud:

Engenheiro, inventor e aviador francês naturalizado brasileiro que construiu o primeiro avião nacional. Dimitri tinha quinze anos, e veio com a família de Paris para o Brasil, e instalou-se em Osasco, no chalé que hoje abriga o museu que recebeu seu nome.

Lavaud veio morar em Osasco – SP, no final do Século XIX. Trazido pelo pai, que veio ao país motivado por oportunidades de negócios, o jovem decidiu construir o que viria a ser o primeiro avião legitimamente brasileiro e com ele realizou o primeiro vôo da América Latina, na cidade de Osasco, São Paulo, no dia 7 de janeiro de 1910.

Ele se dedicou ao longo de quatro anos ao seu ambicioso projeto de construção de um avião. Era aficionado por engenharia mecânica e encomendara na Europa dezenas de publicações científicas. Contratou como parceiro o projetista e mecânico Lourenço Pellegatti, e o resultado de sua empreitada viria a público no dia 7 de janeiro de 1910.

Muito curioso, ele pesquisava tudo sobre aviação. É provável que tenha mantido algum contato com Santos Dumont, pois Victor Brecheret tinha uma casa no bairro de São Francisco, que faz divisa com Osasco, e dizem que Santos Dumont visitava o amigo nessa chácara que hoje é uma escola infantil. É possível que Dimitri tenha se encontrado com o pioneiro da aviação, e decidido que também iria voar.

Dimitri já era casado quando em 1909, carregando seus rascunhos, se dirigiu à oficina Graiy Martins, que se localizava em frente à estação Júlio Prestes, em São Paulo. Procurava um mecânico habilidoso, capaz de transportar para o metal o seu projeto do motor. Indicaram-lhe Augusto Fonseca, um mecânico experiente, mas como este cobrou muito caro pelo trabalho, ele acertou com Lourenço Pellegatti um jovem de dezessete anos que, apesar da pouca idade, já se destacava como um bom profissional.

No domingo seguinte Pellegatti, que morava na Lapa, foi de bicicleta ao chalé onde moravam os pais do amigo. E já naquele domingo os dois se entregaram de corpo e alma à construção do avião. Era tanto o entusiasmo de ambos, que o jovem mecânico não voltou para casa, deixando seus pais apreensivos. Dias depois seu irmão mais velho o localizava em Osasco, tão preocupado com os rumos da construção do avião, que não se dera conta da apreensão que seu desaparecimento provocaria nos familiares.

O inventor continuava seus estudos e, muitas vezes, contou-nos Pellegatti, nos anos 70, acordava-o em plena madrugada, para mostrar-lhe alguma nova descoberta no projeto em andamento e, se Pellegatti discordava dele em alguma coisa, ele o chamava de burro, com o carregado sotaque francês que adquirira durante a convivência com a família e os vários anos que residira na França. Mas logo depois lhe pedia desculpas ao reconhecer que o amigo mecânico estava com a razão.

O comendador Evaristhe Sensaud De Lavaud, pai de Dimitri, possuía uma oficina mecânica muito bem montada na Cerâmica Osasco, de sua propriedade. No entanto as peças requeriam a utilização de tornos muito delicados que não existiam em sua oficina. Para isso, o inventor recorreu à oficina de reparos de papelão Sturlini – Matarazzo (Adamas do Brasil), localizada na Rua da Carteira, em Osasco, assim denominada porque na época ali se fabricavam carteiras. Atualmente essa rua se chama Narciso Sturlini.

Naquela oficina realizou-se a maior parte do trabalho, mas depois os dois se transferiram para a “Garagens Reunidas”, na Rua Florêncio de Abreu, centro de São Paulo, onde concluíram a construção do aparelho.A montagem final aconteceu em Osasco.

Dimitri e Pellegatti realizaram algumas experiências com o motor, mas foram todas frustradas. Desiludidos, eles abandonaram o projeto por mais de um mês. Algumas peças dos cilindros eram muito delicadas e precisaram ser substituídas para que o motor funcionasse de forma satisfatória. Durante vários dias eles realizaram novos testes e, depois de um trabalho exaustivo tanto na colocação como na regulagem dessas peças, conseguiram alguns resultados positivos.

No dia três de janeiro de 1910, Sensaud de Lavaud, Lourenço Pellegatti e outros auxiliares que, entusiasmados, haviam se associado aos dois naquela tarefa, viram finalmente o motor funcionar ininterruptamente por duas horas.

A máquina, que batizou de São Paulo, decolou e percorreu 103 metros em seis segundos e 18 décimos, oscilando entre dois e quatro metros de altura. A conquista lhe rendeu o título de primeiro piloto do continente sul-americano a levantar vôo numa máquina mais pesada do que o ar, construída com projeto, mão de obra e matéria-prima totalmente nacionais. O assunto, festejado na época, apagou-se com o tempo, e poucos registros restaram de sua trajetória na aviação.

Até 1920 ele iria tentar mais três vôos no Brasil com duas aeronaves diferentes – sem sucesso. Uma invenção casual, no entanto, transformou sua vida. Ao tentar consertar o primeiro avião, num golpe de sorte, Lavaud descobriu uma forma de fabricar tubos em larga escala. A invenção foi patenteada, e ele criou a Companhia Brasileira de Metalurgia, que o tornou milionário.

Além de aviador, Dimitri foi um inventor prolífico e um personagem importante do Século XX. Com mais de mil patentes registradas, ele revolucionou a indústria mundial de tubos metálicos e trouxe inovações a outras indústrias, como a automobilística e a própria indústria da aviação. Em 1927, em Paris, ele fabricou o Sensaud de Lavaud, um carro com câmbio automático, invenção que só iria se popularizar nos automóveis em fins do Século XX.

Preso pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, Dimitri foi acusado de colaborar com o regime de Adolf Hitler. Mesmo após ser inocentado, nunca recuperou a alegria de viver. Deprimido e empobrecido, Dimitri morreu em 1947.

A Santos Dumont, o tempo deu glórias, afinal Paris era Paris.

A Lavaud, só coube o esquecimento.

O Chalé Brícola

Plantado entre árvores, o Chalé Brícola, onde hoje está instalado o museu “Dimitri Sensaud de Lavaud”, nos remete a um passado que o glorifica. É um casarão antigo, construído por Giovanni Brícola em 1890, muito luxuoso para a época. A memória do primeiro proprietário está presente nas portas de entrada e nas janelas que dão para o fundo do casarão com as iniciais do seu nome em metal. Giovanni Brícola residia em São Paulo e o utilizava como casa de campo.

A família Sensaud de Lavaud foi a segunda a residir ali. Algumas pessoas que conheceram o chalé naquela época, bem antes dos danos que sofreu, falam da beleza que era ver os jovens filhos do barão cavalgando nas terras que o rodeavam e que hoje se resume a uma pequena área em torno do museu.

Durante alguns anos ele ficou abandonado, à mercê de vândalos que o invadiram e destruíram grande parte do que nele havia. Moradores de rua ali se reuniam e, nas noites frias acendiam fogueiras no assoalho para se aquecerem. Com isso, destruíram grande parte do piso original. Algumas cenas de um dos filmes do cineasta Zé do Caixão foram realizadas ali.

Em 2006 iniciou-se o processo de restauração do chalé, com um curso de restauração para jovens e adolescentes. Hoje restaurado o casarão adquiriu uma aparência próxima da que tinha quando Dimitri ali viveu.

Fonte:
http://hid0141.blogspot.com/2010/07/dimitri-sensaud-de-lavaud-o-pioneiro_15.html

Dimitri Sensaud de Lavaud

Aeroplano São Paulo - 1º voo em 1910.

Chalé Brícola

Réplica do São Paulo (Museu da Tam).

Vida de blogueiro

blo.guei.ro, masculino ( Datação: 2004; )

(Internet)

autor de blogue

pessoa que costuma acessar blogues

Sinônimo: bloguista

Comecei a ler Blogues faz uns quatro anos. E faz quase dois anos que me tornei um blogueiro. Comecei meio sem querer, sem saber ao certo o que postar, achando que seria mais umas das experiências que experimentaria e logo abandonaria. Mas fui pegando gosto pela coisa e já são quase dois anos nessa maravilhosa brincadeira. Fiz muitas amizades, recebi bem mais elogios do que críticas, consegui ajudar muita gente, fui ajudado muitas vezes, e assim vou seguindo.

Semana passada vi uma reportagem na TV, onde um psicólogo dizia que blogueiros são exibicionistas, pois normalmente expõem sua vida para milhares de pessoas, muitas que eles nem conhecem. Não concordo com tal afirmação, pois não me considero um exibicionista. E também não exponho toda minha vida, mas somente algumas partes, coisas que quero expor ou então dividir com outras pessoas. De qualquer forma “blogar” para mim se tornou um gostoso hobby, uma forma de desestressar, desabar, mandar recados, expor idéias e partes da minha vida que quero partilhar com amigos, inimigos (se tiver algum!) e pessoas estranhas. E o detalhe principal é que  não obrigo ninguém a visitar meu Blog. Visita quem quer, e se visita uma vez e volta a visitar novamente é porque gostou.

www.trapochic.com

Jorge Luis Borges

 
INSTANTES
 
Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.
Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo. 

Jorge Luis Borges

Borges

Trotsky

“Os homens distinguem-se entre si também neste caso: alguns primeiro pensam, depois falam e, em seguida, agem; outros, ao contrário, primeiro falam, depois agem e, por fim, pensam.”

Léon Tolstoi

Depois das merdas rescentes que fiz, mais do que nunca preciso aprender a pensar, depois falar e por último agir. Será que consigo fazer as coisas nessa ordem?

Trotsky

Lenine

Minha amiga Val (Duda) é que gosta muito do Lenine. Sempre dava um jeito de nos Seminários no trabalho, colocar uma música dele pra explicar algo (muitas vezes algo sem explicação). Eu quase sempre estava no grupo dela e detestava ás músicas. Depois foi a Gabi que me falou de uma música do Lenine e acabei achando a letra legal. Também li algo do Lenine no Blog dela. Daí comecei a ler as letras de suas músicas e acabei gostando do cara. Não gosto dele como cantor, mas sim como poeta. Questão de gosto!

“Eu não alimento nenhuma ilusão
Eu não sou como o meu semelhante
Eu não quero entender
Não preciso entender sua mente
Sou somente uma alma em tentação
Em rota de colisão
Deslocada, estranha e aqui presente”

(Lenine, da música “A balada do cachorro louco”)

 

Lenine

A Medida da Paixão

A Medida da Paixão (Lenine)

É como se a gente
Não soubesse
Prá que lado foi a vida
Por que tanta solidão?
E não é a dor
Que me entristece
É não ter uma saída
Nem medida na paixão…

Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou…

É como se a gente
Pressentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração…

Foi!
O amor se foi perdido
Foi tão distraído
Que nem me avisou
Nem me avisou!
Foi!
O amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou…

 

Lenine

“1910 – O Primeiro Voo do Brasil”

Acaba de ser lançado o livro “1910 – O Primeiro Voo do Brasil”, que conta a história de Dimitri Sensaud de Lavaud, o bisavó da Andrea, minha namorada. O livro foi escrito por Susana Alexandria e Salvador Nogueira. Na última quarta-feira, dia 14/07 eles estiveram no Programa do Jô, falando sobre o livro. Mais abaixo seguem os vídeos com a entrevista.

O bisavó da Andrea se chamava Dimitri Sensaud de Lavaud e era um francês naturalizado brasileiro. Foi ele que realizou o primeiro voo em território brasileiro. Santos Dumont, o pai da aviação, fez seus voos fora do Brasil, nunca em território brasileiro. O curioso é que Santos Dumont era brasileiro e fez seu primeiro voo na França. Já o Dimitri era francês e fez seu primeiro voo no Brasil. Com o aeroplano São Paulo, Dimitri realizou o primeiro voo registrado da América Latina, na cidade de Osasco – SP, em 7 de janeiro de 1910.

Dimitri S. de Lavaud era um grande inventor, que além de ter realizado o primeiro vôo  em território brasileiro, muito contribuiu para o desenvolvimento da Industria Automobilística  mundial com suas invenções. Em outra postagem falarei mais sobre Dimitri.

Para saber mais sobre o livro recém lançado, visitem o Blog da autora no endereço: http://primeirovoodobrasil.blogspot.com/

“1910 – O Primeiro Voo do Brasil”

 

https://youtu.be/xVVUhEdZY8Q

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres

A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá, também conhecida como Fortaleza da Barra ou Fortaleza de Paranaguá, localiza-se na praia da Fortaleza, aos pés do morro da Baleia (hoje da Fortaleza), na Ilha do Mel, litoral do estado do Paraná. Esta fortificação destinava-se à defesa estratégica da antiga vila de Paranaguá, garantindo a segurança do seu ancoradouro, quinze milhas adiante, onde era embarcado o ouro, a madeira e mais tarde a erva-mate extraída da região, contra os corsários espanhóis que freqüentavam aquele trecho do litoral. Conforme instruções recebidas do Marquês de Pombal, a fortaleza foi erguida entre 1767 e 1769, por determinação do governador e capitão-general da capitania de São Paulo, D. Luís Antonio de Sousa Botelho Mourão. Originalmente artilhada com duas peças de calibre 24 libras, duas de 18 e duas de 12, parte de sua artilharia foi remetida em 1791 para a Fortaleza da Barra Grande em Santos

No contexto da Guerra dos Farrapos (1835-1845), forças farroupilhas em uma escuna e um lanchão, capturaram uma sumaca brasileira no interior da baía de Paranaguá, tendo sido repelidas pela artilharia da fortaleza (31/10/19839).

Tomou parte no chamado incidente de Paranaguá, quando enfrentou o HMS Cormorant, que invadindo águas territoriais e violando o direito de soberania brasileiro, aprisionara três navios brasileiros naquele porto, sob a acusação de tráfico negreiro (01/07/1850). O então comandante da praça, Capitão Joaquim Ferreira Barbosa, auxiliado pelos poucos soldados da guarnição e por mais de duzentos moradores e tripulantes dos navios apresados, conseguiram montar dez peças sobre paus e pedras, e dando ordem de fogo às improvisadas baterias, atingiram a fragata na proa e na caixa de rodas, obrigando-a a retirada e a reparos em alto-mar. O Cormorant, embarcação a vapor da Marinha Real Britânica baseada no Rio da Prata, desempenhava missão de repressão ao tráfico negreiro no litoral atlântico do continente americano, sob o comando do Capitão Hubert Schumberg. As embarcações brasileiras foram afundadas, tendo o Cormorant disparado sobre a fortaleza, atingindo a encosta do morro da Baleia. Posteriormente a Coroa Inglesa exigiu reparações, tendo o Império do Brasil se retratado, encerrando-se a questão.

Durante a Revolução Federalista (1893-1895) foi tomada por tropas rebeldes oriundas do Sul, pelo mar.

Desguarnecida, no início do século XX sediou um Batalhão de Artilharia (1905), ocasião em se ergueu um edifício para Quartel de Tropa. A antiga Caserna foi transformada em Refeitório e Cozinha. Nela se destacavam três casas, Capela e um Paiol de Munições, quando passou a aquartelar a 4ª Bateria Independente em 1909. Foram-lhe projetados melhoramentos em 1911 e em 1913 serviu de base para uma bateria no morro da Baleia, de cuja guarnição passou a servir de Caserna no contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), servindo como base militar de proteção à costa.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1938, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), aquartelou cerca de duzentos homens, tendo o seu comandante respondido a inquérito pela destruição da vegetação de caixeta na encosta do morro e por ter aberto um portão no muro traseiro da fortaleza, sem a devida autorização. A guarnição operava um holofote, sendo posta fora de serviço em agosto de 1954.

Após ser desativada, a fortificação permaneceu abandonada. Reduto hippie na década de 1970, na década de 1980 foi palco de uma “caça ao tesouro”, alimentada pela lenda do Padre Thiago e pela descoberta, nas suas dependências de um cofre contendo papéis antigos e moedas de pouco valor. O conjunto sofreu intervenção de restauro entre 1985 e 1995, em parte graças a recursos do Banco Mundial, passando a abrigar um pequeno museu na Casa da Guarnição, e o posto local da Polícia Florestal. Em 1989, as pesquisas arqueológicas trouxeram à luz as bases da primitiva Capela e da Casa do Comandante. Também foram identificados vestígios de um sepultamento humano, em local contíguo à capela, levantando a possibilidade da existência de um cemitério no local.

Primitivamente, no interior da fortificação, erguia-se uma capela sob a invocação da padroeira. Esta edificação foi demolida em 1932, por determinação do então comandante da fortaleza, devido ao seu precário estado de conservação.

Fortaleza

Fortaleza no final da tarde

Interior da Fortaleza

Entrada principal

Lateral externa da Fortaleza

Passagem interna do corpo da guarda

Vista interna a partir da prisão

Ilha do Mel

Conheci a Ilha do Mel no final dos anos oitenta. Naquela época a Ilha era mais deserta, o desembarque se fazia longe da praia, muitas vezes com água pelo peito e até pescoço. Existiam poucas pousadas e turistas. Quem mais frequentava a Ilha era o pessoal aventureiro. Fiquei um tempo sem ir na Ilha e em 1997 estive lá novamente. Já não era mais a mesma coisa, tinha muitos bares, restaurantes e pousadas. Muito turista e o desembarque já se fazia no atracadouro, onde nem se molha o pé pra sair do barco. Não gostei e fiquei muitos anos sem ir na Ilha. Estive lá no inicio do mês e a decepção foi grande. O número de bares, pousadas e restaurantes aumentou muito. Casas de veraneio que não são de nativos foram construídas lá, provavelmente de forma irregular ou molhando a mão de algum fiscal. Sem contar que parte da Ilha desapareceu, o mar está avançando e destruindo construções e levando areia da Ilha pra outro lugar. Pra mim a Ilha perdeu totalmente o charme de outrora, quando era bem deserta e sossegada. Dificilmente volto lá.

ILHA DO MEL: A Ilha do Mel está localizada no Oceano Atlântico Sul e situa-se à 15 milhas do Porto de Paranguá, no Paraná. Seu ponto mais próximo do continente é de cerca de 4 km de Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná. São 2.585 hectares de área composta por sistemas de restinga e Floresta Atlântica protegidas e destinadas exclusivamente à preservação integral da flora e da fauna, de um total de 35 km de perímetro. Sua Estação Ecológica com 2.240 hectares tem o objetivo de preservar o meio-ambiente e é vedada a entrada de pessoas não autorizadas. Na Reserva Natural, com 345 hectares, é admitida a existência de trilhas, desde que não afetem a paisagem. Já a Zona de Ocupação tem 120 hectares. A areia marrom que se observa nas praias do Farol e de Nova Brasília tem cinco mil anos e sua coloração deve-se à presença de matéria orgânica. O ponto mais alto da Ilha do Mel, localiza-se no Morro do Miguel (Morro Bento Alves), com 151 metros. O clima é de transição entre o tropical e o subtropical, super-úmido, sem estação seca e sem ocorrência de geadas. – Temperatura média: máxima 31º mínima 13º – Temperatura média da água: verão 21º inverno 17º – Dias de sol/ano (média): máximo 166 mínimo 133 – Chuvas (média em mm/ano): máximo 3250 mínimo 1750

De seus 2.700 hacres, apenas 200 têm permissão de uso. O restante é reserva ecológica tombada pelo Patrimônio Histórico em 1975. É administrada pelo Instituto Ambiental do Paraná desde 1982. O turista dispõe de pousadas e pequenos restaurantes. A ilha tem cinco vilarejos: Fortaleza, Nova Brasília ou Brasília, Farol, Praia Grande e Encantadas. Não há ruas ou estradas, só trilhas. A implantação de geradores de energia elétrica em 1988, deu início a atitudes que hoje se transformaram em preocupação pela preservação da ilha e sua principal atração: a natureza.

A travessia para a Ilha do Mel é feita com segurança, por barcos que saem de Pontal do Sul (30min) ou de Paranaguá (1h45min). Existem linhas regulares diariamente entre as 8h00 e 17h00, mas também podem ser fretadas embarcações em outros horários. Durante a temporada, os barcos partem a cada 30 minutos, e fora de temporada a cada hora cheia. Existem dois pontos de desembarque: Encantadas e Nova Brasília (o qual atende também à Praia Grande, Farol e Fortaleza). Existe também uma linha regular de barco entre Encantadas e Nova Brasília, que parte a cada hora.

As principais atrações turísticas da Ilha do Mel:

Farol das Conchas: para modernizar a navegação comercial brasileira o Imperador D. Pedro II ordenou, em 1870, o início das obras, realizadas por uma empresa inglesa sob a supervisão do engenheiro Zózimo Barroso. Os materiais foram importados da Escócia, país que detinha, na época, a tecnologia mais avançada no ramo. Inaugurado em 1º de abril de 1872. Localizado no alto do Morro das Conchas, pode ser avistado de quase todos os pontos da Ilha do Mel.

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres: Único monumento militar do século XVIII existente no Paraná, instalado nos contrafortes do Morro da Baleia, erguido com paredes de um metro e meio de espessura, a Fortaleza foi concluída em 23 de abril de 1769. No alto do Morro da Baleia, junto à Fortaleza, estão canhões e trincheiras de pedras. É o chamado “Labirinto dos Canhões”. Há também, um mirante, com uma incrível vista panorâmica. Chega-se até lá por trilha no morro.

Gruta de Encantadas: situada na parte sul da Ilha, é o patrimônio natural mais importante da lha do Mel. O morro da Gruta, formado por um tipo de rocha chamado migmatito é dividido por um veio de rocha negra, o diabásio. A Gruta se formou pela ação do mar sobre o diabásio, menos resistente que o migmatito. Para facilitar o acesso, foi construída uma passarela que leva até a sua entrada.

Istmo: localizado em Nova Brasília, o Istmo ou Passa-Passa (como é conhecido pelos locais), é a parte mais estreita da Ilha do Mel e sofre um processo de erosão desde 1930, porém atualmente, a água já não atravessa mais de um lado ao outro, como aconteceu em 1995. A largura hoje chega à 30 metros e somente nas grandes ressacas do mar, a água chega a atravessar.

Interior da Ilha.

Farol

Praia deserta.

Por do Sol na Ilha.

Fortaleza

Anoitecer na Ilha

Ilha vista do barco

Barcos ancorados na Ilha

Into the Wild

Há um tempo atrás coloquei uma postagem aqui no Blog sobre o filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem). É uma história veridica, cujo livro li faz alguns anos e depois vi o filme, que concorreu ao Oscar 2008 de melhor filme. Desde que li o livro fiquei com umas idéias malucas de largar tudo e sair por aí durante um tempo. O comodismo, minha rotina, minhas obrigações acabaram me fazendo voltar a realidade e a vontade ficou somente na “vontade”. Daí em fevereiro entrei numa crise brava de depressão, onde perdi a vontade de tudo e sem exageros, perdi a vontade de viver, nada mais me motivava e dava prazer. Comecei a fazer terapia e a terapeuta disse que eu é que teria que encontrar uma saída para meu problema, fazer algo que me deixasse motivado, com alegria de viver novamente. Em seguida passei por um período de insonia, não conseguia dormir por dias. Numa dessas noites de insonia achei a saída que talvez pudesse me devolver a alegria de viver. Lembrei do livro Into the Wild e de um texto do Amyr Klink, que fala sobre viajar e outras coisas mais. Então decidi que ia largar tudo por um tempo e sair por aí, “cair no mundo” e voltar quando me sentir bem novamente, quando a vontade e alegria de viver retornarem, quando conseguir sorrir novamente. Não farei algo tão radical quanto o personagem do livro/filme, que acabou tendo um final nada feliz.

Essa semana duas pessoas me perguntaram se conhecia esse filme, pois elas viram o filme e ficaram “inspiradas”, com vontade de viver algo parecido. Respondi que vi o filme, li o livro e que breve farei algo parecido. Que criei coragem finalmente de largar tudo e fazer algo meio maluco, mas que me atrai. Criei coragem, mas confesso que estou morrendo de medo, mas esse medo acaba me motivando ainda mais. Será um tempo, não sei se semanas, meses ou anos, mas será uma experiência interessante, inesquecível com certeza.

Abaixo segue um texto que minha amiga Gabi postou no Blog dela, falando sobre o filme em questão e da vontade dela de fazer algo parecido:

Ultimamente tenho pirado mto sobre a vida e sobre futuro… acho que se tivesse coragem eu gostaria de viver esse vídeo abaixo…é de um filme…eu nem assisti o filme ainda…mas 2 pessoas já indicaram, e qndo vi esse vídeo fiquei mto afim de ver… acho que nesse fim de semana eu assisto e depois comento aqui!

O que mais me dói é pensar que jamais teria coragem de fazer isso… masss… esse sentimento é hj…amanhã td pode mudar!

Fonte: gabrielagodoy.wordpress.com

 

 

Aniversários

No sábado fui no Armazém São Francisco, no aniversário da Stella e da Martinha, duas professoras e amigas aqui do Medianeira. Foi uma noite animada, com direito a bolo e soprar de velinhas.

Stella e Martinha, ás aniversariantes.

Convidados.

Mais convidados.

Hora do bolo.

Com minha amiga Stella.

Festa Julina

Sábado teve a Festa Julina do Medianeira. A festa começou meio devagar com pouca gente, mas depois das 13 horas encheu e foi uma boa festa. Mais uma vez tive que trabalhar na festa, então não deu pra aproveitar muito. Fiquei um tempo num caixa volante vendedno fichinhas e depois fui contar fichas no caixa central.

Festa Julina do Medianeira 2010

Vendendo fichas.

Com Eva e Gabi e com Lilica.

Galera reunida no final da festa.

Final de semana movimentado

O final de semana foi bem movimentado. A Andrea gostou tanto de Curitiba e do Paraná, que veio fazer mais uma visita a estas belas terras sulistas. Aproveitamos pra passear bastante e por sorte fez tempo bom durante todo o final de semana, deu até pra usar bermuda e pegar uma praia (no caso dela, pois eu fiquei longe da água). Um calorzinho gostoso em pleno inverno curitibano foi muito bem vindo. Os passeios principais foram a Vila Velha, Estrada da Graciosa e Ilha do Mel.

Vila Velha (02/07/2010)

Estrada da Graciosa (03/07/2010)

Ilha do Mel (03/07/2010)

Ilha do Mel (03/07/2010)

Bye Bye Brazil

Hoje o Brasil dançou, jogou mal e foi desclassificado da Copa. A única coisa que me deixou triste com isso foi perder a dispensa da próxima terça-feira, quando trabalharia somente até o meio-dia caso o Brasil tivesse vencido a Holanda.  Chorar ou ficar triste por futebol, jamais! Tenho problemas mais graves e mais importantes para me preocupar. Não sou como muitos por aí que gastam orações e lágrimas com futebol. Prefiro guardar minha cota para coisas mais importantes. E agora resta torcer por nossos “irmanos” paraguaios.

Um pouco de Nietzsche

“O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.”

“Torna-te aquilo que és.”

“A ideia do suicídio é uma grande consolação: ajuda a suportar muitas noites más.”

“Saber é compreendermos as coisas que mais nos convém.”

“Somos muito injustos com Deus. Nem sequer Lhe permitimos pecar.”

“Você vive hoje uma vida que gostaria de viver por toda a eternidade?”

“Se minhas loucuras tivessem explicações, não seriam loucuras.”

“A recompensa final dos mortos é não morrer nunca mais.” 

Nietzsche

Copa 2010

Acompanho Copa do Mundo desde 1978, mas nunca estive tão desanimado e sem motivação para acompanhar o Brasil em uma Copa, igual está sendo esse ano. Não sei se é pelo fato de ainda estar sofrendo com a depressão que me acompanha faz alguns meses, se é a desilusão com o futebol, que cada dia perde mais a graça pra mim, ou se a desilusão é com o time atual do Brasil. Acho que é tudo isso somado. Sei que os primeiros três jogos assisti sozinho em casa e dormi. Teve um jogo que dormi  quase o tempo todo.

Uma coisa que me chama atenção nessa época de Copa do Mundo, são os exageros por parte dos brasileiros. Dias de jogos viram mini feriados, os carros cheios de bandeiras, qualquer resultado a favor vira motivo pra carreata, pra festa. Nessa época o brasileiro vira patriota. Ele devia ser patriota o ano todo, pois talvez assim o Brasil melhora um pouco. Não adianta ser patriota somente de quatro em quatro anos. Muitas vezes acho nosso Brasil e seu povo uma piada!

Logo da Copa 2010

Churras na Adri

Ontem teve churrasco na casa da Adri e do Paulo. Esse churrasco serviu também para comemorar o aniversário da Lil. Compareceram o pessoal do Medianeira e foi muito divertido.  A comida estava boa e exagerarei um pouco, depois fiquei passando mal.

Galera animada.

Entre a Carol e a Lil, aniversariante da noite.

Testando o sofá da Adri, pra ver se era bom.

Sou um monte de coisas e quase nada…

Sou sincero,  doa a quem doer, mas  também sei mentir.  Posso te dar o  paraíso ou te  levar ao inferno em segundos. Vivo me perdendo e me encontrando, pois estou em constante evolução. Às vezes penso demais, outras simplesmente não penso, ajo. Acho que sou livre, e ser livre pode ser muito bom, ou não; pois isso te oferece inúmeras possibilidades que muitas vezes só te atrapalham. Sei lá, eu sou um monte de coisas e quase nada ao mesmo tempo…
         K-róu

Paraná, origem do nome…

Dia destes me perguntaram de onde surgiu o nome Paraná, para meu estado de nascimento. Mesmo sendo formado em história, tive que humildemente responder que não sabia. Não me lembrava de um dia ter estudado sobre isso seja na escola ou na faculdade. Então fui pesquisar e abaixo segue um resumo sobre o assunto.

Paraná vem da língua guarani, significa: “para” … mar + “anã” … parecido, parente, semelhante, significando rio grande, rio como mar, rio semelhante ao mar.

É um termo de origem geográfica, refere-se ao Rio Paraná, que é o maior curso d’água em território paranaense, que divisa o Estado do Paraná da República do Paraguai e do Estado do Mato Grosso do Sul. A pronúncia correta originalmente era Paranã, com o tempo a acentuação da última vogal foi alterada.

O nome Paraná, dado ao Estado, surgiu a partir de 1853, quando a então Comarca de Curitiba, que pertencia à Província de São Paulo, foi elevada a categoria de Província (que seria o Estado na época). A forma como surgiu a denominação do Estado do Paraná foi impositiva. Não houve consenso, foi uma decisão “de cima para baixo”. Se prevalecesse o bom senso continuaria o antigo nome, que era Comarca de Curitiba.

Gosto do nome Paraná, mas particularmente acho que o critério utilizado na escolha do nome do Estado foi equivocado. Se a idéia era escolher o nome de um rio que banhasse o Estado, a melhor opção seria escolher o nome do Rio Iguaçu. O Rio Paraná é importante, mas ele não adentra o estado, apenas faz divisa. Já o rio Iguaçu nasce próximo a Curitiba e atravessa milhares de quilômetros do território paranaense. Então em minha modesta opinião o nome do Estado deveria ser Estado do Iguaçu.

A nível de curiosidade, até 1853 quem nascia no atual Estado do Paraná, era conhecido como paulista da 5ª Comarca.

Bandeira do Paraná

Coisas que eu aprendi ao completar 40 anos

Somos o somatório de tudo o que vivemos e experienciamos até aqui.

Fazer 40 anos é um marco!

Aos 40 é preciso zerar o velocímetro e começar uma nova contagem.

A vista fica mesmo mais curta depois dos 40. Bem mais curta…

Fica mesmo mais difícil perder peso a partir dessa idade; já ganhar, se ganha com uma facilidade impressionante.

A gente fica mais seletivo aos 40.

Ficamos mais decididos sobre o que nos serve e o que não nos serve mais, o que realmente queremos e o que não queremos mais, o que vale e o que não vale mais a pena experimentar…

Não resta dúvida: uma etapa muito importante da vida começa aos 40 e, por incrível que pareça, tudo acontece naturalmente.

Forçar a barra, fazer uma cena, nada disso faz mais sentido.

Aos 40, nada é assim tão urgente ou necessário como antes…

Yvette Maria Moura.

Série: CRÔNICA

Jardim Botânico – Curitiba

Exposição do Goethe-Institut

Semana passada visitei a Exposição  MUSIK + X,  que está em  turnê pela América do Sul e foi montada no subsolo da Biblioteca da Unisinos em São Leopoldo. A exposição apresenta, em palcos temáticos, um panorama de quatro gêneros da música moderna alemã: Hip-Hop, Pop, Techno e Indie. Mesmo não curtindo esses estilos de música, achei a exposição interessante e bem montada. Na visita a exposição tive como companhia a Edina e o Jeferson.

Musik + X

Alguns stands da exposição.

Serra do Mar e Morretes

No domingo eu e Andrea fomos fazer o passeio de trem pela Serra do Mar, saindo de Curitiba bem cedo. Já fiz esse passeio várias vezes, para a Andrea seria a primeira vez. O tempo ajudou, estava frio mas tinha sol e foi possível ver muito bem as belas paisagens da serra. De ponto negativo foi o péssimo vagão que pegamos e o guia da Serra Verde Express, empresa responsável pelos passeios de trem. O guia estava mais preocupado em vender coisas do que mostrar os pontos principais do passeio. Teve algumas atrações que ele nem mencionou e outras ele falou o básico, quando podia ter falado mais. A todo momento ele queira vender algo, acabava sendo irritante. Desembarcamos em Morretes, fizemos um rápido passeio pela cidade e retornamos a Curitiba.

Passeio de trem pela Serra do Mar. 13/06/2010

Morretes - 13/06/2010

Passeios

No final de semana a Andrea esteve em Curitiba. Veio passar o dia dos namorados comigo e também conhecer a cidade. Ela já esteve em várias partes do mundo mas ainda não conhecia Curitiba, que fica somente 400 km de sua cidade, São Paulo. Fui buscá-la no aeroporto no sábado pela manhã e  chovia e fazia muito frio.

Passeamos pelo Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, onde almoçamos uma autêntica comida de colônia italiana. No restante do dia fizemos vários passeios pela cidade e terminamos a noite com um romântico jantar a luz de velas.

Caminho do Vinho – São José dos Pinhais – Pr 12/06/2010

Bosque do Papa. 12/06/2010

Centro de Curitiba. 12/06/2010

Semana de teste integrado na Unisinos

Fiquei a semana toda em São Leopoldo – RS, participando de testes integrados do novo sistema. A Edina, minha substituta no RH também foi junto para conhecer o pessoal do sistema e aprender um pouco mais sobre o mesmo. Essa deve ter sido minha ultima viagem pra lá. Foram quatro anos e meio e trinta e poucas viagens. Confesso que já não aguentava mais essas viagens. 

Foi uma semana tranquila, eu estava em clima de despedida. Almocei e jantei nos meus locais favoritos e aproveitei para me despedir de todo o pessoal com o qual convivi nesses últimos anos em razão das implantações de sistema.

Unisinos – São Leopoldo/RS

Com colegas que participaram dos testes integrados.

Marcela

E quem foi embora do Medianeira já faz uns dias, foi minha amiga Marcela. Ela vai fazer falta, principalmente nos almoços no Big junto com o Mauricio e Lilica. O almoço e depois o sorvete no Bob´s não terão mais graça sem a presença dela e de seu bom humor. Desejo boa sorte a ela em seu novo projeto de vida.

Marcela

Jardim Botânico de São Paulo

Nesse final de semana estive em São Paulo a passeio. Encontrei-me com a Andrea e ela me levou a muitos lugares. Como conheço bem a cidade ela teve que se desdobrar para encontrar lugares que eu não conhecia. Entre muitos lugares que fomos um bem interessante foi o Jardim Botânico. Eu nem sabia que sampa tinha Jardim Botânico! O lugar é muito bonito e bem cuidado. Passamos uma tarde interessante ali, onde conversamos bastante.

Histórico do Jardim botânico de São Paulo

No final do século passado, a área do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga era uma vasta região com mata nativa, ocupada por sitiantes e chacareiros. Por ordem do governo as desapropriações na área vinham ocorrendo desde 1893 visando a recuperação da floresta, a utilização dos recursos hídricos e a preservação das nascentes do Riacho do Ipiranga.

Em 1917 a região tornou-se propriedade do Governo, passando a denominar-se Parque do Estado.Até 1928 serviu para captação de águas, que abastecia o bairro do Ipiranga.Neste mesmo ano o naturalista Frederico Carlos Hoehne foi convidado para implantar um Horto Botânico na região.

O Jardim Botânico de São Paulo foi oficializado em 1938 com a criação do Departamento de Botânica, na época órgão da Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio de São Paulo. Em 1969 o Parque do Estado, onde o Instituto de Botânica está localizado, passou a denominar-se Parque Estadual das Fontes do Ipiranga.

http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/historico.htm#

Livro: Tex no Brasil

Acabo de ler o livro Tex no Brasil, escrito pelo meu amigo G. G. Carsan, grande fã e colecionador da revista Tex. O GG é fotógrafo e reside em João Pessoa – PB. Nos conhecemos faz alguns anos pela internet, pois durante mais de vinte anos fui leitor e colecionador de Tex.

Dados sobre o livro:

 Editora Sal da Terra – 300 páginas – 29 capítulos – R$ 40,00

O livro faz uma viagem pelo mundo de Tex, através da visão de um colecionador. Tex é publciado ao longo de mais de 60 anos. Tex é um personagem italiano criado por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini. O livro que tem muitas ilustrações, traz as sinopses de todas as aventuras do Ranger, relatos de alguns Texianos, os melhores momentos da saga e respectiva análise, curiosidades da coleção, estatísticas, sites e blogues na Internet dedicados a Tex e uma entrevista exclusiva com o editor Sergio Bonelli.

Pedidos: querolivrotex@gerafoto.com 

Livro: Tex no Brasil

G. G. Carsan

Medo de morrer

Semana passada estava conversando com  a Gabriela, minha colega de trabalho e ela perguntou se eu tinha medo de morrer. Respondi que tenho mais medo de ficar inválido numa cama ou ir parar numa cadeira de rodas, do que de morrer. E é verdade, aprendi que na vida existem coisas piores do que a morte. Ao menos para mim a morte não é fim de tudo e nem o pior.

Hoje estava lendo um livro (o quinto) sobre o Ayrton Senna e tem uma frase dele que eu já conhecia e que acho interessante, onde ele fala sobre a morte:

“O dia que chegar, chegou. Pode ser hoje ou daqui a 50 anos. A única coisa certa é que ela vai chegar.  (Ayrton Senna) 

 

 

 

Ayrton Senna

 

Um pouco mais de Shakespeare

Eu aprendi…
…que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi…
…que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi…
…que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi…
…que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi…
…que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi…
…que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi…
…que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi…
…que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi…
…que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi…
…que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

William Shakespeare

Bosque do Papa – Curitiba (arquivo pessoal)

Medo da morte

“O homem que não tem medo da morte está livre para viver”.

Autor desconhecido

Posso dizer que perdi o medo de morrer, pois após uns momentos complicados que vivi recentemente, descobri que pior do que morrer é não ter vontade de viver. O triste não é morrer, mas sim viver triste, desiludido, sem vontade de fazer algo, é estar entregue, desesperado, sem perspectivas e principalmente sem esperança. Onde não existe esperança não existe vida ou vontade de viver. Talvez por isso que dizem que a esperança é a ultima que morre, pois a partir do momento que ela vai embora não existe mais razão pra se viver.

“De que vale viver muito se não viver bem.”

Túnel do Tempo: USA 1ª Viagem

Esse Túnel do Tempo é pra lembrar que está fazendo oito anos que viajei para os Estados Unidos pela primeira vez (maio/junho de 2002). Tinha intenção de ficar um ano, mas após três semanas resolvi retornar ao Brasil e ficar uns meses de férias por aqui. E foi o que fiz na época, sendo que no final do ano voltei aos Estados Unidos e dessa vez fiquei um ano por lá (na verdade 363 dias).

Nessa primeira viagem fiquei na casa de minha amiga Consuelo, que foi minha guia e ensinou como me virar em Orlando. Esses ensinamentos foram de grande validade quando retornei pra lá no final do ano. Fizemos alguns passeios por Orlando e fomos até a cidade de Tampa, distante 100 km de Orlando, visitar um parque bastante conhecido, o Busch Gardens. Depois aprendi a me virar um pouco e fiz passeios sozinhos por Orlando. Também trabalhei dez dias na lavanderia de um hotel, para saber como era trabalhar por lá. Tudo isso valeu como experiência e foram três semanas muito marcantes, pois a primeira vez nos “states” a gente nunca esquece.

Conjunto onde a Consuelo morava. (Orlando, FL – maio 2002)

Lavando louça. (Orlando, FL - 26/05/2002)

No Busch Gardens. (Tampa, FL - 19/05/2002)

No Busch Gardens com Consuelo e seus vizinhos. (Tampa, FL - 19/05/2002)

No ponto de ônibus num domingo de quase 40 graus. (Orlando, FL)

Passeando pelo centro de Orlando. (26/05/2002)

Lago Eola, no centro de Orlando. (26/05/2002)

          Na Disney World. (Orlando, FL - 31/05/2002)

Viver é um eterno aprendizado

SE APRENDE

Depois de algum tempo você aprende a diferença… a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Willian Shakespeare

Shakespeare

Curitiba

Curitiba é uma cidade-estado que fica encravada no sudeste do estado do Paraná, vive num mundo cor-de-rosa à parte e não costuma se misturar com as demais cidades e habitante do Paraná. Na capital paranaense, ninguém assiste à Globo ou ao SBT. Lá eles vêem o 12 ou o 4. Sua influência nas demais regiões do estado é nula. Foi desmembrada a força na década de 1940 pelo povo caipira do interior. A partir daí gaúchos e paulistas dividiram o estado em três territórios:  a parte gaúcha ao sul, com capital em Cascavel; paulista ao norte, com capital em Londrina;  e a zona neutra (ou fresca) no Primeiro Planalto. Curitiba, a fria, diz possuir três times de futebol que se acham grandes. Bem por isso eles só têm torcida dentro dos próprios muros e suas influências não vão além do primeiro pedágio em cada saída da Região Metropolitana. Se um indivíduo em qualquer outra cidade do Paraná estiver usando uma camisa desses timinhos é considerado louco ou vira rapidamente motivo de chacota. É um povo receptivo e amistoso, isso se receptivo e amistoso tem o mesmo significado de povinho chato e de nariz empinado. É o lugar das mulheres mais lindas, quentes e gostosas, mas em geral cobram muito caro. Cidade que se orgulha em ser um modelo de capital a ser seguido, tem ônibus que só andam lotados e possui as calçadas mais toscas e indecentes de todo planeta, onde as garotas topetudas parecem deusas ao andar sobre aquele chão.

Fundada a 100 quilômetros do mar, por pura falta de imaginação, um dos melhores defeitos e piores qualidades de Curitiba é não ter praia. A praia do curitibano é a grama do Parque Barigui. O que levou o escritor Rui Werneck de Capistrano, leitE quentE da gema, a concluir: Cinco mil km de costa / e Curitiba aqui / neste lugar de bosta.

Dante Mendonça

 do livro: Serra Abaixo Serra Acima o Paraná de trás pra frente

Curitiba em 25/07/2004. (acervo pessoal)

É proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

Túnel do Tempo: Alemanha 2002

O Túnel do Tempo de hoje é sobre a viagem para Alemanha que fiz em maio de 2002, junto com a Talita minha ex-noiva. A viagem foi cansativa, quase doze horas de voo num MD 11 da Varig, com uma enorme turbina traseira muito barulhenta. Mas foi uma viagem muito legal, pois foi minha primeira vez na Europa, então por essa razão foi inesquecivel. Desembarcamos em Frankfurt e a Eunice irmã da Talita e seu cunhado Jens foram nos buscar. Dali viajamos uns 300 km de carro até Lindscheid, cidade onde moram. Fiquei uma semana passeando por muitos lugares da cidade, conhecendo pessoas, visitando pontos turísticos. Compras não fiz muitas, pois era tudo muito caro. O que mais comprei foram chocolates alemães, suíços e belgas, que são de ótima qualidade e eram baratos.

A razão dessa viagem foi acompanhar a Talita que estava se mudando para a Alemanha e para que eu tirasse qualquer duvida com relação a voltar com ela ou não. Nosso plano quando noivamos era de nos casarmos e irmos morar na Alemanha por tempo indeterminado. Depois teve o rompimento do noivado, mas existiam algumas duvidas de minha parte e essa viagem serviu para eliminar essas duvidas. Lá tive a certeza de que não queria casar e nem ficar morando na Europa. Então após uma semana voltei para o Brasil. Levaram-me até Hagem, uma cidade próxima e lá embarquei num trem para Frankfurt, onde peguei um avião para o Brasil. Na pressa de colocar minhas coisas no trem acabei não me despedindo da Talita. Quando fui voltar para me despedir dela o trem partiu e mal consegui vê-la pela janela. Até parecia cena de filme, a despedida que não aconteceu. Ali se encerrava de vez nosso relacionamento, uma história que começara sete anos antes na Argentina. Depois desse dia fomos nos ver novamente seis anos depois, no sepultamento do pai dela em Curitiba, eu namorando outra e ela casada com um alemão e tendo uma filha. Ela continua na Alemanha e já tem uma segunda filha. Pouco antes do ultimo Natal nos encontramos em Curitiba e pude conhecer sua segunda filha e seu marido. Ela acabou me perdoando por tudo o que a fiz sofrer em razão do rompimento do noivado e eventualmente conversamos por email. Talvez ano que vem faça uma visita a ela e sua família lá na Alemanha, se minha planejada viagem pra Europa der certo.

Com Talita, Jens e Eunice.

Com Talita, indo pra igreja numa fria manhã de domingo.

Comendo um autentico salsichão alemão.

Passeando pelo centro de Lindscheid.

Saindo passear em Lindscheid

Casa do Jens e da Eunice, onde fiquei hospedado em Lindscheid.

Igreja de Deus em Lindscheid.

Na estação de Hagen, esperando o trem para Frankfurt. (09/05/2002)

Wagão no Egito

Depois de quase ter ficado preso em Israel, ter ficado só de cueca para ser revistado, passar por duas horas de interrogatório, provavelmente por ter sido confundido com algum terrorista, o Wagner foi para o Egito. O ponto alto na viagem ao Egito foi a visita ás pirâmides. O Wagner disse que não andou de Camelo por que não tinha nenhum disponível. Mas eu acho que ele ficou com medo de andar de Camelo e optou por um cavalo, que mais parece um pônei.

El Mohamed W@gner andando a cavalo pelo Deserto.

Esfinge de Gizé com a Pirâmide de Quéfren ao Fundo

No meio das Piramides de Quéops e Quéfren

Chaplin

Esse texto a Andrea me enviou e achei muito legal, uma mensagem muito interessante.

A vida me ensinou…
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”,
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

Charles Chaplin

 

 

 

Chaplin

 

 

Dissenha

Dissenha não há o que os detenha!”

Essa frase é da tia Wyntia (ou Cintia, como ela prefere ser chamada). E ela tem razão, pois os Dissenha são fortes, não são de desistir quando querem uma coisa, parece que isso está no sangue. Podemos ás vezes desanimar, chorar, quase nos entregar, mas logo nos recuperamos e ressurgimos ainda com mais força de vontade, batalhando por aquilo que desejamos e queremos conquistar.

Wagão em Israel

A segunda “parada” do Wagão em suas “fast” férias, foi em Israel. Entre muitos lugares, ele visitou o Monte das Oliveiras, lugar importante para a história do cristianismo.

Monte das Oliveiras (Israel – 28/04/2010)

Muro das Lamentações (Israel – 29/04/2010)

Santo Sepulcro (Israel – 29/04/2010)

Wagão na Alemanha

Meu Brother está curtindo breves e intensas férias. Seu passeio iniciou em Frankfurt, na Alemanha. Em 2002 estive nessa cidade mas foi de passagem, então não conheci muita coisa. O Wagner pôde passear um pouco e conhecer belos lugares da cidade. Ele tinha me convidado pra ir junto nessa viagem, mas não teve jeito de ir, principalmente por culpa de minha hérnia de disco que ainda não me deixa caminhar muito e dói a beça.

Estação Central de Frankfurt (26/04/2010)

Câmara Municipal de Frankfurt

Centro de Frankfurt

Churrasco

Sábado teve churrasco lá no conjunto onde minha amiga Sonia mora. O pessoal da JID Centro estava lá e “rolou” um breve e interessante momento de louvor. Depois nos acabamos de comer e ficamos separados em dois grupos, algo que ocorreu de uma forma natural. De um lado os mais jovens e de outro os mais velhos (eu incluso) relembrando os antigos Congressos, Convenções, Interamericanos, tantas viagens, tantas amizades e principalmente tantos namoros. Depois que o pessoal foi embora, fui com Sonia, Carmen e Lavi até o AP da Sonia e ficamos conversando até ás duas da madruga.

Momento de Louvor

Comida, comida!!!

Lavi, Carmen e eu, conhecendo a cozinha da Sonia.

Fazia frio, então todos juntinhos pra esquentar.

Vida

Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” para ser insignificante.

* autor desconhecido

PS: Essa copiei do Orkut da Flavia, ex-cunhada. Faço como minhas palavras o que esse autor desconhecido escreveu. E posso dizer que de um mês pra cá, reaprendi o que siginifica ” viver”.

Minha mão…

Para os românticos

Para os românticos

Quando falo em amor, posso deixar transparecer  que também acredito naquele amor dos contos de fadas, aqueles do tipo FELIZES PARA SEMPRE… Não acredito. Entendo que esse é um sentimento complexo e exercê-lo demanda mais que desejo – demanda decisão.

Qualquer relação passa por altos e baixos e isso faz parte. Afinal todos somos humanos e, enquanto tal, erramos, acertamos, ganhamos e perdemos… Até aí tudo bem… A questão é que grande parte de nós – além de não entender o que é uma relação – não amadureceu para tal. Confunde o amor com posse, controle, sofrimento.

Problemas
Entende que viver um relacionamento depende do abrir mão de suas vidas, seus sonhos, seu ser. E essa é a parte que deveria ser melhor analisada… Quando o amor se torna um filme de terror e o sofrer impera sobre qualquer outro sentimento, problema à vista…

Fica óbvio para os outros quando estamos nessa enrascada e, para eles – de fora – é visível que seremos abandonados ou abandonaremos. A relação dá sinais… Você deve conhecer casais cuja tônica da relação é essa – brigas, dor, sofrimento, controle, posse… Não evolui – não sobra espaço ou tempo para um e outro…

Nesses casos nos abandonamos muito antes de deixar o outro ou a relação. Abandonamo-nos porque é o que podemos. Deixamos de lado tudo que somos para viver em função da relação doente, dos sentimentos confusos, dos pensamentos errados.

Tarde demais
Fica tudo mais complexo. Não conseguimos enxergar o quando ou quanto nos abandonamos… Não compreendemos que teremos de lidar com o nosso abandono antes mesmo de compreender o quanto a relação está comprometida. E talvez aí seja tarde demais para os investimos nosso tempo em autoconhecimento, alimentamos nosso físico, mental e emocional – talvez até o espiritual.

É incrível como tudo muda ao redor… Primeiro muda nossa motivação, depois nossa prioridade e, por fim, a relação.

Milagre? Não. O tempo que perdemos controlando o outro é enorme. O tempo que ficamos PARALIZADOS, imaginando porque ele não ligou, porque não veio, porque mentiu, porque não nos ama, por quê?!? É absurdo.

E até nos momentos que deveríamos aproveitar para rever a nós mesmos – aquele chá com as amigas, a terapia, a ginástica –, mesmo nesses momentos únicos, nossos, estamos lá, falando do outro qualificando e desqualificando a relação e isso não leva a nada…

Primeiro porque não vamos entrar na cabeça do outro e tirar de lá o que nem ele mesmo sabe. Segundo porque quando perdemos nosso tempo falando do outro – tiramos de nós a responsabilidade de fazer diferente.

Deixamos de lado nosso poder de fazer e acontecer – com ou sem esse outro… E isso é imperdoável! Cobramos-nos, não nos aceitamos, morremos…

Então? É desse amor distorcido que tenho falado. Um amor que não leva a nada à medida que não é de dois – é de um que cobra e traz para si o remar, a canoa, o rio, a vida e CARREGA LITERALMENTE O OUTRO…

E, dessa forma, não há relação, ou melhor, não há qualquer ser humano que possa deixar de lado o sofrer… A dor é real está lá e não há muito a fazer… Agora viver em sofrimento, bem, esse sim é opcional. Lembre-se: podemos abrir mão dele e de tudo o que nos faz tristes. Até mesmo de um amor do tipo ruim com ele pior sem ele…

Se estiver ruim  não é bom – não faz bem… O convite aqui é para olhar mesmo o que se vive, o que se tem e abrir mão de tudo o que está demais.

Por Sandra Maia

Ela é autora dos livros “Eu Faço Tudo por Você – Histórias e relacionamentos co-dependentes” e “Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno”, ambos publicados pela editora Celebris.

Túnel do Tempo: Nordeste 1998

Esse “Túnel do Tempo” é pra relembrar de uma aventura que fiz junto com minha amiga Carmen, em fevereiro de 1998. Fomos para o Nordeste, de ônibus de linha, convencional. Foram 50 horas de viagem até Recife, duas noites dormidas dentro do busão. O legal foi que no final da viagem todos se conheciam, era a maior animação, até parecia excursão. Na Rodoviária de Recife, na despedida pessoas se abraçavam trocavam endereço, tinha gente chorando.

Essa aventura durou 21 dias, onde nos hospedamos em Albergues da Juventude. Em Pernambuco estivemos em Olinda, Recife, Marinha Farinha, Itamaracá e Porto de Galinhas. Depois fomos para  o Rio Grande do Norte, onde estivemos em Natal, Parnamirin visitando uma amiga e algumas praias e dunas um pouco mais distantes. Então fomos para Alagoas, onde ficamos em Maceió e visitamos lugares próximos.

O bom de ficar hospedado em Albergues é que se conhece muita gente e acabávamos nos juntando para fazer passeios. Por exemplo em Natal juntamos 20 pessoas e alugamos quatro bugs para passear pelas dunas. Em Olinda alugamos uma Kombi para ir até a Ilha de Itamaracá e depois uma Van para ir á Porto de Galinhas. Acabou sendo uma viagem muito divertida, onde conhecemos muitas pessoas e lugares lindos.

Carmen, Vander e Marcia (Olinda – PE  10/02/98)

Praia de Boa Viagem (Recife – PE  12/02/98)

Piscinas naturais (Porto de Galinhas – PE  13/02/98)

Marcia, Vander e Carmen (Porto de Galinhas – PE  13/02/1998)

Coroa do Avião (Ilha de Itamaracá – PE  14/02/98)

Passeio de bug (Natal – RN  17/02/98)

Passeio de bug pelas dunas, com o pessoal do Albergue (Natal – RN  17/02/98)

Passeio de barco (Praia da Pipa – RN  18/02/98)

Praia deserta (Maceio – AL  21/02/98)

Passeio Socrático

Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelo produz felicidade?’

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula? ‘Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’ Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’.  ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.  Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra ao lado! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A palavra hoje é ‘entretenimento; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…  Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista contado, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.  Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno…  Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald… Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático. ‘Diante de seus olhares espantados, explico:’Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”

**Autor desconhecido

Sócrates

Mude

Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
 
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
 
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
 
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
 
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
 
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
 
Durma no outro lado da cama...
depois, procure dormir em outras camas.
 
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais...
leia outros livros,
Viva outros romances.
 
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
 
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
 
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
 
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
 
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
 
Escolha outro mercado...
outra marca de sabonete,
outro creme dental...
tome banho em novos horários.
 
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
 
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.
 
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
 
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
 
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
 
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
 
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
 
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
 
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
 
Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!!
 
Edson Marques

PS: No dia 24/08/2001 uma pessoa me enviou esse texto por e-mail, com o  título “Um pouco de Clarice”, como se o texto fosse da Clarice Lispector, quando na verdade ele é do Edson Marques (fato que só vim saber agora). Hoje acabei me deparando novamente com esse texto e na hora pensei  na pessoa que me enviou o texto anos atrás. Hoje ela não faz mais parte de minha vida, mas deixou muitas marcas, muita coisa bonita e muitos ensinamentos.  Somente agora estou entendendo muita coisa que ela me ensinou, do que ela me falou e estou tentando mudar o rumo de minha vida, ser um pessoa melhor. Então vai o meu muito obrigado a essa pessoa e tenho certeza que a próxima (ou próximas) namorada que eu tiver deverá agradecer muito a essa pessoa, pois daqui pra frente meus relacionamentos serão muito diferentes, agirei de uma forma diferente do que agi até aqui. E essa forma diferente será para melhor, sem medo de amar, de arriscar, de me comprometer, de ser feliz… 

 

Clarice Lispector

Sobre a solidão

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos personal dance, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a sentir, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”. Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens, mais que verdadeiras é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mais, estou muito brega! aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”. Antes idiota que infeliz!

Autor desconhecido

A esquina onde nasci…

Hoje fiz algo que planejava fazer já faz algum tempo, ou seja, justo no dia em que completava 40 anos, parar em frente ao local onde nasci e meditar um pouco. Nasci em casa, num sábado de outono, entre 14h00min e 15h00min. Meus pais moravam numa casa de madeira, de cor azul, na esquina da Avenida Jorge Walter com Rua Prefeito Roberto Brezinski, em Campo Mourão. Na época a rua não era asfaltada, era de terra vermelha, com muita poeira. Vivi nessa casa por pouco mais de dois anos e por incrível que pareça tenho algumas recordações dela. Isso mesmo! Consigo lembrar de fatos ocorridos quando tinha dois anos de idade. Depois saímos dessa casa e fomos morar em outra casa azul de madeira, também de esquina, mas no bairro Lar Paraná.

No local onde ficava a casa onde nasci, hoje existe o escritório de uma empresa de coleta de lixo, que pertence ao filho de meu padrinho de batismo. E foi em frente a esse escritório que parei ontem e perguntei, “Porque num mundo tão grande eu fui nascer justamente naquela esquina?”. Não obtive a resposta ainda e talvez nunca tenha tal resposta. Mas… se pudesse escolher possivelmente escolheria a mesma esquina onde nasci e a mesma família em que nasci. Tenho orgulho de ser do interior do Paraná, pé vermelho de Campo Mourão e pertencer á família Kreticoski/Dissenha. Nasci numa família pobre mas honrada e desde cedo aprendi a ser uma pessoa boa, correta, honesta e principalmente que um lar pode ser simples, humilde, a família ter alguns problemas, mas se existir amor nesse lar nada mais importa. Não precisa nascer num Castelo ou num Palácio, mas pode ser um simples casebre, desde que exista amor. E quanto a isso não posso reclamar. Nossa família é muito unida, sempre um ajudando ao outro. Tive problemas com meu pai no passado, pois apesar de sermos parecidos em muitos sentidos, temos pontos de vista diferentes e ambos sendo teimosos, os conflitos acabam surgindo. Mas no geral nos damos bem, pois existe amor entre todos.

Depois de meditar um pouco na esquina onde nasci, fiz uma oração e quando percebi as lagrimas rolaram. No mesmo instante o céu também chorou, ou seja, começou a chover.  Então resolvi pegar a estrada rumo a Curitiba e poucos quilômetros depois tive meu melhor presente de aniversário. Apareceu um arco-íris na estrada e umas das extremidades dele terminava justamente na estrada, onde eu tinha que passar. Já vi muitos arco-íris em minha vida, mas nunca tinha visto onde ele acabava. Diz á lenda que no final do arco-íris existe um pote de ouro. Não vi nenhum pote de ouro, mas o tesouro que encontrei foi á felicidade, foi voltar a sorrir, coisas que tinha perdido nos últimos tempos e que agora aos poucos estão voltando para minha vida.

A esquina onde nasci, exatos 40 anos depois.

Avenida João Bento, esquina com Rua Roberto Brezinski.

Foto histórica.

15 lições de vida

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

5. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

6. Respire fundo. Isso acalma a mente.

7. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

8. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

9. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você…

10. Sempre escolha a vida.

11. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

12. Acredite em milagres.

13. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

14. O melhor ainda está por vir.

15. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

Cada um tem sua cruz para carregar…

Na Natureza Selvagem

Para aqueles que igual a mim estão cansados, estressados e sem vontade de continuar com a vida que levam, prisioneiros de horários, de empregos que não gostam ou desiludidos com a vida por diversos motivos, leiam o livro e vejam o filme “Na Natureza Selvagem”. O final da história não é dos mais felizes, mas a lição que nos é deixada é muito interessante. A história é veridica e aconselho primeiro a ler o livro e depois assisitr o filme.

“Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro.”

Chris McCandless (Alexander Supertramp), em carta enviada a Ron Franz.
In to the Wild – Na natureza Selvagem

Livro: Na Natureza Selvagem

Filme: Na Natureza Selvagem

Falecimento do Valdo

Muito me entristeceu saber que o Valdo, um conhecido aqui de Curitiba faleceu no final de fevereiro. Ele estava fazendo uma viagem de volta ao mundo, de bicicleta e foi encontrado morto dentro de sua barraca, no México. Faleceu de causas naturais e realizando seu grande sonho. Ex-Padre e ciclista com muitos milhares de km rodados, deixa uma legião de amigos, admiradores e seguidores.

Valdo: no México, no final de 2009.

Tudo na vida é uma questão de escolha…

Tudo na vida é uma questão de escolha. Escolher é difícil. Sobreviver ou morrer de fome? Pintura ou escultura? Patrão ou empregado? Com leite ou sem leite? Administração ou Contabilidade? Carreira ou família? Amor ou trabalho? Empresa pública ou empresa privada? Casar ou juntar os trapos? Todas essas questões nos obrigam a tomar decisões capazes de moldar o nosso futuro. Por sua vez, toda decisão apresenta um elevado grau de dificuldade, o qual não pode ser ignorado, pois, a partir dela, você sofrerá as consequências, positivas ou negativas, resultantes da sua escolha. Por outro lado, errar e acertar faz parte de um complexo sistema de desenvolvimento pessoal e profissional que vale para todos os seres humanos. Raramente, você acertará todas. Dificilmente, você errará todas. A questão é simples: como acertar a maior quantidade possível de escolhas e decisões tomadas?

Decisões podem ser tomadas com base em emoções, porém somente as emoções provocadas por um desejo inequívoco de autorrealização produzem resultados efetivos e duradouros. Penso nisso cada vez que olho para trás e vejo o quanto eu poderia estar mais adiantado, mas me consolo e sigo adiante ao lembrar um antigo provérbio repetido com frequência por um amigo: o tempo não dá saltos. Todas as coisas são insignificantes, porém é necessário fazê-las, afirmava Mahatma Gandhi, o grande líder espiritual indiano, razão pela qual eu procuro não ficar imaginando se teria sido bom ou ruim de outra forma. As coisas são como são e lamentar o passado não muda a história, entretanto, com base nele, é possível reconstruir o futuro.

Se você pudesse escolher, talvez tomasse somente decisões que não apresentassem a mínima chance de erro, mas o fato é que essa possibilidade não existe, portanto, não lamente, continue caminhando. Escolher é difícil. Escolher é dolorido. Escolher pode custar a liberdade que tanto penamos para conquistar, não apenas a liberdade financeira, mas aquela que nos permite levantar todos os dias com a certeza de que o mundo não vai nos derrubar, haja o que houver. Em caso de dúvida, siga a máxima de Bill Parcells, ex-técnico de futebol norte-americano, que fixou um cartaz na porta do vestiário por onde os jogadores New York Jets passavam: “NÃO CULPE NINGUÉM – NÃO ESPERE NADA – FAÇA ALGUMA COISA”. Pense nisso e seja feliz!

Jerônimo Mendes
Administrador, Professor Universitário e Palestrante

E-mail que me emocionou…

Segue email que recebi hoje:

Olá Vanderlei, Puxa vida! Não imaginava que você estivesse tão infeliz! Porque não veio visitar a mim e a Luiza. Garanto que ver o sorriso lindo que ela têm te faria feliz. Minha filha sorri com os olhos, é magico! Estive em casa “licença maternidade” por exatos 50 dias. No dia 15 de março estava na Justiça fazendo audiência, fazer o que?!  Vanderlei, meu caro amigo a “vida” é uma aventura maravilhosa. Ano passado, no carnaval eu estava com uma amiga, em Salvador “sem lenço e sem documento”, um ano depois, no carnaval eu havia retomado o casamento, acabado de passar por um parto e conhecer a mulher que mudou (mudará) minha vida definitivamente. Então… o que posso dizer é: retome o interesse pela sua existência! Você é unico! Busque seus 14 kg de volta; suas maratonas na rua; sua saúde e seu prazer de viver com ou sem seu antigo amor! A sua vida é muito maior que um emprego e um amor. O trabalho e o amor são partes de um todo e não podem fazer o todo “desistir”! Anote meu endereço venha me visitar antes de viajar, ou pelo menos mande cartões postais dos diferente lugares do mundo que você irá conhecer e SER FELIZ!

Beijos e boa sorte!  

Patricia.

Frase de Jean-Paul Sartre

“Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim.”  Jean-Paul Sartre

Ontem a Sheila, minha analista, me falou essa frase e disse para eu trabalhar com ela nos problemas que estou enfrentando. Como essa noite foi mais uma noite de insonia, sem dormir um segundo sequer, pensei muito na frase e encontrei várias respostas para meus questionamentos.

Viva Sartre!!!

Sartre, famoso filósofo frânces.

O que se leva da vida…

https://youtu.be/gTS0PJlvCdM

O Wagão que me mandou esse vídeo. A letra é muito bonita e dá muitas respostas para questões que me incomodavam nas últimas semanas. Acho que chegou a minha hora de libertação, de dar um basta em tudo, jogar tudo para o alto e partir para novos rumos. Preciso de um recomeço em minha vida e com o aprendizado das últimas semanas será um recomeço melhor, onde não terei mais medo de tentar, medo de amar, medo de ser feliz. Me dei mal muitas vezes pelo excesso de cuidado, por planejar demais e achar que minha vida estava sob meu controle. Mas descobri da forma mais dolorida possível que nada está sob meu controle, que não consigo planejar tudo, que excesso de cuidados é prejudicial. Ás vezes temos que meter a cara sem medo de se machucar e agindo assim é que corremos maior risco, mas risco de ser feliz. E quem está no controle de tudo é Deus, eu não controlo nada, nadinha…

 

O Que Se Leva da Vida

Túlio Dek

Composição: Tulio Dek/Dj Cuca

[Paulo Miklos]
Leva na brincadeira
Não me leve a mal
Nem tudo é de primeira
Nem tudo é banal
Uma vida só é perfeita
Quando chega no final

[Tulio Dek]
O que passou, passou
Não volta nunca mais
O que passou, passou
E só experiência traz
Por isso que eu não vivo de passado
Sigo olhando pra frente
Com Deus do meu lado
Falar que vai correr atrás do tempo perdido
Falar que vai fazer o que não tinha conseguido
São meros desejos
Sonhos que já passaram
Pessoas que passam a vida se culpando porque erraram
Mas a parada é sempre olhar pra frente
Manter a cabeça fria
Mesmo embaixo do Sol quente
Junto com o DJ em cima da batida
Vou mandando a letra
Eu vou mandando a minha rima

O que se leva da vida
É a vida que se leva
O que se leva da vida
É a vida que se leva
Se tu vacilar então já era (x2)

E nessa levada
Eu vou levando a minha vida
E não to nem aí se alguém duvida
Se a vida é guerra
Então vou guerrear
Se é zoação
Então deixa eu zoar
E se no Arpex eu relaxo
Vou relaxar
E se na Lapa eu batalho
Quero batalhar
E se o mar tá bombando
Então eu vou surfar
E se as mulheres tão dando mole
Por que não aproveitar?
Se vai rolar a festa
Vamos festejar
Se a barra tá pesada
Vamos segurar
Se o mundo acabar
Vou improvisar
Se só amor faz bem
Então deixa eu amar
Se o teu amor é falso
Então sai pra lá
Se não tiver humildade
É melhor parar
Se tudo der errado
Então deixa eu te ajudar
Mas se eu pegar no mic
Não peça pra eu parar

O que se leva dessa vida
É a vida que se leva
O que se leva dessa vida
É a vida que se leva
Se tu vacilar então já era (x2)

Se o mundo é sujo
Quem sou eu para mudá-lo
Se o tempo é curto
Quem sou eu para encurtá-lo
Não deixo minhas palavras
Escorrerem pelo ralo
Porque minha mente é consciente
E eu não calo
Não quero nem saber se vou ser julgado
Se eu errei, foda-se o meu passado
Porque escrevo a letra
E passo o sentimento
Quem passa o sentimento
Tá ligado e é atento
Nadar contra a corrente
É voar contra o vento
Seja o meu som
Pesado ou lento
Se no teu recalque é onde eu cresço
Eu só lamento
Minha voz quebra o muro de Berlim
E não me contento

São como flechas de fogo
Que rasgam o espaço
Sem se quer desviar das nuvens
Deixam rastro
Não sou Bruce Lee
Nem Muhammad Ali
Sou um mensageiro
que um dia escrevi

O que se leva da vida
É a vida que se leva
O que se leva da vida
É a vida que se leva
Se tu vacilar então já era (x2)

Oque se leva da vida
(E o que se leva?)
É a vida que se leva
(E o que me leva?)
O que se leva da vida
(E o que se leva?)
É a vida que se leva

Então me leva, então me leva
(Então me leva)
Deixa a vida me levar, então me leva
(Então me leva, então me leva)

Então me leva, então me leva
Então me leva vida, então me leva
Então me leva, então me leva
O que se leva da vida é a vida que leva
(Então me leva…)
E essa é a vida que eu levo!

[Paulo Miklos]
Leva na brincadeira
Não me leve a mal
Nem tudo é de primeira
Nem tudo é banal
Uma vida só é perfeita
Quando chega no final
Não segue uma receita
É uma história sem moral
Você leva a vida inteira
E a vida é curta e coisa e tal
Se você não aproveita a vida passa
E tchau
Leva a vida mais simples
Que a morte é sempre ingrata
Se acabar ficando quites
É a vida que te mata

Van Gogh

Não sou especialista e nem curto muito pinturas, mas sempre me chamou atenção os quadros pintados por Van Gogh. A forma como ele pintava, as cores que ele utilizava, sempre achei muito bonito. Tive a oportunidade de ver alguns quadros dele durante uma visita ao Metropolitan Museu em Nova York, em setembro de 2003 e foi uma experiência muito gratificante.

Breve Biografia de Van Gogh:  A genialidade de Vincent Van Gogh somente foi reconhecida após a sua morte. Em vida, o artista holandês, passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a miséria, vendendo apenas uma pintura  “O Vinhedo Vermelho”. Em maio de 1990, uma de suas mais conhecidas obras, “O Retrato de Dr. Gachet”, pintado um século antes, justamente no ano de sua morte, foi comercializado por US$ 82,5 milhões.

Maior expoente do pós-impressionismo, Van Gogh, foi sempre sustentado pelo irmão Theodorus. Na sua fase mais produtiva (1880/90), Van Gogh foi completamente ignorado pela crítica e pelos artistas. Atualmente, os seus quadros estão entre os mais caros do mundo. Van Gogh pintou mais de 400 telas. Os três anos anteriores à sua morte foram os mais produtivos.
 
Em dezembro de 1888 Van Gogh ataca Gauguin, um outro pintor, seu amigo, com uma navalha. Inconformado com o fracasso do ataque e completamente transtornado, Van Gogh corta o lóbulo de sua orelha esquerda com a própria arma. Em seguida, embrulha o lóbulo e o entrega a uma prostituta. Internado em um hospital, recebe a visita do irmão Theodorus. No começo de janeiro de 1889, Van Gogh deixa o hospital, mas apresenta sinais evidentes de disfunção mental às vezes, aparenta tranqüilidade, em outras oportunidades, demonstra alucinações.
 
Internado pelo irmão em um asilo, Van Gogh não deixa de pintar. Por ironia, à medida que a sua saúde fica ainda mais deteriorara, a classe artística começa a reconhecer o seu talento, expondo alguns de seus trabalhos em museus. Quando deixou o asilo, o pintor holandês foi morar nas imediações da casa de seu irmão. Nesta época, pinta, em média, um quadro por dia. Depois de ver os seus problemas mentais serem agravados, Theodorus decide que Van Gogh será tratado pelo médico Paul Gachet. Em maio de 1890, aparentando estar recuperado, Van Gogh passa a morar em Auvers-sur-Oise, a noroeste de Paris, onde pinta freneticamente.

Em julho, uma nova recaída no estado de saúde do pintor holandês, que também demonstra inconformismo com as dificuldades financeiras enfrentadas pelo seu irmão. No dia 27, Van Gogh sai para fazer um passeio e toma uma decisão drástica, atira contra si mesmo, no tórax. Cambaleando, volta para a sua casa, mas não comenta com ninguém que tinha tentado o suicídio. Encontrado por amigos, Van Gogh passa as últimas 48 horas de sua vida, conversando com o seu irmão. Os médicos não conseguiram retirar a bala do tórax. No dia 29, pela manhã, o pintor morreu e o seu caixão foi coberto com girassóis, flor que ele amava. Aliás, a tela “Os Girassóis” é uma das obras-primas de Van Gogh. 

“Os Girassóis” 

Quadros de Van Gogh no Metropolitan Museu

Túmulo de Van Ghog

Uma das mais famosas pinturas de Van Ghog

Auto retrato de Van Gogh

Nove recados de Deus

1 – Deus não escolhe pessoas capacitadas, Ele capacita os escolhidos.

2 – Um com Deus é maioria.

3 – Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus.

4- Nada está fora do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus.

5- O mais importante não é encontrar a pessoa certa, e sim ser a pessoa certa.

6 – Moisés gastou:  40 anos pensando que era alguém; 40 anos aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus  pode fazer com um ninguém.

7 – A fé ri das impossibilidades.

8 – Não confunda a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.

9 – Não diga a DEUS que você tem um grande problema. Mas diga ao problema que você tem um grande DEUS.

Pegadas na Areia

Uma noite eu tive um sonho…

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através  do céu, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.

Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras  e perguntei então ao Senhor:

– Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:

– Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.

 Do livro “Pegadas na areia”

 Margareth Fishback Powers – Ed.Fundamento

Terremoto no Chile

Fiquei muito chateado com o terremoto que ocorreu no Chile semana passada. Estive lá há menos de um ano e gostei do país, do povo. Tanto é que há poucos dias conversando com meu irmão surgiu a idéia de em maio ir pra lá novamente, nas férias. Mas depois desse terremoto não sei se a estrutura do país estará pronta para receber turistas.

Das imagens que vi pela TV a que mais assustou foi da passarela caída no aeroporto de Santiago, pois passamos um bom tempo nesse aeroporto quando do retorno ao Brasil em maio passado.

A foto abaixo foi tirada na beira da estrada, quando subíamos rumo a Cordilheira dos Andes. Ao fundo da pra ver uma enorme rachadura na rocha, provocada por um terremoto ocorrido anos antes.

No Chile, em maio de 2009.

Túnel do Tempo: Consuelo

O “Túnel do Tempo” de hoje é em homenagem a minha amiga Consuelo. Ontem á noite conversamos por um longo tempo via MSN e telefone. Fazia tempo que não nos falávamos e ontem ela me “procurou” pois percebeu que eu não andava muito bem. O papo foi bom e me deu um certo animo.

Conheci a Consuelo em meados dos anos noventa, quando trabalhava na Stella Barros Turismo. No inicio não nos dávamos muito bem, vivíamos brigando. Até que um dia a Dona Silvia, nossa chefa, nos trancou na sala de reuniões e mandou que resolvêssemos nossas diferenças. A partir desse dia nos tornamos amigos.

Faz alguns anos que ela foi morar nos Estados Unidos e recentemente nasceu a filhinha dela, Helena. Em maio de 2002, na primeira vez que fui para os Estados Unidos, foi na casa dela que fiquei morando  em Orlando, durante três semanas.

A foto abaixo foi tirada nessa viagem em maio de 2002, durante um passeio ao Busch Gardens, na cidade de Tampa. Estávamos com boné e camisetas da Stella Barros e graças a isso entramos de forma gratuita no parque, como se fossemos guias.

 
 

Consuelo e Vander  (Tampa - Florida, 05/2002)

Salmo 38

Ó Senhor, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e sobre mim a tua mão pesou. Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há saúde nos meus ossos, por causa do meu pecado. Pois já as minhas iniqüidades submergem a minha cabeça; como carga pesada excedem as minhas forças. As minhas chagas se tornam fétidas e purulentas, por causa da minha loucura. Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando o dia todo. Pois os meus lombos estão cheios de ardor, e não há coisa sã na minha carne. Estou gasto e muito esmagado; dou rugidos por causa do desassossego do meu coração. Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu suspirar não te é oculto. O meu coração está agitado; a minha força me falta; quanto à luz dos meus olhos, ela me deixou. Os meus amigos e os meus companheiros afastaram-se da minha chaga; e os meus parentes se põem à distância. Também os que buscam a minha vida me armam laços, e os que procuram o meu mal dizem coisas perniciosas, Mas eu, como um surdo, não ouço; e sou qual um mudo que não abre a boca. Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca há com que replicar. Mas por ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, responderás. Rogo, pois: Ouve-me, para que eles não se regozijem sobre mim e não se engrandeçam contra mim quando resvala o meu pé. Pois estou prestes a tropeçar; a minha dor está sempre comigo. Confesso a minha iniqüidade; entristeço-me por causa do meu pecado. Mas os meus inimigos são cheios de vida e são fortes, e muitos são os que sem causa me odeiam. Os que tornam o mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom. Não me desampares, ó Senhor; Deus meu, não te alongues de mim.

Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.

Filhotes: a saga….

O tempo foi passando, a correria do dia a dia aumentando, os problemas surgindo e esqueci de contar aqui o “fim” que tiveram os cachorrinhos que estavam debaixo da passarela, em frente ao local onde trabalho (postagem do mês passado).

Durante alguns dias fiquei cuidando dos cachorrinhos e dando água e comida para a mães deles, no lugar onde estavam. Mas logo não foi possível mantê-los ali, pois eles começaram a sair do “ninho” e como ao lado de onde estavam tem uma BR muito movimentada, logo um dos filhotes poderia ser atropelado. E num sábado á tarde quando fui dar uma olhada nos filhotes, tinham dois caras tacando pedras neles. Daí não teve jeito, tive que tira-los dali. Infelizmente não tive como levar a mãe deles junto e me doeu o coração vê-la sozinha no “ninho”, com cara de triste.

Levei os cinco filhotes pra casa e depois de um banho quente e uma sessão de matar pulgas, eles ficaram ainda mais bonitinhos. Coloquei todos numa caixa de papelão e a primeira noite não dormi, pois choraram o tempo todo. Já na segunda noite acabei colocando no leite deles um comprimido pra dormir e daí tive sossego. Daí pra frente eles se acostumaram com o novo lar e não incomodaram tanto. O chato era levantar duas ou três vezes durante a noite pra dar comida a eles, senão abriam o maior berreiro.

E aos poucos fui tendo ajuda. Uma vizinha se ofereceu pra cuidar deles durante o dia, outra pessoa levou ração, me emprestaram alguns cobertorzinhos, outro arrumou caixas de papelão, outro deu vermífugo e assim tudo ficou melhor. Daí comecei a tentar arrumar um lar pra eles. Uma amiga colocou anuncio na internet e dessa forma doei o primeiro. Depois uma vizinha ficou com outro e por ultimo levei os três restantes numa feira de adoção e em menos de uma hora todos tinham encontrado um dono e um novo lar. Fiquei feliz com isso, em ter salvado os filhotes. Mas quando cheguei em casa e vi a caixa deles, o cobertor, o pote de comida, tudo ali num cantinho e eles não estavam lá, deu uma enorme sensação de vazio, uma tristeza profunda.

A mãe deles tinha sumido e apareceu dias depois, muito machucada e doente. Acabei chamando um amigo veterinário e ele a levou pra internar e cuidar dos machucados. Após três semanas ela estava recuperada e seguiu seu rumo.

O dia a dia dos filhotes em minha casa. (janeiro/2010)

Filhotes (janeiro/2010)

Encontro em São Leopoldo

Semana passada fui novamente para São Leopoldo a trabalho e por lá fiquei dois dias. E na sexta-feira á noite tive um encontro interessante com minha amiga Vera Linden e seu esposo Rui. Conheci a Vera pelo blog, pois ela é uma de minhas “leitoras”. E por troca de emails nasceu a amizade.

Saímos comer uma pizza e depois ficamos batendo papo. Eu não estava em meus melhores dias, em virtude de uma série de problemas pessoais e de saúde que desabaram sobre mim nas duas últimas semanas, mas mesmo assim o encontro foi muito bom e o papo descontraído.

 Grande abraço a Vera e ao Rui e até uma próxima vez!

Rui e Vera

Homenagem ao Everaldo

Faleceu ontem aqui em Curitiba o Everaldo Leonel, amigo que estudou comigo o 1º ano de Estatística na UFPR em 1997. Depois ele mudou de curso, mas vez ou outra nos encontrávamos pela cidade. A última vez que o vi foi em meados do ano passado, numa farmácia. Ele era um cara legal, sempre sorridente. Então como homenagem de despedida publico uma foto de nosso grupo de amigos do curso de estatística, onde o Everaldo aparece sorrindo, no meio de duas garotas. Também vou contar uma história da qual ele participou.

“Logo do inicio do curso de Estatística formamos um grupinho de amigos e sempre nos reuníamos pra fazer algo. Era cinema, barzinho, churrasco na casa de um, pipoca na casa de outro, aniversários. Teve uma vez que nos reunimos no apartamento de uma das garotas, em frente ao CEFET. Na hora de ir embora estavámos esperando o elevador no sétimo andar e junto conosco estava a Célia, que tinha pavor por cócegas. Quando entramos no elevador o Everaldo olhou pra mim e com os olhos mostrou a Célia. Na hora entendi qual era a intenção dele e cada um de um lado “atacou” a Célia fazendo cócegas. Como ela não tinha pra onde correr, armou o maior griteiro e se deitou no chão. Quando o elevador parou no térreo ela saiu de quatro, engatinhando apavorada para fora do elevador. Precisava ver a cara de espanto das pessoas que estavam no térreo aguardando o elevador. Eu e o Everaldo saímos rindo de quase chorar. Isso mostra bem como era o Everaldo e vai ser esse fato que sempre vou lembrar com relação a ele.”

Turminha da Estatística, o Everaldo aparece no círculo. (Curitiba - 1997)

Filhotes no site da RPC – Rede Globo

Um vídeo que fiz dos filhotes que nasceram sob a passarela que fica em frente ao Medianeira, já está no site da RPC – Rede Globo. Para visualizá-lo, basta acessar o site www.rpctv.com.br/nahoracerta e no dia 22/01 buscar pelo título Cachorrinha cria filhotes em baixo de passarela. Ou acesse o vídeo diretamente pelo endereço http://www.rpctv.com.br/paranaense/video.phtml?Video_ID=72991&Programa=nahoracerta&tipo=nahoracerta&categoriaNome=

No canto esquerdo inferior o vídeo dos filhotes.

Animais abandonados

NÃO existe “Associação de Proteção Animal”. Ao menos não é da maneira que você pensa que seja. Existem abrigos, e sem exceção todos eles estão lotados, com animais presos, em canis super lotados, confinados. A fome rondando a porta. A falta de recursos como moradora… O governo não ajuda esses locais. É com dinheiro como o SEU que estes locais são mantidos. Dinheiro que precisa ser ganho de alguma forma. Ele não cai do céu. Portanto esse local “mágico” só existe no seu imaginário. Se houvesse tal lugar, não haveria bichos jogados nas ruas. O único local que coleta TODOS os animais que você solicitar é o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou, se você preferir, o nome popular: CARROCINHA. São recolhidos aqui, ali, acolá, nas pequenas e grandes cidades e são eutanasiados em 3 dias. Eutanásia é um nome bonitinho para ABATE. Depois os corpos são levados para um aterro, VALA COMUM, entende?

Fonte: http://www.caopanheirocuritiba.com.br/

Para adotar cães e gatos abandonados, visite o site acima.

Cães abandonados.

Filhotes

Uma cachorra criou debaixo da passarela que fica em frente o colégio onde trabalho. São seis cachorrinhos, uma graça. A cachorra está bem magra, passava fome. Uma vizinha que mora do outro lado da passarela tem trazido comida. Também comecei a alimentar a cachorra. Ela é brava, não deixa que ninguém se aproxime dos filhotes. Eles devem estar com uns dez dias, pois já estão com os olhos abertos e começam a andar pelo “ninho”. O perigo é que ao lado fica a BR 116 e o risco de um deles escapar e ser atropelado é grande.

Estamos tentando encontrar quem os adote, mas não está sendo fácil. Se pudesse ficava com todos, mas infelizmente não posso. O que me impressiona é o cuidado que a cachorra tem com sua prole, como ela os defende. E dizer que existem mães que abandonam, matam os filhos. E depois nos é que somos os seres racionais. Não seria o contrário?

Os filhotes e sua mãe no ninho.

Mãe cuidadosa.

Túnel do Tempo: Stella Barros Turismo

Nesse “Túnel do Tempo” aproveito para publicar uma foto dos tempos em que trabalhei na Stella Barros Turismo. Foi lá que conheci o Mauricio, o qual se tornou um grande amigo e que hoje trabalha comigo aqui no Medianeira. Essa foto foi tirada no início de 1997, em minha mesa de trabalho. Na foto aparecem além do Mauricio, também o Newton, Paulinha e Marcia Lippi.

Newton, Paulinha, Marcia, Vander e Mauricio. (Curitiba, 1997)

Vera Linden

No final do ano recebi pelo blog, duas simpáticas mensagens de uma gaúcha/capixaba, chamada Vera Linden. Ela escreve poesias muito interessantes e aproveito para publicar uma delas aqui:

PLENA BELEZA

 Se teu coração, ficou triste

 Por alguém que não viste.

Mas, que querias tanto ver,

E, se a decepção invadir o teu ser,

Acalma-te e resiste à tristeza.

O amor em sua plena beleza,

Vive em ti, tens este privilégio.

Não cometas o sacrilégio,

Daqueles que não acreditam,

E nem a si mesmos creditam

A conquista da felicidade.

Dando poder à fatalidade.

Crer cegamente no destino

É criar um caminho de desatino.

Com a coragem a te guiar,

E a tua força de amar,

Luta e nunca te deixes abater

Ou o pessimismo te corroer.

O amor é energia que enaltece.

O amor só vem a quem merece,

                                  Vera Linden

Vera Linden

Final de Semana

O final de semana foi movimentado, o Wagão passou o final de semana por aqui. No sábado á tarde fui para Matinhos e ganhei uma multa de R$ 153,00 por dirigir com a habilitação vencida. Á noite saímos dar uma volta e tive fortes emoções ao andar de minibug com a Shaira. Foram tantas voltas rápidas que fiquei meio enjoado, mas felizmente não tivemos nenhum acidente. Depois jogamos “stop” e me tornei bicampeão, terminando com 20 pontos na frente da Agnes, a segunda colocada. A noite terminou com filme (Mandela) e pipoca.

No domingo fomos pra Morretes e a tarde fizemos bóia cross no Rio Nundiaquara. O rio estava bem cheio e isso o tornava veloz e a descida foi emocionante, com direito a algumas quedas e trenzinho. O tempo ajudou, fez sol e a água parecia não estar tão gelada como de costume.

Passeio noturno (Matinhos – 16/01/2010)

Bóia cross (Morretes – 17/01/2010)

Haiti

Na última sexta-feira eu conversava com um amigo e falava pra ele que não gostava de haitianos. É que trabalhei com vários haitianos no período em que vivi nos Estados Unidos e tive sérios problemas com a maioria deles. Eram todos preguiçosos, enrolões, mal educados e difíceis de confiar. Até brinquei com meu amigo que em vez do Brasil mandar ajuda humanitária para o Haiti, deveria é acabar de afundar a parte da ilha onde fica o país. E poucos dias depois dessas palavras, acontece o terremoto no Haiti e essa catástrofe que todos sabem. Confesso que nunca me arrependi tanto de ter feito um comentário igual eu tinha feito na sexta-feira. Por mais que eu não goste de haitianos e tenha certo ressentimento com vários deles, jamais desejaria mal a eles e muito menos que o país deles fosse destruído como foi. É lógico que dizer que o Haiti deveria desaparecer, foi daqueles comentários que saem pela boca, mas cuja origem não é o coração. Também sei que não foi o meu comentário de que o Haiti deveria sumir do mapa, que causou o terremoto e tanta destruição. Bom seria se eu tivesse tal poder de proferir palavras e elas se tornarem realidade. Sei que fiquei muitíssimo triste com o que aconteceu e mais ainda por ter falado “besteira” pouco tempo antes de isso tudo acontecer. Ao menos espero que nenhum dos haitianos que conheci nos Estados Unidos tenham sido vitimas do terremoto. Não morria de amores por eles, mas nem de longe gostaria que alguém que conheci, com quem trabalhei, sofresse alguma desgraça, por menor que ela fosse.

Hoje pela manhã vi o avião da Força Aérea que trazia o corpo da Zilda Arns, passar com pouca altitude quase que por cima do colégio onde trabalho. Interessante que num mundo tão globalizado, coisas que aconteceram a milhares de quilômetros de distancia, de repente estão bem próximas de nós.

O meu maior desejo no momento é que Deus ajude e de conforto aos haitianos e demais cidadões do mundo que estão sofrendo com essa tragédia.

Das várias fotos e imagens que vi até agora sobre o terremoto, as que mais me chocaram foram estas abaixo. Uma mostra corpos “jogados” na rua em frente ao necrotério da capital haitiana. E outra mostra corpos sendo retirados da rua por uma escavadeira e uma caminhão, como se fossem “entulho”.

corpos pelo chão

Capela São Luiz Gonzaga – Igreja da Serra

Saindo do Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (postagem anterior), atravessei a avenida principal de Fênix e do outro lado da Rodovia vi no alto de um pequeno morro a Capela São Luiz Gonzaga, mais conhecida como Igreja da Serra. De longe a imagem da Capela era bonita, mas quanto mais perto chegava, mais dava pra perceber que a Capela está meio que em ruínas. Ela fica no alto de um morro, de frente pra cidade e a vista é muito bonita, com o verde das plantações ao redor e a mata do Parque Estadual aparecendo a perder de vista. O morro está com várias marcas de que dali foram retiradas terra e pedras. Encontrei alguns moradores locais que me disseram que foi a prefeitura que tirou pedras do morro para consertar as ruas da cidade.

Entrei na Capela e a decepção foi total. Ela está quase que totalmente destruída. No chão vários sinais de buracos, que segundo alguns moradores foram feitos por pessoas que procuravam o lendário tesouro dos Jesuítas. Do calçamento do chão existe somente alguns pedaços nos cantos. O telhado está todo podre, quase caindo. O sino desapareceu e a torre está toda quebrada por dentro. Debaixo do púlpito além de muito lixo era possível ver sinais de despachos de macumba. Por fora o aspecto também não está dos melhores. O estado geral é lastimável e se não tomarem providencias urgentes, logo o telhado e parte das paredes vão desabar. Mais uma vez tive a prova de que o prefeito de Fênix e demais autoridades não tem o mínimo interesse em preservar os poucos atrativos da cidade.

Chegaram mais alguns moradores da cidade pra visitar a igreja e fiquei um bom tempo conversando com eles. O interessante foi perceber que nenhum sabia direito detalhes sobre a Capela ou o Parque Estadual que existe na cidade. A maioria nem sabia que no parque existem ruínas históricas. Teve um morador que disse que a Capela está ali ha mil anos e outro ficou dizendo que não, que ela tem cinqüenta anos e que o pai dele é que construiu. Tentei explicar que ela não tem mil anos, pois o Brasil tem quase 510 anos e antes disso não existia nenhuma igreja por aqui. E sobre o pai do outro morador ter construído a Capela, argumentei que talvez ele tivesse participado de alguma reforma, mas não da construção da Capela. De unânime somente que todos concordavam que os últimos prefeitos tinham abandonado a Capela e outros pontos turísticos da cidade. Todos desceram o pau no prefeito.

Um morador me contou que a direita e a esquerda,  alguns quilômetros dali, existem outras duas Capelas parecidas com aquela, que possivelmente foram construídas na mesma época e sabe-se lá o motivo de terem sido construídas na mesma linha mas distantes uma da outra. No futuro pretendo visitar as outras Capelas e tentar descobrir tal mistério.

Tentei descobrir mais alguma coisa sobre essa Capela, mas não encontrei nada. O único relato que achei diz que ela foi construída as margens do antigo Caminho de Peabiru e era utilizada para pernoite por aqueles que transitavam pelo caminho. O padroeiro da Capela é Santo Inácio, o criador da Companhia de Jesus (Jesuítas). Sobre data de construção, reformas e etc, não encontrei nada.

Imagens da Capela. (27/12/2009)

Interior destruido da Capela. (27/12/2009)

A Capela no alto do morro. (27/12/2009)

Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo

No domingo após o Natal, fui de carro até a cidade de Fênix, distante uns 70 km de Campo Mourão. Fazia muito tempo que queria visitar o Parque Estadual que existe em Fênix, mas sempre deixava pra depois e com isso os anos foram passando. Recentemente conversei com o Caio (marido da Lilian que trabalha comigo) e ele contou que tinha ido visitar o Parque Estadual de Villa Rica. Daí decidi que na próxima viajem pra Campo Mourão iria dar uma “escapa” até Fênix.

Chegar em Fênix foi tranqüilo, pois conhecia a estrada. Já encontrar o “Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo”, teria sido um pouco complicado se eu não tivesse a informação de que ele ficava uns 600 metros após o final da avenida principal da cidade (cidade bem pequena por sinal). Incrível que exista um Parque Estadual numa cidade e nas estradas próximas não exista nenhuma placa avisando/sinalizando isso. Essa foi a primeira das decepções que tive com a visita.

Breve histórico: A cidade de Villa Rica del Espiritu Santu foi umas das três cidades que a Espanha possuiu dentro do território do atual Estado do Paraná. Recebeu este nome porque os espanhóis confundiam os cristais de rochas comuns na região, com pedras preciosas. Ela ficava na confluência dos rios Ivaí e Corumbataí e foi fundada em 1592 por Ruy Diaz Melgarejo. Era um posto avançado dos espanhóis de Assunção no Território Del Guayrá. Ali os índios foram pacificados e catequizados pelos jesuítas espanhóis, viviam do cultivo de alimentos e da extração da erva mate. A partir de Villa Rica os “encomenderos” espanhóis percorriam o interior capturando índios Guaranis, que enviavam aos seus ervais em Maracaju para trabalho escravo, gerando conflito com os Jesuítas catequizadores. Após a destruição das Reduções Jesuíticas pela Bandeira de Raposo Tavares, a Villa ficou a mercê dos paulistas, que em 1632 expulsaram toda a população espanhola para a porção ocidental do rio Paraná. Os padres que resistiram foram chacinados, as aldeias foram queimadas e os índios que sobreviveram escravizados. Assim terminou o domínio espanhol em toda a região que lhes fora conferida pelo Tratado de Tordesilhas, que colocara o atual território paranaense, a oeste de Paranaguá, fora dos limites da coroa portuguesa.

Somente na década de 1920 é que as ruínas de Villa Rica foram encontradas. Andrade Muricy visitou as ruínas da vila e tempos depois Villa Rica foi tombada pelo Patrimônio Histórico. O Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (PEVR) foi criado em 1955. Ainda estão sendo realizadas escavações e pesquisas nos sítios arqueológicos  do parque. Essa pesquisa é realizada pelo Museu Paranaense. Parte das cerâmicas e artefatos dos índios Guarani encontrados no local é exibida no museu que funciona dentro do parque. A região foi tão movimentada que até hoje é possível encontrar fragmentos e até objetos indígenas inteiros nas plantações e margens dos córregos na região. Como foi o caso da urna funerária encontrada há 15 anos com o esqueleto, incluindo os dentes de ouro do falecido. Hoje a urna encontra-se exposta no museu do parque, junto com outros objetos da redução que ocupava uma área urbana de 300 mil metros quadrados.

A segunda decepção foi chegar no parque e descobrir que não poderia visitar as ruínas, que era a principal motivação de minha visita. Segundo me contou um funcionário do Parque, as escavações do sitio arqueológico do local estão paradas fazem dois anos, por falta de dinheiro. Outra decepção foi descobrir que num domingo a tarde eu era o único visitante do local. Então fui caminhar pelas trilhas no meio da mata, que levam até um bonito lago. Confesso que caminhar sozinho pelo mato, sob chuva fina e ouvindo os ruídos da floresta foi um pouco assustador. Pela mata pude observar algumas figueiras imensas, com troncos gigantescos. Após breve parada no lago para tirar fotos, retornei por outra trilha até a entrada do parque, onde funciona um museu. Dei uma olhada nos artigos expostos, na sua maioria artigos indígenas e me informei sobre a localização de uma igreja que imaginava ser dentro do parque mas que vim a saber que ficava distante dali.

Sai do parque pensando sobre tudo o que tinha visto e ouvido. A conclusão é que o município de Fênix está perdendo tempo ao não explorar o potencial turístico que este Parque Estadual pode proporcionar. Se o prefeito e autoridades locais se empenhassem em conseguir verbas para explorar as ruínas da redução jesuíta existente no parque, se investissem em propaganda e divulgação do parque, certamente muitos turistas, estudantes e estudiosos iriam conhecer o lugar e isso geraria divisas para o município. O turismo ecológico está em moda e o local tem potencial para isso. Mas antes é preciso “desencavar” as ruínas, pois elas são o maior atrativo do local e ficam escondidas, sem o mínimo acesso aos turistas.  O Parque Estadual além das ruínas, possui uma imensa reserva florestal e fica ao lado de dois grandes rios. Basta um pouco de vontade política, imaginação e trabalho, que facilmente conseguem transformar o local num belo e lucrativo atrativo turístico. Se deixar como está, o Parque Estadual vai continuar esquecido e a cidade vai continuar sendo minúscula e desconhecida.

Entrada do Parque, figueira e trilha. (27/12/2009)

Trilhas próximas ao lago. (27/12/2009)

Urna funerária, maquete de como era a vila e outros artefatos.

Heloisa

Eu tinha uma única sobrinha, Erica, com 16 anos, filha de minha irmã. E ano passado nasceu a Heloisa, filha do Wagão, meu irmão. Como ela vive com sua mãe em outra cidade, distante de Curitiba, ficava meio fora de mão ir até lá. Mas na noite de Natal pude finalmente conhecer a nova sobrinha. Ela é uma graça e se parece muito com o Wagão quando tinha a idade dela. No pouco tempo que passamos juntos pude curtir (do meu jeito) a nova sobrinha. E legal mesmo foi vê-la usando um chinelinho de napa (feito pela Dona Nita), que pertenceu ao Wagão. Esse chinelo tem pouco mais de trinta anos e minha mãe guardou sem imaginar que um dia a filha do Wagner fosse usar. Difícil é dizer que o pé nº 43 do Wagão um dia coube naquele chinelinho vermelho.

Tio desajeitado pegando a sobrinha no colo. (25/12/2009)

Heloisa no colo do pai.

Com o chinelo que foi do pai dela. (25/12/2009)

Fidelidade canina

A foto abaixo chamou muito minha atenção. Em meados de dezembro um rapaz foi assassinado em Curitiba e seu cão ficou deitado ao lado do corpo, num claro exemplo de amor e fidelidade ao dono. Quando o IML foi retirar o corpo do rapaz, tiveram uma certa dificuldade para fazer com o que o animal dixasse o pessoal fazer seu trabalho.   

Fonte da foto: www.paranaonline.com.br

Ano Novo

Pelo terceiro ano seguido passei o Reveillon em meu prédio. Diferente dos dois últimos anos quando passei na companhia de algumas vizinhas, dessa vez minha irmã (que chegou no dia 31 á noite) e minha sobrinha Erica, me fizeram companhia. Onde moro a visão dos fogos de artifício explodindo por toda a cidade é muito bonita. Também a rua da frente e a rua lateral tradicionalmente ficam cheias de carros e pessoas vendo os fogos. Mas este ano foi tudo calmo, pois chovia e fazia um pouco de frio, então a vista da cidade não estava das melhores e foram poucas pessoas que saíram a rua. De companhia tivemos um casal de vizinhos que vieram recentemente de Rondônia e ficaram conosco um tempo vendo os fogos e tomando champagne.

E 2009 passou tão rápido que quase não deu pra perceber. No geral foi um ano legal, com alguns probleminhas pessoais e de saúde e muitos problemas no trabalho graças a uma merda de sistema que compraram e que não funciona. De 2010 espero que seja igual ou melhor do que 2009, com muita saúde e o resto eu corro atrás.

 Feliz 2010 a todos!!!

Com minha irmã Vanerli e a sobrinha Erica. (31/12/2009)

Casal de vizinhos que nos fizeram companhia.

Fomos parar em Blog da Gazeta do Povo

A brincadeira de Amigo Secreto de meus amigos de trabalho do Medianeira, acabou indo parar no Blog Na Mira do Leitor, no Site da Gazeta do Povo (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/namira/) . O Blog é feito pela Doralice Araújo, uma paraense que esta radicada desde 1992 em Curitiba.

No dia 22/12 ela colocou em seu Blog uma postagem sobre glossários natalinos  e ao falar sobre os presentes,  falou sobre a brincadeira do Amigo Secreto,  que segundo ela é disseminada principalmente no ambiente de trabalho e citou como ilustração nossa brincadeira de Amigo Secreto, sobre a qual postei algo aqui no dia 07/12 (http://vanderdissenha.wordpress.com/2009/12/07/amigo-secreto-2009/).

Fiquei feliz pela citação de meu modesto blog, principalmente pela Doralice, que é formada em letras e especialista em redação. Mesmo meu blog tendo alguns erros no que diz respeito as regras de língua portuguesa, ela não foi preconceituosa e nos citou em seu blog. Eu que era leitor eventual de seu Blog, a partir de agora passarei a ser um leitor assíduo.

Blog Na Mira do Leitor

Fomos citados no Blog da Doralice

Natal 2009

Depois de vários dias trabalhando até tarde e também no sábado e domingo, finalmente consegui tirar uns dias de folga e viajar. Como de costume fui pra Campo Mourão passar o Natal com a família. Saí de casa na manhã do dia 24, achando que não teria muito trânsito, mas não rodei nem uma hora e parei num congestionamento monstro. O pedágio de São Luis do Purunã estava meio lento e isso formou uma fila de vários quilômetros. Alguns quilômetros após o pedágio tem um posto da Policia Rodoviária, onde o pessoal tem que reduzir a velocidade e isso fez com que o trânsito ficasse lento por mais um tempo. Depois deu pra correr um pouco, mas sem exagerar. Pelo caminho vi muitos carros quebrados no acostamento e três acidentes em que o pessoal saiu da pista, mas aparentemente nada grave.

Fui pela estrada que inicia em Reserva, que é minha favorita em razão do menor fluxo de carros e da bela paisagem. Nos 480 km entre Curitiba e Campo Mourão fiz somente uma parada rápida para xixi e água. Ao passar pela reserva indígena que tem no caminho, parei poucos minutos para entregar aos indiozinhos alguns panetones e caixas de bom-bom. Eles fizeram a maior festa, mas preocupado que estava com que algum fosse atropelado, esqueci de tirar fotos. A estrada não tem acostamento, então tive que parar no meio da pista pra entregar as guloseimas pela janela do carro. Cheguei em Campo Mourão no meio da tarde e nos dias seguintes aproveitei para descansar, dormir e ler.

O Natal foi em casa, sem muita festa como de costume. Pra nós o importante é estar quase todos juntos e assim curtir o almoço do dia 25. Meu pai foi pra Maringá passar o Natal com boa parte da Família Dissenha. Dia 24 á noite o Wagão chegou com “sua família” e finalmente pude conhecer minha nova sobrinha, Heloisa, que já está com quase dois anos e ainda não conhecia.

Fiquei por lá até terça de manhã, quando voltei para Curitiba e levei junto minha outra sobrinha, Erica, para passar uns dias em casa. No mais foram dias tranqüilos de repouso e a única coisa que fiz de diferente foi ir no domingo a tarde até a cidade de Fênix visitar um parque Estadual. Essa curta viagem conto daqui uns dias, quando sobrar tempo.

Pra mim o Natal é uma data como tantas outras. Tem seu lado cristão, a união da família e tudo mais. Fora isso não vejo motivos pra exageros e consumismos como a maioria do pessoal. E após tantos dias trabalhando feito louco, com dezenas de problemas pra resolver, fica difícil entrar no espírito natalino.

Congestionamento no Pedágio de São Luiz do Purunã. (24/12/2009)

Parte da família reunida (25/12/2009)

Áudio Livro

Desde os onze anos de idade que sou fã de livros, que leio bastante. E agora com o advento do Áudio Book ou Áudio Livro, estava curioso para saber como seria ouvir um livro. E acabei ganhando um Áudio Livro de presente de amigo secreto, o que tornou possível matar minha curiosidade. O que ganhei é “O Mago”, biografia do escritor Paulo Coelho. Gosto de biografias, mas não curto os livros do Paulo Coelho. Então iniciei a audição do Áudio Livro meio que sem vontade, meio que devagar, mas acabei gostando da experiência de “ouvir” um livro e também gostei do que ouvi. A história do Paulo Coelho é muito interessante, tem umas passagens chatas, mas a maior parte vale a pena ser lido, ser ouvido e sei lá mais o que. Sei que em menos de uma semana ouvi o livro todo que em sua versão de papel tem 632 paginas e em áudio tem umas 20 horas.

O interessante de “ouvir” em vez de “ler” o livro, foi que podia fazer isso ao mesmo tempo em que estava no carro dirigindo, estava lavando roupa, limpando a casa, andando na rua, fazendo compras no supermercado, ou seja, em situações que não dava para “ler” um livro. E sempre antes de dormir ouvia um trecho, o que me relaxava e dava sono.  

Não vou deixar de “ler” livros, mas agora vou aumentar meus horizontes literários “ouvindo” livros também. E agora adeus insônia e viva o Áudio  Livro/Áudio Book!

São Leopoldo – RS

Estou novamente em São Leopoldo á trabalho. Essa é a 12ª viagem para cá somente esse ano. E com tantas vindas para estas terras, acabei gostando da cidade, que é bastante simpática, lugar de povo amigo e mulher bonita. Então dessa vez não vou falar sobre a viagem em si, vou é contar um pouco sobre a cidade de São Leopoldo.

A cidade de São Leopoldo está localizada na região da encosta inferior do nordeste do Rio Grande do Sul, faz parte da Grande Porto Alegre, estando a 31,4 km da capital gaúcha. Foi povoada inicialmente por açorianos, já era um vilarejo quando em 18 de julho de 1824 a primeira leva oficial de imigrantes alemães chegou ao Brasil, enviada por Dom Pedro I com a intenção de povoar a região. Foram enviados para a desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo, um estabelecimento agrícola do governo (onde eram produzidas cordas), que não dera muitos resultados, tendo falido, entre outros motivos, devido à corrupção dos administradores. Essa Feitoria localizava-se à margem esquerda do rio dos Sinos. Em 25 de julho de 1824, esses imigrantes chegaram a seu destino, em número de 39. Essa é a data de fundação de São Leopoldo. Instalados na Feitoria até que recebessem seus lotes coloniais, este núcleo foi batizado “Colônia Alemã de São Leopoldo” em homenagem à Imperatriz Leopoldina, a esposa austríaca de Dom Pedro I. Nesta época era então governador do estado o Visconde de São Leopoldo.

A colônia se estendia por mais de mil quilômetros quadrados, indo em direção sul-norte de Esteio (hoje) até o Campo dos Bugres (Caxias do Sul, hoje). Em direção leste-oeste de Taquara (hoje) até o Porto dos Guimarães, no Rio Caí (São Sebastião do Caí, hoje). Aos poucos novas levas de imigrantes ocuparam os vales do rio dos Sinos, Cadeia e Caí, lançando o progresso através da dedicação extraordinária ao trabalho, o que ensejou que a colônia alemã se emancipasse de Porto Alegre já em 1º de Abril de 1846, apenas 22 anos depois de fundada. Concorreu para este fato serem os alemães, além de Landmänner (agricultores), também Handwerker (artesãos). Daí uma variada produção que acabou sendo o embrião industrial do Vale do Rio dos Sinos. Em 1865 a colônia recebeu a visita de Dom Pedro II. Em 1874 foi inaugurada a estrada de ferro ligando a cidade a Porto Alegre, facilitando o escoamento dos produtos da colônia.

Nos dias atuais São Leopoldo possui um diversificado parque industrial globalizado, além de expressivo setor comercial e de serviços. Há diversas multinacionais instaladas na cidade como as alemãs STIHL, SAP, Ensinger e Gedore. Situa-se também na cidade o maior pólo de informática do estado do Rio Grande do Sul, vinculado à Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

Vista aérea de São Leopoldo.

São Leopoldo - RS (09/12/2009)

São Leopoldo - RS (09/12/2009)

Amigo Secreto 2009

E no sábado, a exemplo do ano passado fizemos o Amigo Secreto de “nossa turma” do Medianeira, lá na casa da Paulinha. Foi bem divertido e mesmo com as ausências da Lilica e do Mauricio, teve mais gente que no ano anterior. E dessa vez também teve uma sensacional disputa de “Imagem & Ação”. Minha equipe acabou perdendo para a equipe da Tati, mas tudo bem, pois somos seguidores daquela máxima de que o importante é competir.

A turma toda animada. (05/12/2009)

Eu e Tati coordenando a disputa de “Imagem & Ação”.

Cássio e Paulinha, os anfitriões.

Você é especial…

 

“Os amores da vida são fundados num quiproquó tanto quanto os amores terapêuticos. Quando nos apaixonamos por alguém, a coisa funciona assim: nós lhe atribuímos qualidades, dons e aptidões que ele ou ela, eventualmente, não têm; em suma, idealizamos nosso objeto de amor. E não é por generosidade; é porque queremos e esperamos ser amados por alguém cujo amor por nós valeria como lisonja. Ou seja, idealizamos nosso objeto de amor para verificar que somos amáveis aos olhos de nossos próprios ideais.”
                      Contardo Calligaris, em Cartas a um Jovem Terapeuta

Maratona de Curitiba 2009

Ontem aconteceu a Maratona de Curitiba 2009. E mais uma vez fui assistir a corrida, num trecho em que ela passa perto de casa. Tenho muita vontade de participar da Maratona, mas ainda não deu certo. Em 2007 participei da prova de 10 Km, com planos de correr a prova de 42 km no ano seguinte. Mas daí tive um problema no tendão e acabei tendo que me contentar em somente assistir a prova. Esse ano estou novamente com problema no pé, com uma nova calcificação e não posso nem pensar em correr. Então o jeito foi pegar minha bicicletinha e ir assistir um pedaço da prova. E mesmo de bike não pude pedalar muito, pois segundo o médico tenho que ficar um tempo sem exagerar nos exercícios físicos.

A maratona foi bem divertida, tinha muita gente participando, muitos de outras cidades, outros estados. De amigos só vi a Josi Calabrese e pedalei alguns metros ao lado dela conversando. O tempo acabou fechando de repente e caiu o maior temporal. Me escondi num posto de gasolina e de repente começaram a cair telhas de zinco. Deu o maior medo… Fiquei com pena do pessoal que estava correndo debaixo de todo aquele aguaceiro. Quando a chuva parou fui rapidinho pra casa e se tudo correr bem, no ano que vem participo dos 42 km da maratona curitibana.

Posto de hidratação em frente ao Teatro Paiol. (22/11/2009)
Posto de hidratação em frente ao Teatro Paiol. (22/11/2009)

Temporal se aproximando durante a corrida.

Minha amiga Josi Calabrese no KM 35.

Assistindo a maratona no KM 34.

Dia de domingo…

Meu domingo foi movimentado, levantei cedo e fui andar de bike. Quando sai de casa o tempo estava fechado, ventava e fazia um pouco de frio. Menos de meia hora e caiu uma chuva onde me molhei todo. Meia hora depois saiu o maior sol e calor. Tempo maluquinho. Dessa vez não pedalei grande distância, andei pelo centro onde não da pra correr muito.

Almocei na feirinha do Lago da Ordem. Comi “Pierogue” num gramado, ao lado de uma placa “favor não pisar na grama”. Depois de comer fui correndo pra casa e mais correndo ainda arrumei minha mala, me arrumei e fui de taxi para o aeroporto. Na fila do chekin me passaram na frente de outras pessoas e quando cheguei ao portão de embarque todos já tinham entrado no avião. Por muito pouco não perdi meu vôo.

A viagem era novamente pra Porto Alegre/São Leopoldo. Já desisti de dizer que será á última ida pra lá, pois sempre tem mais uma. O vôo foi tranqüilo, sem turbulências e no final da tarde já estava acomodado no hotel. Depois sai pra jantar, vi um pouco de TV e dormi cedo, pois estava cansado da correria do dia e teria dois dias de reuniões chatas pela frente.

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Praça Generoso Marques. (08/11/2009)

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Almoçando na Feirinha do Largo. (08/11/2009)

Chegando em Porto Alegre, com uma bela vista do rio Guaíba. (08/11/2009)
Chegando em Porto Alegre, com uma bela vista do Rio Guaíba. (08/11/2009)

Túnel do Tempo: JIDI Uberaba

Esse “Túnel do Tempo” de hoje é para lembrar do pessoal da JID da Igreja de Deus do bairro Uberaba, em Curitiba. Entre 1993 e 1995 convivi com o pessoal de lá e fiz grandes amigos.

JID 2004
JIDI Uberaba - 12/10/1994

Em pé da esquerda para a direita: Adriane, Milton, Estelinha, Marlene, Claudia, Cornélio, Rainer, Wilberto, Rone, Marcia e Cerli. Agachados: Sérgio Godoy, Dani,  Pastor Sérgio, Vanderlei, Magda, Sonia e Décio.

Essa foto foi tirada na tarde do feriado de 12 de outubro de 1994. Fizemos uma linguiçada e depois uma tarde de esportes. Nessa época a Igreja ainda estava em contrução.

Feriadão de Finados

No feriadão resolvi ficar em casa, pois além de cansado precisava estudar. No domingo estava entediado e resolvi descer a serra, pela estrada da Graciosa. Foi á maior furada, pois acho que metade dos curitibanos tiveram a mesma idéia. Peguei um congestionamento monstro, levei três horas para percorrer 30 quilômetros. E com o calor que fez foi difícil ficar dentro do carro.

Acabei indo parar em Matinhos, na casa da família da Carmen. Fiquei por lá á noite, onde alem de bater papo joguei “stop” com a mulherada da casa. Fazia mais de vinte anos que não brincava disso e até que me dei bem, pois fui quem mais pontuou.

Na segunda acordamos tarde e fomos para a praia. O sol estava forte e deu pra pegar uma corzinha vermelha. Acabei nem almoçando por lá e já peguei a estrada, pois precisava voltar logo a Curitiba para estudar. Dessa vez não quis arriscar pegar novo congestionamento na Graciosa e fui pela BR, que estava com um movimento razoável, mas tranqüilo. No fim das contas valeu o breve passeio, que foi mais um relaxamento do que um descanso.

PRAIA
Congestionamento na Estrada da Graciosa. (01/11/2009)

PRAIA 2
Em Matinhos com Carmen, Raisha, Shaira, Agnes e Hedo. (02/11/2009)

Sanduba

Sábado teve “sanduba” na casa da Paulinha. O hambúrguer foi preparado pelo Cássio, dono da casa. Mesmo com a chuva atrapalhando, foi bem divertido e além de parte de nossa “turma” do Medianeira, também estavam presentes alguns membros da banda do Cássio. Exagerei um pouco e em vez de me contentar com dois sandubas, resolvi comer um terceiro e depois fiquei passando mal. Quem manda ser guloso!

6
Galera reunida. (24/10/2009)

AAA
A chuva atrapalhou nosso sanduba no quintal. (24/10/2009)

8759
Mininas animadas. (24/10/2009)

78
Caio, Vander e Cássio, o dono da casa. (24/10/2009)

Relatório da 10ª Peregrinação pelo Caminho de Peabiru

Por: Sinclair Pozza Casemiro – NECAPECAM

X Peregrinação no Caminho de Peabiru

 Altamira do Paraná-PR

                                                                                                                                           

Vejo a pedra que rola

Querendo ganhar o mundo

Sendo que foi feita pra ficar.

 Vejo o barro que se prende nas rodas de um móvel,

Nos pés calçados ou não do caminhante,aindo seu destino de ficar.

Não sei se sabem que estão buscando além do que podem

E do que lhes foi destinado.

Mas sei que a pedra acaba indo longe

Nas construções, nas estradas asfaltadas…

O barro se espalha e se vai…

Sou peregrina que anda

Nos quilômetros deste chão de tantas cores,

De tantas formas, cheiros e marcas,

E estou presa na sua extensão, passo a passo.

Mas, como as pedras e o barro,

Meus sonhos se vão

Construindo e edificando longe…

Se espalhando feito pó na imensidão do possível.

São aproximadamente vinte e uma horas e se inicia o X Simpósio sobre o Caminho de Peabiru na COMCAM  que acontece em Altamira do Paraná, na sua Casa da Cultura. Falam as autoridades locais, o representante da Câmara Municipal, o Prefeito Municipal, Sr. Paulo Castro Klipe, recepcionando os peregrinos, sob a coordenação do Mestre de Cerimônias Jonas de Oliveira e Silva. Fala também a Coordenadora Geral do NECAPECAM, Marilene Celant Miranda da Silva, pontuando a história do Caminho, a sua importância para o conhecimento de nossas raízes, do NECAPECAM; o escritor e ex-prefeito de Altamira do Paraná, Sr. Klein, que apresenta a trajetória da criação de Altamira do Paraná e também o Deputado Estadual César Silvestre, que está em visita ao município. Estão presentes autoridades do município, como o Coordenador Geral Ataliba Pedro dos Santos, o sub-prefeito de Altamira do Paraná quando se instalava o processo de municipalização na década de 1980. Autoridades representando as Igrejas do município, Secretária de Cultura Maura, professores, alunos, comunidade em geral também prestigiaram o evento. O vídeo sobre o Projeto Turístico do Caminho de Peabiru finaliza o Simpósio e o clima de confraternização continua, saindo agora os convidados, após o encerramento, para a ASMAP, onde é servido o prato típico do município – o carneiro recheado.

Jonas e sua equipe trabalharam dias na preparação do prato típico do município e seus esforços foram recompensados: “carneiro recheado” é, sem dúvida, uma das mais deliciosas comidas típicas que a COMCAM oferece. Após o jantar, do qual participam as autoridades presentes no Simpósio, peregrinos e convidados, tem início um descontraído “arrasta-pé” animado pela banda do Professor João Carlos Vieira de Matos.  Conversas são colocadas em dia, pelos peregrinos-cativos do Peabiru, gente amiga que tem feito das peregrinações  uma  alegre expectativa  a cada semestre, desde 2004. Há também novos peregrinos, que logo se enturmam, todos confraternizando com a comunidade que tão hospitaleiramente  recebe em Altamira do Paraná a X Peregrinação no Caminho de Peabiru.

Chega a hora de dormir. Cada morador se vai, vão-se os maravilhosos e já saudosos músicos, ficamos os peregrinos. Aqui e ali, se teima em dormir: um papinho que se alonga, uma brincadeirinha que desperta, mas logo o sono toma conta de todos, vindo a noite  encobrir, com seu  ruído manso, o cansaço do dia. Amanhã bem cedo peregrinaremos num novo trecho turístico do Caminho de Peabiru, da rota que um dia levou, entre outros jeitos e caminhos,  o povo guarani em sua busca da Terra Sem Mal. Mesmo conscientes de que se trata apenas da ressignificação do Caminho de Peabiru, da sua construção turística, que significa uma aproximação da história e não sua revisitação literal, somos levados a refletir sobre nossas raízes, sobre as culturas que, neste chão, antes de nós construíram seus mundos, viveram suas trajetórias de conquistas e de desafios. Nos anos de 1970, muito perto daqui, onde hoje é o município de Campina da Lagoa, as escavações do arqueólogo Igor Chmyz trouxeram à luz a vida dos Itararés, a quem o pesquisador atribui a construção dos caminhos de Peabiru nos anos 900. Isso nos faz pensar. Que sabemos dos outros grupos humanos que nos antecederam? As pesquisas hoje se avolumam, dos autóctones, da Província do Guairá, do período filipino, das missões jesuíticas, do êxodo guairenho, dos bandeirantes paulistas, dos conflitos de fronteira, da Guerra do Paraguai, das colonizações nacionais, paranaenses, dos intensos conflitos entre índios e não-índios, entre posseiros e grilheiros, enfim, de tanta movimentação que fez possível hoje aqui estarmos e aqui vivermos. Mas, muito ainda há o que se pesquisar. O projeto de peregrinação nos caminhos de Peabiru, entre outros objetivos, traz este objetivo, como essencial: reconhecer a vida que se descortinou antes de nós nestas paragens, aparentemente tão neutras, porém testemunhas silenciosas do processo humano de ocupação e conquistas que a humanidade teima em desenvolver incansavelmente, cada geração a seu tempo e a seu modo.

As perguntas ficam empurrando respostas que sempre vem em forma de novas perguntas. Nesse processo dinâmico de conhecimento, peregrinando e vivendo o presente, pisando nele por este chão tão velho, passo-a-passo, suando nele, sentindo seu ar, ouvindo seus sons tão variados,  encontrando gentes, flores, plantas, bichos, máquinas, prestando atenção no que cada qual quer dizer, lá vamos nós, peregrinos. Na construção ou na tentativa de construção de uma terra sem males, sim senhor.

Passa a noite. Chega a manhã clara, limpa. Um convite para caminhar. Iniciam-se os preparativos para o café, para a peregrinação. Cadê o Amani? Nosso guia espiritual permanente? Está na Rota da Fé. Pierini que, quando presente, também é guia espiritual, encaminha o momento da reflexão a cada vez que a Coordenadora Geral, Marilene, o chama. O café da manhã é indescritível pelas delícias da terra que são oferecidas em salgados, doces, sucos, pães, biscoitos, mel, iogurte… o carinho e a dedicação da comunidade altamirense completam a satisfação da mesa farta.

Não pode ser esquecida a fotografia. Em seguida, cada qual no seu ritmo, na sua intenção, segue o itinerário. A Coordenadora de Pesquisa explica: são apenas oito quilômetros de “batismo”. Ou seja: de peregrinação no caminho ressignificando o Peabiru, fazendo cumprir o objetivo do projeto de mapeamento, que é peregrinar sobre o trecho pesquisado e reconhecido. Porém, como os peregrinos gostam e merecem uma caminhada mais longa, o percurso se estenderá pelo seu retorno, ou seja, por mais  oito quilômetros e acrescentará mais quatorze até a beira do rio Piquiri em que se instala uma pousada convidativa. No final das contas, fim do dia, bem contadinho, foram contados trinta e quatro quilômetros.

Bem, saindo do ASMAP, os peregrinos seguem o ônibus de apoio, do município. No principal Hotel da cidade, mais peregrinos se juntam ao grupo. Descem, sobem, fazem curvas. O trajeto é estonteante: cercado de montes, diferentes vegetações, diferentes culturas, o percurso distrai e faz chegar rápido à balsa, seu ponto final. Uma das curvas mais interessantes é a “curva fria”. Ela é assim chamada, pois, neste ponto, percebe-se claramente a queda brusca da temperatura. Mesmo em tempos de verão, o ar é bastante fresco. No inverno, as pessoas chegam a temer a intensidade do frio na passagem pelo local. Protegidas, desafiam o ambiente, mas deixam sua marca no registro e batismo que lhe fazem como “curva fria”. Nós sentimos, como peregrinos, essa informação. Foi reconfortante passar por ela, foi como se fosse um “ar condicionado natural” no dizer do peregrino que andava à frente. Mais curvas e mais subidinhas e descidinhas, uma e outra mais forte, a passarada cantando, as lagartinhas passando sob nossos pés, em número incontável. Isso porque a região abriga projetos de sericultura e elas proliferam intensamente.

Mais à frente, a informação de que há, a cem metros da estrada, o poço d´água termal. Ali, a  PETROBRÁS, na década de oitenta, lacrou um poço de água com a temperatura de 42 graus. Beneficiado por dois grandes rios que o cruzam, o Cantu e o Piquiri, mais outros quarenta e um rios menores, por um relevo bastante peculiar e bioma riquíssimo em diversificação, o município de Altamira do Paraná guarda, como este,  tesouros ambientais ainda indecifrados e inexplorados.

Passos além, chegamos à Comunidade das águas cristalinas ou também conhecida comunidade da Igreja do Bom Pastor. As águas despontam aqui e ali, límpidas, muito puras. Aliás, Altamira é, como diz Maura, peregrina altamirense do Paraná, uma “cidade ilhada”. 

Mas a história insiste em ser lembrada na presença desta Igreja e de algumas casas que se avistam por ai. A região guarda nessas construções, ainda vestígios da intensa movimentação que  viveu antes do trinômio soja-trigo-gado e da construção da ponte sobre o rio Cantu em 1986. Nos áureos tempos do início da colonização altamirense,  o município contava com cerca de quatorze mil habitantes. Hoje, apenas a lembrança na memória dos antigos moradores traz de volta a escola, o campo de futebol, as festas e a movimentação econômica do lugar naquele tempo. O fato de ser o trajeto da balsa, a única saída para a região de Nova Cantu e Campina da Lagoa, contribuía para a dinâmica de centenas de pessoas neste local. É possível daqui se visualizarem as belezas do rio Cantu e a rica paisagem que o margeia. Também daqui se avista o Centro de Produção de Altamira, à esquerda de quem segue até a balsa. No Centro são desenvolvidas práticas agrícolas e pastoris que resultam em valiosos produtos para a economia altamirense, como ovos, leite, carnes, frutas e legumes.

Pouco mais adiante, deparamo-nos com a comunidade que desenvolve, entre outras quarenta do município, a sericultura. No município, esta atividade, bem como  a de aviários, a pastoril, a da agricultura, do turismo religioso e rural, agora a do Peabiru, movimentam a economia alternativamente. Isso contribui para a menor taxa de êxodo no município, embora também ele sofra as mesmas consequências da fase de expansão capitalista que todo o território paranaense sofreu a partir do século XIX, mais recentemente do século XX.

Peregrinando, peregrinando, chegamos ao “saco da Judith”. Isso mesmo. Neste ponto,  avista-se a curiosa paisagem que o rio Cantu oferece, pelo relevo ondulado em que deita suas águas. Trata-se de uma entrada de terras, semelhante a uma “península”, popularmente conhecida com “saco da Judith”. Toda a parte terrestre deste relevo pertence a Nova Cantu e toda a água que circunda o “saco da Judith” pertence a Altamira do Paraná. E é isso mesmo que faz lembrar a sinuosa entrada: um saco. A referência a Judith se dá por ter sido ela uma jovem moradora muito bonita do local, que atraía olhares e desejos pelos seus encantos. Muitas histórias ainda se contam de venturas vividas em torno dessa inesquecível personagem da vida real de Altamira do Paraná. Alguns quilômetros à frente, finalmente, com curvas e curvas, lombadas e lombadas, paisagens deslumbrantes, chegamos à “balsa do Cantu”. Sobre essa balsa, onde o Cantu se encontra com o Caratuva, vou deixar falar o altamirense do Paraná, seu sub-prefeito  entre as décadas de instalação do município, 70 e 80, o Sr. Ataliba Pedro dos Santos. Suas informações são muito valiosas. Diz, textualmente, Ataliba:

“Ainda na década de 60 por volta do ano de 1965, o senhor Luiz José Lizandro, foi procurado por pessoas que exploravam o a travessia do Rio Cantu, que ligava o Município de Nova Cantu ao povoado de Altamira do Paraná, para colocar no local uma balsa que fizesse a travessia com mais segurança, haja  vista o grande fluxo de pessoas que por ali transitavam.

Havia no local uma “balsa/embarcação” em caráter precário, um estrado de madeiras que flutuavam sobre tambores, que não oferecia nenhuma segurança aos passageiros.

O senhor Luiz José Lizandro, oriundo da cidade de Blumenau/SC, que sempre teve suas atividades ligadas a portos, sendo que seu pai e irmãos, todos conheciam bastante esse ramo, adquiriu os direitos e construiu uma embarcação no local, que era chamado de Porto Cantu/Fazenda São Luiz, pois adquiriu terras às margens do Rio Cantu.

Para construir a nova Balsa, Sr. Luiz contou com a ajuda de uns trabalhadores de Ivatuba/Pr., principalmente do senhor Nelo, que era muito experiente em  construção dessa natureza.

Aquela travessia sobre o Rio Cantu tinha papel preponderante para Altamira do Paraná, haja vista, na época, o então Distrito estava ainda em fase de colonização, onde eram exploradas as atividades agrícolas, com grande produção de Óleo de Hortelã, bem como o aproveitamento de madeiras das matas que iam sendo desbravadas. Tudo o que era necessário teria que passar pelo Porto Cantu, daí a importância daquela travessia, que sem dúvida, muito contribuiu para o desenvolvimento local.

Antes de colocar a nova balsa em funcionamento Sr. Luiz possuía outra balsa no Porto Bananeira no Rio Ivaí/Pr.

No ano de 1975, ocorreu um trágico acidente na Balsa do Sr. Luiz, um ônibus da empresa Expresso Nordeste perdeu o controle e sem freio, caiu sobre o Rio, morrendo no acidente mais de 20 passageiros, tendo uns poucos que conseguiram sobreviver.

No ano de 1993, o senhor Luiz José Lizandro, já com seu casal de filhos criados (João Lizandro  e  Julita Lizandro de Paula), resolveu vender a balsa.

Atualmente funciona uma Balsa de fabricação em aço, com locomoção manual, com todos os registros exigidos pela Capitania Fluvial dos Portos em dia, com o nome de Balsa Josué, operada pelo senhor Pedro Paulo dos Santos.

Luiz José Lizandro, (saudosa memória) natural de Blumenau/SC, nasceu em 04.11.1922, e faleceu em 05.07.2008, era casado com a senhora Marcelina Torres de Lizandro, nascida em Blumenau/SC aos 08.04.1925, que ainda reside  em sua propriedade, na localidade de Cantuzinho, no Município de Nova Cantu/Pr., poucos quilômetros distante da Balsa Josué. 

Aqui, neste ponto, os peregrinos pausam. A faixa “IVY MARÃ EY” nos recebe. Subimos à balsa. Conversamos com o balseiro, muito alegre, festeiro. Ele faz questão de nos levar, em dois grupos, até a outra margem. Ajudamos o balseiro a fazer a balsa navegar. Experiência única. São repetidas as histórias, entre elas, a do acidente de 1975. Fotos. Risos. O cansaço não consegue prevalecer e voltamos mais os oito quilômetros que até ali nos trouxeram. Passo-a-passo, alguns buscando apoio, outros seguindo em frente, uma aguinha aqui, uma barrinha e uma frutinha acolá, o carrinho da equipe de apoio, e lá vamos nós peregrinos. Ver outra vez aquelas paisagens nos faz bem. Dá um sentimento de poder, já sabemos delas. Mas, agora podemos contemplá-las melhor, prestar mais atenção aos seus ruídos, sentir melhor sua frescura e calor, prestar mais atenção também em seu solo. Difícil conter o impulso de catar as pedras que revestem os tons verdes, azuis, brancos,  abundantes no chão em que pisamos.Conversando, meditando, cantando, rindo, cada qual a seu modo, vamos em frente. Um delicioso almoço nos aguarda  na ASMAP.

Neuso, o cavaleiro do Peabiru, pois sempre está presente, oferece a carne, Santo, outro cavaleiro companheiro faz o assado. E Jonas completa com o carneiro recheado. As cozinheiras, da equipe de apoio do Jonas, cuidam dos acompanhamentos, o almoço é iniciado com o famoso “aperitivo” no garfo, passado na farinha branca, no limão. Tudo uma delícia. Ficamos agradecidos. Alguns de nós já descansam, antes mesmo da comida. Outros, aguardam e estendem-se nos gramados, rindo, brincando, ou simplesmente repousando.

É hora de voltar à caminhada. Agora serão quatorze quilômetros de um percurso que se iniciará na ACERA e terminará na pousada dos Klein. O ônibus nos leva até a ACERA. Dali para a frente, é conosco. Aqueles que se machucaram, que se cansaram, merecem o conforto  que o apoio oferece.  Mas, até às dezessete horas, aproximadamente, todos terão cumprido sua tarefa de peregrinar os restantes quilômetros do percurso. Entre idas e vindas, desvios e atalhos que fizemos, foram contados, ao final, por peregrinos, trinta e quatro quilômetros. E sempre ouvindo do Jonas, pra nos “atazanar”, que faltavam “oito quilômetros”. O percurso final, até à Pousada dos Klein, foi ainda mais desafiador: poucas casas, muitas subidas e descidas, pedras irregulares. A peregrina a meu lado, brinca: “Dizem que aqui em Altamira, se semeia a estilingue e se colhe a laço”. Por causa dos montes. Porém, apesar do sol da tarde, uma grata surpresa: as árvores se fizeram mais contínuas, a sombra foi nos acompanhando por quase todo o trajeto. O estímulo da chegada, do desafio alcançado fez o cansaço ser suportável, a energia prevalecer.

Na chegada, a recepção festiva dos amigos, a satisfação da conquista e um café delicioso, com comidas locais: queijo, pães, iogurte, sucos, biscoitos, bolos…tanta coisa e tanta delícia! Os altamirenses se empenham em oferecer uma hospitalidade que traz à tona seu capricho, sua capacidade e talento, sua amizade.

Após algum tempo, uma fotografia com todos, peregrinos, equipe de apoio do NECAPECAM, do município, convidados presentes, para coroar o evento da X Peregrinação. Jonas organiza o pessoal, recebe nossos agradecimentos. Alguns já se despedem e se vão. Agora é hora da partida, com a promessa de um novo encontro.

Até a próxima e muito obrigada a Altamira do Paraná! E também, obrigada a todos os peregrinos!

PEREGRINOS E EQUIPE DE APOIO 

Nome Cidade/Estado
   
PAULO CEZAR FRANTIOZI Cascavel – PR
EDER DE O. MACIEL Campo Mourão – PR
ZILMA ASSAD S. OTHMAN Campo Mourão – PR
JÓSIMO SERGIO CAMPANER Paraíso do Norte – PR
EDIO MARTELLO Maringá – PR
ANA MARIA G. DE S. DANTAS Paranavaí – PR
JOSÉ VANDERLEI DISSENHA Curitiba – PR
EDNA SASSAKI ZENKE Maringá  – PR
EDSON HIDEO ZENKE Maringá – PR
HENRIQUE A. VIEIRA Cascavel – PR
DALTRO ANGELO VIEIRA Cascavel – PR
ALEXANDRA YATSUDA FERNANDES BRESCANSIN Maringá – PR
EDSON ROBERTO BRESCANSIN Maringá – PR
CLARICE AP. S. PIERIN Cambé – PR
LUCAS SANTOS PIERIN Cambé – PR
CLAUDEMIR PIERIN Cambé – PR
MATHEUS SANTOS PIERIN Cambé – PR
CLELIA AP. MARTINS Cambé – PR
LERCIO RUFFO Cambé – pR
CLEIDE DOS S. RUFFO Cambé – PR
MARIA ELIANA FERREIRA JACOVÓS Maringá – PR
JAIR AVELINO JACOVÓS Maringá – PR
   
SYNÉSIO PRESTES SOBRINHO Londrina – PR
ADRIANO SOUZA BENTO Campo Mourão – PR
HYASMYNE MANUELA S. DE SOUZA Campo Mourão – PR
SINCLAIR POZZA CASEMIRO Maringá – PR
   
Equipe de Apoio  
LAZARO – IAP Engenheiro Beltrão – PR
MARIA LUIZA S. LUDEWIG Campo Mourão – PR
SINCLAIR P. CASEMIRO Nova Cantú – PR
SABRINA DE ASSIS ANDRADE Campo Mourão – PR
SANTO ANTONIO MOREIA Mamborê – PR
NEUSO OLIVEIRA Mamborê – PR
JAURITA MACHADO LESSAK Campo Mourão – PR
LORENILDA OLIVEIRA Campo Mourão – PR
MARILENE C. MIRANDA DA SILVA Campo Mourão – PR
SEVERO LAZDAN Campo Mourão – PR
ROSALINA SILVERIO SANTOS Altamira do Paraná – PR
ANTONIA COSTA SANTOS Altamira do Paraná – PR
ELIZABETE S. DA SILVA Altamira do Paraná – PR
GENI ALVES GODOY Altamira do Paraná – PR
NEUVANIA CARVALHO Altamira do Paraná – PR
EULISMARA FRANCISCA ALVES DA SILVA Altamira do Paraná – PR
NATALIA GIORDANA R. ALVES Altamira do Paraná – PR
PAULO FERREIRA Altamira do Paraná – PR
JONAS DE OLIVEIRA E SILVA Altamira do Paraná – PR
MIUZA RAINHA DE OLIVEIRA Altamira do Paraná – PR
MARLIANE MARTIELO Altamira do Paraná – PR
MAURA RAINHA DE OLIVEIRA Altamira do Paraná – PR
Equipe da Saúde  
SELMA ASSIS SANTOS Altamira do Paraná – PR
BRUNA DIANA ALVES Altamira do Paraná – PR
GENOR GOMES SOARES Altamira do Paraná – PR
GILBERTO DA SILVA Altamira do Paraná – PR
Animação  
BANDA U – TOQUE  JOVEM Altamira do Paraná – PR

10ª Peregrinação pelo Caminho de Peabiru

Sexta-feira, 9 de outubro, final de tarde, iniciava minha quarta participação (consecutiva) em peregrinações pelo Caminho de Peabiru. Essa seria a 10ª. Peregrinação organizada pelo pessoal do NECAPECAM, a segunda em 2009. Encontrei o pessoal no centro de Campo Mourão, em frente á casa da Marilene, coordenadora do NACAPECAM. Quando cheguei ao local de embarque o pessoal já estava guardando as bagagens no ônibus que nos levaria até a cidade de Altamira do Paraná, distante 130 km de Campo Mourão. Alguns participantes eu já conhecia de outras peregrinações, outros eram novatos. Outros já estavam em Altamira nos aguardando. A viagem foi tranqüila e o caminho todo fui conversando com o Edyo e Zilma.

Altamira é uma cidade pequena, basicamente com uma avenida principal e dois quarteirões de cada lado dessa avenida. A cidade fica no alto de um morro comprido e a população vive quase que exclusivamente da agricultura e da pecuária. Desembarcarmos em frente da Casa da Cultura da cidade, onde seria realizado um breve simpósio sobre o Caminho de Peabiru na região. Estavam presentes além dos peregrinos e de alguns moradores locais, algumas autoridades, como o Prefeito e um Deputado Federal. Após o simpósio fomos para a Associação dos Funcionários Municipais, onde seria oferecido um jantar com o prato típico da cidade, “Carneiro Recheado”. No mesmo local do jantar passaríamos a noite.

Como não gosto de carneiro, jantei arroz branco com cenoura e vagem. Como estava com muita fome, á comida foi um verdadeiro banquete e em nenhum momento me senti tentado a provar o carneiro. Depois da janta uma banda do local começou a tocar umas musicas e não demorou muito para o pessoal se animar e começar a dançar. O local virou um verdadeiro bailão. Como todos nós tínhamos que levantar cedo no dia seguinte o “bailão” acabou logo e fomos nos ajeitar para dormir. Escolhi um canto perto do banheiro e enchi meu colchão de ar. Uma parte do pessoal não estava a fim de dormir e resolveram ir para o centro da cidade tomar cerveja. Eu não estava com sono e mesmo não bebendo cerveja resolvi ir junto com o pessoal. Fui de carona com um fazendeiro local, chamado Santo. No dia seguinte vim a saber, que o nome dele é Santo Antonio. Acho que a mãe dele deve ter feito alguma promessa antes dele nascer. O Santo além de fazendeiro, também participa de rodeios e na carroceria da caminhonete foi junto sua égua branca, cujo nome não recordo. Como a cidade é bem pequena e era quase meia noite, só tinha um boteco aberto e não era dos mais sérios. Mas como o pessoal só queria beber não ia ter nenhum problema, principalmente porque as mulheres era maioria em nosso grupo. Ficamos ali uma hora conversando e o pessoal bebendo, depois voltamos para nosso lugar de pouso, pois o dia seguinte seria longo e cansativo.

Dormi como um anjo e até sonhei, mas levantar ás seis da manhã não foi nada agradável. Arrumei minhas coisas e quando vi a mesa do café da manhã abri uma exceção e fiz algo que normalmente não faço, que é tomar café da manhã. Tinham muitas guloseimas doces, salgadas, amargas e muito mais. Em seguida saímos para a primeira parte de caminhada do dia, com previsão de 16 km. Seguiríamos 8 km até o Rio Cantu e depois retornaríamos pelo mesmo caminho, para almoçar no mesmo lugar onde passamos a noite. A maioria do pessoal não gostou muito disso, pois caminhar duas vezes pelo mesmo caminho não é legal é monótono. O clima estava agradável, com sol, mas sem calor. A estrada no inicio era mais de descidas, mas tinham muitas pedras e isso dificultava o caminhar. A maior parte do caminho fui junto com a Zilma, Edyo e Pierin. Pra passar o tempo íamos conversando e sempre que tinha algo interessante pelo caminho, parávamos para bater fotos. E assim chegamos até o Rio Cantu, onde existe uma balsa na qual passei pela ultima vez há uns 32 anos. Pelo que me recordava daquela época, nada mudou no local, ou melhor, o que mudou foi que quase não existem mais árvores ali, agora só tem pastos e mais pastos. Fizemos a travessia do rio pela balsa e retornamos também com ela. É uma balsa manual, onde algumas pessoas tem que puxar uma corda para a balsa se mover. Foi uma experiência divertida. Logo iniciamos o caminho de volta até Altamira, dessa vez com mais subidas pelo caminho e o sol mais quente.

Passava um pouco do meio dia quando chegamos ao local do almoço em Altamira. Os 16 km até que foram tranqüilos, mas uma bolha no dedinho estava incomodando. Logo fui almoçar e dessa vez além do carneiro recheado, também tinha churrasco. Acabei comendo demais, meio que para compensar as cenouras da noite anterior. Não tivemos muito tempo de descanso e logo pegamos a estrada novamente. Fomos de ônibus até um determinado local e iniciamos nossa caminhada. A estrada era de pedras irregulares e isso após algum tempo fazia os pés doerem muito. Após uma meia hora saímos dessa estrada ruim e seguimos por uma estrada de terra, com muitas subidas, pastos em volta e paisagens bonitas. Ter comido demais no almoço me deu uma lezera danada e foi difícil caminhar a tarde toda. Andamos mais 16 km e terminados o dia em uma fazenda ás margens do Rio Piquiri, um local muito bonito. Um farto café nos esperava e antes de escurecer embarcamos no ônibus e fomos para Altamira. Lá pegamos nossas bagagens, me despedi da maioria do pessoal e embarquei no ônibus rumo a Campo Mourão. O cansaço era tanto que o papo foi bem curto, quase todos acabaram dormindo até chegarmos a Campo Mourão.

Agora é esperar a próxima peregrinação em 2010. Para muitos caminhar quilômetros e mais quilômetros debaixo de sol, chuva e poeira é programa de índio ou de maluco. Mas quem participa dessas peregrinações acaba enfrentando seus limites, fazendo amizades e tendo experiências interessantes. Daí muitos nunca mais aparecem, mas a maioria sempre está voltando, pois é algo viciante. 

Simpósio na Casa da Cultura de Altamira do Paraná. (09/10/2009)

Café da manhã.

Inicio da Peregrinação. (10/10/2009)

Pelo caminho encontravamos pessoas, construções e animais...

Imagens do caminho.

Balsa do Rio Cantu.

Estrada e mais estrada para percorrer...

Fim de peregrinação ás margens do Rio Piquiri.

Rio 2016

rio 2016

Depois do Pan, da Copa, agora teremos Olimpíada no Brasil. Os únicos beneficiados serão políticos, empreiteiros e os puxa sacos de sempre. A corrupção vai atingir níveis recordes. Podiam utilizar esse dinheiro para muitas coisas mais importantes e emergenciais. Mas como estas emergências não dão votos e não saem na mídia mundial, o populista Lula prefere investir em mega eventos à custa de dinheiro publico. Parabéns ao Lula, que venceu mais uma com seu populismo barato e meus pêsames para os pobres do Brasil, que serão os mais prejudicados, pois o dinheiro destinado as obras para Copa do Mundo e Olimpíada, vai na verdade sair do bolso deles.

Túnel do Tempo: atleta estudantil

Hoje inauguro o “Túnel do Tempo” aqui no blog. Nele estarei publicando semanalmente alguma foto antiga e contando alguma história relacionada á foto. E pra inaugurar o “Túnel do Tempo”, publico três fotos dos tempos de adolescência em Campo Mourão, quando era esportista no colégio. São fotos de quando tinha 13, 14 e 15 anos. 

               Time de vôlei do Colégio Estadual, que foi montado ás pressas para disputador os Jogos Estudantis de Campo Mourão em novembro de 1983. Ficamos em segundo lugar, perdendo a final para o Colégio Afirmativo (hoje Colégio Integrado).

Colégio Estadual - 1983
Colégio Estadual - 1983

                  Time de basquete do Colégio Estadual, que ficou em terceiro lugar nos Jogos Estudantis de Campo Mourão em novembro de 1984. O garotinho agachado junto á bola é o Wagner, meu irmão, que na época tinha seis aninhos.

Colégio Estadual - 1984
Colégio Estadual - 1984

 

          Esse é o time de basquete do Colégio Unidade Pólo, que disputou os Jogos Escolares do Paraná Fase Regional, em 1985. Fomos desclassificados na primeira fase, mas desse time, eu, Silvinho, Everaldo e Paulo Fernando, faríamos parte da equipe que no ano seguinte foi Campeã dos Jogos Escolares do Paraná Fase Regional em Umuarama e que no final de 1986 disputou a fase final dos Jogos Escolares do Paraná na cidade de Rio Negro. O cara de óculos e calça jeans é o Agnaldo, falecido num acidente de moto já faz alguns anos. A publicação dessa foto fica sendo uma homenagem a ele.

Colégio Unidade Polo - 1985
Colégio Unidade Polo - 1985

Pedal de domingo

Ontem aproveitei um raro domingo de sol e fui andar de bike. Sai de casa ao meio dia e retornei ás 16 horas. O inicio do passeio foi difícil, pois o sol estava quente e ventava muito forte. E pra piorar o vento estava de frente, dificultando muito o pedal. Fui até o Parque São Lourenço, distante 12,5 km de minha casa. Lá aproveitei para descansar um pouco e fiquei vendo as ovelhas que são responsáveis por “aparar” o gramado do lugar. O tempo virou de repente e se formou um daqueles temporais típicos de primavera. Consegui um local para me esconder da chuva, que tão rápido como veio, acabou partindo.

Dando continuidade ao passeio, passei rapidamente pelo Bosque João Paulo II e pelo Passeio Público. Quando estava seguindo para casa, ouvi um barulho de musica e vi uma grande aglomeração de pessoas. Acabei indo ver o que era tal rebuliço e ao chegar perto descobri que era a “Parada Gay de Curitiba”. Fiquei um tempo parado na rua vendo a movimentação. Pelo que vi, deviam mudar o nome para “Parada Lésbica de Curitiba”, pois o que mais tinha era mulher com mulher, um “desperdício” total. O que me chamou atenção foi a enorme quantidade de menores de idade consumindo álcool e cigarro. O cheiro de maconha dominava o lugar, que também estava repleto de crianças acompanhadas pelos pais, pelas mães e mães, pelos pais e pais e sei lá mais o que. Como estava quase na hora do jogo do Corinthians na TV, o tempo estava virando para chuva novamente e o ambiente não me agradava, resolvi pegar minha bicicletinha e seguir para casa, onde cheguei uns cinco minutos antes de cair a maior chuva.

Parque São Lourenço. (27/09/2009)
Parque São Lourenço. (27/09/2009)

Com as ovelhinhas do Parque São Lourenço. (27/09/2009)
Com as ovelhinhas do Parque São Lourenço. (27/09/2009)

em frente ao Bosque João Paulo II. (27/09/2009)
em frente ao Bosque João Paulo II. (27/09/2009)

Parada Gay de Curitiba. (27/09/2009)
Parada Gay de Curitiba. (27/09/2009)

Chuva curitibana

O inverno curitibano terminou com bastante chuva e a primavera começou com ainda mais chuva. É água que não acaba mais. Isso me fez lembrar um texto do publicitário Ernani Buchmann, ex-presidente do Paraná Clube, o qual conheci nos tempos em que trabalhei na Stella Barros Turismo. O texto fala sobre a chuva em Curitiba:

“Chuva por exemplo. Quando chove de manhã, fique certo: chove de tarde. Se chove depois das quatro, nenhum problema: vai continuar chovendo três dias. Se começa de madrugada, continua de manhã. E assim vai. A chuva tem amor tão grande por Curitiba, e vice-versa, que as duas são inseparáveis. Começo a desconfiar ser a fidelidade a Curitiba que não deixa a chuva aparecer no sertão nordestino.”

O campo virou uma piscina. (28/09/2009)
O campo virou uma piscina. (28/09/2009)

Visão da janela de minha sala no Medianeira. (28/09/2009)
Visão da janela de minha sala no Medianeira. (28/09/2009)

Novamente viajando

Definitivamente não adianta eu ficar falando que é “a última viagem” para Porto Alegre/São Leopoldo, que sempre existe outra. Agora não falo mais nada, melhor ficar quieto. E nessa semana acabei viajando novamente para o extremo sul. E quando acho que já enfrentei a pior turbulência, a viagem seguinte tem sempre me presenteado com uma turbulência maior. E na ida chovia forte, tinha raios, trovões e pensei que o Boeing da Web Jet não ia decolar. E mais uma vez o pessoal da Web Jet mostrou que são muito bons ou muito malucos e decolaram em meio aos raios e trovões. Não tínhamos nem atingido altitude de cruzeiro e começaram fortes turbulências de dar medo. Pra piorar eu estava numa das últimas filas, onde o avião balança mais e a sensação não era nada agradável. Atrás de mim teve duas mulheres que começaram a gritar, próximo tinha gente rezando e muitos outros assustados olhando para os lados. Depois as turbulências acalmaram um pouco mas não cessaram até o final do vôo. Quando desembarquei em Porto Alegre meu desejo era de ajoelhar e beijar o chão, igual o Papa João Paulo II fazia em suas viagens internacionais.

Os dois dias em Porto Alegre foram de muito trabalho, problemas pra resolver e stress total. Tanto stress que voltei com minha “labirintite atacada”. De consolo, foi que a viagem de volta foi com céu limpo, sem nuvens, chuva, trovões e principalmente sem turbulências.

Na Unisinos, vendo tabelas salariais com Amélia. (24/09/2009)
Na Unisinos, vendo tabelas salariais com Amélia. (24/09/2009)

Em Porto Alegre, aguardando o horário do embarque. (24/09/2009)
Em Porto Alegre, aguardando o horário do embarque. (24/09/2009)

O avião em que ia embarcar sendo "preparado". (24/09/2009)
O avião em que ia embarcar sendo “preparado”. (24/09/2009)

Desembarcando em Curitiba. (24/09/2009)
Desembarcando em Curitiba. (24/09/2009)

Campeão de Futebol – Jap´s 1976

A foto abaixo encontrei por acaso navegando pela internet. A foto é do time de Campo Mourão, campeão do Futebol de Campo nos Jogos Abertos do Paraná de 1976, realizados em Campo Mourão. Na época o futebol de campo foi á única modalidade em que Campo Mourão ganhou medalha de ouro.

O que me chamou atenção na foto foi que além de um tio fazer parte desse time campeão, conheci em minha infância muitas das pessoas que estão na foto. Outro detalhe é que tenho a “medalha” dessa conquista, que achei na rua lá em Campo Mourão no inicio dos anos oitenta. Só não sei quem perdeu e também onde foi que a guardei. Vendo essa foto também pude me lembrar de fatos que estavam meio esquecidos em minha memória, relativos a este dia de conquista que foi muito comemorada em Campo Mourão. Na época eu era um garotinho de seis anos e presenciei parte dessa comemoração.

1- Fernando "Japonês", 2- Mário Lima, 3- Orlando, 4- Beto Lima, 5- João Carlos Dissenha, 6- Calhambeque, 7- Jadir Ribeiro, 8- Odair, 9- Rubens "Milico", 10- Nilson Mendes Cardoso, 11- Gildão (in memorian), 12- Pedro Cordeiro, 13- Pedro "Cheiroso", 14- Luiz Carlos Khel, 15- Rosalino, 16- Flávio Angheben, 17- José Carlos "Baianinho", 18- Juarez Mendes, 19- João Miguel Baitala, 20- Flavinho Marques, 21- Aldevino "Vininho" da Silva, 22- Luiz Carlos "Luizinho" G. Freitas e 23- Paulo Gilmar Fuzeto.
1- Fernando “Japonês”, 2- Mário Lima, 3- Orlando, 4- Beto Lima, 5- João Carlos Dissenha, 6- Calhambeque, 7- Jadir Ribeiro, 8- Odair, 9- Rubens “Milico”, 10- Nilson Mendes Cardoso, 11- Gildão (in memorian), 12- Pedro Cordeiro, 13- Pedro “Cheiroso”, 14- Luiz Carlos Khel, 15- Rosalino, 16- Flávio Angheben, 17- José Carlos “Baianinho”, 18- Juarez Mendes, 19- João Miguel Baitala, 20- Flavinho Marques, 21- Aldevino “Vininho” da Silva, 22- Luiz Carlos “Luizinho” G. Freitas e 23- Paulo Gilmar Fuzeto.

Viajando de novo…

Mal desfiz a mala da viagem a Campo Mourão e já tive que viajar novamente. Mais uma vez o destino é Porto Alegre/São Leopoldo. Essa é pra ser a última viagem ao sul, mas já disse isso tantas outras vez e tive que voltar, que melhor dizer que é mais uma viagem em vez de dizer que é a última.

Choveu muito o dia todo e estava prevendo uma viagem difícil, com atraso e turbulência. O atraso não houve e por incrível que pareça apesar da quantidade de chuva o vôo saiu na hora. Já turbulência houve muita, teve uns dois minutos que foram críticos e acredito que tenha sido a maior turbulência que enfrentei até hoje. Ainda bem que estou quase curado da fase de pânico em voar, senão teria enfartado em pleno vôo. O que achei interessante foi que há quase dois meses, a TAM cancelou meus vôos em Porto Alegre por culpa da chuva e naquela oportunidade os aviões da Web Jet pousavam e decolavam tranquilamente. E hoje com o tempo bem pior do que daquela vez a Web Jet saiu e chegou no horário. Das duas uma, ou os pilotos da Web Jet são muito bons que voavam com qualquer tempo, ou são muito loucos que também voavam com qualquer tempo. Já a TAM, ameaçou chuva estão cancelando ou atrasando vôos.

entrando na plataforma de embarque em Curitiba. 09/09/2009
Entrando na plataforma de embarque em Curitiba. 09/09/2009

Embarcando no Boeing da web Jet. 09/09/2009
Embarcando no Boeing da Web Jet. 09/09/2009

Feriadão…

Para aproveitar o feriadão da independência, que para os curitibanos tem um dia a mais em razão do dia 8 ser feriado da padroeira, resolvi cair na estrada. Sai de Curitiba no sábado após o almoço e segui rumo a Campo Mourão. O dia estava bonito, meio nublado, mas quente e a estrada com transito intenso. Parei para almoçar num restaurante de beira de estrada e para relembrar meus tempos de criança quando viajava de caminhão com meu pai, pedi um “Prato Feito” e comi no balcão da lanchonete, cercado por caminhoneiros. Eu que não gosto de deixar comida no prato, fui obrigado á deixar um pouco, pois tinha tanta comida que não dei conta. Mas estava uma delicia! De barriga cheia voltei pra estrada e até Ponta Grossa o transito estava complicado, depois acalmou. Estava torcendo pra não chover, acho que mais pra não sujar o carro em razão dele estar limpo e encerado, do que propriamente do perigo de viajar com chuva. Mas não teve jeito, peguei chuva em dois curtos trechos, que foram suficientes pra enlamear o carro todo. Durante a viagem estava com a sensação de faltar “alguém” ao meu lado, para conversar, mostrar coisas na estrada, fazer meus costumeiros “comentários”. Os últimos trezentos quilômetros fiz sem paradas e com o transito mais tranqüilo acabei chegando em Campo Mourão bem antes do planejado. Nos últimos 20 quilômetros, entre Luisiana e Campo Mourão tem umas retas longas aonde cheguei a 170 km/h. Nem sabia que meu carrinho conseguia atingir tal velocidade.

O período que passei em Campo Mourão quase não sai de casa. Aproveitei para arrumar algumas coisas, conversar com a família, descansar, comer a comida da mamãe e brincar com os cachorros. A família tem uma nova aquisição, uma vira-lata chamada Mily que é doidinha e não para um minuto. Criamos certa empatia e brinquei um monte com ela. Na volta dei carona para meu tio Teixeira e a viagem não foi tão solitária. Mas foi uma viagem complicada, com muita chuva, acidente pelo caminho e transito carregado, com muitos curitibanos retornando pra casa no último dia do feriadão. No trecho entre Ponta Grossa e Curitiba pegamos um temporal que nunca vi igual. Não dava pra ver nada e em alguns trechos tive que “colar” atrás de um caminhão e segui-lo, pois era impossível enxergar a estrada. Acho que se o caminhão saísse da estrada eu acabaria saindo junto. Felizmente chegamos sãos e salvos, mas com quase três horas de atraso. Após essa viagem posso me considerar um bom motorista, pois enfrentei situações difíceis, saindo ileso e sem (muitos) sustos.

Estrada entre Curitiba e Campo Mourão. (05/09/2009)
Estrada entre Curitiba e Campo Mourão. (05/09/2009)

Eu e o velho Jack. (Campo Mourão - 07/09/2009)
Eu e o velho Jack. (Campo Mourão - 07/09/2009)

Dona Vanda e seu jardim. (Campo Mourão - 07/09/2009)
Dona Vanda e seu jardim. (Campo Mourão - 07/09/2009)

Wagão em New York

Em agosto meu mano Wagner esteve passeando pelos Estados Unidos durante uma semana. Ele passou por Nova York, Washington, Orlando e Miami. Essa é a segunda vez que ele esteve nos EUA e reveu alguns locais que já conhecia e conheceu novos lugares. Fiquei com vontade de ter ido junto, principalmente para rever Nova York e Orlando, além de conhecer alguns locais históricos e museus de Washington.  Aproveito para postar algumas fotos que ele tirou durante sua passagem por “New York City”.

Porta Aviões USS Inteprid, que virou museu no Porto de New York.
Porta Aviões USS Inteprid, que virou museu no Porto de New York.

Ponte do Brooklyn, Times Square de dia, vista do alto do Empire State e Times Square á noite.
Ponte do Brooklyn, Times Square de dia, vista do alto do Empire State e Times Square á noite.

Jantar no Wendy´s, Central Park e Metropolitan Museu.
Jantar no Wendy´s, Central Park e Metropolitan Museu.

Museu de História Natural e o dinossauro do filme "Uma Noite no museu" e a esqeurda embaixo o "Ground Zero", onde ficava o World Trade Center.
Museu de História Natural e o dinossauro do filme “Uma Noite no Museu”. A esquerda embaixo, o “Ground Zero”, onde ficava o World Trade Center.

Esquina mais famosa de New York: Broadway com Wall Stret. Edifício Dakota, onde Lenon Morava e morreu em frente. Na parte de baixo: Arco da Praça Washington e Strawberry Field (dentro do Central Park).
Esquina mais famosa de New York: Broadway com Wall Stret. Edifício Dakota, onde Lenon Morava e morreu em frente. Na parte de baixo: Arco da Praça Washington e Strawberry Field (dentro do Central Park).

Bike…

Após um longo tempo sem pedalar, sábado voltei a andar de bike. Nos últimos dias tinha voltando de forma leve ás atividades esportivas, caminhando, fazendo alongamento e correndo um pequeno trecho. E o melhor de tudo é que meu tendão não doeu em nenhum momento o que me deixou extremamente feliz. Agora vou continuar as atividades esportivas, intensificando o volume e grau de dificuldade aos poucos. Já são quase dez meses parado para recuperar o problema no tendão, então preciso voltar com calma ás atividades.

O passeio de bike foi de 16 km, onde nos primeiros dois quilômetros pensei em desistir, pois senti muitas dores nas pernas, mas depois que o corpo esquentou as dores sumiram. A parte ruim foi que estava frio e na volta para casa enfrentei um vento muito gelado bem na cara. Outro ponto negativo foi atravessar de forma displicente uma grande avenida próxima a PUC, olhando somente para um dos lados da rua e por muito pouco não fui atropelado. Nunca tinha dado uma bobeira dessas em meus passeios de bike e daqui pra frente á atenção será redobrada, pois qualquer mínima distração pode ter conseqüências sérias.

ciclovia em frente ao "Passeio Público". (22/08/2009)
Ciclovia em frente ao “Passeio Público”. (22/08/2009)

Pausa para dencanso. (22/08/2009)
Pausa para descanso. (22/08/2009)

Peanut Butter

Essa semana pude matar minha vontade de Manteiga de Amendoim (Peanut Butter). A Carmen voltou do Canadá e me trouxe um pote, daí o Wagão voltou dos Estados Unidos e me trouxe dois potes da JIF e ainda me deu outro pote que tinha trazido do Chile em maio. Agora tenho dois quilos de manteiga de amendoim que vão durar por um longo tempo.

Minhas manteigas de amendoim. (20/08/2009)
Minhas manteigas de amendoim. (20/08/2009)

Vou comer todas e não dividirei com ninguém!
Vou comer todas e não dividirei com ninguém!

Aniversário do Blog

E o Blog completou um ano de vida. Ele que começou meio que sem querer, com o passar do tempo foi ganhando forma e nos últimos meses está com uma média de mil visualizações mês, o que é muitíssimo acima do que jamais imaginei. E já que a “brincadeira” está dando certo, vamos seguir adiante e ver se ele chega aos dois anos de vida. Até aqui foram 150 postagens, 5.036 visualizações, com 28 comentários. O dia mais movimentado foi 16 de junho, quando aconteceram 65 visualizações no mesmo dia.

Primeira postagem no Blog, em 12/08/2008.
Primeira postagem no Blog, em 12/08/2008.

De volta ao lar…

Após quase dez dias no Rio Grande do Sul, ontem finalmente voltei para casa. Viajei no meio da tarde, o tempo estava bom, o avião saiu no horário, ou seja, tudo perfeito, até demais. Sempre que viajo sozinho pro Rio Grande do Sul acontece algum problema. Quando viajo com outros companheiros do trabalho, normalmente tudo da certo. Isso já está até virando motivo de piada, de que sou pé frio e que ninguém quer viajar junto comigo. E ontem não foi diferente, após meia hora de vôo achei estranho quando o avião fez uma manobra que normalmente não faz naquele momento do vôo. Após quatro anos voando nessa rota com certa freqüência, acabei meio que decorando os procedimentos normais. Mais estranho ainda foi quando percebi que o avião estava voltando para Porte Alegre. Levantei a cabeça assustado a procura de uma comissária para perguntar o que estava acontecendo e antes que encontrasse alguma o piloto avisou pelo rádio que o aeroporto de Curitiba estava com problemas de radar, o que gerou um aumento no trânsito de aeronaves. Por essa razão ele tinha recebido a ordem de ficar onde estava e que se o problema perdurasse por mais tempo, seguiríamos até Campinas, pois não dava pra ficar rodando no mesmo lugar por muito tempo, já que existe um nível de segurança para o consumo de combustível. Após esse aviso soltei em voz baixa um “tava demorando”, meio que conformado e com raiva de sempre ter algum problema em meus vôos solo. Tentei continuar lendo meu livro, mas ficar voando em círculos pra mim é bastante incomodo, pois ataca minha labirintite. Fiquei torcendo em silêncio para que não precisacemos ir pra Campinas, pois atrasaria muito a viagem. Após 20 minutos de vôo em circulo, novo aviso do piloto, de que ainda não tinham resolvido o problema em Curitiba e que em vez de irmos pra Campinas a nova opção de desembarque seria Florianópolis, que era bem mais perto de onde estávamos. Mais cinco minutos de vôo em círculos e novo aviso, dizendo que finalmente seguiríamos para Curitiba. Fiquei feliz!

Chegando em Curitiba já estávamos perto do aeroporto, em baixa altitude, na rota de aterrissagem, quando de repente o avião começou a subir e se distanciou do aeroporto. Mau sinal isso, comecei a me preocupar novamente. Demos duas voltas por sobre Curitiba e na terceira volta, quando estávamos sobrevoando o bairro Champagnat, o avião acelerou bruscamente e começou a subir. A manobra era totalmente estranha e muitos passageiros estavam olhando para os lados assustados. Eu fiquei colado na janelinha e logo vi que a nossa esquerda tinha outro avião quase na mesma altitude e numa distância que não é normal. Em dezenas de vôos que já fiz, nunca tinha visto outro avião voar tão perto do avião em que eu estava. Entendi então o motivo da subida rápida que estávamos fazendo e ao mesmo tempo fiquei ainda mais preocupado, pois a situação não era nada normal. Logo começamos a baixar e ficamos na rota que segue até o aeroporto, inclusive passando quase por cima de minha casa.

Aterrissamos sem problemas e quando pensei que tudo estava bem, notei que seguíamos para uma parte distante do aeroporto e então vi que todas as plataformas de desembarque estavam ocupadas e o trânsito no aeroporto estava intenso. O avião mal parou e o pessoal começou a se levantar, logo o piloto deu o aviso costumeiro para a comissária destravar a porta. Estava olhado pela janela e nesse momento dei uma risada que fez com que outras pessoas me olhassem espantadas, principalmente a senhora que tinha viajado ao meu lado e que já estava em pé esperando para desembarcar. Olhei pra ela e falei que podia sentar de novo, porque não tinha escada para descermos. Em seguida o piloto falou pelo rádio que o pessoal de terra não estava preparado para nosso pouso fora das plataformas e que não tinha escada no local para descermos. Ele pediu desculpas pelo ocorrido e que esperássemos um pouco. Dali alguns minutos começou a chegar vários veículos da TAM, com o pessoal da limpeza, o da bagagem, combustível, ônibus para os passageiros, a nova tripulação, pois o vôo seguiria para Fortaleza e finalmente a escada. Sei que foi muito engraçada aquela cena do pessoal vindo rapidamente para o local onde estávamos. Fiquei me divertindo observando a cena e acabei esquecendo de fotografar o momento em que traziam a tão aguardada escada. Mais alguns minutos e finalmente desembarcamos,  seguindo de ônibus até o terminal de desembarque. Ao todo foram cinqüenta minutos de atraso e para mim a certeza de que minhas viagens solitárias entre Curitiba e Porto Alegre sempre trazem surpresas desagradáveis e algumas até engraçadas. Daqui pra frente vou pedir pra sempre viajar acompanhado, pois estou começando a acreditar no pessoal que me chama de pé frio.

Próximo a pista "as marcas" das chuvas do final de semana.
Próximo a pista “as marcas” das chuvas do final de semana.

Sobrevoando Curitiba. (12/08/2009)
Sobrevoando Curitiba. (12/08/2009)

No retângulo meu local de trabalho e no quadrado o prédi onde moro.
No retângulo meu local de trabalho e no quadrado o prédio onde moro.

Terminal lotado, espera para o desembarque e aguardando o Taxi. (12/08/2009)
Terminal lotado, espera para o desembarque e aguardando o Taxi.

Domingo chuvoso

 E a chuva não para, desde sexta-feira que chove sem parar dia e noite, noite e dia. Com tanta água caindo, a melhor opção foi passar o dia no hotel, dormindo, comendo, lendo e vendo TV. Vi dois filmes e duas partidas de futebol, além de outras “porcarias”. Só dei uma rápida saída até o quarteirão de cima, para comprar sorvete, pois estava com “desejo”. Já estou com dor nas costas de ficar deitado. O dia foi muito bom para descansar, já que a semana foi de bastante trabalho.

 Chove chuva, chove sem parar…

Hotel Express, minha casa em S. Leopoldo.
Hotel Express, minha casa em S. Leopoldo.

Centro de S. Leopoldo, deserto no domingo a tarde.
Centro de S. Leopoldo, deserto no domingo a tarde.

Casa da Cultura Mário Quintana

Hoje choveu o dia todo aqui no sul. Levantei tarde e depois fui para Porto Alegre passear. A chuva acabou atrapalhando o passeio e não me demorei muito, logo voltando ao hotel em São Leopoldo. Até Porto Alegre leva meia hora de trem (metrô de superfície). Dei uma rápida caminhada pelo centro e fui num lugar onde já estive ano passado e de que gostei muito, a Casa da Cultura Mário Quintana. Ela funciona no antigo Hotel Majestic, bem no centro de Porto Alegre. Leva o nome de Mário Quintana porque ele morou no hotel entre 1968 e 1980. O quarto em que o poeta vivia foi recriado, com muitos objetos originais e fica aberto para visitação.

Hotel Majestic: Foi o primeiro grande edifício de Porto Alegre em que se utilizou concreto armado. Concebido para ocupar os dois lados da Travessa Araújo Ribeiro, interligando a construção, grandes passarelas, embasadas por arcadas e contendo terraços, sacadas e colunas. Em 1916 iniciaram-se as obras, concluindo em 1918 a primeira parte do edifício. Em 1926 foi projetada a parte leste. Ao finalizar a obra, em 1933, o Hotel Majestic possuía sete pavimentos na ala leste e cinco na parte oeste. O Hotel transformou-se em um marco histórico no desenvolvimento e modernização de Porto Alegre, com uma localização privilegiada, quase às margens do Rio Guaíba. Os anos trinta e quarenta foram os de maior sucesso do Majestic. O Hotel hospedou desde políticos importantes como Getúlio Vargas a vedetes famosas como Virginia Lane e artistas como Francisco Alves, na época o maior cantor do Brasil. Nos anos cinqüenta e sessenta iniciou-se o processo de desgaste do Hotel. As elites saíram do centro e foram instalar-se em bairros diferenciados. O centro tornou-se local de serviços diurnos, com um comércio agitado que fechava suas portas à noite. As pessoas não viajavam mais nos vapores e a construção da nova rodoviária proporcionara o surgimento de vários hotéis a sua volta. Lutadores de luta livre substituíram antigos hóspedes, além de solteiros, viúvos, boêmios e poetas solitários como Mario Quintana, que ali se hospedou de 1968 a 1980. Ao final, dos trezentos quartos, passou a ter funcionando pouco menos de cem. O edifício foi posto à venda na década de setenta e em dez anos, apenas dois interessados surgiram, os quais desanimaram frente às reais condições do prédio.

Casa de Cultura Mário Quintana: Os prefeitos de Porto Alegre, a partir de 1980, propuseram projetos para remodelar a área central da cidade e o Hotel Majestic foi lembrado nessa movimentação da população pela valorização de sua história. Mas antes disso muito se perdeu. Em 1980, por exemplo, foi realizado um leilão com os móveis e utensílios do Hotel, que hoje encontram-se dispersos e em mãos de particulares. O prédio foi adquirido pelo Banrisul, em julho de 1980. Em 1982 o governo do Estado adquiriu o Majestic do Banrisul. Em seguida, no ano de 1983, o Majestic foi arrolado como prédio de valor histórico e iniciada sua transformação em Casa de Cultura. No mesmo ano recebeu a denominação de Mário Quintana. A obra de transformação física do Hotel em Casa de Cultura, entre elaboração do projeto e construção, desenvolveu-se de 1987 a 1990. O projeto arquitetônico foi assinado pelos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski, os quais tiveram o desafio de planejar 12.000 m2 de área construída para a área cultural, em 1.540m2 de terreno. Em 25 de setembro de 1990 a casa foi finalmente aberta.

 

Metro: S. Leopoldo/Porto Alegre. (08/08/2009)
Metro: S. Leopoldo/Porto Alegre. (08/08/2009)

Casa da Cultura Mario Quintana. (08/08/2009)
Casa da Cultura Mario Quintana. (08/08/2009)

Quarto de Mario Quintana.
Quarto de Mario Quintana.

Final de tarde chuvoso em Porto Alegre. (08/08/2009)
Final de tarde chuvoso em Porto Alegre. (08/08/2009)

Novamente no Rio Grande do Sul

Mais uma vez estou em São Leopoldo. Essa é a terceira vez nos últimos trinta dias. Ao menos estamos na fase final de implantação do sistema novo e logo não precisarei mais vir pra cá. Cheguei aqui na segunda-feira á noite e fico até a terça-feira da próxima semana. Vou emendar o final de semana, pois não vale a pena viajar pra Curitiba na sexta a noite e voltar para cá no domingo a noite. Correria um grande risco de enfrentar atrasos em razão de nessa época do ano os aeroportos de Curitiba e Porto Alegre fecharem várias vezes em razão do mal tempo.

Vanderlei, Ademir e Cleusa. (05/08/2009)
Vanderlei, Ademir e Cleusa. (05/08/2009)

Marcon, o garoto dos manuais. (05/08/2009)
Marcon, o garoto dos manuais. (05/08/2009)

Elis Gomes… made in USA

Hoje “reencontrei” minha antiga e querida amiga Elis Gomes. O reencontro foi pela net e para sabermos um do outro, ela deu uma olhada no meu blog e olhei o blog dela. Nessa vida corrida que levamos a maneira mais rápida de ter notícias dos amigos acaba sendo as ferramentas que a internet nos proporciona.

A Elis é paraibana e está morando nos Estados Unidos, onde casou e tem um linda filha, a Ana Celina. O blog dela é muito capricahdo e se alguém quizer dar uma olhada o endereço é : leoninapb.blogspot.com

Elis e a pequena Ana Celina.
Elis e a pequena Ana Celina.

Elis com seus esposo Willian e sua filha Ana Celina
Elis com seus esposo Willian e sua filha Ana Celina

Falta de respeito

A foto abaixo tirei faz algumas semanas, num sábado pela manhã, no calçadão da Rua Xv de Novembro (Rua das Flores). O dono dessa Mercedes subiu na calçada, estacionou seu carro escondido atrás de uma banca de revistas e saiu passear. Fiquei uma meia hora observando e ele não voltou e nem apareceu alguém para multá-lo. Isso é uma total falta de respeito e certeza de impunidade por parte do dono do carro.

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Viajando novamente

Estou novamente no Rio Grande do Sul. Desembarquei em Porto Alegre ás 17h20min e segui de carro para São Leopoldo. Diferente da semana passada, dessa vez não teve atrasos. Vim pela Web Jet e mesmo ainda tendo um pouco de receio em razão da idade de seus aviões, aos poucos estou simpatizando com ela. Saímos de Curitiba com tempo ruim e até metade da viagem enfrentamos muita turbulência. Depois o sol apareceu e a viagem foi tranqüila.

No aeroporto em Curitiba acabei encontrando minha grande amiga Carmen e toda sua família. A Carmen, o pai dela (seu Alfredo) e sua irmã Agnes, estavam embarcando para São Paulo e de lá seguiriam para o Canadá. Até a sala de embarque seguimos juntos e lá dentro cada um foi para seu portão. Também estavam no aeroporto se despedindo da Carmen, a Dona Adele (sua mãe), seu cunhado Hedo, sua sobrinha Shaira e sua outra sobrinha mais nova que não lembro o nome. Aproveitei para reforçar com a Carmen minhas encomendas do Canadá, que são uma latinha de Coca-Cola para minha coleção e um pote de manteiga de amendoim. Nada de muito importante ou difícil de trazer.

Aqui em São Leopoldo, no hotel encontrei o Mauricio e o Valmir, que trabalham comigo. Fomos os três jantar no shopping perto do hotel. Como ainda estou mal do estomago, tomei apenas uma sopinha básica. To com fome!!! 

Seu Alfredo, D. Adele, Carmen, Agnes, Hedo e Vanderlei. (22/07/2009)
Seu Alfredo, D. Adele, Carmen, Agnes, Hedo e Vanderlei. (22/07/2009)

Seu Alfredo, Carmen, Shaira, Agnes e sua filha caçula. (22/07/2009)
Seu Alfredo, Carmen, Shaira, Agnes e sua filha caçula. (22/07/2009)

Novo caos aéreo…

Minha semana em Porto Alegre acabou sendo bem difícil. Após o longo atraso na viagem de ida, tive problema de intoxicação alimentar, gripe (não suína) e uma volta com vôos cancelados, atrasos e desvios de rota. Foi uma verdadeira odisséia conseguir voltar pra casa. Eu deveria embarcar para Curitiba na quinta-feira a tarde, num vôo da Tam que vinha de Buenos Aires. Meu horário de embarque estava marcado para 17h30min. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, fiz o chekin, dei uma volta e fui pra sala de embarque. Estava chovendo e nada de liberarem o embarque. Quando deu 17h40min o painel avisou que o vôo tinha sido cancelado, pois em razão do mal tempo o avião não conseguiu pousar em Porto Alegre. Para quem estava com um pouco de febre e dores pelo corpo, sonhando com uma cama, a noticia não foi nada agradável.

Após enfrentar meia hora numa fila, consegui remarcar meu vôo para 21h40min. Então aproveitei o tempo vago para lanchar e ir no cinema do aeroporto. Assisti “A Proposta”, com Sandra Bullock. O filme até que é bonzinho, mas estava muito cansado e acabei cochilando um pouco. Após sair do cinema fui para o embarque torcendo que não cancelassem o vôo novamente. A chuva aumentou e quando deu o horário de embarque, nada do avião aparecer. Esperamos por mais uma hora e finalmente apareceu no painel que o vôo tinha cancelado. Dois cancelamentos num mesmo dia, para mim foi inédito. O jeito foi correr para a fila do chekin junto com mais umas duzentas pessoas.

Após uma hora de fila e de recuperar minha mala, ao fazer o novo chekin descobri que teria que dormir em Porto Alegre, embarcar para São Paulo na manhã seguinte e de lá para Curitiba. A essa altura tinha muita gente brava na fila, xingando, querendo brigar. Eu me mantive calmo, pois nada que fizesse iria mudar a situação. A única coisa estranha foi perceber que aviões da Gol e da Web Jet conseguiam pousar e decolar. Somente a Tam não conseguia. Após mais uma longa espera e alguns desencontros de informações, finalmente embarquei num micro ônibus e me deixaram com mais dez pessoas num hotel no centro da cidade. O hotel era antigo, mas mesmo assim ainda mantinha um certo ambiente luxuoso. Colocaram-me em um quarto de luxo, por falta de outro mais simples. Claro que não reclamei, pois a Tam é que ia pagar a conta. Até tomar banho, desfazer parte da mala e conseguir deitar pra dormir, já passava da uma da manhã. E o pior é que teria que levantar ás 05h00min para voltar ao aeroporto. Acabou sendo meio irônico ficar num quarto de luxo e poder dormir menos de quatro horas.

Acordei a duras penas e ás 05h30min saímos atrasados por culpa do micro ônibus e sob chuva seguimos para o aeroporto. Lá nos passaram para a frente da fila de chekin, que era gigatesca e embarcamos num avião que seguia para São Paulo, aeroporto de Congonhas. Pra variar o vôo saiu um pouco atrasado e foi uma viagem meio esquisita. Estava fazendo exatamente dois anos do acidente com o Airbus da Tam em Congonhas. E tinha sido num vôo na mesma rota e num aparelho igual ao que estávamos. Apenas o horário era diferente, mas mesmo assim o clima era muito esquisito. Pousar em Congonhas no sentido contrário ao avião acidentado dois anos antes e passamos por cima do local do acidente. Uma visão nada agradável logo pela manhã.

Em São Paulo aguardei por pouco mais de três horas na sala de embarque, para então seguir num vôo com destino a Curitiba, onde desembarquei ao meio dia. Foram 16 horas de atraso para chegar em Curitiba, após enfrentar muitos cancelamentos, filas, falta de informação e desorganização por parte do pessoal da Tam. Eles demoraram para solucionar o problema e a solução não era a melhor possível, pois desagradou a todos os passageiros. Depois dessa a Tam que era minha companhia aérea favorita, caiu muito em meu conceito.

Na Unisinos, treinamento do "Projeto Sinergia". (14/07/2009)

No Hotel em POA tentando dormir e embarque em Congonhas. (17/07/2009)
No Hotel em POA tentando dormir e embarque em Congonhas. (17/07/2009)

Caos aéreo…

Ao levantar ás 05h30min da madrugada e olhar pela janela do banheiro, o que vi me fez desanimar. Estava um nevoeiro forte e como tinha vôo marcado para Porto Alegre ás 07h00min, tudo indicava que o mesmo seria cancelado. Mas o jeito foi me arrumar e seguir para o aeroporto. La chegando me assustei com o caos que encontrei. Filas e mais filas, todos os vôos da manhã tinham sido cancelados. O jeito foi ir pra fila do chekin, onde permaneci por duas horas até chegar ao balcão. Com meu vôo cancelado fui remanejado para outro, sem previsão de embarque.

O nevoeiro não baixou e até ás 10h00min não dava pra enxergar a pista do aeroporto. Cada vez chegava mais gente e já não tinha lugar pra sentar e ficava difícil até mesmo caminhar. Pra circular um pouco o ar deixaram as portas de entrada totalmente abertas e como fazia muito frio o saguão parecia um freezer. O jeito foi ter paciência e tentar matar o tempo. Encontrei meus companheiros de trabalho, Henrique e Luis e ficamos andando, conversando e vez ou outra olhando o painel de embarque para saber noticias de nosso vôo.

Somente pouco antes do meio-dia é que nosso vôo foi confirmado e seguimos para a sala de embarque. O embarque demorou quase uma hora e a decolagem só foi realizada ás 13h00min, ou seja, com seis horas de atraso. Já estávamos cansados, stressados e com fome. A única noticia boa para mim foi que seguiríamos num vôo da Tam que ia para Buenos Aires, onde existem seis poltronas de classe executiva e fui colocado numa delas. Ao procurar meu lugar até achei que tinha me enganado, mas logo tive a confirmação que ia mesmo na executiva. Já voei muitas vezes, tanto para dentro do Brasil, como para o exterior, mas sempre expremido na classe econômica. Após seis horas de espera em pé, foi uma maravilha poder sentar na espaçosa e confortável poltrona da classe executiva. Meus amigos não tiveram a mesma sorte e foram se sentar no fundão da classe econômica.

O vôo até Porto Alegre foi tranqüilo, o dia estava bonito, com poucas nuvens e fui lendo e observando a paisagem. Após cinqüenta minutos de vôo chegamos a Porto Alegre e fomos de carro até a Unisinos, em São Leopoldo, para mais uma série de treinamentos do Projeto Sinergia. Acabei almoçando as 16h00min e não via à hora de tudo terminar e poder ir para o hotel descansar. E por falar em hotel, pra terminar bem o dia cheio de atrasos, ao chegar no hotel descobri que o elevador estava quebrado e tive que carregar minha mala até o quinto andar. Ao entrar no quarto fui direto pra cama e finalmente pude descansar após um dia que começou muito cedo e que foi bastante conturbado.

Saguão lotado e nevoeiro na pista. (13/07/2009)
Saguão lotado e nevoeiro na pista. (13/07/2009)

Painel com vôos cancelados e poltrona da classe executiva. (13/10/2009)
Painel com vôos cancelados e poltrona da classe executiva. (13/10/2009)

Corinthians Campeão

Ontem foi uma noite feliz para nós corinthianos, após a conquista da Copa do Brasil. Para mim teve um sabor especial ser campeão sobre o Internacional, em pleno estádio do Beira-Rio. A razão disso é que comecei a torcer pelo Corinthians na final do Campeonato Brasileiro de 1976, quando o timão foi derrotado pelo Inter no Beira-Rio, por 2×0. Então desde aquela época esperava “a vingança”, que aconteceu ontem á noite, após 36 anos de espera. Agora é comemorar e esperar a Libertadores de 2010, ano do centenário corinthiano.timao

Baleia-Franca

Em meados de junho estive participando de um treinamento na Unisinos, em São Leopoldo/RS. O treinamento foi no bloco de Ciências Biológicas, onde na entrada existe algo bem inusitado, um esqueleto de Baleia-Franca. A dona do esqueleto foi encontrada morta em 1998, no Parque Nacional da Lagoa do Peixe. Então ela foi desossada e seu esqueleto doado para a Unisinos. Já na universidade, montaram o esqueleto e de um dos lados fizeram uma estrutura como se a baleia estivesse inteira. Então você olha de um lado e vê a baleia, do outro lado vê seu esqueleto. Ficou uma baleia quase perfeita, que desperta a curiosidade dos visitantes que passam por lá.

Esqueleto de Baleia-Franca. (18/06/2009)
Esqueleto de Baleia-Franca. (18/06/2009)

Esqueleto de Baleia-Franca. (18/06/2009)
Esqueleto de Baleia-Franca. (18/06/2009)

Revendo amigos

Sábado teve “Louvorzão da Jidu”, lá no Uberaba. Apesar do frio, da chuva fina e de estar meio gripado, acabei indo e foi muito bom. Revi muitos amigos, alguns com os quais não falava há muito tempo. E também tive um papo legal com a sobrinha da minha amiga Carmen, a qual conheci na barriga de sua mãe (Agnes) e que agora já está com 12 anos. O tempo passa, o tempo voa… e acho que estou ficando velho.

Com Carmen e sua sobrinha. (27/06/2009)
Com Carmen e sua sobrinha. (27/06/2009)

Com Alcimar e Sonia. (27/06/2009)
Com Alcimar e Sonia. (27/06/2009)