Curitiba

Não visitava Curitiba há dois anos e meio. Morei 20 anos em Curitiba e desde 1988 que não ficava tanto tempo sem ir na cidade. E me assustei com o que vi. Cidade suja, cheia de pichações, muitos moradores de rua, tráfico correndo solto a luz do dia em algumas praças do centro da cidade.

Andei pela cidade a noite e aí sim me assustei. Em algumas regiões existem pedintes em todo semáforo. Nada contra os pedintes, mas é que não tem como você saber quem é realmente pedinte e quem está querendo te assaltar.

Definitivamente Curitiba é uma cidade decadente, que nada lembra os tempos em que morei por lá. Tão cedo não volto!

Mirante da Oi.

Bosque do Papa.

Passeio Público.
UFPR.  

Fechamento do Mercadorama

A rede de supermercados Walmart está fechando nesse final de ano diversas lojas no Brasil. A rede que é detentora de algumas marcas como Big, Mercadorama, Maxx Atacado e TodoDia, está fechando lojas que não dão lucro. Aqui no Paraná serão dez lojas fechadas. E uma delas vai fazer falta, pois posso dizer que fez parte de minha história. A loja no caso é o Mercadorama da Praça Tiradentes, em Curitiba. Durante muitos anos fiz compras nessa loja, principalmente na época em que morava perto dela.

A rede Mercadorama, que pertencia à família Demeterco, é bastante conhecida em Curitiba. Em 1998 foi vendida para o Grupo Sonae, que em 2005 vendeu às lojas para a rede Walmart. E nessas vendas o Mercadorama perdeu muito de sua característica original que era bem familiar, com variedade de produtos, baixos preços e ótimo atendimento. Fui funcionário do Mercadorama do bairro Juvevê durante poucos meses em 1991 e trago boas lembranças dessa época.

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Mercadorama da Praça Tiradentes, Curitiba. (Foto: Google Earth)

Terminal Guadalupe

O Terminal Guadalupe, é um terminal de ônibus que fica no centro de Curitiba. Ele foi construído em 1956 e até 1972, ali funcionou a Rodoviária de Curitiba. Atualmente o terminal recebe linhas de ônibus que seguem para cidades da região metropolitana de Curitiba. O trânsito em volta dele é meio caótico e os ônibus ajudam a piorar a situação.

Passam diariamente pelo Terminal Guadalupe, cerca de 270 mil pessoas. A região do terminal é desvalorizada e perigosa, principalmente à noite. Em suas redondezas existe tráfico de drogas e prostituição a luz do dia. Assaltos no local são frequentes e já foram registrados assassinatos dentro do terminal.

Em frente ao terminal, na Praça Senador Correia, situa-se a Igreja Nossa Senhora de Guadalupe. A Igreja é bastante procurada, pois nela são realizadas missas do conhecido padre Reginaldo Manzotti. Calcula-se que em média mil pessoal assistem diariamente as missas na Igreja Nossa Senhora de Guadalupe.

O terminal dispõe de serviços como salão de cabeleireiros, farmácia, minimercado, mercearia, doceria, confecções e utilidades domésticas, lanchonete, banca de revistas, laticínios, bicicletaria, frutas e verduras, aviário e pipoca.

O Terminal Guadalupe é tão conhecido e importante dentro da cidade de Curitiba, que até uma banda de rock foi batizada como o nome do terminal. Hoje a banda não existe mais, mas deixou sua marca ajudando a preservar a história do Terminal Guadalupe.

Eu fui usuário do Terminal Guadalupe no ano de 1994, quando morava na cidade de Pinhais e trabalhava em Curitiba. Diariamente desembarcava no terminal pela manhã e à noite voltava ali para pegar o ônibus de volta para casa. Também lembro de algumas paqueras que utilizavam os ônibus do terminal e que muitas vezes eu tinha que acompanha-las até o local. E nas noites frias de Curitiba, a melhor maneira de esperar o ônibus era abraçadinho para esquentar o corpo. Então tenho boas lembranças do Terminal Guadalupe!

Antiga foto do Terminal Guadalupe.
Antiga foto do Terminal Guadalupe.

Vista aérea do Terminal Guadalupe.
Vista aérea do Terminal Guadalupe.

Terminal Guadalupe (agosto/2010).
Terminal Guadalupe (agosto/2010).

Terminal Guadalupe (agosto/2010).
Terminal Guadalupe (agosto/2010).

Terminal Guadalupe (agosto/2010).
Terminal Guadalupe (agosto/2010).

Terminal Guadalupe (abril/2015).
Terminal Guadalupe (abril/2015).

Terminal Guadalupe (abril/2015).
Terminal Guadalupe (abril/2015).

Banda Terminal Guadalupe.
Banda Terminal Guadalupe.

Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Um lugar que gosto de visitar em Curitiba é a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Ela fica meio escondida, em frente à Praça Rui Barbosa e ao lado da Paróquia Bom Jesus dos Perdões. O local é de paz e o pessoal costuma passar por ali para rezar e acender velas. Também existem na Gruta, muitas placas de agradecimento por graças concedidas. Algumas dessas placas são bem antigas.

Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Diz o livro de Crônicas da Paróquia Senhor Bom Jesus que a Gruta de Lourdes, existente no pátio da Igreja Bom Jesus, foi construída pela Ordem Franciscana Secular em comemoração de seu sétimo centenário.

No dia 18 de setembro de 1921, a Ordem Franciscana Secular, Frei Engelke, diretor e pároco do Bom Jesus, após a recepção de 24 noviços, e o Apostolado da Oração, dirigiram-se em procissão à Catedral, a fim de buscar as imagens de Nossa Senhora de Lourdes e de Bernardete, que na véspera tinham chegado da Alemanha. Foram as imagens bentas na Catedral. O bispo diocesano Dom João Fr. Braga e o bispo de Ribeirão Preto, Dom Alberto Gonçalves, e grande multidão de fiéis acompanharam a procissão até a Gruta de Lourdes, onde as imagens foram colocadas em seus devidos lugares. Foi, então, celebrada a Missa na Capelinha da Gruta e dada a bênção do Santíssimo. Diz o cronista em 1921, que “grande é o número de fiéis que diariamente saúdam na Gruta a Virgem Imaculada, trazendo-lhe flores depositando-lhe aos péis os seus pesares, para obter da Mãe de Deus consolo e coragem para a luta da vida”.

Fonte: www.franciscanos.org.br

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A Curitiba perdida!

Quando criança estive muitas vezes em Curitiba, ou de passagem, ou visitando meus avós que moravam perto do Terminal do Boqueirão. Em 1989 acabei indo servir ao Exército em Curitiba, e passei dois anos no quartel do 20° BIB, no Bacacheri. Depois que saí do Exército, acabei ficando em Curitiba. Entre 1991 e 2010, me mudei de Curitiba três vezes e acabei voltando. Nesse período a maior ausência da cidade foi de um ano, entre 2002 e 2003, período em que vivi nos Estados Unidos. Em agosto de 2010, mudei novamente de Curitiba e dessa vez pensando em não voltar mais. E mesmo vivendo distante, sempre dava um jeito de passar uns dias em Curitiba, revendo amigos e a própria cidade, visitando locais que eu gostava, comendo em lugares que eu adorava.

Mas aos poucos meu amor por Curitiba foi diminuindo. Vivendo fora da cidade, em cada visita a Curitiba era mais fácil perceber as mudanças, as transformações que a cidade sofria. E o que vi foi uma Curitiba decadente. O glamour de outrora se esvaiu, aquela Curitiba provinciana e simpática que eu conhecia já não existe mais. No lugar existe uma Curitiba feia, suja, violenta, com trânsito caótico, uma cidade que cresceu demais em pouco tempo e por culpa disso perdeu qualidade. E tal mudança para pior não foi algo que ocorreu do dia para noite. Tal mudança foi lenta, mas quando se mora num lugar, devido a correria do dia a dia você acaba não percebendo tais mudanças.

Como morador de Curitiba, eu costumava andar pelo centro da cidade e não olhava para cima, ou para os lados. Não prestava atenção ao meu redor, ao que acontecia à cidade. Hoje como turista, toda vez que vou a Curitiba tenho um olhar diferente, onde observo mais a cidade e consigo perceber as mudanças. Cada vez que vou a Curitiba, paro num local e fico tentando lembrar o que existia antes ali, que comércio existia, que casa antiga foi demolida. É mais fácil observar tais mudanças sendo um “estrangeiro” na cidade do que sendo morador, pois esse na correria do cotidiano não tem tempo de parar e observar as transformações pelas quais a cidade passa. Muitas vezes tais transformações acontecem lentamente e de forma quase imperceptível.

Na última visita a Curitiba, me espantei com a quantidade de ambulantes vendendo coisas na Rua XV. Em alguns locais era quase impossível caminhar em razão da rua estar tomada por produtos à venda. E outro espanto foi ao parar para esperar a chuva passar na esquina da Rua XV com a Monsenhor Celso. Era começo de noite e diversas pessoas fumavam maconha e traficavam naquele local na maior tranquilidade. Confesso que fiquei com medo de ser assaltado, pois teve um grupo de pessoas que começou a olhar demais para mim. Então optei por seguir caminhando na chuva e sair daquele local. Justo a Rua XV, local por onde gostava de caminhar a noite, ou me sentar num banquinho e ficar observando a cidade e as pessoas, agora se transformou em terra de ninguém, em um lugar perigoso.

Sei que não gosto nem um pouco da Curitiba que existe hoje! Talvez por isso que faz mais de um ano que não coloco os pés na cidade. Sinto saudades da Curitiba dos anos setenta, oitenta e noventa. Já a Curitiba do ano dois mil, para mim não faz nenhum pouco de falta ou inspira saudade. E não vejo perspectiva de melhora para Curitiba. Ao meu ver a tendência é que Curitiba fique cada vez mais decadente e eu fique cada vez mais ausente da cidade.

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Praça Tiradentes.

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Rua Riachuelo.

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Rua XV de Novembro.

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Bondinho.

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Rua Monsenhor Celso.

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Estação Tubo.

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Rua Barão do Cerro Azul.

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Avenida Sete de Setembro.

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Praça 19 de dezembro.

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Galeria Júlio Moreira.

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Antigo Cine Bristol.

 

Demolição da Fábrica da Mate Leão

No tempo em que morei em Curitiba, costumava caminhar ou andar de bicicleta pelo bairro Rebouças. Esse bairro durante mais de um século foi a área industrial de Curitiba. Algumas industrias ainda permanecem no local, mas a maioria mudou-se dali. Para mim andar por essa parte do Rebouças, era como viajar ao passado. O local tinha um ar diferente… Sei lá! Difícil explicar a sensação que eu tinha quando passava pelas velhas construções. A sensação era de que naquele lugar Curitiba tinha parado no tempo.

Os prédios onde funcionavam as antigas fábricas, muitos foram demolidos ou descaracterizados. E um desses casos é a demolição da sede histórica da Matte Leão. A indústria ocupava mais de um quarteirão na altura das avenidas Getúlio Vargas com João Negrão. O terreno de 16,3 mil metros quadrados foi vendido pela família Leão para a Igreja Universal do Reino de Deus, no início de 2010. No local será construída uma nova Catedral da Fé.

A Matte Leão foi criada em 1901 e funcionou durante mais de um século no bairro Rebouças. Em 2007 foi vendida para a Coca-Cola e posteriormente sua fábrica foi transferida para o município de Fazenda Rio Grande. O prédio do Rebouças ficou abandonado durante um tempo, até ser vendido para a Igreja Universal, por cerca de R$ 7 milhões. Mesmo sendo um prédio histórico, não era considerado unidade de preservação e isso possibilitou sua venda e posterior demolição.

História

A Leão Junior foi fundada em maio de 1901 por Agostinho Ermelino de Leão Junior, tornando-se protagonista do Ciclo da Erva-Mate, a principal riqueza do estado no século XIX e que foi determinante para a independência do Paraná da província de São Paulo. Não é portanto por acaso que as folhas de erva mate estão na bandeira do Paraná.

Com a morte de Agostinho em 1908, sua viúva, Maria Clara de Abreu Leão, toma a frente dos negócios em fevereiro de 1908, assumindo uma posição rara para mulheres na época. Em 1926 a Leão concluía a construção do prédio no bairro Rebouças. A fábricca contava inclusive com um ramal ferroviário que permitia o escoamento da produção diretamente para o Porto de Paranaguá.

Em 1938 a empresa cria um ícone do imaginário paranaense: o chá Matte Leão, na época em latas. Dessa época vem os slogans: “Já vem queimado” e o nacionalmente conhecido “Use e Abuse”. Em 1969 é lançado o Matte concentrado em garrafas. Em 1973 surgem os saches de chá Matte Leão nos sabores natural e limão.

Em 1983 lança a sua linha de chás de ervas, antecipando-se a moda das bebidas naturais, nos sabores camomila, cidreira, erva-doce, boldo, hortelã, frutas, flores e também, o chá preto. Em 1987 nasce outra sucesso: o Matte Leão pronto para beber em copinhos (alguém se lembra da propaganda na praia com a música: “Olha o Matte! Matte Leão!!”?). O produto em princípio focado no mercado carioca, rapidamente alcançou o Brasil todo.

Em 2003 inaugura sua fábrica no Rio de Janeiro. Tendo a posição de liderança nacional no seu ramo, a centenária empresa paranaense é vendida para a Coca-Cola do Brasil, rebatizando suas linhas por Chá Leão, ganhando o mundo. Em 2009 a nova fábrica na Fazenda Rio Grande é inaugurada, desativando definitivamente a fábrica no Rebouças, selando seu triste destino nas barbas de todos que viveram essa história de dentro ou como consumidores e nas barbas dos que deveriam proteger um patrimônio da história política e social do Paraná, quer por conivência, distração ou desinteresse.

Fonte: www.circulandoporcuritiba.com.br

Antigas latas de Matte Leão.
Antigas latas de Matte Leão.

Matte Leão, anos 20/30.
Matte Leão, anos 20/30.

Matte Leão, anos 2000. (Foto: Washington Takeuchi)
Matte Leão, anos 2000. (Foto: Washington Takeuchi)

Industria antes da demolição. (Foto: Washington Takeuchi)
A fábrica antes da demolição. (Foto: Washington Takeuchi)

Matte Leão após demolição. (Foto: Gazeta do Povo)
Matte Leão sendo demolida. (Foto: Gazeta do Povo)

Demolição da Matte leão. (Foto: Washington Takeuchi)
Demolição da Matte leão. (Foto: Washington Takeuchi)

Bosque do Papa

Inaugurado em 1980, logo após a visita do Papa João Paulo II a Curitiba, o Bosque do Papa, como é mais conhecido, envolve uma área de 48 mil m², onde existia uma antiga fábrica de velas. É cortado pelo rio Belém e inclui uma reserva de mata atlântica, com mais de 300 araucárias. Um ambiente agradável acolhe os visitantes do Bosque.

O Memorial da Imigração Polonesa, em Curitiba, está instalado nas clareiras do Bosque. Reconstitui-se o ambiente em que viveram os pioneiros imigrantes poloneses, que chegaram em Curitiba por volta de 1871. É um museu ao ar livre que traduz a luta, as crenças, as tradições e estilo de vida daqueles imigrantes.

Sete casas construídas pelos poloneses, com troncos de pinheiro encaixados, foram transportadas do entorno de Curitiba para o Bosque. Calçadas de pedra, equipamentos e utensílios usados pelos poloneses, como uma carroça e uma pipa de azedar repolho, são expostos para visitação.

Realiza-se anualmente, no Bosque do Papa, eventos culturais de tradição polonesa, como a Swieconka (Benção dos Alimentos), no Sábado de Aleluia e a festa de Nossa Senhora da Czestochowa, em agosto.

A Casa dos Troncos, uma construção de imigrantes poloneses de 1883, doada e relocada para o Bosque, foi transformada na Capela de Nossa Senhora de Czestochowa, em homenagem à padroeira da Polônia.

O Bosque também conta com trilha ecológica, ciclovia, palco, loja de artesanato e uma casa de chá, ao estilo polonês.

Fonte: www.curitiba-parana.net

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Turista em Curitiba

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Após quase duas décadas vivendo em Curitiba é estranho hoje em dia ir à Curitiba como turista. Essa semana passei dois dias em Curitiba e tive meus momentos de turista. É diferente isso, pois agora posso andar calmamente pelas ruas observando tudo, ouvindo os ruídos, sentindo os cheiros da cidade. Quando lá morava isso não era possível, pois quase sempre passava pelos locais com pressa, estressado, bravo com o trânsito caótico. Agora percebo melhor até as diferenças que acontecem na cidade, como prédios reformados, prédios demolidos, novas construções, lojas que mudaram. Em alguns casos tenho certa dificuldade em lembrar o que existia antes em certos lugares, pois as mudanças são tantas que a memória não consegue processar tudo adequadamente.

E pelo que tudo indica daqui para frente visitarei Curitiba somente como turista. Tenho organizado minha vida de uma forma a ficar definitivamente vivendo no interior. Estou feliz, passando por um momento muito bom e totalmente adaptado a minha nova vida. Gosto de Curitiba, mas meu tempo por lá já expirou. Prefiro mais a tranqüilidade de uma cidade interiorana do que a correria da cidade grande. Tenho boas lembranças, centenas de histórias e vários amigos em Curitiba. Mas daqui para frente à tendência é que eu vá cada vez menos à Curitiba e somente para passear, para curtir momentos de turista despreocupado.

Rua XV de Novembro. (16/04/2012)
Catedral em reformas. (16/04/2012)
Centro de Curitiba. (17/04/2012)
Praça Generoso Marques. (17/04/2012)
Universidade Federal do Paraná. (17/04/2012)

História de Natal curitibana

Ao fazer visitas pela cidade, me deparei com o Seu Celso e D. Maria, moradores de rua por pressão, pois foram despejados e enganados por pessoas que venderam sua casa e nunca lhes entregaram o dinheiro. Recebem ajuda de uma igreja que ás vezes paga uma noite em um hotel pra eles. Mas há 1 mês adotaram o Rex, que foi abandonado, empurrado de um “carrão de gente rica”, “não tive tempo de anotar a placa, senão ia levar na polícia, pois sei que isso é crime” disse o Sr sorridente e simpatia em pessoa, desde então não se hospedam mais no hotel que vez ou outra certa igreja paga. “Veja bem moça, se formos ficar na cama quentinha, não podemos levar o Rex, e ele tá tão triste que nem quer comer a ração”. Sim, Seu Celso compra ração pro rex com a venda das latinhas que cata, assim é que os 3 se alimentam diariamente. E a única coisa que eles querem é um emprego de caseiro, pois possuem habilidades para tal serviço, e Seu Celso tem carteira de motorista em ordem. Seu Celso, D. Maria e o Rex, passam os dias na praça do Atlético, este ponto de ônibus que os encontrei é o da Av. Iguaçu, bem em frente á praça. Ajudei como pude, na alimentação daquela tarde véspera de Natal, mas eles precisam mesmo é de um trabalho com moradia…

Fonte: Pet Sitter – Babás de animais (via Facebook)

Adeus Curitiba!

Vim pra Curitiba em fevereiro de 1989, para servir o Exército. Desde então se passaram 21 anos e meio, fui embora quatro vezes e acabei voltando. Da primeira vez fiquei um ano e meio fora. Da segunda vez foram apenas três semanas. Na terceira vez foi um ano distante. E na quarta vez foram cinco meses longe. Parece que existe algo que me atrai de volta para Curitiba. Talvez o clima! 

Estou partindo novamente e dessa vez sem intenção de retornar. Não vou dizer que nunca mais volto, pois aprendi que a palavra “nunca” muitas vezes nos faz passar por mentirosos, então melhor não usá-la. Sei que deixo aqui muitos amigos, muitas pessoas queridas, muitas lembranças e saudade. E diferente das outras vezes, agora parto querendo muito ficar… 

Adeus Curitiba!!!

Por entre araucárias

Encaro a manhã. 

Paisagem em urbano destaque

Ruas largas

Parques

Faze moderna da civilização 

Feira de artes

Largo da Ordem

É a moldura

Etnias se encontram

E reciclam culturas 

Mutante escultura

estás à altura

de minha paixão.

Ricardo Mainieri

Clique na imagem para ampliar (Acervo pessoal)

Boca Maldita. (26/06/04)

Largo da Ordem. (26/06/04)

Rua Xv de Novembro. (06/12/04)

Rua Xv de Novembro. (07/06/08)

Jardim Botânico. (24/09/08)

Vista Geral. (15/07/2009)

Vista Aérea. (13/09/2009)

Vista geral. (15/09/2009)

Largo da Ordem. (01/01/2010)

Praça Tiradentes. (01/01/2010)

Catedral. (01/01/2010)

Rua Xv de Novembro. (03/08/10)

“Monumentos” mais bizarros de Curitiba

Como despedida e  agradecimento a  Curitiba, farei uma  homenagem  um pouco diferente. Vou listar abaixo os onze “monumentos” mais bizarros da cidade, segundo uma pesquisa feita pela internet em 2007. Conheço todos estes pontos bizarros, dois deles são visíveis da porta de minha casa.

 – Área do Terminal Guadalupe (antiga Rodoviária).

– Rua Cruz Machado e sua zona boêmia (leia-se puteiros).

– Igreja Batista do Batel (há 25 anos em obras).

– Estátua de David, no Champagnat.

– Estátua da Liberdade da Havan.

– Estátua do papa João Paulo II, no Bosque do Papa.

– Rio Belém.

– Mural artístico pintado na fachada da Prefeitura.

– Cavalo Babão, na Praça Garibaldi.

– Estátua do Homem Nu, da Praça 19.

– As duas meias Pracinhas do Batel.

Terminal Guadalupe.

Cruz Machado

Igreja Batista do Batel

Estátua de David.

Estátua da Liberdade da Havan

Estátua do Papa

Rio Belém.

Um dos murais artísticos da Prefeitura.

Cavalo Babão.

Estátua do Homem Nu

Pracinha do Batel dividida ao meio.

Passeios

No final de semana a Andrea esteve em Curitiba. Veio passar o dia dos namorados comigo e também conhecer a cidade. Ela já esteve em várias partes do mundo mas ainda não conhecia Curitiba, que fica somente 400 km de sua cidade, São Paulo. Fui buscá-la no aeroporto no sábado pela manhã e  chovia e fazia muito frio.

Passeamos pelo Caminho do Vinho em São José dos Pinhais, onde almoçamos uma autêntica comida de colônia italiana. No restante do dia fizemos vários passeios pela cidade e terminamos a noite com um romântico jantar a luz de velas.

Caminho do Vinho – São José dos Pinhais – Pr 12/06/2010

Bosque do Papa. 12/06/2010

Centro de Curitiba. 12/06/2010

Curitiba

Curitiba é uma cidade-estado que fica encravada no sudeste do estado do Paraná, vive num mundo cor-de-rosa à parte e não costuma se misturar com as demais cidades e habitante do Paraná. Na capital paranaense, ninguém assiste à Globo ou ao SBT. Lá eles vêem o 12 ou o 4. Sua influência nas demais regiões do estado é nula. Foi desmembrada a força na década de 1940 pelo povo caipira do interior. A partir daí gaúchos e paulistas dividiram o estado em três territórios:  a parte gaúcha ao sul, com capital em Cascavel; paulista ao norte, com capital em Londrina;  e a zona neutra (ou fresca) no Primeiro Planalto. Curitiba, a fria, diz possuir três times de futebol que se acham grandes. Bem por isso eles só têm torcida dentro dos próprios muros e suas influências não vão além do primeiro pedágio em cada saída da Região Metropolitana. Se um indivíduo em qualquer outra cidade do Paraná estiver usando uma camisa desses timinhos é considerado louco ou vira rapidamente motivo de chacota. É um povo receptivo e amistoso, isso se receptivo e amistoso tem o mesmo significado de povinho chato e de nariz empinado. É o lugar das mulheres mais lindas, quentes e gostosas, mas em geral cobram muito caro. Cidade que se orgulha em ser um modelo de capital a ser seguido, tem ônibus que só andam lotados e possui as calçadas mais toscas e indecentes de todo planeta, onde as garotas topetudas parecem deusas ao andar sobre aquele chão.

Fundada a 100 quilômetros do mar, por pura falta de imaginação, um dos melhores defeitos e piores qualidades de Curitiba é não ter praia. A praia do curitibano é a grama do Parque Barigui. O que levou o escritor Rui Werneck de Capistrano, leitE quentE da gema, a concluir: Cinco mil km de costa / e Curitiba aqui / neste lugar de bosta.

Dante Mendonça

 do livro: Serra Abaixo Serra Acima o Paraná de trás pra frente

Curitiba em 25/07/2004. (acervo pessoal)

Chuva curitibana

O inverno curitibano terminou com bastante chuva e a primavera começou com ainda mais chuva. É água que não acaba mais. Isso me fez lembrar um texto do publicitário Ernani Buchmann, ex-presidente do Paraná Clube, o qual conheci nos tempos em que trabalhei na Stella Barros Turismo. O texto fala sobre a chuva em Curitiba:

“Chuva por exemplo. Quando chove de manhã, fique certo: chove de tarde. Se chove depois das quatro, nenhum problema: vai continuar chovendo três dias. Se começa de madrugada, continua de manhã. E assim vai. A chuva tem amor tão grande por Curitiba, e vice-versa, que as duas são inseparáveis. Começo a desconfiar ser a fidelidade a Curitiba que não deixa a chuva aparecer no sertão nordestino.”

O campo virou uma piscina. (28/09/2009)
O campo virou uma piscina. (28/09/2009)

Visão da janela de minha sala no Medianeira. (28/09/2009)
Visão da janela de minha sala no Medianeira. (28/09/2009)

Falta de respeito

A foto abaixo tirei faz algumas semanas, num sábado pela manhã, no calçadão da Rua Xv de Novembro (Rua das Flores). O dono dessa Mercedes subiu na calçada, estacionou seu carro escondido atrás de uma banca de revistas e saiu passear. Fiquei uma meia hora observando e ele não voltou e nem apareceu alguém para multá-lo. Isso é uma total falta de respeito e certeza de impunidade por parte do dono do carro.

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Festival de Teatro de Curitiba

Semana passada iniciou mais um Festival de Teatro de Curitiba. Estão acontecendo peças por toda a cidade, em todos os teatros e também pelas ruas, parques e praças. Ontem á noite vi duas peças com a Kaciane e não gostei de ambas. A primeira foi em frente ao “Chafariz do Cavalo”, em pleno Largo da Ordem e nem lembro o nome. A peça era muito futurista para meu gosto. Não gosto de ficção cientifica nem em livros ou cinema, daí ver uma peça teatral de ficção cientifica é pior ainda.

A segunda peça assistimos nas Ruínas de São Francisco e se chamava “O Culto”. A peça começou bem, estava animada, mas aos poucos foi ficando chata e fomos embora antes do fim. O problema do teatro é que acaba sendo sempre um caixinha de surpresas, pois mesmo sabendo o tema da peça, o que vai ser apresentado é uma incógnita. As vezes acaba assistindo uma peça excelente, outras vezes umas belas porcarias. Então o jeito é ir arriscando e vez ou outra acaba valendo a pena.

Festival de Curitiba.
Festival de Curitiba.

Se essa rua, se essa rua fosse minha…

Obra de arte na Rua Xv de Novembro.
Obra de arte na Rua Xv de Novembro.

Em meados de 1991, teve um concurso de arte promovido pela Prefeitura Municipal, onde muitas obras de arte foram instaladas pelas ruas de Curitiba. Muitas destas obras desapareceram e outras estão esquecidas. Uma das obras esquecidas e que sempre foi minha obra favorita, fica em plena Rua XV de Novembro, entre a Rua Barão do Rio Branco e Rua Monsenhor Celso, num dos lugares mais movimentados da cidade. Não recordo o nome da artista que compôs essa obra. Tentei buscar informações no Google mas não encontrei nada. A artista se inspirou numa antiga cantiga popular e fez uma pequena rua com pedrinhas de brilhante. Na verdade as pedrinhas são de vidro, mas quando a obra foi inaugura as pedras de vidro eram novas e brilhavam, formando uma bela obra de arte. Hoje em dia essa obra esta esquecida, suja e riscada pelos passos de milhares de pessoas que diariamente pisam nela. A maioria nem se da conta de que aquilo é (ou foi) uma obra de arte. Sempre que passo por ali com alguém, conto a historia de tal obra, que mesmo após tantos anos e depois de ter perdido sua beleza, continua sendo minha obra favorita e me trás muitas boas recordações das primeiras vezes que por ela passei.

Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem

FOTOS DE CURITIBA

Minha câmera foi roubada no final do ano e somente no inicio de fevereiro foi que adquiri uma câmera nova. Então sai para testá-la em duas tardes de domingo. Tirei fotos no Jardim Botânico e no centro de Curitiba. Então hoje aproveito para publicar algumas destas fotos teste.

Prédio antigo na Rua XV.
Prédio antigo na Rua XV.

Prédio da primeira agencia do Banestado em Curitiba.
Prédio da primeira agencia do Banestado em Curitiba.

UFPR
UFPR

ÁRVORE DE NATAL ECOLÓGICA

 

Árvore de Natal ecológica.
Árvore de Natal ecológica.

Curitiba terá uma árvore de Natal ecológica esse ano. Com 12 metros de altura a árvore vai iluminar o calçadão da Rua da Quinze (ou Rua das Flores). A “Árvore de Cristal”, como é chamada é feita com material reciclável. Sua estrutura foi preenchida com 4 mil garrafas plásticas cheias de água e líluidos coloridos. A árvore será iluminada com 6 mil watts de luz e poderá ser vista de longe. Espera-se que as garrafas funcionem como uma lente especial para difundir raios luminosos brancos e vermelhos. O “efeito cristal” deverá ser ampliado por microlâmpadas instaladas nas guirlandas e nos enfeites.

O material para montagem da árvore foi recolhido e preparado por famílias atendidas nos 27 Centros de Referência da Assistência Social (Cras) da Fundação de Ação Social (FAS). As garrafas foram retiradas de rios, terrenos baldios e áreas públicas da cidade. Também trabalharam nas etapas iniciais da construção da grande árvore e dos enfeites idosos que são atendidos em sete Centros de Atendimento ao Idoso (Catis).