Show do Nenhum de Nós

Na última sexta-feira fui a um show da banda NENHUM DE NÓS que aconteceu na Unique em Campo Mourão. Essa é uma das poucas bandas de rock que gosto e de que conheço muitas músicas. O show foi muito bom, mas infelizmente começou com mais de duas horas de atraso e eu não me aguentava mais de sono, por pouco não fui embora antes do show iniciar. Quando entrou no palco a banda deu um “show”, mesclando músicas novas com algumas antigas e consagradas. E no final do show cantaram seu maior sucesso, “Astronauta de Mármore”.

Show do “Nenhum de Nós”. (27/07/2012)

Show do “Nenhum de Nós”. (27/07/2012)

Show do “Nenhum de Nós”. (27/07/2012)

Show do “Nenhum de Nós”. (27/07/2012)

Vander, Sara e Alemão.

VÍDEO

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Oh0FYhJPoxc]

No Rio Grande do Sul

Essa semana estive no interior do Rio Grande do Sul e me encontrei com a Laura, minha amiga portuguesa/canadense. Ela está passeando pelo Brasil e foi à Ijuí visitar a família do Gilberto, que teve que cancelar sua vinda ao Brasil na última hora por razões de trabalho. Foi muito bom reencontrar a Laura e pudemos conversar bastante. Fomos jantar no melhor restaurante da cidade e ela pagou a conta. No dia seguinte retribuí e paguei o café da manhã. Na verdade o café da manhã foi um copo de café daqueles de máquina, em um posto de gasolina. Mas o que vale é a intenção!!! Kkkk…

Espero rever a Laura daqui uns dois ou três anos, quando pretendo fazer uma nova visita ao Canadá. E espero rever o Gilberto ainda esse ano, quando ele vier ao Brasil!

Reencontrando minha amiga Laura.

Jantar em Ijuí.

Laura e seu café da manhã.

De volta para o futuro

No último dia 3 de julho fez 27 anos que o filme De Volta Para o Futuro (Back To The Future) estreou nos cinemas. Foi há 27 anos que Marty McFly fez sua primeira viagem no DeLorean do Doc Brown e encantou pessoas mundo afora. Eu fui uma dessas pessoas que se encantaram com o filme. Estava então com 15 anos e assisti ao filme meses depois de sua estreia, quando ele finalmente chegou ao único cinema de minha cidade, no interior do Paraná. Fiquei fascinado pelo filme que se tornou um de meus favoritos, para sempre!

Com um orçamento de U$ 20 milhões o filme arrecadou cerca de U$ 320 milhões, tendo se tornado na época uma das maiores bilheterias de todos os tempos. A história de um jovem que viaja no tempo utilizando um carro que é uma máquina do tempo, fez muito sucesso com os jovens. Tal sucesso possibilitou sua continuação, com mais dois filmes da série que foram gravados de forma simultânea. Os dois filmes da sequencia foram lançados em 1989 e 1990. O filme De Volta Para o Futuro teve grande influencia na cultura POP e permanece como uma das trilogias mais importantes da história do cinema.

Anos após ter assistido ao primeiro filme da trilogia no cinema de minha cidade, tive a oportunidade de nos Estados Unidos ver ao vivo o carro e alguns outros itens utilizados nos filmes da trilogia. Durante muitos anos funcionou no parque temático da Universal Studios de Orlando, uma atração baseada no filme De Volta Para o Futuro. A atração era um ride, onde você entrava em um carro parecido com o DeLorean do filme e voava pela cidade do filme e alguns outros locais. Os carrinhos ficavam parados, mas se moviam conforme as imagens que apareciam num telão gigante a sua frente e a sensação era de que você estava realmente viajando no DeLorean do filme. Nessa atração inclusive você viajava até o tempo dos dinossauros. Isso soava estranho, pois em nenhum dos três filmes da série existem dinossauros. Acontece que a Universal pretendia lançar um quarto filme, onde o DeLorean viajaria a um passado remoto, na época dos dinossauros. Tal plano de um quarto filme abordando esse tema foi abortado quando do lançamento do filme Jurrasic Park. Já faz alguns anos que o ride De Volta Para o Futuro foi desativado, dando lugar a uma atração baseada nos Simpsons. No parque da Universal Studios ainda está em exposição o carro e também o trem utilizado no terceiro filme da série.

De tempos em tempos revejo o filme De Volta Para o Futuro, que marcou minha adolescência e principalmente o ano de 1985, que foi o melhor ano de minha vida (até agora!).

De Volta Para o Futuro.

De Volta Para o Futuro II.

De Volta Para o Futuro III.

Marty McFly e Doc Brown em De Volta Para o Futuro II.

Com o DeLorean do filme, na Universal Studios. (Orlando, fev/2003)

Universal Studios, Orlando. (fev/2003)

Entrada do “ride” De Volta Para o Futuro. (2003)

Cartaz do ride De Volta Para o Futuro.

Marty McFly e Doc Brown no DeLorean.

DeLorean em exposição na Universal Studios. (out/2011)

DeLorean em exposição na Universal Studios. (out/2011)

Universal Studios. (out/2011)

Interior do DeLorean. (out/2011)

Brincando com bonecas

No último final de semana estive em Marechal Cândido Rondon, visitando meus amigos Marcão e Rosemeire. E além deles pude rever outros amigos, alguns que eram de Curitiba e agora vivem em Marechal. E entre as muitas coisas que fiz vale mencionar as brincadeiras que tive com a Mirella, filha do Marcão e da Rosemeire. Brinquei de bola, de quebra cabeças, de desenhar e até de boneca. Em pleno sábado à noite eu estava trocando vestidos da Barbie! Eu que durante muitos anos tive medo de relacionamentos sérios e não queria casar, não queria filhos por achar que não seria um bom pai, a cada dia que passa tenho mudado de opinião. Após a experiência de meu último namoro, onde a namorada era separada e tinha uma filha de nove anos com quem eu me entendia muito bem, cada dia mais tenho percebido que levo jeito com crianças e que quero ser pai. Quem me viu e quem me vê!!!!

Brincando de boneca com Mirella.

Trocando o vestido da Barbie.

Desenhando com Mirella.

Corinthians Campeão da Libertadores 2012

Foi sofrido, demorou, mas finalmente o Corinthians foi Campeão da Copa Libertadores. Se o time não mostrou um futebol de encher os olhos, ao menos mostrou um futebol de resultado, que fica claro na forma invicta com que conquistou o título. E no futebol o importante é o resultado, o importante é ser campeão. A melhor Seleção Brasileira que já vi jogar foi a da Copa de 82 com Zico e Sócrates, comandada pelo mestre Telê Santana. Aquela seleção jogou bonito, mas não venceu. Então prefiro um time que não jogue bonito e seja campeão, do que um time que jogue bonito e não ganhe títulos. No futebol o importante é o resultado e nada mais!

Esse título do Corinthians serviu para calar muitos chatos, os tais “anti-corinthianos”, que se importam mais com os resultados do Corinthians do que com os resultados de seu próprio time. Se estes anti se preocupassem mais com seus próprios times, talvez estes times tivessem mais torcida e dessem mais audiência na TV. Nessa Copa Libertadores o Corinthians teve Ibope igual à Seleção Brasileira em jogos de Copa do Mundo. Somente o Corinthians para conseguir uma proeza dessas! Isso é sinal de que se não somos (ainda) a maior torcida do Brasil, somos a mais fiel, a mais apaixonada e a mais louca. E o Flamengo que se cuide, pois com esse título da Copa Libertadores uma nova safra de torcedores está nascendo e muito em breve seremos a maior torcida do Brasil.

Sou corinthiano desde meus seis anos de idade, desde a derrota para o Internacional na final do Brasileirão de 1976. Mas sou pé quente, pois no ano seguinte o Corinthians foi Campeão Paulista, saindo de uma fila de 23 anos à espera de um título. Não sou um torcedor fanático daqueles que fazem loucuras pelo time, que batem ou apanham. Sou um torcedor apaixonado e como quase tudo que faço na vida, sou um torcedor discreto. E sou aquele que veste a camisa do time não somente nas vitórias, mas também nas derrotas, igual fiz no rebaixamento do time em 2007, quando após o jogo do rebaixamento saí à rua em Curitiba com a camisa do Corinthians. Naquele dia muita gente na rua veio me cumprimentar pelo meu exemplo de amor ao time mesmo na derrota.

Então é isso! Meus sinceros parabéns a todos os corinthianos! E aos anti-corinthianos, que se preocupem mais com seus times e deixem o Corinthians em paz, pois não nos precupamos com vocês e seus times. E para nós mais importante do que conquistas é o próprio CORINTHIANS!!!

Corinthians: Campeão da Copa Libertadores 2012

www.corinthians.com.br

Corinthians: Campeão da Libertadores 2012

No Memorial do Corinthians.

Memorial do Corinthians.

Memorial do Corinthians.

Viagem ao Peru e Bolívia (25° e 26° Dias)

08/06/2012 

Porto Quijarro 

Eram 6h30min quando uma moça me acordou e entregou uma bandeja com o café da manhã. Comi o sanduiche de presunto e a salada de frutas que foram servidos. Dispensei o café e o chá de coca. Fui ao banheiro escovar os dentes e lavar o rosto e logo voltei para minha poltrona. Fiquei olhando pela janela do trem e a paisagem eram árvores e alguns pastos. Vi muitos passarinhos, inclusive alguns papagaios e araras azuis. Aquela região fazia parte do pantanal e era muito rica em fauna e flora. Mais meia hora de viagem e chegámos a Porto Quijarro.

O desembarque foi tranquilo e nem entrei na estação, saí por um portão lateral e peguei um taxi na rua em frente. Paguei $ 10,00 bolivianos (meus últimos bolivianos) e desembarquei na fronteira com o Brasil. Fui para a fila da imigração, que não era grande naquele horário e não demorou muito para que verificassem e carimbassem meu passaporte. Apenas achei muito detonado o escritório da imigração, que era todo sujo, com móveis velhos e equipamentos quebrados. Com certeza foi o pior escritório de imigração onde já estive!

Atravessei a fronteira a pé e fui “recebido” no lado brasileiro por um simpático cachorrinho. Passei pela imigração brasileira, onde pela primeira vez consegui ver na tela do computador como é o cadastrado vinculado ao número de passaporte da pessoa e as informações de entrada e saída no Brasil. Geralmente em aeroportos o monitor do computador fica virado para o funcionário e não é possível ver nada. Ali o monitor estava de lado e eu dei uma esticada de pescoço para poder matar minha curiosidade e ver o que aparecia para o agente federal. Carimbaram meu passaporte, o que não é um procedimento usual e foi a primeira vez que isso aconteceu, de eu ganhar um carimbo brasileiro no passaporte. 

Corumbá – MS

Já em solo brasileiro fui procurar um jeito de ir até a rodoviária de Corumbá, cidade ao lado da fronteira. Pedi informações para dois rapazes que entregavam panfletos sobre viagens turísticas pelo pantanal. Os rapazes me sugeririam conversar com uma mulher e sua filha, que estavam num ponto de taxi próximo e propor a elas pegar o mesmo taxi até a rodoviária. E foi o que fiz, conversei com a tal mulher, que tinha vindo no mesmo trem que eu. O preço da corrida até a rodoviária era R$ 40,00 e paguei a metade. No caminho o taxista parou em um supermercado, onde fui sacar reais num caixa eletrônico. Desembarcamos na rodoviária pouco antes das 9h00min e fomos direto ao balcão da Viação Andorinha, para comprar a passagem até Campo Grande. O próximo ônibus partiria às 11h00min e paguei R$ 79,00 na passagem. Fiquei bastante tempo conversando com a senhora com quem dividi o taxi e com sua filha. A tal senhora era paranaense, mas vive em Minas Gerais e é casada com um boliviano.

Estava ficando com fome e fui procurar um lugar para comer. Na rodoviária só tinha uma lanchonete e para comer a única opção eram algumas coxinhas gordurosas e caras. Dei uma volta pelas proximidades e só encontrei um restaurante, do outro lado da rua. O local era bem simples, mas olhei a cozinha e era limpa e o cheiro da comida era tentador. O Problema é que ia demorar um pouco para a comida ficar pronta. Voltei até a rodoviária e falei para a senhora com quem dividi o táxi, sobre o restaurante que tinha encontrado. Ela e a filha foram comigo até o restaurante e ficamos esperando a comida ficar pronta. Eu fiquei o tempo todo de olho no relógio, com medo de perder o ônibus. Quando faltavam vinte minutos para o horário de partida do ônibus, o almoço foi servido. Era prato feito, na verdade dois pratos, um com feijão e arroz, e outro com bife e salada. Era muita comida para uma pessoa somente e achei que não ia dar conta de comer tudo. Fazia quase um mês que eu não comia feijão e quando vi aquele prato de feijão e arroz na minha frente não pensei duas vezes e comecei a comer. A comida era muito boa e foi uma pena que tive que comer correndo. E comi tudo, não deixei um único grão de arroz no prato! A senhora e sua filha dividiram um prato e mesmo assim não conseguiram comer toda a comida.

Voltamos à rodoviária e o pessoal já estava embarcando. Coloquei minhas mochilas no bagageiro e fui para meu lugar, no corredor ao lado de um homem. Tão logo o ônibus partiu eu dormi e acordei uma hora depois, num posto de fiscalização. Voltamos à estrada e dormi um bom tempo, até nova parada, dessa vez num posto da Policia Rodoviária Federal. Os policiais pediram documentos de alguns bolivianos e também de duas garotas com cara de menores de idade, que viajavam sozinhas. No fim não encontraram nenhum problema e fomos liberados para seguir viagem. Dormi mais um pouco e acordei novamente quando teve uma parada para lanche. Desci, estiquei as pernas e fiz um lanche rápido. Embarquei e o restante da viagem fui dormindo.

Campo Grande

Pouco depois das 18h30min o ônibus passou em frente ao aeroporto de Campo Grande e desembarquei. Fiquei feliz pelo ônibus ter passado em frente ao aeroporto, pois assim eu economizava o taxi da rodoviária até ali. Entrei no saguão do aeroporto e fui direto ao banheiro. Eu estava sem banho desde o dia anterior, então procurei amenizar um pouco a situação lavando os pés e passando uma toalha úmida pelo corpo. Coloquei uma camiseta limpa, que era a última peça de roupa limpa que eu tinha. Voltei ao saguão e lembrei-me da lanchonete do posto de gasolina que fica do outro lado da avenida em frente aeroporto. Nessa lanchonete eu tinha lanchado quando passei por Campo Grande no início da viagem. Fui até lá e comi três deliciosas coxinhas, acompanhadas de um Todynho. A bela e simpática dona da lanchonete lembrou que eu tinha passado por lá dias antes e puxou conversa. Ficamos um bom tempo papeando. Como estava ficando tarde resolvi voltar para o aeroporto. Escolhi uma cadeira confortável e fiquei ali usando o net book, organizando as fotos da viagem e também alguns textos sobre a viagem, para postar no blog. Tenho uma tia e alguns primos que moram em Campo Grande e poderia entrar em contato com eles e me hospedar na casa de algum deles. Ou poderia ir para um hotel. Mas como não gosto de incomodar os outros, principalmente meus parentes e como sou um cara econômico (não confunda com pão duro) achei melhor passar a noite acordado no aeroporto. Já fiz isso outras vezes, tanto em aeroportos brasileiros como no exterior. Aeroportos são locais seguros e sossegados para passar a noite. Tem muita gente que faz isso, sendo que alguns dormem pelos bancos ou no chão. Eu prefiro ficar acordado, fazendo algo para passar o tempo.

Pouco antes da meia noite resolvi dar uma volta pelo aeroporto, que não é grande. Entrei numa livraria e fiquei vendo os livros e revistas. Acabei comprando um livro do Rodrigo Ranieri, onde ele conta sobre suas escaladas pelo mundo e principalmente suas experiências no Everest. Sentei-me para ler o livro, que era muito interessante. Animei-me tanto com a leitura que só fui parar de ler poucos antes da 3h00min, quando estava na metade do livro. Dei mais uma volta pelo aeroporto, para esticar as pernas. Sentia fome e fui até uma Casa do Pão de Queijo, que fica ao lado de uma das portas do aeroporto e que estava aberta naquele horário. Olhei o cardápio e pedi um suco. A atendente disse que não tinha. Daí pedi um sanduíche e também não tinha. Olhei mais uma vez o cardápio e pedi outro tipo de sanduíche. Novamente a resposta foi que não tinha. Então desisti! Levantei, dei tchau para a atendente e por pouco não perguntei a ela porque não fecham aquela espelunca, já que não tem nada para servir. Acabei entrando no restaurante mais caro do aeroporto, pois era o único que restava aberto. Pedi um suco e um sanduíche (ali tinha!) e fiquei numa mesa lendo meu livro e comendo. Após quase uma hora ali, comecei a sentir sono e resolvi sair e dar uma volta.

Fiquei uns 15 minutos caminhando pelo aeroporto e resolvi me sentar e terminar de ler meu livro. Mas cadê o livro? Voltei ao restaurante, pois só podia ter esquecido o livro lá. Quando entrei pela porta vi a atendente lendo meu livro. Quando ela me viu deu um sorriso, mostrou a capa do livro e perguntou se era eu na foto. Respondi que não, apesar de estar barbudo igual o Rodrigo Ranieri na capa do livro. Ela disse que me achou parecido com o cara da capa e como eu estava cheio de mochilas, pensou que fosse eu o autor do livro. Ficamos papeando um pouco e quando chegaram clientes a deixei ir trabalhar e voltei a me sentar no saguão. Fiquei lendo meu livro até amanhecer o dia. 

09/06/2012 

Campo Grande 

Às 6h00min fui até o balcão da Gol e fiz meu checkin. Despachei a mochila grande e a média, e em seguida fui para a sala de embarque, onde terminei de ler o meu livro. Logo embarquei num voo que vinha de Santa Cruz de La Sierra e seguia para São Paulo. Fui o último a embarcar no avião lotado. Meu lugar era no meio, na janela e ao meu lado foi sentado um senhor de meia idade e uma boliviana com cara de antipática. Antes da decolagem peguei no sono e só fui acordar quando chegámos à São Paulo, ao aeroporto de Guarulhos.  

São Paulo 

Minha conexão para Maringá seria às 11h00min, então não tinha pressa para desembarcar do avião. Esperei todos passarem pelo corredor e me levantei para sair. Ao passar pela poltrona do corredor onde a boliviana estava sentada, vi uma pasta com um note book e um Iphone. Na pressa de descer a boliviana esqueceu suas coisas. Peguei o note book e o Iphone e na saída do avião os entreguei a comissária de bordo e falei a ela o número da poltrona onde os tinha encontrado. Em nenhum momento tive vontade de ficar com tais coisas, o que seria fácil, pois era só guardar rapidamente em minha mochila e desembarcar. Mas aprendi desde criança a não pegar o que é dos outros. Se eu tivesse encontrado aquilo em um lugar onde não tinha como devolver ao dono, ou então não soubesse quem era o dono seria diferente, seria algo “achado” literalmente. Mas nesse caso eu sabia quem era o dono, tinha a opção de deixar com a comissária de bordo, pois a dona podia procurar com a Cia Aérea.

Desci do avião e resolvi ir atrás da boliviana, para avisá-la que tinha encontrado suas coisas e deixado com a comissária. Em vez de seguir para a sala de embarque de minha conexão, segui por outra porta e tive que passar pela imigração. Mostrei meu passaporte e cartão de embarque, para provar que mesmo eu vindo num voo internacional eu tinha embarcado em solo brasileiro, o que me liberava de certos tramites burocráticos. Fui até a esteira de bagagens e lá encontrei o senhor que estava sentado ao meu lado. Perguntei se a boliviana estava junto com ele e a resposta foi negativa. Ele disse que ela desceu somente com a bagagem de mão e que a viu saindo pela porta de desembarque. Eu não tinha mais como encontrar a boliviana, mas minha consciência estava tranquila, pois fiz a coisa certa. Apenas não sei (e jamais saberei!) se a comissária de bordo fez a parte dela e deu o encaminhamento correto ao note book e Iphone que entreguei a ela. Espero que tenha dado!!

Andei um pouco pelo aeroporto, para espantar o sono. Pouco antes das 11h00min embarquei e mais uma vez dormi durante quase toda a viagem. 

Maringá 

O desembarque em Maringá como sempre foi um pouco tumultuado, em razão do pequeno espaço físico na hora de pegar as malas na esteira. E a saída para o saguão também é complicada, pois sempre tem gente esperando quem chega de viagem e eles acabam travando a saída de quem está saindo com suas malas. Encontrei meu irmão, que me levou até a rodoviária, onde peguei um ônibus para Campo Mourão.

Na viagem fui lembrando de alguns momentos dos vinte e poucos dias de viagem. Lembrei dos amigos que fiz e das pessoas que conheci. A maioria dessas pessoas jamais verei ou terei notícias delas novamente. Alguns amigos que fiz manterei contato, mas com o tempo alguns vão desaparecendo e somente com poucos é que terei um contato mais permanente. Também lembrei das fotos que tirei na viagem e que muitas dessas fotos ficarão espalhadas pelo mundo. Daqui uns cinquenta anos o neto de algumas das pessoas que estavam ao meu lado nas fotos, vai ficar se perguntando quem era e de onde era aquele cara de barba vermelha que aparece na foto junto ao seu avô ou avó. Bem como daqui cinquenta anos meus netos vão olhar minhas fotos e perguntar quem eram as pessoas que estavam comigo nas fotos.

Essa foi uma das melhores viagens que já fiz, principalmente em razão das coisas que fiz, das pessoas maravilhosas que conheci. E contar sobre essa viagem de forma detalhada no blog é uma forma de não esquecer tal viagem e nem as pessoas que fizeram parte dessa história. Sempre que eu reler a narrativa dessa viagem estarei recordando momentos especiais e inesquecíveis e relembrando as muitas emoções e até momentos de medo pelos quais passei. Viajar, conhecer novos lugares e pessoas, viver aventuras, é uma das coisas que mais gosto na vida. Em cada viagem, no contato com todas as pessoas que conheço nas viagens, aprendo algo novo e procuro colocar em prática no meu dia a dia muitas dessas coisas que aprendo.

E finalizando os relatos da viagem ao Peru e Bolívia, vou “emprestar” o lema da empresa na qual trabalho atualmente e que diz: VIVER É VIAJAR!

Olhando pela janela do Trem da Morte.

Desembarcando na Estação de Porto Quijarro.

O Trem da Morte, na versão luxo (Ferrobus).

Ferrobus em Porto Quijarro.

Fronteira Bolívia/Brasil.

Fila de embarque em Corumbá – MS.

O livro que li no aeroporto.

Aeroporto de Campo Grande.

Em Campo Grande o embarque é na pista.