Acompanho Copa do Mundo desde 1978, mas nunca estive tão desanimado e sem motivação para acompanhar o Brasil em uma Copa, igual está sendo esse ano. Não sei se é pelo fato de ainda estar sofrendo com a depressão que me acompanha faz alguns meses, se é a desilusão com o futebol, que cada dia perde mais a graça pra mim, ou se a desilusão é com o time atual do Brasil. Acho que é tudo isso somado. Sei que os primeiros três jogos assisti sozinho em casa e dormi. Teve um jogo que dormi quase o tempo todo.
Uma coisa que me chama atenção nessa época de Copa do Mundo, são os exageros por parte dos brasileiros. Dias de jogos viram mini feriados, os carros cheios de bandeiras, qualquer resultado a favor vira motivo pra carreata, pra festa. Nessa época o brasileiro vira patriota. Ele devia ser patriota o ano todo, pois talvez assim o Brasil melhora um pouco. Não adianta ser patriota somente de quatro em quatro anos. Muitas vezes acho nosso Brasil e seu povo uma piada!
Ontem teve churrasco na casa da Adri e do Paulo. Esse churrasco serviu também para comemorar o aniversário da Lil. Compareceram o pessoal do Medianeira e foi muito divertido. A comida estava boa e exagerarei um pouco, depois fiquei passando mal.
Sou sincero, doa a quem doer, mas também sei mentir. Posso te dar o paraíso ou te levar ao inferno em segundos. Vivo me perdendo e me encontrando, pois estou em constante evolução. Às vezes penso demais, outras simplesmente não penso, ajo. Acho que sou livre, e ser livre pode ser muito bom, ou não; pois isso te oferece inúmeras possibilidades que muitas vezes só te atrapalham. Sei lá, eu sou um monte de coisas e quase nada ao mesmo tempo… K-róu
“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”. (Fernando Pessoa)
Dia destes me perguntaram de onde surgiu o nome Paraná, para meu estado de nascimento. Mesmo sendo formado em história, tive que humildemente responder que não sabia. Não me lembrava de um dia ter estudado sobre isso seja na escola ou na faculdade. Então fui pesquisar e abaixo segue um resumo sobre o assunto.
Paraná vem da língua guarani, significa: “para” … mar + “anã” … parecido, parente, semelhante, significando rio grande, rio como mar, rio semelhante ao mar.
É um termo de origem geográfica, refere-se ao Rio Paraná, que é o maior curso d’água em território paranaense, que divisa o Estado do Paraná da República do Paraguai e do Estado do Mato Grosso do Sul. A pronúncia correta originalmente era Paranã, com o tempo a acentuação da última vogal foi alterada.
O nome Paraná, dado ao Estado, surgiu a partir de 1853, quando a então Comarca de Curitiba, que pertencia à Província de São Paulo, foi elevada a categoria de Província (que seria o Estado na época). A forma como surgiu a denominação do Estado do Paraná foi impositiva. Não houve consenso, foi uma decisão “de cima para baixo”. Se prevalecesse o bom senso continuaria o antigo nome, que era Comarca de Curitiba.
Gosto do nome Paraná, mas particularmente acho que o critério utilizado na escolha do nome do Estado foi equivocado. Se a idéia era escolher o nome de um rio que banhasse o Estado, a melhor opção seria escolher o nome do Rio Iguaçu. O Rio Paraná é importante, mas ele não adentra o estado, apenas faz divisa. Já o rio Iguaçu nasce próximo a Curitiba e atravessa milhares de quilômetros do território paranaense. Então em minha modesta opinião o nome do Estado deveria ser Estado do Iguaçu.
A nível de curiosidade, até 1853 quem nascia no atual Estado do Paraná, era conhecido como paulista da 5ª Comarca.
Somos o somatório de tudo o que vivemos e experienciamos até aqui.
Fazer 40 anos é um marco!
Aos 40 é preciso zerar o velocímetro e começar uma nova contagem.
A vista fica mesmo mais curta depois dos 40. Bem mais curta…
Fica mesmo mais difícil perder peso a partir dessa idade; já ganhar, se ganha com uma facilidade impressionante.
A gente fica mais seletivo aos 40.
Ficamos mais decididos sobre o que nos serve e o que não nos serve mais, o que realmente queremos e o que não queremos mais, o que vale e o que não vale mais a pena experimentar…
Não resta dúvida: uma etapa muito importante da vida começa aos 40 e, por incrível que pareça, tudo acontece naturalmente.
Forçar a barra, fazer uma cena, nada disso faz mais sentido.
Aos 40, nada é assim tão urgente ou necessário como antes…
Semana passada visitei a Exposição MUSIK + X, que está em turnê pela América do Sul e foi montada no subsolo da Biblioteca da Unisinos em São Leopoldo. A exposição apresenta, em palcos temáticos, um panorama de quatro gêneros da música moderna alemã: Hip-Hop, Pop, Techno e Indie. Mesmo não curtindo esses estilos de música, achei a exposição interessante e bem montada. Na visita a exposição tive como companhia a Edina e o Jeferson.
No domingo eu e Andrea fomos fazer o passeio de trem pela Serra do Mar, saindo de Curitiba bem cedo. Já fiz esse passeio várias vezes, para a Andrea seria a primeira vez. O tempo ajudou, estava frio mas tinha sol e foi possível ver muito bem as belas paisagens da serra. De ponto negativo foi o péssimo vagão que pegamos e o guia da Serra Verde Express, empresa responsável pelos passeios de trem. O guia estava mais preocupado em vender coisas do que mostrar os pontos principais do passeio. Teve algumas atrações que ele nem mencionou e outras ele falou o básico, quando podia ter falado mais. A todo momento ele queira vender algo, acabava sendo irritante. Desembarcamos em Morretes, fizemos um rápido passeio pela cidade e retornamos a Curitiba.
Passeio de trem pela Serra do Mar. 13/06/2010Morretes - 13/06/2010
No final de semana a Andrea esteve em Curitiba. Veio passar o dia dos namorados comigo e também conhecer a cidade. Ela já esteve em várias partes do mundo mas ainda não conhecia Curitiba, que fica somente 400 km de sua cidade, São Paulo. Fui buscá-la no aeroporto no sábado pela manhã e chovia e fazia muito frio.
Passeamos pelo Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, onde almoçamos uma autêntica comida de colônia italiana. No restante do dia fizemos vários passeios pela cidade e terminamos a noite com um romântico jantar a luz de velas.
Caminho do Vinho – São José dos Pinhais – Pr 12/06/2010Bosque do Papa. 12/06/2010Centro de Curitiba. 12/06/2010
Fiquei a semana toda em São Leopoldo – RS, participando de testes integrados do novo sistema. A Edina, minha substituta no RH também foi junto para conhecer o pessoal do sistema e aprender um pouco mais sobre o mesmo. Essa deve ter sido minha ultima viagem pra lá. Foram quatro anos e meio e trinta e poucas viagens. Confesso que já não aguentava mais essas viagens.
Foi uma semana tranquila, eu estava em clima de despedida. Almocei e jantei nos meus locais favoritos e aproveitei para me despedir de todo o pessoal com o qual convivi nesses últimos anos em razão das implantações de sistema.
Unisinos – São Leopoldo/RS
Com colegas que participaram dos testes integrados.
E quem foi embora do Medianeira já faz uns dias, foi minha amiga Marcela. Ela vai fazer falta, principalmente nos almoços no Big junto com o Mauricio e Lilica. O almoço e depois o sorvete no Bob´s não terão mais graça sem a presença dela e de seu bom humor. Desejo boa sorte a ela em seu novo projeto de vida.
Nesse final de semana estive em São Paulo a passeio. Encontrei-me com a Andrea e ela me levou a muitos lugares. Como conheço bem a cidade ela teve que se desdobrar para encontrar lugares que eu não conhecia. Entre muitos lugares que fomos um bem interessante foi o Jardim Botânico. Eu nem sabia que sampa tinha Jardim Botânico! O lugar é muito bonito e bem cuidado. Passamos uma tarde interessante ali, onde conversamos bastante.
Histórico do Jardim botânico de São Paulo
No final do século passado, a área do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga era uma vasta região com mata nativa, ocupada por sitiantes e chacareiros. Por ordem do governo as desapropriações na área vinham ocorrendo desde 1893 visando a recuperação da floresta, a utilização dos recursos hídricos e a preservação das nascentes do Riacho do Ipiranga.
Em 1917 a região tornou-se propriedade do Governo, passando a denominar-se Parque do Estado.Até 1928 serviu para captação de águas, que abastecia o bairro do Ipiranga.Neste mesmo ano o naturalista Frederico Carlos Hoehne foi convidado para implantar um Horto Botânico na região.
O Jardim Botânico de São Paulo foi oficializado em 1938 com a criação do Departamento de Botânica, na época órgão da Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio de São Paulo. Em 1969 o Parque do Estado, onde o Instituto de Botânica está localizado, passou a denominar-se Parque Estadual das Fontes do Ipiranga.
Acabo de ler o livro Tex no Brasil, escrito pelo meu amigo G. G. Carsan, grande fã e colecionador da revista Tex. O GG é fotógrafo e reside em João Pessoa – PB. Nos conhecemos faz alguns anos pela internet, pois durante mais de vinte anos fui leitor e colecionador de Tex.
Dados sobre o livro:
Editora Sal da Terra –300 páginas – 29 capítulos – R$ 40,00
O livro faz uma viagem pelo mundo de Tex, através da visão de um colecionador. Tex é publciado ao longo de mais de 60 anos. Tex é um personagem italiano criado por Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini. O livro que tem muitas ilustrações, traz as sinopses de todas as aventuras do Ranger, relatos de alguns Texianos, os melhores momentos da saga e respectiva análise, curiosidades da coleção, estatísticas, sites e blogues na Internet dedicados a Tex e uma entrevista exclusiva com o editor Sergio Bonelli.
Semana passada estava conversando com a Gabriela, minha colega de trabalho e ela perguntou se eu tinha medo de morrer. Respondi que tenho mais medo de ficar inválido numa cama ou ir parar numa cadeira de rodas, do que de morrer. E é verdade, aprendi que na vida existem coisas piores do que a morte. Ao menos para mim a morte não é fim de tudo e nem o pior.
Hoje estava lendo um livro (o quinto) sobre o Ayrton Senna e tem uma frase dele que eu já conhecia e que acho interessante, onde ele fala sobre a morte:
“O dia que chegar, chegou. Pode ser hoje ou daqui a 50 anos. A única coisa certa é que ela vai chegar. (Ayrton Senna)
Eu aprendi…
…que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi…
…que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi…
…que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi…
…que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi…
…que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi…
…que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi…
…que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi…
…que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi…
…que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi…
…que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
“O homem que não tem medo da morte está livre para viver”.
Autor desconhecido
Posso dizer que perdi o medo de morrer, pois após uns momentos complicados que vivi recentemente, descobri que pior do que morrer é não ter vontade de viver. O triste não é morrer, mas sim viver triste, desiludido, sem vontade de fazer algo, é estar entregue, desesperado, sem perspectivas e principalmente sem esperança. Onde não existe esperança não existe vida ou vontade de viver. Talvez por isso que dizem que a esperança é a ultima que morre, pois a partir do momento que ela vai embora não existe mais razão pra se viver.
Esse Túnel do Tempo é pra lembrar que está fazendo oito anos que viajei para os Estados Unidos pela primeira vez (maio/junho de 2002). Tinha intenção de ficar um ano, mas após três semanas resolvi retornar ao Brasil e ficar uns meses de férias por aqui. E foi o que fiz na época, sendo que no final do ano voltei aos Estados Unidos e dessa vez fiquei um ano por lá (na verdade 363 dias).
Nessa primeira viagem fiquei na casa de minha amiga Consuelo, que foi minha guia e ensinou como me virar em Orlando. Esses ensinamentos foram de grande validade quando retornei pra lá no final do ano. Fizemos alguns passeios por Orlando e fomos até a cidade de Tampa, distante 100 km de Orlando, visitar um parque bastante conhecido, o Busch Gardens. Depois aprendi a me virar um pouco e fiz passeios sozinhos por Orlando. Também trabalhei dez dias na lavanderia de um hotel, para saber como era trabalhar por lá. Tudo isso valeu como experiência e foram três semanas muito marcantes, pois a primeira vez nos “states” a gente nunca esquece.
Conjunto onde a Consuelo morava. (Orlando, FL – maio 2002)
Lavando louça. (Orlando, FL - 26/05/2002)No Busch Gardens. (Tampa, FL - 19/05/2002)No Busch Gardens com Consuelo e seus vizinhos. (Tampa, FL - 19/05/2002)No ponto de ônibus num domingo de quase 40 graus. (Orlando, FL)Passeando pelo centro de Orlando. (26/05/2002)Lago Eola, no centro de Orlando. (26/05/2002)
Depois de algum tempo você aprende a diferença… a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
Curitiba é uma cidade-estado que fica encravada no sudeste do estado do Paraná, vive num mundo cor-de-rosa à parte e não costuma se misturar com as demais cidades e habitante do Paraná. Na capital paranaense, ninguém assiste à Globo ou ao SBT. Lá eles vêem o 12 ou o 4. Sua influência nas demais regiões do estado é nula. Foi desmembrada a força na década de 1940 pelo povo caipira do interior. A partir daí gaúchos e paulistas dividiram o estado em três territórios: a parte gaúcha ao sul, com capital em Cascavel; paulista ao norte, com capital em Londrina; e a zona neutra (ou fresca) no Primeiro Planalto. Curitiba, a fria, diz possuir três times de futebol que se acham grandes. Bem por isso eles só têm torcida dentro dos próprios muros e suas influências não vão além do primeiro pedágio em cada saída da Região Metropolitana. Se um indivíduo em qualquer outra cidade do Paraná estiver usando uma camisa desses timinhos é considerado louco ou vira rapidamente motivo de chacota. É um povo receptivo e amistoso, isso se receptivo e amistoso tem o mesmo significado de povinho chato e de nariz empinado. É o lugar das mulheres mais lindas, quentes e gostosas, mas em geral cobram muito caro. Cidade que se orgulha em ser um modelo de capital a ser seguido, tem ônibus que só andam lotados e possui as calçadas mais toscas e indecentes de todo planeta, onde as garotas topetudas parecem deusas ao andar sobre aquele chão.
Fundada a 100 quilômetros do mar, por pura falta de imaginação, um dos melhores defeitos e piores qualidades de Curitiba é não ter praia. A praia do curitibano é a grama do Parque Barigui. O que levou o escritor Rui Werneck de Capistrano, leitE quentE da gema, a concluir: Cinco mil km de costa / e Curitiba aqui / neste lugar de bosta.
Dante Mendonça
do livro: Serra Abaixo Serra Acima o Paraná de trás pra frente
É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
O Túnel do Tempo de hoje é sobre a viagem para Alemanha que fiz em maio de 2002, junto com a Talita minha ex-noiva. A viagem foi cansativa, quase doze horas de voo num MD 11 da Varig, com uma enorme turbina traseira muito barulhenta. Mas foi uma viagem muito legal, pois foi minha primeira vez na Europa, então por essa razão foi inesquecivel. Desembarcamos em Frankfurt e a Eunice irmã da Talita e seu cunhado Jens foram nos buscar. Dali viajamos uns 300 km de carro até Lindscheid, cidade onde moram. Fiquei uma semana passeando por muitos lugares da cidade, conhecendo pessoas, visitando pontos turísticos. Compras não fiz muitas, pois era tudo muito caro. O que mais comprei foram chocolates alemães, suíços e belgas, que são de ótima qualidade e eram baratos.
A razão dessa viagem foi acompanhar a Talita que estava se mudando para a Alemanha e para que eu tirasse qualquer duvida com relação a voltar com ela ou não. Nosso plano quando noivamos era de nos casarmos e irmos morar na Alemanha por tempo indeterminado. Depois teve o rompimento do noivado, mas existiam algumas duvidas de minha parte e essa viagem serviu para eliminar essas duvidas. Lá tive a certeza de que não queria casar e nem ficar morando na Europa. Então após uma semana voltei para o Brasil. Levaram-me até Hagem, uma cidade próxima e lá embarquei num trem para Frankfurt, onde peguei um avião para o Brasil. Na pressa de colocar minhas coisas no trem acabei não me despedindo da Talita. Quando fui voltar para me despedir dela o trem partiu e mal consegui vê-la pela janela. Até parecia cena de filme, a despedida que não aconteceu. Ali se encerrava de vez nosso relacionamento, uma história que começara sete anos antes na Argentina. Depois desse dia fomos nos ver novamente seis anos depois, no sepultamento do pai dela em Curitiba, eu namorando outra e ela casada com um alemão e tendo uma filha. Ela continua na Alemanha e já tem uma segunda filha. Pouco antes do ultimo Natal nos encontramos em Curitiba e pude conhecer sua segunda filha e seu marido. Ela acabou me perdoando por tudo o que a fiz sofrer em razão do rompimento do noivado e eventualmente conversamos por email. Talvez ano que vem faça uma visita a ela e sua família lá na Alemanha, se minha planejada viagem pra Europa der certo.
Com Talita, Jens e Eunice.Com Talita, indo pra igreja numa fria manhã de domingo.Comendo um autentico salsichão alemão.Passeando pelo centro de Lindscheid.
Saindo passear em Lindscheid
Casa do Jens e da Eunice, onde fiquei hospedado em Lindscheid.
Igreja de Deus em Lindscheid.Na estação de Hagen, esperando o trem para Frankfurt. (09/05/2002)
A próxima parada do Wagão foi em Londres, onde aproveitou para visitar o Juninho, nosso amigo e antigo vizinho de Campo Mourão, que vive em Londres faz muitos anos.
Em frente ao Big Ben.Juninho e W@gão na Tower Bridge.
Depois de quase ter ficado preso em Israel, ter ficado só de cueca para ser revistado, passar por duas horas de interrogatório, provavelmente por ter sido confundido com algum terrorista, o Wagner foi para o Egito. O ponto alto na viagem ao Egito foi a visita ás pirâmides. O Wagner disse que não andou de Camelo por que não tinha nenhum disponível. Mas eu acho que ele ficou com medo de andar de Camelo e optou por um cavalo, que mais parece um pônei.
El Mohamed W@gner andando a cavalo pelo Deserto.
Esfinge de Gizé com a Pirâmide de Quéfren ao Fundo
Esse texto a Andrea me enviou e achei muito legal, uma mensagem muito interessante.
A vida me ensinou…
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para “ver e ouvir estrelas”,
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Essa frase é da tia Wyntia (ou Cintia, como ela prefere ser chamada). E ela tem razão, pois os Dissenha são fortes, não são de desistir quando querem uma coisa, parece que isso está no sangue. Podemos ás vezes desanimar, chorar, quase nos entregar, mas logo nos recuperamos e ressurgimos ainda com mais força de vontade, batalhando por aquilo que desejamos e queremos conquistar.
A segunda “parada” do Wagão em suas “fast” férias, foi em Israel. Entre muitos lugares, ele visitou o Monte das Oliveiras, lugar importante para a história do cristianismo.
Meu Brother está curtindo breves e intensas férias. Seu passeio iniciou em Frankfurt, na Alemanha. Em 2002 estive nessa cidade mas foi de passagem, então não conheci muita coisa. O Wagner pôde passear um pouco e conhecer belos lugares da cidade. Ele tinha me convidado pra ir junto nessa viagem, mas não teve jeito de ir, principalmente por culpa de minha hérnia de disco que ainda não me deixa caminhar muito e dói a beça.
Estação Central de Frankfurt (26/04/2010)Câmara Municipal de FrankfurtCentro de Frankfurt
Sábado teve churrasco lá no conjunto onde minha amiga Sonia mora. O pessoal da JID Centro estava lá e “rolou” um breve e interessante momento de louvor. Depois nos acabamos de comer e ficamos separados em dois grupos, algo que ocorreu de uma forma natural. De um lado os mais jovens e de outro os mais velhos (eu incluso) relembrando os antigos Congressos, Convenções, Interamericanos, tantas viagens, tantas amizades e principalmente tantos namoros. Depois que o pessoal foi embora, fui com Sonia, Carmen e Lavi até o AP da Sonia e ficamos conversando até ás duas da madruga.
Momento de LouvorComida, comida!!!Lavi, Carmen e eu, conhecendo a cozinha da Sonia.Fazia frio, então todos juntinhos pra esquentar.
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” para ser insignificante.
* autor desconhecido
PS: Essa copiei do Orkut da Flavia, ex-cunhada. Faço como minhas palavras o que esse autor desconhecido escreveu. E posso dizer que de um mês pra cá, reaprendi o que siginifica ” viver”.
Quando falo em amor, posso deixar transparecer que também acredito naquele amor dos contos de fadas, aqueles do tipo FELIZES PARA SEMPRE… Não acredito. Entendo que esse é um sentimento complexo e exercê-lo demanda mais que desejo – demanda decisão.
Qualquer relação passa por altos e baixos e isso faz parte. Afinal todos somos humanos e, enquanto tal, erramos, acertamos, ganhamos e perdemos… Até aí tudo bem… A questão é que grande parte de nós – além de não entender o que é uma relação – não amadureceu para tal. Confunde o amor com posse, controle, sofrimento.
Problemas
Entende que viver um relacionamento depende do abrir mão de suas vidas, seus sonhos, seu ser. E essa é a parte que deveria ser melhor analisada… Quando o amor se torna um filme de terror e o sofrer impera sobre qualquer outro sentimento, problema à vista…
Fica óbvio para os outros quando estamos nessa enrascada e, para eles – de fora – é visível que seremos abandonados ou abandonaremos. A relação dá sinais… Você deve conhecer casais cuja tônica da relação é essa – brigas, dor, sofrimento, controle, posse… Não evolui – não sobra espaço ou tempo para um e outro…
Nesses casos nos abandonamos muito antes de deixar o outro ou a relação. Abandonamo-nos porque é o que podemos. Deixamos de lado tudo que somos para viver em função da relação doente, dos sentimentos confusos, dos pensamentos errados.
Tarde demais
Fica tudo mais complexo. Não conseguimos enxergar o quando ou quanto nos abandonamos… Não compreendemos que teremos de lidar com o nosso abandono antes mesmo de compreender o quanto a relação está comprometida. E talvez aí seja tarde demais para os investimos nosso tempo em autoconhecimento, alimentamos nosso físico, mental e emocional – talvez até o espiritual.
É incrível como tudo muda ao redor… Primeiro muda nossa motivação, depois nossa prioridade e, por fim, a relação.
Milagre? Não. O tempo que perdemos controlando o outro é enorme. O tempo que ficamos PARALIZADOS, imaginando porque ele não ligou, porque não veio, porque mentiu, porque não nos ama, por quê?!? É absurdo.
E até nos momentos que deveríamos aproveitar para rever a nós mesmos – aquele chá com as amigas, a terapia, a ginástica –, mesmo nesses momentos únicos, nossos, estamos lá, falando do outro qualificando e desqualificando a relação e isso não leva a nada…
Primeiro porque não vamos entrar na cabeça do outro e tirar de lá o que nem ele mesmo sabe. Segundo porque quando perdemos nosso tempo falando do outro – tiramos de nós a responsabilidade de fazer diferente.
Deixamos de lado nosso poder de fazer e acontecer – com ou sem esse outro… E isso é imperdoável! Cobramos-nos, não nos aceitamos, morremos…
Então? É desse amor distorcido que tenho falado. Um amor que não leva a nada à medida que não é de dois – é de um que cobra e traz para si o remar, a canoa, o rio, a vida e CARREGA LITERALMENTE O OUTRO…
E, dessa forma, não há relação, ou melhor, não há qualquer ser humano que possa deixar de lado o sofrer… A dor é real está lá e não há muito a fazer… Agora viver em sofrimento, bem, esse sim é opcional. Lembre-se: podemos abrir mão dele e de tudo o que nos faz tristes. Até mesmo de um amor do tipo ruim com ele pior sem ele…
Se estiver ruim não é bom – não faz bem… O convite aqui é para olhar mesmo o que se vive, o que se tem e abrir mão de tudo o que está demais.
Ela é autora dos livros “Eu Faço Tudo por Você – Histórias e relacionamentos co-dependentes” e “Você Está Disponível? Um caminho para o amor pleno”, ambos publicados pela editora Celebris.
Esse “Túnel do Tempo” é pra relembrar de uma aventura que fiz junto com minha amiga Carmen, em fevereiro de 1998. Fomos para o Nordeste, de ônibus de linha, convencional. Foram 50 horas de viagem até Recife, duas noites dormidas dentro do busão. O legal foi que no final da viagem todos se conheciam, era a maior animação, até parecia excursão. Na Rodoviária de Recife, na despedida pessoas se abraçavam trocavam endereço, tinha gente chorando.
Essa aventura durou 21 dias, onde nos hospedamos em Albergues da Juventude. Em Pernambuco estivemos em Olinda, Recife, Marinha Farinha, Itamaracá e Porto de Galinhas. Depois fomos para o Rio Grande do Norte, onde estivemos em Natal, Parnamirin visitando uma amiga e algumas praias e dunas um pouco mais distantes. Então fomos para Alagoas, onde ficamos em Maceió e visitamos lugares próximos.
O bom de ficar hospedado em Albergues é que se conhece muita gente e acabávamos nos juntando para fazer passeios. Por exemplo em Natal juntamos 20 pessoas e alugamos quatro bugs para passear pelas dunas. Em Olinda alugamos uma Kombi para ir até a Ilha de Itamaracá e depois uma Van para ir á Porto de Galinhas. Acabou sendo uma viagem muito divertida, onde conhecemos muitas pessoas e lugares lindos.
Carmen, Vander e Marcia (Olinda – PE 10/02/98)Praia de Boa Viagem (Recife – PE 12/02/98)Piscinas naturais (Porto de Galinhas – PE 13/02/98)Marcia, Vander e Carmen (Porto de Galinhas – PE 13/02/1998)Coroa do Avião (Ilha de Itamaracá – PE 14/02/98)Passeio de bug (Natal – RN 17/02/98)Passeio de bug pelas dunas, com o pessoal do Albergue (Natal – RN 17/02/98)Passeio de barco (Praia da Pipa – RN 18/02/98)Praia deserta (Maceio – AL 21/02/98)
Ao viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois modelo produz felicidade?’
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à aula? ‘Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’ Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: ‘Como estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!’ Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra ao lado! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…
A palavra hoje é ‘entretenimento; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas… Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista contado, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald… Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo um passeio socrático. ‘Diante de seus olhares espantados, explico:’Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”
Mude,mas comece devagar,porque a direção é mais importanteque a velocidade.Sente-se em outra cadeira,no outro lado da mesa.Mais tarde, mude de mesa.Quando sair,procure andar pelo outro lado da rua.Depois, mude de caminho,ande por outras ruas,calmamente,observando com atençãoos lugares por ondevocê passa.Tome outros ônibus.Mude por uns tempos o estilo das roupas.Dê os teus sapatos velhos.Procure andar descalço alguns dias.Tire uma tarde inteirapara passear livremente na praia,ou no parque,e ouvir o canto dos passarinhos.Veja o mundo de outras perspectivas.Abra e feche as gavetase portas com a mão esquerda.Durma no outro lado da cama...depois, procure dormir em outras camas.Assista a outros programas de tv,compre outros jornais...leia outros livros,Viva outros romances.Não faça do hábito um estilo de vida.Ame a novidade.Durma mais tarde.Durma mais cedo.Aprenda uma palavra nova por dianuma outra língua.Corrija a postura.Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes,novos temperos, novas cores,novas delícias.Tente o novo todo dia.o novo lado,o novo método,o novo sabor,o novo jeito,o novo prazer,o novo amor.a nova vida.Tente.Busque novos amigos.Tente novos amores.Faça novas relações.Almoce em outros locais,vá a outros restaurantes,tome outro tipo de bebidacompre pão em outra padaria.Almoce mais cedo,jante mais tarde ou vice-versa.Escolha outro mercado...outra marca de sabonete,outro creme dental...tome banho em novos horários.Use canetas de outras cores.Vá passear em outros lugares.Ame muito,cada vez mais,de modos diferentes.Troque de bolsa,de carteira,de malas,troque de carro,compre novos óculos,escreva outras poesias.Jogue os velhos relógios,quebre delicadamenteesses horrorosos despertadores.Abra conta em outro banco.Vá a outros cinemas,outros cabeleireiros,outros teatros,visite novos museus.Mude.Lembre-se de que a Vida é uma só.E pense seriamente em arrumar um outro emprego,uma nova ocupação,um trabalho mais light,mais prazeroso,mais digno,mais humano.Se você não encontrar razões para ser livre,invente-as.Seja criativo.E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,longa, se possível sem destino.Experimente coisas novas.Troque novamente.Mude, de novo.Experimente outra vez.Você certamente conhecerá coisas melhorese coisas piores do que as já conhecidas,mas não é isso o que importa.O mais importante é a mudança,o movimento,o dinamismo,a energia.Só o que está morto não muda !Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco, sem o qual a vida nãovale a pena!!!!Edson Marques
PS: No dia 24/08/2001 uma pessoa me enviou esse texto por e-mail, com o título “Um pouco de Clarice”, como se o texto fosse da Clarice Lispector, quando na verdade ele é do Edson Marques (fato que só vim saber agora). Hoje acabei me deparando novamente com esse texto e na hora pensei na pessoa que me enviou o texto anos atrás. Hoje ela não faz mais parte de minha vida, mas deixou muitas marcas, muita coisa bonita e muitos ensinamentos. Somente agora estou entendendo muita coisa que ela me ensinou, do que ela me falou e estou tentando mudar o rumo de minha vida, ser um pessoa melhor. Então vai o meu muito obrigado a essa pessoa e tenho certeza que a próxima (ou próximas) namorada que eu tiver deverá agradecer muito a essa pessoa, pois daqui pra frente meus relacionamentos serão muito diferentes, agirei de uma forma diferente do que agi até aqui. E essa forma diferente será para melhor, sem medo de amar, de arriscar, de me comprometer, de ser feliz…
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: Digam o que disserem, o mal do século é a solidão. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos personal dance, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a sentir, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”. Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens, mais que verdadeiras é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. Mais, estou muito brega! aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”. Antes idiota que infeliz!
Hoje fiz algo que planejava fazer já faz algum tempo, ou seja, justo no dia em que completava 40 anos, parar em frente ao local onde nasci e meditar um pouco. Nasci em casa, num sábado de outono, entre 14h00min e 15h00min. Meus pais moravam numa casa de madeira, de cor azul, na esquina da Avenida Jorge Walter com Rua Prefeito Roberto Brezinski, em Campo Mourão. Na época a rua não era asfaltada, era de terra vermelha, com muita poeira. Vivi nessa casa por pouco mais de dois anos e por incrível que pareça tenho algumas recordações dela. Isso mesmo! Consigo lembrar de fatos ocorridos quando tinha dois anos de idade. Depois saímos dessa casa e fomos morar em outra casa azul de madeira, também de esquina, mas no bairro Lar Paraná.
No local onde ficava a casa onde nasci, hoje existe o escritório de uma empresa de coleta de lixo, que pertence ao filho de meu padrinho de batismo. E foi em frente a esse escritório que parei ontem e perguntei, “Porque num mundo tão grande eu fui nascer justamente naquela esquina?”. Não obtive a resposta ainda e talvez nunca tenha tal resposta. Mas… se pudesse escolher possivelmente escolheria a mesma esquina onde nasci e a mesma família em que nasci. Tenho orgulho de ser do interior do Paraná, pé vermelho de Campo Mourão e pertencer á família Kreticoski/Dissenha. Nasci numa família pobre mas honrada e desde cedo aprendi a ser uma pessoa boa, correta, honesta e principalmente que um lar pode ser simples, humilde, a família ter alguns problemas, mas se existir amor nesse lar nada mais importa. Não precisa nascer num Castelo ou num Palácio, mas pode ser um simples casebre, desde que exista amor. E quanto a isso não posso reclamar. Nossa família é muito unida, sempre um ajudando ao outro. Tive problemas com meu pai no passado, pois apesar de sermos parecidos em muitos sentidos, temos pontos de vista diferentes e ambos sendo teimosos, os conflitos acabam surgindo. Mas no geral nos damos bem, pois existe amor entre todos.
Depois de meditar um pouco na esquina onde nasci, fiz uma oração e quando percebi as lagrimas rolaram. No mesmo instante o céu também chorou, ou seja, começou a chover. Então resolvi pegar a estrada rumo a Curitiba e poucos quilômetros depois tive meu melhor presente de aniversário. Apareceu um arco-íris na estrada e umas das extremidades dele terminava justamente na estrada, onde eu tinha que passar. Já vi muitos arco-íris em minha vida, mas nunca tinha visto onde ele acabava. Diz á lenda que no final do arco-íris existe um pote de ouro. Não vi nenhum pote de ouro, mas o tesouro que encontrei foi á felicidade, foi voltar a sorrir, coisas que tinha perdido nos últimos tempos e que agora aos poucos estão voltando para minha vida.
A esquina onde nasci, exatos 40 anos depois.Avenida João Bento, esquina com Rua Roberto Brezinski.Foto histórica.