Carta de um suicida

“Espero que compreendam que em cada mente habita um universo repleto de ideias, que cada escolha sempre trará uma consequência, e tive certeza daquilo que queria e de tudo que já não suportava. Saibamos reconhecer que dentre meus sorrisos sempre escondi a verdadeira sensação de insatisfação e desmazelo, que embora não seja compreensível, tive cansaço e desgaste de erros que me consumiram por inteiro. Gostaria que as coisas tivessem sido diferentes e por vezes até tentei, digo isto não por capricho, mas por exaustão. Não poderei deixar tantas dádivas como tantos que por aqui passaram, mas deixarei as mágoas de um peito cansado e atordoado pela injustiça que é habitar em uma mente e um coração tão intenso, e por falar em intensidade, me vejo perdido em meio a tanta gente rasa que se instalou em minha leviana vida como um parasita que absorve tudo de benéfico e depois descarta o hospedeiro num sepulcro de solidão e agonia. Peço perdão aos poucos e próximos que cultivei, saberão que a vida continua e que onde eu estiver, serei um hóspede para um novo ciclo, embora acredite que previra o sofrimento para que assim possa estar estabelecido todo discernimento que o umbral fará e resignará para a colheita esperada. Aos meus amores, em especial o último que consumi tanto em desespero para que não fosse desgarrado de seu seio, peço paciência e autoconhecimento para que não hajam culpas mentais e nem fadigas sentimentais de uma mente resumida em desistência. Assim eu espero que o tempo leve o que há de levar e cure o que preciso for. Aos meus familiares, sinto em vos dizer que minha ausência sirva de reconciliação e proximidade para outros que necessitam. Por fim rogo a Deus que não me esqueça, ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte. E para os que muito cansei nessa Terra, peço que me perdoem, que me compreendam, pois desta vida nada levamos e nada trazemos, sendo assim não é justo tanto julgamento de uma pessoa digna de pena, misericórdia e perdão. Sabeis que toda inconstância é resultado de desordem. Como poderia eu organizar tudo se sou tempestade? Peço aos que são calmaria, que cultivem o amor e o perdão, porque nenhuma mágoa e ódio vale tanto a pena assim…Somos instantes e num instante não somos nada.”

Fiquem com Deus a adeus!

João Ricardo Moreira Libório

**Essa carta de despedida foi escrita por um Polial Militar, que se enforcou na última segunda-feira, numa cidade no interior da Bahia. Não nos cabe jugar o seu ato, pois somente ele sabe realmente a razão de tal atitude que tomou. O que me chamou a atenção nessa carta foram suas plavras falando de amor e de perdão. E concordo com ele quando diz que somos instantes e num instante não somos nada. A vida passa rápido e o importante é procurar curtir os momentos e as pessoas que nos são importantes…

Meus 50 anos!

Hoje estou completando 50 anos de vida… Uau! Confesso que assusta um pouco! Meio século de vida não é pouca coisa… A coincidência é que nasci em um sábado, e meu cinquentenário caiu também em um sábado. E após anos morando por aí, em meu cinquentenário, estou morando novamente na cidade onde nasci.

O que mais assusta é saber que mais da metade da minha vida eu já vivi. Eu não vou viver mais cinquenta anos, e nem quero! Se viver mais uns 30 anos com qualidade, já me dou por satisfeito. Vim parar nesse mundo sem ter sido planejado, culpa de um erro de tabelinha por parte da minha mãe. Já quase morri várias vezes, em duas delas eu tinha certeza de que iria morrer. Escapei só Deus sabe como e o porquê! Seria um milagre? Ou não tinha chegado minha hora? Sei lá! Prefiro não pensar muito nisso e seguir com a vida, procurando fazer o que gosto.

Lembrei de um falecido amigo de meu pai, que várias vezes olhou para mim e disse que não acreditava que eu estava vivo. Ele contava que certa vez quando eu era bebezinho, chegou a procurar um padre para me dar a extrema-unção. Mas sou teimoso, estou aqui “vivinho Dissenha” e tenho planos de ficar por aqui ainda por muito tempo. Já que vim para esse mundo sem ser planejado, quase morri algumas vezes, e continuo vivo e inteiro, então quero ficar muito mais tempo por aqui. Quero viver intensamente os anos que me restam e fazer tudo o que gosto. Muitas viagens ainda quero fazer, muitas bocas ainda vou beijar, muitos filmes assistir, diversos livros ler, milhares de quilômetros caminhar e pedalar, muitas partidas de UNO jogar, horas e mais horas dormir, e quem sabe “aquela” loira conquistar… Não custa acreditar, e acredito em milagres! Sou prova viva de que milagres existem! Se você tivesse visto as duas vezes em que escapei da morte, aos 45 minutos do segundo tempo da prorrogação, você também começaria a acreditar em milagres…

Olhando para trás, tenho mais a agradecer do que reclamar. Minha vida não foi nada fácil muitas vezes. E outras vezes, fui eu que a tornei difícil. Mas no geral, tive uma vida boa e feliz. Uma família maravilhosa, que teve e tem seus problemas, mas que amo todos mais do que tudo nessa vida. Se nascesse mil vezes mais, eu escolheria nascer na mesma família, com os mesmos pais e irmãos. Eu, quando bem criança tinha como maior sonho saber o que existia além do Lar Paraná (o bairro onde cresci), e cheguei muito mais longe do que sonhei ou imaginei um dia. Então o que vier daqui pra frente é lucro…

Chegar aos 50 anos não é para qualquer um… Lembro de diversos amigos e parentes que não chegaram a essa idade, que morreram antes. Então não vou reclamar de estar ficando mais velho, mas vou agradecer por estar vivo, com saúde, disposição e feliz…

Obrigado a todos que fizeram e fazem parte dessa história que hoje completa 50 anos!

Obrigado Deus!

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Resiliência

Resiliência é a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com elas. É ter a mente flexível e o pensamento otimista, com metas claras e a certeza de que tudo passa.

Resiliência significa a habilidade de persistir nos momentos difíceis mantendo a esperança e a saúde mental. Pessoas altamente resilientes, tornam-se mais fortes após situações difíceis. Porquê isso acontece?  Porque elas desenvolvem confiança em si mesmas aprendendo novas formas de lidar com os eventos.

Em geral, a resiliência depende de algumas condições psicológicas internas e externas. No nível interno, são favorecidas as pessoas otimistas, que assumem a responsabilidade pelas próprias escolhas, que prezam a autonomia, que estabelecem vínculos sociais e familiares positivos e que são flexíveis no que diz respeito à mudança de posicionamentos, sentimentos e pensamentos. Ao nível das condições externas estão as relações positivas, àquelas que promovem suporte afetivo/material, acolhimento e cumplicidade.

Um outro aspecto externo fundamental para o desenvolvimento da resiliência é a existência de pessoas que acreditem na nossa capacidade de superação das adversidades e, por isso mesmo, nos incentivem. Da mesma forma, oportunidades para nos envolvermos em atividades significativas – que nos permitam desenvolver a auto-estima e nos sentirmos produtivos e relevantes – contribuem para a resiliência, ou seja, para a superação das adversidades.

Aprender, adaptar-se…isso é ser resiliente. Em última instância, é dispor-se para a mudança.

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Vander, o eterno resiliente.

47 anos

Hoje é meu aniversário, estou completando 47 anos. Nasci em um sábado às 14h30min, na cidade de Campo Mourão, Oeste do Paraná. Vivi em minha cidade até os 18 anos de idade, quando fui para Curitiba prestar o serviço militar e por lá acabei ficando. Nos vinte anos seguintes voltei para minha cidade natal por duas vezes, mas permaneci pouco tempo. E vivi um ano nos Estados Unidos, na cidade de Orlando. Em meados de 2010 retornei novamente para minha cidade natal, para ficar por somente seis meses. E não fui mais embora e nem quero mais sair daqui. Estou feliz onde estou! Estou perto da família e acho que a maturidade chegou e prefiro uma cidade tranquila de interior, sem trânsito caótico e violência. E ficando aqui, nos próximos anos penso em finalmente casar, criar meus gatos e ter uma vida pacata. Filhos eu não quero! Esse mundo está muito cheio e vai ficar cada vez pior, então não quero deixar descendência.

Quando criança eu sonhava conhecer coisas e lugares novos. Queria conhecer o que existia além do Lar Paraná, o bairro onde cresci. E acabei conhecendo muito mais coisas do que queria ou sonhei. E ainda tenho muito que conhecer e fazer.  Há alguns anos fiz uma lista das aventuras que queria realizar, de lugares que queria conhecer. Essa lista não era muito extensa e já realizei mais da metade do que está anotado nela. E espero ter tempo e saúde para realizar o restante da lista. Depois posso morrer em paz…

Não gosto de datas comemorativas e muito menos de aniversários. Não suporto o Parabéns pra você!  E não é por ficar mais velho o motivo, pois envelhecer não é problema para mim. Vejo envelhecer um presente de Deus, pois muita gente que conheci na vida morreu muito antes de chegar aos 47 anos. E eu já senti o cheiro e vi os olhos da morte algumas vezes. Teve casos em que escapei por milagre, pois achava que ia mesmo morrer. Então cada ano que completo é um presente dos céus, pois há muito tempo eu já devia ter partido do mundo dos vivos. Aliás, eu não devia nem ter nascido, pois não fui planejado. Fui um acidente, um erro de tabelinha (mesmo assim fui/sou muito amado por meus pais).  Mas já que vim ao mundo, ainda vou ficar bastante tempo por aqui incomodando… Então me aguente!

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Bola fora!

“a partir desta data, 
aquela mágoa sem remédio 
é considerada nula 
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso, 
maldito seja quem olhas pra trás, 
lá pra trás não há nada, 
e nada mais”

(Paulo Leminski)

 

É incrível, tem uma pessoa com a qual eu só dou bola fora! É sempre assim, tudo o que faço tem resultado contrário do que imagino e a coisa só complica para o meu lado. Ela deve me odiar! E com toda razão…

Mas a partir desse instante é vida nova, página virada e o jeito é seguir em frente e deixar ela para trás. Não vai ser fácil! Mas o tempo cura quase tudo, e quando não cura ao menos nos faz esquecer um pouco do que foi ruim, da tristeza que tivemos e que causamos. E sempre aprendemos algo, principalmente com as situações ruins.

Em outros tempos em momentos assim, triste igual me sinto agora, eu largava tudo e mudava de cidade. Mas cansei disso e o jeito é ficar por aqui, onde estou feliz, apesar dos pesares. Vez ou outra vamos nos “esbarrar” por aí e da minha parte com certeza no mínimo ela terá um olá e um sorriso…

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Sorrir com os olhos

Hoje estava pensando numa pessoa que conheço e que sabe sorrir com os olhos. Nela isso é espontâneo! Já falei isso a ela uma vez, que ela sorria com os olhos e não sei se ela levou meu comentário a sério. Por curiosidade pesquisei sobre o assunto e até descobri que existem técnicas que ensinam a pessoa a sorrir com os olhos. No caso dessa pessoa que mencionei o sorriso dela com os olhos é espontâneo, ela nasceu com esse “dom”. E o sorriso no olhar dela sempre me encantou…

O domínio do sorriso com os olhos, chamado de “sorriso Duchenne”, é vital para quem quer sorrir da maneira mais sincera possível. A parte complicada em relação ao sorriso com os olhos é que é muito difícil fingi-lo. Quando sorri com os olhos, você realmente está feliz.

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Que venha 2017!

O último dia de 2016 era para ter sido o último dia desse blog. Já tinha escrito um texto de despedida e o mesmo estava programado para ser publicado na manhã de 31 de dezembro. As razões para terminar com o blog eram duas; a falta de motivação para escrever e a falta de espaço livre e gratuito no WordPress. Eu teria que pagar para continuar com o blog e não estava disposto a isso. No último ano já tinha pago para manter o blog e inclusive tinha conseguido um patrocinador que financiou a manutenção do blog durante um ano. Mesmo não tendo retorno, o patrocinador queria pagar o WordPress por mais um ano, mas não aceitei, pois não seria justo pagar e não ter retorno. No fim das contas, em razão de ter pago durante um ano, o WordPress foi bonzinho e liberou espaço gratuito para mais um ano, apenas não posso publicar vídeos. E somado ao fato de que estava com um aperto no coração por parar com o blog, mesmo estando desmotivado com ele, resolvi prosseguir por mais um ano e ver o que acontece.

Esse blog é uma mistura de tudo e meio que um filho querido. Através dele conheci muitas pessoas legais, troquei experiências, fiz muitas amizades e fui surpreendido de forma positiva muitas vezes. No seu auge o número de visitas mensais era de quase 18 mil. Atualmente o número de visitas fica entre cinco e seis mil visitas por mês. O que não é um número desprezível para um blog que iniciou sem nenhuma pretensão e seria somente um hobby para que principalmente os amigos acessassem. Esse hobby cresceu e atingiu marcas que realmente nunca esperei.

Essa brincadeira se tornou seria e postagens feitas no blog já foram citadas em revistas, jornais, artigos e sites no Brasil e no exterior. Mais de uma vez ele serviu para auxiliar estudantes e foi citado em trabalhos de pós graduação, mestrado e doutorado. Mesmo não sendo vaidoso, isso me envaidece um pouco, pois jamais esperei que algo tão amador e despretensioso, muitas vezes contendo erros de gramática, pudesse servir para auxiliar estudantes. E entre muitas alegrias que o blog me deu, a principal foi de certa forma ter salvo uma vida. Alguns anos atrás uma jovem entrou em contato comigo através do blog. Ela sofria de depressão e eu tinha acabado de vencer um caso de depressão, onde o blog serviu como local de desabafo. Os textos que publiquei nessa época contando sobre meu problema e como eu estava vencendo tal problema, serviram de terapia para essa jovem e ela decidiu procurar ajuda. Depois de um tempo ela me confessou que no dia que descobriu o blog e começou ler minhas postagens sobre depressão, ela estava decidida a se suicidar. Mas lendo meus textos ela viu que depressão tinha cura e foi procurar ajuda médica. Só por isso acho que foi valido ter criado e mantido esse blog até agora. A maioria dos textos sobre minha fase depressiva não estão mais no blog, pois tais postagens expunham demais minha vida, meus sentimentos e resolvi excluir muita coisa desse período que chamo de “fase negra” do blog.

Tem outros casos que me deixaram surpreso e feliz com o blog. Um deles foi quando um Doutor em Letras leu alguns textos do blog quando procurava informações sobre viagem e comentou com uma amiga que tinha gostado de tal blog e da maneira como o blogueiro escrevia. Ele não sabia que sua amiga também era minha amiga e ela me contou sobre o que ele falou. Fiquei muito lisonjeado com os elogios. Outro caso interessante foi durante uma caminhada que participei ano passado e durante uma visita a um pequeno museu, um amigo veio me falar que tinha um rapaz que queria me conhecer. Fui conversar com o tal rapaz e descobri que ele era leitor do blog há muito tempo e que tinha me reconhecido. Foi gratificante ser reconhecido e poder conversar com o tal rapaz e saber o que ele achava e gostava no blog. E por último vale citar um caso recente, onde uma pessoa assinou a opção de seguir o blog e receber por e-mail todas as novas postagens. Por curiosidade fui olhar o perfil de tal pessoa e me espantei quando vi como era rico e longo o currículo desse novo seguidor. Entre muitas coisas essa pessoa é jornalista com longa experiência e professor de jornalismo.

Por tudo isso é que vou continuar com o blog pelo menos por mais um ano. Vou procurar postar coisas boas e interessantes, bem como contar minhas experiências, pois isso também é uma marca desse blog. Uma das principais fontes de postagem no blog sempre foram minhas viagens, mas que ultimamente andam escassas, pois por culpa do trabalho e falta de tempo tenho viajado pouco. Então se sinta convidado para nos acompanhar por mais um ano e sempre que possível comente os textos publicados e me escreva contando o que achou ou dando sugestões.

Feliz 2017!

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Morte X brevidade da vida

Quem se dispõe a lidar com o assunto morte de modo leve e cotidiano pode dar um impulso na vida, buscar realizações, encontrar energia para realizar sonhos. No livro “A negação da morte” (Ed. Record), o psicanalista Ernest Becker, afirma que “a ideia da morte, o medo que ela inspira, persegue o animal humano como nenhuma outra coisa; é uma das molas mestras da vida humana.”

Pensar sobre morrer tem relação direta com pensar na vida. Como os dias estão sendo vividos? Por que se tem brigado muito por tão pouco? O que está sendo deixado para trás? O que poderia ser feito? Como recuperar o que ficou perdido? Por que não reatar laços desfeitos? É necessário reavaliar os valores familiares, profissionais e pessoais? Qual o objetivo de trabalhar tanto? O que realmente faz uma pessoa feliz? Como administrar bem o tempo? Ao mesmo tempo, pensar na vida e se dedicar a todas essas reflexões revela que o ser humano é falível e, por mais que planeje muito, não tem controle de quase nada.

“Muita gente pensa que é fragilidade pensar na morte. Pelo contrário, é sinal de força, de consciência sobre a própria existência”.

www.uol.com.br

VM

Retrospectiva 2015

O ano de 2015 chegou ao fim e não posso reclamar dele, pois apesar dos pesares (sempre existem pesares!) foi um bom ano. Foram poucos problemas, com exceção dos problemas de saúde que me atrapalharam bastante esse ano. Comecei o ano ainda me recuperando da cirurgia no ombro e depois tive problema com pedras no rim e gota, além de um problema crônico de tornozelo, que me impediu de fazer muita atividade física durante o ano e acabei ganhando alguns quilos extras.

Após muito tempo consegui tirar um mês de férias, mas não deu para viajar. Passei o mês de férias fazendo fisioterapia para o ombro diariamente de segunda à sábado. O sacrifício valeu a pena, pois recuperei totalmente os movimentos do meu braço esquerdo, que estavam comprometidos. Fiz poucas e curtas viagens, saindo do Paraná somente um vez para ir ao Paraguai via Mato Grosso do Sul.

Infelizmente 2015 foi um ano com muitas mortes de pessoas conhecidas. Eu que não costumo ir à velórios ou enterros, esse ano acabei indo em cinco velórios e um enterro, o que para mim é um novo recorde. E foi um ano que conheci muitas pessoas, sendo algumas muito legais. E a vida segue e estou muito otimista com 2016!

A morte!

A morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: MORRER!!! A troco de que? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente… De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver. Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida… Perdoe… Dance… Sempre!!!

#‎studiosantadança‬

Coffin

American Dream

A imagem abaixo é uma imagem simbólica do American Dream (Sonho Americano) após a Segunda Guerra Mundial. A imagem mostra o ideal de fartura, a representação do progresso americano face ao mundo destroçado pela guerra.

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Hoje será que essa imagem ainda faz sentido?

Vivemos um momento histórico em que assistimos a muitos imigrantes buscando chegar a Europa em busca de uma vida melhor, fugindo da guerra em seus países. E também estamos vendo muitos brasileiros desanimados com a crise petista dilmista, que assola o Brasil. Muitos destes brasileiros procuram se mudar para os Estados Unidos, buscando trabalho remunerado em dólar. Mas após a crise econômica de 2008, os Estados Unidos não comportam mais imigrantes, ou trabalhadores ilegais. Os norte americanos não consegue nem mesmo cuidar e dar emprego decente aos seus cidadãos mais pobres. Acho sue o Sonho Americano chegou ao fim!

Regiões Selvagens

“As regiões selvagens atraem aqueles que estão aborrecidos ou desgostosos com o homem e suas obras. Elas não só oferecem uma fuga da sociedade, mas também um palco ideal para o indivíduo romântico exercer o culto que frequentemente faz de sua própria alma. A solidão e a liberdade total da natureza criam o cenário perfeito para a melancolia ou a exaltação.”

Roderick Nash