Como eu esperava, 2025 foi bem melhor do que 2024. Também pudera: depois de ter vivido em 2024 um dos piores anos da minha vida, era difícil imaginar algo ainda pior. Posso dizer que cerca de 300 dos 365 dias do ano foram bons. Isso me faz lembrar algo que meu irmão costuma dizer: não devemos ficar reclamando das coisas, pois geralmente temos 65 dias ruins e 300 dias bons no ano. Só poderíamos reclamar se fosse o contrário — se tivéssemos 300 dias ruins e apenas 65 dias bons. E há muita gente cuja contagem é justamente essa, com mais dias ruins do que bons, ou até mesmo com os 365 dias do ano sendo ruins.
De fato, tive apenas uns 40 dias realmente ruins, quando enfrentei um problema de saúde meio chato. Além disso, nos últimos dois meses do ano passei por uma fase complicada com meu carro. Em um período de 47 dias, bateram duas vezes no meu carro, o teto foi danificado por uma chuva de granizo e, por fim, passei correndo por um buraco na estrada que estava escondido pela água da chuva. O resultado foi um prejuízo de R$ 1.200,00: tive que trocar um pneu, dois sensores de pressão, além de fazer balanceamento e alinhamento. Fora isso, meu ano foi muito bom. Conheci muita gente legal, algumas pessoas bem interessantes. Viajei um pouco e conheci Londres, que era um dos meus sonhos de infância.
Depois de ter ido a muitos velórios e enterros nos dois últimos anos, achei que em 2025 passaria em branco nesse quesito. Mas, na última semana do ano, acabei indo ao sepultamento de uma pessoa próxima.
Agora é esperar e torcer por um 2026 ainda melhor que 2025. Otimismo e pensamento positivo fazem bem e atraem coisas boas.
Há uma ideia silenciosa, mas poderosa: a teoria do último encontro. Ela parte de um princípio simples — e ao mesmo tempo profundo — de que qualquer encontro pode ser o último. A última conversa, o último abraço, a última risada compartilhada…
No campo emocional, a teoria do último encontro é um convite à consciência afetiva. Ela nos lembra de não deixar palavras presas, gestos adiados, perdões engasgados. Encerrar ciclos de forma consciente é um ato de coragem — e também de amor. Porque o tempo é imprevisível, e o que hoje parece rotineiro, amanhã pode ser apenas memória. Viver com essa percepção não significa viver com medo, mas com delicadeza. Significa reconhecer que a vida é feita de capítulos que se fecham, e que cada encontro tem o seu valor, mesmo quando chega ao fim. Também pode ajudar na aceitação de perdas, ao reconhecer que todo encontro é finito por natureza.
Há separações que não nascem do desamor, mas do destino. Quando duas almas cumprem a missão que tinham juntas, o universo simplesmente as afasta — não por castigo, mas por sabedoria. E não importa o quanto tenham se amado. Quando a lição é aprendida, o reencontro deixa de ser necessário. Vocês podem morar perto… ainda assim, os caminhos não se cruzam mais. É como se o próprio universo conspirasse para manter cada um onde precisa estar. Porque, mesmo que reste saudade, já não existe mais propósito. Esse é o tipo de separação que dói diferente: não há briga, não há drama — apenas um silêncio que cresce entre dois corações que um dia foram abrigo um do outro.
E talvez o que mais machuque seja isso: entender que o amor não acabou, mas a história sim.
Hoje faz exatamente 15 anos que deixei Curitiba e voltei para minha cidade natal, onde mora minha família. A ideia era passar apenas seis meses por aqui e depois retornar. Nunca mais voltei. Houve muitos motivos para essa permanência, mas o principal foi a vontade de estar mais próximo da minha família.
Tinha passado 20 anos longe da cidade onde nasci — 19 em Curitiba e um nos Estados Unidos. Nesse tempo, perdi muitos momentos em família e, aos poucos, fui me afastando, deixando vínculos importantes se dissolverem. No meu último ano em Curitiba, visitei minha família apenas três vezes. Três visitas em um ano inteiro.
Voltar depois de tanto tempo não foi simples. Eu não tinha mais amigos aqui, me sentia deslocado. Mas, com o tempo, fui criando novas amizades, construindo uma rotina diferente e redescobrindo o valor da paz e da simplicidade do interior.
Sair de Curitiba nunca esteve nos meus planos. Eu tinha uma vida sólida lá, gostava da rotina, dos amigos, da cidade em si. Mas uma sequência de acontecimentos desagradáveis me fez “dar um tempo” e buscar refúgio a quase 500 quilômetros de distância. Tive que zerar minha vida e recomeçar. Não foi fácil, mas encarei como uma oportunidade de fazer uma limpeza profunda em tudo. Aos poucos, me reconstruí. Rompi vínculos antigos, deixei amizades para trás, e comecei do zero.
Hoje, raramente volto a Curitiba. As últimas visitas foram a trabalho. A cidade que conheci — aquela Curitiba limpa, organizada, onde vivi anos incríveis — já não existe mais para mim. Na última vez em que estive lá, ano passado, fui rever alguns lugares e me assustei: pichações por toda parte, lixo nas ruas, tráfico de drogas a céu aberto no centro, moradores de rua e pedintes em números que nunca havia visto. Não os julgo; apenas constato como a situação piorou desde que saí. Outra coisa que me chamou atenção (sem nenhum julgamento, nem a favor, nem contra) foi a quantidade de hispanos na cidade. Se continuar assim, logo o espanhol será o idioma oficial de Curitiba.
Hoje, não mantenho mais nenhum vínculo com a cidade. Até dos amigos mais próximos me afastei. Quando vou a Curitiba, não procuro ninguém. Não visito amigos, nem os poucos parentes que ainda vivem lá. Dos muitos amigos antigos, excluí todos das redes sociais. Não por mágoa, mas porque sinto que esse ciclo se encerrou. Com alguns poucos, ainda troco mensagens nos aniversários, por educação e carinho, mas sem proximidade.
Há exatos 15 anos saí de Curitiba pensando em voltar logo. Hoje, não tenho a menor vontade nem de visitar. Muita coisa aconteceu nesses anos — e, felizmente, a maior parte foi boa. Viajei muito, vivi mudanças profundas, amadureci como pessoa. Mas, acima de tudo, pude aproveitar minha família. Eu e meu pai tínhamos muitas diferenças, e conseguimos resolvê-las. Tive o privilégio de viver seus últimos anos com respeito, diálogo e carinho. Hoje, ajudo a cuidar da minha mãe, cuja saúde vem se debilitando. Só por isso, já teria valido a pena ter deixado Curitiba.
Nesses 15 anos, tive aprendizados que levo para a vida. Conheci pessoas incríveis, fiz amizades verdadeiras. Curiosamente, a maioria dos meus amigos atuais é bem mais jovem do que eu, o que torna as trocas de experiências ainda mais ricas. Além disso, conheci os dois grandes amores da minha vida. Duas mulheres extraordinárias (cada uma ao seu tempo) que me ajudaram a crescer, a querer ser um pessoa melhor, enfrentar questões internas que eu carregava há anos. Ambas não fazem mais parte da minha vida, mas guardo um carinho imenso pelo que vivemos juntos.
Por tudo isso — e muito mais — hoje posso afirmar, sem hesitação: valeu muito a pena ter deixado Curitiba. Minha vida é infinitamente melhor do que era há 15 anos. Só não digo que nunca mais morarei lá, porque a vida adora provar que o “nunca mais” às vezes nos prega peças. Melhor deixar o futuro em aberto. O que tiver que ser, será.
Última foto que tirei em Curitiba. Vista da cidade a partir do meu antigo lar. (02/08/2010)
Nos últimos dias, tenho pensado muito sobre a morte. E não se preocupe, pois não estou querendo morrer. Acredito que a razão de tais pensamentos seja que, daqui a poucos dias, fará um ano que meu pai morreu. E hoje faz exatamente um ano que ele sofreu o AVC que, após alguns dias hospitalizado, o levou à morte. Tudo isso fez a saudade dele apertar nos últimos dias e, consequentemente, me levou a pensar, a meditar, a tentar entender a morte. Particularmente, não tenho medo de morrer. O que tenho mais medo do que morrer é ficar inválido numa cama, vegetando. Acredito que isso seja pior do que morrer, pois você está vivo e não está, ao mesmo tempo.
Eu era bem pequeno quando fui apresentado à morte pela primeira vez. Devia ter uns quatro anos e viajava de caminhão com meu pai. Teve um acidente, e havia um cara morto no acostamento. Eu dormia e acordei com o barulho e as luzes de sirenes. Me levantei e olhei pela janela, tentando entender o que acontecia. Meu pai ainda tentou me impedir de ver, mas não deu tempo. A imagem que vi me assombrou durante alguns dias. Ver uma pessoa morta, toda quebrada e ensanguentada, me fez descobrir que nossa vida tem fim um dia. Lógico que, nos dias seguintes, enchi meus pais de perguntas sobre morrer.
Um ano depois, a morte surgiu novamente em minha vida. Dessa vez veio com mais força e foi bem dolorida sua visita. Meu avô materno faleceu — foi de repente, um infarto aos 54 anos (um ano a menos que a idade que tenho hoje). E no dia anterior, ele tinha ido em casa e brincado comigo durante um tempão. Parecíamos duas crianças brincando. Relutei durante horas em ir vê-lo dentro do caixão. Eu não queria, mas fui forçado a vê-lo. Era a primeira vez que participava de um velório. O caixão no meio da sala da casa dos meus avós foi uma visão assustadora e traumatizante para mim, então um garotinho de cinco anos. No dia seguinte, vi pela primeira vez um sepultamento. Naquela época, o caixão era enterrado direto na terra, e o barulho e a imagem da terra cobrindo o caixão do meu avô nunca saíram da minha memória. Durante anos, evitei entrar na sala da casa da minha avó, pois sempre lembrava do meu avô no caixão, naquela sala.
Os anos foram passando, e a morte foi se tornando uma visita corriqueira em minha vida. Vez ou outra, morria algum parente que morava longe, ou então algum amigo da família ou vizinho. Mas logo começaram a morrer amigos meus, e isso foi devastador para mim. Ver crianças e depois adolescentes da minha idade morrendo era muito assustador. Com o passar dos anos, vi muita gente morta, sendo algumas em acidentes, e cujas imagens de corpos destroçados me fizeram perder noites de sono.
Conforme fui crescendo, fui entendendo e aceitando a morte. Mas evitava ir a velórios ou enterros. Se eu for a um velório e ver a pessoa no caixão, vou levar aquela imagem para sempre, e quando lembrar da pessoa, será a imagem dela morta no caixão que vou lembrar. Durante muitos anos, só ia a velórios e enterros quando era extremamente necessário. E um detalhe curioso: mesmo tendo o sobrenome DISSENHA, o primeiro DISSENHA cujo velório e enterro participei foi justamente o do meu pai, quando eu já tinha 54 anos de idade. Ou seja, passei mais de meio século “escapando” dos velórios e sepultamentos de familiares que têm o mesmo sobrenome que eu. Não foi somente por escolha isso — ocorreram muitas situações distintas que me impediram de ir aos velórios e sepultamentos.
Costumo brincar que sou igual a gato, pois tenho sete vidas. E já perdi as sete. Quando criança, um amigo do meu pai, sempre que me via, contava da vez que ele foi procurar um padre para me dar a extrema unção, pois achavam que eu não viveria até o dia seguinte. Fui um bebê doente, e somente por conta da fé e dos cuidados da minha mãe é que sobrevivi.
Aos 27 anos, vi a morte de muito perto, durante um assalto na empresa em que trabalhava. Um dos ladrões, em determinado momento, mandou eu encostar na parede, engatilhou a arma e a encostou na minha cabeça, dizendo que ia me matar. Achei mesmo que ia morrer e não senti medo — apenas fiquei inconformado em morrer jovem, tendo uma lista de planos e sonhos para realizar. Cheguei a olhar para o lado, vendo o chão onde cairia morto. E teve um momento em que quase perguntei para o ladrão se ele ia demorar muito para atirar, pois tal espera pelo tiro fatal era angustiante. No fim das contas, ele desistiu de me matar, e saí dessa apenas com algumas coronhadas no pé do ouvido e nas costas.
Há pouco mais de 15 anos, durante uma viagem, estava correndo demais e rodei numa curva. Vinham duas carretas em sentido contrário e, até hoje, não entendo como saí ileso de tal situação. Sempre ouvia dizer que, pouco antes de morrer, passa um pequeno filme em nossa mente. Não vi tal filme, mas tudo aconteceu como se estivesse em câmera lenta. E, dessa vez, cheguei a sentir o bafo gelado da morte no cangote. Teve um momento em que parecia que eu estava do lado de fora do carro, no alto, vendo tudo acontecer. Eu não bebo, nunca me droguei, e estava bem naquele dia, então o que aconteceu não foi alucinação. E não sei explicar direito tudo o que senti e o que aconteceu. Se outra pessoa me contasse tal história, eu não ia acreditar. Mas aconteceu comigo, então não tem como eu não acreditar. Sei que, no último segundo, consegui controlar o carro e escapar por meio metro de bater de frente com a primeira carreta. Até hoje, lembro da cara de desespero do motorista, vendo o acidente inevitável — ou quase! Da segunda carreta também consegui desviar e saí rindo… Olhei para o céu e agradeci a Deus pelo milagre de ter saído vivo de tal situação. Me safar de morrer ali foi realmente um milagre, não tem outra explicação. O detalhe é que, no momento do quase acidente, no som do carro tocava I Have a Dream, música da banda Abba. A tradução da música é “Eu tenho um sonho”, e naquela altura da minha vida eu tinha muitos sonhos ainda por realizar. E depois de quase ter morrido, corri para realizar a maioria dos sonhos que tinha então. Esses últimos 15 anos foram muito intensos, e isso graças ao quase acidente onde era para eu ter morrido. Sempre que passo naquela curva da estrada, tenho uma visão de uma cruz na beira da estrada, com meu nome. Parece loucura, mas isso sempre acontece quando passo lá. E sempre que possível, evito passar por tal trecho da estrada, pois sempre que passo por lá sou assombrado por tal visão. Talvez seja a morte me dando um recado de que uma força maior não a deixou me levar daquela vez. Mas sei que nosso encontro final um dia vai acontecer — mais cedo ou mais tarde. Espero que mais tarde!
Fora esses casos que contei acima, tem outras situações em que quase morri. Não vou contar todas aqui, pois senão esse texto vai ficar enorme. Por isso que digo que sou igual a gato, que tenho sete vidas. Mas pelas minhas contas, já perdi oito vidas, então estou ganhando dos gatos.
Apesar de não gostar de ir a velórios e enterros, gosto de visitar cemitérios, pois é um lugar bom para meditar e pensar na vida. Sempre que possível, visito algum cemitério novo durante viagens, tanto no Brasil quanto no exterior. Já estive em cemitérios muito legais, onde personagens históricos foram sepultados. E como gosto de história, ter visitado tais lugares foi uma experiência incrível.
Como mencionei mais acima, mais medo do que morrer, tenho medo de ficar vegetando. Ou então estar num estado de morte terminal que dure meses. Sou a favor da eutanásia. Tem um filme canadense que assisti em 2003, que se chama As Invasões Bárbaras (o nome não tem nada a ver com o conteúdo do filme), que fala sobre eutanásia e que me marcou muito quando o assisti. Eu gostaria de fazer igual foi feito no filme, caso venha a ter uma doença incurável no futuro. Não vou dar detalhes, mas se tiver curiosidade sobre tal filme, não deve ser difícil encontrá-lo na internet ou em algum streaming.
Outra coisa que acho estranho sobre a morte, é a questão do suicídio. Caso você tenha algum parente ou amigo que se matou, recomendo que pare de ler esse texto, pois o que vou escrever com certeza não vai te agradar. Enquanto milhares de pessoas lutam contra doenças ou outras questões para continuar a viver, vem um imbecil e tira a própria vida. Acho os suicidas egoístas, fracos e covardes. Pronto falei! Somente uma única vez pensei em tirar minha vida, e isso durou apenas poucos segundos. Foi quando sofria de uma difícil depressão e certa vez na estrada ao ver um caminhão vindo na pista contrária pensei que seria rápido e indolor jogar meu carro em frente ao caminhão e assim acabar com minha dor e sofrimento. Mas daí lembrei que tem muitas pessoas que gostam de mim e que iam ficar tristes com a minha morte. E também lembrei, que possivelmente não ia acabar com meu sofrimento pois, me matando só ia mudar meu sofrimento de dimensão. Ia levar minhas dores para o outro lado e lá ia pagar muito caro por ter tirado minha vida. E também lembrei que apesar de algumas vezes ter momentos de fraqueza, não sou fraco e nem covarde. Então desisti de tal pensamento idiota e fui enfrentar a vida e suas dificuldades. Me tratei, superei a tal depressão e depois disso vivi muitas coisas boas, vivi alguns dos meus melhores anos. Tenho certeza que fiz a escolha certa naquele sábado, que é viver, contra tudo e contra todos os problemas, viver é o que importa.
E tem um tipo de suicida ainda mais bosta e covarde. Já vi um caso desses, onde uma pessoa que diz algo como “se você não reatar o namoro, eu me mato”. Tal pessoa está usando uma forma de chantagem emocional extremamente grave e perigosa. E mais bosta do que a pessoa que faz tal chantagem, é a pessoa que aceita a chantagem. Anos atrás uma amiga do trabalho passou por uma situação dessas, aceitou a chantagem e se casou com o cara. A vida dela se tornou uma merda, pois qualquer coisa o cara falava para ela “eu me mato”. Acabei saindo do emprego e mudando de cidade e não tive mais contato com essa amiga. Então não sei como terminou essa história, se é que ela terminou, pois pode ser que minha ex-amiga esteja até hoje cedendo as chantagens suicidas do marido.
Usar a própria vida como moeda de troca para forçar alguém a ficar em um relacionamento é uma forma clara de manipulação. É emocionalmente abusivo e coloca a outra pessoa em uma posição de culpa injusta. Numa situação dessas, pode haver transtornos emocionais que precisam de ajuda profissional urgente. Você não é responsável pela vida de outra pessoa. Se alguém usa esse tipo de ameaça, é importante lembrar que ninguém é responsável pelas ações de outra pessoa. Forçar um relacionamento com base no medo não é amor, é coerção. E para ser sincero, acho difícil que o manipulador chegue as vias de fato. Ele é tão covarde em fazer tal ameaça, que duvido que tenha coragem de se matar. E se tiver coragem de se matar, a culpa é exclusiva dele e não de quem não cedeu a sua ameaça manipulativa.
Vou finalizando, e tenho plena consciência de que, mais dia, menos dia, vou morrer. Da morte, ninguém escapa! Essa é a maior certeza da vida — que, ao menos nisso, é justa, pois todos morrem. Seja feio, bonito, pobre, rico, famoso, desconhecido, burro ou inteligente — todos morrem. E o mais curioso é que muitos ainda se apegam a bens materiais, roubam e matam por um dinheiro que, no fim das contas, não vão levar consigo. Outra coisa interessante é que ninguém sabe, de fato, o que acontece depois da morte. Existem muitas teorias sobre o pós-morte, algumas com raízes religiosas. Mas nenhuma delas pode ser comprovada. Só depois que morrermos é que saberemos — ou não — o que acontece. Para ser sincero, gostaria que aquela história de “dormir para sempre” fosse verdadeira. Adoro dormir, e não me importaria nem um pouco se morrer fosse simplesmente isso: dormir por toda a eternidade…
Os motéis surgiram nos Estados Unidos no início do século 20 como uma resposta direta ao crescimento do uso de automóveis e à necessidade de hospedagem prática para viajantes. A palavra “motel” é uma junção de “motor” e “hotel”, significando literalmente um hotel para motoristas.
Origens:
Primeiro motel oficial: Foi o Milestone Mo-Tel, inaugurado em 1925 na cidade de San Luis Obispo, na Califórnia. Ele foi criado para acomodar viajantes de carro em viagens longas, oferecendo fácil acesso, estacionamento na porta e estadias rápidas.
Esses estabelecimentos eram simples, com quartos voltados para o estacionamento, permitindo aos hóspedes descarregar bagagens diretamente do carro.
Evolução:
Com o tempo, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, os motéis se espalharam pelos EUA e depois por outros países.
No Brasil, os motéis ganharam uma conotação diferente: a partir da década de 1950-60, começaram a ser usados não só para hospedagem temporária, mas como espaços de privacidade para casais, especialmente devido a restrições sociais quanto à sexualidade e à moradia com os pais.
No Brasil:
Adaptaram-se com foco em discrição, privacidade e encontros amorosos.
Tornaram-se populares com entrada reservada, suítes temáticas, espelhos, banheiras, entre outros atrativos.
Em resumo, os motéis nasceram da necessidade prática de hospedagem para motoristas, mas em alguns países (como o Brasil) acabaram se especializando como locais voltados ao erotismo e à intimidade.
Milestone Mo-Tel, o primeiro motel do mundo, está abandonado.Em 2011 me hospedei em um motel, em Whashington – USA.
Estive recentemente visitando Portugal pela segunda vez. E, como nessa segunda visita pude conhecer melhor o país, algo me chamou muito a atenção: a quantidade de brasileiros que estão morando lá. Se continuar nesse ritmo, logo os portugueses vão deixar de falar seu português arcaico e começar a adotar o nosso, cheio de gírias. E por aí vai! Brasileiros e portugueses andam meio em pé de guerra por lá. Se os portugueses vacilarem, daqui a pouco deixam de ser nossos antigos colonizadores para virar nossa colônia — brincadeiras à parte, claro.
Conversando com amigos sobre isso, surgiu a pergunta: foi benéfico para o Brasil ter sido colonizado por Portugal? Abaixo, tento responder essa questão.
Do lado negativo (e a maioria dos historiadores concorda com isso):
Extermínio e opressão dos povos indígenas: Milhões de indígenas viviam no território antes da chegada dos portugueses. A colonização causou mortes em massa por doenças, guerras e escravização, além da destruição de culturas e línguas.
Escravidão brutal: Milhões de africanos foram sequestrados, trazidos à força para o Brasil e submetidos a séculos de trabalho escravo, com consequências sociais e raciais profundas que duram até hoje.
Economia de exploração: Portugal organizou o Brasil como uma colônia de extração: pau-brasil, cana-de-açúcar, ouro… Tudo era enviado para a Europa. A infraestrutura interna era mínima.
Dependência e atraso: A colonização não incentivou o desenvolvimento da educação, da indústria ou da autonomia. Quando o Brasil se tornou independente, era extremamente desigual e majoritariamente analfabeto.
Do lado de quem vê benefícios (visão mais tradicional, mas hoje bastante criticada):
Formação de uma identidade nacional: A colonização criou uma base linguística comum (o português) e certa unificação territorial, o que ajudou na formação do Brasil como país — ao contrário da fragmentação vista na América Espanhola.
Introdução de elementos culturais e tecnológicos europeus: Agricultura, criação de gado, escrita, arquitetura, religião (ainda que imposta)… Tudo isso chegou com os colonizadores. Mas é importante lembrar que veio acompanhado da destruição de culturas locais.
Inserção no sistema mundial: Como parte do Império Português, o Brasil esteve ligado ao comércio atlântico, o que em certos períodos trouxe crescimento econômico (como nos ciclos do açúcar e do ouro).
Em resumo:
Ser colonizado por Portugal foi mais prejudicial do que benéfico para os povos que viviam aqui e para o desenvolvimento autônomo do país. Os “benefícios” geralmente vieram acompanhados de muita violência, desigualdade e dominação. Muitos dos problemas sociais do Brasil hoje têm raízes diretas nesse passado colonial.
Analisando tudo isso, me peguei imaginando: será que teria sido melhor termos sido colonizados pelos ingleses, franceses, espanhóis ou holandeses? E a resposta é: talvez sim. O Brasil poderia ser mais desenvolvido se tivesse sido colonizado, por exemplo, pelos ingleses — especialmente se o modelo seguido fosse parecido com o de colônias como os Estados Unidos ou o Canadá.
Mas o problema não é só quem colonizou. É como foi feita a colonização. Mesmo os ingleses, com seu modelo mais institucionalizado, praticaram genocídios, escravidão e mantiveram desigualdades profundas. No fim das contas, todos os impérios europeus colonizaram com um objetivo em comum: lucrar — nunca “ajudar” os povos locais.
Ou seja, não importa quem nos colonizasse: de qualquer forma teríamos sido explorados, e as riquezas do Brasil teriam ido parar na Europa. No fim, o colonizado sempre se dá mal — independente de quem o coloniza.
Em 11 de setembro passado, estava na cama, certa noite, sem sono, pensando numa conversa que tive pouco mais de um mês antes com uma pessoa que foi, e ainda é, muito importante para mim. Sentia uma enorme saudade dela e uma vontade imensa de entrar em contato, mas me segurava, pois havia decidido não incomodá-la mais.
Na insônia, resolvi assistir a vídeos no Instagram. Foi então que encontrei um vídeo com uma música que me tocou profundamente. Decidi repostar o vídeo no meu perfil e incluir uma mensagem dedicada à pessoa de quem sentia tanta falta. Não tinha nenhuma esperança de que ela visse o vídeo ou a mensagem, afinal, ela não me segue nas redes sociais e acredito que também não fique me stalkeando.
Dois meses depois, notei que o vídeo começou a viralizar. Agora, quatro meses após a postagem, ele já acumulou 43.679 curtidas e quase um milhão e oitocentas mil visualizações. Sinceramente, nunca esperei que isso fosse acontecer.
O mais irônico é que, apesar de o vídeo ter sido visto por quase 1,8 milhão de pessoas, acredito que a pessoa para quem ele foi dedicado ainda não o tenha visto. Coisas da internet. Coisas da vida!
Houve um tempo em que o blog funcionava como uma terapia para mim. Quando eu não estava bem, escrevia aqui, especialmente em 2010, um ano marcado por uma terrível depressão. Apaguei muitos textos daquela época e, hoje, não sei se fiz certo ou não ao apagá-los.
Agora, com o fim de 2024 se aproximando, percebo que esse ano não deixará saudades. Ainda estou em dúvida se 2024 foi o pior ano da minha vida ou se 2010 ocupa esse posto, ou se os dois empatam em termos de dificuldade. A principal diferença entre esses anos é que, em 2010, quase perdi a vontade de viver e, por muito pouco, não tomei uma decisão drástica. Já em 2024, apesar de todos os desafios e acontecimentos tristes, senti uma vontade ainda maior de viver. Talvez isso tenha ocorrido porque consegui resolver dúvidas, traumas e complexos que me acompanharam por quase toda a vida. Finalmente deixei essas coisas para trás e, hoje, tenho clareza sobre o que quero para meu futuro.
Este foi um ano muito difícil, repleto de situações complicadas e problemas de saúde, tanto meus quanto de familiares. Minha mãe quase morreu, meu pai morreu, minha irmã se acidentou, e até a cachorrinha que esteve conosco por 16 anos se foi. Nunca vou esquecer a cena de enterrá-la debaixo de um pé de manga no quintal da casa dos meus pais, com minha mãe e meu pai chorando ao meu lado. Foi um momento profundamente triste e simbólico de como 2024 acabou sendo marcado de forma negativa.
Passei o ano de mãos dadas com a resiliência e, sem dúvida, termino 2024 sendo uma pessoa diferente da que começou o ano. Posso afirmar que sou uma pessoa melhor, porque não é possível enfrentar tantas situações difíceis sem ser transformado por elas. Algumas das decisões e escolhas que fiz ao longo do ano não tiveram o resultado esperado, mas isso é parte da vida. Nem tudo acontece como desejamos, e estou em paz com isso. Não vou lamentar ou chorar pelo que deu errado. Sou do tipo que levanta, sacode a poeira, enxuga as poucas lágrimas e segue em frente sem olhar para trás.
Apesar dos pesares, 2024 também trouxe momentos bons. Como sempre acontece, pessoas entraram e saíram da minha vida. Algumas entraram e saíram no mesmo ano, enquanto outras permaneceram nos momentos mais complicados, ajudando-me a atravessar as dificuldades. Também houve pessoas que eu acreditava que nunca se afastariam, mas se foram. Talvez tenha sido melhor assim.
Neste ano, minha família se tornou ainda mais unida, especialmente diante das dificuldades que enfrentamos juntos. Sempre fomos próximos e solidários, mas em 2024 nos superamos. O amor entre nós prevaleceu e cresceu. Meu pai esteve ao nosso lado quando minha mãe enfrentou uma grave doença, e, após a morte inesperada de meu pai, minha mãe encontrou forças para nos ajudar a seguir em frente e eu e meus irmãos ajudamos ela a seguir em frente. Quando nos reunimos para tomar decisões importantes, não houve brigas por herança como acontece em tantas famílias. Pelo contrário, todos estavam dispostos a abrir mão de qualquer coisa para que os laços de amor e união permanecessem intactos. Isso nos uniu e nos fortaleceu ainda mais. Hoje, sinto ainda mais orgulho de ser filho da Dona Vanda e do Seu Amilton, e irmão da Vanerli e do Wagner. Apesar de tudo, o amor venceu e cresceu, e é isso que levo comigo ao encerrar 2024.
Este ano enfrentei situações para as quais não estava preparado, coisas pelas quais não queria ter passado, mas que foram inevitáveis. Presenciei acontecimentos que jamais gostaria de ter visto e vi cenas que nunca vou esquecer. Foram muitas coisas tristes, mas que, de certa forma, contribuíram para que eu amadurecesse ainda mais. Sempre me considerei uma pessoa forte, mas, durante um período, me senti enfraquecido. Contudo, neste ano, recuperei minha força, porque, se não tivesse sido forte, não teria conseguido lidar com tantas coisas ruins que aconteceram.
Foi estranho passar pelo primeiro Natal e Ano-Novo sem meu pai. Além disso, nunca fui a tantos velórios em um só ano como fui em 2024. Parece que todos que conheço estão partindo. Já vinha sentindo algo parecido nos últimos anos, mas, neste ano, essa sensação se intensificou. Talvez seja algo natural à medida que envelhecemos: as pessoas que conhecemos, principalmente as mais velhas, acabam nos deixando. Mas isso é muito triste!
O ano de 2024 me judiou até o final, pois os dois últimos dias do ano passei doente, não conseguindo comer. Enquanto pôde 2024 me testou, me desafiou, me fez sofrer, mas ele morre daqui poucas horas e eu continuo vivo e mais forte do que nunca. No fim quem venceu fui eu!
Vou encerrar por aqui, pois o que era para ser uma retrospectiva de 2024 acabou se transformando em um desabafo. Vou postar isso, mas talvez, depois de dez minutos ou um dia, eu me arrependa e apague…
Desejo, do fundo do coração, que 2025 seja melhor que 2024. Historicamente, anos ímpares costumam ser melhores para mim. Embora tenha nascido em um ano par, os anos pares geralmente me trazem mais desafios e tristezas.
Não sou católico, mas já estive três vezes no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, sendo que duas vezes fui até lá de bicicleta em viagens de mais de 500 km. Em todas às vezes senti uma energia muita forte no lugar e chorei ao ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Não sei explicar o motivo do choro…
Hoje começam os Jogos Olímpicos de Paris. E me lembrei que no dia que Paris foi anunciada como cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2024, eu estava em Paris. Isso mesmo! Foi em setembro de 2017 e eu estava em Paris para uma rápida visita, antes de seguir para percorrer o Caminho de Santiago de Compostela, que tem início no sul da França e depois segue pela Espanha. Por acaso fui visitar o local onde seria feito o anúncio de Paris como cidade sede dos Jogos Olímpicos e acabei meio sem querer assistindo ao evento. Abaixo segue a narrativa desse momento, que consta em meu diário de viagens.
PARIS, 13/09/2017 (Quarta-feira)
Voltei a caminhar e fui até o final da avenida onde estava. A chuva voltou e fiquei na dúvida sobre o que fazer. Peguei o mapa e vi que a Torre Eiffel não estava muito distante. E no mapa vi menção à estação Trocadéro. Lembrei de já ter lido que a praça do Trocadéro é de onde se tem a vista mais bonita da Torre Eiffel. Não pensei duas vezes, e como estava perto de uma estação do metrô, fui até lá, comprei o bilhete e logo estava dentro de um vagão rumo ao meu último passeio por Paris. Poucas estações depois, desci na estação Trocadéro.
A praça do Trocadéro (Jardins du Trocadéro), é uma grande explanada não muito distante, e em frente à Torre Eiffel. O Trocadéro é o lugar ideal para tirar fotos frontais da Torre Eiffel. Por estar em um promontório, tem uma vista semi-panorâmica da cidade. Durante o inverno, as fontes de água ali existentes congelam e se transformam em improvisadas pistas de patinação no gelo. No verão, essas fontes de água refrescam os pés. Do local também faz parte o Palácio de Chaillot, museus, jardins e um grande aquário subterrâneo. Em 1878 foi construído no local o Palácio do Trocadéro, de inspiração bizantina. Ele foi construído para a exposição universal de 1878. Este imenso palácio era ocupado por um teatro e dois museus. Ele não deveria sobreviver muito após a exposição e sua demolição estava programada. Mas ele acabou sendo conservado por quase 60 anos. Foram anos de críticas ferozes sobre seu estilo e sua péssima acústica. E finalmente em 1935 ele foi demolido e parte de suas esculturas foram distribuídas por outras construções de Paris.
Mal saí da estação e coloquei o pé na rua, voltou a chover. Meu plano era tirar algumas fotos e ir embora. Mas o Trocadéro estava fechado! Tinham cercas provisórias impedindo a entrada, e muitos policiais controlando tudo e todos. Ia acontecer ali um evento com a presença de muitos políticos, artistas e esportistas, pois Paris seria oficializada como a cidade sede da Olímpiada de 2024. Em julho último, Los Angeles tinha desistido da candidatura para sediar a Olímpiada e sobrou somente Paris como candidata. Agora o COI – Comitê Olímpico Internacional, ia confirmar Paris como sede. Dei muito azar na minha visita! Dia e hora errados para visitar o local. Só me restou achar um cantinho de onde dava para ver a Torre Eiffel lá no fundo e tirar algumas fotos. Já estava de saída quando um grupo de pessoas apressadas passou por mim e uma mulher me acertou a testa com a lateral de seu guarda-chuva, que estava aberto. Ela percebeu que a pancada foi forte, então parou, colocou a mão no meu ombro e falou um monte de coisas em francês que entendi serem pedidos de desculpa e perguntando se eu estava bem. Respondi em inglês que estava tudo bem, que não tinha problema. Daí ela perguntou se eu queria entrar com ela no local do evento. Não entendi completamente o que ela falou, mas pelos gestos que ela fez, entendi que era esse o convite. Respondi sim em inglês e segui ao lado dela até uma entrada cheia de seguranças e policias. Foi aí que entendi que ela era uma repórter de TV, pois junto com ela seguiam dois cinegrafistas e um auxiliar. Parece que ela era famosa por lá! Ela falou com os seguranças e apontou em minha direção. Caprichei no sorriso e na cara de bom moço. Um dos seguranças fez sinal para eu entrar. Mal dei dois passos e dois policias me pararam, e um deles me revistou de ponta a ponta e o outro usou um detector de metais para me examinar. Em seguida me mostraram uma pequena lanchonete fechada, que ficava ao lado, e me mandaram ir para lá. A repórter deu tchau e seguiu para outra entrada, que levava até um palco, onde na parte de trás tinham os círculos olímpicos cobertos. Pelo visto estava preparada uma grande produção para comemorar o anúncio de Paris como sede da Olímpiada. Ao menos a pequena lanchonete tinha uma cobertura onde eu poderia me proteger da chuva. E mesmo não participando do show que estava montado ao lado, estava muito perto da festança, bem mais perto do que a maioria do pessoal que estava se amontoado na calçada em frente.
Ao meu lado se escondendo da chuva, tinham dois caras altos, fortes, com cara de poucos amigos e corte de cabelo militar. Tive quase certeza de que eram seguranças disfarçados, pois um evento daquele seria um prato cheio para algum tipo de ataque terrorista. Lembro que pouco menos de dois anos antes, Paris tinha sofrido uma série de atentados terroristas que ocasionou 180 mortes. Desde então todo e qualquer evento na cidade tinha segurança redobrada. A chuva deu uma trégua e resolvi ir tirar fotos na famosa mureta do Trocadéro, onde até mesmo Hitler foi fotografado quando os alemães invadiram Paris durante a Segunda Guerra Mundial. Mas não fui muito longe, pois um dos caras que eu achava ser segurança confirmou minhas suspeitas quando de forma ríspida gritou comigo e mandou eu voltar para o lugar onde estava. Ele disse que estava proibido andar por ali. Baixei a cabeça e voltei para o lugar na lanchonete onde estava antes. Minutos depois passou um policial com uma farda cheia de estrelas e falou com meus dois “companheiros”. E entendi que ele perguntou quem eu era, e os caras responderam, mas não tenho a mínima ideia do que falaram. Depois desse dia fiquei com vontade de aprender francês.
Resolvi ir embora, pois ficar parado estava chato. Antes que eu desse o primeiro passo, finalmente começaram a falar no palco ao lado. Teve uma apresentação, alguém cantou e depois mostraram no telão imagens de Paris, de atletas franceses e símbolos olímpicos. Daí tiraram o pano que cobria os círculos olímpicos e todos pularam, gritaram, fogos de artificio foram soltos. Depois teve show e muita festa. Voltou a chover e nisso apareceu um cara jovem, barbudo e ficou parado perto de onde eu estava. Logo ele veio para o meu lado fugindo da chuva. Um dos policias que estava próximo fez sinal para o outro e mostrou o cara do meu lado. Nisso um deles saiu e logo voltou com dois outros policias e foram falar com esse cara. O cara começou falar em árabe e estava muito nervoso. Usei o bom senso e saí dali rapidinho, pois vai que o árabe era um homem bomba. E notei que um dos policias me seguiu até eu sair da área protegida.
Hoje foi noite de ir ao teatro com alguns amigos, para assistir a peça “Autobiografia Autorizada”, com o ator Paulo Betti.
“Autobiografia Autorizada” é um monólogo caprichado com iluminação, figurino, trilha sonora, cenário e belas projeções escritas e protagonizadas por Paulo Betti, dirigidas por ele e por Rafael Ponzi. O espetáculo é um amálgama do Brasil profundo, inspirada pela inusitada história de superação de Paulo, que percorre o trajeto riquíssimo da roça à cidade, contando um pouco da história da Imigração Italiana no Brasil.
Saindo do pilates na terça (11), alguém pergunta se é hoje o Dia dos Namorados. Três amigas casadas se olham meio preocupadas (mas não muito): “ih, é hoje?” Alguém diz que não, é na quarta. Ninguém que é casado sabe muito bem quando é o Dia dos Namorados mais.
A data criada pelo pai de João Doria ficou chata para quem namora e é cobrado para gastar R$ 300 para pegar fila em um restaurante de fondue meio brega e ficou mais chata ainda para quem é solteiro e é soterrado por manifestações amorosas nem tão sinceras assim na internet. Tudo que é obrigatório perde a graça — inclusive achar um namorado em pleno outono.
É isso, você provavelmente acordou essa manhã ensolarada vendo as redes sociais repletas de gente declarando amor eterno enquanto, por cima do muro para a vizinha, confessa que não aguenta mais o par. O que tem de cônjuge que não sabe onde ficam os pregadores da casa porque nunca pendurou um varal de roupa dizendo no Instagram que faria tudo por seu amor…
Tiago Leifert disse outro dia que quando a galera posta muito é porque tem alguma coisa errada. Precisa declarar amor eterno na frente de todo mundo? No meu tempo, era uma vergonha quando alguém chamava um carro de som para mostrar para a vizinhança toda que gosta de você. Faixa de amor pregada nos postes? Cafona.
Mas, pior do que postar sem sentir, é sentir que precisa postar para existir. E aí entra mesmo na lista de afazeres dessa semana complicada, entre fazer musculação quatro vezes até sábado e ir no hortifrúti na quinta, o item: arrumar um par. Em terra de carente, uma curtida no story é aliança dourada.
Ai, mas a colunista não acredita no amor? Nossa, acredito demais. Amor me levanta da cama todos os dias, às vezes, antes da hora certa. Sem amor, a gente nem existe. Eu não acredito é nessa patacoada de todo mundo bem hoje, uma quarta-feira qualquer, eleger um dia para amar demais — ou para sofrer demais por ser amado de menos.
Com tanta série boa na Netflix, tanto restaurante tailandês para pedir pad thai no Ifood, tanto malbec que o Pão de Açúcar entrega em casa, tanto grupo bom de meme no WhatsApp… é sério que hoje é dia de pensar no que poderia ser, mas não é?
Deve estar cheio de casal por aí que está ensaiando sozinho para começar o debate do Papo de Segunda, na segunda (10): a famosa crise da monogamia. Um monte de gente sem o rompante de sinceridade de Francisco Bosco no programa, mas pensando igual (“casamento é muito chato”, “desejo transar com outras pessoas todo dia”).
E enquanto uns estão ok com isso, outros sofreriam demais com o desejo do ser amado por um terceiro elemento. Nem acho casamento chato, mas que não é legal todo dia também não é.
Nada é fácil — ficar sozinho, ficar junto, ficar postando, ficar sem postar, ficar na fila do Chalezinho para comer um fondue de Lindt, ficar reclamando que não recebeu uma florzinha sequer. No fundo, gostoso mesmo é cuidar de si e saber estar só. Aí, todo resto acontece. E ninguém precisa reclamar de ninguém para vizinha (mas se quiser também pode).
Eu desejo uma excelente quarta-feira para você. E se for tomar um malbec, lembra de mim.
Comecei a acompanhar às corridas de Fórmula 1 pela TV, em 1980, influenciado por alguns amigos. Mas desde 1978 assistia uma ou outra corrida, sem entender direito o regulamento ou conhecer os pilotos. Mas a partir de 1980 tomei gosto pela coisa e foi através da narração do Luciano do Vale, na Globo, que comecei a me interessar para valer por Fórmula 1. Logo me tornei piquetista e no ano seguinte o Nelson Piquet conquistou seu primeiro título na Fórmula 1. Passei a assistir quase todas as corridas pela TV e em 1984 surgiu Ayrton Senna. Eu ainda torcia muito pelo Piquet, mas após a corrida de Mônaco, quando o Senna só não venceu a prova com seu fraco carro Toleman, por culpa dos juízes que encerraram a prova na metade em razão da chuva, passei a torcer muito pelo Senna.
E a partir de 1985, com o Senna na Lotus e vencendo suas primeiras corridas, passei a assistir todas as provas da temporada de Fórmula 1. Eu organizava minha vida e meus compromissos, para sempre poder assistir as corridas. E assim acompanhei o fenômeno Ayrton Senna desde o começo de sua carreira na Fórmula 1. Assisti ao vivo quase todas as provas de que Senna participou. Continuei tendo uma grande admiração pelo Piquet e também torcia por ele. Mas o Senna era diferente, ele era meio maluco e dirigia além do limite, corria mais riscos. Talvez seja por isso que o Piquet ainda esteja vivo e o Senna morreu há exatos 30 anos.
A morte do Senna foi um momento daqueles que você lembra para o resto da vida, principalmente para aqueles que gostavam de Fórmula 1. Eu que raramente perdia alguma corrida de Fórmula 1, acabei perdendo justamente a corrida em que o Senna morreu. Já tinha acompanhado as notícias do grave acidente do Rubens Barrichello na sexta-feira de treinos e da morte do Roland Ratzenberger, no treino de sábado. Naquela época eu vivia em Curitiba e não assisti a corrida no domingo, pois tinha dormido com um grupo de amigos na igreja que frequentava na época e íamos fazer uma apresentação no culto da manhã. Lembro que estava batendo papo na calçada em frente a igreja e meu amigo Cornélio veio contar que o Senna tinha sofrido um grave acidente e que dificilmente sobreviveria. Achei que ele estava exagerando, pois o Senna era meio que um super-herói imortal. Não me preocupei mais com o assunto, até que fomos almoçar no apartamento da Sônia e da Rosane e ligamos a TV. Estavam falando ao vivo sobre o estado de saúde do Senna. Sei que o almoço foi em clima de velório, onde ninguém falava nada. E finalmente veio a notícia confirmando a morte. Naquele momento todos perderam á fome e alguns que estavam a mesa ficaram com os olhos cheios de lágrimas.
No resto daquele domingo e nos dias seguintes, fiquei o tempo todo em busca de notícias na TV e nos jornais. A internet ainda caminhava a passos lentos naquele início de maio de 1994 e por essa razão não era tão fácil saber das notícias, igual é hoje em dia. E o mais comovente de tudo foi o dia do sepultamento do Senna, quando milhares de pessoas saíram às ruas de São Paulo para se despedirem do grande ídolo. Para um país carente de heróis, Senna foi o grande herói que o Brasil teve e que levava alegria e enchia de orgulho o sofrido povo brasileiro. Ver as vitórias de Senna pela TV, muitas conquistadas heroicamente e depois ouvir o hino nacional era motivo de orgulho para os brasileiros.
Depois da morte do Senna, a Fórmula 1 e o Brasil nunca mais foram os mesmos. E minha paixão pela Fórmula 1 foi esfriando um pouco. Cheguei a assistir uma corrida de Fórmula 1 ao vivo, no autódromo de Interlagos em 2000, mas nem isso fez meu velho interesse pelo automobilismo ser igual era antes da morte do Ayrton Senna. Entre 2010 e 2019, fiquei alguns anos sem ver corridas e no período da pandemia de Covid, meu antigo interesse e paixão pela Fórmula 1 voltou. Tenho assistido todas as corridas e acompanhado o noticiário. Mesmo não tendo piloto brasileiro atualmente na Fórmula 1, tenho achado os campeonatos interessantes e os carros de hoje são bem mais modernos e seguros do que os carros de 30 anos atrás, quando o Senna se acidentou.
Trinta anos se passaram desde a morte do Senna, o Brasil mudou, eu mudei, mas às lembranças do antigo ídolo e herói nacional permanecem e com certeza jamais teremos outro Senna e outros momentos de alegria iguais aos que ele nos proporcionava, principalmente nas manhãs de domingo.
Capacete do Ayrton Senna em 1994.Lápide de Ayrton Senna, Cemitério do Morumbi – São Paulo, 1995.Visitando o túmulo do Ayrton Senna – Julho /1995.
O Efeito de Ressonância Eletro-paramagnético (Efeito ERP), um mecanismo da física, foi matematicamente teorizado pelo físico John Stewart Bell em 1964 e, mais tarde, comprovado pelo físico John Clauser em uma experiência de laboratório na qual fótons subatômicos foram expostos à mesma polarização e depois disparados em direções opostas. Clauser, auxiliado por Stuart Freedman, descobriu que após dois fótons polarizados serem separados, eles ainda respondiam ao mesmo estímulo. Em outras palavras, quando um era estimulado, o outro, embora a uma certa
distância, também respondia. Uma vez exposto, os dois fótons relacionados não podiam mais ser considerados objetos separados, mas de alguma forma mantinham um vínculo misterioso. Alguns
físicos teorizaram que após compartilharem uma polarização comum, independente do quanto duas partículas possam estar distantes uma da outra, ou de quanto tempo passe, elas continuarão
a compartilhar a mesma polarização e algo em comum uma com a outra, mesmo talvez pela eternidade e pelo infinito.
Podemos comparar esse experimento com um casal que se separou por qualquer motivo. Se eles se gostavam, se amavam, a partir do momento da separação vão continuar ligados um ao outro de alguma forma, querendo eles ou não. Então o movimento que um deles faz, vai afetar e até mesmo gerar um movimento da outra parte do casal (no caso, ex-casal). Se após o final da relação existir mágoas, ressentimentos, sofrimento, mas um poquinho de amor ainda restar, mais o vinculo entre o casal, mesmo que distantes e sem se falarem, vai existir.
A física tenta explicar a vida e até mesmo o amor, o qual não se explica muito, apenas você sente, você vive ele. O amor é algo que muitos passam a vida toda querendo encontrar. E outros encontram e por algum motivo obcuro que foge de sua vontade, deixam ir embora. E tem também aqueles que por orgulho ou falta de diálogo, de perdão, de tentar um novo recomeço, de dar uma nova chance para o parceiro fazer tudo diferente, acabam deixando o amor ir embora e talvez nunca mais encontrarão um amor tão bom, tão pleno e verdadeiro quanto o último amor que viveram.
Escrevendo sobre esse assunto, me lembrei de um filme de 1994, estrelado por Meg Ryan. No filme ela é sobrinha do gênio da física, Albert Einstein, que tenta descobrir uma maneira de fazer sua sobrinha se apaixonar por um rapaz. Ou seja, Einstein tenta descobrir a “Fórmula do Amor”. Como estámos na semana do Oscar, fica a dica de um filme gostosinho de assitir.
Coldplay, Natalie Imbruglia e Jacob Collier fizeram uma bela homenagem a recém falecida atriz e cantora Olivia Newton-John. A homenagem aconteceu durante um show em Londres, quando cantaram a música Summer Nights, do filme Grease, de 1978. Foi simplesmente emocionante!
“Espero que compreendam que em cada mente habita um universo repleto de ideias, que cada escolha sempre trará uma consequência, e tive certeza daquilo que queria e de tudo que já não suportava. Saibamos reconhecer que dentre meus sorrisos sempre escondi a verdadeira sensação de insatisfação e desmazelo, que embora não seja compreensível, tive cansaço e desgaste de erros que me consumiram por inteiro. Gostaria que as coisas tivessem sido diferentes e por vezes até tentei, digo isto não por capricho, mas por exaustão. Não poderei deixar tantas dádivas como tantos que por aqui passaram, mas deixarei as mágoas de um peito cansado e atordoado pela injustiça que é habitar em uma mente e um coração tão intenso, e por falar em intensidade, me vejo perdido em meio a tanta gente rasa que se instalou em minha leviana vida como um parasita que absorve tudo de benéfico e depois descarta o hospedeiro num sepulcro de solidão e agonia. Peço perdão aos poucos e próximos que cultivei, saberão que a vida continua e que onde eu estiver, serei um hóspede para um novo ciclo, embora acredite que previra o sofrimento para que assim possa estar estabelecido todo discernimento que o umbral fará e resignará para a colheita esperada. Aos meus amores, em especial o último que consumi tanto em desespero para que não fosse desgarrado de seu seio, peço paciência e autoconhecimento para que não hajam culpas mentais e nem fadigas sentimentais de uma mente resumida em desistência. Assim eu espero que o tempo leve o que há de levar e cure o que preciso for. Aos meus familiares, sinto em vos dizer que minha ausência sirva de reconciliação e proximidade para outros que necessitam. Por fim rogo a Deus que não me esqueça, ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte. E para os que muito cansei nessa Terra, peço que me perdoem, que me compreendam, pois desta vida nada levamos e nada trazemos, sendo assim não é justo tanto julgamento de uma pessoa digna de pena, misericórdia e perdão. Sabeis que toda inconstância é resultado de desordem. Como poderia eu organizar tudo se sou tempestade? Peço aos que são calmaria, que cultivem o amor e o perdão, porque nenhuma mágoa e ódio vale tanto a pena assim…Somos instantes e num instante não somos nada.”
Fiquem com Deus a adeus!
João Ricardo Moreira Libório
**Essa carta de despedida foi escrita por um Polial Militar, que se enforcou na última segunda-feira, numa cidade no interior da Bahia. Não nos cabe jugar o seu ato, pois somente ele sabe realmente a razão de tal atitude que tomou. O que me chamou a atenção nessa carta foram suas plavras falando de amor e de perdão. E concordo com ele quando diz que somos instantes e num instante não somos nada. A vida passa rápido e o importante é procurar curtir os momentos e as pessoas que nos são importantes…
Em 10 de janeiro de 1870, o jornalista Victor Noir foi morto por Pierre-Napoléon Bonaparte, primo do imperador Napoleão III. Após a morte, Victor Noir se tornou um símbolo de oposição ao regime imperial. Passados 21 anos de sua morte, os restos mortais de Victor Noir foram transferidos do cemitério de Neuilly para o de Père Lachaise, em Paris. Sobre o túmulo foi colocada uma escultura muito bonita, feita por Jules Dalou. O detalhe é que a escultura tem uma notável protuberância nas calças, o que originou o culto sexual ao personagem décadas depois. Noir foi morto por razões políticas, quando foi junto com um amigo marcar um duelo para outro amigo. Ocorreu uma discussão, onde Noir levou um tapa no rosto e em seguida um tiro, vindo a falecer. Seu assasino alegou legitima defesa e foi liberado no julgamento. Numa época em que o imperador já era impopular, a absolvição de seu primo Pierre pela acusação de assassinato, causou enorme indignação pública e várias manifestações violentas. Em 4 de setembro de 1870 ocorreu a derrubada do regime do imperador e o estabelecimento da Terceira República.
O túmulo de Victor Noir tornou-se um símbolo de fertilidade. A escultura sobre o túmulo apresenta em certos lugares da anatomia (nariz, pés e sexo em particular), uma perda de sua oxidação verdigris. Isso acontece porque o túmulo de Victor Noir é objeto de um verdadeiro culto sexual. Diz a lenda que, ao esfregar a mão ou as partes intimas no local do sexo do falecido, é recuperada a fertilidade para as mulheres e a virilidade para os homens. Tocar nos pés permite que você encontre o amor da sua vida. E para trazer de volta o amor perdido, você tem que beijar seu nariz, queixo e lábios. Flores frescas são sempre colocadas no túmulo. Acontece mesmo de se encontrar sapatos de bebê no túmulo, provavelmente para agradecer a Victor Noir por permitir uma maternidade. Em 2004, uma cerca foi erguida ao redor da sepultura, para impedir que as pessoas tocassem na escultura. No entanto, devido a supostos protestos da “população feminina de Paris”, a tal cerca foi retirada.
Esse culto sexual existe de fato apenas desde os anos 1960, quando foi criado do zero por estudantes. No entanto, a tumba foi anteriormente objeto de um culto, mas este, um culto republicano.
Victor Noir em seu leito de morte. (Foto: Yvan Salmon)
O Cemitério de Père-Lachaise, também chamado de “Cemitério do Oriente”, é o maior cemitério de Paris e abrange 43 hectares. Ele é considerado o cemitério mais famoso do mundo em razão da grande quantidade de personagens históricos que nele estão sepultados. O cemitério de Père-Lachaise faz parte dos parques e jardins sob a administração da prefeitura de Paris. É um lugar único que convida a contemplação e devaneio, impregnado de arte, cultura e história, onde você viaja por seu labirinto de pedras e vegetação. Mais de 3 milhões de visitantes de todo o mundo o visitam todos os anos.
São 70.000 concessões funerárias. Muitas personalidades entre artistas, músicos e escritores estão sepultados no local: Frédéric Chopin, Rossini, Jim Morrison, Edith Piaf, Alain Bashung, Maria Callas, Sarah Bernhardt, Molière, Balzac, Colette, Marcel Proust, Jean de la Fontaine, Oscar Wilde, Allan Kardec, Isadora Duncan e muitos outros.
A origem do cemitério remonta ao século XII, quando o terreno estava repleto de vinhas pertencentes à Igreja. Em 1430 um comerciante adquiriu as terras e construiu uma residência pomposa, até que a propriedade passou para as mãos dos jesuítas no século XVII. Após a expulsão dos jesuítas, o terreno passou para as mãos da cidade de Paris graças a Napoleão Bonaparte, e assim foi construído o cemitério, inspirado no estilo dos jardins ingleses. O cemitério recebeu a sua denominação em homenagem a um sacerdote católico, François d’Aix de La Chaise (1624-1709), dito le Père La Chaise (“o padre La Chaise”), confessor do rei Luís XIV da França, sobre quem exerceu influência moderadora na luta contra o jansenismo.
No início do século XIX, vários novos cemitérios substituíram as antigas necrópoles parisienses. Fora dos limites da cidade foram criados o cemitério de Montmartre ao norte, o cemitério do Père-Lachaise a leste, o cemitério de Montparnasse no sul e o cemitério de Passy ao oeste. A concepção do Père-Lachaise foi confiada ao arquiteto neoclássico Alexandre Brongniarte em 1803 e, desde a sua abertura, o cemitério conheceu cinco ampliações: em 1824, 1829, 1832, 1842 e 1850, passando de 17 hectares para 44 hectares.
Em 21 de maio 1804, o cemitério foi oficialmente aberto para o sepultamento de uma menina de cinco anos, Adélaïde Paillard de Villeneuve. No início, os parisienses não aceitavam de bom grado a necrópole, localizada distante do centro, numa zona pobre e de difícil acesso. Esta situação só mudaria quando para lá foram transferidas ossadas de importantes personalidades, apaziguando as críticas da elite parisiense.
Ao sul do cemitério encontra-se o Muro dos Federados, contra o qual 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.
Fontes: https://pere-lachaise.com/ e https://pt.wikipedia.org/
Hoje estou completando 50 anos de vida… Uau! Confesso que assusta um pouco! Meio século de vida não é pouca coisa… A coincidência é que nasci em um sábado, e meu cinquentenário caiu também em um sábado. E após anos morando por aí, em meu cinquentenário, estou morando novamente na cidade onde nasci.
O que mais assusta é saber que mais da metade da minha vida eu já vivi. Eu não vou viver mais cinquenta anos, e nem quero! Se viver mais uns 30 anos com qualidade, já me dou por satisfeito. Vim parar nesse mundo sem ter sido planejado, culpa de um erro de tabelinha por parte da minha mãe. Já quase morri várias vezes, em duas delas eu tinha certeza de que iria morrer. Escapei só Deus sabe como e o porquê! Seria um milagre? Ou não tinha chegado minha hora? Sei lá! Prefiro não pensar muito nisso e seguir com a vida, procurando fazer o que gosto.
Lembrei de um falecido amigo de meu pai, que várias vezes olhou para mim e disse que não acreditava que eu estava vivo. Ele contava que certa vez quando eu era bebezinho, chegou a procurar um padre para me dar a extrema-unção. Mas sou teimoso, estou aqui “vivinho Dissenha” e tenho planos de ficar por aqui ainda por muito tempo. Já que vim para esse mundo sem ser planejado, quase morri algumas vezes, e continuo vivo e inteiro, então quero ficar muito mais tempo por aqui. Quero viver intensamente os anos que me restam e fazer tudo o que gosto. Muitas viagens ainda quero fazer, muitas bocas ainda vou beijar, muitos filmes assistir, diversos livros ler, milhares de quilômetros caminhar e pedalar, muitas partidas de UNO jogar, horas e mais horas dormir, e quem sabe “aquela” loira conquistar… Não custa acreditar, e acredito em milagres! Sou prova viva de que milagres existem! Se você tivesse visto as duas vezes em que escapei da morte, aos 45 minutos do segundo tempo da prorrogação, você também começaria a acreditar em milagres…
Olhando para trás, tenho mais a agradecer do que reclamar. Minha vida não foi nada fácil muitas vezes. E outras vezes, fui eu que a tornei difícil. Mas no geral, tive uma vida boa e feliz. Uma família maravilhosa, que teve e tem seus problemas, mas que amo todos mais do que tudo nessa vida. Se nascesse mil vezes mais, eu escolheria nascer na mesma família, com os mesmos pais e irmãos. Eu, quando bem criança tinha como maior sonho saber o que existia além do Lar Paraná (o bairro onde cresci), e cheguei muito mais longe do que sonhei ou imaginei um dia. Então o que vier daqui pra frente é lucro…
Chegar aos 50 anos não é para qualquer um… Lembro de diversos amigos e parentes que não chegaram a essa idade, que morreram antes. Então não vou reclamar de estar ficando mais velho, mas vou agradecer por estar vivo, com saúde, disposição e feliz…
Obrigado a todos que fizeram e fazem parte dessa história que hoje completa 50 anos!
Freya Kreiling era uma estudante de Santa Catariana, que morreu afogada aos 16 anos, na Serra do Mar paranaense. O acidente fatal aconteceu em 12 de março de 1944. Para comemorar sua formatura, Freya foi com alguns amigos percorrer trilhas na Serra do Mar. Ao atravessar o rio Ipiranga próximo ao Salto do Feitiço, ela caiu no rio. Devido a calça comprida que usava ter “inflado” com a água, ela com vergonha, largou a corda de segurança para segurar a calça e foi arrastada pela correnteza. Seu corpo foi encontrado somente quatro dias após o acidente. A operação de resgate do corpo mobilizou militares e experientes montanhistas, e foi destaque nos jornais da época. No local próximo onde encontraram o corpo, foi colocada uma cruz e uma placa, que até hoje estão lá e lembram a tragédia. A Cruz está próxima a um local conhecido como Salto Inferno.
Freya Kreiling
Esse postal antigo mostra Freya Kreiling e outro turista que também morreu na Serra do Mar.
O Monumento à Cidade de Salvador, foi construído em 1970 e ficava na Praça Cairu, em frente ao Elevador Lacerda. Com 16 metros de altura, a peça foi feita com fibra de vidro e metal. Obra do artista baiano Mário Cravo Júnior. Tirei a foto abaixo em 2010. Hoje tal monumento pegou fogo e foi destruído. Sinceramente, acho que o local vai ficar até mais bonito sem o monumento…
Abaixo um adesivo que vi num banheiro no Paraguai, onde mostra como seria a forma como alguns jogadores de futebol urinam. E sacanearam dois jogadores; Neymar, que urina deitado e Giroud, que urina fora.
Todo os meus destinos irão aceitar aquele que sou eu. Então eu posso respirar. Todos com quem cruzei, pensam de mim e minhas viagens. Mas eu nunca sou o que eles pensaram. Eu tenho as minhas indignações, mas sou puro em todos os meus pensamentos. Eu estou vivo! Vento em meus cabelos, me sinto parte de todos os lugares. Eu conheci todas as regras, mas as regras não me conheceram.
A partir de hoje estou de férias e serão 31 dias livre por aí, conhecendo novos lugares e novas pessoas. Superando limites e aprendendo com o mundo, com as pessoas e comigo mesmo. Muitos não entendem os tipos de viagem que gosto de fazer e até me chamam de louco. Outros entendem e querem fazer algo igual. Mas não ligo para a opinião dos outros! Sou livre, dono do meu nariz e faço do jeito que gosto…
O letreiro de Hollywood há décadas desperta curiosidade de quem passeia por Los Angeles ou simplesmente o vê na TV, em filmes ou séries. A atração turística fica no parque Griffith, em uma cordilheira de quase 570 metros que separa o distrito de Hollywood e parte de Los Angeles do vale de San Fernando. A área da colina tem um terreno áspero e íngreme e, desde 2000, foi cercada pela polícia de Los Angeles, que instalou um sistema de última geração para coibir invasões e visitas sem autorização.
Inaugurado em 1923, o letreiro não foi feito para anunciar filmes e astros do cinema, mas para fazer os americanos comprarem imóveis. A peça foi criada pelo banqueiro canadense Hobart J. Whitley, conhecido como “pai de Hollywood” e fundador de dezenas de cidades americanas. Sua ideia era um divulgar um loteamento residencial próximo ao local. O nome do empreendimento: “Hollywoodland”. Era escrito assim o letreiro original. Quem assina o design é o inglês Thomas Fisk Goff, que foi contratado para construí-lo. Whitley já havia tido a ideia de usar um amplo letreiro para promover um empreendimento entre a avenida Highland e a rua Vine em Hollywood. Mas, pelo menos no Texas, há quem diga que a inspiração veio de lá, mais precisamente da minúscula Mineral Wells, onde viviam menos de 8.000 pessoas. Segundo esta versão, o cineasta David Griffith teria visitado o local no início dos anos 1920 e se encantado com o enorme letreiro que saudava os visitantes com a palavra “Welcome” (“bem-vindo”). De volta a Los Angeles, teria feito a sugestão a parceiros de negócio envolvidos no projeto de Whitley.
O “outdoor” deveria ter ficado lá por apenas 18 meses. Era um “brinquedo” caro, de dispendiosa manutenção. Custou US$ 21 mil (equivalente a atuais US$ 300 mil). Sua versão original era luminosa e um pouco maior, com letras de 9,1 metros de largura e 14 metros de altura. Com a Crise de 1929 e as dificuldades impostas pela Segunda Guerra Mundial, o empreendimento perdeu a iluminação e declarou falência na década de 1940, quando se tornou propriedade municipal. Em princípio, ele seria demolido, mas moradores protestaram. Ele viria a ser reformado pela primeira vez apenas em 1949, em parceria com a Câmara do Comércio. Foi aí que ganhou o atual formato de “Hollywood”.
Com o tempo o letreiro com suas placas metálicas e estrutura de madeira, foi se deteriorando. Na década de 1970, o primeiro “O” quebrou e o terceiro despencou, criando um bizarro sinal de “HuLLYWO D”. Em 1978, o letreiro voltou à vida graças ao apoio de celebridades como Hugh Hefner, dono da Playboy, que organizou um leilão em que a reforma de cada letra foi posta à venda. Bem-sucedida, a campanha resultou em ampla reforma e na declaração de monumento cultural e histórico.
Desde criança eu era louco pelas pastilhas de chocolate Confeti, fabricadas pela Lacta. Mas há alguns anos a Lacta mudou a fórmula do Confeti e achei o novo sabor horrível. Logo conheci as pastilhas de chocolate da M&M´s e meu problema foi resolvido. E ainda por cima são bem mais saborosos que o Confeti. No início eu comprava M&M´s norte americanos, vendidos no Paraguai. Depois começaram a ser fabricados no Brasil. Mas o sabor entre o norte americano e o brasileiro é ligeiramente diferente. Você tem que provar os dois juntos para sentir a diferença. O norte americano é mais saboroso. No período que morei nos Estados Unidos e em outras viagens que fiz ao exterior, pude conhecer outros produtos M&M´s. O que mais gostei foram os sorvetes, principalmente o que vem no meio de dois cookies cheio de pastilhas de M&M´s.
M&M’s são pequenos pedaços de chocolate ao leite populares em vários países. Os M&M’s foram criados em 1941 quando Forrest Mars viu soldados espanhóis comerem pedaços de chocolate cobertos de açúcar, para o chocolate não derreter nos dedos, durante a Guerra Civil Espanhola. Foi em 1940 que os primeiros M&M’s foram vendidos nos Estados Unidos. Na altura em que os americanos entraram na Segunda Guerra Mundial, os soldados recebiam do exército estes snacks devido à sua conveniência de transporte em qualquer tipo de clima; pouco depois disto o doce foi publicitado e tornou-se num grande sucesso de vendas.
O nome M&M’s surgiu de “Mars & Murrie” (o parceiro de negócios de Mars era Bruce Murrie, filho de William Murrie, rival de William S. Hershey). Os M&M’s logo viraram um sucesso porque, na época, o ar condicionado ainda não era muito encontrado em lojas, casas e automóveis e o derretimento das barras de chocolate tornou-se um problema, mas os M&M’s não derretiam por causa de seu revestimento de açúcar.
Em 1954, o sabor de amendoim foi introduzido. Naquele mesmo ano, os personagens da marca e o slogan “The milk chocolate melts in your mouth, not in your hand” (em português, “O chocolate ao leite derrete na sua boca, não na sua mão”) foram registrados. Os doces possuíam originalmente seis cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, castanho e violeta (os de amendoim possuíam as mesmas cores, exceto o violeta). O vermelho foi eliminado da mistura na década de 1970, por causa de preocupações se o corante usado era saudável. Apesar de que os M&M’s não possuíam este tipo específico de corante, os vermelhos foram removidos do produto, para satisfazer os consumidores. Em 1987, o vermelho voltou à tradicional mistura de cores, atendendo a intensos pedidos dos consumidores. A cor violeta também foi retirada da mistura e foi trocada por dourado em 1949, mas esta cor não era muito popular e também foi retirada das opções.
Em 1993, a Mars fez uma pesquisa com os consumidores nos Estados Unidos perguntando que cor eles preferiam que fosse introduzida: azul, rosa ou roxo. O azul ganhou e foi adicionado um tempo depois. Na mesma época, M&M’s novos foram disponibilizados em lojas especializadas em 24 cores diferentes. Em Junho de 2004, o M&M’s ganhou mais fama quando o piloto da SpaceShipOne, Mike Melvill, abriu um pacote da marca ao atingir a fronteira do espaço, mostrando a leveza do ar enquanto os pedaços flutuavam na cabine.
Recentemente estive jogando pebolim, após mais de um ano sem brincar tal jogo. Esse é um dos poucos jogos em que sou realmente bom, modéstia a parte. E já fui melhor, é que ando meio fora de forma. Até medalha de campeão de pebolim eu já ganhei. Desde moleque gostava de jogar pebolim, mas foi nos dois anos em que estive no Exército que joguei muito pebolim e fiquei bom no jogo. Fazia dupla com meu amigo José Mario dos Prazeres, e se não éramos a melhor dupla de nossa Cia, com certeza estávamos entre as melhores. Jogar pebolim era um dos poucos passatempos que tínhamos no quartel, então em alguns dias passávamos horas jogando. Chegava a formar calos nas palmas das mãos.
Origem do Pebolim
O futebol de mesa, popularmente conhecido como totó epebolim, é um jogo inspirado no futebol, que consiste em manipular bonecos presos a manetes, possibilitando “jogar futebol” numa mesa. Inventado na Europa, há registros de patentes de jogos de futebol de mesa no início do século passado na Alemanha, na Inglaterra e na Espanha. Segundo a versão dos espanhóis, o jogo teria sido inventado pelo espanhol Alexandre de Fisterra, ferido em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola. No hospital em que ficou internado, em Montserrat, conheceu muitas crianças também feridas e impossibilitadas de jogar futebol. Ele, então, teria se inspirado no tênis de mesa para criar o futebol de mesa. A partir das instruções de Fisterra, seu amigo Francisco Javier Altuna desenvolveu a ideia construindo a mesa e os componentes de madeira e metal que integram o jogo. A invenção foi patenteada em 1937, mas, após escapar do facismo na França, Finisterre perdeu os papéis da patente. Depois de ter se exilado na América do Sul, introduziu algumas alterações, como as barras de aço e divulgou o jogo pelo continente. O jogo rapidamente se espalhou pela Europa. Tanto que, na década de 1960, quando Alexandre de Fisterra regressou à Espanha, o jogo encontrava-se já largamente divulgado, embora muito do crédito desta divulgação se deva ao fato dos fabricantes valencianos o assumirem como jogo nacional. Contudo, essa versão da origem do futebol de mesa é contestada pelos alemães, que garantem que o jogo foi criado por Broto Wachter, que teria comercializado uma mesa de futebol já em 1930. A diferença é que todos os objetos eram de madeira, incluindo as barras, e os “jogadores” não tinham forma de bonecos, sendo pequenos triângulos. Hoje em dia, o futebol de mesa é muito popular e as mesas mais modernas possuem barras de titânio, bonecos de plástico e até placar eletrônico.
Hoje estava lendo a Gazeta do Povo Online e ao ver uma foto do Colégio Medianeira de Curitiba, me bateu uma saudade… Faz quase sete anos que saí do Medianeira, por culpa de problemas de saúde que me fizeram deixar Curitiba para não mais voltar. Ao todo foram sete anos no Medianeira, somando as duas vezes em que lá trabalhei. O intervalo entre estas duas vezes foi de apenas cinco meses.
Nos sete anos de Medianeira aprendi muito e fiz muitas amizades. O Medianeira incentivava seus funcionários a estudar, e eu aproveite ao máximo esse incentivo. Além de reuniões de estudo semanais e seminários internos, também participei de encontros jesuítas fora de Curitiba. E durante alguns anos fiz parte de um projeto que me fez viajar quase todo mês e onde aprendi muitas coisas que são uteis até hoje. E ainda por cima pagaram metade da minha faculdade. Graças a isso serei sempre grato ao Medianeira.
Talvez eu não tenha sido tão grato no passado, mas o momento era outro e eu andava totalmente perdido, sem rumo na vida e me guiando pela cabeça dos outros. Se pudesse voltar atrás teria feito diferente! Talvez nunca tivesse saído do Medianeira, pois gostava muito de lá. Amava caminhar após o expediente pelas ruas internas do colégio, o bosque, o lago e tudo mais que lá existe. E eu morava bem em frente ao Medianeira, e quando estava em casa a vista principal que via da janela era a frente do colégio. Saudade, saudade!
Fachada do Colégio Medianeira. (Foto: Rogerio Theodorovy/Gazeta do Povo)
Ontem a noite fui em culto, cujo pregador foi o Pastor Marcelo Gomes. Ele é bastante conhecido por suas pregações, por seus textos na rádio, por seus livros e vídeos no youtube. A pregação foi muito legal e até divertida! E não tem como você não prestar atenção e não sair um pouco mudado, para melhor…
Se a sua fé for só em você, você terá muita dificuldade quando você falhar. Se a sua fé for nos seus amigos, você terá muita dificuldade quando eles faltarem. Se a sua fé for só no dinheiro, você terá muita dificuldade quando o dinheiro não puder comprar. Mas quando a fé está em Deus, é difícil nós nos frustrarmos pois Deus não se esgota, Deus não muda, Ele vai estar sempre lá mesmo quando todos faltarem.
Pr. Marcelo Gomes
Marcelo Gomes é teólogo, pastor da 1ª IPI (Igreja Presbiteriana Independente) de Maringá, e escritor, autor dos livros “Aprenda a Lidar com a Ansiedade”, “Deus em Pessoa”, “Fé para Transformar a Vida” e “Sabedoria para Viver e Ser Feliz”, dentre outros.
Resiliência é a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com elas. É ter a mente flexível e o pensamento otimista, com metas claras e a certeza de que tudo passa.
Resiliência significa a habilidade de persistir nos momentos difíceis mantendo a esperança e a saúde mental. Pessoas altamente resilientes, tornam-se mais fortes após situações difíceis. Porquê isso acontece? Porque elas desenvolvem confiança em si mesmas aprendendo novas formas de lidar com os eventos.
Em geral, a resiliência depende de algumas condições psicológicas internas e externas. No nível interno, são favorecidas as pessoas otimistas, que assumem a responsabilidade pelas próprias escolhas, que prezam a autonomia, que estabelecem vínculos sociais e familiares positivos e que são flexíveis no que diz respeito à mudança de posicionamentos, sentimentos e pensamentos. Ao nível das condições externas estão as relações positivas, àquelas que promovem suporte afetivo/material, acolhimento e cumplicidade.
Um outro aspecto externo fundamental para o desenvolvimento da resiliência é a existência de pessoas que acreditem na nossa capacidade de superação das adversidades e, por isso mesmo, nos incentivem. Da mesma forma, oportunidades para nos envolvermos em atividades significativas – que nos permitam desenvolver a auto-estima e nos sentirmos produtivos e relevantes – contribuem para a resiliência, ou seja, para a superação das adversidades.
Aprender, adaptar-se…isso é ser resiliente. Em última instância, é dispor-se para a mudança.
Hoje é meu aniversário, estou completando 47 anos. Nasci em um sábado às 14h30min, na cidade de Campo Mourão, Oeste do Paraná. Vivi em minha cidade até os 18 anos de idade, quando fui para Curitiba prestar o serviço militar e por lá acabei ficando. Nos vinte anos seguintes voltei para minha cidade natal por duas vezes, mas permaneci pouco tempo. E vivi um ano nos Estados Unidos, na cidade de Orlando. Em meados de 2010 retornei novamente para minha cidade natal, para ficar por somente seis meses. E não fui mais embora e nem quero mais sair daqui. Estou feliz onde estou! Estou perto da família e acho que a maturidade chegou e prefiro uma cidade tranquila de interior, sem trânsito caótico e violência. E ficando aqui, nos próximos anos penso em finalmente casar, criar meus gatos e ter uma vida pacata. Filhos eu não quero! Esse mundo está muito cheio e vai ficar cada vez pior, então não quero deixar descendência.
Quando criança eu sonhava conhecer coisas e lugares novos. Queria conhecer o que existia além do Lar Paraná, o bairro onde cresci. E acabei conhecendo muito mais coisas do que queria ou sonhei. E ainda tenho muito que conhecer e fazer. Há alguns anos fiz uma lista das aventuras que queria realizar, de lugares que queria conhecer. Essa lista não era muito extensa e já realizei mais da metade do que está anotado nela. E espero ter tempo e saúde para realizar o restante da lista. Depois posso morrer em paz…
Não gosto de datas comemorativas e muito menos de aniversários. Não suporto o Parabéns pra você! E não é por ficar mais velho o motivo, pois envelhecer não é problema para mim. Vejo envelhecer um presente de Deus, pois muita gente que conheci na vida morreu muito antes de chegar aos 47 anos. E eu já senti o cheiro e vi os olhos da morte algumas vezes. Teve casos em que escapei por milagre, pois achava que ia mesmo morrer. Então cada ano que completo é um presente dos céus, pois há muito tempo eu já devia ter partido do mundo dos vivos. Aliás, eu não devia nem ter nascido, pois não fui planejado. Fui um acidente, um erro de tabelinha (mesmo assim fui/sou muito amado por meus pais). Mas já que vim ao mundo, ainda vou ficar bastante tempo por aqui incomodando… Então me aguente!
Agora em 2017 o Atari 2600, que também é conhecido como Atari VCS, completa 40 anos de lançamento. O Atari não foi o primeiro videogame, ou mesmo o primeiro console doméstico, mas foi um dos aparelhos mais icônicos dos anos 70 e 80. Em meados dos anos oitenta eu descobri os fliperamas e era meio viciado neles. Quase toda noite dava um jeito de ir até um fliperama que ficava perto de casa e jogava algumas fichas nas diversas máquinas de jogos existentes no local. Após alguns meses resolvi fazer as contas de quanto gastava mensalmente com fichas e descobri que o valor era alto e que se eu economizasse tal valor eu conseguiria pagar a prestação de um Atari. E foi o que fiz, comprei um Atari em três suaves prestações na antiga Lojas Hermes Macedo.
A compra daquele Atari foi um revolução em minha vida. Jogava todo dia e nos finais de semana costumava varar a noite jogando com amigos. Na época mesmo tendo 15 anos, eu estudava, trabalhava o dia todo e ainda treinava basquete, então não sobrava muito tempo livre e esse tempo livre ficou para os jogos do Atari. Como ainda não tinha namorada e não me preocupava em arrumar uma naquela época, jogar vídeo game era o que relaxava.
Dos jogos do Atari, o que eu mais gostava era o River Raid. Ficar pilotando um avião através do Joystick e explodir navios e tanques era muito legal e fiquei muito bom em tal jogo. Também gostava muito de jogar Pac Man (o famosos come come) e também tênis e boxe. Durante muito tempo meu Atari fez minha alegria e a de muitos amigos. Ele ficou guardado durante muitos anos ainda funcionando, até que um dia resolvi vende-lo. Hoje em dia mesmo existindo jogos modernos e com padrão visual que fazem os jogos do Atari parecerem coisa pré-histórica, não jogo mais vídeo game. Perdi o interesse totalmente, mas da época do Atari e de seus jogos simples e divertidos sempre vou lembrar com saudosismo.
“a partir desta data, aquela mágoa sem remédio é considerada nula e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso, maldito seja quem olhas pra trás, lá pra trás não há nada, e nada mais”
(Paulo Leminski)
É incrível, tem uma pessoa com a qual eu só dou bola fora! É sempre assim, tudo o que faço tem resultado contrário do que imagino e a coisa só complica para o meu lado. Ela deve me odiar! E com toda razão…
Mas a partir desse instante é vida nova, página virada e o jeito é seguir em frente e deixar ela para trás. Não vai ser fácil! Mas o tempo cura quase tudo, e quando não cura ao menos nos faz esquecer um pouco do que foi ruim, da tristeza que tivemos e que causamos. E sempre aprendemos algo, principalmente com as situações ruins.
Em outros tempos em momentos assim, triste igual me sinto agora, eu largava tudo e mudava de cidade. Mas cansei disso e o jeito é ficar por aqui, onde estou feliz, apesar dos pesares. Vez ou outra vamos nos “esbarrar” por aí e da minha parte com certeza no mínimo ela terá um olá e um sorriso…
Hoje estava pensando numa pessoa que conheço e que sabe sorrir com os olhos. Nela isso é espontâneo! Já falei isso a ela uma vez, que ela sorria com os olhos e não sei se ela levou meu comentário a sério. Por curiosidade pesquisei sobre o assunto e até descobri que existem técnicas que ensinam a pessoa a sorrir com os olhos. No caso dessa pessoa que mencionei o sorriso dela com os olhos é espontâneo, ela nasceu com esse “dom”. E o sorriso no olhar dela sempre me encantou…
O domínio do sorrisocom os olhos, chamado de “sorrisoDuchenne”, é vital para quem quer sorrir da maneira mais sincera possível. A parte complicada em relação ao sorriso com os olhos é que é muito difícil fingi-lo. Quando sorri com os olhos, você realmente está feliz.
Não sou apreciador de cerveja, ou de qualquer bebida alcoólica. Mas sou colecionador de latinhas. No meu caso latas de Coca-Coca, cuja coleção comecei há 20 anos. Mas esse post é para falar sobre latas de cerveja, pois hoje fazem 82 anos que foi vendida nos Estados Unidos, a primeira cerveja enlatada.
A primeira cerveja em lata foi da marca Krueger Beer. No Brasil a primeira cerveja em lata foi da marca Skol, no ano de 1971. Ou seja, 36 anos após a primeira cerveja em lata norte americana.
No final do século 19, as latas eram fundamentais no acondicionamento e distribuição de alimentos. Mas somente a partir de 1909 que a American Can Company passou a fazer experiências com latas para guardar líquidos. Após muitos testes malsucedidos, a American Can teve de esperar até o fim da Lei Seca nos Estados Unidos, em 1933, para então realizar novos testes com a cerveja em lata. Após dois anos de pesquisas, a American Can desenvolveu uma lata resistente à pressurização e com revestimento interno especial que não deixava a cerveja se gaseificar como resultado de uma reação química com o metal.
No início foi muito difícil para os amantes da cerveja aceitar o conceito da bebida enlatada. Mas aos pouco a Krueger superou as fortes resistências e se tornou a primeira cervejaria do mundo a vender cerveja em lata.
Ontem centenas de nova-iorquinos desafiaram o frio e viajaram de metrô sem calças. Andar sem calças foi parte do evento anual No Pants Subway Ride, realizado todo mês de janeiro em algumas cidades do mundo. O objeto do evento não é ofender ninguém, mas fazer os outros se divertirem. É uma celebração do absurdo, afirmou o fundador do Evento, Charlie Todd.
A maioria dos participantes se reuniu ao longo da tarde em diferentes pontos de encontro e receberam instruções para se dispersar em pequenos grupos pelas estações de metrô da cidade e tirar as calças para realizar o trajeto com roupa de baixo. Os organizadores pediram aos participantes para agir com normalidade, como se não se conhecessem
O No Pants Subway Ride éorganizado pela plataforma de comediantes Improv Everywhere, tendo acontecido pela primeira vez em 2002, em Nova York e se espalhou aos poucos para outras cidades como Washington, Milão, Praga, Berlim e Londres.
O último dia de 2016 era para ter sido o último dia desse blog. Já tinha escrito um texto de despedida e o mesmo estava programado para ser publicado na manhã de 31 de dezembro. As razões para terminar com o blog eram duas; a falta de motivação para escrever e a falta de espaço livre e gratuito no WordPress. Eu teria que pagar para continuar com o blog e não estava disposto a isso. No último ano já tinha pago para manter o blog e inclusive tinha conseguido um patrocinador que financiou a manutenção do blog durante um ano. Mesmo não tendo retorno, o patrocinador queria pagar o WordPress por mais um ano, mas não aceitei, pois não seria justo pagar e não ter retorno. No fim das contas, em razão de ter pago durante um ano, o WordPress foi bonzinho e liberou espaço gratuito para mais um ano, apenas não posso publicar vídeos. E somado ao fato de que estava com um aperto no coração por parar com o blog, mesmo estando desmotivado com ele, resolvi prosseguir por mais um ano e ver o que acontece.
Esse blog é uma mistura de tudo e meio que um filho querido. Através dele conheci muitas pessoas legais, troquei experiências, fiz muitas amizades e fui surpreendido de forma positiva muitas vezes. No seu auge o número de visitas mensais era de quase 18 mil. Atualmente o número de visitas fica entre cinco e seis mil visitas por mês. O que não é um número desprezível para um blog que iniciou sem nenhuma pretensão e seria somente um hobby para que principalmente os amigos acessassem. Esse hobby cresceu e atingiu marcas que realmente nunca esperei.
Essa brincadeira se tornou seria e postagens feitas no blog já foram citadas em revistas, jornais, artigos e sites no Brasil e no exterior. Mais de uma vez ele serviu para auxiliar estudantes e foi citado em trabalhos de pós graduação, mestrado e doutorado. Mesmo não sendo vaidoso, isso me envaidece um pouco, pois jamais esperei que algo tão amador e despretensioso, muitas vezes contendo erros de gramática, pudesse servir para auxiliar estudantes. E entre muitas alegrias que o blog me deu, a principal foi de certa forma ter salvo uma vida. Alguns anos atrás uma jovem entrou em contato comigo através do blog. Ela sofria de depressão e eu tinha acabado de vencer um caso de depressão, onde o blog serviu como local de desabafo. Os textos que publiquei nessa época contando sobre meu problema e como eu estava vencendo tal problema, serviram de terapia para essa jovem e ela decidiu procurar ajuda. Depois de um tempo ela me confessou que no dia que descobriu o blog e começou ler minhas postagens sobre depressão, ela estava decidida a se suicidar. Mas lendo meus textos ela viu que depressão tinha cura e foi procurar ajuda médica. Só por isso acho que foi valido ter criado e mantido esse blog até agora. A maioria dos textos sobre minha fase depressiva não estão mais no blog, pois tais postagens expunham demais minha vida, meus sentimentos e resolvi excluir muita coisa desse período que chamo de “fase negra” do blog.
Tem outros casos que me deixaram surpreso e feliz com o blog. Um deles foi quando um Doutor em Letras leu alguns textos do blog quando procurava informações sobre viagem e comentou com uma amiga que tinha gostado de tal blog e da maneira como o blogueiro escrevia. Ele não sabia que sua amiga também era minha amiga e ela me contou sobre o que ele falou. Fiquei muito lisonjeado com os elogios. Outro caso interessante foi durante uma caminhada que participei ano passado e durante uma visita a um pequeno museu, um amigo veio me falar que tinha um rapaz que queria me conhecer. Fui conversar com o tal rapaz e descobri que ele era leitor do blog há muito tempo e que tinha me reconhecido. Foi gratificante ser reconhecido e poder conversar com o tal rapaz e saber o que ele achava e gostava no blog. E por último vale citar um caso recente, onde uma pessoa assinou a opção de seguir o blog e receber por e-mail todas as novas postagens. Por curiosidade fui olhar o perfil de tal pessoa e me espantei quando vi como era rico e longo o currículo desse novo seguidor. Entre muitas coisas essa pessoa é jornalista com longa experiência e professor de jornalismo.
Por tudo isso é que vou continuar com o blog pelo menos por mais um ano. Vou procurar postar coisas boas e interessantes, bem como contar minhas experiências, pois isso também é uma marca desse blog. Uma das principais fontes de postagem no blog sempre foram minhas viagens, mas que ultimamente andam escassas, pois por culpa do trabalho e falta de tempo tenho viajado pouco. Então se sinta convidado para nos acompanhar por mais um ano e sempre que possível comente os textos publicados e me escreva contando o que achou ou dando sugestões.
Quem se dispõe a lidar com o assunto morte de modo leve e cotidiano pode dar um impulso na vida, buscar realizações, encontrar energia para realizar sonhos. No livro “A negação da morte” (Ed. Record), o psicanalista Ernest Becker, afirma que “a ideia da morte, o medo que ela inspira, persegue o animal humano como nenhuma outra coisa; é uma das molas mestras da vida humana.”
Pensar sobre morrer tem relação direta com pensar na vida. Como os dias estão sendo vividos? Por que se tem brigado muito por tão pouco? O que está sendo deixado para trás? O que poderia ser feito? Como recuperar o que ficou perdido? Por que não reatar laços desfeitos? É necessário reavaliar os valores familiares, profissionais e pessoais? Qual o objetivo de trabalhar tanto? O que realmente faz uma pessoa feliz? Como administrar bem o tempo? Ao mesmo tempo, pensar na vida e se dedicar a todas essas reflexões revela que o ser humano é falível e, por mais que planeje muito, não tem controle de quase nada.
“Muita gente pensa que é fragilidade pensar na morte. Pelo contrário, é sinal de força, de consciência sobre a própria existência”.