Curitiba

Não visitava Curitiba há dois anos e meio. Morei 20 anos em Curitiba e desde 1988 que não ficava tanto tempo sem ir na cidade. E me assustei com o que vi. Cidade suja, cheia de pichações, muitos moradores de rua, tráfico correndo solto a luz do dia em algumas praças do centro da cidade.

Andei pela cidade a noite e aí sim me assustei. Em algumas regiões existem pedintes em todo semáforo. Nada contra os pedintes, mas é que não tem como você saber quem é realmente pedinte e quem está querendo te assaltar.

Definitivamente Curitiba é uma cidade decadente, que nada lembra os tempos em que morei por lá. Tão cedo não volto!

Mirante da Oi.

Bosque do Papa.

Passeio Público.
UFPR.  

Saudades do Medianeira

Hoje estava lendo a Gazeta do Povo Online e ao ver uma foto do Colégio Medianeira de Curitiba, me bateu uma saudade… Faz quase sete anos que saí do Medianeira, por culpa de problemas de saúde que me fizeram deixar Curitiba para não mais voltar. Ao todo foram sete anos no Medianeira, somando as duas vezes em que lá trabalhei. O intervalo entre estas duas vezes foi de apenas cinco meses.

Nos sete anos de Medianeira aprendi muito e fiz muitas amizades. O Medianeira incentivava seus funcionários a estudar, e eu aproveite ao máximo esse incentivo. Além de reuniões de estudo semanais e seminários internos, também participei de encontros jesuítas fora de Curitiba. E durante alguns anos fiz parte de um projeto que me fez viajar quase todo mês e onde aprendi muitas coisas que são uteis até hoje. E ainda por cima pagaram metade da minha faculdade. Graças a isso serei sempre grato ao Medianeira.

Talvez eu não tenha sido tão grato no passado, mas o momento era outro e eu andava totalmente perdido, sem rumo na vida e me guiando pela cabeça dos outros. Se pudesse voltar atrás teria feito diferente! Talvez nunca tivesse saído do Medianeira, pois gostava muito de lá. Amava caminhar após o expediente pelas ruas internas do colégio, o bosque, o lago e tudo mais que lá existe. E eu morava bem em frente ao Medianeira, e quando estava em casa a vista principal que via da janela era a frente do colégio. Saudade, saudade!

medianeira-fachada
Fachada do Colégio Medianeira. (Foto: Rogerio Theodorovy/Gazeta do Povo)

 

47 anos

Hoje é meu aniversário, estou completando 47 anos. Nasci em um sábado às 14h30min, na cidade de Campo Mourão, Oeste do Paraná. Vivi em minha cidade até os 18 anos de idade, quando fui para Curitiba prestar o serviço militar e por lá acabei ficando. Nos vinte anos seguintes voltei para minha cidade natal por duas vezes, mas permaneci pouco tempo. E vivi um ano nos Estados Unidos, na cidade de Orlando. Em meados de 2010 retornei novamente para minha cidade natal, para ficar por somente seis meses. E não fui mais embora e nem quero mais sair daqui. Estou feliz onde estou! Estou perto da família e acho que a maturidade chegou e prefiro uma cidade tranquila de interior, sem trânsito caótico e violência. E ficando aqui, nos próximos anos penso em finalmente casar, criar meus gatos e ter uma vida pacata. Filhos eu não quero! Esse mundo está muito cheio e vai ficar cada vez pior, então não quero deixar descendência.

Quando criança eu sonhava conhecer coisas e lugares novos. Queria conhecer o que existia além do Lar Paraná, o bairro onde cresci. E acabei conhecendo muito mais coisas do que queria ou sonhei. E ainda tenho muito que conhecer e fazer.  Há alguns anos fiz uma lista das aventuras que queria realizar, de lugares que queria conhecer. Essa lista não era muito extensa e já realizei mais da metade do que está anotado nela. E espero ter tempo e saúde para realizar o restante da lista. Depois posso morrer em paz…

Não gosto de datas comemorativas e muito menos de aniversários. Não suporto o Parabéns pra você!  E não é por ficar mais velho o motivo, pois envelhecer não é problema para mim. Vejo envelhecer um presente de Deus, pois muita gente que conheci na vida morreu muito antes de chegar aos 47 anos. E eu já senti o cheiro e vi os olhos da morte algumas vezes. Teve casos em que escapei por milagre, pois achava que ia mesmo morrer. Então cada ano que completo é um presente dos céus, pois há muito tempo eu já devia ter partido do mundo dos vivos. Aliás, eu não devia nem ter nascido, pois não fui planejado. Fui um acidente, um erro de tabelinha (mesmo assim fui/sou muito amado por meus pais).  Mas já que vim ao mundo, ainda vou ficar bastante tempo por aqui incomodando… Então me aguente!

aa

aaaaa

Túnel do Tempo: os filhotes da passarela

Há exatos sete anos, encontrei em frente ao colégio de padres onde eu trabalhava em Curitiba, uma ninhada de cachorros. Eles tinham nascido debaixo de uma passarela, ao lado da movimentada BR116. Eram seis filhotes e um estava morto, com uma marca funda na testa, que parecia ter sido causada por uma pedrada. A mãe dos cachorrinhos era uma vira-latas arisca e brava. Durante uma semana cuidei da mãe e dos filhotes no local onde os tinha encontrado, mas eles começaram a caminhar e iam até perto da BR, o que era perigoso. Teve um dia que ouvi latidos fortes da cachorra e fui ver o que era. Me deparei com dois caras tacando pedras na cachorra, que tentava proteger os filhotes. Fiquei revoltado com a agressão gratuita aos cachorros e dei uma bronca nos caras. Um deles subiu até o alto da passarela e de lá tacou um tijolo que passou a poucos centímetros de minha cabeça. Fiquei tão bravo com os caras que fui atrás deles, sem me preocupar se ia apanhar ou ia bater. Mas eles foram covardes mais uma vez e correram feito gazelas medrosas. Depois disso achei melhor levar os cachorrinhos para casa. Deu trabalho retirar eles de onde estavam e tive que esperar a mãe deles ir dar uma voltinha, para retirar os filhotes sem ganhar alguma mordida.

Eu morava em frente ao meu trabalho, do outro lado da BR. O problema é que no prédio onde eu morava era proibido ter animais. Conversei com o dono do prédio, com quem eu tinha boa relação e ele me autorizou a ficar com os cachorros durante uma semana, até eu conseguir doá-los. Em casa dei banho neles e matei dezenas de pulgas. A noite o filho do dono do prédio veio ver os cachorros e ficou um tempão brincando com eles. A primeira noite foi um terror e quase não dormi, pois os filhotes choravam o tempo todo. E também por que eu ouvia a mãe deles uivando de longe, em frente a passarela a procura de seus filhotes.

No dia seguinte o filho do dono do prédio veio fazer uma visita aos cachorrinhos e trouxe sua namorada, que era voluntária em uma Ong que cuidava de animais de rua. Ela trouxe cobertinha e comida para eles. Daí tirou fotos para anunciar a doação na internet. A segunda noite não foi muito diferente da primeira, e os filhotes choraram muito. Como eu precisava dormir, dissolvi no leite deles um comprimido de um remédio para dormir. Todos nós dormimos muito bem nessa noite! Mas ao acordar vi que eles estavam dormindo ainda e por um momento achei que os tinha matado com o remédio. Felizmente foi apenas um susto!

Fui trabalhar e deixei eles trancados no banheiro, para amenizar o barulho que faziam e que não incomodasse os demais moradores do prédio. Quando voltei para casa na hora do almoço, uma vizinha do andar de baixo me chamou e perguntou se eu estava com cachorrinhos. Contei toda a história a ela achando que ela ia reclamar do barulho e para minha surpresa ela se ofereceu para cuidar dos filhotes na minha ausência, pois estava de férias. Nesse mesmo dia no final da tarde, a mãe dos filhotes mostrou ser muita esperta e descobriu onde eu estava. Ela entrou no colégio e se enfiou debaixo de uma escada em frente à janela de minha sala de trabalho. Para todos que passavam perto ela avançava. O padre diretor do colégio na época, que não era muito cristão com relação a animais, queria pegar um pedaço de pau e matar a cachorra. Fui me intrometer para defender a cachorra e por pouco não perdi o emprego ou taquei o pedaço de pau na cabeça do padre. Ele me deu uma hora para sumir com a cachorra, senão matava ela… Liguei para um veterinário e foram buscar a cachorra. Foi preciso sedá-la para conseguir pegá-la e levar para internar. Nessa de tentar pegar a cachorra, ganhei uma bela mordida. No fundo acho que o padre é que merecia tal mordia…

A cachorra ficou duas semanas internada, pois estava muito doente. Nesse período ela foi castrada e tratada, tendo ganho alguns quilos. Quem pagou a conta sozinho fui eu, mas fazer o que? A vizinha e o marido cuidaram muito bem dos cachorrinhos enquanto eu ficava fora de casa. Até remédio e comida compraram para eles. Consegui doar uma fêmea através de um anúncio na internet. Os demais consegui doar no final de semana durante uma feira de filhotes. Teve um deles que teve até lista de espera, pois três pessoas queriam ficar com ele. Fiquei muito contente em ter conseguido um lar para todos eles.

Agora tinha que cuidar da mãe dos cachorrinhos, pois com relação a ela eu me sentia meio em dívida, por ter tirado os filhotes dela. Infelizmente nesse período fiquei doente, tive mais alguns problemas pessoais e tudo isso virou minha vida de ponta cabeça meio que de um dia para o outro. Estes acontecimentos somados fizeram eu sair de Curitiba meses depois, para não mais voltar a morar lá. A mãe dos filhotes não conseguia conviver com humanos e o jeito foi soltá-la na rua. Eu mal estava conseguindo cuidar de mim, então não podia cuidar de um cachorro. Quando a soltei em um bairro calmo da vizinha cidade de São José dos Pinhais, ela estava castrada, gorda e saudável. Dessa forma seria mais fácil ela sobreviver nas ruas, pois era o ambiente em que ela estava acostumada.

Os cachorrinhos não vi mais e nem tive notícias. Ás vezes me pergunto se algum deles ainda está vivo e se tiveram uma vida boa. Acredito que sim, pois no dia da doação na feirinha de animais, conversei bastante com as pessoas que estavam adotando eles e todos me pareceram gostar de animais e serem pessoas de bem. A mãe dos cachorrinhos vi uma única vez cerca de dois meses depois que a soltei na rua. Eu estava saindo do aeroporto e a vi num canteiro em uma avenida próxima. Ela parecia bem! Acredito que não esteja mais viva, pois é muito difícil um cachorro viver sete anos nas ruas de uma movimentada cidade. Mas com certeza teria sido muito mais difícil para ela sobreviver na rua com os cinco filhotes.

E com relação ao padre que queria matar a cachorra, não sei por onde anda e nem tenho interesse em saber…

1
Os filhotes quando os encontrei. Cinco vivos e um morto.

dogs-janeiro-2010-15
O Hiro brincando com os dog’s, na noite que os recolhi da rua.

dogs-janeiro-2010-39
A vizinha que ajudou a cuidar dos cachorrinhos.

dogs-janeiro-2010-23
Cachorros felizes…

dogs-janeiro-2010-43
Cuidando da cachorrada. (janeiro/2010).

Fechamento do Mercadorama

A rede de supermercados Walmart está fechando nesse final de ano diversas lojas no Brasil. A rede que é detentora de algumas marcas como Big, Mercadorama, Maxx Atacado e TodoDia, está fechando lojas que não dão lucro. Aqui no Paraná serão dez lojas fechadas. E uma delas vai fazer falta, pois posso dizer que fez parte de minha história. A loja no caso é o Mercadorama da Praça Tiradentes, em Curitiba. Durante muitos anos fiz compras nessa loja, principalmente na época em que morava perto dela.

A rede Mercadorama, que pertencia à família Demeterco, é bastante conhecida em Curitiba. Em 1998 foi vendida para o Grupo Sonae, que em 2005 vendeu às lojas para a rede Walmart. E nessas vendas o Mercadorama perdeu muito de sua característica original que era bem familiar, com variedade de produtos, baixos preços e ótimo atendimento. Fui funcionário do Mercadorama do bairro Juvevê durante poucos meses em 1991 e trago boas lembranças dessa época.

merc dd.jpg
Mercadorama da Praça Tiradentes, Curitiba. (Foto: Google Earth)

Ghost, 24 anos

Hoje faz exatamente 24 anos que assisti ao filme Ghost: Do Outro Lado da Vida. Coincidentemente, a exemplo de hoje, o dia 3 de maio de 1991 também era um domingo nublado e chuvoso. Ghost foi um sucesso de bilheteria na época e até hoje é um de meus filmes favoritos.

Assisti ao filme no Cine Lido, em Curitiba. Estava acompanhado da Andrea C. com quem tinha começado a namorar três dias antes. Era a primeira vez que saíamos juntos e a pedido dela fomos assistir ao filme de maior sucesso no momento, e que gerava fila na entrada dos cinemas onde era exibido. Naquela época em Curitiba não existiam cinemas em shoppings. Os cinemas existentes eram os de rua e as filas para entrar nos cinemas se formavam nas calçadas. Para assistir Ghost, ficamos mais de uma hora numa fila que dobrava o quarteirão e tinha mais de cem metros de extensão. Durante a espera começou a chover e felizmente a Andrea era precavida e tinha levado um guarda chuvas branco, com o desenho da Madona.

Naquele domingo o cinema estava lotado e o filme era triste e muita gente chorou, inclusive a Andrea. Engraçadinho como sou fui caçoar dela, que ficou brava comigo. De marcante no filme era a música Unchained Melody.

Passados 24 anos daquele domingo chuvoso, consigo lembrar de muitos detalhes daquele dia. Isso graças ao filme que foi marcante e até hoje figura na lista de meus filmes inesquecíveis. O Cine Lido ainda existe e funciona na Rua Ermelindo de Leão, bem no centro de Curitiba. Mas seus dias de glória e de filas na porta ficaram no passado. Atualmente ele passa filmes pornográficos e é um local de prostituição e de encontro de homossexuais. Mas independente disso, trago boas lembranças deste cinema e sinto saudades daquele tempo.

Há uns cinco anos eu passava em frente ao velho cinema e ele estava todo aberto, sendo lavado. Pedi autorização e me deixaram entrar no cinema. Entrei, me sentei em umas das primeiras fileiras e fiquei lembrando dos muitos filmes que assisti naquele local no passado. Infelizmente não existem mais cinemas de rua em Curitiba, com exceção dos que passam filmes pornográficos. Os cinemas atuais em shoppings, são bem mais confortáveis e modernos, mas não tem aquela magia, aquele saudoso cheiro de mofo dos antigos cinemas de rua do passado.

Ghost

O filme Ghost: Do Outro Lado da Vida, foi lançado nos Estados Unidos em 1990 e estreou no Brasil em 1 de novembro de 1990. O filme foi um sucesso de bilheteria, arrecadando U$ 505.702.588,00 com um orçamento de U$ 21 milhões. No Brasil o filme arrecadou U$17.041.632,00. No mundo foi o filme de maior bilheteria em 1990. O filme foi indicado a cinco Oscar e venceu dois, sendo os de Melhor Roteiro Original e Melhor Atriz Coadjuvante, para Whoopi Goldberg.

Curiosidades sobre o filme

A atriz Meg Ryan recusou o papel de Molly. Nicole Kidman chegou a fazer testes para o papel. Molly Ringwald também fez um teste para o papel mas perdeu para Demi Moore.

Bruce Willis, que na época era marido de Demi Moore, recusou o papel de Sam, pois achava que o filme não daria certo. Outros grandes atores, como Tom Hanks, Tom Cruise e Nicolas Cage foram reprovados para interpretar Sam.

Whoopi Goldberg só participou do filme graças à insistência de Patrick Swayze. Graças à sua atuação em Ghost, ela ganhou posteriormente o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

O filme foi exibido pela primeira vez na televisão aberta no Brasil, na Rede Globo, em Tela Quente – Especial, no dia 27 de dezembro de 1993. A audiência do filme foi histórica, chegando aos 56 pontos de Ibope, superando os índices da novela das oito da época, Fera Ferida, que a antecedeu na programação. Ghost entrou para a história, uma vez que nenhum outro filme registrou tamanha audiência até então, e nem posteriormente foi superado.

Cartaz do filme Ghost.
Cartaz do filme Ghost.

g2
Patrick Swayze e Demi Moore.

g3
Interior do Cine Lido.

g4
O Cine Lido atualmente.

g5
O Cine Lido atualmente.

g6
Esquina onde a fila dobrava há 24 anos.

Terminal Guadalupe

O Terminal Guadalupe, é um terminal de ônibus que fica no centro de Curitiba. Ele foi construído em 1956 e até 1972, ali funcionou a Rodoviária de Curitiba. Atualmente o terminal recebe linhas de ônibus que seguem para cidades da região metropolitana de Curitiba. O trânsito em volta dele é meio caótico e os ônibus ajudam a piorar a situação.

Passam diariamente pelo Terminal Guadalupe, cerca de 270 mil pessoas. A região do terminal é desvalorizada e perigosa, principalmente à noite. Em suas redondezas existe tráfico de drogas e prostituição a luz do dia. Assaltos no local são frequentes e já foram registrados assassinatos dentro do terminal.

Em frente ao terminal, na Praça Senador Correia, situa-se a Igreja Nossa Senhora de Guadalupe. A Igreja é bastante procurada, pois nela são realizadas missas do conhecido padre Reginaldo Manzotti. Calcula-se que em média mil pessoal assistem diariamente as missas na Igreja Nossa Senhora de Guadalupe.

O terminal dispõe de serviços como salão de cabeleireiros, farmácia, minimercado, mercearia, doceria, confecções e utilidades domésticas, lanchonete, banca de revistas, laticínios, bicicletaria, frutas e verduras, aviário e pipoca.

O Terminal Guadalupe é tão conhecido e importante dentro da cidade de Curitiba, que até uma banda de rock foi batizada como o nome do terminal. Hoje a banda não existe mais, mas deixou sua marca ajudando a preservar a história do Terminal Guadalupe.

Eu fui usuário do Terminal Guadalupe no ano de 1994, quando morava na cidade de Pinhais e trabalhava em Curitiba. Diariamente desembarcava no terminal pela manhã e à noite voltava ali para pegar o ônibus de volta para casa. Também lembro de algumas paqueras que utilizavam os ônibus do terminal e que muitas vezes eu tinha que acompanha-las até o local. E nas noites frias de Curitiba, a melhor maneira de esperar o ônibus era abraçadinho para esquentar o corpo. Então tenho boas lembranças do Terminal Guadalupe!

Antiga foto do Terminal Guadalupe.
Antiga foto do Terminal Guadalupe.

Vista aérea do Terminal Guadalupe.
Vista aérea do Terminal Guadalupe.

Terminal Guadalupe (agosto/2010).
Terminal Guadalupe (agosto/2010).

Terminal Guadalupe (agosto/2010).
Terminal Guadalupe (agosto/2010).

Terminal Guadalupe (agosto/2010).
Terminal Guadalupe (agosto/2010).

Terminal Guadalupe (abril/2015).
Terminal Guadalupe (abril/2015).

Terminal Guadalupe (abril/2015).
Terminal Guadalupe (abril/2015).

Banda Terminal Guadalupe.
Banda Terminal Guadalupe.

Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Um lugar que gosto de visitar em Curitiba é a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Ela fica meio escondida, em frente à Praça Rui Barbosa e ao lado da Paróquia Bom Jesus dos Perdões. O local é de paz e o pessoal costuma passar por ali para rezar e acender velas. Também existem na Gruta, muitas placas de agradecimento por graças concedidas. Algumas dessas placas são bem antigas.

Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Diz o livro de Crônicas da Paróquia Senhor Bom Jesus que a Gruta de Lourdes, existente no pátio da Igreja Bom Jesus, foi construída pela Ordem Franciscana Secular em comemoração de seu sétimo centenário.

No dia 18 de setembro de 1921, a Ordem Franciscana Secular, Frei Engelke, diretor e pároco do Bom Jesus, após a recepção de 24 noviços, e o Apostolado da Oração, dirigiram-se em procissão à Catedral, a fim de buscar as imagens de Nossa Senhora de Lourdes e de Bernardete, que na véspera tinham chegado da Alemanha. Foram as imagens bentas na Catedral. O bispo diocesano Dom João Fr. Braga e o bispo de Ribeirão Preto, Dom Alberto Gonçalves, e grande multidão de fiéis acompanharam a procissão até a Gruta de Lourdes, onde as imagens foram colocadas em seus devidos lugares. Foi, então, celebrada a Missa na Capelinha da Gruta e dada a bênção do Santíssimo. Diz o cronista em 1921, que “grande é o número de fiéis que diariamente saúdam na Gruta a Virgem Imaculada, trazendo-lhe flores depositando-lhe aos péis os seus pesares, para obter da Mãe de Deus consolo e coragem para a luta da vida”.

Fonte: www.franciscanos.org.br

IMG_2654IMG_2655

A Curitiba perdida!

Quando criança estive muitas vezes em Curitiba, ou de passagem, ou visitando meus avós que moravam perto do Terminal do Boqueirão. Em 1989 acabei indo servir ao Exército em Curitiba, e passei dois anos no quartel do 20° BIB, no Bacacheri. Depois que saí do Exército, acabei ficando em Curitiba. Entre 1991 e 2010, me mudei de Curitiba três vezes e acabei voltando. Nesse período a maior ausência da cidade foi de um ano, entre 2002 e 2003, período em que vivi nos Estados Unidos. Em agosto de 2010, mudei novamente de Curitiba e dessa vez pensando em não voltar mais. E mesmo vivendo distante, sempre dava um jeito de passar uns dias em Curitiba, revendo amigos e a própria cidade, visitando locais que eu gostava, comendo em lugares que eu adorava.

Mas aos poucos meu amor por Curitiba foi diminuindo. Vivendo fora da cidade, em cada visita a Curitiba era mais fácil perceber as mudanças, as transformações que a cidade sofria. E o que vi foi uma Curitiba decadente. O glamour de outrora se esvaiu, aquela Curitiba provinciana e simpática que eu conhecia já não existe mais. No lugar existe uma Curitiba feia, suja, violenta, com trânsito caótico, uma cidade que cresceu demais em pouco tempo e por culpa disso perdeu qualidade. E tal mudança para pior não foi algo que ocorreu do dia para noite. Tal mudança foi lenta, mas quando se mora num lugar, devido a correria do dia a dia você acaba não percebendo tais mudanças.

Como morador de Curitiba, eu costumava andar pelo centro da cidade e não olhava para cima, ou para os lados. Não prestava atenção ao meu redor, ao que acontecia à cidade. Hoje como turista, toda vez que vou a Curitiba tenho um olhar diferente, onde observo mais a cidade e consigo perceber as mudanças. Cada vez que vou a Curitiba, paro num local e fico tentando lembrar o que existia antes ali, que comércio existia, que casa antiga foi demolida. É mais fácil observar tais mudanças sendo um “estrangeiro” na cidade do que sendo morador, pois esse na correria do cotidiano não tem tempo de parar e observar as transformações pelas quais a cidade passa. Muitas vezes tais transformações acontecem lentamente e de forma quase imperceptível.

Na última visita a Curitiba, me espantei com a quantidade de ambulantes vendendo coisas na Rua XV. Em alguns locais era quase impossível caminhar em razão da rua estar tomada por produtos à venda. E outro espanto foi ao parar para esperar a chuva passar na esquina da Rua XV com a Monsenhor Celso. Era começo de noite e diversas pessoas fumavam maconha e traficavam naquele local na maior tranquilidade. Confesso que fiquei com medo de ser assaltado, pois teve um grupo de pessoas que começou a olhar demais para mim. Então optei por seguir caminhando na chuva e sair daquele local. Justo a Rua XV, local por onde gostava de caminhar a noite, ou me sentar num banquinho e ficar observando a cidade e as pessoas, agora se transformou em terra de ninguém, em um lugar perigoso.

Sei que não gosto nem um pouco da Curitiba que existe hoje! Talvez por isso que faz mais de um ano que não coloco os pés na cidade. Sinto saudades da Curitiba dos anos setenta, oitenta e noventa. Já a Curitiba do ano dois mil, para mim não faz nenhum pouco de falta ou inspira saudade. E não vejo perspectiva de melhora para Curitiba. Ao meu ver a tendência é que Curitiba fique cada vez mais decadente e eu fique cada vez mais ausente da cidade.

v1
Praça Tiradentes.

v9
Rua Riachuelo.

v10
Rua XV de Novembro.

v11
Bondinho.

v2
Rua Monsenhor Celso.

v6
Estação Tubo.

v3
Rua Barão do Cerro Azul.

v7
Avenida Sete de Setembro.

v8
Praça 19 de dezembro.

v4 (2)
Galeria Júlio Moreira.

v5
Antigo Cine Bristol.

 

Túnel do Tempo: Primeiros Socorros

A foto desse Túnel do Tempo é de novembro de 1998. Ela foi tirada no trem que seguia de Paranaguá a Curitiba. Uma funcionária da Serra Verde Express estava limpando meus ferimentos e fazendo curativos em mim. Eu tinha subido pela primeira vez o Pico do Marumbi e na descida errei a trilha, escorreguei e caí nas pedras, ficando pendurado na borda de um penhasco. Consegui evitar de cair no precipício, me arrastando pelas pedras e segurando em alguns pequenos galhos.

Evitei um acidente mais grave, mas me cortei e me esfolei bastante, inclusive tendo parte de minha roupa rasgada. Após o susto consegui descer o restante da trilha e pegar o trem rumo a Curitiba. Ao me ver todo ensanguentado e machucado, a moça da foto veio prestar os primeiros socorros. Não lembro o nome da moça e nem lembro do rosto dela. Mesmo assim serei eternamente agradecido pelos cuidados que teve comigo.

Primeiros socorros no trem. (novembro/1998)
Primeiros socorros no trem. (novembro/1998)

Demolição da Fábrica da Mate Leão

No tempo em que morei em Curitiba, costumava caminhar ou andar de bicicleta pelo bairro Rebouças. Esse bairro durante mais de um século foi a área industrial de Curitiba. Algumas industrias ainda permanecem no local, mas a maioria mudou-se dali. Para mim andar por essa parte do Rebouças, era como viajar ao passado. O local tinha um ar diferente… Sei lá! Difícil explicar a sensação que eu tinha quando passava pelas velhas construções. A sensação era de que naquele lugar Curitiba tinha parado no tempo.

Os prédios onde funcionavam as antigas fábricas, muitos foram demolidos ou descaracterizados. E um desses casos é a demolição da sede histórica da Matte Leão. A indústria ocupava mais de um quarteirão na altura das avenidas Getúlio Vargas com João Negrão. O terreno de 16,3 mil metros quadrados foi vendido pela família Leão para a Igreja Universal do Reino de Deus, no início de 2010. No local será construída uma nova Catedral da Fé.

A Matte Leão foi criada em 1901 e funcionou durante mais de um século no bairro Rebouças. Em 2007 foi vendida para a Coca-Cola e posteriormente sua fábrica foi transferida para o município de Fazenda Rio Grande. O prédio do Rebouças ficou abandonado durante um tempo, até ser vendido para a Igreja Universal, por cerca de R$ 7 milhões. Mesmo sendo um prédio histórico, não era considerado unidade de preservação e isso possibilitou sua venda e posterior demolição.

História

A Leão Junior foi fundada em maio de 1901 por Agostinho Ermelino de Leão Junior, tornando-se protagonista do Ciclo da Erva-Mate, a principal riqueza do estado no século XIX e que foi determinante para a independência do Paraná da província de São Paulo. Não é portanto por acaso que as folhas de erva mate estão na bandeira do Paraná.

Com a morte de Agostinho em 1908, sua viúva, Maria Clara de Abreu Leão, toma a frente dos negócios em fevereiro de 1908, assumindo uma posição rara para mulheres na época. Em 1926 a Leão concluía a construção do prédio no bairro Rebouças. A fábricca contava inclusive com um ramal ferroviário que permitia o escoamento da produção diretamente para o Porto de Paranaguá.

Em 1938 a empresa cria um ícone do imaginário paranaense: o chá Matte Leão, na época em latas. Dessa época vem os slogans: “Já vem queimado” e o nacionalmente conhecido “Use e Abuse”. Em 1969 é lançado o Matte concentrado em garrafas. Em 1973 surgem os saches de chá Matte Leão nos sabores natural e limão.

Em 1983 lança a sua linha de chás de ervas, antecipando-se a moda das bebidas naturais, nos sabores camomila, cidreira, erva-doce, boldo, hortelã, frutas, flores e também, o chá preto. Em 1987 nasce outra sucesso: o Matte Leão pronto para beber em copinhos (alguém se lembra da propaganda na praia com a música: “Olha o Matte! Matte Leão!!”?). O produto em princípio focado no mercado carioca, rapidamente alcançou o Brasil todo.

Em 2003 inaugura sua fábrica no Rio de Janeiro. Tendo a posição de liderança nacional no seu ramo, a centenária empresa paranaense é vendida para a Coca-Cola do Brasil, rebatizando suas linhas por Chá Leão, ganhando o mundo. Em 2009 a nova fábrica na Fazenda Rio Grande é inaugurada, desativando definitivamente a fábrica no Rebouças, selando seu triste destino nas barbas de todos que viveram essa história de dentro ou como consumidores e nas barbas dos que deveriam proteger um patrimônio da história política e social do Paraná, quer por conivência, distração ou desinteresse.

Fonte: www.circulandoporcuritiba.com.br

Antigas latas de Matte Leão.
Antigas latas de Matte Leão.

Matte Leão, anos 20/30.
Matte Leão, anos 20/30.

Matte Leão, anos 2000. (Foto: Washington Takeuchi)
Matte Leão, anos 2000. (Foto: Washington Takeuchi)

Industria antes da demolição. (Foto: Washington Takeuchi)
A fábrica antes da demolição. (Foto: Washington Takeuchi)

Matte Leão após demolição. (Foto: Gazeta do Povo)
Matte Leão sendo demolida. (Foto: Gazeta do Povo)

Demolição da Matte leão. (Foto: Washington Takeuchi)
Demolição da Matte leão. (Foto: Washington Takeuchi)

Bosque do Papa

Inaugurado em 1980, logo após a visita do Papa João Paulo II a Curitiba, o Bosque do Papa, como é mais conhecido, envolve uma área de 48 mil m², onde existia uma antiga fábrica de velas. É cortado pelo rio Belém e inclui uma reserva de mata atlântica, com mais de 300 araucárias. Um ambiente agradável acolhe os visitantes do Bosque.

O Memorial da Imigração Polonesa, em Curitiba, está instalado nas clareiras do Bosque. Reconstitui-se o ambiente em que viveram os pioneiros imigrantes poloneses, que chegaram em Curitiba por volta de 1871. É um museu ao ar livre que traduz a luta, as crenças, as tradições e estilo de vida daqueles imigrantes.

Sete casas construídas pelos poloneses, com troncos de pinheiro encaixados, foram transportadas do entorno de Curitiba para o Bosque. Calçadas de pedra, equipamentos e utensílios usados pelos poloneses, como uma carroça e uma pipa de azedar repolho, são expostos para visitação.

Realiza-se anualmente, no Bosque do Papa, eventos culturais de tradição polonesa, como a Swieconka (Benção dos Alimentos), no Sábado de Aleluia e a festa de Nossa Senhora da Czestochowa, em agosto.

A Casa dos Troncos, uma construção de imigrantes poloneses de 1883, doada e relocada para o Bosque, foi transformada na Capela de Nossa Senhora de Czestochowa, em homenagem à padroeira da Polônia.

O Bosque também conta com trilha ecológica, ciclovia, palco, loja de artesanato e uma casa de chá, ao estilo polonês.

Fonte: www.curitiba-parana.net

591 - BOSQUE DO PAPA 01.01.2010 IMG_2719 IMG_2724 IMG_2727 IMG_2729 IMG_2733 IMG_2736 IMG_2741

Túnel do Tempo: Kart indoor

Essa foto é de meados do ano 2000. Na época era moda corridas de kart indoor e em Curitiba existiam vários locais para tal prática esportiva. Vez ou outra eu costumava correr de kart e até que era um bom piloto. Tinha uma tática boa, principalmente na tomada de tempo, quando os demais corredores ficavam se matando entre si e eu largava por último e ia devagar na primeira volta, até ter pista livre e fazer um bom tempo. Em todas ás vezes que corri larguei na pole position, graças a tal tática.

No dia dessa foto também saí na pole e na corrida disputei a liderança com meu amigo Mauricio Arruda. Mas na última volta tive um momento de Rubens Barrichello, onde a tampa do combustível caiu e a gasolina vazou, caindo no pneu do kart e me fazendo rodar na pista. Daí o Mauricio me ultrapassou e venceu a corrida! E além de ser derrotada na última volta, ainda fiquei todo sujo de gasolina e com as costas um pouco queimada por culpa da gasolina quente que espirrou em mim. Como compensação a dona da pista me deu dois ingressos grátis, mas dali uns dias quando fui utilizá-los, a pista de kart tinha fechado. Depois desse dia nunca mais corri!

E desse dia lembro bem do Marcelo Romeiro, que passou mais tempo batendo nos pneus e rodando na pista, do que propriamente correndo. Nunca vi um corredor de kart fazer tantas barbeiragens…

A7
Kart indoor. (Curitiba/2000)

26 anos da CCS 20 BIB de 1989

Ontem, 13 de fevereiro foi aniversário de vinte e seis anos de incorporação da CCS do 20° BIB, de 1989. Naquela manhã nublada de vinte e seis anos atrás, 75 rapazes passaram a fazer parte da gloriosa Companhia de Comando e Serviço do 20° Batalhão de Infantaria Blindado. Nesse dia muitos destes rapazes começaram a moldar de forma definitiva seu caráter, se tornaram homens. Fui um dos 75 rapazes que fizeram parte da CCS de 1989. Acabei ficando dois anos no Exército e até hoje lembro com carinho e saudade dos muitos amigos que lá fiz, alguns que se tornaram verdadeiros irmãos.

Curitiba, 13/02/1989.
Curitiba, 13/02/1989.

CCS1odia a diaboina preta

MON – Museu Oscar Niemeyer

Histórico

A história do museu teve início em 1967 quando o arquiteto Oscar Niemeyer projetou o que é hoje o prédio principal, inaugurado somente em 1978 e então chamado de Edifício Presidente Humberto Castelo Branco. Em 2001, 23 anos depois de sua inauguração, as autoridades do Estado decidiram transformar a generosa área em museu e, em 22 de novembro de 2002, o edifício deixou de ser sede de secretarias de Estado para se transformar no, inicialmente batizado, Novo Museu.

O prédio passou por adaptações e ganhou um anexo, popularmente chamado de Olho, ambos de autoria do reconhecido arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.

Estrutura do complexo do MON

O prédio principal, distribuído em três pisos – subsolo, térreo e primeiro pavimento –, tem estilo moderno e é totalmente estruturado a partir de linhas retas. A estrutura do prédio é de concreto protendido, que permite vencer os grandes vãos da edificação com um enorme arrojo estrutural. A Torre, também conhecida popularmente como “Olho”, totaliza o complexo com seus quatro andares de espaço para exposições.

Além das salas expositivas, a estrutura também dispõe de um auditório, com capacidade para 372 pessoas sentadas; um ambiente exclusivo para realização de eventos externos para 500 pessoas; o MON Loja, com produtos personalizados com a marca do Museu e o MON Café, um ambiente aconchegante para alimentação, encontro e lazer.

O Museu conta ainda com 316 vagas nos dois estacionamentos térreos, um frontal – acessado pela Rua Marechal Hermes – e outro localizado na parte de trás – com acesso pela Rua Manoel Eufrásio.

Térreo

Na extremidade Norte, está a bilheteria, o MON Café e a MON Loja. Na parte Sul, localiza-se a entrada do Museu e o espaço para o Salão de Eventos.

Primeiro Piso

Com nove salas expositivas, o primeiro piso abriga a maioria das exposições. O ambiente pode ser acessado por meio de escadas, rampas e elevador, facilitando o trânsito de portadores de deficiências.

Subsolo

Neste nível se encontra a exposição permanente de projetos, fotos e maquetes de obras do arquiteto, batizado de Espaço Niemeyer, o Pequeno Auditório, além da sala expositiva Galeria Niemeyer, as salas administrativas, o Espaço da Ação Educativa, onde são realizados cursos e oficinas, o Pátio das Esculturas, que abriga a exposição permanente de algumas obras que pertencem ao acervo do Museu , o Centro de Documentação e Referência, o Laboratório de Conservação e Restauro e a Reserva Técnica. Este último setor é equipado com móveis especiais para a adequada acomodação da coleção do acervo como trainéis, mapotecas e armários deslizantes.

Anexo

Instalado à frente do edifício principal e internamente ligado a ele por um túnel, o anexo reconhecido pela denominação de Olho, tem 30 metros de altura e é composto por quatro pavimentos. O salão principal possui cerca de 1,5 mil metros quadrados para exposições e ainda completam a estrutura o Espaço Araucária e o miniauditório.

Fonte: http://www.museuoscarniemeyer.org.br/

MON

IMG_2743 IMG_2771 IMG_2779 IMG_2783 IMG_2803

Museu Alfredo Andersen

O Museu Alfredo Andersen (MAA), é uma instituição administrada pelo poder público estadual, vinculada a Coordenadoria do Sistema Estadual de Museus (COSEM) da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná (SEEC-PR). Tem sua origem na “Sociedade de Amigos” criada por pessoas que conviveram e admiravam Alfredo Andersen. Essa Sociedade, instituída em 3 de novembro de 1940, tinha por objetivo primeiro criar na edificação onde Andersen viveu e trabalhou como artista e educador (localizada na Rua Mateus Leme, número 336, do bairro São Francisco), uma unidade museológica para preservação de sua obra e para dar continuidade aos seus ideais. Tomando por base o desejo dessa Sociedade, em 1947 o Deputado Estadual Rivadávia Vargas formalizou proposta ao Poder Público para início de um processo de desapropriação do imóvel para ser utilizado na preservação da memória de Andersen. Essa proposição foi concretizada em 1959, com a abertura da “Casa de Alfredo Andersen – Escola e Museu de Arte”. Finalmente, em 1979, essa instituição passou a ser denominada “Museu Alfredo Andersen”.

O edifício que hoje é a sede do Museu Alfredo Andersen remonta ao final do século XIX. Esta é uma edificação eclética, com características do estilo neoclássico desenvolvido pelos imigrantes alemães que se fixaram em Curitiba. Composta de dois pavimentos e confeccionada em alvenaria de tijolos, possui uma fachada principal simétrica, na qual se destacam os elementos decorativos bastante estilizados, uma pequena varanda de peitoril metálico, e a placa alusiva a Alfredo Andersen criada por João Turin. Antes de se tornar a sede do Museu Alfredo Andersen, essa edificação abrigou diferentes instituições. Foi originalmente construída para o funcionamento de uma sociedade recreativa alemã; depois transformou-se na residência, atelier e escola de artes de Alfredo Andersen, e de 1935 a 1964 foi a residência, atelier e escola de artes de seu filho, Thorstein Andersen. Durante anos Thorstein manteve as funções do espaço estabelecidas por seu pai, mas ampliou a edificação para se tornar mais apta as suas próprias necessidades. Essa edificação, desapropriada e restaurada parcialmente em 1959, só foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1971. Entre 1988 e 1989 foi totalmente restaurada e ganhou o aspecto que mantém até hoje.

Assim como Alfredo Andersen é uma personalidade de destaque na história da arte do Paraná, o Atelier de Arte do Museu Alfredo Andersen e o do Centro Juvenil de Artes Plásticas o são na história do ensino de artes nesse estado. Isso porque esses dois centros de educação, durante todos os anos de suas existências, têm estado à frente de atividades de ensino e discussões sobre arte, e porque entre aqueles que foram seus alunos ou docentes encontram-se personalidades de relevância para a história da cultura paranaense.

Biografia

Alfred Emil Andersen nasceu em Christianssand, capital do condado de Vest-Agder, sul da Noruega, em 3 de novembro de 1860, como o único filho homem dentre os cinco do casal Tobias Andersen e Hanna Carina Andersen. Sua formação artística se deu toda na Europa, em ateliês particulares da Noruega e Dinamarca, e na Academia Real de Belas Artes de Copenhagen, tendo sido aluno de artistas e decoradores de destaque em seu tempo como Wilhelm Krogh e Carl A. Andersen.

Entre as décadas de 1880 e 1890, Andersen atuou como artista profissional na Noruega e na Dinamarca, desempenhando atividades de pintor (realizando mostras individuais em Oslo e Copenhagen), professor, cenógrafo e jornalista. Aqueles eram anos conturbados no norte da Europa, particularmente para a Noruega, que após anos de dominação dinamarquesa e sueca conquistava sua independência política e cultural. Um grande movimento nacionalista e de busca por elementos que caracterizassem a identidade norueguesa impulsionou a criação artística, e definiu essas décadas como uma das mais profícuas nas artes na Noruega. É nesse contexto que encontramos aqueles que são considerados alguns dos maiores artistas noruegueses: o compositor Edvard Grieg (1843-1907), o dramaturgo Henrik Ibsen (1828-1906) e o escritor Knut Hamsun (1859-1952). Andersen foi impregnado por esse espírito nacionalista romântico e enriquecido nele pelos contatos que teve com Hamsun e com o pintor regionalista Olaf W. Isaachsen (1835-1893). Sendo filho de um capitão da marinha mercante, Andersen teve a oportunidade de visitar vários locais do mundo, e devido a essa facilidade em 1889 foi enviado a Paris para fazer a cobertura jornalística do Salão Oficial de Belas Artes, no ano em que a Torre Eiffel foi inaugurada como um marco da Exposição Universal de Paris.

Em 1892, após um longo período de viagens pela Europa e América, Andersen desembarcou no Paraná, fixando residência em Paranaguá, num período tenso da história do Brasil, marcado pela consolidação do regime republicano, e por motins e levantes populares como a Revolução Federalista. Apesar do desconhecimento da língua portuguesa e das diferenças culturais, Andersen se adaptou a sociedade brasileira. Primeiramente se estabeleceu no litoral do Paraná, e lá residiu por cerca de dez anos, vivendo da feitura de retratos sob encomenda e de decorações cênicas para casas. Aos quarenta e dois anos, pouco tempo após casar com a parnanguara Anna de Oliveira (1882-1945), Andersen mudou-se para Curitiba. Na capital do Paraná abriu um atelier na Rua General Deodoro (atual Marechal Deodoro) no espaço antes ocupado pelo fotógrafo alemão Adolpho Volk. Nos anos em que manteve seu atelier nesse local, Andersen retomou suas atividades profissionais mais próximo o possível ao que fazia na Europa, realizando exposições individuais de seu trabalho, participando de mostras coletivas, e retomando seu papel como professor de desenho e pintura. Naqueles anos Andersen também buscou incentivar o desenvolvimento do mercado de obras de arte, entretanto, Curitiba ainda se encontrava muito aquém das localidades por onde havia passado. Esta era uma cidade em processo de implantação de infra-estrutura urbana (poucas ruas com pavimentação, com fornecimento deficitário de luz elétrica, onde o transporte de pessoas, bens e produtos era feito basicamente por tração animal), cuja população se dividia entre agricultores (imigrantes de diferentes etnias assentados em colônias), comerciantes (que negociavam muitos produtos vindos de outras localidades), industriais (relacionados ao processo de produção de mate e produtos alimentícios, ou à indústria gráfica e metalúrgica), políticos, religiosos, profissionais liberais e manufatureiros.

Na década de 1910, Andersen, então pai de três filhos, alargou seu campo de atuação. Passou a lecionar desenho em instituições de ensino formal da cidade, como a Escola Alemã, o Colégio Paranaense, e a Escola de Belas Artes e Indústrias (primeira instituição voltada para o ensino de técnicas artísticas aberta no Paraná e que em 1893 causou grande impacto em Andersen). Além disso, estreitou seus laços com o Governo do Estado, executando o primeiro projeto para o brasão do Estado do Paraná. Naquela década, mais precisamente em 1915, um ano após o nascimento de sua última filha, Andersen mudou seu atelier-escola para a edificação em que hoje se encontra o Museu Alfredo Andersen, localizada na então Rua Assunguy, atual Mateus Leme.

Nos anos que seguiram aos daquela década o trabalho de Andersen como pintor, educador e agente cultural foi extremamente rico, e sua reputação profissional se solidificou, demonstrando como a classe burguesa que se estabelecia em Curitiba mantinha um gosto enraizado nas tradições artísticas européias do século XIX. Em 1927, Andersen retornou à Noruega numa viagem de visita a família e amigos, reencontrando seu antigo professor Wilhelm Krogh. Apesar de receber um convite do governo norueguês para ficar e dirigir a Escola de Belas Artes de Oslo, Andersen declinou e retornou ao Brasil. Os últimos anos de vida de Andersen foram marcados pelo reconhecimento e por homenagens, como o título de “Cidadão Honorário de Curitiba” que recebeu em 1931 da Câmara Municipal de Curitiba. O pintor, já então chamado de “Alfredo” Andersen, faleceu em Curitiba no dia 9 de agosto de 1935.

FONTE: http://www.maa.pr.gov.br/

AA
Alfredo Andersen.

Fachada do  Museu Alfredo Andersen.
Fachada do Museu Alfredo Andersen.

Museu  Museu Alfredo Andersen.
Museu Alfredo Andersen.

3

Interior do Museu.
Interior do Museu.

Objetos originais de Alfredo Andersen.
Objetos originais de Alfredo Andersen.

Obras em exposição.
Obras em exposição.

8
Quadros em exposição.

10
Detalhe do interior do prédio do Museu.

9
Quadro: Intimidade II.

Exposição em homenagem a Sergio Bonelli

Até o próximo dia 25 estará em exibição no Solar do Barão, em Curitiba, uma exposição em homenagem a Sergio Bonelli. O famoso editor italiano faleceu ano passado, aos 79 anos. Sergio Bonelli era apaixonado pelo Brasil e esteve aqui algumas vezes. Tinha predileção pela Amazônia, onde conheceu profundamente os costumes locais e teve inspiração para criar o personagem Mister No. Na exposição em Curitiba estão obras de diversos artistas, feitas como tributo após a morte de Sergio Bonelli. Também estão expostas fotos de Bonelli nos anos 70, visitando a Amazônia.

Enterro de Sergio Bonelli.

Sergio Bonelli na Amazônia, nos anos 70.

Ezequiel e Vander.

Sessão Dupla

Em minha recente e rápida passagem por Curitiba, aproveitei para fazer algo que fazia com frequência nos tempos em que morava por lá. Assisti sessão dupla de cinema no Shopping Estação. Sempre gostei de cinema e muitas vezes quando a qualidade dos filmes e os horários permitiam, eu assistia sessões duplas e às vezes até sessões triplas em algum shopping curitibano.

Dessa vez minha sessão dupla de cinema foi com dois filmes nacionais, sendo uma comédia muito boa chamada “Até que a Sorte nos Separe” e o outro filme foi “Gonzaga de Pai pra Filho”, que conta a história dos falecidos cantores Luis Gonzaga e do seu filho Gonzaguinha. Esse filme me surpreendeu, pois achei muito bom e bem feito. E notei que mais da metade da plateia era de mulheres acima dos cinquenta anos. Como gosto de sentar bem na frente na sala de cinema, teve um momento quase no final do filme onde olhei para trás e vi muita gente chorando, inclusive alguns homens. Os dois filmes são bons, vale a pena assisti-los!

Gibicon nº 1

Estive em Curitiba participando da Gibicon nº 1, uma feira de quadrinhos. Ano passado aconteceu a Gibicon nº 0, que foi um evento experimental e que devido ao sucesso parece que será permanente daqui para frente. Dessa vez pude rever alguns amigos que também gostam de quadrinhos e fazer novos amigos.  Participei de eventos relacionados somente aos quadrinhos italianos da Editora Bonelli, que são os meus quadrinhos favoritos. Participei de uma palestra sobre os quadrinhos Bonelli na Itália e visitei uma mostra dedicada ao editor Sergio Bonelli, que faleceu ano passado. Também participei de uma homenagem ao Sergio Bonelli. Essa homenagem foi meio que uma palestra onde pessoas que conheciam o Sergio Bonelli falaram sobre ele, contaram histórias que viveram junto com ele. Um momento emocionante foi quando o Júlio Schneider (tradutor das revistas Bonelli no Brasil) ao contar sobre sua amizade com o Sergio Bonelli, acabou se emocionando e chorando. O argumentista italiano Moreno Burattini também esteve presente nessa homenagem e mostrou num telão fotos do Sergio Bonelli, inclusive a última foto que ele tirou (ao menos se acredita que seja a última!), durante uma feira de quadrinhos na Itália, dias antes de morrer. O último evento Bonelliano de que participei na Gibicon, foi assistir um documentário sobre o Sergio Bonelli. Esse documentário, com pouco mais de meia hora de duração, foi feito na Itália em 2010.

Fora os eventos relacionados aos personagens Bonelli, dei uma rápida olhada pelos vários estandes da Gibicon e comprei alguns gibis (Bonelli é claro!). Um gibi especial que comprei na Gibicon, foi o Zagor Gigante nº 1. Além de Zagor ser meu personagem favorito de quadrinhos, esse Zagor Gigante nº 1 traz publicado em suas contracapas os nomes de cem leitores de Zagor, inclusive o meu nome. E aproveitei para pegar o autógrafo do Moreno Burattini nessa revista, pois foi ele que escreveu a história publicada nesse Zagor Gigante.

Além do argumentista italiano Moreno Burattini, também estiveram presentes na Gibicon, outros dois italianos que trabalham para a Editora Bonelli. Um deles eu já conhecia, pois esteve no Brasil nos dois últimos anos. Trata-se do simpático desenhista de Tex, Fabio Civitelli. E o outro italiano foi o Roberto Diso, que também é desenhista da Editora Bonelli, mas dedica-se mais ao personagem Mister No. Foi uma experiência gratificante ter contato com estes três simpáticos italianos, que trabalham na criação de personagens de quadrinhos que leio e acompanho a mais de trinta anos.

Ano passado também estive na Gibicon e este ano deu para perceber que o evento aumentou e ficou mais organizando. Mas tamanha organização acabou atrapalhando em alguns momentos! Um exemplo foi no sábado pela manhã, no Paço da Liberdade. As oficinas e palestras estavam marcadas para começar às 10 horas, mas antes desse horário não permitiam que ninguém entrasse no prédio. Somente após as 10 horas é que todos puderam entrar e formar filar para pegar convites para as quatro palestras e oficinas que aconteceriam no mesmo horário. O chato é que do lado de fora tivemos que formar fila sob um sol escaldante. Outra pisada na bola da organização foi marcarem várias palestras no mesmo local e no mesmo horário. Isso fazia com que os participantes tivessem que escolher somente uma palestra, quando muitos queriam ver todas as palestras. O resultado foi que muitas palestras ficaram com pouco público. Se fizessem as palestras em horários diferentes, com certeza todas elas teriam um maior público presente.

E outra reclamação geral foi com relação às senhas para autógrafos. Teve um dia que distribuíram 30 senhas para determinados artistas e no dia seguinte somente 15 senhas. Isso fez com que muitas pessoas ficassem sem conseguir senhas e sem conseguir os autógrafos que queriam. E teve casos de pessoas que ficaram na fila das senhas para autógrafos e perderam a palestra que queriam assistir, pois tiveram que escolher estre pegar a senha do autógrafo ou assistir a palestra.

E teve também casos de palestras onde precisava enfrentar uma fila para pegar a senha. E na hora da palestra não tinha ninguém para recolher tais senhas na entrada do local da palestra. E teve uma palestra onde um monte de gente entrou sem senha e o segurança que estava na porta não falou nada. Daí quando fui entrar o segurança me barrou e me pediu a senha. Por sorte eu tinha a bendita senha! Só não entendi o critério do segurança em pedir senha para uns e não pedir para outros. Ou seja, o negócio todo foi meio confuso e espero que no próximo ano o pessoal da organização de uma melhorada no evento, pois senão fica difícil para quem participa. E vou pensar duas vezes antes de viajar 500 km para ir novamente à Gibicon!

O Ezequiel com sua senha para uma palestra.

Moreno Burattini, Vander, Roberto Diso e Fabio Civitteli.

Felipe, Vander, Nei, Diso, Ezequiel e Maldonado.

Gibicon nº 1

Marcos Maldonado (letrista) e Fabio Civitelli.

Vander e Júlio Schneider.

Gibicon nº 1

Ezequiel, Bira Dantas e Vander.

Uma personagem de carne e osso!! (Mais carne…)

Bira Dantas e o Gralha.

Homenagem/Palestra a Sergio Bonelli.

Vander, “Zagor” e Moreno Burattini.

Platéia do documentário sobre Sergio Bonelli.

Documentário sobre Sergio Bonelli.

Fabio Civitteli dando autógrafo na rua.

VÍDEO

[youtube=http://youtu.be/eZoQcDID5Nc]

Turista em Curitiba

Ver Post

Após quase duas décadas vivendo em Curitiba é estranho hoje em dia ir à Curitiba como turista. Essa semana passei dois dias em Curitiba e tive meus momentos de turista. É diferente isso, pois agora posso andar calmamente pelas ruas observando tudo, ouvindo os ruídos, sentindo os cheiros da cidade. Quando lá morava isso não era possível, pois quase sempre passava pelos locais com pressa, estressado, bravo com o trânsito caótico. Agora percebo melhor até as diferenças que acontecem na cidade, como prédios reformados, prédios demolidos, novas construções, lojas que mudaram. Em alguns casos tenho certa dificuldade em lembrar o que existia antes em certos lugares, pois as mudanças são tantas que a memória não consegue processar tudo adequadamente.

E pelo que tudo indica daqui para frente visitarei Curitiba somente como turista. Tenho organizado minha vida de uma forma a ficar definitivamente vivendo no interior. Estou feliz, passando por um momento muito bom e totalmente adaptado a minha nova vida. Gosto de Curitiba, mas meu tempo por lá já expirou. Prefiro mais a tranqüilidade de uma cidade interiorana do que a correria da cidade grande. Tenho boas lembranças, centenas de histórias e vários amigos em Curitiba. Mas daqui para frente à tendência é que eu vá cada vez menos à Curitiba e somente para passear, para curtir momentos de turista despreocupado.

Rua XV de Novembro. (16/04/2012)
Catedral em reformas. (16/04/2012)
Centro de Curitiba. (17/04/2012)
Praça Generoso Marques. (17/04/2012)
Universidade Federal do Paraná. (17/04/2012)

Stella Barros Turismo

Hoje está fazendo exatamente dez anos que saí da Stella Barros Turismo, franquia de Curitiba. Foi o melhor emprego que já tive, não em razão do salário, mas sim do ambiente, das pessoas que conheci lá, de tudo o que aprendi. Trabalhei na Stella Barros, de maio de 1993 até janeiro de 1998, e depois de janeiro de 1999 até janeiro de 2002. E saí de forma definitiva por que a agencia fecharia as portas, pois senão acho que estaria lá até hoje.

Na época em que trabalhei na franquia Stella Barros de Curitiba, a operadora Stella Barros era uma das maiores do Brasil, possuía cerca de cinqüenta franquias. Era operadora oficial da Copa do Mundo e Olimpíada, e o carro chefe de vendas eram os pacotes para a Disney. Eu que já gostava de viajar, depois que fui trabalhar na Stella Barros fiquei gostando ainda mais de viagens. Mesmo trabalhando na área administrativa aprendi muita coisa sobre pacotes e roteiros turísticos, companhias aéreas, reserva de hotéis, obtenção de vistos. Aprendi coisas que nos anos seguintes utilizei em viagens que fiz.

Trabalhei com muita gente legal na Stella Barros e foi lá que conheci o Mauricio, grande amigo até hoje, parceiro de muitas aventuras e desventuras pela vida afora e com quem depois também trabalhei junto no Colégio Medianeira de Curitiba. Outros amigos inesquecíveis que lá conheci foram: Consuelo Zardo, Marcelo Romeiro, Paulinha Pasqualine, Sheila Watanabe, Inês Santeti, Marli, Dora, Newton e Ricardo Bayel. E as donas da agencia; Kate e Silvia, com as quais aprendi muita coisa, tanto na área profissional quanto na pessoal e principalmente adquiri uma grande carga cultural, pois ambas eram cultas, viajadas e inteligentes. Então os anos que passei trabalhando para elas foram de intenso aprendizado. E do que mais sinto saudade dessa época, foram dos seis anos que morei nos fundos da agência, numa casa/garagem. E essa casa/garagem tem muitas histórias boas, engraçadas e inesquecíveis. Muita coisa legal acontecia ali nas noites frias de Curitiba e nos finais de semana tranqüilos do bairro Batel. Pena que aquela época não volta mais…

Casa onde a Stella Barros de Curitiba funcionou entre 1993 e 2002.

Confraternização de final de ano. (1994)

Vander, Sheila e Raquel. (1995)

Vander e Ricardo. (1995)

Festinha surpresa no meu aniversário de 26 anos. (1996)

Newton, Paulinha, Marcia, Vander e Mauricio. (1997)

Marcelo, Mauricio e Vander. (2000)

Consuelo e Vander, Tampa - USA. (2002)

A casa/garagem de boas recordações. (foi demolida em 2003)

História de Natal curitibana

Ao fazer visitas pela cidade, me deparei com o Seu Celso e D. Maria, moradores de rua por pressão, pois foram despejados e enganados por pessoas que venderam sua casa e nunca lhes entregaram o dinheiro. Recebem ajuda de uma igreja que ás vezes paga uma noite em um hotel pra eles. Mas há 1 mês adotaram o Rex, que foi abandonado, empurrado de um “carrão de gente rica”, “não tive tempo de anotar a placa, senão ia levar na polícia, pois sei que isso é crime” disse o Sr sorridente e simpatia em pessoa, desde então não se hospedam mais no hotel que vez ou outra certa igreja paga. “Veja bem moça, se formos ficar na cama quentinha, não podemos levar o Rex, e ele tá tão triste que nem quer comer a ração”. Sim, Seu Celso compra ração pro rex com a venda das latinhas que cata, assim é que os 3 se alimentam diariamente. E a única coisa que eles querem é um emprego de caseiro, pois possuem habilidades para tal serviço, e Seu Celso tem carteira de motorista em ordem. Seu Celso, D. Maria e o Rex, passam os dias na praça do Atlético, este ponto de ônibus que os encontrei é o da Av. Iguaçu, bem em frente á praça. Ajudei como pude, na alimentação daquela tarde véspera de Natal, mas eles precisam mesmo é de um trabalho com moradia…

Fonte: Pet Sitter – Babás de animais (via Facebook)

Curitiba noturna

Estive em Curitiba nas duas últimas semanas e entre outras coisas, aproveitei para fazer caminhadas noturnas pelo centro da cidade. Isso era algo que eu fazia muito quando morava em Curitiba, principalmente nos anos em que vivi no centro da cidade. Adorava sair andando sem rumo, indo de um canto a outro do centro, observando as pessoas e o movimento noturno. Sempre tomava o cuidado de não levar carteira, celular ou algum outro objeto de valor, pois costumava caminhar também por lugares perigosos do centro. Encantava-me observar os tipos noturnos da cidade, os boêmios, os bêbados, os drogados, os mendigos, as putas. Todos os personagens que vivem na noite curitibana, que circulam por suas ruas e igual ao Vampiro de Curitiba desaparecem ao nascer do dia.

Em minhas caminhadas noturnas sempre evitei o contato com as pessoas. Raramente era abordado por alguém, e quando isso acontecia preferia ficar em silêncio e seguir meu caminho. Sempre tive especial predileção por caminhar em noites frias, pois para mim a cidade tinha um aspecto diferente nessas noites, onde a quantidade de personagens noturnos é bem menor. Os ruídos da cidade, seu cheiro, o movimento de pessoas e carros, tudo é diferente durante a noite. É dessa Curitiba noturna e exótica que sinto saudades agora que vivo distante dela. Por isso que em minha recente visita a cidade, procurei fazer algumas caminhadas noturnas e reencontrar antigos lugares e personagens noturnos, bem como descobrir novos lugares e personagens. A cidade é mutante e mesmo que essa mutação ocorra num ritmo lento, quando se fica muito tempo ausente da cidade é mais fácil perceber tais mutações.

Iniciei essas caminhas noturnas no distante ano de 1993 e por muitas vezes me senti o próprio Vampiro de Dalton. Já outras vezes senti que estava sendo observado pelo Vampiro de Curitiba, escondido atrás de alguma janela da adormecida cidade.

Bondinho da Rua XV. (09/07/2011)

Catedral. (09/07/2011)

Praça Generoso Marques. (09/07/2011)

Paço da Liberdade. (09/07/2011)