Carta de um suicida

“Espero que compreendam que em cada mente habita um universo repleto de ideias, que cada escolha sempre trará uma consequência, e tive certeza daquilo que queria e de tudo que já não suportava. Saibamos reconhecer que dentre meus sorrisos sempre escondi a verdadeira sensação de insatisfação e desmazelo, que embora não seja compreensível, tive cansaço e desgaste de erros que me consumiram por inteiro. Gostaria que as coisas tivessem sido diferentes e por vezes até tentei, digo isto não por capricho, mas por exaustão. Não poderei deixar tantas dádivas como tantos que por aqui passaram, mas deixarei as mágoas de um peito cansado e atordoado pela injustiça que é habitar em uma mente e um coração tão intenso, e por falar em intensidade, me vejo perdido em meio a tanta gente rasa que se instalou em minha leviana vida como um parasita que absorve tudo de benéfico e depois descarta o hospedeiro num sepulcro de solidão e agonia. Peço perdão aos poucos e próximos que cultivei, saberão que a vida continua e que onde eu estiver, serei um hóspede para um novo ciclo, embora acredite que previra o sofrimento para que assim possa estar estabelecido todo discernimento que o umbral fará e resignará para a colheita esperada. Aos meus amores, em especial o último que consumi tanto em desespero para que não fosse desgarrado de seu seio, peço paciência e autoconhecimento para que não hajam culpas mentais e nem fadigas sentimentais de uma mente resumida em desistência. Assim eu espero que o tempo leve o que há de levar e cure o que preciso for. Aos meus familiares, sinto em vos dizer que minha ausência sirva de reconciliação e proximidade para outros que necessitam. Por fim rogo a Deus que não me esqueça, ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte. E para os que muito cansei nessa Terra, peço que me perdoem, que me compreendam, pois desta vida nada levamos e nada trazemos, sendo assim não é justo tanto julgamento de uma pessoa digna de pena, misericórdia e perdão. Sabeis que toda inconstância é resultado de desordem. Como poderia eu organizar tudo se sou tempestade? Peço aos que são calmaria, que cultivem o amor e o perdão, porque nenhuma mágoa e ódio vale tanto a pena assim…Somos instantes e num instante não somos nada.”

Fiquem com Deus a adeus!

João Ricardo Moreira Libório

**Essa carta de despedida foi escrita por um Polial Militar, que se enforcou na última segunda-feira, numa cidade no interior da Bahia. Não nos cabe jugar o seu ato, pois somente ele sabe realmente a razão de tal atitude que tomou. O que me chamou a atenção nessa carta foram suas plavras falando de amor e de perdão. E concordo com ele quando diz que somos instantes e num instante não somos nada. A vida passa rápido e o importante é procurar curtir os momentos e as pessoas que nos são importantes…

Meus 50 anos!

Hoje estou completando 50 anos de vida… Uau! Confesso que assusta um pouco! Meio século de vida não é pouca coisa… A coincidência é que nasci em um sábado, e meu cinquentenário caiu também em um sábado. E após anos morando por aí, em meu cinquentenário, estou morando novamente na cidade onde nasci.

O que mais assusta é saber que mais da metade da minha vida eu já vivi. Eu não vou viver mais cinquenta anos, e nem quero! Se viver mais uns 30 anos com qualidade, já me dou por satisfeito. Vim parar nesse mundo sem ter sido planejado, culpa de um erro de tabelinha por parte da minha mãe. Já quase morri várias vezes, em duas delas eu tinha certeza de que iria morrer. Escapei só Deus sabe como e o porquê! Seria um milagre? Ou não tinha chegado minha hora? Sei lá! Prefiro não pensar muito nisso e seguir com a vida, procurando fazer o que gosto.

Lembrei de um falecido amigo de meu pai, que várias vezes olhou para mim e disse que não acreditava que eu estava vivo. Ele contava que certa vez quando eu era bebezinho, chegou a procurar um padre para me dar a extrema-unção. Mas sou teimoso, estou aqui “vivinho Dissenha” e tenho planos de ficar por aqui ainda por muito tempo. Já que vim para esse mundo sem ser planejado, quase morri algumas vezes, e continuo vivo e inteiro, então quero ficar muito mais tempo por aqui. Quero viver intensamente os anos que me restam e fazer tudo o que gosto. Muitas viagens ainda quero fazer, muitas bocas ainda vou beijar, muitos filmes assistir, diversos livros ler, milhares de quilômetros caminhar e pedalar, muitas partidas de UNO jogar, horas e mais horas dormir, e quem sabe “aquela” loira conquistar… Não custa acreditar, e acredito em milagres! Sou prova viva de que milagres existem! Se você tivesse visto as duas vezes em que escapei da morte, aos 45 minutos do segundo tempo da prorrogação, você também começaria a acreditar em milagres…

Olhando para trás, tenho mais a agradecer do que reclamar. Minha vida não foi nada fácil muitas vezes. E outras vezes, fui eu que a tornei difícil. Mas no geral, tive uma vida boa e feliz. Uma família maravilhosa, que teve e tem seus problemas, mas que amo todos mais do que tudo nessa vida. Se nascesse mil vezes mais, eu escolheria nascer na mesma família, com os mesmos pais e irmãos. Eu, quando bem criança tinha como maior sonho saber o que existia além do Lar Paraná (o bairro onde cresci), e cheguei muito mais longe do que sonhei ou imaginei um dia. Então o que vier daqui pra frente é lucro…

Chegar aos 50 anos não é para qualquer um… Lembro de diversos amigos e parentes que não chegaram a essa idade, que morreram antes. Então não vou reclamar de estar ficando mais velho, mas vou agradecer por estar vivo, com saúde, disposição e feliz…

Obrigado a todos que fizeram e fazem parte dessa história que hoje completa 50 anos!

Obrigado Deus!

cfbd5ad3-d5b0-4094-8379-de78647433a1

Resiliência

Resiliência é a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com elas. É ter a mente flexível e o pensamento otimista, com metas claras e a certeza de que tudo passa.

Resiliência significa a habilidade de persistir nos momentos difíceis mantendo a esperança e a saúde mental. Pessoas altamente resilientes, tornam-se mais fortes após situações difíceis. Porquê isso acontece?  Porque elas desenvolvem confiança em si mesmas aprendendo novas formas de lidar com os eventos.

Em geral, a resiliência depende de algumas condições psicológicas internas e externas. No nível interno, são favorecidas as pessoas otimistas, que assumem a responsabilidade pelas próprias escolhas, que prezam a autonomia, que estabelecem vínculos sociais e familiares positivos e que são flexíveis no que diz respeito à mudança de posicionamentos, sentimentos e pensamentos. Ao nível das condições externas estão as relações positivas, àquelas que promovem suporte afetivo/material, acolhimento e cumplicidade.

Um outro aspecto externo fundamental para o desenvolvimento da resiliência é a existência de pessoas que acreditem na nossa capacidade de superação das adversidades e, por isso mesmo, nos incentivem. Da mesma forma, oportunidades para nos envolvermos em atividades significativas – que nos permitam desenvolver a auto-estima e nos sentirmos produtivos e relevantes – contribuem para a resiliência, ou seja, para a superação das adversidades.

Aprender, adaptar-se…isso é ser resiliente. Em última instância, é dispor-se para a mudança.

IMG_0457
Vander, o eterno resiliente.

47 anos

Hoje é meu aniversário, estou completando 47 anos. Nasci em um sábado às 14h30min, na cidade de Campo Mourão, Oeste do Paraná. Vivi em minha cidade até os 18 anos de idade, quando fui para Curitiba prestar o serviço militar e por lá acabei ficando. Nos vinte anos seguintes voltei para minha cidade natal por duas vezes, mas permaneci pouco tempo. E vivi um ano nos Estados Unidos, na cidade de Orlando. Em meados de 2010 retornei novamente para minha cidade natal, para ficar por somente seis meses. E não fui mais embora e nem quero mais sair daqui. Estou feliz onde estou! Estou perto da família e acho que a maturidade chegou e prefiro uma cidade tranquila de interior, sem trânsito caótico e violência. E ficando aqui, nos próximos anos penso em finalmente casar, criar meus gatos e ter uma vida pacata. Filhos eu não quero! Esse mundo está muito cheio e vai ficar cada vez pior, então não quero deixar descendência.

Quando criança eu sonhava conhecer coisas e lugares novos. Queria conhecer o que existia além do Lar Paraná, o bairro onde cresci. E acabei conhecendo muito mais coisas do que queria ou sonhei. E ainda tenho muito que conhecer e fazer.  Há alguns anos fiz uma lista das aventuras que queria realizar, de lugares que queria conhecer. Essa lista não era muito extensa e já realizei mais da metade do que está anotado nela. E espero ter tempo e saúde para realizar o restante da lista. Depois posso morrer em paz…

Não gosto de datas comemorativas e muito menos de aniversários. Não suporto o Parabéns pra você!  E não é por ficar mais velho o motivo, pois envelhecer não é problema para mim. Vejo envelhecer um presente de Deus, pois muita gente que conheci na vida morreu muito antes de chegar aos 47 anos. E eu já senti o cheiro e vi os olhos da morte algumas vezes. Teve casos em que escapei por milagre, pois achava que ia mesmo morrer. Então cada ano que completo é um presente dos céus, pois há muito tempo eu já devia ter partido do mundo dos vivos. Aliás, eu não devia nem ter nascido, pois não fui planejado. Fui um acidente, um erro de tabelinha (mesmo assim fui/sou muito amado por meus pais).  Mas já que vim ao mundo, ainda vou ficar bastante tempo por aqui incomodando… Então me aguente!

aa

aaaaa

Bola fora!

“a partir desta data, 
aquela mágoa sem remédio 
é considerada nula 
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso, 
maldito seja quem olhas pra trás, 
lá pra trás não há nada, 
e nada mais”

(Paulo Leminski)

 

É incrível, tem uma pessoa com a qual eu só dou bola fora! É sempre assim, tudo o que faço tem resultado contrário do que imagino e a coisa só complica para o meu lado. Ela deve me odiar! E com toda razão…

Mas a partir desse instante é vida nova, página virada e o jeito é seguir em frente e deixar ela para trás. Não vai ser fácil! Mas o tempo cura quase tudo, e quando não cura ao menos nos faz esquecer um pouco do que foi ruim, da tristeza que tivemos e que causamos. E sempre aprendemos algo, principalmente com as situações ruins.

Em outros tempos em momentos assim, triste igual me sinto agora, eu largava tudo e mudava de cidade. Mas cansei disso e o jeito é ficar por aqui, onde estou feliz, apesar dos pesares. Vez ou outra vamos nos “esbarrar” por aí e da minha parte com certeza no mínimo ela terá um olá e um sorriso…

very_sad_elephant_by_gawrifort-d5tk7rn

Sorrir com os olhos

Hoje estava pensando numa pessoa que conheço e que sabe sorrir com os olhos. Nela isso é espontâneo! Já falei isso a ela uma vez, que ela sorria com os olhos e não sei se ela levou meu comentário a sério. Por curiosidade pesquisei sobre o assunto e até descobri que existem técnicas que ensinam a pessoa a sorrir com os olhos. No caso dessa pessoa que mencionei o sorriso dela com os olhos é espontâneo, ela nasceu com esse “dom”. E o sorriso no olhar dela sempre me encantou…

O domínio do sorriso com os olhos, chamado de “sorriso Duchenne”, é vital para quem quer sorrir da maneira mais sincera possível. A parte complicada em relação ao sorriso com os olhos é que é muito difícil fingi-lo. Quando sorri com os olhos, você realmente está feliz.

a96806_a503_happyface

Que venha 2017!

O último dia de 2016 era para ter sido o último dia desse blog. Já tinha escrito um texto de despedida e o mesmo estava programado para ser publicado na manhã de 31 de dezembro. As razões para terminar com o blog eram duas; a falta de motivação para escrever e a falta de espaço livre e gratuito no WordPress. Eu teria que pagar para continuar com o blog e não estava disposto a isso. No último ano já tinha pago para manter o blog e inclusive tinha conseguido um patrocinador que financiou a manutenção do blog durante um ano. Mesmo não tendo retorno, o patrocinador queria pagar o WordPress por mais um ano, mas não aceitei, pois não seria justo pagar e não ter retorno. No fim das contas, em razão de ter pago durante um ano, o WordPress foi bonzinho e liberou espaço gratuito para mais um ano, apenas não posso publicar vídeos. E somado ao fato de que estava com um aperto no coração por parar com o blog, mesmo estando desmotivado com ele, resolvi prosseguir por mais um ano e ver o que acontece.

Esse blog é uma mistura de tudo e meio que um filho querido. Através dele conheci muitas pessoas legais, troquei experiências, fiz muitas amizades e fui surpreendido de forma positiva muitas vezes. No seu auge o número de visitas mensais era de quase 18 mil. Atualmente o número de visitas fica entre cinco e seis mil visitas por mês. O que não é um número desprezível para um blog que iniciou sem nenhuma pretensão e seria somente um hobby para que principalmente os amigos acessassem. Esse hobby cresceu e atingiu marcas que realmente nunca esperei.

Essa brincadeira se tornou seria e postagens feitas no blog já foram citadas em revistas, jornais, artigos e sites no Brasil e no exterior. Mais de uma vez ele serviu para auxiliar estudantes e foi citado em trabalhos de pós graduação, mestrado e doutorado. Mesmo não sendo vaidoso, isso me envaidece um pouco, pois jamais esperei que algo tão amador e despretensioso, muitas vezes contendo erros de gramática, pudesse servir para auxiliar estudantes. E entre muitas alegrias que o blog me deu, a principal foi de certa forma ter salvo uma vida. Alguns anos atrás uma jovem entrou em contato comigo através do blog. Ela sofria de depressão e eu tinha acabado de vencer um caso de depressão, onde o blog serviu como local de desabafo. Os textos que publiquei nessa época contando sobre meu problema e como eu estava vencendo tal problema, serviram de terapia para essa jovem e ela decidiu procurar ajuda. Depois de um tempo ela me confessou que no dia que descobriu o blog e começou ler minhas postagens sobre depressão, ela estava decidida a se suicidar. Mas lendo meus textos ela viu que depressão tinha cura e foi procurar ajuda médica. Só por isso acho que foi valido ter criado e mantido esse blog até agora. A maioria dos textos sobre minha fase depressiva não estão mais no blog, pois tais postagens expunham demais minha vida, meus sentimentos e resolvi excluir muita coisa desse período que chamo de “fase negra” do blog.

Tem outros casos que me deixaram surpreso e feliz com o blog. Um deles foi quando um Doutor em Letras leu alguns textos do blog quando procurava informações sobre viagem e comentou com uma amiga que tinha gostado de tal blog e da maneira como o blogueiro escrevia. Ele não sabia que sua amiga também era minha amiga e ela me contou sobre o que ele falou. Fiquei muito lisonjeado com os elogios. Outro caso interessante foi durante uma caminhada que participei ano passado e durante uma visita a um pequeno museu, um amigo veio me falar que tinha um rapaz que queria me conhecer. Fui conversar com o tal rapaz e descobri que ele era leitor do blog há muito tempo e que tinha me reconhecido. Foi gratificante ser reconhecido e poder conversar com o tal rapaz e saber o que ele achava e gostava no blog. E por último vale citar um caso recente, onde uma pessoa assinou a opção de seguir o blog e receber por e-mail todas as novas postagens. Por curiosidade fui olhar o perfil de tal pessoa e me espantei quando vi como era rico e longo o currículo desse novo seguidor. Entre muitas coisas essa pessoa é jornalista com longa experiência e professor de jornalismo.

Por tudo isso é que vou continuar com o blog pelo menos por mais um ano. Vou procurar postar coisas boas e interessantes, bem como contar minhas experiências, pois isso também é uma marca desse blog. Uma das principais fontes de postagem no blog sempre foram minhas viagens, mas que ultimamente andam escassas, pois por culpa do trabalho e falta de tempo tenho viajado pouco. Então se sinta convidado para nos acompanhar por mais um ano e sempre que possível comente os textos publicados e me escreva contando o que achou ou dando sugestões.

Feliz 2017!

1480613554201

Morte X brevidade da vida

Quem se dispõe a lidar com o assunto morte de modo leve e cotidiano pode dar um impulso na vida, buscar realizações, encontrar energia para realizar sonhos. No livro “A negação da morte” (Ed. Record), o psicanalista Ernest Becker, afirma que “a ideia da morte, o medo que ela inspira, persegue o animal humano como nenhuma outra coisa; é uma das molas mestras da vida humana.”

Pensar sobre morrer tem relação direta com pensar na vida. Como os dias estão sendo vividos? Por que se tem brigado muito por tão pouco? O que está sendo deixado para trás? O que poderia ser feito? Como recuperar o que ficou perdido? Por que não reatar laços desfeitos? É necessário reavaliar os valores familiares, profissionais e pessoais? Qual o objetivo de trabalhar tanto? O que realmente faz uma pessoa feliz? Como administrar bem o tempo? Ao mesmo tempo, pensar na vida e se dedicar a todas essas reflexões revela que o ser humano é falível e, por mais que planeje muito, não tem controle de quase nada.

“Muita gente pensa que é fragilidade pensar na morte. Pelo contrário, é sinal de força, de consciência sobre a própria existência”.

www.uol.com.br

VM

Retrospectiva 2015

O ano de 2015 chegou ao fim e não posso reclamar dele, pois apesar dos pesares (sempre existem pesares!) foi um bom ano. Foram poucos problemas, com exceção dos problemas de saúde que me atrapalharam bastante esse ano. Comecei o ano ainda me recuperando da cirurgia no ombro e depois tive problema com pedras no rim e gota, além de um problema crônico de tornozelo, que me impediu de fazer muita atividade física durante o ano e acabei ganhando alguns quilos extras.

Após muito tempo consegui tirar um mês de férias, mas não deu para viajar. Passei o mês de férias fazendo fisioterapia para o ombro diariamente de segunda à sábado. O sacrifício valeu a pena, pois recuperei totalmente os movimentos do meu braço esquerdo, que estavam comprometidos. Fiz poucas e curtas viagens, saindo do Paraná somente um vez para ir ao Paraguai via Mato Grosso do Sul.

Infelizmente 2015 foi um ano com muitas mortes de pessoas conhecidas. Eu que não costumo ir à velórios ou enterros, esse ano acabei indo em cinco velórios e um enterro, o que para mim é um novo recorde. E foi um ano que conheci muitas pessoas, sendo algumas muito legais. E a vida segue e estou muito otimista com 2016!

A morte!

A morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta ideia: MORRER!!! A troco de que? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente… De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça. Por isso viva tudo que há para viver. Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida… Perdoe… Dance… Sempre!!!

#‎studiosantadança‬

Coffin

American Dream

A imagem abaixo é uma imagem simbólica do American Dream (Sonho Americano) após a Segunda Guerra Mundial. A imagem mostra o ideal de fartura, a representação do progresso americano face ao mundo destroçado pela guerra.

american-dream-post-war-abundance-swscan00536-copy

Hoje será que essa imagem ainda faz sentido?

Vivemos um momento histórico em que assistimos a muitos imigrantes buscando chegar a Europa em busca de uma vida melhor, fugindo da guerra em seus países. E também estamos vendo muitos brasileiros desanimados com a crise petista dilmista, que assola o Brasil. Muitos destes brasileiros procuram se mudar para os Estados Unidos, buscando trabalho remunerado em dólar. Mas após a crise econômica de 2008, os Estados Unidos não comportam mais imigrantes, ou trabalhadores ilegais. Os norte americanos não consegue nem mesmo cuidar e dar emprego decente aos seus cidadãos mais pobres. Acho sue o Sonho Americano chegou ao fim!

Regiões Selvagens

“As regiões selvagens atraem aqueles que estão aborrecidos ou desgostosos com o homem e suas obras. Elas não só oferecem uma fuga da sociedade, mas também um palco ideal para o indivíduo romântico exercer o culto que frequentemente faz de sua própria alma. A solidão e a liberdade total da natureza criam o cenário perfeito para a melancolia ou a exaltação.”

Roderick Nash

Crise de identidade

Estou passando por uma crise de identidade. Nos muitos anos que morei em Curitiba muita gente brincava com meu sotaque do interior, com o “pÓrrrta” por exemplo. E agora que estou no interior já ouvi comentários de que não pareço ser do interior, e até mesmo zoaram do meu “sotaque curitibano” que destaca o “e” (lEitE quEntE). Então fiquei meio perdido nessa, pois de repente não sou nem curitibano e nem interiorano. Então o que eu sou? Sei lá!! Isso me fez lembrar de uma piada, que dizia que o cara foi morar nos Estados Unidos e lá não aprendeu a falar inglês e esqueceu o português. Então ele voltou ao Brasil “mudo”… Coitado!!! Kkkk… E essa piada me fez lembrar da Talita, que está morando na Alemanha e cada vez que me escreve fica ainda mais difícil de entender o seu português, devido à quantidade de erros. Ela simplesmente está esquecendo o idioma. Sorte dela que aprendeu bem o alemão, senão corria o risco de se um dia voltar ao Brasil, voltar “muda” igual o cara da piada.

E outra que me falaram essa semana foi que tenho uma aparência meio exótica. Até agora não entendi se isso é bom, se é ruim? Se a pessoa quis dizer que sou bonito, ou que sou feio? Segundo o dicionário, exótico significa: forasteiro, estranho, raro, inusitado, diferente, esquisito, curioso, esdrúxulo, excêntrico, alienígena, original, sistemático, alheio, extravagante, indefinível. Algumas dessas características se encaixam perfeitamente a minha personalidade. Já com relação a se encaixar com minha aparência física, sinceramente não sei? A única coisa que sei é que após tal comentário resolvi raspar a barba, a qual tenho usado já faz alguns anos. Talvez sem minha barba vermelha (que agora está ficando vermelha e branca) eu fique parecendo menos “exótico” e principalmente menos “alienígena”… 

A Parábola do Cavalo

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se de que o animal não se havia machucado. Mas, pela dificuldade de alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate. Tomou, então a difícil decisão: determinou ao capataz que se sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo. Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra pra dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo. Mas, à medida que a terra ia caindo em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando o cavalo subir. Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente, conseguiu subir e sair do poço!!!

Se você tiver “lá em baixo”, sentindo-se pouco valorizado, quando, certos de seu “desaparecimento”, os outros jogarem sobre você terra da incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio, lembre-se do cavalo desta história. Não aceite a terra que jogarem sobre você, sacuda-a e suba sobre ela. E quanto mais jogarem, mais você vai subindo, subindo, subindo… sorrindo, sorrindo, sorrindo…

Mochileira

Mochileira deite comigo essa noite
E conte aquela boa velha história
De como as noites são claras em Machu Pichu

Moça eu não vou precisar ler na sua mão
Pra saber que você não vai voltar
Pra vida maluca das pessoas
Do mundo
Das formigas tentando se esconder da chuva

Porque não fazer algo mais divertido que casar com executivos
E acabar achando excitante
A reunião semanal da confraria dos amantes
Das delícias da boa velha tecnocracia

Moça eu sei que não é legal
Ficar sozinha quando o velho medo vem
E essa noite em Cuzco é tão fria
Me passe a garrafa de vinho… 

(Almir Sater)

Machu Pichu - Jan/2011.

Vida descomplicada!

As pessoas complicam muito as coisas … Tá com saudades? Ligue. Quer encontrar? Convide. Quer compreensão? Explique-se. Tá com dúvidas? Pergunte. Não gostou? Fale. Gostou? Fale mais. Tá com vontade? Faça. Quer algo? Pedir é a melhor maneira de começar a merecer. Se o “não” você já tem, só corre o risco do “sim” … A vida é uma só!!!! Bora ser feliz… Gostei, copiei e postei aqui… Simples assim.

...

Curitiba noturna

Estive em Curitiba nas duas últimas semanas e entre outras coisas, aproveitei para fazer caminhadas noturnas pelo centro da cidade. Isso era algo que eu fazia muito quando morava em Curitiba, principalmente nos anos em que vivi no centro da cidade. Adorava sair andando sem rumo, indo de um canto a outro do centro, observando as pessoas e o movimento noturno. Sempre tomava o cuidado de não levar carteira, celular ou algum outro objeto de valor, pois costumava caminhar também por lugares perigosos do centro. Encantava-me observar os tipos noturnos da cidade, os boêmios, os bêbados, os drogados, os mendigos, as putas. Todos os personagens que vivem na noite curitibana, que circulam por suas ruas e igual ao Vampiro de Curitiba desaparecem ao nascer do dia.

Em minhas caminhadas noturnas sempre evitei o contato com as pessoas. Raramente era abordado por alguém, e quando isso acontecia preferia ficar em silêncio e seguir meu caminho. Sempre tive especial predileção por caminhar em noites frias, pois para mim a cidade tinha um aspecto diferente nessas noites, onde a quantidade de personagens noturnos é bem menor. Os ruídos da cidade, seu cheiro, o movimento de pessoas e carros, tudo é diferente durante a noite. É dessa Curitiba noturna e exótica que sinto saudades agora que vivo distante dela. Por isso que em minha recente visita a cidade, procurei fazer algumas caminhadas noturnas e reencontrar antigos lugares e personagens noturnos, bem como descobrir novos lugares e personagens. A cidade é mutante e mesmo que essa mutação ocorra num ritmo lento, quando se fica muito tempo ausente da cidade é mais fácil perceber tais mutações.

Iniciei essas caminhas noturnas no distante ano de 1993 e por muitas vezes me senti o próprio Vampiro de Dalton. Já outras vezes senti que estava sendo observado pelo Vampiro de Curitiba, escondido atrás de alguma janela da adormecida cidade.

Bondinho da Rua XV. (09/07/2011)

Catedral. (09/07/2011)

Praça Generoso Marques. (09/07/2011)

Paço da Liberdade. (09/07/2011)

Só os loucos sabem

A maluca da minha amiga Fabiola disse que sou perigoso, que tem medo de mim. E para completar disse que minha música era “Só os Loucos Sabem”, do Charlie Brown Jr. Não entendi bem porque ela me acha meio louco, mas ultimamente não ando entendendo muito a mim mesmo e nem aos outros. Então segue a letra e o vídeo da música que minha amiga campineira dedicou a mim e tire você suas próprias conclusões sobre o que ela quis dizer.

Só Os Loucos Sabem 

Agora eu sei exatamente o que fazer
Vou recomeçar, poder contar com você
Pois eu me lembro de tudo irmão, eu estava lá também
Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém
Eu segurei minhas lágrimas, pois não queria demonstrar a emoção
Já que estava ali só pra observar e aprender um pouco mais sobre a percepção
Eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão
Mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só questão de opinião

E disso os loucos sabem
Só os loucos sabem
Disso os loucos sabem
Só os loucos sabem

Toda positividade eu desejo a você
pois precisamos disso nos dias de luta
O medo cega os nossos sonhos
O medo cega os nossos sonhos
Mina linda, eu quero morar na sua rua

Você deixou saudade
Você deixou saudade
Quero te ver outra vez
Quero te ver outra vez
Você deixou saudade

Agora eu sei exatamente o que fazer
Vou recomeçar, poder contar com você
Pois eu me lembro de tudo irmão, eu estava lá também
Um homem quando esta em paz não quer guerra com ninguém.

O dom supremo do amor…

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. 

1 Coríntios 13

Gostei desse texto bíblico desde a primeira vez que o li há muitos anos atrás. E por um bom tempo achei que o compreendia. Mas estava enganado, pois ele não é de fácil compreensão. Para entender bem esse texto, você precisa viver certas coisas sobre as quais ele fala. Hoje posso dizer que entendo melhor esse texto, pois consigo aceitar certas coisas que antes para mim eram impossíveis de aceitar. Hoje consigo aceitar tais coisas, pois finalmente entendi que amar significa querer o bem da pessoa que amamos, mesmo que tal pessoa não fique ao nosso lado, mesmo que seja preciso abrir mão dessa pessoa para que ela seja feliz. Não é um exercício fácil de realizar, é bastante triste e dolorido, mas se amamos precisamos deixar que a pessoa amada siga o caminho que ela escolheu e não insistir mais, não forçar certas situações. Apenas precisamos deixar a pessoa amada seguir o caminho dela e suportar a dor que isso possa nos causar, e ao mesmo tempo nos sentirmos felizes pela pessoa amada estar buscando o que ela quer.

1 Coríntios 13

 

Jack Kerouac

“Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.”

Jack Kerouac 

Jack Kerouac.

Parede da "Confraria do Café" - Cianorte/Pr.

Desejando viajar mais e mais

Um dia ouvi um cara dizer que viajar era seu único objetivo de consumo. Dos outros ele abria mão sempre. Eu perguntei por que. Ele respondeu: se eu compro alguma coisa material, enjôo dela em um mês. Isso acontece porque sou humano e meus desejos sempre se transformam em indiferença depois de um tempo. Mas com viagem é diferente. Viagem é um produto que eu só posso usar durante um determinado tempo, o período em que fico viajando. Disso eu nunca enjôo, porque nunca vou guardar uma viagem na gaveta. Ela sempre vai ser minha por pouco tempo e depois vai embora. Por ser humano, a idéia de jamais poder possuí-la fará com que eu sempre me lembre dela com nostalgia, desejando viajar mais e mais”.

Pedro Schmaus

Viajar é preciso...

 

 

Pra pensar

É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.

Adrian Pierce Rogers (1931 – 2005)

O texto acima é interessante e vale a pena ser analisado, principalmente quando no Brasil acabam de eleger um novo Presidente(a) populista que ganhou milhares de votos distribuindo “bolsas esmola” para a população mais pobre. Sou a favor de distribuição de renda, mas não da forma eleitoreira e caça votos que é feita atualmente no Brasil. Da maneira que está sendo feita a distribuição de renda através de bolsas e vale não sei o quê, está se criando nesse país uma geração de pessoas que preferem não trabalhar e ter uma renda mínima dada pelo governo, do que trabalhar e ganhar um pouco mais com seu próprio suor. E seria bem melhor para o povo e para o Brasil se o governo desse saúde e educação de qualidade para o povo, bem como gerasse empregos, pois dessa forma não seria necessário distribuir tantas bolsas e vales esmola para o povo mais necessitado.

Adrian Pierce Rogers (Pastor evangelista)

Mais um texto de Charles Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima. Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é…Autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… Respeito. Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que  me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… Amor-próprio. Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a… Humildade. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Charles Chaplin

PS: Esse foi mais um texto interessante que a Andrea me enviou. E concordo com ela que disse que o texto tem muito em comum com o que estou vivendo hoje.

Chaplin

O Poder das Palavras

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” Alguns que passavam o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: “Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?” “Vamos lá. Só tenho a ganhar!”, respondeu o mendigo. Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e há certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair de mendigo para tão alta posição. Contou ele: – Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: “Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!”  As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: “Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero e leia a bíblia. Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa e ler a bíblia: “Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.” E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. E a palavra de Deus que se fez carne, me ensinou isso. Por isso enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, porque creia há poder em nossas palavras.. Uma repórter, ironicamente, questionou: – O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida? Respondeu o homem, cheio de bom humor: “Claro que não! Primeiro eu tive que acreditar nelas! “Amados, moral da história, por mais cabeça dura que você seja, creia e veremos maravilhas.

*extraído do Orkut, sem fonte.

O Poder das Palavras

Quebra Pedras

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo … (Fernando Pessoa)

Existem lições que são aprendidas das maneiras mais esquisitas. Dias atrás estava cuidando dos arredores da minha casa, especificamente da minha calçada, e percebi que alguns ramos nasciam do concreto, espremidos entre as gretas e pequenas fendas, construídas pela ação demolidora do tempo e da força da natureza. Percebi ainda que os pequenos valentes, que nasciam, eram da mesma espécie. Procurei saber exatamente qual era o nome do tal “pé de mato” que resistia ao concreto, que retirava o seu sustento da pedra bruta. Consultando um velho amigo agrônomo ele disse que a planta tinha o nome popular de quebra-pedra. Muito conhecido da medicina popular, pois lhes são atribuídas à capacidade de quebrar os cálculos renais (pedra do rim). O nome também se deve em parte pela sua capacidade de se adaptar as situações mais diversas, rachaduras, fendas, lugares extremamente secos e pobres em nutrientes, parece literalmente que ele consegue quebrar pedras para sobreviver, mas na verdade ele nasce das micro-fissuras já existentes nos complexos pavimentados e das rochas desgastadas pela ação natural. Depois desta explicação do especialista comecei a pensar sobre o quebrador de pedras. Carlos Drummond de Andrade escreveu em 1928 um poema, que transcrevo abaixo: No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Hoje, consigo compreender o que Drummond escreveu, a explicação do meu amigo agrônomo, e a planta da minha calçada. O poeta disse que nunca nos esqueceremos das pedras que encontramos pelo caminho, porém existe uma planta que consegue quebrá-las. Segundo o meu amigo, toda pedra tem rachaduras, micro-fissuras e são nestas fraquezas que o quebrador de pedras age, é justamente ali que ele se instala, e realiza a sua dura tarefa. Escute a natureza, Drummond viu a pedra, eu vi o quebra-pedras, e ele viu as rachaduras que existem na massa aparentemente maciça e aprendeu a arte de quebrá-las. Agora imagine quantas pedras você tem pelo caminho, quantos problemas você precisa encarar todos os dias, idealize quantas pedras você precisa quebrar. Aprenda com a mãe natureza, escute a lição do quebra pedra, por mais difícil que pareça sempre existe uma fissura no problema, sempre existe uma fenda, observe e trabalhe exatamente no ponto fraco da pedra, alimente-se da fraqueza das pedras do seu caminho e aprenda a arte de quebrá-las. Andem no caminho da luz.

Coleção “O homem que não sabe escrever” Somente para quem sabe ler.

 Sábio não é aquele que não encontrou pedras pelo caminho, mas aquele que aprendeu a arte de quebrá-las

pedras...

Hoje é tempo de ser feliz!

HOJE É TEMPO DE SER FELIZ!

A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a idéia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existencia as mais diversas formas de sementes. Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe… Para cada dia, o seu empenho. A sabedoria bíblica nos confirma isso, quando nos diz que “debaixo do céu há um tempo para cada coisa!” Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. Felicidade talvez seja isso: alegria de recolher da terra que somos, frutos que sejam agradáveis aos olhos! Infelicidade, talvez seja o contrário. O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes… Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje, Sementes de hoje, frutos de amanhã! Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores… Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. Cuidado com os amores passageiros… eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam… Cuidado com os invasores do seu corpo… eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem… Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar… eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena… Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí… elas costumam estragar o nosso referencial da verdade… Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos… elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo. Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem pelo mundo. Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida. Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito… A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta “que os sonhos não envelhecem…” Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar… (?)

Padre Fábio de Melo

           Padre Fabio de Melo

PS: Esse foi mais um texto que a Andrea me enviou. Ela se tornou expert em descobrir e me enviar bons textos.

Ler no banheiro

Ler no banheiro é uma prática bastante popular no mundo todo. Muitos gostam de praticar a leitura num ambiente naturalmente refrigerado pelos azulejos, principalmente em uma tarde quente de verão. Tenho um amigo que mantém no banheiro de sua casa uma cesta cheia de revistas e livros. Você pode optar por diversos tipos de leitura no momento em que estiver sentado no “trono”. Sou adepto dessa prática de leitura, mas somente quando estou com tempo. Tem certas idas ao banheiro que tem que ser rápidas, então não da pra relaxar e ler algumas linhas.

Muitos médicos recomendam que pessoas com obstipação (que não é meu caso, pois leio no banheiro por esporte mesmo), que leiam ou ouçam música enquanto desenvolvem o processo de evacuação (fazer cocô). No entanto agora surgiu a tese de que o hábito de leitura no banheiro não é saudável ou bom para nosso corpo. Médicos alertam para o fato de que ficar muito tempo sentado no vaso sanitário, pode aumentar a pressão sobre os vasos do reto, aumentado dessa forma as chances do desenvolvimento de hemorróidas.

Apesar desse alerta médico, vou continuar com meu não tão saudável hábito de ler no banheiro. É que não fico lendo dezenas de páginas enquanto estou sentadinho no banheiro, mas sim algumas poucas linhas, o que não causa maiores danos.

Leitura de banheiro.

Ver Post

Saber viver

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.

Autor desconhecido

.

Sabático

Após um período complicado, com problemas de saúde bem sérios e muitos outros problemas pessoais, decidi dar um tempo em tudo e tirar um “sábatico”. Alguns chamam de “Ano Sabático”, mas não necessariamente precisa ser um ano, pode ser mais, ou menos. No meu caso não sei ao certo quanto tempo será. Pode ser um ano, um pouco mais, ou um pouco menos. A principio estou planejando ficar de sabático até o final de 2011, mas tudo pode mudar até lá. 

O ano sabático é mencionado no Antigo Testamento. No caso, um ano, a cada seis, em que a terra fica sem cultivo para depois iniciar um novo ciclo de fertilidade. Ou seja, a grosso modo, sabático significa “dar um tempo”. E no meu caso a idéia é essa mesma, dar um tempo em tudo e repensar minha vida. Preciso reavaliar tudo em minha vida, meus conceitos, desejos, planos, sonhos e muito mais. Sei que preciso me afastar de minha rotina, das pessoas que me cercam (por mais que adore essas pessoas), da vida que estava levando. No fundo preciso rever os rumos que quero dar a minha vida daqui pra frente. Depois dos meses complicados que passei, minha vida não será mais a mesma, pois garanto que não sou mais o mesmo. Na seqüência disso tudo, nada melhor do que um período sabático para realizar uma revisão detalhada de minha vida pessoal e profissional, para realizar mudanças profundas em meu jeito de ser, de agir. E tudo isso visando ser uma pessoa melhor, com menos defeitos, que cometa menos erros e em conseqüência seja uma pessoa mais feliz. 

O psicoterapeuta norte americano, David Kindtz, afirma que somente fazendo paradas, curtas ou longas, podemos ficar totalmente despertos e recordar quem somos. Que devemos parar, até pra saber o que fazer, pois isso nos reanima e nos ajuda a ir em frente de uma forma concentrada e determinada. É, segundo ele, um processo espiritual, no sentido de buscar novos valores, significados e desejos mais profundos. 

Existem várias maneiras de sábatico. No meu caso será um período de muitas viagens, conhecendo muitos lugares, pessoas diferentes, modos de vida diferentes. Quero ter novas experiências, viver um tempo com pouco conforto, sem depender tanto das tecnologias modernas. Em alguns lugares que pretendo ir, até mesmo um banho por dia será difícil de conseguir. Então vou viver um tempo longe de luxo ou conforto, sem cortar cabelo, sem andar perfumado, engomado. Quero é viver experiências novas, conhecer pessoas com visões de mundo diferentes. E depois de tudo isso, fazer uma analise profunda de minha vida, definir metas e a partir disso recomeçar minha vida em algum lugar. Talvez até retome minha vida atual, no formato em que ela se encontra hoje. Mas independente de tudo que venha fazer no futuro, eu serei uma nova pessoa, uma pessoa melhor com toda certeza.

Sábatico: pensar, repensar, analisar...

A Luta

” Você já lutou com todas as suas forças para mudar uma situação e se deparou com a triste realidade de que não tem capacidade para fazer nada?

Há momentos em nossa vida que não conseguimos nos mexer nem para direita  nem para a esquerda -permanecemos estagnados e o único movimento possível é erguer a cabeça, olhar para o céu e tentar enxergar o que Deus nos quer ensinar. Aqui somos ensinados de que podemos tudo, de que devemos esforçar-nos para conseguir sucesso e estabilidade; enfim, alcançar um padrão de vida decente diante do mundo que nos cerca. Mas você já percebeu que não é assim para todo mundo? Alguns lutam a vida interia e não conseguem sequer um teto decente para se abrigar, enquanto outros ganham sem esforço, por herança ou outros meios, bens que poderiam sustentar um país inteiro, entregando-se a desfrutar o luxo. Injustiça? Não creio que Deus seja injusto, mas creio que cada um de nós tem uma vida a ser vivida de acordo com o que Deus planejou para nós. No entanto, viver uma vida de aceitação e obediência não significa ficar de braços cruzados esperando que as coisas aconteçam, mas submeter-nos aquilo que Deus estabelece e que não conseguimos fugir, tratando de administrar as circubstâncias com sabedoria.

O próposito de Deus para essas situações muitas vezes não é nada óbvio para os nossos olhos, mas quem somos nós para querer  compreender Deus, que é soberano em tudo?

Apesar da convivência com o que não podemos mudar ser uma das provas mais difíceis a superar, podemos espelhar-nos em Jesus e imitar seus procedimentos. Ele foi obediente a Deus até a morte e ressuscitou para capacitar-nos a realizar a vontade de Deus também em nossa vida. Afinal, ninguém outro pode viver a nossa vida, e é uma luta sem propósito tentar viver a vida de outros. Muitas vezes aceitar as dificuldades da vida é a atitude que Deus espera de nós para começar a agir. “

Pão Diário 2010
Rádio Trans Mundial

A vida é uma luta constante.