Ora bolas!

No dia em que cheguei ao Canadá e na casa do meu amigo Gilberto, vi umas bolas no fundo do quintal ao lado da cerca que é baixa, próximo à rua. Durante o período em que fiquei no Canadá, todos os dias eu olhava para ver se as bolas ainda estavam lá. E por incrível que possa parecer elas nunca saíram de lá. Se algo parecido fosse no Brasil, acredito que levaria algumas poucas horas para que as bolas desaparecessem, ou minutos. E por que isso? O brasileiro é mais desonesto? Não sei dizer ao certo, o fato é que no Canadá a educação e principalmente a cultura do povo de um modo geral é muito maior que no Brasil. E lembre-se que “cultura” não significa os anos que você passa nos bancos escolares, mas sim o que você aprende dentro de casa com seus pais, nos livros, na escola, na TV, nos jornais e etc. É claro que existem roubos e assassinatos no Canadá, mas com certeza a índices centenas de vezes menores que no Brasil. E o que falta para que no Brasil as coisas sejam diferentes? Acredito que faltem exemplos bons vindos de cima, de quem comanda o país, seja do vereador ao Presidente da República. Vivemos num país onde todos querem levar vantagem, querem tirar proveito de algo, então ser honesto no Brasil é quase sinônimo de ser otário. Infelizmente isso é verdade, pois todos querem de alguma forma dar um jeitinho nisso e naquilo, levar vantagem em tudo o que for possível. Com uma mentalidade dessas o sistema todo fica corrompido e todos querem tirar proveito de algo. E se continuarmos com essa mentalidade as coisas tendem a piorar cada vez mais. Então não adianta a situação econômica do Brasil estar melhorando, se o nível de educação e cultura da população não está crescendo. O que vai acontecer é que seremos um país com economia de primeiro mundo, mas com uma população com educação e cultura eternamente de terceiro mundo.

Por gostar de viajar, sempre procuro aprender um pouco mais da cultura e dos costumes dos lugares por onde passo. E procuro aprender principalmente com as coisas boas que vejo. E muitas vezes me pego perguntando por que tal coisa é diferente no Brasil, ou então me questionando se isso ou aquilo funcionaria no Brasil. Um exemplo disso é o sistema de autopagamento que vi em alguns supermercados nos Estados Unidos e no Canadá. Você mesmo passa os produtos em um caixa, e faz o pagamento com cartão de crédito. Nesse processo não existe nenhum funcionário te observando ou ajudando. Na saída vez ou outra um segurança escolhe alguém e pede para dar uma olhada no comprovante de pagamento e vê se o comprador passou no escaner todas as mercadorias compradas. Mas é muito raro acontecer tal conferência, eu só vi isso uma única vez nas várias vezes em que fui a supermercados. Ou seja, se confia principalmente na honestidade do comprador. E por que o comprador é tão honesto assim? Primeiro em razão da educação que recebeu em casa e no grau de cidadania que possui. E segundo por que ele sabe que se for pego fazendo algo errado, ele será punido e terá que cumprir alguma pena ou pagar uma multa. No Brasil o cara mata alguém e se tiver dinheiro nem cadeia pega. E as muitas Leis que temos, nem sempre são cumpridas, são fiscalizadas. Então o povo em geral deita e rola no descumprimento das Leis, pois sabe que dificilmente será punido. Isso gera crimes e mais crimes, gera desonestidade. E o exemplo vindo de cima é o pior dos possíveis, pois os políticos são os primeiros a desobedecer as Leis e fugirem de punições, quase sempre apoiados por seus pares e pelo corporativismo que existe em muitas esferas do poder. Chega de desabafar isso aqui, pois sei que tão cedo as coisas no Brasil não vão melhorar, que vai demorar algumas gerações para que algo talvez mude e o Brasil deixe de ser o eterno país do futuro. Infelizmente é isso!!!

As bolas no quintal do Gilberto...

Bye bye Canadá

E como nada é para sempre, chegou o momento de partir do Canadá. Deu vontade de ficar mais, mesmo com o frio aumentando a cada dia. Foram semanas muito gostosas que passei no Canadá, onde conheci muitas coisas e lugares novos. Fiz bons amigos, fui muito bem acolhido por todos e sentirei muitas saudades de tudo e de todos. E parti com a sensação de que um dia voltarei.

E a partida foi numa manhã gelada e de tempo limpo. Nos primeiros minutos de vôo o avião estranhamente seguiu em uma altitude muito baixa. Pela janela fiquei vendo ao longe a cidade de Vancouver ficando para trás e um pouco mais distante dezenas de montanhas nevadas. Logo entendi o motivo do avião estar voando baixo, pois ele passou sobre o Mount Baker, que é um enorme vulcão que fica na fronteira entre Canadá e Estados Unidos. Ao passar sobre o vulcão o piloto avisou aos passageiros para olharem para baixo. A vista do vulcão coberto de neve era espetacular. Após passar o vulcão o avião começou a subir até chegar à altura normal de vôo.

Foram quatro horas de vôo até chegar a Dallas, no Texas, local de escala e troca de avião. Ao sobrevoar a cidade me lembrei do seriado Dallas, que passava na TV Globo no início dos anos oitenta. E Texas para mim faz lembrar de filmes de faroeste e gibis do Tex, coisas que sempre gostei. Passei cerca de três horas no aeroporto de Dallas, que é enorme e muito bonito. Esse aeroporto é base da American Airlines, e dali partem vôos para todo o mundo.

A segunda parte da viagem foi tranqüila e aproveitei para dormir um pouco. A chegada em Miami foi um pouco turbulenta em razão de uma tempestade tropical que quase tinha virado furacão. Chovia bastante, mas mesmo assim fazia calor. Saí de Vancouver com uma temperatura de seis graus, para chegar a Miami com trinta e dois graus. Essa foi uma diferença enorme de temperatura, mas confesso que mesmo gostando de frio já estava sentindo falta de um calorzinho. Do aeroporto segui direto para o hotel em Miami Beach, para um merecido descanso.

Queridos amigos que deixo no Canadá (e no Japão).
Sentirei saudades do “meu” quarto no Canadá.
Partindo de Vancouver.

Feira da maçã

Estive visitando uma Feira da Maçã e fiquei surpreso ao ver 122 espécies diferentes de maçãs em exposição. Não sou muito fã de maçãs, mas vez ou outra gosto de comer uma maçã gala, ou uma torta de maçã. Mas nunca imaginei que existissem tantas espécies diferentes de maçãs. Na feira estive olhando a origem dessas maçãs e quase todas as espécies são oriundas do Canadá, Estados Unidos, Rússia e Inglaterra. Das 122 espécies que estavam em exposição, apenas umas seis estavam para venda. E também tinha cerca de quarenta tipos de mudas de maçã para venda. Esse acabou sendo um passeio bastante curioso e interessante.

122 espécies de maçãs em exposição.
Diferentes maçãs.
Visitando a exposição de maçãs.
O Gilberto bebendo um chá de maçã.
Venda de mudas de maçã.
Quilos e mais quilos de maçã a venda.

Últimos passeios de bike em Vancouver

Aproveitei meus últimos dias no Canadá para fazer alguns passeios de bicicleta. Passei por lugares onde já tinha passado e gostado e também por novos lugares. A cidade possui uma boa estrutura para o ciclismo, então aproveitei para pedalar bastante por aqui. E só não pedalei mais por culpa do tempo, que quase sempre é chuvoso e frio. E mesmo nos dias de sol faz frio e sobre a bicicleta o frio é ainda maior. Meu companheiro inseparável nas pedaladas foi sempre um mapa de bolso, que mostra todas as vias para ciclistas que existem na cidade. Usando o mapa não corria o risco de me perder.

Na UBC.

Pedalando na praia.

Mapa para ciclistas.

Dia frioooooo...

Bela paisagem.

Novamente na UBC.

Analisando o mapa para ciclistas.

Fotos curiosas de Vancouver

Mesmo já tendo feito outras viagens internacionais, algumas das coisas que vi aqui no Canadá foram inéditas. Isso que é o bom em viajar, pois temos oportunidade de conhecer novos lugares, pessoas “diferentes”, novas culturas e costumes, novos sabores, novos cheiros. E em viagens procuro ser mais observador e notar melhor certos detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Então nessa postagem aproveito para postar algumas fotos que tirei aqui em Vancouver e que mostram coisas curiosas, diferentes e até inovadoras.

Tenho visto muitos cartazes de animais perdidos pregados em postes pela cidade. A maioria são de gatos e alguns desses cartazes são muito bem feitos.

A cidade é cheia de parques e praças, e em todas existem muitos bancos. O curioso é que praticamente todos os bancos possuem uma plaquinha com dedicatória a alguém, normalmente alguém que já faleceu. Não sei se a pessoa que faz a dedicatória é que doa o banco, ou se ela paga alguma taxa para ter a tal plaquinha no banco.

Em alguns parques os postes de iluminação possuem um sistema próprio de obtenção de energia solar. O problema é que o sol é artigo raro na cidade em algumas épocas do ano, então acredito que tais postes devam possuir um sistema que também permita seu funcionamento com energia elétrica.

Em algumas ciclovias existem placas de limite de velocidade para bicicletas e patins. Isso para evitar que pedestres sejam atropelados.

Em algumas praias existem placas determinando certas regras para os usuários. E se alguma dessas regras for quebrada, o infrator pode levar multa de U$ 100,00. Existem policiais (Ranger Park) que fiscalizam os parques e praias e eles tem autoridade para multar os infratores no ato.

Diferente das cédulas norte americanas que são todas verdes e me causam certa confusão quando estão na carteira, as cédulas de dólar canadense são coloridas e facilitam um pouco as coisas.

Se seu cachorro fizer um cocôzinho básico em algum local público e você não limpar o cocô (limpar a bunda do cachorro fica a seu critério... rs!) você pode ser multado em até U$ 2.000,00.

Em visita a uma Universidade achei curioso alguns totens de segurança espalhados pelo campus. Como o local é cheio de bosques, se alguém se sentir ameaçado basta apertar um botão de emergência que existe no totem, que a segurança da Universidade é acionada e aparece para lhe socorrer. Esse sistema é mais utilizado por mulheres e inibe os crime sexuais.

O botão para pedestres acionarem o semáforo em avenidas movimentadas é através de um sensor. Você coloca o dedo perto do sensor e o mesmo emite um sinal sonoro. Quando o sinal abre para você, outro sinal sonoro avisa que você pode atravessar a rua.

Como na cidade a bicicleta é o segundo meio de transporte mais utilizado, para atravessar ruas mais movimentadas o ciclista só precisa acionar um botão para que o semáforo fique aberto para ele. E o curioso é que o botão para os ciclistas fica bem ao lado da rua, diferente do botão para pedestres, que fica na calçada.

Como existem muitos ciclistas na cidade, também existem muitos locais para que as bikes sejam estacionadas e cadeadas. Mas vi que muitos ciclistas preferem cadear suas bikes nos parquímetros espalhados pela cidade. Ao menos eles não precisam inserir moedas nos paquímetros, igual aos donos de carro que precisam estacionar.

Em muitas partes da cidade os cartazes promovendo shows e outros espetáculos são afixados em postes nas esquinas, tudo de forma organizada.

Passeio de bike pelo Stanley Park

Estive fazendo mais uma passeio de bike pelo Stanley Park. Dessa vez aproveitei para conhecer a parte do parque que eu não tinha conhecido no passeio anterior e também percorri por completo a ciclovia que circunda o parque. E fui bem agasalhado e não passei frio igual no passeio anterior.

Eu vi um bichinho!

Túnel para ciclistas.

Lost Lagoon.

Dois patinhos na lagoa...

Bem vindo a Vancouver!

Uma bela ciclovia.

Outra parte da ciclovia.

Fim de tarde.

Mais um trecho da ciclovia.

Vancouver a cidade das bicicletas

Eu que adoro andar de bicicleta, me senti no paraíso dos ciclistas quando cheguei a Vancouver. A cidade possui uma estrutura para ciclistas que nunca vi em outro lugar por onde passei, e olha que conheço muitas cidades por esse mundo afora. Aqui a bicicleta é o segundo meio de transporte mais utilizado. E é normal ver pelas ruas pessoas indo para o trabalho de bicicleta. Cheguei a ver homens de terno e mulheres de saia e salto alto indo e vindo de bike. E todos usam capacete, o que é um item obrigatório e sua não utilização é passível de multa. Eu acabei infringido a Lei e nunca saí de capacete em meus passeios pela cidade. E felizmente nunca levei uma multa.

E as bicicletas quase sempre são equipadas com garupa e alforje traseiro, onde o pessoal carrega suas coisas. Bicicletas femininas em sua maioria tem uma cesta na parte da frente, onde as mulheres colocam suas bolsas. Vi algumas senhoras de idade andando de bicicleta e com muito charme. E a razão disso é em sua maior parte por consciência ecológica dos moradores da cidade. Andar de bicicleta é ao mesmo tempo barato, não é um meio de transporte poluente e faz muito bem a saúde. E numa cidade com total estrutura e segurança para os ciclistas, além de paisagens lindas para admirar enquanto pedala, andar de bicicleta pela cidade é algo quase obrigatório.

A cidade tem criado cada vez mais espaço para bicicletas e possui pouco mais de 300 quilômetros de rotas, além de um grande plano de expansão dessas rotas. Recentemente fez algo que seria inaceitável de se fazer em grandes cidades brasileiras. A prefeitura simplesmente fechou uma pista que passa por uma das pontes mais movimentadas da cidade e deixou essa pista exclusiva para bicicletas. Ou seja, a partir do momento em que se facilita a vida dos ciclistas e se dificulta à vida dos motoristas, a tendência é que mais pessoas deixem seus carros em casa e passem a andar de bicicleta. Dessa forma diminui o número de carros nas ruas e o trânsito fica um pouco menos caótico e a cidade menos poluída. E na cidade faz sol e calor durante poucos meses no ano. O frio não inibe o pessoal de andar de bicicleta, o que inibe mais é a chuva e a neve. Outro fator importante que faz a população aderir cada vez mais à bicicleta como meio de transporte, é que os motoristas respeitam e dão preferência aos ciclistas. E com centenas de quilômetros de ciclovias bem sinalizadas, pedalar pela cidade é muito seguro. Já no Brasil, principalmente nas grandes cidades, andar de bicicleta em locais com alto fluxo de veículos é algo meio suicida. E o respeito ao ciclista é zero, pois o que vale é a lei do mais forte.

De bike no parque.

De vestido e andando de bike.

Mãe levando o filho na carretinha.

Indo trabalhar.

Olha o cachecol...

De bike pela grama.

Olha onde vai a bolsa!

Pista exclusiva sobre a ponte.

Família unida pedala unida...

Pedalando no parque.

Ciclistas no centro da cidade.

Halloween

Hoje é Halloween (Dia das Bruxas) e essa data é bastante comemorada no Canadá. Na verdade o Halloween é o Carnaval deles. Três semanas antes já era possível ver lojas e casas enfeitadas para o Halloween. Não é feriado, mas na noite do dia 31 existem muitas festas pela cidade e nas escolas se comemora tal data. A noite as crianças saem pelas ruas, batendo de porta em porta e dizendo “trick or treat” (travessuras ou gostosuras).

O Halloween é um evento tradicional e cultural, que ocorre com especial relevância no Canadá, Estados Unidos, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações de antigos povos, que no transcurso da história foram se misturando. Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje em dia, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um caráter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos as suas origens ancestrais. Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Os Estados Unidos foi que popularizaram a comemoração, principalmente através de seus filmes que são exportados para o mundo todo.

Portão enfeitado para o Halloween.

Jardim enfeitado para o Halloween.

Com a loira cadáver...

Esqueleto assustado...

Wreck Beach (praia de nudismo)

Num raro sábado de sol eu e meu amigo Gilberto fomos andar de bicicleta. Entre muitos lugares que estivemos nesse passeio, o mais inusitado foi a Wreck Beach, uma praia de nudismo que fica dentro do campus da UBC – University of British Columbia. A praia fica embaixo de um penhasco e para chegar até ela é preciso descer uma escadaria de quase quatrocentos degraus. Mesmo com sol fazia frio, e com o vento que vinha do mar, a sensação térmica na praia era muito baixa. Mesmo assim tinha algumas pessoas tomando sol peladas. Interessante é que alguns fazem um tipo de “cercadinho” para se proteger do vento. Essa espécie de “cercadinho” é feita com um tipo de papelão que possui uma película de alumínio e que reflete o sol, esquentando um pouco quem está no “cercadinho”. Por razões obvias de privacidade não tirei fotos próximas onde havia algum nudista. E também por razões obvias não fiquei peladão, ainda mais com o frio que fazia.

Independente do fato de ser uma praia de nudismo, a praia de Wreck Beach é muito bonita. Num canto da praia é possível ver ao longe algumas montanhas com cume nevado. A nudez é opcional em toda Wreck Beach, no entanto os banhistas regulares consideram boa etiqueta que todos fiquem nus na praia e não fiquem apenas observando os que estão nus. Além disso, devido à proximidade de Wreck Beach com a University of British Columbia, muitos estudantes e até professores, podem ser encontradas nas areias da praia. Nos últimos anos, usuários da praia se opuseram aos planos da universidade que queria construir novos edifícios muito perto da borda do penhasco e com vista parcial para a praia. Isso tiraria a privacidade dos nudistas e por essa razão a universidade suspendeu seus planos, ao menos por enquanto.

Em Wreck Beach.

Um dos “cercadinhos”.

Bem ao fundo montanhas com o cume coberto de neve.

Burrard Bridge

Das pontes de Vancouver, a que mais vezes atravessei foi a Burrard Bridge. Passei por ela de carro, de ônibus, de bicicleta e a pé. E também passei por baixo dela em boa parte de sua extensão, num local meio deserto, mas que não chegava a dar medo.

Burrard Bridge é uma construção no estilo Art Deco e foi construída entre 1930 e 1932. Ela liga o centro de Vancouver com Kitsilano Beach. A Ponte tem calçadas para pedestres em ambos os lados e recentemente uma das pistas de automóveis foi isolada para uso exclusivo de ciclistas. A ponte possui um enorme vão central para permitir altura suficiente para que navios passem por baixo dela.

Burrard Bridge.

Burrard Bridge.

Ciclistas atravessando a Burrard Bridge.

Passagem de pedestres e mirante no alto da Burrard Bridge.

Ao fundo a Burrard Bridge.

Lions Gate Bridge

Em minha opinião a ponte mais bonita de Vancouver é a Lions Gate Bridge. Ela é uma antiga ponte suspensa, que liga o centro ao norte de Vancouver. Uma ampla avenida que corta ao meio o Stanley Park chega até a ponte e por ela é possível chegar até North Vancouver. O nome Lions Gate deriva do nome de um conjunto de montanhas ao norte da cidade. A ponte possui um comprimento total de 1.823 metros e seu vão principal é de 473 metros de altura. A altura de sua torre é de 111 metros. Por baixo dela passam navios que chegam e saem do porto de Vancouver. A ponte possui três faixas reversíveis com uso indicado por placas de sinalização. Em suas laterais existem vias menores para trânsito de pedestres e ciclistas. Nos dias de tráfego mais pesado a ponte chega a ser utilizada por mais de 70 mil veículos e é proibido o tráfego de caminhões. A ponte é considerada patrimônio histórico do Canadá, tendo sido tombada em 2005.

Desde 1886 existia a vontade de se construir uma ponte que ligasse a região central de Vancouver, até o norte. O ponto mais curto para travessia do mar era justamente ao lado do Stanley Park, e por essa razão se levou muitos anos até que se conseguisse construir uma ponte no local, derrubando muitas árvores do parque. Alfred James Towle Taylor, que foi quem venceu a concorrência para a construção da ponte, não tinha as finanças suficientes para executar a empreitada. No entanto, ele foi capaz de convencer a família Guinness (donos da famosa marca de cerveja Guinness) a investirem na construção da ponte. A construção começou em 31 de março de 1937. O tráfego de veículos na ponte foi aberto em 14 de novembro de 1938. Em 29 de maio de 1939, o Rei George VI e a Rainha Elizabeth presidiram a abertura oficial durante uma visita real ao Canadá. Um pedágio de 25 centavos passou a ser cobrado por cada carro. Em 20 de janeiro de 1955, a família Guinness vendeu a ponte para o governo da Província de British Columbia. E em 1963, os pedágios foram retirados.

Lions Gate vista a partir do Stanley Park.

Início da Lions Gate.

Sobre a Lions Gate, tendo North Vancouver ao fundo.

Atravessando a Lions Gate de bike.

Lions Gate em North Vancouver.

Ciclistas atravessando a Lions Gate.

Downtown e Stanley Park vistos de cima da Lions Gate.