Vote no NULO!

Por que os Anarquistas não votam

Tudo o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase: Votar significa abrir mão do próprio poder. Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade. Chamado monarca absoluto, rei constitucional ou simplesmente primeiro ministro, o candidato que levamos ao trono, ao gabinete ou ao parlamento sempre será o nosso senhor. São pessoas que colocamos “acima” de todas as leis, já que são elas que as fazem, cabendo-lhes, nesta condição, a tarefa de verificar se estão sendo obedecidas. Votar é uma idiotice. É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. E é exatamente isso que acontece. As pessoas que elegemos são obrigadas a legislar a respeito de tudo o que se passa na face da terra: como uma caixa de fósforos deve ou não ser feita, ou mesmo se o país deve ou não guerrear; como melhorar a agricultura, ou qual deve ser a melhor maneira para matar alguns árabes ou negros. É muito provável que se acredite que a inteligência destas pessoas cresça na mesma proporção em que aumenta a variedade dos assuntos com os quais elas são obrigadas a tratar.

Porém, a história e a experiência mostram-nos o contrário. O poder exerce uma influência enlouquecedora sobre quem o detém e os parlamentos só disseminam a infelicidade. Nas assembléias acaba sempre prevalecendo a vontade daqueles que estão, moral e intelectualmente, abaixo da média. Votar significa formar traidores, fomentar o pior tipo de deslealdade. Certamente os eleitores acreditam na honestidade dos candidatos e isto perdura enquanto durar o fervor e a paixão pela disputa. Todo dia tem seu amanhã. Da mesma forma que as condições se modificam, o homem também se modifica. Hoje seu candidato se curva à sua presença; amanhã ele o esnoba. Aquele que vivia pedindo votos, transforma-se em seu senhor. Como pode um trabalhador, que você colocou na classe dirigente, ser o mesmo que era antes já que agora ele fala de igual para igual com os opressores? Repare na subserviência tão evidente em cada um deles depois que visitam um importante industrial, ou mesmo o Rei em sua ante-sala na corte! A atmosfera do governo não é de harmonia, mas de corrupção. Se um de nós for enviado para um lugar tão sujo, não será surpreendente regressarmos em condições deploráveis. Por isso, não abandone sua liberdade. Não vote!

Em vez de incumbir os outros pela defesa de seus próprios interesses, decida-se. Em vez de tentar escolher mentores que guiem suas ações futuras, seja seu próprio condutor. E faça isso agora! Homens convictos não esperam muito por uma oportunidade. Colocar nos ombros dos outros a responsabilidade pelas suas ações é covardia. Não vote!

 Elisee Reclus

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!

Eu voto NULO!
Eu voto NULO!

Detesto política

Não me interesso e não gosto de política. Também não gosto de políticos e de quem trabalha com política. Questão pessoal, não consigo gostar. E nunca votei pra Presidente, sempre anulei meu voto ou então justifiquei. Sei que tem gente que vai falar que devemos nos interessar por política, que por muita gente agir igual a mim, não se interessar por política, é que as coisas estão ruins e blá, blá blá… Mas não adianta, não consigo me interessar. Penso que não existe político honesto. O cara pode até ser honesto e ter boas intenções quando se candidata pela primeira vez, mas a partir do momento que ele vencer a eleição vai se deixar corromper vai roubar, não tem jeito. O meio político é tão podre, que a pessoa que entra para esse meio ou entra no “esquema” e se corrompe, ou então é expulsa de alguma maneira pelo “sistema”. Isso vale pra qualquer cargo, desde vereador até Presidente da República. E no pacote de corrupção vão junto assessores e puxa sacos de plantão. È tudo farinha do mesmo saco, nenhum presta. 

Pelo jeito a Dilma vai vencer, pois não tem nenhum candidato melhor que ela. E olha que ela é ruim pra cacete! Vocês conhecem a biografia dela? É ruim demais! Sem contar que no fundo quem vai governar será o Lula. Vai acontecer igual foi com a Rosinha Garotinho no Rio de Janeiro. Ela venceu a eleição pra Governador, mas no fundo quem governava era o marido, Antony Garotinho. A Dilma vai ser vaquinha de presépio, só vai enfeitar o “trono”, pois no fundo quem governará será o Lula. E assim ele prepara o terreno pra voltar daqui quatro anos. O cara não é ruim, mas podia ser melhor, se preocupar menos com os problemas alheios pra ficar aparecendo na mídia mundial e resolver os problemas internos do Brasil . Se nesse país se roubasse um pouco menos em todos os escalões, as coisas poderiam ser melhores. E com Copa do Mundo e Olimpíada á vista, o que não vai faltar será grana pra roubar, obra super faturada, mensalões e semanões de todo tipo. 

Outra coisa, não acho democrático o voto obrigatório. Então prefiro me abster de votar ou me envolver com esse lixo que é a política. E assistir programa eleitoral gratuito na TV, jamais! Nem sob tortura…

Campanha pelo voto NULO.

Campanha pelo voto NULO.

Campanha pelo voto NULO.

Aniversário de dois anos do Blog

O Blog completou dois anos de existência no último dia 12. Quase que me esqueço disso e deixo passar essa data em branco. Uma brincadeira sem pretensões acabou durando dois anos e se tornou um hobby muito gostoso. No início não sabia ao certo o que publicar, que rumo seguir. Com o tempo fui tentando criar uma identidade para o Blog, fiz experiências diversas e aos poucos ele tomou um certo formato. Para não enjoar e nem cair na mesmice, procuro sempre inovar, criar coisas novas, utilizar novas ferramentas de edição e publicação, sempre visando melhorar a qualidade do Blog.

Nesses dois anos o Blog esteve online durante 19 meses. Foi visualizado 22 mil vezes, teve 372 postagens publicadas, recebeu 280 comentários. E o mais legal disso tudo foi que serviu para reencontrar amigos e também para fazer novas amizades. Hoje tenho pessoas que se consideram minhas fãs, que visitam o Blog diariamente e reclamam quando fico muito tempo sem publicar novas postagens. Através do Blog pude ajudar estudantes, pessoas que estavam fazendo teses de mestrado, pesquisadores e muito mais gente que me escreveu agradecendo por algum assunto que procurou na internet e encontrou no Blog. Também vale mencionar que fomos citados no site da Gazeta do Povo (maior jornal do Paraná) e recebemos elogio da Secretária de Turismo da cidade de Joinville – SC. Para muitos isso pode não parecer grande coisa, mas para mim isso significa que de alguma forma minha brincadeira, meu hobby, acabou tendo um pequeno e inesperado sucesso.

Durante o período em que andei mal, depressivo, triste, de mal com a vida, o Blog acabou sendo meu maior companheiro. Na época quase exclui o Blog, mas minha analista me incentivou a escrever sobre minhas dores, meu sofrimento e quando soube que eu mantinha um Blog, disse que era para continuar com ele. Acabei fazendo isso e foi no Blog que pedi ajuda, contei sobre minhas dores, desabafei, chorei minhas mágoas, mandei meus recados e  consegui dar a volta por cima. Agora nesse período sabático que estou vivendo, o Blog está servindo para os amigos saberem por onde ando e o que estou fazendo, e também para manterem contato comigo.

Nesses dois anos o que mais me deixou emocionado com relação ao Blog, foi ter podido ajudar recentemente uma garota do interior de São Paulo, que “achou” o Blog num momento de desespero e segundo ela, graças ao Blog não fez uma besteira. Só por isso, por ter podido ajudar alguém dessa forma, valeu muito a pena ter criado o Blog há dois anos.

Abaixo seguem trechos do que ela me escreveu:

“Gostei do seu blog, certas coisas me ajudaram num momento aqui não muito bom. Graças a seu blog não fiz uma besteira.”

“…tinha amigos, tinha uma vida legal até. Do nada “perdi” tudo, me vi perdida, tentei cometer suicídio (por favor não me ache uma louca). Só estava me sentindo sozinha! Aí vi seu blog, estava chorando… num momento de desespero sabe? E fui lendo, lendo… e achei em suas páginas um CONFORTO. Me senti melhor em suas frases, falando que tudo passa… e foi bom porque vi também que eu não era a única a me sentir sozinha…”

Postando online no aniversário de dois anos do Blog.

Marília

No final de semana estive em Marília, interior do estado de São Paulo. Fazia 29 anos que eu não ia pra lá. Fomos eu, W@gão, Maico e Gilvan. Acabou sendo um final de semana divertido, demos boas risadas. Teve uma cara que chegou a perder a aliança. Ainda bem que depois achou, pois senão ia se dar mal em casa, pois seria difícil convencer a “patroa” de que não perdeu a aliança por razões de safadeza (e não foi mesmo). 

A cidade de Marília cresceu bastante, está bonita, ruas limpas, cidade organizada. Gostei muito do que vi e pretendo não demorar outros 29 anos pra voltar lá. Dormimos a primeira noite num hotel e na segunda noite na casa do Luiz, amigo nosso. Na casa do Luiz fizemos um churrasco ao lado da piscina e ficamos batendo papo, contando histórias até tarde. Na hora de dormir cada um se ajeitou num canto. Eu dormi no chão, num colchão daqueles de berço de bebê e tive que me encolher todo pra caber no colchãozinho. Na primeira noite foi difícil agüentar o ronco do W@gão ao meu lado. Na segunda noite foi o Gilvan que roncou alto. Mesmo dormindo no andar de cima, ele conseguia roncar mais alto que o W@gão, que estava dormindo num sofá próximo de mim. Sei que ronco, mais estes dois roncam bem mais alto que eu.

Churrasco no sábado a noite. (21/08/2010)
Marília. (22/08/2010)
Sorvete e divisa de estados. (22/08/2010)

O Poder das Palavras

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” Alguns que passavam o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: “Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?” “Vamos lá. Só tenho a ganhar!”, respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e há certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair de mendigo para tão alta posição. Contou ele: – Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: “Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”  As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: “Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero e leia a bíblia. Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa e ler a bíblia: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. E a palavra de Deus que se fez carne, me ensinou isso. Por isso enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, porque creia há poder em nossas palavras.. Uma repórter, ironicamente, questionou: – O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida? Respondeu o homem, cheio de bom humor: “Claro que não! Primeiro eu tive que acreditar nelas! “Amados, moral da história, por mais cabeça dura que você seja, creia e veremos maravilhas.

*extraído do Orkut, sem fonte.

O Poder das Palavras

Marquinho

Semana passada passei rapidamente por Curitiba, para resolver algumas pendências. Á noite estava no Shopping Estação fazendo um lanche com meu irmão e outro amigo e encontrei o Marcos (Marquinho). Ele é amigo do primeiro ano de Estatística na UFPR, em 1997. Bons tempos aqueles, onde nos divertíamos muito. O Marcos é sargento do Exército e está de transferência para Cascavel. A coincidência foi que a última vez que nos vimos foi nesse mesmo Shopping, uns três anos antes e ele estava de transferência de Cascavel para Curitiba.

Vander e Marquinho. Shopping Estação, Curitiba. (12/08/2010)

Quebra Pedras

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo … (Fernando Pessoa)

Existem lições que são aprendidas das maneiras mais esquisitas. Dias atrás estava cuidando dos arredores da minha casa, especificamente da minha calçada, e percebi que alguns ramos nasciam do concreto, espremidos entre as gretas e pequenas fendas, construídas pela ação demolidora do tempo e da força da natureza. Percebi ainda que os pequenos valentes, que nasciam, eram da mesma espécie. Procurei saber exatamente qual era o nome do tal “pé de mato” que resistia ao concreto, que retirava o seu sustento da pedra bruta. Consultando um velho amigo agrônomo ele disse que a planta tinha o nome popular de quebra-pedra. Muito conhecido da medicina popular, pois lhes são atribuídas à capacidade de quebrar os cálculos renais (pedra do rim). O nome também se deve em parte pela sua capacidade de se adaptar as situações mais diversas, rachaduras, fendas, lugares extremamente secos e pobres em nutrientes, parece literalmente que ele consegue quebrar pedras para sobreviver, mas na verdade ele nasce das micro-fissuras já existentes nos complexos pavimentados e das rochas desgastadas pela ação natural. Depois desta explicação do especialista comecei a pensar sobre o quebrador de pedras. Carlos Drummond de Andrade escreveu em 1928 um poema, que transcrevo abaixo: No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Hoje, consigo compreender o que Drummond escreveu, a explicação do meu amigo agrônomo, e a planta da minha calçada. O poeta disse que nunca nos esqueceremos das pedras que encontramos pelo caminho, porém existe uma planta que consegue quebrá-las. Segundo o meu amigo, toda pedra tem rachaduras, micro-fissuras e são nestas fraquezas que o quebrador de pedras age, é justamente ali que ele se instala, e realiza a sua dura tarefa. Escute a natureza, Drummond viu a pedra, eu vi o quebra-pedras, e ele viu as rachaduras que existem na massa aparentemente maciça e aprendeu a arte de quebrá-las. Agora imagine quantas pedras você tem pelo caminho, quantos problemas você precisa encarar todos os dias, idealize quantas pedras você precisa quebrar. Aprenda com a mãe natureza, escute a lição do quebra pedra, por mais difícil que pareça sempre existe uma fissura no problema, sempre existe uma fenda, observe e trabalhe exatamente no ponto fraco da pedra, alimente-se da fraqueza das pedras do seu caminho e aprenda a arte de quebrá-las. Andem no caminho da luz.

Coleção “O homem que não sabe escrever” Somente para quem sabe ler.

 Sábio não é aquele que não encontrou pedras pelo caminho, mas aquele que aprendeu a arte de quebrá-las

pedras...

Corinthians

Após uma semana de muitos passeios em sampa e região, o último dia foi reservado para visitar o Parque São Jorge, onde fica a sede do meu timão, o Corinthians. Eu tinha estado ali uma vez, em 1995. Muita coisa mudou desde então, hoje existe a novo sede, um prédio novo muito bonito e também o Memorial do Corinthians, onde é possível ver muito da história do time e principalmente todos os troféus ganhos nestes cem anos de existência do Timão.

Passamos boa parte do dia por lá e inclusive almoçamos num restaurante ao lado. Nos deixaram entrar na parte reservada aos associados e pudemos conhecer o jardim onde existem muitas estatuas dedicadas a ídolos do passado do time e referentes a conquistas de títulos importantes. No jardim também fica exposto um capacete original do Ayrton Senna, que foi um grande corintiano.

No memorial pudemos conhecer muita coisa interessante e até ver uma entrevista do Edu (volante do time atual), sendo gravada pelo pessoal da Band. O mais legal foi visitar as duas salas de troféus. Numa delas que é enorme ficam os troféus menos importantes, de todas as modalidades, não somente de futebol. Alguns com quase cem anos. Em outra sala, dentro de redomas de vidro ficam os troféus mais importantes do futebol. Num canto, separados estavam os últimos troféus ganhos ano passado. Na sala menos importante descobri perdido no meio de troféus de pouca importância, o troféu que foi ganho na conquista do Campeonato Brasileiro de 1999. Reconheci o troféu de longe e pude até tocar nele. Ia levantá-lo para tirar uma foto, daí vi uma câmera de segurança logo acima de onde estava e achei melhor deixar o troféu no lugar, pra não criar confusão e ser expulso dali. Só não ficamos pra ver o treino do time, pois o mesmo seria no final da tarde e tínhamos compromisso.

Sede do Sport Club Corinthians Paulista. (11/08/2010)
Nos jardins do clube, o capacete de Ayrton Senna.
Vander no Corinthians. (11/08/2010)
Na foto maior estou segurando o troféu do Campeonato Brasileiro de 1999.
Memorial do Corinthians. (11/08/2010)
Na foto maior o famoso troféu do Campeonato Paulista de 1977.

Fazendo trilhas em Paranapiacaba

Passamos quase o dia todo na Vila de Paranapiacaba. Á tarde  fizemos duas trilhas  pela região, andando pelo barro. Uma das trilhas ia até uma pequena cachoeira. A outra trilha foi mais interessante, levava até uma represa que foi construída pelos ingleses em 1900 a fim de dar acesso ao reservatório de água que abastecia o 2º sistema do funicular. É possível ver a inscrição SPR 1900 (São Paulo Railway) na parede do reservatório conhecido como Tanque do Gustavo. Sua água abastece a parte alta da Vila. Na trilha, pode ser observado o antigo calçamento em pedras acompanhando a tubulação. 

Para passeios guiados pela Vila ou pelas trilhas da região, entre em contato com o Osmar Losano, que foi nosso guia. Contato: losanobio@hotmail.com Telefones:(11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755

Represa construida pelo ingleses em 1900.
Represa construida pelos ingleses em 1900.
Vander, Andrea e o guia Osmar. (10/08/2010)
Trilha próxima a Paranapiacaba. (10/08/2010)

Vila de Paranapiacaba

Um dos passeios mais esperados e  que mais gostei, foi  a ida a Vila de Paranapiacaba, em plena Serra do Mar paulista. Eu já tinha lido sobre essa Vila histórica e também assistido reportagens sobre o local. O lugar é muito bonito e bastante preservado. Poderia ser melhor, mas o poder público no Brasil sempre deixa a desejar e muita coisa vai se degradando e não pode mais ser recuperada. De qualquer forma o passeio vale a pena, tem muita coisa bonita, interessante e a história está presente em cada esquina. A região também é muito bonita, no meio da floresta e existe uma neblina quase permanente que da um charme especial a Vila. Além da visita a Vila, também é possível fazer vários passeios por trilhas da região.

História: Um grupo inglês explorou através de consessão o sistema ferroviário na Serra do Mar e implantou o sistema funicular: com cabos e máquinas fixas. A primeira linha, com onze quilômetros de extensão, foi inaugurada em 1867 pelo grupo São Paulo Railway. Ela começou a ser construída em 1862 e um de seus maiores acionista e idealizadores foi o Barão de Mauá. Em 1859, ele chamou o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees, que veio ao Brasil e deu viabilidade ao projeto. A execução de tal projeto foi de responsabilidade de outro engenheiro inglês, Daniel Makinson Fox. Um ponto curioso é que pela instabilidade do terreno, a construção da estrada de ferro foi quase artesanal. Não se utilizou explosivos por medo de desmoronamento. As rochas foram cortadas com pregos e pequenas ferramentas manuais. Paredões de até 3 metros e 20 centímetros de altura foram construídos ao logo do traçado da estrada de ferro. A segunda linha começou a funcionar em 1900. Por ocasião da construção da ferrovia a vila abrigou cerca de 5.000 trabalhadores. A vila surgiu com o nome de Alto da Serra, que manteve até o ano de 1907, quando foi adotado o nome atual. A estação de trem, curiosamente, só teve seu nome trocado em 1945. O contrato para a construção da ferrovia data de 1856. A partir daí iniciaram-se os trâmites burocráticos, e a construção iniciou-se por volta de 1860. A preocupação com a parte urbana, estética, salubre, comercial e social surgiu apenas no final daquele século, quando foi necessário ampliar a vila para a construção da 2ª linha do sistema funicular. Nessa ocasião, os ingleses iniciaram a construção da Vila Nova (ou Martin Smith) e, aí sim, procederam ao melhoramento da Vila Velha. Juntas são conhecidas como Parte Baixa, ou Vila Inglesa. Do outro lado da ferrovia surgiu a Parte Alta, com característica portuguesa, e completamente diferente da primeira, era a vila dos comerciantes. Na Vila funcionou o segundo cinema projetado no Brasil, na década de 1930.

A Vila Velha foi construída morro acima,  de forma desordenada, com ruelas, becos e caminhos tortuosos,  beirando a ferrovia.  E  isso  faz dela o local mais aconchegante de todos, com um charme especial e uma bela vista do pátio ferroviário. É a mais descuidada de todas e em muitos lugares  está praticamente abandonada. Uma vez que está próxima à “boca da serra”, por onde entra a ferrovia, é a mais visitada pela famosa neblina local. Já a Vila Nova ou Martin Smith possui característica completamente diferente. Ela foi construída de forma simétrica, com planejamento  urbano.  Até  os sentidos norte-sul, leste-oeste foram observados, quase de forma perfeita, em seu arruamento. A Vila Nova, construída e transformada ao longo dos anos, tanto pelos ingleses quanto pelos que os sucederam, chegou aos dias de hoje ainda majestosa e única em nosso país. Os ingleses foram sucedidos pela Rede Ferroviária Federal, depois pelos moradores (período do abandono) e, finalmente, pela Prefeitura de Santo André. Cada um foi deixando sua marca ao longo do tempo, e esta faceta multicultural é nítida aos nossos olhares.

Os ingleses hierarquizaram suas casas e ruas. Havia casas específicas para diretores, chefes, funcionários com famílias grandes, outros com famílias pequenas e, até, alojamento para solteiros. Primitivamente as casas eram de madeira, e assim permaneceram até meados do século XX. Nessa ocasião diversas moradias e edifícios públicos foram construídos em alvenaria pela Rede Ferroviária Federal. Esta, por sua vez, manteve perfeita ordem na vila, até os dias em que entrou em decadência. Após sua privatização em 1997, a vila ficou por conta dos moradores. Houve um total descaso por parte das autoridades, e o Condephaat, que havia tombado a vila em 1987, mostrou toda sua incompetência. Houve um verdadeiro crime tanto contra a história como com a cultura nacional. Com a privatização e modernização da ferrovia houve um grande número de desempregados; muitas casas foram abandonadas e invadidas, até por pessoas de má-índole. Houve destruição e muita alteração nas residências. Paredes foram derrubadas, divisórias levantadas, anexos e garagens construídos, jardins desfeitos, cercas postas abaixo. Nos dias atuais, a administração vem restaurando edifícios públicos de grande valor arquitetônico local. Temos exemplos deles no Castelo, no Clube Lyra Serrano, no antigo Mercado e na antiga Padaria do Mendes. Outras obras e intervenções são realizadas, mas nem sempre com o devido respeito pela história e cultura. É preciso um pouco mais de cuidado.

Boa parte das informações acima “surripiei” do site do Rogério, que além de muito bem feito conta muito da história de Paranapiacaba.

Para saber mais acesse:  http://www.avilainglesa.com/

Para passeios guiados pela Vila ou pelas trilhas da região, entre em contato com o Osmar Losano, que foi nosso guia. Contato: losanobio@hotmail.com Telefones:(11) 4439-0144 ou (11) 8844-0755

Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Parte Baixa da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
O cemitério da Vila possui túmulos centenários.
Pátio de manobras e o famoso relógio da Vila de Paranapiacaba.
Aspectos da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Parte Alta da Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Vila de Paranapiacaba. (10/08/2010)
Na foto maior, local onde funcionou o segundo cinema do Brasil.

Santos

Após sairmos do Monte Serrat, fomos passear pelo centro de Santos, dando  atenção especial ao setor histórico da cidade. Estivemos na Bolsa do Café, Prefeitura, Alfândega e almoçamos um delicioso pastel no Café Carioca, local famoso pelo pastel. Confesso que nunca tinha comido um pastel tão saboroso e com tanto recheio. Á tarde fizemos um passeio pela orla marítima da cidade. Queríamos ir até um forte antigo, mas o mesmo estava fechado. Segunda-feira é dia de manutenção dos locais turísticos e encontramos muita coisa fechada. Também estivemos no Estádio do Santos F. C., na Vila Belmiro. Eu queria visitar o memorial, mas também estava fechado. Depois fomos para as praias de São Vicente e Praia Grande. A Andrea tinha levado biquíni pensando em entrar na água, mas mudou de idéia em razão do frio. A previsão que era de 27 graus ficou em 17 graus mais o vento, então entrar na água nem pensar. A volta para São Paulo foi no final da tarde e mesmo com tempo fechado e neblina, pude ver como é bonita a estrada, com seus vários túneis.

Bolsa do Café. (09/08/2010)
Alfândega e Café Carioca. (09/08/2010)
Vila Belmiro, estádio do Santos F. C. (09/08/2010)
Orla de Santos, São Vicente, Praia Grande e nova Imigrantes. (09/08/2010)

Monte Serrat

Após realizar passeios por  São Paulo e pela região serrana, fomos  fazer um passeio pelo litoral paulista. Nossa principal parada foi em Santos, conhecida cidade portuária. Um dos principais passeio que fizemos foi subir ao Monte Serrat de bondinho (funicular). Lá de cima a vista da cidade é muito bonita.

O sistema funicular do Monte Serrat foi planejado em 1910, mas a construção não foi possível pelas dificuldades encontradas durante a Primeira Guerra Mundial, que prejudicou o transporte do material que vinha da Alemanha. A construção então se deu em 1923 e sua inauguração ocorreu em 1 de junho de 1927. No alto do morro funcionou um cassino até 1946. Esse cassino recebeu muitos políticos influentes da época, desde o governador Julio Prestes até o Presidente da República. Além deles, artistas nacionais e internacionais e as grandes orquestras da época, também passaram pelo Monte Serrat, que era ícone de luxo e sofisticação.

Ainda hoje os salões do Monte Serrat conservam as características originais da decoração da época. No alto no morro fica a Capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Possui dois bondinhos, que operam sempre simultaneamente: enquanto um sobe, o outro desce, e os dois se encontram exatamente na metade do percurso, onde há um desvio.

Sistema funicular do Monte Serrat. (09/10/2010)
Funicular parado no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)
Parte do salão do Monte Serrat.
Mirante no alto do Monte Serrat. (09/08/2010)

Andrea observando a vista da cidade. (09/08/2010)
Vista do alto do Monte Serrat.