Hoje é um dia muito triste. Primeiro fiquei sabendo que meu amigo Arthur estava desaparecido em São Paulo desde a noite de domingo. Algumas horas depois, veio a notícia que eu mais temia: ele havia sido encontrado morto. Fiquei em choque.
Arthur era uma pessoa muito gente boa — e não digo isso porque ele se foi, é um fato. Eu o conheci anos atrás, quando ele veio morar aqui em Campo Mourão, vindo de Natal. Na época, ele namorava a sobrinha da minha namorada. Nos demos bem logo de cara. Tínhamos conversas interessantes, leves, descontraídas. Arthur era extremamente inteligente, tinha uma fala calma e estava quase sempre sorrindo, embora carregasse um ar meio melancólico.
Assim como eu, ele gostava de jogar UNO. São inesquecíveis as noites em que jogamos: na casa dele, na minha casa e, por último, no apartamento dele em São Paulo. Ele inventava nomes para algumas jogadas. Uma delas, em minha homenagem, chamava-se “Vanderô”. Sem ele, jogar UNO não terá mais a mesma graça. A partir de hoje, ao olhar para as cartas de UNO, sei que sentirei tristeza.
A última vez que nos vimos pessoalmente já faz alguns anos. Depois disso, mantivemos contato apenas pelo WhatsApp. Ainda assim, pude ajudá-lo em uma fase difícil pela qual passou, dando conselhos e compartilhando como consegui superar momentos muito difíceis da minha própria vida.
Adeus, meu amigo…
Você foi uma das pessoas que passaram pela minha vida e deixaram apenas coisas boas. 💔


