Por culpa do excesso de chuva nos últimos dias, a bela e histórica cidade de Morretes está debaixo d’água. Morretes fica no litoral paranaense, aos pés da Serra do Mar e distante alguns poucos quilômetros das praias paranaenses. É uma cidade muito simpática e bonita, e uma das cidades de que mais gosto no Paraná. Espero que as chuvas não causem muitos danos a população local e as construções históricas da cidade.
Morretes antes da chuva.Morretes após a chuvarada dos últimos dias.
Um dos itens mais procurados nas festas de final de ano é o panettone. E nessa época do ano surgem diversos tipos e marcas de panettones para venda. A Folha de São Paulo reuniu uma equipe e testou os sete panettones campeões de vendas em supermercados e empórios de São Paulo. Desse teste/degustação saiu uma lista com os cinco melhores panettones e os dois melhores chocottones. Coincidentemente os dois melhores panetones são justamente os que mais gosto. Já chocottone eu dispenso, pois é algo que não consigo gostar.
Visconti foi considerado o melhor panettone.Bauducco, o segundo melhor panettone.Bauducco, o melhor chocottone.
Li no jornal que a famosa e gigantesca loja de brinquedos Toys “R” US, localizada na Times Square em Nova York, vai fechar as portas no início de 2016. Não seria nada de mais tal notícia, se não fosse o fato de eu ter visitado essa loja duas vezes e tê-la achado fantástica. E com certeza ela é a maior e melhor loja de brinquedos onde coloquei meus pés tamanho quarenta e um até hoje. A primeira visita à loja foi em 2003 e a segunda visita em 2011. Em ambas visitas não comprei nada, mesmo assim tais visitas foram marcantes.
A loja localizada na Times Square está fechando principalmente por culpa do aluguel, que fica na faixa de um milhão de dólares por mês. E mesmo tendo um movimento alto diariamente, principalmente de turistas do mundo todo, as vendas não justificam manter a loja aberta em tal endereço. O que ocorre é que a maioria dos turistas que visitam a loja fazem igual eu fiz, ou seja, não compram nada. Vão até a loja para conhecer, para tirar fotos e se encantar com o local. Mas manter uma loja que se tornou um ponto turístico e não vende tanto para justificar o pagamento do aluguel milionário do prédio, não é um bom negócio.
Mesmo fechando o famoso endereço na Times Square, que funciona no local desde 2001, a Toys “R” US continua sendo uma das mais importantes lojas de brinquedos dos Estados Unidos. Ela possui pouco mais de 1.500 lojas espalhadas pelo país, sendo treze somente em Nova York.
E vale lembrar que em julho de 2015 outra loja de brinquedos famosa em Nova York fechou as portas. A FAO Schwarz da Quinta Avenida fechou após 153 anos de funcionamento e tendo se tornado um ícone da cidade de Nova York. Muitos devem se lembrar do filme Quero Ser Grande (1988), onde o jovem Tom Hanks toca um piano de chão com os pés, no interior da loja. Da FAO Scharz tenho um jogo de xadrez, que mesmo não tendo sido utilizado há anos, serve de lembrança dos Estados Unidos e da famosa loja que não existe mais.
Interior da Toys “R”US.Interior da Toys “R”US.Entrada da antiga FAO Schwarz da Quinta Avenida.Tom Hanks no filme Quero ser Grande (1988).
Hoje foi dia de treinamento no Sebrae, junto com alguns colegas de trabalho e outras pessoas mais. Eu não estava afim de ir, pois achei que seria chato. Mas acabou sendo muito proveitoso e divertido.
A turma reunida com a Prof. Jane Eire (de laranja).
A morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: MORRER!!! A troco de que? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente… De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver. Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida… Perdoe… Dance… Sempre!!!
A imagem abaixo é uma imagem simbólica do American Dream (Sonho Americano) após a Segunda Guerra Mundial. A imagem mostra o ideal de fartura, a representação do progresso americano face ao mundo destroçado pela guerra.
Hoje será que essa imagem ainda faz sentido?
Vivemos um momento histórico em que assistimos a muitos imigrantes buscando chegar a Europa em busca de uma vida melhor, fugindo da guerra em seus países. E também estamos vendo muitos brasileiros desanimados com a crise petista dilmista, que assola o Brasil. Muitos destes brasileiros procuram se mudar para os Estados Unidos, buscando trabalho remunerado em dólar. Mas após a crise econômica de 2008, os Estados Unidos não comportam mais imigrantes, ou trabalhadores ilegais. Os norte americanos não consegue nem mesmo cuidar e dar emprego decente aos seus cidadãos mais pobres. Acho sue o Sonho Americano chegou ao fim!
Adoro sorvetes e desde que conheci os sorvetes da marca Häagen-Dazs, nos Estados Unidos em 2002, virei fã. A qualidade e o sabor do sorvete são excelentes e muito diferente dos sorvetes de marcas brasileiras, que possuem muita gordura e pouco leite. Depois que você provar um Häagen-Dazs não vai mais querer saber de outro sorvete.
Fiquei tão fã dos sorvetes Häagen-Dazs, que muitas vezes jantava ou almoçava sorvete. Trabalhei em um restaurante da rede Denny’s, em Orlando, e costumava passar às noites de trabalho tomando milk-sheik feito com Häagen-Dazs. Quando voltei a morar no Brasil senti muita falta dos sorvetes Häagen-Dazs. Somente anos depois é que a marca chegou ao Brasil, mas eram produtos importados e custavam muito caro, além de serem difíceis de encontrar. Então só comprava os sorvetes de vez em quando para matar as saudades. Em 2011 voltei aos Estados Unidos a passeio e aproveitei para tomar muito Häagen-Dazs. E de novidade encontrei muitos quiosques vendendo milk-sheik da Häagen-Dazs. Sei que me fartei de sorvetes!
Atualmente é fácil encontrar os sorvetes Häagen-Dazs no Brasil e até mesmo aqui em minha cidade, no interior do Paraná, se encontra o sorvete para vender em supermercados e alguns restaurantes. Mas os preços são proibitivos, pois os sorvetes continuam sendo importados e com a alta do dólar seu preço foi as alturas. Então somente de vez em quando me dou ao luxo de provar um delicioso sorvete Häagen-Dazs.
História do Häagen-Dazs
Häagen-Dazs é uma marca de sorvete norte americana, fundada por Reuben e Rose Mattus, no Bronx, Nova York, em 1961. Posteriormente, em 1983, foi vendida para o grupo The Pillsbury Company, que continuou inovando mas sempre mantendo a excelente qualidade, consolidando a empresa no mercado de sorvetes premium.
Contrário às aparências, o nome não é escandinavo. São simplesmente duas palavras feitas para parecerem escandinavas aos olhos americanos (de fato, os dígrafos “äa” e os “zs” são impossíveis em todas as línguas escandinavas). Isto é conhecido pelo marketing industrial como foreign branding, ou seja, marca estrangeira. Mattus incluiu um esboço do mapa da Escandinávia nas primeiras etiquetas, assim como os nomes de Oslo, de Copenhague e de Estocolmo, para reforçar o tema escandinavo. Um nome foi criado invertendo o nome de Duncan Hines (“Huncan-Dines”), um nome em potencial para promover o produto. Quando o negócio não se materializou o nome foi manipulado para soar escandinavo.
A forma de escrita do nome invocam os sistemas da soletração usados em diversos países europeus. O “ä” (um “a” com um trema) é usado na soletração das línguas alemãs, estónias, finlandesas, eslovacas e suecos, letras dobradas da vogal soletra vogais longas em estónio, em finlandês, em holandês, e ocasionalmente o alemão; e os zs correspondem a /ʒ/ (como na visão) em húngaro. Nenhuma destas convenções de soletração é usada para pronunciar o nome do produto americano, que tem um curto a, um g duro, e um som final de s. Um nome real próximo ao inexistente Häagen é o sobrenome Hagen (nome alemão, e nome de cidade alemã). Igualmente carrega uma semelhança ao Den Haag, que é “Hague” em Holandês. Dazs não significa qualquer coisa, mesmo em húngaro apesar do grafema dos “zs”, não tem nenhum significado. A palavra real mais próxima em húngaro é “darázs”, que significa a “vespa”.
Sorvetes Häagen-Dazs.Quiosque da Häagen-Dazs, no Premium Outlet, em Orlando – USA.Milk-sheik da Häagen-Dazs.Meu sabor favorito, Dulce de Leche.
Uno (estilizado UNO) é um jogo de cartas norte americano com detalhes especiais, desenvolvido por Merle Robbins e familiares em 1971. Hoje é vendido pela Mattel. É um dos jogos de cartas mais vendidos no mundo.
Os primeiro dias de 2015 foram chuvosos e divertidos em volta de uma mesa jogando UNO. Conheço o jogo há uns 20 anos, quando um amigo voltou da Alemanha e trouxe um baralho de UNO. Depois teve fases em que encontrei pessoas que gostavam do jogo e nos reuníamos para jogar. Nos tempos da faculdade de Estatística na UFPR, tínhamos um grupo que se reunia sempre e entre outras coisas jogávamos Kan-Kan, que é uma cópia nacional do UNO.
O jogo é divertido e ótimo para passar tempo. Existem regras fixas que vem num manual dentro da caixinha ou então no verso da caixinha de baralho do UNO. Podem existir algumas variações nas regras, que geralmente são combinadas antes do início do jogo. Sendo um jogo fácil de aprender, tanto adultos quanto crianças podem se divertir jogando UNO. É um jogo que desenvolve a atenção e o raciocínio rápido e também serve para dar boas risadas, principalmente quando você “sacaneia” os adversários durante o jogo.
Se não conhece o jogo ainda, aconselho a conhecer! Você encontra o jogo para venda em lojas de brinquedos e grandes supermercados. Existem alguns modelos diferentes de cartas, com relação ao tamanho e ao layout. Mas no geral nada muda. E nos Estados Unidos vi muitos modelos de cartas, sendo algumas com figuras de personagens de desenhos animados e de alguns filmes, como Harry Porter. E também é possível encontrar versões online do jogo, para jogar no computador, ou então baixar aplicativos para jogar no celular.
UNO.O jogo clássico de UNO.UNO do Frozen.UNO do Harry Porter.Versão online do UNO.UNO da Barbie.UNO Monsters.Fabiana escondendo o jogo.Mylena, Bianca e Rafael.Artur e Vander.
Esteve visitando Campo Mourão, o presidente do grupo Makita, o japonês Muni Goto. A Makita é uma empresa de alcance mundial, com 40 fábricas espalhadas pelo mundo, sendo uma no Estado do Paraná, na cidade de Ponta Grossa. A empresa completara 100 de existência em 2015 e é conhecida principalmente pela fabricação de ferramentas elétricas portáteis, tornando-se conhecida mundialmente pela qualidade e tecnologia de seus produtos, que são utilizados até mesmo pelas equipes de Fórmula 1.
E participei na cidade de Maringá, de um gigantesco evento promovido pela Makita. Em 2015 para marcar seu centenário, a Makita está lançando novos produtos, principalmente com funcionamento a bateria. Dentre estes produtos, o que mais gostei foi de uma jaqueta com aquecimento. Fiquei imaginando como seria bom uma jaqueta destas em minhas aventuras no frio. A jaqueta possui três tipos de temperatura e funciona com uma pequena bateria de lition, que fica no bolso.
Após a demonstração dos novos produtos, aconteceu um delicioso jantar e sorteio de brindes. Eu que sempre levo sorte em sorteios, desta vez fiquei chupando o dedo. Mesmo assim valeu a pena ter participado de tão bom e grandioso evento.
Novos produtos em exposição.Visitando os stands em Maringá.O Sr. Muni Goto discursando em português.Roberto e Luis, testando a bicicleta a bateria.Luis, Isamel, Roberto, Vander, Antonio e Raphael.Nos despedindo do amigo Ricardo, da Makita de São Paulo.
A dupla Bob & Robison fez muito sucesso em meados dos anos oitenta. Eles comandaram um programa sobre música sertaneja, no SBT. Esse programa passava logo após o programa do Chitãozinho & Xororó, que na época estavam começando a ter muito sucesso. Pouco tempo depois Bob & Robison resolveram parar com a carreira, por motivos pessoais. Em 1987 vi um show deles em Campo Mourão e na época podia me considerar um grande fã da dupla, pois sabia a letra de quase todas as músicas deles. E foi uma pena terem encerrado a carreira no auge.
Mas após vinte anos estão voltando a cantar. E na última semana tive a oportunidade de ver a dupla cantando ao vivo em um programa de televisão e até mesmo conversar com os dois. Também ganhei um CD autografado, com todos os grandes sucessos da carreira de Bob & Robison. Espero que esse recomeço de carreira tenha o mesmo sucesso do passado e que em breve eles possam fazer algum show aqui em Campo Mourão.
Bob & Robson (anos 80).Bob & Robson (anos 80).Bob & Robson, na TV Carajás.Vander, com Bob & Robson.Bob & Robson, no Programa “Ricardo Borges”.
Comecei a acompanhar às corridas de Fórmula 1 pela TV, em 1980, influenciado por alguns amigos. Mas desde 1978 assistia uma ou outra corrida, sem entender direito o regulamento ou conhecer os pilotos. Mas a partir de 1980 tomei gosto pela coisa, e foi através da narração do Luciano do Vale, na Globo, que comecei a me interessar pra valer por Fórmula 1. Logo me tornei “piquetista” e no ano seguinte o Nelson Piquet conquistou seu primeiro título na Fórmula 1. Passei a assistir quase todas as corridas pela TV e em 1984 surgiu Ayrton Senna. Eu ainda torcia muito pelo Piquet, mas após a corrida de Mônaco, quando o Senna só não venceu a prova com seu fraco carro Toleman, por culpa dos juízes que encerraram a prova na metade, em razão da chuva, passei a torcer muito pelo Senna.
E a partir de 1985, com o Senna na Lotus e vencendo suas primeiras corridas, passei a assistir todas as provas da temporada de Fórmula 1. Eu organizava minha vida e meus compromissos, para sempre poder assistir as corridas. E assim acompanhei o fenômeno Ayrton Senna desde o começo de sua carreira na Fórmula 1. Assisti ao vivo quase todas as provas de que Senna participou. Continuei tendo uma grande admiração pelo Piquet e também torcia por ele. Mas o Senna era diferente, ele era meio maluco e dirigia além do limite, corria mais riscos. Talvez seja por isso que o Piquet ainda esteja vivo e o Senna morreu há exatos 20 anos.
A morte do Senna foi um momento daqueles que você lembra para o resto da vida, principalmente para aqueles que gostavam de Fórmula 1. E a comoção que aconteceu no Brasil, só tinha visto algo parecido em 1985, quando o Tancredo morreu. Mas a morte do Senna foi ainda mais chocante e emocionou e entristeceu quase todos os brasileiros.
Eu que raramente perdia alguma corrida de Fórmula 1, acabei perdendo justamente a corrida em que o Senna morreu. Já tinha acompanhado as notícias do grave acidente do Rubens Barrichelo na sexta-feira de treinos e da morte do Roland Ratzenberger, no treino de sábado. Naquela época eu vivia em Curitiba e não assisti a corrida, por que tinha dormido com um grupo de amigos na igreja e no domingo íamos fazer uma apresentação no culto da manhã. Lembro que estava batendo papo na calçada e meu amigo Cornélio veio contar que o Senna tinha sofrido um grave acidente e que dificilmente sobreviveria. Achei que ele estava exagerando, pois o Senna era meio que um super-herói imortal. Não me preocupei mais com o assunto, até que fomos almoçar no apartamento da Sônia e da Rosane e ligamos a TV. Estavam falando ao vivo sobre o estado de saúde do Senna. Sei que o almoço foi em clima de velório, onde ninguém falava nada. E finalmente veio a notícia confirmando a morte do Senna. Naquele momento todos perderam á fome e alguns que estavam a mesa ficaram com os olhos cheios de lágrimas.
No resto daquele domingo e nos dias seguintes, fiquei o tempo todo em busca de notícias na TV e nos jornais. A internet ainda caminhava a passos lentos naquele início de maio de 1994 e por essa razão não era tão fácil saber das notícias, igual é hoje em dia. E o mais comovente de tudo foi o dia do sepultamento do Senna, quando milhares de pessoas saíram às ruas de São Paulo para se despedirem do grande ídolo. Para um país carente de heróis, Senna foi o grande herói que o Brasil teve e que levava alegria e enchia de orgulho o sofrido povo brasileiro. Ver as vitórias de Senna pela TV, muitas conquistadas heroicamente, e depois ouvir o hino nacional era motivo de orgulho para os brasileiros.
Depois da morte do Senna, a Fórmula 1 e o Brasil nunca mais foram os mesmos. E minha paixão pela Fórmula 1 foi esfriando cada vez mais. Cheguei a assistir uma corrida de Fórmula 1 ao vivo, mas nem isso fez meu velho interesse pelo automobilismo ser igual era antes da morte do Ayrton Senna. Hoje em dia raramente vejo uma corrida. Prefiro ver o compacto pelo internet, do que acordar cedo aos domingos, ou cancelar algum compromisso para ficar vendo corrida pela TV. Vintes anos se passaram desde a morte de Senna, o Brasil mudou, eu mudei, mas às lembranças do antigo ídolo e herói nacional permanecem e com certeza jamais teremos outro Senna e outros momentos de alegria iguais aos que ele nos proporcionava.
Lápide de Ayrton Senna (Cemitério do Morumbi – São Paulo) 1995.Visitando o túmulo do Ayrton Senna. (jul/1995)
Alguns produtos nos acompanham por toda vida e seu sabor nunca muda. Outros produtos sofrem alguma alteração, ou a clássica “nova fórmula” e tem seu sabor alterado, geralmente para pior. E existem produtos que por variadas razões, simplesmente deixam de ser fabricados. Não vou conseguir me lembrar de todos os produtos de que gostava e que não existem mais, bem como dos produtos que tiveram seu sabor alterado. Mas de alguns lembro muito bem e sinto saudades.
Produtos que não existem mais: chocolate branco Galak com frutas cristalizadas, chocolate branco Galak com flocos de arroz, guaraná Taí, suco de laranja em caixa Parmalat, refrigerante Minuano Limão, chiclete Ping Pong sabor caramelo, chocolate Kri, caramelos Nestlé, chocolate Croquete, drops Dulcora, cigarrinhos de chocolate ao leite Pan, balas Kleps, pirulito do Zorro.
Produtos que tiveram o sabor alterado (nova fórmula): chocolate Confeti, chocolate Sem Parar.
O Dia do Amigo é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho, aniversário da chegada do homem a lua. Em 27 de abril de 2011, a Assembleia Geral das Nações Unidas resolveu convidar todos os países membros a celebrarem o Dia Internacional da Amizade em 30 de julho.
Mais um ano começando! Particularmente gosto de anos ímpares, pois os melhores e inesquecíveis anos de minha vida foram ímpares. Também gosto de anos com final “três”, pois 1983, 1993 e 2003 foram anos bem interessantes para mim, com coisas novas acontecendo, mudanças de rumo, experiências diferentes. Então que 2013 seja bem vindo!
“As regiões selvagens atraem aqueles que estão aborrecidos ou desgostosos com o homem e suas obras. Elas não só oferecem uma fuga da sociedade, mas também um palco ideal para o indivíduo romântico exercer o culto que frequentemente faz de sua própria alma. A solidão e a liberdade total da natureza criam o cenário perfeito para a melancolia ou a exaltação.”
Eu que adoro lua cheia, ontem aproveitei para ver a superlua. Fui para fora da cidade, estacionei o carro na entrada de uma fazenda e fiquei encostado no carro ouvindo música e olhando para o céu. E fiz isso justamente a 0h35min, que foi o momento em que aconteceu o auge do fenômeno da superlua, onde ela ficou 14% maior e 30% mais brilhante que as outras luas cheias normais de 2012. Esse fenômeno tem o nome cientifico de “lua perigeu”. A lua segue uma trajetória elíptica ao redor da Terra com um dos lados – ou perigeu – cerca de 50 mil km mais perto que o outro – ou apogeu.
Fiquei um bom tempo olhando o céu e “conversando” com a lua – conversar com a lua é uma das muitas “esquisitices” que tenho… kkk – . Sei que esse foi mais um daqueles momentos em que a natureza mostra toda sua plenitude e beleza e que são difíceis de explicar. É mais fácil a pessoa “ir ver” e tirar suas próprias conclusões.
Estou passando por uma crise de identidade. Nos muitos anos que morei em Curitiba muita gente brincava com meu sotaque do interior, com o “pÓrrrta” por exemplo. E agora que estou no interior já ouvi comentários de que não pareço ser do interior, e até mesmo zoaram do meu “sotaque curitibano” que destaca o “e” (lEitE quEntE). Então fiquei meio perdido nessa, pois de repente não sou nem curitibano e nem interiorano. Então o que eu sou? Sei lá!! Isso me fez lembrar de uma piada, que dizia que o cara foi morar nos Estados Unidos e lá não aprendeu a falar inglês e esqueceu o português. Então ele voltou ao Brasil “mudo”… Coitado!!! Kkkk… E essa piada me fez lembrar da Talita, que está morando na Alemanha e cada vez que me escreve fica ainda mais difícil de entender o seu português, devido à quantidade de erros. Ela simplesmente está esquecendo o idioma. Sorte dela que aprendeu bem o alemão, senão corria o risco de se um dia voltar ao Brasil, voltar “muda” igual o cara da piada.
E outra que me falaram essa semana foi que tenho uma aparência meio exótica. Até agora não entendi se isso é bom, se é ruim? Se a pessoa quis dizer que sou bonito, ou que sou feio? Segundo o dicionário, exótico significa: forasteiro, estranho, raro, inusitado, diferente, esquisito, curioso, esdrúxulo, excêntrico, alienígena, original, sistemático, alheio, extravagante, indefinível. Algumas dessas características se encaixam perfeitamente a minha personalidade. Já com relação a se encaixar com minha aparência física, sinceramente não sei? A única coisa que sei é que após tal comentário resolvi raspar a barba, a qual tenho usado já faz alguns anos. Talvez sem minha barba vermelha (que agora está ficando vermelha e branca) eu fique parecendo menos “exótico” e principalmente menos “alienígena”…
Uma coisa é matar animais para que sirva de alimento, outra coisa bem diferente é judiar e matar animais por pura diversão. Nos últimos anos estive em algumas festas de peão e não assisti aos rodeios, pois não gosto de ver os animais sendo maltratados. E sempre sou a favor do touro, quando ouço que em alguma tourada o toureiro foi chifrado.
E acho a tal da Farra do Boi, em Santa Catarina um grande absurdo. Meu pai é catarina, tenho muitos amigos catarinas, já tive namorada em Santa Catarina e não tenho nada contra o pessoal de lá. Inclusive o último reveillon passei em Florianópolis. Mas acho um absurdo, uma covardia o povo de lá ficar correndo atrás e maltratando bois por culpa de uma tradição antiga e idiota.
Ainda não consegui virar vegetariano, mas tenho diminuído meu consumo de carne que já devo estar “economizando” um boi por ano.
Se 2010 foi o pior ano de minha vida, 2011 foi um dos melhores, confirmando que anos ímpares sempre são os melhores anos para mim. Muita coisa boa aconteceu, muitas pessoas interessantes entraram em minha vida. Fiz muitas viagens, algumas que desejava fazer a muito tempo: Peru (Trilha Inca e Machu Picchu), Caminho da Fé (de bike), Canadá e Washington.
O ano não foi perfeito totalmente, pois é praticamente impossível que um ano seja cem por cento bom. Tive momentos meio complicados, mas que foram curtos. Fiz algumas escolhas que no início achei que eram certas e logo descobri que eram erradas. O problema maior foi que insisti achando que as coisas deixariam de ser erradas e se tornariam certas. Após um tempo desisti de vez, mudei o rumo a seguir e tudo melhorou.
E olhando para trás em 2011, percebo que muita gente entrou em minha vida nesse ano. Teve algumas pessoas que ressurgiram e outras saíram de vez de minha vida. E teve algumas poucas que ao mesmo tempo em que entraram em minha vida nesse ano, também saíram de minha vida em 2011. E o mais importante foi que consegui “apagar” de vez certas pessoas de minha vida. Finalmente aprendi a virar páginas, a esquecer, levantar a cabeça e seguir em frente. E o interessante é que tais pessoas que “apaguei” não eram tão importantes em minha vida como algumas vezes cheguei a imaginar.
Então é isso, 2011 vai deixar muita saudade. E daqui um ano espero estar fazendo um novo resumo, contando que 2012 foi ainda melhor que 2011.
CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR
Alguns momentos de 2011Alguns momentos de 2011Alguns momentos de 2011Alguns momentos de 2011
Desejo um Feliz Natal a todos os amigos e demais seguidores do Blog. Que o Natal seja especial para vocês e que não vejam somente o lado consumista e de festa relacionados a essa data. Que vocês vejam principalmente o significado de amor que o Natal nos mostra, o lado espiritual, o nascimento de Jesus Cristo.
Eu particularmente não curto Natal e outras datas comemorativas. Para mim todos os dias são iguais, e não vejo motivo para que certas datas sejam tão valorizadas, tão comemoradas. E algo que me incomoda no Natal é esse consumismo desenfreado que existe, onde muitas pessoas saem comprando sem parar e muitos nem tem como pagar, daí começam o ano cheio de dividas. O mundo não acaba no Natal e nem no Ano Novo, então não entendo por que muitos agem como se o mundo fosse acabar e exageram tanto nas compras, quanto nas festas e bebedeiras.
E algo que sempre me incomodou no Natal foi lembrar daqueles que nada tem, daqueles que passam o Natal em “branco”, principalmente as crianças pobres que esperam um Papai Noel que não existe em todos os sentidos. Você alguma vez já saiu na noite de natal a rua e observou quantas pessoas passam tal noite sozinhas na rua, muitas vezes sem nada para comer? Isso é mais visível nas grandes cidades. Que tal nesse Natal fazer algo diferente, tipo dar uma volta pelo seu bairro ou pelo centro de sua cidade, e escolher alguém que não tem nada, que está sozinho no Natal e dar a ele um presente, um prato de comida que sobrou de sua ceia natalina. Tente fazer algo assim, que garanto que seu Natal então terá sentido e você entenderá o que é o tal espírito natalino ao ver o sorriso de agradecimento de tal pessoa.
Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se de que o animal não se havia machucado. Mas, pela dificuldade de alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate. Tomou, então a difícil decisão: determinou ao capataz que se sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo. Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra pra dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo. Mas, à medida que a terra ia caindo em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando o cavalo subir. Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente, conseguiu subir e sair do poço!!!
Se você tiver “lá em baixo”, sentindo-se pouco valorizado, quando, certos de seu “desaparecimento”, os outros jogarem sobre você terra da incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio, lembre-se do cavalo desta história. Não aceite a terra que jogarem sobre você, sacuda-a e suba sobre ela. E quanto mais jogarem, mais você vai subindo, subindo, subindo… sorrindo, sorrindo, sorrindo…
Mochileira deite comigo essa noite E conte aquela boa velha história De como as noites são claras em Machu Pichu
Moça eu não vou precisar ler na sua mão Pra saber que você não vai voltar Pra vida maluca das pessoas Do mundo Das formigas tentando se esconder da chuva
Porque não fazer algo mais divertido que casar com executivos E acabar achando excitante A reunião semanal da confraria dos amantes Das delícias da boa velha tecnocracia
Moça eu sei que não é legal Ficar sozinha quando o velho medo vem E essa noite em Cuzco é tão fria Me passe a garrafa de vinho…
As pessoas complicam muito as coisas … Tá com saudades? Ligue. Quer encontrar? Convide. Quer compreensão? Explique-se. Tá com dúvidas? Pergunte. Não gostou? Fale. Gostou? Fale mais. Tá com vontade? Faça. Quer algo? Pedir é a melhor maneira de começar a merecer. Se o “não” você já tem, só corre o risco do “sim” … A vida é uma só!!!! Bora ser feliz… Gostei, copiei e postei aqui… Simples assim.
Tenho um novo “brinquedo” para me divertir. Acabo de adquirir uma bike, que foi montada de acordo com meu biotipo e também para que eu não force muito minhas hérnias de disco. Fiquei um bom tempo procurando uma bike para comprar, que estivesse de acordo com o que eu precisava. Não encontrava uma bike que tivesse tudo o que eu queria, até que descobri que era possível montar uma. Ou seja, comprei tudo separado, de acordo com o que buscava e montei a bike. Saiu um pouco mais caro, mas ficou perfeita, sob medida. E ela ficou bem leve, por ser quase toda em aluminio pesa a metade do que minha bike anterior pesava. Isso faz muita diferença, principalmente quando está toda equipada. Agora não vejo a hora de coloca-lá na estrada e pedalar muito. O problema é que estou machucado e vai demorar algumas semanas até eu poder estrear o novo brinquedo.
Ontem em Curitiba, passei a tarde na Festa Julhina do Colégio Medianeira, meu antigo local de trabalho. A festa estava boa, com muita gente e bastante animada. Nos últimos anos eu ia à festa para trabalhar e nem aproveitava. Já dessa vez aproveitei bastante e também revi amigos. E o mais gostoso foi ouvir de muitas pessoas que trabalham lá (não só de amigos) que eu faço falta, que no meu tempo as coisas funcionavam melhor, que eu deveria voltar. Isso para o ego é muito bom e me deixou feliz, com uma sensação de missão cumprida.
Semana passada fui à festa junina da Ghor, a academia que freqüento. Foi um programa bem divertido, onde comi bastante e bati papo com alguns conhecidos.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
1 Coríntios 13
Gostei desse texto bíblico desde a primeira vez que o li há muitos anos atrás. E por um bom tempo achei que o compreendia. Mas estava enganado, pois ele não é de fácil compreensão. Para entender bem esse texto, você precisa viver certas coisas sobre as quais ele fala. Hoje posso dizer que entendo melhor esse texto, pois consigo aceitar certas coisas que antes para mim eram impossíveis de aceitar. Hoje consigo aceitar tais coisas, pois finalmente entendi que amar significa querer o bem da pessoa que amamos, mesmo que tal pessoa não fique ao nosso lado, mesmo que seja preciso abrir mão dessa pessoa para que ela seja feliz. Não é um exercício fácil de realizar, é bastante triste e dolorido, mas se amamos precisamos deixar que a pessoa amada siga o caminho que ela escolheu e não insistir mais, não forçar certas situações. Apenas precisamos deixar a pessoa amada seguir o caminho dela e suportar a dor que isso possa nos causar, e ao mesmo tempo nos sentirmos felizes pela pessoa amada estar buscando o que ela quer.
Bons tempos em que eu colecionava figurinhas do Zequinha. Isso tem mais de trinta anos. Primeiro foi esse álbum da imagem, com as profissões e outras coisas mais. Isso foi em 1980. Como fez sucesso, em 1981 saiu o álbum com fotos e desenhos de cidades e outras coisas importantes do Paraná. Ainda tenho guardado dois álbuns completos, um de cada, que ficaram como recordação daquele tempo gostoso que não volta mais.
Estava vendo na internet uma entrevista do Lobão, para o Programa do Jô. O Lobão mencionou uma Playmate pela qual foi apaixonado na infância. Então por curiosidade fui procurar no Google quem foi a Playmate do mês e ano que nasci. E encontrei! A Playmate de abril de 1970, chama-se Barbara Hillary, uma loira farta e não muito bela.
Para quem não sabe, a Playmate é a modelo que tem sua foto publicada num pôster central, na edição mensal da Playboy norte americana. Muitas dessas modelos ficaram famosas após terem sido Playmate. No caso da Playmate do mês do meu nascimento, descobri apenas que ela virou enfermeira e se estiver viva é uma avó de 62 anos.
Um grupo de religiosos norte americanos está prevendo o final do mundo para hoje. Segundo a rede “Family Radio”, o Apocalipse bíblico vai ocorrer neste sábado, com a volta de Jesus Cristo e o arrebatamento previsto na Bíblia. Essa previsão é do pastor Harold Camping, de 89 anos. Ele diz ter buscado na Bíblia muitas provas de que a volta de Jesus ocorrerá neste sábado, exatamente 7 mil anos depois de Deus ter salvo Noé do Dilúvio.
Não estou nem um pouco preocupado com isso. No fundo até seria bom que o fim do mundo fosse mesmo hoje, e tudo acabasse. Esse nosso mundo está uma droga, com muita injustiça, guerras, destruição da natureza, maldades e muito mais. E como meu humor hoje não está dos melhores, até preferia que hoje tudo acabasse, que Jesus voltasse e colocasse ordem na casa. Se bem que acredito ter poucas chances de alcançar o paraíso no caso do arrebatamento ocorrer hoje. De qualquer forma ficarei em casa esperando pra ver se o fim do mundo é hoje. Se não for vou dormir e esperar que amanhã meu humor tenha melhorado.
“Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.”
Já tinha assistido filmes no cinema com mais duas ou três pessoas somente, mas essa semana aconteceu algo inédito. Assisti a um filme sozinho em um cinema de Curitiba. No meu caso que detesto cinema cheio de gente e com barulho, ter o cinema todo a minha disposição acabou sendo muito bom. Pena que o filme era ruim. Talvez a má qualidade do filme explique a ausência de público. De qualquer forma acabou sendo uma experiência muito interessante.
Um dia ouvi um cara dizer que viajar era seu único objetivo de consumo. Dos outros ele abria mão sempre. Eu perguntei por que. Ele respondeu: se eu compro alguma coisa material, enjôo dela em um mês. Isso acontece porque sou humano e meus desejos sempre se transformam em indiferença depois de um tempo. Mas com viagem é diferente. Viagem é um produto que eu só posso usar durante um determinado tempo, o período em que fico viajando. Disso eu nunca enjôo, porque nunca vou guardar uma viagem na gaveta. Ela sempre vai ser minha por pouco tempo e depois vai embora. Por ser humano, a idéia de jamais poder possuí-la fará com que eu sempre me lembre dela com nostalgia, desejando viajar mais e mais”.
O ano está terminando e por isso é o momento de fazer um breve balanço de tudo o que aconteceu em 2010. Foi um ano difícil, muito difícil. Com certeza foi o pior ano de minha vida, se levar em consideração tudo o que sofri, chorei, ás dores que senti, tanto físicas quanto psicológicas. E boa parte disso tudo foi bem descrito neste blog. Cheguei ao fundo do fundo do poço, me perdi na vida e em alguns momentos perdi a razão, quase enlouqueci de vez. Também quase encontrei a morte. Na verdade busquei a morte, pois descobri que existe algo pior do que morrer, que é a falta de vontade de viver. A vida me deu um baile, me tirou para dançar e eu mal dançarino que sou acabei dançando mal a música da vida e quase sucumbi. Olhei nos olhos da morte, mas ressurgi e lutei bravamente para me reencontrar. Quando não tinha mais forças, consegui rastejar até encontrar um apoio para conseguir me levantar. E esse apoio foi importante, ele foi firmado em minha fé em Deus, na ajuda de minha família e de amigos, bem como de pessoas que estavam desaparecidas de minha vida e retornaram para dar uma força e também o apoio de pessoas que de repente surgiram em minha vida.
Iniciei o ano já depressivo, sem vontade de fazer nada, me isolei, fugia dos amigos. Sentia que precisava tomar uma importante decisão que mudaria radicalmente meu futuro, mas não tinha certeza do que queria e o que realmente queria. E assim passou meu mês de janeiro, onde fiquei recluso, lendo livros sem parar e trabalhando muito. Nem mesmo um aumento substancial de salário me deixou animado ou motivado com meu trabalho. Eu cada dia me sentia mais sem vontade de continuar a fazer o que estava fazendo, me sentia cansado. Em fevereiro decidi tomar uma decisão importante, mas já era tarde. Quando finalmente me decidi, descobri que tinha perdido um grande amor. Não foi o primeiro grande amor que perdi na vida, mas com certeza foi o mais dolorido. Eu que já não estava nada bem, fui para o buraco de vez e ganhei uma bela depressão, que pra piorar veio acompanhada de uma hérnia de disco que me causava muitas dores. Durante um bom tempo não podia caminhar direito, não conseguia dormir, comer, trabalhar. Perdi vários quilos e fui me perdendo cada vez mais na vida. Foram vários meses de sofrimento e quando achava que tinha chegado ao fundo do poço, algo acontecia e me mostrava que o fundo do poço ainda não tinha sido alcançando. Procurei tratamento para meus problemas. Pra hérnia foram sessões e mais sessões de fisioterapia que não fizeram nenhum efeito. Depois parti para meses de doloridas sessões de acupuntura, onde por muitas vezes chorei feito criança, tamanha a dor que sentia. E foi isso que me trouxe a cura. Não a cura total, pois essa nunca será alcançada, mas uma cura que me permite viver quase normalmente e com um pouco de dor. Da depressão me curei graças a tratamento psicológico e principalmente por minha força de vontade, ao lutar contra o que me deixava mal, me entristecia. Cheguei a tomar tarja preta por uns dias, mas não quis mais, tinha receio de ficar dependente de medicamentos.
Mas o que mais ajudou em minha cura foi minha fé. Ela foi provada como nunca antes tinha sido. Consegui me agüentar e por muitas vezes pude sentir Deus agindo em minha vida. Recuperei minha fé plena e descobri que não preciso ir na igreja toda semana pra me encontrar com Deus, mas sim que Ele está presente ao meu lado em todos os momentos. O apoio incondicional da família também foi muito importante em minha recuperação. E pra completar o quadro de ajuda, o apoio de muitas pessoas próximas, distantes, algumas muito amigas, outras que mal conhecia. Muita gente me ajudou, me deu um conselho, uma palavra de apoio, um abraço, orou por mim. Isso me deu forças para lutar e superar meus problemas. E a cura começou a surgir quando tomei a decisão radical de largar tudo e mudar minha vida completamente. Resolvi dar um tempo e fui me exilar em minha cidade natal, ao lado de minha família. E foi a partir daí que fui encontrando a cura plena, que voltei a sorrir e redescobri a alegria nas pequenas coisas da vida que sempre me deram prazer. Ao mesmo tempo fiz um balanço de minha vida e mudei os valores que dava ás coisas. Algumas coisas passei a valorizar mais, outras nem tanto e muita coisa exclui de minha vida. Meses se passaram e a cada dia fui me sentindo mais feliz. Surgiram novos amores, que foram passageiros, mas que ajudaram muito em meu processo de cura. Não foi nada fácil voltar a ser feliz, tinha dias que sair da cama era complicado. Mas segui um conselho que me foi dado no início de meus problemas e passei a viver uma hora por vez, um dia por vez. E isso me ajudou, pois fui criando uma rotina que não me deixava pensar nas coisas que me entristeciam. E a cada dia fui me sentindo melhor.
Agora chego ao final do ano me sentindo muito bem, feliz como há muito tempo não me sentia. E fisicamente também estou bem como há muitos anos não ficava. E hoje vejo que precisava ter passado por tudo o que passei. Foi sofrido, dolorido, triste, mas foi um grande aprendizado. Esse ano de 2010 ao mesmo tempo que quero esquecer, também não quero esquecer, pois preciso lembrar dos muitos ensinamentos que tive. Minha vida agora se divide em antes e depois de 2010, o ano que completei 40 anos, o ano ao qual sobrevivi.
Obrigado de coração a todos que de uma forma ou de outra me ajudaram nesse ano. Sem o apoio de vocês possivelmente eu não estaria aqui nesse momento escrevendo esse monte de bobagens. Sem a ajuda de vocês eu fatalmente teria desistido da vida e me entregado pelo caminho em 2010.
Minha irmã trabalha nos Correios e já faz alguns anos que aqui em casa temos o costume de “adotar” algumas cartinhas que crianças (geralmente carentes) escrevem para o Papai Noel dos Correios, pedindo algum presente de natal. É interessante ler algumas dessas cartas e mais interessante e triste é o que elas pedem de presente de natal. É comum pedirem material escolar, uma muda de roupa nova, um calçado, comida, “alguma coisa gostosa” para comerem no dia de natal, algum presente para o irmãozinho mais novo, emprego para os pais… Então peço a você que está lendo isso, que passe na agencia dos Correios mais próxima de sua casa e adote ao menos uma dessas cartinhas. Dessa forma você estará contribuindo para fazer uma criança feliz nesse natal. Lembre-se que Natal não é somente festa, presentes e consumismo exagerado, mas sim uma data para perdoar, para fazer o bem, ajudar o próximo.