Filhotes: a saga….

O tempo foi passando, a correria do dia a dia aumentando, os problemas surgindo e esqueci de contar aqui o “fim” que tiveram os cachorrinhos que estavam debaixo da passarela, em frente ao local onde trabalho (postagem do mês passado).

Durante alguns dias fiquei cuidando dos cachorrinhos e dando água e comida para a mães deles, no lugar onde estavam. Mas logo não foi possível mantê-los ali, pois eles começaram a sair do “ninho” e como ao lado de onde estavam tem uma BR muito movimentada, logo um dos filhotes poderia ser atropelado. E num sábado á tarde quando fui dar uma olhada nos filhotes, tinham dois caras tacando pedras neles. Daí não teve jeito, tive que tira-los dali. Infelizmente não tive como levar a mãe deles junto e me doeu o coração vê-la sozinha no “ninho”, com cara de triste.

Levei os cinco filhotes pra casa e depois de um banho quente e uma sessão de matar pulgas, eles ficaram ainda mais bonitinhos. Coloquei todos numa caixa de papelão e a primeira noite não dormi, pois choraram o tempo todo. Já na segunda noite acabei colocando no leite deles um comprimido pra dormir e daí tive sossego. Daí pra frente eles se acostumaram com o novo lar e não incomodaram tanto. O chato era levantar duas ou três vezes durante a noite pra dar comida a eles, senão abriam o maior berreiro.

E aos poucos fui tendo ajuda. Uma vizinha se ofereceu pra cuidar deles durante o dia, outra pessoa levou ração, me emprestaram alguns cobertorzinhos, outro arrumou caixas de papelão, outro deu vermífugo e assim tudo ficou melhor. Daí comecei a tentar arrumar um lar pra eles. Uma amiga colocou anuncio na internet e dessa forma doei o primeiro. Depois uma vizinha ficou com outro e por ultimo levei os três restantes numa feira de adoção e em menos de uma hora todos tinham encontrado um dono e um novo lar. Fiquei feliz com isso, em ter salvado os filhotes. Mas quando cheguei em casa e vi a caixa deles, o cobertor, o pote de comida, tudo ali num cantinho e eles não estavam lá, deu uma enorme sensação de vazio, uma tristeza profunda.

A mãe deles tinha sumido e apareceu dias depois, muito machucada e doente. Acabei chamando um amigo veterinário e ele a levou pra internar e cuidar dos machucados. Após três semanas ela estava recuperada e seguiu seu rumo.

O dia a dia dos filhotes em minha casa. (janeiro/2010)
Filhotes (janeiro/2010)

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