Nina

A Nina foi abandonada ainda filhote na rua da casa dos meus pais, em meados de 2015. Meu pai se encantou com a cachorrinha peluda e resolveu adotá-la, mesmo contra a vontade da minha mãe. Na casa deles já havia outros cachorros, e minha mãe não queria mais um.

Os anos passaram, a Nina cresceu e teve uma vida feliz. Os outros cachorros foram morrendo com o tempo, pois já estavam idosos, e a Nina acabou se tornando a única cachorra da casa. Ela era muito apegada ao meu pai e, após o falecimento dele, em julho de 2024, ficou muito triste.

Depois da morte do meu pai, assumi a função de levá-la para passear uma vez por semana. Ela adorava esses passeios e fazia a maior festa ao sair de casa. E assim a vida seguiu por mais de um ano, até que a Nina adoeceu de repente, foi internada e, em menos de 24 horas, morreu.

Fiquei muito triste com a morte dela, pois, de certa forma, ela era uma ligação minha com o meu pai. Pensei no que meu pai faria com o corpo da Nina e, em vez de entregá-lo para ser jogado na fossa séptica da prefeitura, resolvi enterrá-la no fundo do quintal da casa da minha mãe, local onde a Nina passou boa parte de sua vida.

Agora ficam as boas lembranças de uma cachorra que alegrou a família durante anos e foi uma grande companheira do meu falecido pai.

A Nina quando foi adotada. (06/2015)
Voltando do veterinário. (08/2024)
Visitando o túmulo do meu pai. (07/2025)