9ª Peregrinação pelo Caminho de Peabiru – Parte 1

Sexta-Feira, 17/04/2009:

Saí de Curitiba ás 13h20min com destino á Campo Mourão. Esperava chegar a tempo de pegar o ônibus com o pessoal que participaria da Peregrinação, cuja partida estava marcada para 18h30min. Levei como carona o Marcio, amigo de meu irmão. Logo na saída já encarei um congestionamento causado por uma passeata de motoboys. O atraso inicial foi se somando a outros atrasos pela estrada, em razão do grande movimento motivado pelo feriadão. E ainda por cima quase atropelei uma vaca que saiu do mato e entrou na pista. Por sorte não vinha nenhum carro em sentido contrário e consegui desviar sem danos, apenas com um grande susto. Acabei chegando em Campo Mourão ás 20h00min. O pessoal já tinha partido para Nova Cantu, local onde iniciaria a peregrinação. O jeito foi relaxar, tomar banho, jantar, descansar um pouco e pegar a estrada novamente para percorrer 150 km até Nova Cantu.

Tinha duas opções de caminho e acabei indo pelo pior. E pra piorar ainda mais, não abasteci em Campo Mourão. Acabei tendo a maior dificuldade para encontrar um Posto de Gasolina aberto e por muito pouco não fico na estrada com pane seca. E pra piorar o que já estava pior, boa parte da estrada era de subidas e descidas com muitas curvas fechadas e sem acostamento. Não dava pra correr muito e acabei chegando em Nova Cantu ás 23h30min. Já estava bastante atrasado, já tinha perdido a palestra e também a janta. Agora o problema era encontrar a Escola onde o pessoal estava alojado. E tarde da noite em cidade pequena é difícil encontrar uma viva alma para pedir informação, só tinham cachorros e bêbados zanzando pelas ruas. Na primeira informação acabei indo parar do outro lado da cidade e tive que voltar e encontrar outro bêbado para pedir nova informação. Na segunda tentativa me mandaram seguir pela avenida principal e virar a direita ao chegar ao Posto de Gasolina, depois deveria seguir até o final da rua. Segui a dica e logo senti que tinha caído em outra furada, pois a rua logo terminou e tive que seguir por uma estradinha de terra toda esburacada, ao lado só tinha mato e lá na frente um enorme muro branco. Fiquei imaginando se ali naquele lugar de filme de terror seria a escola. E logo descobri que realmente tinha caído na segunda furada da noite, pois o muro branco era nada mais nada menos que o Cemitério da cidade. Manobrei em frente o Cemitério torcendo para que o carro não desse nenhuma pane e antes de sair rapidamente dali, pude ler uma frase escrita na parte de cima do portão, “Aqui todos são Iguais”. Até que a frase era interessante e merecia uma foto, mas naquela escuridão e naquele lugar medonho achei melhor deixar a foto pra outra oportunidade que talvez nunca aconteça. Voltando a cidade achei uma senhora e um garotinho, então resolvi arriscar a pedir informação imaginando que aquela senhora com cara de vovó não teria coragem de me sacanear. E dessa vez a informação era correta, logo encontrei a Escola. Entrei portão adentro e encontrei uns poucos “peregrinos” acordados batendo papo. A maioria do pessoal já estava dormindo, alguns em barracas na quadra de esportes e outros em salas de aula. Primeiramente pensei em dormir na sala onde o pessoal estava batendo papo, mas logo avisaram que iam papear até bem tarde. Então para não acordar o pessoal que estava dormindo, armei minha barraca num cantinho do prédio, do lado de fora. O mais difícil foi encher o colchão de ar, que em razão do sono e do cansaço pareceu ter levado uma eternidade para ficar cheio. Pouco depois da uma da manhã adormeci. Estava dormindo gostoso quando acordei com os latidos de alguns cachorros e percebi que estava gelado de frio, pois não tinha fechado o saco de dormir por inteiro. Então me ajeitei da maneira correta e voltei a dormir.

Primeira manhã de peregrinação.
Primeira manhã de peregrinação.

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