Dez anos do Blog!

Hoje o blog está completando dez anos de existência!

Quando iniciei o blog, jamais imaginei que ele pudesse chegar tão longe. O brinquedinho cresceu e se firmou, tendo tido momentos de bastante visitações e outros com menos. Atualmente tem mantido uma quantidade média razoável de visitações. E tem um pequeno público fiel, alguns até reclamam quando demoro para fazer novas postagens.

Nesses dez anos o blog teve altos e baixos, e eu também tive altos e baixos na vida. Felizmente mais altos! E o blog serviu como companheiro nos momentos bons, e principalmente nos momentos ruins.

E parabéns para você que nos acompanha há dez anos, ou menos, mas sempre nos acompanha. E fica o convite para continuar conosco pelos próximos anos. Não sei se o blog vai durar mais dez anos no ar, apenas sei que ele ficará no ar enquanto eu sentir prazer em fazer as postagens e achar que vale a pena mantê-lo no ar.

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Caminhada na Natureza: Campo Mourão

Pela terceira vez fui participar da Caminhada na Natureza de Campo Mourão. Foi um pouco complicado levantar cedo, pois tinha dormido tarde na noite anterior. Acabei indo de carona com algumas amigas, que não conheciam o caminho. Até o local do início da caminhada, são cerca de 17 km por uma estrada ruim, cheia de pedras e buracos.

O percurso foi o mesmo das outras vezes que participei. Tem algumas paisagens bonitas e uma subida que não é nada fácil. Os organizadores sempre anunciam que a caminhada tem 12 km, mas na verdade ela tem 14 km. Distância checada mais de uma vez com GPS. Talvez os organizadores informem uma quilometragem menor, com receio de que muitos caminhantes desistam antes mesmo de começar a caminhar.

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Show de Guilherme & Santiago

Noite de sábado, e segui com alguns amigos até a cidade de Moreira Sales, onde estava acontecendo a Exposales. Fomos até lá exclusivamente para ver o show da dupla Guilherme & Santiago. O show foi muito bom, o local era bom e tinha bastante gente. Mas achei que a dupla interage pouco com o público, diferente de muitas duplas das quais já vi shows. De negativo somente a multa que ganhei na volta, ao passar em alta velocidade por um radar fixo na estrada.

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Prova Rústica Tiradentes 2018

Hoje foi dia de levantar cedo, pegar estrada e viajar quase 90 km até Maringá, para participar da Prova Rústica Tiradentes. Foi a segunda vez que corri essa prova, a outra vez foi em 2005. O que percebi foi que a prova cresceu, tanto em participantes, quanto em organização. Dessa vez, mesmo sofrendo com dores no joelho direito, curti muito ter participado. Corri devagar, cuidando do joelho e consegui cruzar a linha de chegada, mancando…

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Palestra de Clayton Conservani

Hoje assisti a uma palestra do Clayton Conservani, repórter da Rede Globo e que ficou bastante conhecido gravando o quadro Planeta Extremo, para o Fantástico, e que depois ganhou um programa próprio, com o mesmo nome. Na palestra “Limites Extremos”, Clayton Conservani falou sobre momentos complicados que viveu em suas expedições gravando reportagens, e de como foi preciso planejamento, treinamento e trabalho em equipe para realizar tarefas que pareciam quase impossíveis. E ao mesmo tempo em que falava sobre seus momentos de superação, ele fazia um link com os desafios nas gravação de reportagens e o dia a dia do mundo corporativo.

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Corrida Fecam

Após quase oito anos e meio, voltei a participar de uma corrida de rua. Durante dez anos participei ativamente de corridas de rua e tive que parar de correr em 2010, por ordens médicas. Recentemente voltei a correr, e a treinar com a equipe Ricardo Alleman Assessoria Esportiva.

A corrida da Fecam ( Fundação Cultural de Campo Mourão) foi de 5 km. Estava contundido, sentindo muita dor na panturrilha direita e achei que não conseguiria completar a prova. Mas com esforço e boa vontade, consegui correr os 5km da prova. E também foi bom rever e correr juntos com alguns amigos.

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Oscar 2018

Já virou tradição aqui no blog, já faz alguns anos, eu assistir e comentar sobre os filmes que concorrem ao Oscar de melhor filme no ano. Tenho experiência de assistir a cerimonia de entrega do Oscar há mais de trinta anos, tendo perdido umas poucas apenas. E vejo muitos filmes, gosto muito de cinema. Então me acho capaz de falar sobre os filmes concorrentes, logicamente após ter assistido a todos os nove filmes que concorrem a melhor filme esse ano. Até agora não aconteceu do filme que eu mais gostei entre os concorrentes, ter ganho o Oscar de melhor filme. Das duas uma, ou sou pé frio, ou os membros da Academia de Cinema que elegem os filmes, não entendem nada de cinema. Brincadeiras a parte vamos lá, falar sobre os filmes…

Dos nove filmes que concorrem ao Oscar de melhor filme em 2018, tem poucos bons, alguns razoáveis e um muito ruim. Isso na minha modesta opinião! Mais uma vez sofri para conseguir assistir todos os filmes antes da cerimônia de entrega do Oscar, para ter tempo hábil de postar sobre os filmes aqui no blog. Tanto é, que a prova de tal dificuldade é eu estar postando sobre os filmes apenas um dia antes da cerimônia do Oscar. E mais uma vez minha maior dificuldade é que o único cinema de minha cidade costuma passar filmes de alto apelo comercial e ignora a maioria dos filmes que concorrem ao Oscar de melhor filme. Alguns filmes nem passam por aqui! Dos nove filmes concorrentes, um assisti no cinema em outra cidade e os demais consegui baixar na internet. Sei que isso não é legal, que cheira a piratagem e tal, mas ou faço isso ou não vejo os filmes.

Os filmes concorrentes, na ordem de minha preferência e torcida:

1° – Lady Bird: é hora de voar

Escolhi Lady Bird como o primeiro da lista, no último minuto, quando comecei a escrever essa postagem. E confesso que em algumas passagens do filme vi partes da história de minha adolescência passando na tela, com as mesmas dúvidas, sonhos e dramas. O filme conta a história de uma garota de personalidade forte, em uma família que passa por dificuldades financeiras, onde o pai acaba de perder o emprego. E no meio dessa turbulência, a garota precisa decidir sobre mudar de cidade, ir fazer a faculdade que deseja e lutar pelos seus sonhos. Mas enquanto sua hora não chega, ela não foge de suas obrigações e responsabilidades, dividindo seu tempo entre os estudos, o trabalho ruim e a descoberta do amor. Essa história mesmo sendo de uma personagem feminina, tem muito em comum com a minha história de vida entre meus 13 e 18 anos. Então minha torcida vai para Lady Bird, mesmo sabendo que não vai vencer como melhor filme.

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2° – Três anúncios para um crime

Esse filme só ficou em segundo lugar em minha lista, por culpa de seu final, que achei inconclusivo e detesto filmes sem final definitivo. Mas o filme é muito bom e prende a atenção do expectador até o fim. O filme conta a história de uma mãe que cansada da ineficiência da polícia na solução do assassinato de sua filha, resolve protestar utilizando anúncios críticos em três outdoors existentes próximos ao local onde sua filha foi morta. Esse protesto silencioso desencadeia uma série de acontecimentos, somados a pessoas que apoiam e outras que criticam ferozmente sua atitude.

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3° – Dunkirk

Baseado em fatos reais, com algumas pequenas “licenças poéticas”, o filme conta sobre a retirada de tropas aliadas que estavam encurraladas pelos alemães numa praia francesa, no início da Segunda Guerra Mundial. Achei o filme muito bem feito, e o interessante é que não existe um personagem principal. São três histórias distintas, mas interligadas. Uma se passa no céu, outra no mar e a última em terra.

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4° – A forma da água

É o filme com maior quantidade de indicações no ano, treze. E acredito que seja o ganhador como melhor filme. Mas pode acontecer o mesmo que ano passado, quando o provável vencedor perdeu para um filme pouco cotado. O filme é meio que uma fábula, onde uma muda se apaixona por uma criatura aquática. É um amor impossível na teoria, pois ambos são de mundos completamente diferentes. O filme é de época, se passa nos anos sessenta, no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Um detalhe que me chamou atenção foi na trilha sonora, onde aparece uma música em português, cantada pela portuguesa/brasileira Carmen Miranda.

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5° – O destino de uma nação

Baseado em fatos reais, ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial. Para entender melhor o filme é preciso que o espectador entenda um pouco sobre história, senão vai ficar cheio de interrogações e não entendera muita coisa.  O filme conta como o primeiro ministro inglês, Winston Churchill, lida com difíceis situações durante a guerra. O filme foge um pouco da história real e tem algumas das famosas “licenças poéticas”. A principal delas é a cena em que Churchill anda de metrô em Londres, e conversa com os passageiros. É um bom filme, mas será interessante somente para quem gosta e conhece um pouco mais de história, principalmente da época da Segunda Guerra Mundial. E no filme é mencionado a retirada de soldados de “Durkirk”, cuja história completa é o terceiro filme dessa lista. 

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6° – The Post: a guerra secreta

Filme baseado em fatos reais, conta sobre como o jornal The Whasington Post conseguiu cópias e publicou documentos sigilosos sobre a Guerra do Vietnã. No elenco dois grandes vencedores do Oscar, Tom Hanks e Maryl Streep. O filme é muito interessante para o publico norte americano, pois conta sobre um época delicada de sua história. Para o resto do mundo acaba não sendo tão interessante assim. Mas para quem gosta de cinema, que é meu caso, só para ver Tom Hanks e Maryl Streep atuando juntos, vale a pena ver o filme.

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7° – Trama fantasma

O filme é baseado em fatos reais e conta a história de um costureiro que na década de 1950 deixa os Estados Unidos, para viver em Londres. Lá ele passa a “vestir” a realeza britânica e as celebridades locais. No papel do costureiro está o grande ator e vencedor de três Oscars, Daniel Day-Lewis, que se manter a palavra, esse será seu último filme, pois ele vai se aposentar. O filme vai muito pelo lado psicológico do personagem principal, e confesso que o achei meio chato e sem graça.

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8° – Me chame pelo seu nome

O filme se passa numa tranquila região italiana, e conta sobre a temporada de férias de um adolescente, quando ele conhece um homem mais velho que foi passar a temporada em sua casa, com sua família. E então o adolescente descobre o amor homossexual. Ano passado o filme vencedor como melhor filme tinha temática homossexual, o que está na moda. Mas indiferente da temática do filme, ou da preferencia sexual de cada um, o filme tem um ritmo muito lento, que dá sono. Assisti o filme deitado confortavelmente em minha cama e não lembro quantas vezes acabei cochilando e tive que voltar o filme para assistir o que tinha perdido durante os (não tão breves) cochilos.

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9° – Corra!

Achei esse filme horrível! É meio que uma história de horror, com tema racista. Nos Estados Unidos muita gente diz que tal filme retrata o governo Donald Trump. O filme gira em torno de um casal interracial e um final de semana em que o namorado negro vai conhecer os pais da namorada branca, numa das regiões mais racistas dos Estados Unidos. E nesse final de semana muitas coisas estranhas acontecem. Coisas tão estranhas que deram sono. Achei o filme uma droga!

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Caminhada em Peabiru

E para fechar as caminhadas de 2017 com chave de ouro, aconteceu uma grande caminhada em Peabiru. E depois teve um delicioso almoço, com a tarde a beira do rio, pois fazia muito calor. De negativo somente um tombo besta que levei quando estava parado e caí batendo as costas numa pedra. Por muito pouco não me machuco gravemente.

 

Caminhada na Natureza: Quinta do Sol

Mais um domingo acordando cedo, reunindo os amigos e pegando a estrada rumo a uma etapa do circuito Caminhada na Natureza. Dessa vez a caminhada foi na cidade de Quinta do Sol. Tinha chovido muito no dia anterior, então o caminho tinha muito barro. Mas isso não atrapalhou a caminhada, que passou por locais muito agradáveis e paisagens bonitas.

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Meu livro na Black Friday da Amazon

Do dia 19 até 27 de novembro de 2017, meu livro “ESTRADA REAL CAMINHO VELHO” estará em promoção na Black Friday da livraria Amazon. Nesse período o preço do livro passará de R$12,74 para R$1,99. Você poderá baixar gratuitamente o aplicativo Kindle no computador ou celular, para poder ler o livro.

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Caminhada na Natureza: Farol

Domingo de sol, foi dia de participar de mais uma caminhada do circuito Caminhada na Natureza. Dessa vez a caminhada foi próximo a cidade de Farol. O percurso foi de 12 km e tinha muitos participantes. Alguns trechos bonitos, incluindo um bela cachoeira, onde era opcional descer até ela e mais opcional ainda subir pela lateral dela. De negativo somente muitos trechos de caminhada no meio de plantações, o que é algo monótono.

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Show da Naiara Azevedo

Fui assistir a um show da Naiara Azevedo, mas me arrependi. Primeiro em razão da demora. Já prevendo que o show ia começar atrasado, pois tinha a informação de que ela estava fazendo show em outra cidade, cheguei no local do show a uma da manhã. Tive que ficar vendo uma dupla fraca cantando e depois esperar um longo tempo. O show começou pouco depois das quatro da manhã, sob vaias e com muita gente tendo ido embora.

Eu gosto de sertanejo e fui ao show esperando ver um show sertanejo, pois até onde sei a Naiara Azevedo é uma cantora sertaneja. Mas creio que metade das músicas que ela cantou eram funk ou algo parecido, e eu detesto funk. O show durou uma hora e dez e quando terminou metade do público que estava no local quando eu cheguei, já tinha ido embora.

Esse show foi uma grande decepção, antes tivesse ficado em casa dormindo. O último show em que fui tinha sido há pouco mais de dois meses. Foi um show da Bruna Viola, que durou duas horas e dez e foi muito bom. O show da Bruna Viola deu de dez a zero no show da Naiara Azevedo. Sei que show da Naiara nunca mais eu vou, nem que seja de graça. E vale a pena mencionar que ela é de Farol, uma cidade pequena perto de Campo Mourão, cidade onde moro e onde ela nasceu.

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Paris é uma festa…

Li três livros de Ernest Hemingway em meados dos anos noventa. Gostei muito e o autor passou a figurar entre os meus favoritos. Mas foi nessa mesma época que parei de ler romances e livros de ficção, para ler somente biografias e livros que contassem sobre coisas reais. Como eu não poderia ler todos os livros que queria, passei a ler somente sobre coisas verdadeiras. E com raríssimas exceções foi o que fiz nos últimos vinte anos. E por isso acabei não lendo mais nada escrito por Hemingway.

Mês passado estive viajando pela Europa, conheci Paris e depois passei dois dias na cidade espanhola de Pamplona. E foi aí que redescobri Ernest Hemingway, pois ele é lembrando pelas ruas da cidade onde passou algumas temporadas. Em seu livro Fiesta, Hemingway usa Pamplona e suas touradas como pano de fundo do romance. Andando pelas ruas de Pamplona pude ver muitas homenagens ao escritor. De estátuas, a bares e lojas com o seu nome. E também fui ao Café que ele costumava freqüentar, o hotel onde ele se hospedava.

O romance “Paris é uma festa”, são as alegres memórias de Ernest Hemingway, relatando sua temporada em Paris nos anos 1920, quando era um jovem aspirante a escritor. Esse livro ganhou um sopro de popularidade em novembro de 2015, após os ataques terroristas em Paris que deixaram dezenas de pessoas mortas. De repente muita gente correu as livrarias para comprar Paris é uma festa…  Muitos deixaram um exemplar do livro em frente á casa de espetáculos Bataclan, local da chacina terrorista que deixou 129 mortos e 352 feridos. E durante os eventos posteriores que homenagearam as vitimas, era comum ver pessoas segurando uma cópia do livro nas mãos. Tal livro foi escolhido, pois ele é uma homenagem a cidade de Paris dos anos 1920, quando a cidade era vibrante de cultura.

Paris é uma festa…  é um livro póstumo de Ernest Hemingway. Ele foi lançado em 1964, três anos após a sua morte, a partir de manuscritos do escritor editados por sua viúva, Mary Hemingway. Terminando esse livro, vou ler também Fiesta.

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Caminhada na Natureza: Engenheiro Beltrão

Hoje foi dia de caminhar na natureza. Após dois anos voltei a participar de uma caminhada em Engenheiro Beltrão. Na verdade a caminhada é na região de Ivailândia, alguns quilômetros após Engenheiro Beltrão. Esse ano mudou um pouco o trajeto e ficou bem mais longo e melhor, passando por muitos trechos em meio á mata e ao lado do rio Ivaí. Foram 15 km de caminhada, boa parte com tempo nublado e depois com um sol escaldante. Estávamos em uma turma bem animada e isso fez a caminhada ser ainda mais prazerosa e divertida. Sei que ri muito!

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Lisboa

Lisboa foi fundada pelos fenícios sob o nome de Alis Ubbo (“porto seguro”) e pouco tempo depois foi conquistada pelos gregos e cartaginenses. Lisboa passou a ser a capital da Lusitânia Romana, passando a se chamar Olissipo. Com a queda dos romanos, passou a fazer parte do reino suevo de Galícia até 585. Em 711 a história de Lisboa sofreu uma reviravolta quando a cidade foi dominada pelos muçulmanos, que lhe deram o nome de Al-Ushbuna. Afonso II, o Casto, a recuperou por dez anos, entre 798 e 808. A reconquista definitiva aconteceu em 1147, com Afonso I Enrique apoiado pela frota da segunda cruzada.

Durante o reinado de Afonso III foram estabelecidas em Lisboa as bases da expansão marítima de Portugal, para a qual contribuiu fundamentalmente o desenvolvimento das leis marítimas ditadas pelo rei Fernando I. No final do século XIV, a oligarquia mercantil entronou a dinastia dos Avis e teve início o período que daria lugar aos grandes descobrimentos do século seguinte. A partir do século XV, o porto de Lisboa se tornou um dos mais importantes do mundo. Ali se estabeleceu a casa Guiné e Mina que daria uma grande riqueza à cidade ao centralizar em Lisboa o comércio com as costas de Cabo Verde. A riqueza atraiu genoveses, judeus, flamencos e maiorquinos, cujos conhecimentos marítimos influenciaram na corte de Henrique, o Navegante. No século XVI, a Casa da Índia enriqueceu ainda mais a cidade devido ao comércio com a Ásia, África e Brasil, e se tornou o centro mais importante da Europa no tráfico de escravos.

Em 1580, o Duque de Alba conquistou Portugal e o rei espanhol Felipe II foi reconhecido rei de Portugal. A restauração da independência em 1640 e as grandes riquezas levadas do Brasil deram uma época de grande esplendor a Lisboa. O grande terremoto de 1º de novembro de 1755 destruiu Lisboa, o que deu a oportunidade ao Marquês de Pombal, com as riquezas que chegavam de Minas Gerais, de reconstruir a cidade Baixa seguindo um plano regular com grandes avenidas de estilo clássico. A cidade caiu nas mãos de Napoleão em 1807, mas foi reconquistada pelos ingleses, liderados pelo General Wellington. Em 1833, a monarquia constitucional foi restaurada e perdurou até a proclamação da república em 1910. 

Rio Tejo.
Rua Augusta.
Elevador de Santa Justa.
Por do sol no Tejo, tendo ao fundo a ponte 25 de abril.

Porto (Portugal)

A cidade do Porto é a segunda mais populosa de Portugal. Também é a cidade que deu o nome a Portugal, em 200 A.C. quando se designava de Portus Cale. A cidade é mundialmente conhecida pelo seu vinho. Seu centro histórico é classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO. É famoso o evento conhecido como Cerco do Porto, que aconteceu entre julho de 1832 a agosto de 1833, durante a guerra civil de 1832 a 1834. Nosso Imperador, Dom Pedro I, abdicou ao trono brasileiro e seguiu para Portugal para participar dessa guerra, tentando destituir seu irmão Miguel do trono de Portugal. Dom Pedro I veio a falecer pouco tempo depois do final do conflito e, em testamento, deixou o seu coração à cidade do Porto, permanecendo até hoje guardado em um recipiente na Igreja da Lapa.

Santiago de Compostela

A cidade de Santiago de Compostela atualmente é uma cidade meio grande, com cerca de 150 mil habitantes. Ela é a terceira cidade mais importante para o Cristianismo, ficando atrás apenas de Roma e  Jerusalém.

De bike pelo Caminho de Santiago – dia 6

Palas del Rei / Melide / Boente / Arzúa / Monte do Gozo / Santiago de Compostela

De bike pelo Caminho de Santiago – dia 3

Santo Domingo de la Calzada/Villamayor del Rio/Belorado/Burgos  //  Ponferrada

Vander e Pedro (um curitibano que conheci pelo Caminho).
Pequeno museu em Belorado.
Convento de Santa Clara de Bretonera (Belorado)
Rodoviária de Burgos.

Estella-Lizarra

Estella (em espanhol) ou Lizarra (em basco), fica em uma zona de transição entre a montanha e o planalto. A cidade nasceu no entorno do Caminho de Santiago e tem 16.000 habitantes. É uma cidade que mantém muitas construções antigas e históricas. No século XV, era conhecida como “Estella la bella” e hoje continua a honrar esse ditado. É uma cidade românica (estilo artístico vigente na Europa entre os séculos XI e XIII), que valoriza palácios, casas senhoriais, igrejas, conventos, pontes e belos edifícios. A cidade mantém ruas antigas de francos e judeus, e a frase que Aymeric Picaud disse no século 11 ainda é atual: “Estella é uma cidade de bom pão, excelente vinho, muito vinho. Carne e peixe, e todo tipo de felicidade”. A influência do Caminho de Santiago e do bairro judeu circunda toda a cidade. Fundada em 1090 por Sancho Ramírez, viveu seu esplendor máximo nos séculos XII e XIII. Na cidade você encontra a ponte gótica de Azucarero e o portão medieval de Castilla, o único remanescente dos muros que circundavam os bairros medievais. Um passeio pela cidade o levará a descobrir belos palácios e mansões dos séculos XVI e XVII. Entre os edifícios religiosos, são importantes as ruínas da igreja medieval de San Pedro de Lizarra, que mantém a estrela romana anexada em uma de suas paredes. A igreja de San Pedro de la Rúa, em estilo românico tardio, tem uma fachada do século XIII e um claustro do século XII. Na de San Miguel, séculos XII a XIV, destaca-se o belo pórtico românico tardio, considerado o melhor da Espanha em seu estilo.

Rota Hemingway – Pamplona

Adoro ler, e um dos meus escritores favoritos é Ernest Hemingway. Não li todas as suas obras, que são cerca de 20, mas li as principais. Em 2017 estive na Espanha, e na cidade de Pamplona me chamou atenção a Rota Hemingway. Pesquisando descobri que o escritor estivera nove vezes na cidade, onde fez muitos amigos e usou como inspiração em um de seus livros mais famosos a Festa de San Fermín, que acontece anualmente em Pamplona, onde touros são soltos pelas estreitas ruas do centro da cidade e muitos corajosos correm na frente dos touros. Muitas mortes já aconteceram em razão disso.

Romancista e vencedor do Prêmio Nobel, Ernest Miller Hemingway nasceu em 1899 nos Estados Unidos. Considerado um dos melhores escritores do século XX, ele deu vida a numerosos personagens em cerca de vinte obras literárias. Entre eles, O sol também se levanta (Fiesta). Um romance definitivo para a internacionalização da Festa de San Fermín. Hemingway foi a Pamplona nove vezes e, em sua primeira visita, caminhou pelas ruas, ​​bebeu em suas tabernas e cafés, ficou deliciado com a comida nativa, a corrida de touros, touradas e a alegria presente na cidade.

Os turistas que seguem os passos do escritor procurando os lugares que ele frequentou, seguem a rota turística criada em sua homenagem:

Rota Hemingway em Pamplona :

  • Plaza del Castillo (Bar Txoko, Hotel Quintana, Café Bar Torino, Hotel La Perla, Café Iruña, Café Kutz, Café Suizo)
  • Paseo Sarasate (Restaurante Antigo Las Pocholas)
  • Avenida San Ignacio (Hotel Yoldi)
  • Rua do Mercado (Casa Marceliano)
  • Calle Eslava, 5 (Pensão antiga)
  • Praça de touros

O Café Iruña, ficou famoso por ser o lugar preferido de Hemingway. No Café existe uma estátua de Hemingway em tamanho real, que fica encostada junto ao balcão, como se ele estivesse pedindo mais uma cerveja gelada.

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Plaza del Castillo.

 

Pamplona

Pamplona é a capital da região de Navarra. Foi fundada em 74 A.C. pelo general romano Pompeu. Sua população é de quase 200 mil habitantes e contando a sua área metropolitana a população local chega próximo a 350 mil habitantes. A maior parte dos nacionalistas vascos, considera Pamplona uma das capitais do País Basco. Muitas festividades que ocorrem na cidade costumam atrair turistas espanhóis e do mundo todo. É famosa a Festa de São Firmino, que acontece todo ano no mês de julho e é mundialmente famosa. O ponto máximo da festa é quando touros são soltos nas estreitas ruas do centro histórico da cidade e correm feito loucos, e pessoas corajosas, em sua maioria homens vestidos de branco e com lenços vermelhos, correm na frente dos animais. Essa festa é bastante antiga e nela muitas pessoas já morreram pisoteadas ou chifradas pelos assustados touros. Também é famosa na cidade as touradas que acontecem em uma enorme arena próxima ao centro da cidade e que se parece com um estádio de futebol.

Albergue de Peregrinos.
Encierro.
Mesmo empalhado, ele impõe respeito.
Plaza del Castilho.

Roncesvalles

Roncesvales é uma pequena cidade na Espanha, localizada na província autônoma de Navarra. Em 2016 tinha 34 habitantes. Situa-se na margem do rio Urrobi a uma altitude de cerca de 900 metros, nos Pirineus, a 4 km em linha reta da fronteira com a França, ou a 21 km por estrada. Em Roncesvales existe uma antiga colegiada (conjunto de dignidades instituídas numa igreja paroquial e que a tornavam semelhante ao cabido de uma sé catedral; os seus dignitários eram conhecidos como raçoeiros, e os párocos detinham o título de priores ou reitores das colegiadas).

Roncesvales é famosa na sua história e tradição pela derrota de Carlos Magno e pela morte de Rolando (ou Roldão) em 778, durante a batalha de Roncesvales, onde a retaguarda das tropas de Carlos Magno foi destruída pelas tribos bascas. A batalha teria ocorrido no vale denominado Valcarlos, hoje ocupado por uma aldeia com o mesmo nome, e no vizinho passo Ibañeta.

Desde a idade Média que a colegiada de Roncesvalles tem sido local de descanso de peregrinos católicos que percorrem o Caminho de Santiago. Ela é o primeiro local de descanso após cruzar os Pirenéus franceses.

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Mais um pouco de Saint Jean Pied de Port

Chegando em Saint-Jean vá direto à Oficina de Peregrinos , lá você poderá adquirir a sua credencial, se ainda não tiver uma, e ganhar o seu primeiro carimbo. A Oficina de Peregrinos vai te dar todas as informações que precisar sobre o caminho e principalmente sobre como atravessar os Pirineus. Eles sempre têm boletins atualizados sobre o clima nas montanhas, e se lá na oficina te falarem para não subir os Pirineus e ir por Valcarlos, não insista, eles sabem o que estão dizendo, é arriscadíssimo atravessar essa região com mau tempo. Além disso você ganhará  um mapinha para não se perder na trilha até Ronsesvalles, uma relação super útil com a maior parte dos albergues do caminho, mostrando a distância entre eles em quilômetros, o período que estarão fechados, preço, telefone e estrutura oferecida em cada um desses estabelecimentos, eles também vão te dar um folheto com o perfil topográfico de cada etapa.

Fonte: https://www.santiagodecompostelainfo.com

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Saint Jean Pied de Port

Saint Jean Pied de Port, é uma simpática cidadezinha medieval localizada no sudoeste da França, fundada no final do século XII. É um dos pontos de partida prediletos dos peregrinos que fazem o Caminho Francês. Atualmente ela está localizada no lado francês do País Basco, mas antigamente Saint Jean Pied de Port pertencia ao reino de Navarra. Devido a sua excelente localização, a cidade foi criada para proteger a capital Pamplona, e também exercia a função de alfandega. Saint Jean Pied de Port já era uma cidade bem desenvolvida quando o rei teve uma ideia brilhante, desviou a estrada primitiva de Compostela para que ela atravessasse a cidade, tornando-a passagem obrigatória dos peregrinos que vinham da França.

Assim que você entrar na parte murada da cidade já vai cair na rue de la Citadelle, que é repleta de albergues e lojas “especializadas em peregrinos”, lá se encontra de tudo, roupas, equipamentos, produtos de higiene pessoal em embalagens bem pequenas, conchas, cajados, enfim, qualquer coisa que eventualmente precise. E no número 39 dessa mesma rua foi aberta em 1992 a Oficina de Peregrinos(escritório de peregrinos), fazendo com que a quantidade de pessoas que começam o caminho por ali, subisse de 3.000 para quase 55.000 em 2015, reforçando a verdadeira vocação da cidade. Saint Jean é vibrante, tem uma energia boa no ar, aquele vai e vem de peregrinos transmite uma alegria contagiante que torna esse lugar mágico.

Reserve algumas horas pra conhecer os patrimônios históricos da cidade, caminhe sem destino e observe a beleza das casas (séculos XVI e XVII) com os nomes do primeiro proprietário gravado sobre as portas, suas profissões e datas de construções.

Fonte: https://www.santiagodecompostelainfo.com/

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Biarritis e Bayonne

Saindo de Paris, fui de avião até a cidade de Biarritis, onde peguei um ônibus municipal até Bayonne. Depois segui de Bayonne até Saint Jean Pied de Port, que a cidade onde começa o Caminho Francês de Santiago de Compostela.

No trem passei por um grande susto. Durante uma forte chuva, uma árvore caiu em frente ao trem e ele quase capotou. Nossa viagem de trem acabou ali, pois ele sofreu avarias na parte frontal e teve que ficar parado. Um ônibus foi buscar os passageiros e nos deixou na Estação de Trem de Saint Jean.

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Decolando de Paris.

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Champs-Élysées

Avenue des Champs-Élysées tem 71 metros de largura por 1,9 quilômetro de comprimento. É atualmente o local dos grandes desfiles patrióticos franceses. Com os seus cinemas, cafés, lojas de especialidades luxuosas e árvores de castanheiros-da-índia, a Avenue des Champs-Élysées é uma das mais famosas ruas do mundo e com aluguéis que chegam a 1,1 milhão de Euros por ano, por 92,9 metros quadrados de espaço. É conhecida na França como La plus belle avenue du monde (A avenida mais bela do mundo). A chegada de lojas de redes globais nos últimos anos tem mudado notavelmente o seu caráter e, em um primeiro esforço para conter essas mudanças, a cidade de Paris (que tem chamado esta tendência de “banalização“) decidiu, em 2007, proibir a multinacional sueca H&M de abrir uma loja na avenida. Em 2008, porém, a cadeia de vestuário norte americana, Abercrombie conseguiu abrir uma loja.

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Arco do Triunfo

Arco do Triunfo (Arc de Triomphe) foi construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806. Inaugurado em 1836, a monumental obra detém, gravados, os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Em sua base, situa-se o túmulo do soldado desconhecido (1920). O arco localiza-se na praça Charles de Gaulle, no encontro da avenida Champs-Élysées. Nas extremidades da avenida encontram-se a Praça da Concórdia e, na outra, La Défense. Projetado pelo arquiteto francês Jean Chalgrin, o monumento tem 50 metros de altura por 45 metros de largura e 22 metros de profundidade.

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Interior do Arco do Triunfo (Por: Chatsam)

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Vista a partir do topo do Arco do Triunfo.

Mona Lisa

O ponto alto na visita ao Museu do Louvre, foi ver o quadro da Mona Lisa. Foi um pouco difícil chegar ao local mais próximo onde é permitido chegar do quadro. Ele fica numa parede, em um painel protegido por um vidro a prova de balas, e cercado por seguranças. Para quem não conhece muito sobre o quadro, é decepcionante descobrir que ele é relativamente pequeno, medindo 77x53cm. Tive a disciplina de história da arte, quando fiz faculdade de história, então sabia bem o que teria pela frente. Com paciência consegui tirar algumas fotos legais do quadro e num momento raro, consegui tirar uma selfie onde não aparece nenhum segurança ao fundo. Fiquei algum tempo observando o quadro, o qual é considerado o mais importante do mundo. Desde criança que ouço falar da Mona Lisa, mas nunca tinha imaginado que um dia estaria frente a frente com ela. Foi uma experiência interessante, principalmente para alguém como eu que é apaixonado por história, por arte e coisas antigas.

Mona Lisa, originalmente La Gioconda (em italiano), é a obra mais célebre de Leonardo da Vinci. É uma pintura a óleo sobre madeira, e foi produzida entre os anos 1503 e 1506. Foi trazida da Itália para a França pelo próprio Leonardo da Vinci, em 1506, quando este foi convidado pelo rei Francisco I, para trabalhar na sua corte. Francisco I, teria então comprado a pintura, que passou a ficar exibida em Fontainebleau e, posteriormente, no Palácio de Versalhes. Ela chegou ao Museu do Louvre em 1797. Este quadro é provavelmente o retrato mais famoso na história da arte, senão, o quadro mais famoso e valioso de todo o mundo. Poucos outros trabalhos de arte são tão valiosos, elogiados, questionados, comemorados ou reproduzidos.

Em 1911 o quadro foi roubado do Museu do Louvre. Foi encontrado posteriormente na Itália, e foi devolvido ao Louvre. Em 1956, um psicopata jogou ácido sobre o quadro, danificando a parte inferior da obra, que depois foi restaurada. No mesmo ano, um boliviano jogou uma pedra contra a obra, estragando parte da sombra no olho esquerdo da Mona Lisa, sombra esta que é comumente confundida com uma sobrancelha, porção de pelos que a Mona Lisa não tem. Em 2009, uma mulher russa jogou uma xícara vazia de café contra o quadro. A pintura não foi danificada, pois a xícara quebrou na proteção de vidro à prova de balas que existe antes do painel. Por essas e outras que o quadro da Mona Lisa é tão protegido.

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Museu do Louvre

Tinha planejado acordar bem cedo, para aproveitar o dia de passeio por Paris. Acordar até que acordei, mas não consegui sair da cama e dormi por mais três horas. Levantei pouco antes das nove, tomei um banho rápido e fui tomar café. Não costumo tomar café da manhã, mas o café da manhã servido pelo hotel era tão bom, com tantos pães, frios e doces gostosos, que comi até não aguentar mais. O café da manhã acabou sendo um almoço adiantado.

Meu primeiro passeio seria uma visita ao Museu do Louvre. Peguei o metrô, depois de demorar um pouco para encontrar o que me levaria até uma estação próxima ao Louvre. Dentro do vagão notei que tinha muita gente me olhando com cara feia. Achei estranho, mas não me importei muito. Depois de alguns minutos vi meu reflexo no vidro e descobri o motivo dos franceses me olharem com cara feia. Eu estava usando uma camiseta com os dizeres “I Love London”. Existe uma rivalidade histórica de séculos entre franceses e ingleses, então utilizar em Paris uma camiseta dizendo que amava Londres, era meio que uma provocação aos franceses. Tenho certeza de que todos achavam que eu era inglês. Outra coisa que me chamou atenção dentro do vagão do metrô, foi a quantidade de perfumes diferentes que eu sentia no ar. Estando em Paris, praticamente todos usavam perfume francês, que são considerados os melhores do mundo. Mas não passei vergonha, já que também estava cheirosinho, pois usava um perfume da Lacoste. Ou seja, eu também usava perfume francês. Meu perfume tinha sido comprado no Paraguai, mas era Lacoste original.

Chegando ao Museu do Louvre, me espantei com a enormidade do lugar. E sofri um pouco até encontrar o local onde comprar o ingresso que dava acesso ao museu. E me assustei com o tamanho da fila. Realmente eu deveria ter levantado mais cedo! Depois de quase uma hora esperando na fila, finalmente entrei em um dos mais importantes e famosos museus do mundo. Eu que adoro visitar museus, estava radiante de alegria em estar ali. Para visitar todo o museu, é necessário no mínimo um dia inteiro. Eu não tinha todo esse tempo, poderia dispensar no máximo duas horas para conhecer o que fosse possível do Louvre. Com tão pouco tempo disponível, optei por conhecer as partes principais, as obras mais conhecidas em exposição no local. E a maior de todas, era o quadro da Monalisa.

Inaugurado a finais do século XVIII, o Museu do Louvre é o museu mais importante da França e um dos mais visitados do mundo. Atualmente recebe mais de oito milhões de visitantes a cada ano. Formado a partir das coleções da monarquia francesa e das espoliações realizadas durante o Império Napoleônico, o Museu do Louvre abriu as suas portas em 1793. O Museu do Louvre está instalado no Palácio do Louvre, uma fortaleza do século XII que foi ampliada e reformada em diversas ocasiões. Antes de que se tornasse um museu, alguns monarcas como Carlos V e Felipe II utilizaram o palácio como residência real onde acumulavam suas coleções artísticas. Em 1989 foi construída a pirâmide de cristal, que atualmente serve como porta de acesso.

A coleção do Louvre compreende cerca de 300.000 obras, das quais são expostas aproximadamente 35.000. A imensa coleção está organizada de forma temática em diferentes áreas: antiguidades orientais, antiguidades egípcias, antiguidades gregas, romanas e etruscas, história do Louvre e o Louvre medieval, pintura, escultura, objetos de arte, artes gráficas e arte do Islã.

As pinturas mais importantes do museu são:

  • Monalisa de Leonardo da Vinci.
  • A Liberdade Guiando o Povo de Delacroix.
  • As Bodas de Caná de Veronese.

As esculturas mais destacadas são:

  • Venus de Milo da Antiga Grécia.
  • O escriba sentado do Antigo Egito.
  • Vitória de Samotrácia do período Helenístico da Antiga Grécia.

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Vitória de Samotrácia do período Helenístico da Antiga Grécia

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Venus de Milo

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Metrô de Paris

Metrô de Paris, conhecido localmente por Métropolitain ou pela abreviatura Métro de Paris, é o sistema de metrô de Paris e cidades vizinhas. Antigamente era chamado de Chemin de Fer Métropolitain (Estrada de ferro metropolitana). O sistema consiste em 16 linhas, identificadas por números de 1 a 14, com duas linhas menores, a 3 bis e a 7 bis, que se separam das linhas originais 3 e 7, respectivamente. É o quarto maior sistema de metrô da Europa. Tem 213 km de linhas, com mais de 300 estações. A distância média entre uma estação e outra é de aproximadamente 300 metros. As linhas 1 e 14 do sistema são completamente automáticas, ou seja, não têm condutor de cabine. Um único preço de passagem é aplicado em todos os horários, com conexões ilimitadas. O único limite é o uso por, no máximo, duas horas. Uma segunda rede de linhas expressas regionais, o RER (Réseau Express Régional), complementa a rede original do metrô desde a década de 1960.

A Linha 1 (Porte de Vincennes – Porte Maillot) foi inaugurada em 19 de julho de 1900, para servir aos Jogos Olímpicos de Paris de 1900. Pequenas seções das linhas 2 e 6 foram completadas no mesmo ano para servir a Feira Mundial. O sistema de transporte por metrô foi bastante reduzido com o início da Segunda Guerra Mundial; várias estações foram fechadas e algumas nunca reabertas, dando origem a estações-fantasma. Segundo dados de 2007 da RATP, a utilização diária do Metrô de Paris cifra-se em cinco milhões de pessoas.

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Paris

Paris deve seu nome aos Parísios, um povo gaulês que habitava a região antes da chegada dos romanos. Após conquistá-los, os romanos rebatizaram seu assentamento como Lutécia Parisioro. Ao longo do século IX, essa denominação aos poucos, deu lugar ao nome atual. Paris é a capital econômica e comercial da França, onde os negócios da Bolsa e das finanças se concentram. A densidade da sua rede ferroviária, rodoviária e da sua estrutura aeroportuária, fazem-na um ponto de convergência para os transportes internacionais. Abrigando numerosos monumentos, por seu considerável papel político e econômico, Paris é também uma cidade importante na história do mundo. Símbolo da cultura francesa, a cidade atrai quase 30 milhões de visitantes por ano, ocupando também um lugar preponderante no mundo da moda e do luxo.

A posição de Paris numa encruzilhada entre os itinerários comerciais terrestres e fluviais no coração de uma rica região agrícola a tornou uma das principais cidades da França ao longo do século X, beneficiada com palácios reais, ricas abadias e uma catedral. Ao longo do século XII, Paris se tornou um dos primeiros focos europeus do ensino e da arte. Ao fixarem-se os Reis de França e, pois, também a corte (o que incluía grande parte da alta nobreza francesa), na cidade, sua importância econômica e política não cessou de crescer. Assim, no início do século XIV, Paris era a mais importante cidade de todo o mundo ocidental. No século XVII, era a capital da maior potência política europeia; no século XVIII, era o centro cultural da Europa e, no século XIX, era a capital da arte e do lazer, a Meca da Belle Époque. Mesmo invadida pelo exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi pouco destruída e conservou intactos seus principais monumentos.

Paris é hoje em dia a capital mais visitada do mundo. Mas ela é julgada como uma das mais caras e menos acolhedoras capitais. Suas principais atrações turísticas são: Torre Eiffel, construída em 1889, é considerada o principal símbolo da cidade. Avenida Champs-Élysées, uma das mais largas e famosas avenidas do mundo. Centro Georges Pompidou. Arco do Triunfo, construído por Napoleão Bonaparte em 1806, em homenagem às vitórias francesas e aos que morreram no campo de batalha. Museu do Louvre, famoso por abrigar importantes obras de arte, como o quadro mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Montmartre, uma área histórica da cidade onde se localiza a Basílica de Sacré Coeur e famosa pelos seus cafés, estúdios e clubes noturnos, como o Moulin Rouge. Catedral de Notre-Dame, famosa catedral gótica construída em 1163 no centro da cidade. Panthéon, uma antiga igreja, famosa por abrigar os restos mortais de vários franceses famosos. Quaid d´Orsay, um cais na margem esquerda do Rio Sena. Museu de Orsay, museu que reúne importante coleção de arte impressionista e foi no passado uma estação de trem. Cemitério do Père-Lachaise, onde estão enterradas pessoas famosas como Oscar Wilde, Édith Piaf, Chopin, Allan Kardec e o cantor Jim Morrison. Hôtel des Invalides, museu e necrópole militar. La Défense, o centro financeiro de Paris. Disneyland Resort Paris, complexo turístico do conglomerado Disney.

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Ao fundo, o túnel onde a Lady Diana morreu.

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Aí está guardada a taça da Copa de 98, que o Brasil perdeu a final.

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