Exposição do Magic Bus (ônibus 142)

O trabalho de conservação e reparação para colocar o ônibus 142 em exposição no Museu do Norte,da Universidade do Alaska, deve durar entre dois e três anos. O processo de trazer o ônibus 142 ao público é um pouco demorado, em razão do cuidadoso trabalho de conservação do ônibus e documentação dos objetos contidos nele e a história representada por eles. Documentar a história do ônibus 142 e as histórias associadas a ele é um processo de longo prazo que envolve pesquisa de arquivos, entrevistas e coleta de informações, fotos, vídeos e testemunho de pessoas que estiveram no local original onde o ônibus estava e que documentaram algo sobre ele. 

Enquanto o ônibus 142 estiver nesse processo de preparo e restauro, será possível acompnhar on-line seu estado e observar os processos pelo qual ele estará passando. A Universidade do Alaska criou um link onde em breve será possível acompanhar o ônibus 142 ao vivo. 

https://uaf.edu/museum/collections/ethno/projects/bus_142/

O ônibus 142 se muda para novo local

O ônibus 142 se muda para o prédio de engenharia da UAF. 

O ônibus 142 está de volta aos olhos do público. Na tarde de quarta-feira, o Museu do Norte da Universidade do Alasca transferiu o ônibus da década de 1940, que ficou famoso pelo livro "Into the Wild" (Na Natureza Selvagem) de Jon Krakauer e o filme de 2007 de mesmo nome, para o prédio de engenharia da universidade em Fairbanks. 

Ele passará o resto do ano acadêmico no laboratório de alto padrão do prédio, onde a equipe do museu, engenheiros e conservadores continuarão o trabalho meticuloso de prepará-lo para exibição no museu. O laboratório, que é visível do átrio do prédio, oferecerá um local aconchegante para trabalhar e a primeira chance do público de ver o ônibus desde sua remoção da Stampede Trail no ano passado.

“O processo de preparação do Ônibus 142 para exibição permanente é demorado, mas sua presença no prédio de engenharia permitirá que o público acompanhe esse processo, tanto aqui em Fairbanks quanto online”, disse a gerente sênior de coleção de etnologia e história do museu, Angela Linn. O museu planeja instalar uma webcam para que o público possa ver online o trabalho de conservação. 

A fama do ônibus 142 cresceu com a história de Chris McCandless, um homem de 24 anos que morreu no ônibus em 1992. O local remoto ao norte do Parque Denali tornou-se um destino frequentemente perigoso para visitantes inspirados na história de McCandless. Alguns desses visitantes ficaram feridos ou morreram durante a viagem, o que levou o Departamento de Recursos Naturais do Alasca a remover o ônibus da Stampede Trail em junho de 2020. Três meses depois, o ônibus chegou a um depósito em Fairbanks, onde a equipe do museu começou trabalho de conservação.

Durante o inverno, a equipe do museu tirará fotos detalhadas e digitalizações 3D do ônibus, e construirá uma estrutura para apoiar a estrutura do ônibus. Durante o semestre da primavera, eles trabalharão com estudantes de engenharia da UAF no projeto e fabricação de uma capa para a exposição, que está programada para ser ao ar livre ao norte do museu no campus Fairbanks da Universidade do Alasca em Fairbanks. No próximo ano, especialistas em conservação de veículos históricos começarão a preparar o ônibus para a exposição, processo que envolve tanto reparos e limpeza, quanto obras de preservação.

“Nosso objetivo é que os visitantes vivenciem a história completa do ônibus: sua jornada ao Alasca, seu papel nos últimos meses de Chris McCandless e as décadas de interesse público após sua morte”, disse Linn.

O público pode ver o ônibus do átrio do prédio de engenharia nos dias úteis das 8h às 20h e online por meio de uma webcam que será instalada em breve, que terá um link no site do museu.

MAIS INFORMAÇÕES

Apoie a preservação, interpretação e exibição do ônibus visitando https://uaf.edu/museum/collections/ethno/projects/bus_142/


PS: O link com o texto em inglês nos foi enviado por Bárbara Bezerra de Menezes.
O ônibus 142 do Fairbanks Transit System chega ao campus de Troth Yeddha na quarta-feira, 6 de outubro de 2021, no laboratório de testes estruturais da unidade de engenharia, aprendizado e inovação. (UAF photo by JR Ancheta)
O ônibus 142 é baixado no laboratório estrutural das Instalações de Engenharia, Aprendizagem e Inovação para preservação na quarta-feira, 6 de outubro de 2021 no campus de Troth Yeddha. (UAF photo by JR Ancheta)
Um grupo de alunos se reúne para observar o ônibus Fairbanks Transit 142 no Centro de Engenharia, Aprendizagem e Inovação na quarta-feira, 6 de outubro de 2021 no campus Fairbanks. (UAF photo by JR Ancheta)

Destino do Magic Bus / Ônibus 142

Segue abaixo devidamente traduzido, nota do Departamento de Recursos Naturais do Alasca, contando sobre a remoção do Magic Bus (Ônibus 142) e seu destino. Todos os itens que estavam dentro do ônibus, bem como a placa colocada há anos pela família McCandless sob a escada de entrada do ônibus, foram cuidadosamente embalados e seguiram para serem guardados no mesmo local que o ônibus.

**Quem descobriu, traduziou e nos enviou o texto, foi a pernambucana Bárbara Bezerra de Menezes.

Para divulgação imediata: 19 de junho de 2020.

Transporte aéreo libera ônibus velho de passado trágico e oferece futuro positivo
Por Corri A. Feige

Por décadas, o ônibus urbano da década de 1940 abandonado em uma trilha remota a 40 quilômetros a oeste de Healy, serviu de várias formas como abrigo, símbolo, santuário, canto de cigarra e até mesmo um local de morte. A quinta-feira marcou o início de um novo capítulo na vida do ônibus 142.

Em 18 de junho, a pedido do Departamento de Recursos Naturais do Alasca (DNR), um helicóptero CH-47 Chinook da Guarda Nacional do Exército do Alasca removeu o ônibus chamado “Into the Wild” da Stampede Trail, para que possa ser transferido para um armazenamento seguro enquanto a DNR considera o próximo passo na história do ônibus mais famoso do Alasca.

Depois que seu serviço no sistema de trânsito da cidade de Fairbanks terminou na década de 1950, a Yutan Construction Co. comprou o agora famoso ônibus para abrigar funcionários durante a construção de uma estrada pioneira entre Lignite e Stampede. O ônibus foi abandonado após a conclusão da estrada em 1961.

Usado por caçadores e caminhantes como um abrigo de emergência ocasional, o ônibus ficou famoso depois que o livro de Jon Krakauer, de 1996, “Into the Wild”, e um filme do livro de 2007, popularizaram a história do viajante de 24 anos Chris McCandless, que, infelizmente, morreu sozinho em 1992, após uma estada de 114 dias, que ele caracterizou em um diário como uma fuga às restrições da civilização.

Desde a morte de McCandless, um número cada vez maior de viajantes tentou literalmente refazer os passos de McCandless, percorrendo uma trilha acidentada com clima severo e atravessando os rios Teklanika e Savage para chegar ao local do ônibus.

Enquanto muitos deles tiveram experiências satisfatórias, mesmo que sem intercorrências, muitos ficaram perdidos ou feridos ou precisaram de resgate. Tragicamente, desde 2010 duas mulheres se afogaram durante essas viagens, alimentando chamadas públicas para reduzir ou eliminar os riscos. Como o ônibus é um veículo abandonado há muito tempo, e está presente em terras estatais gerenciadas pela DNR, é tecnicamente propriedade do estado e é legalmente da responsabilidade do meu departamento. No entanto, determinar o que fazer com o ônibus exigiu o equilíbrio de interesses.

Por um lado, o Alasca acolhe moradores e visitantes, para os quais os verdadeiros desafios e riscos da recriação em nossas áreas selvagens aumentem seu prazer. Por outro lado, esse ônibus atraía muitos visitantes despreparados para os rigores do desafio. Eles estavam arriscando danos a si mesmos ou a outros, exigindo que as equipes de busca e resgate se colocassem em perigo, consumindo recursos públicos limitados e, em alguns casos, perdendo a vida.

Algumas vozes pediram para eliminar completamente a atração destruindo o ônibus. Outros queriam tornar o acesso mais seguro construindo pontes ou melhorando trilhas. Alguns queriam capitalizar sua mística, movendo-o para o sistema viário como uma atração turística. Outros ainda queriam vê-lo preservado como um santuário para o tipo de individualismo áspero que evita as restrições da civilização.

No final, a decisão da DNR de mudar o ônibus foi baseada em alguns fatores essenciais. Primeiro, tornara-se um incômodo atraente, que apresentava riscos inaceitáveis ​​para os visitantes, muitas vezes despreparados para os rigores da jornada. Segundo, a Guarda Nacional do Exército do Alasca concordou graciosamente em removê-la como uma maneira de praticar suas habilidades no rápido movimento aéreo-móvel de equipamentos sob condições selvagens. Terceiro, o ônibus estava impondo encargos financeiros ao distrito de Denali, ao Alaska State Troopers, ao DNR e a outras agências. Finalmente, e mais importante, simplesmente não podíamos ignorar que o ônibus era um fator em mais e mais frequente lesões, acidentes e mortes.

Reconhecer notícias sobre o ônibus pode reabrir velhas feridas nas famílias daqueles que morreram – e equilibrar isso com a necessidade de preservar a segurança e a integridade da operação – assim que o ônibus esteva em movimento, eu pessoalmente estendi a mão e falei com um membro da família McCandless para compartilhar as notícias e expressar minha esperança de que essa ação possa salvar outras pessoas do tipo de dor que suas famílias experimentaram. Como as diferenças de fuso-horário significariam perturbar com as ligações telefônicas noturnas os outros sobreviventes, minha equipe forneceu um aviso prévio por e-mail e convites para me ligar quando necessário.

Como o ônibus 142 provavelmente continuará sendo um símbolo potente e um artefato atraente, a DNR planeja mantê-lo seguro em armazenamento seguro enquanto considera opções para seu futuro a longo prazo, no Alasca. Embora continuemos a considerar as contribuições do público, é minha forte intenção impedir que o ônibus e seu legado sejam explorados para publicidade, lucro ou qualquer outro uso desrespeitoso. As decisões sobre sua disposição final refletirão nossa responsabilidade pela saúde, segurança e bem-estar de nossos residentes, visitantes, terra e recursos. O ônibus 142 teve um passado longo e fascinante. Ao movê-lo de maneira respeitosa, eficiente e segura, estamos preservando a oportunidade de que esse pedaço da história também tenha um futuro a longo prazo; não apenas no Alasca, mas também nos corações, mentes e lembranças de aventureiros e buscadores de todo o mundo.

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Corri A. Feige é comissária do Departamento de Recursos Naturais do Alasca

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Programa Aventuras & Aventueiros – Na Natureza Selvagem

Hoje o programa Aventuras & Aventureiros falou sobre o livro e filme Na Natureza Selvagem. O programa teve a aprticipação da Bárbara Bezerra de Menezes, que já esteve duas vezes no Alasca e visitou o Parque Nacional Denali, local que foi palco da história de Christopher McCandless e o “Magic Bus”.

AVENTURAS & AVENTUREIROS 23.06.2020

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Vander Dissenha e Bárbara Bezerra de Menezes.

Abaixo o link para assistir ao programa na íntegra:

Magic Bus

O Alasca é um lugar lindo, selvagem. Eu só conheci o filme Na Natureza Selvagem (Into the Wild), porque já estava com viagem comprada para conhecer o Alasca. Eu estive no parque Denali. Visitei o Magic Bus (ônibus 142) que foi usado para gravar o filme. Ele foi doado a uma cervejaria local, para as pessoas poderem visitar sem colocar a vida em risco.

O Alasca não é para amadores. Tentei fazer a visita ao Magic Bus original, mas não pude fazer a travessia do rio nas duas vezes que fui no Alasca. Você não faz ideia de como o povo alasquiano odeia a história do Christopher McCandless e do romantismo aventureiro em volta do Magic Bus.

Fico num mix de emoções com essa notícia da retirada do ônibus de seu local. Vidas serão poupadas, mas o prazer de muitos foi apagado. Eu amo essa história, mas amo mais as vidas. Não estou chateada nem triste, estou curiosa para saber onde vão colocar o ônibus. Tem outros lugares incríveis que ainda não conheço no Alasca e eu rodei mais de dois mil quilômetros por lá.

Juro que nada do meu sentimento mudou. Cada um de nós já viveu algo parecido com o que Chris viveu. Uma época de aventura e se descobriu.

Bárbara Bezerra de Menezes

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Bárbara em frente o Magic Bus utilizado nas gravações do filme. (2016)