Em 1992, uma amiga do colégio colocou um livro na minha carteira e disse: “Leia, você vai gostar. Esse livro é a sua cara.” O livro era Cem Dias Entre Céu e Mar, do navegador Amyr Klink.
No dia seguinte comecei a leitura e só parei quando cheguei à última página. Fiquei completamente encantado pela história. A partir daquele dia passei a acompanhar as notícias sobre Amyr Klink e me tornei seu fã. Nos anos seguintes li todos os seus livros, especialmente os que relatam suas expedições à Antártida.
Também tive a oportunidade de assistir a duas palestras de Amyr Klink em Curitiba, cidade onde eu morava. Em uma delas houve uma sessão de autógrafos e consegui conversar com ele por cerca de dez minutos. Foi um bate-papo muito agradável, que só terminou porque a fila de pessoas esperando pelo autógrafo começou a crescer, e eu já estava recebendo alguns olhares impacientes.
As histórias de Amyr Klink sempre foram uma grande fonte de inspiração para as minhas pequenas aventuras e, mais tarde, para os livros que escrevi sobre elas.
O tempo passou muito rápido. Nesta semana completaram-se 34 anos desde que li Cem Dias Entre Céu e Mar pela primeira vez. Para comemorar essa data, resolvi revisitar essa história de uma forma diferente: comecei a ouvir o audiobook do livro. A gravação tem pouco mais de seis horas de duração, então estou ouvindo aos poucos, entre meia hora e uma hora por dia. Está sendo uma experiência muito gostosa.
Outra notícia que me deixou muito feliz foi saber que Cem Dias Entre Céu e Mar ganhará uma adaptação para o cinema, com o título 100 Dias. O filme, dirigido por Carlos Saldanha, um cineasta brasileiro de grande reconhecimento internacional, é uma das produções nacionais mais aguardadas de 2026.
Confesso que estou com grandes expectativas. Espero que o filme consiga transmitir a mesma emoção, coragem e espírito de aventura que encontrei nas páginas do livro. Agora é só esperar a estreia para acompanhar, desta vez nas telonas, essa extraordinária jornada de Amyr Klink.
Em junho de 1984, Amyr Klink partiu sozinho do porto de Lüderitz, na Namíbia, rumo ao litoral da Bahia. A travessia do oceano Atlântico a remo, em um pequeno barco a remo projetado para a viagem, se estendeu por cerca de 6.500 quilômetros e durou exatos cem dias até alcançar a Praia da Espera, próxima a Salvador.
Livro de estreia de Amyr Klink, Cem dias entre céu e mar é o relato de uma façanha que marcaria sua trajetória para sempre. Publicado em 1985, cerca de um ano após a viagem a bordo da “lâmpada flutuante” — como o autor carinhosamente apelidou seu barco –, o livro convida o leitor a acompanhar os detalhes de uma jornada inédita.


