Ilha do Mel

Desde 2010 que não ia na Ilha do Mel. E depois dessa visita não pretendo voltar tão cedo. Muito lixo, excesso de visitantes, muitas pousadas, bares e restaurantes. Comecei a frequentar a Ilha do Mel no final dos anos oitenta e naquela época a Ilha era mais deserta, não tinha tantos bares, pousadas, som alto e sujeira. Ficávamos em camping e a ilha era mais selvagem e paradisíaca.

Outro absurdo que presenciei, foram algumas casas de alto padrão construídas quase ao lado da Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres.

Fizemos um passeio a pé, maior parte na chuva, entre Nova Brasília e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres. O passeio foi legal e a volta de barco foi com emoção devido a chuva e o mar cheio de ondas.

Morretes

Estivemos visitando Morretes, uma cidade que acho muito simpática. Fazia alguns anos que não visitava a cidade e me espantei com o aumento do número de restaurantes. Sendo o prato típico local o Barreado, muita gente visita a cidade exclusivamente para comer tal iguaria. Não é meu caso, pois não curto carne cozida e da vez que experimentei o Barreado não gostei.

A chuva acabou encurtando nosso passeio por Morretes, mas mesmo assim valeu a pena as poucas horas que ficamos na cidade.

Passeio de trem Morretes / Curitiba

Fizemos o passeio de trem entre Morretes e Curitiba. Na verdade embarcamos pouco depois de Morretes, na Estação Marumbi. Era a primeira vez que a Eliane fazia esse passeio e ela gostou da experiência. Eu já fiz várias vezes, sendo a última vez em 2010. Tal passeio é muito legal e a paisagem é incrível.

Farei duas observações que acho oportunas. A primeira é com relação as árvores do lado da estrada, que cresceram muito e impedem de se ver muitas paisagens que eram possíveis ver no passado.

A segunda observação é com relação ao preço da passagem. A passagem mais barata é R$ 160,00. Achei muito caro! Lembro dos tempos em que a RFFSA administrava o trem e os preços eram bem em conta. Era muito comum nos finais de semana, famílias inteiras pegarem o trem e irem até Morretes ou Paranaguá (naquela época o trem ia até lá) passarem o dia e no final da tarde pegarem o trem de volta para Curitiba. Hoje isso é meio que impossível de se fazer, pois um casal com um filho, gastaria R$ 960,00 para fazer tal passeio, isso comprando a passagem mais barata. A Serra Verde Express, empresa que administra o trem de passageiros atualmente, parece estar mais preocupada com os turistas endinheirados do que com os passageiros comuns, moradores de Curitiba e região metropolitana.

Ponte São João.

Cruz do Barão.
Véu da Noiva.

Parque Estadual Marumbi

Comecei o ano junto com a Eliane, desbravando o Parque Estadual Marumbi. Passámos dois dias andando pelo Parque. Fazia alguns anos que não visitava o lugar e constatei que as casas e as estações Engenheiro Lange e Marumbi, estão em péssimo estado de conservação.

Também caminhamos um pouco pelo Caminho do Itupava. O mesmo está fechado desde o início da pandemia e a trilha está suja, com muito mato e cobras. O camping do Marumbi também está fechado e o horário restrito, você precisa sair do Parque até 17 horas. Isso atrapalhou muito nossos planos, pois tivemos que ficar num camping distante seis quilômetros do Parque. E por conta do horário restrito de visitação, não chegamos ao cume do Marumbi.

Apesar dos pesares, foram dois dias muito agradáveis visitando o Parque Estadual Marumbi. O que nos fez sofrer bastante foi o calor intenso, mas no geral valeu o passeio.

Tinha uma cobra no caminho…

Caminho do Itupava.
Caminho do Itupava.

Com Waldemar Niclevicz, o maior montanhista brasileiro.
Estação Marumbi.

O camping está fechado há muito tempo.

 

Estrada da Graciosa

Descemos pela histórica Estrada da Graciosa. Fazia um dia de sol, o que deixou o passeio ainda mais bonito. Notei que a cada ano as árvores do lado da estrada crescem mais e isso faz com que cada vez menos se possa observar a bela vista que se tem ao passar por ali. Mas derrubar árvores é algo impensável, então o jeito é admirar a mata e as sinuosas curvas da estrada.

A Estrada da Graciosa é uma estrada pertencente ao governo do Paraná, que utiliza a antiga rota dos tropeiros em direção ao litoral do Estado, interligando o município de Quatro Barras, às cidades de antonina e Morretes. Foi a primeira estrada pavimentada do Paraná. A estrada atravessa o trecho mais preservado de Mata Atlântica do Brasil, marcado pela mata tropical e pelos belos riachos que nascem na Serra do mar. Por isso, em 1993, parte do trecho da Serra foi declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Portal da Graciosa.

Parque Estadual de Vila Velha

 

Após 11 anos desde minha última visita, voltei ao Parque Estadual de Vila Velha. E gostei do que vi! O Parque está bem cuidado, limpo, os passeios bem organizados. Tudo bem diferente da primeira vez que estive ali, no início de 2000. Naquela época tudo era meio caótico e bagunçado.

Fizemos o passeio clássico pelos arenitos e depois fomos de ônibus até Furnas. Uma pena que o elevador que leva até o fundo continua quebrado. Foi a primeira vez da Eliane no local e ela curtiu muito o passeio. Fazia bastante calor e mesmo sendo o primeiro dia do ano o Parque estava cheio.

Você paga um ingresso de R$ 48,00 e tem direito a fazer os três passeios disponíveis, que são: Arenitos, Furnas e Lagoa Dourada. Não fomos até a Lagoa Dourada, pois tinha muita fila para os ônibus e estávamos cansados após viajar quase a noite toda e queríamos seguir em frente com nossa viagem.

O Parque Estadual de Vila Velha  foi o primeiro Parque Estadual criado no Paraná, em 1953, pela Lei Estadual nº 1.292. Alguns anos depois, em 1966, foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná. Hoje, é uma concessão do Governo de Estado do Paraná, por meio do Instituto Água e Terra, à Soul Vila Velha, uma empresa da Soul Parques.

Em frente ao Camelo. 
Taça.

Furnas.

Sapopema

Há tempos queria ir para Sapopema e visitar o Pico Agudo, local famoso pela vista encantadora que se tem do alto do seu cume. E após o Natal recebi um convite para ir com alguns amigos passar o final de semana num camping próximo a Sapopema. Mesmo com o joelho inchado e sofrendo com dores há vários dias, não pensei muito e aceitei o convite. E assim arrumei minhas coisas para o final de semana, e sem dormir parti rumo a Sapomema no meio da madrugada de sábado.

A viagem de pouco mais de 300 quilômetros foi tranquila. Apenas tivemos alguns perdidos ao passar por Londrina, mas de resto foi tudo bem. Chegamos na região de Sapopena nas primeiras horas do sábado, e fazia um dia ensolarado e com algumas nuvens no céu, mas nada que trouxesse chuva. Ficamos no camping de uma pousada rural. O local era muito bonito e tinha boa estrutura para camping. Tudo muito simples, mas que satisfazia nossas necessidades. Armei minha velha barraca, que estava completando 20 anos de ótimos e bons serviços prestados. Se essa barraca falasse, ela teria muitas e ótimas histórias para contar.

Ao todo nosso grupo era formado por 12 pessoas, sendo que conhecia mais da metade do pessoal. Dividi a barraca com meu amigo André Luiz. Após todos instalados no camping, o pessoal foi explorar a região e eu preferi ficar na barraca dormindo, pois tinha passado a noite sem dormir e também precisava repousar meu joelho machucado para a subida do Pico Agudo na madrugada seguinte.

Almoçamos na casa dos donos da Pousada, um almoço rural muito saboroso, onde exagerei um pouco nos torresmos. Depois de almoçar, para fazer a digestão fui dar uma volta com meu amigo Alemão. Ele foi me mostrar uma gruta, onde segundo a lenda local um curandeiro veio a morrer no local muitos anos atrás, onde existia uma pequena mina. Após sua morte algumas pequenas curas foram alcançadas ao usarem ou beberem a água da pequena mina, e no local construíram uma gruta. Como não custa acreditar, resolvi molhar meu joelho machucado com a água da mina, pois beber não dava, a água estava muito suja. O fato é que na madrugada seguinte consegui subir o Pico Agudo, andando na frente da maioria do pessoal e desde então meu joelho quase que parou de doer. Se foi resultado da água da gruta ou não, jamais saberei!

Quando voltamos do passeio ficamos sabendo que a Stefane, namorada do Alemão, tinha caído de um cavalo e se machucado um pouco. Ele ficou extremamente preocupado, pois pouco antes tinha me confidenciado que pediria a mão dela em casamento na manhã seguinte no alto do Pico Agudo. Caso ela não pudesse subir o Pico, os planos dele teriam literalmente caído do cavalo…

No meio da tarde fomos conhecer uma cachoeira bem famosa na região. O pessoal aproveitou para entrar na água e pular no rio do alto de uma rocha. Eu fui o único a não entrar na água e fiquei sentando num canto olhando o pessoal e preservando meu joelho, que até então estava bastante inchado e dolorido. No final da tarde demos uma volta pelas proximidades da cachoeira, e consegui furar minha mão em vários lugares ao me enroscar num espinheiro.

De volta ao camping, era hora de tomar banho, jantar e preparar as coisas para a subida do Pico, de madrugada. Alguns foram jantar na pequena comunidade que ficava próxima ao local onde estávamos acampados. Eu preferi ficar no camping e ir dormir cedo. Não eram nem oito horas e eu já estava dormindo o sono dos justos dentro da barraca. Acordei algumas horas depois quando meu amigo André chegou e me acordou ao entrar na barraca. Mas minha vingança viria pouco depois…

Stefane e o cavalo do qual caiu…

Parque das Aves

Uma das poucas atrações de Foz do Iguaçu que eu ainda não conhecia é o Parque das Aves. Nunca tive interesse em conhecer o lugar, pois achava que não seria interessante. Grande engano! Dessa vez fui visitar o Parque das Aves porque minha sobrinha queria conhecer e acabei adorando o lugar. Achei muito interessante o trabalho que fazem no Parque e vale a pena conhecer a enorme quantidade de animais que são preservados. Se você passar por Foz do Iguaçu, faça uma visita!

O Parque das Aves é a única instituição do mundo focada na conservação das aves lindas e exuberantes da Mata Atlântica, oferecendo uma experiência de contato próximo, imersivo e encantador com elas. Visitando o Parque das Aves você também conhece o que fazemos para ajudar a reverter a crise de conservação que essas aves e a Mata Atlântica estão vivendo. Aqui você pode ter uma experiência completa de conexão e conhecimento sobre as aves e as suas florestas, um patrimônio natural de importância global ao seu alcance. As aves da Mata Atlântica são lindas, exuberantes e únicas, e o Parque oferece ao seus visitantes a oportunidade de viver uma experiência imersiva de conexão com elas e as florestas que habitam. Isso fez com que o Parque das Aves se tornasse o atrativo mais visitado de Foz do Iguaçu depois das Cataratas. O Parque das Aves trabalha por um mundo melhor, onde as pessoas possam viver em harmonia com a natureza. Para isso, mantém 16 hectares de Mata Atlântica e mais de 1.300 aves, de cerca de 130 espécies, sendo mais de 50% proveniente de apreensões. O Parque também participa de diversos programas de conservação.

De volta as Cataratas do Iguaçu

Após 10 anos voltei a visitar as Cataratas do Iguaçu, do lado brasileiro. Ano passado estive visitando o lado argentino, que para mim é mais bonito. Mas o lado brasileiro também teus seus encantos. Minha primeira visita foi há 35 anos, também em um mês de dezembro. Daquela época para cá muita coisa mudou para melhor no parque. E proibir a entrada dos carros dos turistas foi a melhor coisa que fizeram. Lembro que nessa primeira visita que fiz em 1985, tinha um carro caído dentro do rio. Para sorte do motorista o carro ficou enroscado numa pedras e não foi queda abaixo. Dessa vez levei minha sobrinha, que não conhecia as Cataratas do Iguaçu.

Com minha sobrinha, Erica.

Arvorismo

Estou passando uns dias em Foz do Iguaçu e tive a oportunidade de fazer arvorismo, que é algo que há muito tempo queria fazer. O arvorismo é uma prática esportiva de aventura que consiste na travessia de um percurso suspenso entre plataformas montadas nas copas das árvores. Esse percurso é preparado utilizando cabos de aço e cordas, com o objetivo maior de aumentar o desafio.

No Wish Resort, onde fiquei hospedado, era oferecida a pratica do arvorismo aos  hospedes e fui aproveitar a experiência. Quando olhei a estrutura montada no alto das árvores, imaginei que seria chato e sem emoção. Mas no final teve emoção e até um certo medinho em alguns momentos. Durou cerca de 25 minutos o percurso de arvorismo e foi uma experiência bastante interessante. Super recomendo!

Turvo – PR 2º dia

Segunda-feira, feriado da Independência, acordei bem disposto e com menos dores pelo corpo. Dispensei o café da manhã para poder ficar um pouco mais na cama. Logo me reuni ao grupo da Gralha Azul Turismo, para começar as atividades do dia. Algumas pessoas do dia anterior tinham ido embora e novas pessoas tinham acabado de chegar. Entre elas alguns amigos das cidades de Campo Mourão e Peabiru.

O dia iniciou com uma viagem de Kombi até uma região cheia de montanhas e muito bonita. Começamos uma caminhada pela mata e passamos por alguma pequenas cachoeiras. Depois entramos em uma caverna. Mais um pouco de caminhada e chegamos numa alta e bela cachoeira, onde seria feito rapel. Mais uma vez não participei e fiquei conversando e observando o pessoal fazendo rapel.

Pouco depois do meio dia teve almoço e em seguida uma longa viagem de Kombi. Paramos em um sítio, onde teve início um aquatrekking. Andamos pela água, por um local muito bonito. Passámos por algumas cachoeiras e terminamos o dia fazendo boia Cross.

O boia cross foi muito gostoso e passamos por algumas quedas velozes o que deu mais emoção a brincadeira. Terminamos o boia cross no final do dia. De negativo apenas que o sol tinha ido embora e a água estava gelada. Teria sido bem melhor se o boia cross tivesse sido realizado mais cedo, com sol quente. Após o boia cross teve um delicioso café, que foi servido quase na beira do rio. Eu estava congelando, pois esqueci de levar roupa seca. Fui salvo pelo empréstimo de um casaco do amigo Alemão. Depois seguimos de Kombi para o hotel, onde me despedi do pessoal e me arrumei para pegar a estrada de volta para casa. Foram dois dias intensos e muito gostosos. E certamente voltarei a Turvo para novas aventuras tão logo seja possível.

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Turvo – PR 1º dia

Aproveitando o feriado de sete de setembro, viajei quase 200 quilômetros até a cidade de Turvo. A cidade fica no meio de morros, possui muitas cachoeiras, matas, araucárias e paisagens deslumbrantes. O Mauricio Pilati a frente da Gralha Azul Turismo, tem feito um ótimo trabalho de receptivo, e explorando de forma correta as muitas atrações que a região de Turvo possui.

No primeiro dia fizemos uma caminhada de quase 20 quilômetros, passando por muita mata preservada, pastos, estradas vicinais, atravessando rios e conhecendo algumas cachoeiras. Almoçamos em um sítio, onde fomos muito bem recebidos. Fui fazer graça numa espécie de touro mecânico manual e levei um belo tombo, que felizmente não causou nenhum dano. No final do dia teve rapel ao lado de uma cachoeira, mas não participei, pois sentia muitas dores nas costas e no tornozelo direito.

No começo da noite jantamos em uma Casa Holandesa, que fica na região rural de Turvo. Foi servida uma deliciosa sopa de ervilhas, que passou horas sendo cozida em forno a lenha. Estava uma delícia e só não comi mais com medo de passar mal. Depois da janta teve sobremesa e um agradável bate papo com os novos amigos feitos durante o dia. Depois seguimos para o hotel, onde após um revigorante banho fui direto para a cama e dormi o sono dos justos, pois estava muito cansado após ter acordado de madrugada para pegar a estrada e do dia intenso que tivemos.

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Parque Natural Municipal São Francisco da Esperança

Após realizar o rapel no Salto das Pombas (postagem anterior), estivemos visitando o Parque Natural Municipal São Francisco da Esperança. O parque é muito bonito e por vários aspectos achei ele parecido com o Parque do Caracol, que fica na cidade de Canela – RS.

A principal atração do parque é o Salto São Francisco. Ele está localizado na serra da Boa Esperança, na tríplice fronteira entre as cidades de Prudentópolis, Turvo e Guarapuava. Com 196 metros, o Salto São Francisco é uma das maiores cachoeiras do sul do Brasil.

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Parque Natural Municipal São Francisco da Esperança.

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Salto São Francisco.

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Salto dos Cavalheiros.

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Itaipu Binacional

Aproveitando a visita à Foz do Iguaçu, estive visitando Itaipu pela quarta vez. E dessa vez dei sorte de ver o vertedouro aberto, algo que acontece poucas vezes durante o ano. O passeio por Itaipu é sempre interessante e impressiona o tamanho da hidrelétrica.

Usina Hidrelétrica de Itaipu 

É uma usina hidrelétrica binacional localizada no Rio Paraná, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. A barragem foi construída pelos dois países entre 1975 e 1982. A Itaipu Binacional, operadora da usina, é a líder mundial em produção de energia limpa e renovável, tendo produzido mais de 2,5 bilhões de megawatts-hora (MWh) desde o início de sua operação. O seu lago possui uma área de 1.350 km2, indo de Foz do Iguaçu, no Brasil e Ciudad del Este, no Paraguai, até Guaíra e Salto del Guairá, 150 km ao norte.

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Templo Budista de Foz do Iguaçu

Pela segunda vez estive visitando o Templo Budista, na cidade de Foz do Iguaçu. O local é muito bonito e transmite muita paz. Fui com alguns amigos que não conheciam o local e todos gostaram do passeio.

Templo Budista Chen Tien

O Templo Budista fica localizado em uma privilegiada região alta da cidade, onde pode se ter uma visão de parte do centro da cidade de Foz do Iguaçu e de Ciudad del Este (Paraguai). A beleza do local permite um contato mais próximo com a filosofia Budista, e um momento de descanso. O local foi construído em 1996, e hoje, nos jardins do templo existem mais de 120 estátuas, cada uma com o seu significado, sendo os destaques, uma estátua de Buda de sete metros de altura, e um templo que cria um ambiente bastante especial para o local.

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Rodeio de Colorado (2ª Parte)

O segundo dia em Colorado foi tranqüilo. O chato foi que dormi pouco, pois não me deixaram dormir. Chegou mais um amigo nosso, o Percival. Eu e o Sid fomos acordar o Piti, que estava numa ressaca brava. Ele tentou resistir, mas não teve jeito e logo acabou levantando. Passamos boa parte da manhã sentados em frente à casa do Danilo, conversando. Chegaram mais três garotas de Maringá e a Dona Sueli, mãe do Danilo, providenciou almoço para todo mundo.

À tarde o sol estava forte e mesmo assim fomos para o centro da cidade, ver o movimento. Muitas ruas estavam fechadas, num verdadeiro “carnaval sertanejo”. Muita gente bebendo e dançando no meio da rua. Eram tantos carros com o som ligado no último volume que em alguns locais você não conseguia saber que música estava tocando, pois virava um mistura que chegava a doer nos ouvidos.

O pessoal ia ficar para a final do rodeio e para o show do Milionário & José Rico, que aconteceria a noite. Eu estava cansado e resolvi ir embora ao final da tarde. Mesmo cansativo acabou sendo um final de semana divertido e pude fazer muitos novos amigos. Em 2013 pretendo voltar ao rodeio de Colorado, dessa vez indo nos dois finais de semana, aproveitando mais o tempo, conhecendo mais pessoas e vendo mais shows.

Hora do almoço.

Almoçando.

Agito no centro da cidade.

Ruas cheias de gente.

Percival, Luciano, Vander, Sid e Piti.

O Luciano tava parecendo um pedinte...

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Rodeio de Colorado (1ª Parte)

No final de semana fui à Colorado, num dos rodeios mais famosos do Paraná. Fui com meus amigos Piti, Sid e Luciano. Nos encontramos em Maringá e de lá seguimos por quase 100 quilômetros até chegar à Colorado. A cidade estava lotada, com gente vinda de várias cidades do Brasil. Eu nunca tinha visto nada igual, centenas de pessoas acampando no meio da rua, dormindo em carros, calçadas, numa loucura total!!!

Ficamos na casa do Danilo, amigo do Piti. Ele, sua irmã Tuani e sua mãe nos receberam super bem. A casa estava servindo de “base” também para algumas meninas vindas de Maringá. De ponto negativo foi que logo ao chegar “chutei” sem querer um copo que estava no chão. O detalhe é que o copo era da Tuani, um copo de “estimação”. Fiquei super sem graça com tal incidente e ainda tive que agüentar o pessoal tirando sarro.

A noite fomos ao Parque de Exposições, onde teria prova de cavalo (três tambores) e rodeio de cavalos e touros. Eu não curto rodeios, pois não gosto que maltratem os animais, então sempre fico torcendo pelos animais. Não que eu queira que algum peão se machuque, apenas torço para que as montarias os derrubem rapidinho.

Após o rodeio teve show com a dupla Marcos & Belutti. A arena estava cheia e o pessoal bastante animado. Mesmo essa dupla não sendo de minhas favoritas, foi um bom show e valeu a pena ter ido.

Eu e o Piti voltamos para a casa do Danilo quando já passava das cinco da manhã. Estávamos nos guiando pelo GPS do Piti, pois não conhecemos muito bem a cidade. E daí o GPS ficou sem bateria quando estávamos quase chegando à casa. Sei que ficamos meia hora rodando para cima e para baixo por quase todas as ruas do bairro, até encontrar a casa. O mais engraçado foi descobrir depois que tínhamos passado pelas duas ruas laterais e não tínhamos encontrado a casa. O Piti estava bêbado e não ia encontrar nada mesmo naquela altura da madrugada! Já eu que não bebo nada alcoólico, não posso dar nenhuma desculpa por ter ficado perdido. Ou melhor, a desculpa é que tudo foi culpa do Piti, pois quando se saí junto com ele é normal se meter em alguma presepada.  KKKKkkkkk…

Luciano, Piti e Sid
Sid e seu “amigo” Red Label.
Arena de rodeios.

Show de Marcos & Belutti.
Patricia e Vander.
Piti e Tuani.
O Danilo vendo o show de “camarote”.
Marcos & Belutti.
Assistindo ao show.
Piti e Lorota.
Com minha prima, Adrielly Dissenha.

 

Ody Park

Aproveitando os dias de calor que tem feito por aqui, fui para o Ody Park com alguns amigos. O parque aquático fica em Maringá e nessa época do ano está sempre lotado. Passamos um dia divertido e zoamos muito. Apenas não pude desfrutar de todas as atrações do parque, pois alguns toboáguas são meio radicais e não posso arriscar dar um mau jeito em minhas hérnias de disco, justo agora que elas não incomodam mais.

Galera reunida.

Toboágua.

Momento relax.

Sidão saindo do tubo.

Piscinas.

Mais um toboágua.

Urso, Dente, Maico, Vander, Sidão, Alan e Piti.

Fórmula Truck em Londrina

O domingo passei em Londrina, junto com uma galera bem divertida vendo a corrida de Fórmula Truck. Após tantos dias de chuva e frio, hoje o sol estava castigando e mesmo usando protetor solar e boné, meu nariz ficou vermelho igual um pimentão. A corrida em si foi o menos importante, tanto é que ao final da corrida nenhum de nós sabia quem tinha sido o vencedor. Isso era um detalhe insignificante, pois o que valeu mesmo foi o dia divertido e gostoso que passamos. 

E o momento mais emocionante (e assustador do dia) foi na segunda volta da corrida, quando me posicionei ao lado do alambrado (onde o público não pode ficar) num local onde os caminhões fazem uma curva em alta velocidade. Coloquei o braço por um buraco do alambrado para tirar uma foto e um caminhão saiu da pista e passou na terra a menos de dois metros de mim, inclusive “me jogando” terra. Na hora pensei: morri…  E o pior não foi o susto em si e a proximidade com o perigo. O pior foi que no susto acabei esquecendo de bater a foto (que seria digna de um prêmio… rs!). Depois dessa fui ficar perto dos amigos num lugar alto e seguro, comendo churrasco e tomando Coca-Cola, sem mais emoções fortes.

Largada...

Autódromo cheio.

Rasgando a reta...

Velozes e Furiosos.

Giovani, Renan, Vô, Tio Bala, Pity, Vandeco, Vander, Sid, Dudu e Pai Edson.

Catedral de Maringá

Nos últimos meses, por várias razões acabei indo diversas vezes a cidade de Maringá. E já fazia um bom tempo que estava planejando fazer uma visita a Catedral da cidade, que é conhecida principalmente por sua forma e altura. Semana passada consegui realizar tal visita. Fazia mais de 30 anos que eu não entrava na Catedral e já nem lembrava mais como ela era por dentro. Já por fora eu tinha passado por ela muitas vezes nos últimos anos. A Catedral é mais bonita por fora do que por dentro. Seu espaço interno não é dos maiores para uma Catedral. Sua decoração é simples e por ser toda feita em concreto, algumas partes da igreja são bem rústicas. Ou seja, já visitei igrejas bem menores e menos importantes que são bem mais bonitas por dentro. Já por fora a Catedral é muito bonita, sua forma que vai afinando em direção ao céu é de uma beleza muito grande.

História: Monumento símbolo da cidade, a Catedral de Maringá ou Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, possui uma arquitetura moderna e arrojada e foi construída toda em concreto. É a mais alta igreja da América Latina. Foi idealizada pelo então Bispo, Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci. Sua forma cônica, possui um diâmetro de 50 metros e uma nave única, circular, com diâmetro interno de 38 metros. O cone possui uma altura externa de 114 metros, sustentando uma cruz de 10 metros, perfazendo um total de 124 metros de altura. Sua capacidade é de 3.500 pessoas, que podem ser distribuídas em duas galerias internas superpostas. A porta principal está voltada para o norte; a Capela do Santíssimo para o sol nascente e a do Batistério para o poente. Ao sul a grande porta que leva a cripta, onde serão sepultados os Bispos, e que está sob o altar mor. No interior dos dois cones a 45 metros de altura, encontra-se o ossário, com 1.360 lóculos, que os fiéis adquirem para guardar os restos mortais de seus entes queridos. Sua pedra fundamental que é um pedaço de mármore retirado das escavações da Basílica de São Pedro, pelo Papa Pio XII, foi lançada em 15 de agosto de 1958. A Catedral, dedicada a Nossa Senhora da Glória, foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972, levando quase 14 anos para ser concluída.

Interior da Catedral de Maringá.

Catedral de Maringá, 07/01/2011.

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Catedral de Maringá (07/01/2011)

Itaipu Binacional

Outro  passeio   interessante   que  fizemos  na  região  de  Foz  do Iguaçu,   foi  visitar a  Itaipu Binacional. Já estive em Itaipu duas vezes, nos anos de 1985 e 1986. Dessa vez pude perceber que muita coisa mudou para melhor, que a represa está finalizada e que o passeio por ela agora é mais organizado e com ônibus próprio. Mesmo pagando ingresso, vale a pena fazer tal passeio. Após assistirmos um vídeo informativo sobre Itaipu, embarcamos num ônibus sem teto e fomos passear pela represa, fazendo paradas em pontos estratégicos. De frustrante foi constatar que o vertedouro não estava jorrando água. O vertedouro jorrando água é com certeza o fato mais bonito no passeio por Itaipu. O guia nos informou que o vertedouro jorra água somente durante dois meses por ano. Das duas vezes anteriores que estive ali estava jorrando água, então devo ter tido sorte. De qualquer forma o passeio valeu á pena. Mesmo sendo uma obra de engenharia sem fins turísticos, o passeio pelo local é interessante e tudo é bonito, limpo e organizado. 

História: Itaipu Binacional é a empresa que gerencia a maior usina hidrelétrica em funcionamento e em capacidade de geração de energia no mundo. É uma empresa binacional construída pelo Brasil e pelo Paraguai no rio Paraná, no trecho de fronteira entre os dois países, 15 km ao norte da Ponte da Amizade. O projeto vai de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, no sul, até Guaíra e Salto del Guairá, no norte. A capacidade instalada de geração da usina é de 14 GW, com 20 unidades geradoras fornecendo 700 MW cada. No ano de 2008, a usina geradora atingiu o seu recorde de produção, com 94,68 bilhões de quilowatts-hora (kWh), fornecendo 90% da energia consumida pelo Paraguai e 19% da energia consumida pelo Brasil.

A Usina de Itaipu é resultado de intensas negociações entre os dois países durante a década de 1960. Em 22 de julho de 1966, os ministros das Relações Exteriores do Brasil e do Paraguai, assinaram a “Ata do Iguaçu”, uma declaração conjunta de interesse mútuo para estudar o aproveitamento dos recursos hídricos dos dois países, no trecho do rio Paraná “desde e inclusive o Salto de Sete Quedas até a foz do Rio Iguaçu”. Em 1970, o consórcio formado pelas empresas PNC e ELC Electroconsult (da Itália) venceu a concorrência internacional para a realização dos estudos de viabilidade e para a elaboração do projeto da obra. O início do trabalho se deu em fevereiro de 1971. Em 26 de abril de 1973, Brasil e Paraguai assinaram o Tratado de Itaipu, instrumento legal para o aproveitamento hidrelétrico do rio Paraná pelos dois países. Em 17 de maio de 1974, foi criada a entidade binacional Itaipu, para gerenciar a construção da usina. O início efetivo das obras ocorreu em janeiro do ano seguinte. Um consórcio liderado pela construtora Mendes Júnior, executou o projeto. Para a construção foram usados 40 mil trabalhadores diretos. Para o material foi usado 12,57 milhões de m³ de concreto (o equivalente a 210 estádios do Maracanã) e uma quantidade de ferro equivalente a 380 Torres Eifell. Comparando a construção da hidrelétrica de Itaipu com o Eurotúnel (que liga França e Inglaterra sob o Canal da Mancha) foram utilizados 15 vezes mais concreto e o volume de escavações foi 8,5 vezes maior. No dia 14 de outubro de 1978 foi aberto o canal de desvio do rio Paraná, que permitiu secar um trecho do leito original do rio para ali ser construída a barragem principal, em concreto. O reservatório da usina começou a ser formado em 12 de outubro de 1982, quando foram concluídas as obras da barragem e as comportas do canal de desvio foram fechadas. Nesse período, as águas subiram 100 metros e chegaram às comportas do vertedouro às 10 horas do dia 27 de outubro, devido às chuvas fortes e enchentes que ocorreram na época. Em uma operação denominada Mymba Kuera (que em tupi-guarani quer dizer “pega-bicho”), durante a formação do reservatório, equipes do setor ambiental de Itaipu esforçaram-se em percorrer a maior parte da área que seria alagada para salvar centenas de exemplares de espécies de animais da região.

Quando a construção da barragem começou, cerca de 10.000 famílias que viviam às margens do rio Paraná foram desalojadas, a fim de abrir caminho para a represa. Muitas dessas famílias se refugiaram na cidade de Medianeira, uma cidade não muito longe da confluência dos rios Iguaçu e Paraná. Algumas dessas famílias vieram, eventualmente, a ser membros de um dos maiores movimentos sociais do Brasil, o MST. O espelho d’água da usina alagou diversas propriedades de moradores do extremo oeste do Estado do Paraná. As indenizações foram suficientes para que os agricultores comprassem novas terras no Brasil. Sendo as terras no Paraguai mais baratas, milhares emigraram para esse país, criando o fenômeno social dos brasiguaios – brasileiros e seus familiares que residem em terras paraguaias na fronteira com o Brasil.

Em 5 de maio de 1984, entrou em operação a primeira unidade geradora de Itaipu. As 20 unidades geradoras foram sendo instaladas ao ritmo de duas a três por ano. As duas últimas das 20 unidades de geração de energia elétrica começaram a funcionar entre setembro de 2006 e março 2007, elevando a capacidade instalada para 14.000 MW, concluindo a usina. Este aumento da capacidade permitiu que 18 unidades geradoras permaneçam funcionando o tempo todo, enquanto duas permanecem em manutenção. Devido a uma cláusula do tratado assinado entre Brasil, Paraguai e Argentina, o número máximo de unidades geradoras autorizadas a operar simultaneamente não pode ultrapassar 18. A potência nominal de cada unidade geradora (turbina e gerador) é de 700 MW. No entanto, porque diferença entre o nível do reservatório e o nível do rio ao pé da barragem que ocorre realmente é maior do que a projetada, a energia disponível for superior a 750 MW por meia hora para cada gerador. Cada turbina gera cerca de 700 megawatts, para comparação, toda a água das Cataratas do Iguaçu teria capacidade para alimentar somente dois geradores. A Itaipu produz uma média de 90 milhões de megawatts-hora (MWh) por ano. Com o aumento da capacidade e em condições favoráveis do rio Paraná (chuvas em níveis normais em toda a bacia) a geração poderá chegar a 100 milhões de MWh. Embora seja apenas o sétimo do Brasil em tamanho, o reservatório de Itaipu tem o maior aproveitamento em relação à área inundada. Para a potência instalada de 14.000 MW, foram alagados 1.350 quilômetros quadrados. Os reservatórios das usinas de Sobradinho, Tucuruí, Porto Primavera, Balbina, Serra da Mesa e Furnas são maiores do que o Itaipu, mas todos perdem na relação área inundada/capacidade instalada.

Vertedouro sem água.
Vertedouro sem água.

Mirante em Itaipu.

Vertedouro.

Barragem.

Desvio.

Cataratas do Iguaçu

Aproveitando a vinda da  Andrea  ao Paraná  para participar  da Peregrinação  pelo Caminho de Peabiru, demos uma esticada até Foz do Iguaçu. Foi uma grande oportunidade para ela conhecer ás Cataratas do Iguaçu, que era algo que ela tinha vontade de fazer a muito tempo. Demos sorte e nossa visita ao Parque Nacional do Iguaçu foi num dia de sol, calor e com o volume de água nas cataratas muito alto, o que deixava o lugar ainda mais bonito. A Andrea adorou o passeio. Ela que já conhecia as Cataratas do Niágara, achou ás Cataratas do Iguaçu mais bonitas. Passamos uma tarde caminhando pelo parque, curtindo e tirando fotos das cataratas. Eu já tinha visitado o Parque Nacional do Iguaçu outras vezes, mas já fazia alguns anos que não ia lá. Dessa vez me surpreendeu de forma positiva a organização e cuidado com o local.   

História: O Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 10 de janeiro de 1939. Tombado em 1986 pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade, o parque abrange uma área protegida de 185.000 ha. de mata atlântica de interior. É uma das maiores reservas florestais do sul do Brasil e um dos últimos locais de proteção ambiental do Estado do Paraná.

No ano de 1542, o espanhol Alvar Nuñez Cabeza de Vaca, nomeado Governador do Paraguai, seguia viagem rumo à cidade de Assunção, quando se deparou com a grandiosidade das Cataratas do Iguaçu. Ele foi o primeiro europeu a conhecer a região, onde na época viviam apenas os índios tupi-guaranis. No ano de 1876, o engenheiro André Rebouças faz a primeira proposta ao Imperador D. Pedro II sobre a criação do Parque Nacional. Em 1916, Santos Dumont, ao conhecer as Cataratas do Rio Iguaçu, ficou tão impressionado com a sua beleza que pressionou com o seu prestígio o então governador do Paraná, Afonso Camargo, para que ali fosse criado um Parque Nacional. O local que era então propriedade particular é declarado local de interesse público. Em 1930, foi ampliada a área desapropriada em 1916, para criar o Parque Nacional do Iguaçu.

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Ônibus para entrar no parque.

Cataratas do Iguaçu.

Chuvisco bom pra refrescar.

Borboleta.

Cataratas do Iguaçu.

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres

A Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres de Paranaguá, também conhecida como Fortaleza da Barra ou Fortaleza de Paranaguá, localiza-se na praia da Fortaleza, aos pés do morro da Baleia (hoje da Fortaleza), na Ilha do Mel, litoral do estado do Paraná. Esta fortificação destinava-se à defesa estratégica da antiga vila de Paranaguá, garantindo a segurança do seu ancoradouro, quinze milhas adiante, onde era embarcado o ouro, a madeira e mais tarde a erva-mate extraída da região, contra os corsários espanhóis que freqüentavam aquele trecho do litoral. Conforme instruções recebidas do Marquês de Pombal, a fortaleza foi erguida entre 1767 e 1769, por determinação do governador e capitão-general da capitania de São Paulo, D. Luís Antonio de Sousa Botelho Mourão. Originalmente artilhada com duas peças de calibre 24 libras, duas de 18 e duas de 12, parte de sua artilharia foi remetida em 1791 para a Fortaleza da Barra Grande em Santos

No contexto da Guerra dos Farrapos (1835-1845), forças farroupilhas em uma escuna e um lanchão, capturaram uma sumaca brasileira no interior da baía de Paranaguá, tendo sido repelidas pela artilharia da fortaleza (31/10/19839).

Tomou parte no chamado incidente de Paranaguá, quando enfrentou o HMS Cormorant, que invadindo águas territoriais e violando o direito de soberania brasileiro, aprisionara três navios brasileiros naquele porto, sob a acusação de tráfico negreiro (01/07/1850). O então comandante da praça, Capitão Joaquim Ferreira Barbosa, auxiliado pelos poucos soldados da guarnição e por mais de duzentos moradores e tripulantes dos navios apresados, conseguiram montar dez peças sobre paus e pedras, e dando ordem de fogo às improvisadas baterias, atingiram a fragata na proa e na caixa de rodas, obrigando-a a retirada e a reparos em alto-mar. O Cormorant, embarcação a vapor da Marinha Real Britânica baseada no Rio da Prata, desempenhava missão de repressão ao tráfico negreiro no litoral atlântico do continente americano, sob o comando do Capitão Hubert Schumberg. As embarcações brasileiras foram afundadas, tendo o Cormorant disparado sobre a fortaleza, atingindo a encosta do morro da Baleia. Posteriormente a Coroa Inglesa exigiu reparações, tendo o Império do Brasil se retratado, encerrando-se a questão.

Durante a Revolução Federalista (1893-1895) foi tomada por tropas rebeldes oriundas do Sul, pelo mar.

Desguarnecida, no início do século XX sediou um Batalhão de Artilharia (1905), ocasião em se ergueu um edifício para Quartel de Tropa. A antiga Caserna foi transformada em Refeitório e Cozinha. Nela se destacavam três casas, Capela e um Paiol de Munições, quando passou a aquartelar a 4ª Bateria Independente em 1909. Foram-lhe projetados melhoramentos em 1911 e em 1913 serviu de base para uma bateria no morro da Baleia, de cuja guarnição passou a servir de Caserna no contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), servindo como base militar de proteção à costa.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional a partir de 1938, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), aquartelou cerca de duzentos homens, tendo o seu comandante respondido a inquérito pela destruição da vegetação de caixeta na encosta do morro e por ter aberto um portão no muro traseiro da fortaleza, sem a devida autorização. A guarnição operava um holofote, sendo posta fora de serviço em agosto de 1954.

Após ser desativada, a fortificação permaneceu abandonada. Reduto hippie na década de 1970, na década de 1980 foi palco de uma “caça ao tesouro”, alimentada pela lenda do Padre Thiago e pela descoberta, nas suas dependências de um cofre contendo papéis antigos e moedas de pouco valor. O conjunto sofreu intervenção de restauro entre 1985 e 1995, em parte graças a recursos do Banco Mundial, passando a abrigar um pequeno museu na Casa da Guarnição, e o posto local da Polícia Florestal. Em 1989, as pesquisas arqueológicas trouxeram à luz as bases da primitiva Capela e da Casa do Comandante. Também foram identificados vestígios de um sepultamento humano, em local contíguo à capela, levantando a possibilidade da existência de um cemitério no local.

Primitivamente, no interior da fortificação, erguia-se uma capela sob a invocação da padroeira. Esta edificação foi demolida em 1932, por determinação do então comandante da fortaleza, devido ao seu precário estado de conservação.

Fortaleza

Fortaleza no final da tarde

Interior da Fortaleza

Entrada principal

Lateral externa da Fortaleza

Passagem interna do corpo da guarda

Vista interna a partir da prisão

Ilha do Mel

Conheci a Ilha do Mel no final dos anos oitenta. Naquela época a Ilha era mais deserta, o desembarque se fazia longe da praia, muitas vezes com água pelo peito e até pescoço. Existiam poucas pousadas e turistas. Quem mais frequentava a Ilha era o pessoal aventureiro. Fiquei um tempo sem ir na Ilha e em 1997 estive lá novamente. Já não era mais a mesma coisa, tinha muitos bares, restaurantes e pousadas. Muito turista e o desembarque já se fazia no atracadouro, onde nem se molha o pé pra sair do barco. Não gostei e fiquei muitos anos sem ir na Ilha. Estive lá no inicio do mês e a decepção foi grande. O número de bares, pousadas e restaurantes aumentou muito. Casas de veraneio que não são de nativos foram construídas lá, provavelmente de forma irregular ou molhando a mão de algum fiscal. Sem contar que parte da Ilha desapareceu, o mar está avançando e destruindo construções e levando areia da Ilha pra outro lugar. Pra mim a Ilha perdeu totalmente o charme de outrora, quando era bem deserta e sossegada. Dificilmente volto lá.

ILHA DO MEL: A Ilha do Mel está localizada no Oceano Atlântico Sul e situa-se à 15 milhas do Porto de Paranguá, no Paraná. Seu ponto mais próximo do continente é de cerca de 4 km de Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná. São 2.585 hectares de área composta por sistemas de restinga e Floresta Atlântica protegidas e destinadas exclusivamente à preservação integral da flora e da fauna, de um total de 35 km de perímetro. Sua Estação Ecológica com 2.240 hectares tem o objetivo de preservar o meio-ambiente e é vedada a entrada de pessoas não autorizadas. Na Reserva Natural, com 345 hectares, é admitida a existência de trilhas, desde que não afetem a paisagem. Já a Zona de Ocupação tem 120 hectares. A areia marrom que se observa nas praias do Farol e de Nova Brasília tem cinco mil anos e sua coloração deve-se à presença de matéria orgânica. O ponto mais alto da Ilha do Mel, localiza-se no Morro do Miguel (Morro Bento Alves), com 151 metros. O clima é de transição entre o tropical e o subtropical, super-úmido, sem estação seca e sem ocorrência de geadas. – Temperatura média: máxima 31º mínima 13º – Temperatura média da água: verão 21º inverno 17º – Dias de sol/ano (média): máximo 166 mínimo 133 – Chuvas (média em mm/ano): máximo 3250 mínimo 1750

De seus 2.700 hacres, apenas 200 têm permissão de uso. O restante é reserva ecológica tombada pelo Patrimônio Histórico em 1975. É administrada pelo Instituto Ambiental do Paraná desde 1982. O turista dispõe de pousadas e pequenos restaurantes. A ilha tem cinco vilarejos: Fortaleza, Nova Brasília ou Brasília, Farol, Praia Grande e Encantadas. Não há ruas ou estradas, só trilhas. A implantação de geradores de energia elétrica em 1988, deu início a atitudes que hoje se transformaram em preocupação pela preservação da ilha e sua principal atração: a natureza.

A travessia para a Ilha do Mel é feita com segurança, por barcos que saem de Pontal do Sul (30min) ou de Paranaguá (1h45min). Existem linhas regulares diariamente entre as 8h00 e 17h00, mas também podem ser fretadas embarcações em outros horários. Durante a temporada, os barcos partem a cada 30 minutos, e fora de temporada a cada hora cheia. Existem dois pontos de desembarque: Encantadas e Nova Brasília (o qual atende também à Praia Grande, Farol e Fortaleza). Existe também uma linha regular de barco entre Encantadas e Nova Brasília, que parte a cada hora.

As principais atrações turísticas da Ilha do Mel:

Farol das Conchas: para modernizar a navegação comercial brasileira o Imperador D. Pedro II ordenou, em 1870, o início das obras, realizadas por uma empresa inglesa sob a supervisão do engenheiro Zózimo Barroso. Os materiais foram importados da Escócia, país que detinha, na época, a tecnologia mais avançada no ramo. Inaugurado em 1º de abril de 1872. Localizado no alto do Morro das Conchas, pode ser avistado de quase todos os pontos da Ilha do Mel.

Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres: Único monumento militar do século XVIII existente no Paraná, instalado nos contrafortes do Morro da Baleia, erguido com paredes de um metro e meio de espessura, a Fortaleza foi concluída em 23 de abril de 1769. No alto do Morro da Baleia, junto à Fortaleza, estão canhões e trincheiras de pedras. É o chamado “Labirinto dos Canhões”. Há também, um mirante, com uma incrível vista panorâmica. Chega-se até lá por trilha no morro.

Gruta de Encantadas: situada na parte sul da Ilha, é o patrimônio natural mais importante da lha do Mel. O morro da Gruta, formado por um tipo de rocha chamado migmatito é dividido por um veio de rocha negra, o diabásio. A Gruta se formou pela ação do mar sobre o diabásio, menos resistente que o migmatito. Para facilitar o acesso, foi construída uma passarela que leva até a sua entrada.

Istmo: localizado em Nova Brasília, o Istmo ou Passa-Passa (como é conhecido pelos locais), é a parte mais estreita da Ilha do Mel e sofre um processo de erosão desde 1930, porém atualmente, a água já não atravessa mais de um lado ao outro, como aconteceu em 1995. A largura hoje chega à 30 metros e somente nas grandes ressacas do mar, a água chega a atravessar.

Interior da Ilha.

Farol

Praia deserta.

Por do Sol na Ilha.

Fortaleza

Anoitecer na Ilha

Ilha vista do barco

Barcos ancorados na Ilha

Final de semana movimentado

O final de semana foi bem movimentado. A Andrea gostou tanto de Curitiba e do Paraná, que veio fazer mais uma visita a estas belas terras sulistas. Aproveitamos pra passear bastante e por sorte fez tempo bom durante todo o final de semana, deu até pra usar bermuda e pegar uma praia (no caso dela, pois eu fiquei longe da água). Um calorzinho gostoso em pleno inverno curitibano foi muito bem vindo. Os passeios principais foram a Vila Velha, Estrada da Graciosa e Ilha do Mel.

Vila Velha (02/07/2010)

Estrada da Graciosa (03/07/2010)

Ilha do Mel (03/07/2010)

Ilha do Mel (03/07/2010)

Serra do Mar e Morretes

No domingo eu e Andrea fomos fazer o passeio de trem pela Serra do Mar, saindo de Curitiba bem cedo. Já fiz esse passeio várias vezes, para a Andrea seria a primeira vez. O tempo ajudou, estava frio mas tinha sol e foi possível ver muito bem as belas paisagens da serra. De ponto negativo foi o péssimo vagão que pegamos e o guia da Serra Verde Express, empresa responsável pelos passeios de trem. O guia estava mais preocupado em vender coisas do que mostrar os pontos principais do passeio. Teve algumas atrações que ele nem mencionou e outras ele falou o básico, quando podia ter falado mais. A todo momento ele queira vender algo, acabava sendo irritante. Desembarcamos em Morretes, fizemos um rápido passeio pela cidade e retornamos a Curitiba.

Passeio de trem pela Serra do Mar. 13/06/2010

Morretes - 13/06/2010

Capela São Luiz Gonzaga – Igreja da Serra

Saindo do Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (postagem anterior), atravessei a avenida principal de Fênix e do outro lado da Rodovia vi no alto de um pequeno morro a Capela São Luiz Gonzaga, mais conhecida como Igreja da Serra. De longe a imagem da Capela era bonita, mas quanto mais perto chegava, mais dava pra perceber que a Capela está meio que em ruínas. Ela fica no alto de um morro, de frente pra cidade e a vista é muito bonita, com o verde das plantações ao redor e a mata do Parque Estadual aparecendo a perder de vista. O morro está com várias marcas de que dali foram retiradas terra e pedras. Encontrei alguns moradores locais que me disseram que foi a prefeitura que tirou pedras do morro para consertar as ruas da cidade.

Entrei na Capela e a decepção foi total. Ela está quase que totalmente destruída. No chão vários sinais de buracos, que segundo alguns moradores foram feitos por pessoas que procuravam o lendário tesouro dos Jesuítas. Do calçamento do chão existe somente alguns pedaços nos cantos. O telhado está todo podre, quase caindo. O sino desapareceu e a torre está toda quebrada por dentro. Debaixo do púlpito além de muito lixo era possível ver sinais de despachos de macumba. Por fora o aspecto também não está dos melhores. O estado geral é lastimável e se não tomarem providencias urgentes, logo o telhado e parte das paredes vão desabar. Mais uma vez tive a prova de que o prefeito de Fênix e demais autoridades não tem o mínimo interesse em preservar os poucos atrativos da cidade.

Chegaram mais alguns moradores da cidade pra visitar a igreja e fiquei um bom tempo conversando com eles. O interessante foi perceber que nenhum sabia direito detalhes sobre a Capela ou o Parque Estadual que existe na cidade. A maioria nem sabia que no parque existem ruínas históricas. Teve um morador que disse que a Capela está ali ha mil anos e outro ficou dizendo que não, que ela tem cinqüenta anos e que o pai dele é que construiu. Tentei explicar que ela não tem mil anos, pois o Brasil tem quase 510 anos e antes disso não existia nenhuma igreja por aqui. E sobre o pai do outro morador ter construído a Capela, argumentei que talvez ele tivesse participado de alguma reforma, mas não da construção da Capela. De unânime somente que todos concordavam que os últimos prefeitos tinham abandonado a Capela e outros pontos turísticos da cidade. Todos desceram o pau no prefeito.

Um morador me contou que a direita e a esquerda,  alguns quilômetros dali, existem outras duas Capelas parecidas com aquela, que possivelmente foram construídas na mesma época e sabe-se lá o motivo de terem sido construídas na mesma linha mas distantes uma da outra. No futuro pretendo visitar as outras Capelas e tentar descobrir tal mistério.

Tentei descobrir mais alguma coisa sobre essa Capela, mas não encontrei nada. O único relato que achei diz que ela foi construída as margens do antigo Caminho de Peabiru e era utilizada para pernoite por aqueles que transitavam pelo caminho. O padroeiro da Capela é Santo Inácio, o criador da Companhia de Jesus (Jesuítas). Sobre data de construção, reformas e etc, não encontrei nada.

Imagens da Capela. (27/12/2009)

Interior destruido da Capela. (27/12/2009)

A Capela no alto do morro. (27/12/2009)

Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo

No domingo após o Natal, fui de carro até a cidade de Fênix, distante uns 70 km de Campo Mourão. Fazia muito tempo que queria visitar o Parque Estadual que existe em Fênix, mas sempre deixava pra depois e com isso os anos foram passando. Recentemente conversei com o Caio (marido da Lilian que trabalha comigo) e ele contou que tinha ido visitar o Parque Estadual de Villa Rica. Daí decidi que na próxima viajem pra Campo Mourão iria dar uma “escapa” até Fênix.

Chegar em Fênix foi tranqüilo, pois conhecia a estrada. Já encontrar o “Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo”, teria sido um pouco complicado se eu não tivesse a informação de que ele ficava uns 600 metros após o final da avenida principal da cidade (cidade bem pequena por sinal). Incrível que exista um Parque Estadual numa cidade e nas estradas próximas não exista nenhuma placa avisando/sinalizando isso. Essa foi a primeira das decepções que tive com a visita.

Breve histórico: A cidade de Villa Rica del Espiritu Santu foi umas das três cidades que a Espanha possuiu dentro do território do atual Estado do Paraná. Recebeu este nome porque os espanhóis confundiam os cristais de rochas comuns na região, com pedras preciosas. Ela ficava na confluência dos rios Ivaí e Corumbataí e foi fundada em 1592 por Ruy Diaz Melgarejo. Era um posto avançado dos espanhóis de Assunção no Território Del Guayrá. Ali os índios foram pacificados e catequizados pelos jesuítas espanhóis, viviam do cultivo de alimentos e da extração da erva mate. A partir de Villa Rica os “encomenderos” espanhóis percorriam o interior capturando índios Guaranis, que enviavam aos seus ervais em Maracaju para trabalho escravo, gerando conflito com os Jesuítas catequizadores. Após a destruição das Reduções Jesuíticas pela Bandeira de Raposo Tavares, a Villa ficou a mercê dos paulistas, que em 1632 expulsaram toda a população espanhola para a porção ocidental do rio Paraná. Os padres que resistiram foram chacinados, as aldeias foram queimadas e os índios que sobreviveram escravizados. Assim terminou o domínio espanhol em toda a região que lhes fora conferida pelo Tratado de Tordesilhas, que colocara o atual território paranaense, a oeste de Paranaguá, fora dos limites da coroa portuguesa.

Somente na década de 1920 é que as ruínas de Villa Rica foram encontradas. Andrade Muricy visitou as ruínas da vila e tempos depois Villa Rica foi tombada pelo Patrimônio Histórico. O Parque Estadual de Vila Rica do Espírito Santo (PEVR) foi criado em 1955. Ainda estão sendo realizadas escavações e pesquisas nos sítios arqueológicos  do parque. Essa pesquisa é realizada pelo Museu Paranaense. Parte das cerâmicas e artefatos dos índios Guarani encontrados no local é exibida no museu que funciona dentro do parque. A região foi tão movimentada que até hoje é possível encontrar fragmentos e até objetos indígenas inteiros nas plantações e margens dos córregos na região. Como foi o caso da urna funerária encontrada há 15 anos com o esqueleto, incluindo os dentes de ouro do falecido. Hoje a urna encontra-se exposta no museu do parque, junto com outros objetos da redução que ocupava uma área urbana de 300 mil metros quadrados.

A segunda decepção foi chegar no parque e descobrir que não poderia visitar as ruínas, que era a principal motivação de minha visita. Segundo me contou um funcionário do Parque, as escavações do sitio arqueológico do local estão paradas fazem dois anos, por falta de dinheiro. Outra decepção foi descobrir que num domingo a tarde eu era o único visitante do local. Então fui caminhar pelas trilhas no meio da mata, que levam até um bonito lago. Confesso que caminhar sozinho pelo mato, sob chuva fina e ouvindo os ruídos da floresta foi um pouco assustador. Pela mata pude observar algumas figueiras imensas, com troncos gigantescos. Após breve parada no lago para tirar fotos, retornei por outra trilha até a entrada do parque, onde funciona um museu. Dei uma olhada nos artigos expostos, na sua maioria artigos indígenas e me informei sobre a localização de uma igreja que imaginava ser dentro do parque mas que vim a saber que ficava distante dali.

Sai do parque pensando sobre tudo o que tinha visto e ouvido. A conclusão é que o município de Fênix está perdendo tempo ao não explorar o potencial turístico que este Parque Estadual pode proporcionar. Se o prefeito e autoridades locais se empenhassem em conseguir verbas para explorar as ruínas da redução jesuíta existente no parque, se investissem em propaganda e divulgação do parque, certamente muitos turistas, estudantes e estudiosos iriam conhecer o lugar e isso geraria divisas para o município. O turismo ecológico está em moda e o local tem potencial para isso. Mas antes é preciso “desencavar” as ruínas, pois elas são o maior atrativo do local e ficam escondidas, sem o mínimo acesso aos turistas.  O Parque Estadual além das ruínas, possui uma imensa reserva florestal e fica ao lado de dois grandes rios. Basta um pouco de vontade política, imaginação e trabalho, que facilmente conseguem transformar o local num belo e lucrativo atrativo turístico. Se deixar como está, o Parque Estadual vai continuar esquecido e a cidade vai continuar sendo minúscula e desconhecida.

Entrada do Parque, figueira e trilha. (27/12/2009)

Trilhas próximas ao lago. (27/12/2009)

Urna funerária, maquete de como era a vila e outros artefatos.