Morte do ex-jogador Alcântara

Faleceu hoje vítima de infarto, o ex-jogador Alcântara, aos 57 anos. Ele foi encontrado morto em seu sítio, em Santo Antônio da Platina. Alcantâra foi artilheiro do Campeonato Paranaense de 1991, com 30 gols, jogando pelo Sport Campo Mourão. No ano seguinte foi jogar no Paraná Clube, onde foi Campeão Brasileiro da Série B de 1992 e Campeão Paranaense de 1993.

Foi relevado no futebol paranaense no Matsubara, de Cambará. Em 1983, teve rápida passagem pelo Palmeiras. Também atuou por Taquaritinga-SP, Taubaté-SP, Esportivo-RS, Caxias-RS, Anapolina-GO, Hercílio Luz-SC, Platinense-PR, EC Corinthians, Maringá Atlético Clube, Sport de Campo Mourão, Paraná Clube, Patrocinense-MG, Marília-SP, Juventus-SC, Rio Branco-PR e encerrou a carreira no Londrina, em 1996.

Em 2003 quando morei em Orlando – USA, trabalhei junto e me tornei amigo do Guilherme, irmão do Alcântara. E em 2013 conversei com o Alcantâra durante o lançamento do livro “Nos Campos do Mourão”, quando ele veio até Campo Mourão para participar do lançamento do livro escrito pelo Raoni de Assis.

Vander e Alcântara (2013).

40 anos da morte de Elvis Presley

Hoje está fazendo quarenta anos da morte de Elvis Presley. Ele era meu grande ídolo na infância e fiquei muito triste quando acordei numa manhã nublada quarenta anos atrás e uma prima veio me contar que Elvis tinha morrido.

Naquela época não existia videocassete, DVD, Tv a cabo, internet ou Netiflix, então conseguir ver um filme do Elvis era muito difícil, pois raramente passava na TV. Então quando passava algum filme eu ficava na maior expectativa esperando. E nos filmes ele sempre era o mocinho, era bom de briga e ficava com a moça mais bonita.

Quarenta anos depois já não sou mais aquele garotinho inocente do passado, mas ainda gosto de muitas músicas do Elvis. Já os filmes não tem tanta graça, hoje me parecem bobinhos demais. Mas marcaram um fase inesquecível de minha vida.

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Falecimento de Douglas Tompkins

Morreu hoje no Chile, vítima de hipotermia após um acidente de caiaque, o ambientalista e filantropo norte-americano Douglas Tompkins. Ele estava com 72 anos e é o fundador das empresas The North Face.

Douglas Tompkins fundou a The North Face nos anos sessenta e transformou a pequena empresa de roupa e equipamento desportivo num sucesso mundial. Em 1989 abandonou os negócios e mudou-se para o Chile, onde começou a comprar terrenos para preservar vastos pedaços de áreas naturais ameaçadas pelas atividades humanas.

Segundo a sua biografia, Douglas Tompkins se interessou pelo ativismo ambiental à medida que ficava cada vez mais desiludido com a “promoção de uma cultura de consumo”. Juntamente com sua mulher, criou fundações e parques naturais no Chile, mesmo enfrentando forte resistência de políticos chilenos.

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Dougals Tompkins

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Falecimento do Willmutt

Faleceu o Willmutt, famoso humorista aqui do Oeste do Paraná. Originário de Marechal Cândido Rondon (lugar onde tenho muitos amigos!), cidade que possui a segunda maior colônia de alemães do Brasil. Ele interpretava um personagem que falava com o sotaque alemão da região onde vivia (só quem já esteve em Marechal e região vai entender bem!) e começou a fazer humor com isso. Ele faleceu ontem num acidente de carro, no interior de Goiás, quando se deslocava para fazer um show.

Cleiton Geovani Kurtz é oriundo de uma família humilde da cidade de Marechal Cândido Rondon-PR. Foi servente de pedreiro, carteiro, atendente de farmácia e vendedor de loja até que incorporou o humorista WILLMUTT e saiu do anonimato para se tornar conhecido e reconhecido em todo o Brasil, especialmente na região Sul, por seus trotes telefônicos e humor irreverente.

O personagem WILLMUTT surgiu de uma brincadeira entre amigos. Nesta brincadeira aconteceu o primeiro trote, aplicado despretensiosamente numa operadora de telefonia celular, em 2003. Por mais de dois anos aquele trote ficou guardado até que, em 2005, os seus amigos fizeram com que ele ganhasse o mundo através da Internet, primeiro através de e-mails e Orkut e depois, através de site próprio.

A partir de 17 de dezembro de 2005 passou a ser feita a contagem dos acessos ao site e desde então, houve mais de 3 milhões de visitas.

Com o tempo, sempre interpretando o alemão WILLMUTT, novos trotes foram aplicados, sendo que hoje já são mais de 200. Todos eles obedecem a uma característica própria, ou seja, sem ofensas a quem está do outro lado da linha e sem denegrir a imagem da empresa ou pessoa, vítima”da pegadinha.

O sucesso do personagem fez com que Cleiton Kurtz apostasse numa carreira de humor, passando a interpretar o WILLMUTT também em shows artísticos, com muito humor, piadas, brincadeiras e interação com o público. Desde então, aproximadamente 300 mil pessoas já assistiram ao seu show, carinhosamente apelidado de SHOWSSASSO TO WILLMUTT.

Fonte: www.willmutt.com.br

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Willmutt.

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Cleiton Geovani Kurtz, o Willmutt.

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Willmutt durante uma apresentação.

Morte de José Rico

Esse ano não teve um início muito bom, pois algumas pessoas conhecidas faleceram nos dois primeiros meses do ano. E agora acontece o falecimento de uma pessoa que não era “conhecida”, mas que eu admirava desde criança. Faleceu ontem o cantor José Rico, da dupla Milionário & José Rico. Desde meus cinco anos de idade eu ouvia as músicas da dupla e ainda sei a letra de muitas delas. Meu pai era caminhoneiro e nas viagens que fazia com ele quando criança, era o tempo todo ouvindo Milionário & José Rico no toca fitas do caminhão. Foi graças a essa dupla que comecei a gostar de música sertaneja, estilo que gosto até hoje e o qual é praticamente o único estilo de música que costumo ouvir.

Tive o privilégio de assistir a dois shows da dupla Milionário & José Rico. Um foi em 1992, aqui em Campo Mourão, na rua, há duzentos metros de onde moro. E o outro foi na cidade de Peabiru, em agosto de 2011, numa noite muito gelada em plena praça pública. José Rico viveu muitos anos no Paraná, na cidade de Terra Rica. Ele tinha uma fazenda aqui na região, na cidade de Ubiratã, onde costumava promover anualmente um torneio de futebol suíço. No último dia 22 ele esteve em Ubiratã promovendo tal torneio.

O cara tinha uma voz como poucos e vai deixar saudades! Ele nasceu pobre e comeu o pão que o diabo amassou para subir na vida e fazer sucesso. Foi um dos raros casos nesse país, onde a pessoa saí da miséria e atinge a riqueza pelo próprio talento, sem precisar roubar ou participar de “esquemas”. Que descanse em paz! E com certeza parte de minha infância parte com ele…

José Rico 1946/2015. (Foto UOL)
José Rico 1946/2015. (UOL)

José Rico, nome artístico de José Alves dos Santos, nasceu em Pernambuco, em 29 de junho de 1946. Por ter sido criado na cidade de Terra Rica, no estado do Paraná, desde os dois anos de idade, José Rico acabou adotando, e registrando em cartório, o nome José Rico Alves dos Santos, em homenagem à cidade onde viveu sua infância.

Além de cantar, José Rico se destacou como compositor. É de autoria dele a canção Estrada da Vida, lançada em 1977 no quinto álbum da dupla. Em atividade desde os anos 70 (em que pese curta separação de 1991 a 1994), a dupla Milionário & José Rico gravou 28 álbuns.images57IA3Y7Z

LP que marcou minha infância.
LP que marcou minha infância.

As várias faces da dupla.
As várias faces da dupla.

Show na cidade de Peabiru, 20/08/2011.
Show na cidade de Peabiru, 20/08/2011.

José Rico na região de Ubiratã, em 22/02/2015. (Foto: Boca Santa)
José Rico na região de Ubiratã – Pr, em 22/02/2015. (Foto: Boca Santa)

Família Soprano

Que triste, Tony Soprano morreu!!

“Família Soprano” foi uma das melhores séries que já assisti… E assisti as seis temporadas da série de forma continua, num período em que estava mal de saúde, andava muito triste. E assistir “Família Soprano” me fazia ao menos por alguns momentos esquecer meus problemas e me divertir. Sempre gostei de histórias de mafiosos e “Família Soprano” é a melhor série que já foi produzida sobre tal tema.

“O ator James Gandolfini, famoso por interpretar Tony Soprano na série de TV “Família Soprano”, morreu aos 51 anos na Itália nesta quarta-feira (19/06).”

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Arte Tumular: Símbolos

A arte tumular ou arte funerária são obras feitas para permanecerem em cima das sepulturas nos cemitérios e igrejas. Esse tipo de representação está ligado à cosmovisão de determinado contexto histórico, social, econômico e ideológico, interpretando a vida e a morte. Essa interpretação pode ser feita através de um conjunto de símbolos ou de uma obra narrativa, utilizando-se materiais variados como o bronze, ferro fundido, mármore e granito. A arte tumular teve seu apogeu nos séculos 18 e 19, sendo hoje menos utilizada em virtude do avanço do cemitério-jardim.

No caso dos símbolos, a representação remete a um significado diferente do objeto construído e colocado no túmulo. Por exemplo, uma tocha com fogo remete à purificação da alma após a morte, ou seja, a tocha tem seu significado real transformado em um símbolo de purificação. Já com relação à obra narrativa o significado dos objetos construídos é literal e não metafórico, como no caso de muitos imigrantes que têm suas epopeias narradas desde a partida da terra natal com o navio até o final da vida como industrial no Brasil. Nessas duas formas de representações podemos distinguir duas linhas: a nobreza e a burguesia industrial. A nobreza utilizava mais o símbolo aliado a seus brasões e a burguesia industrial tinha a necessidade de demonstrar a sua importância através da suntuosidade.

Símbolos utilizados:

  • Pietá: a escultura de Maria com Jesus recém crucificado nos braços representa o desejo de que a alma seja bem recebida.
  • Anjo que aponta: quando a mão indica o céu, significa que o falecido era considerada uma pessoa boa e espera-se que ela vá direto para o paraíso.
  • Anjo pensativo: quando o anjo está pensativo, com a mão no queixo, significa que está refletindo sobre a vida do falecido e não existe certeza sobre a absolvição de seus atos em vida.
  • Guirlanda: simboliza o triunfo da vida sobre a morte.
  • Pata do felino: patas esculpidas nas quinas, são usadas para lembrar que o falecido era o responsável pelo sustento da família.
  • Coluna partida: representa o túmulo do último membro de uma família tradicional.
  • Escada: intervalada em degraus finos e largos, representa a vida de altos e baixos que o morto teve.
  • Cruz: representa a interseção do plano material com o transcendental em seus eixos perpendiculares.
  • Vaso: geralmente representado vazio, representa o corpo separado da alma.
  • Ampulheta: remete à utilização e fim do tempo de vida terrestre, e seu reinício em outro plano.
  • Globo: remete à utilização e fim do tempo de vida terrestre.
  • Flores, folhas e frutos: representam a vitória da alma humana sobre o pecado e a morte. São associados com frequência à nobreza, à beleza e à precocidade. v6 v1 v2 v3

Falecimento do Padre Raimundo

Com pesar e profunda tristeza, a Direção do Colégio Medianeira comunica o falecimento de nosso querido ex-diretor Pe. Raimundo Kröth aos 68 anos de idade e 47 de Companhia de Jesus. Ele morreu ontem (domingo), às 22h, na Casa de Saúde dos Jesuítas, em São Leopoldo, RS, vítima de câncer. O corpo está sendo velado no Santuário Coração de Jesus, junto à Casa de Saúde. Às 16h30, haverá uma missa de corpo presente e o enterro será em seguida no Cemitério dos Jesuítas, junto ao Santuário do Pe. Reus, em São Leopoldo.

O Pe. Raimundo dirigiu o Colégio Medianeira por duas vezes. De 1975 a junho de 1986, dedicou-se ao Colégio Medianeira, assumindo diversos encargos como Professor, Orientador espiritual, Superior da comunidade religiosa, Diretor geral. De 2000 a 2007, assumiu novamente a Direção geral do Colégio. Foi o responsável por mudanças estruturais estratégicas e pelo Planejamento Estratégico, realizado entre 2006 e 2007, que garantiu novos rumos e objetivos para a instituição até 2012, com o compromisso de constante atualização. De personalidade forte, visionária, reflexiva e analítica, Pe. Raimundo Kröth foi diretor, educador, amigo e conselheiro dos educadores do Colégio Medianeira. Para ele, dirigir um colégio da Companhia de Jesus era mais que uma tarefa ou um desafio, era uma missão de vida e um compromisso com os paradigmas da educação jesuíta. “Geralmente, onde há uma escola dos jesuítas, é uma escola academicamente boa, já pelo valor que as ciências têm, nessa visão de Santo Inácio, da maior glória de Deus, de que o toque de Deus está presente em tudo aquilo que o ser humano pode descobrir ou inventar para beneficiar a raça humana”, afirmou Pe. Raimundo em uma entrevista publicada no número zero da Revista Mediação. Exigente, discreto, espirituoso e bem-humorado, o Pe. Raimundo tinha a busca da excelência como meta e cultivava a autonomia e a liberdade como essenciais para a sobrevivência dos homens e das instituições, sem, no entanto perder de vista os votos feitos durante a vida religiosa, principalmente o da fidelidade à Companhia. 

Foram 47 anos de dedicação inquestionável. Sua fama de visionário o levou nos dois últimos anos ao Colégio Santo Inácio, de Fortaleza, no qual chegou como diretor. Recebeu uma instituição em dificuldades e tratou logo de promover mudanças e parcerias ousadas que modificaram em pouco tempo a perspectiva da obra. Lá, em dezembro de 2009, passou a ter problemas de saúde. Descobriu então se tratar de um câncer. Vislumbrando os dias que viriam, entregou a direção do Colégio e mudou-se para a Casa de Saúde dos Jesuítas, em São Leopoldo, onde, resignado, permaneceu. 

Seus pais, já falecidos, vieram da Alemanha e os irmãos vivem em Santa Catarina. Pe. Raimundo era graduado em Filosofia, Pedagogia e Teologia e pós-graduado em Pedagogia Inaciana. Veio de um lugar “um pouquinho além de Chapecó”, em Santa Catarina, Saudade. É este o sentimento que nos toma e que ficará sempre que nos lembrarmos e falarmos do Pe. Raimundo.

Direção

Colégio Medianeira

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Homenagem ao Everaldo

Faleceu ontem aqui em Curitiba o Everaldo Leonel, amigo que estudou comigo o 1º ano de Estatística na UFPR em 1997. Depois ele mudou de curso, mas vez ou outra nos encontrávamos pela cidade. A última vez que o vi foi em meados do ano passado, numa farmácia. Ele era um cara legal, sempre sorridente. Então como homenagem de despedida publico uma foto de nosso grupo de amigos do curso de estatística, onde o Everaldo aparece sorrindo, no meio de duas garotas. Também vou contar uma história da qual ele participou.

“Logo do inicio do curso de Estatística formamos um grupinho de amigos e sempre nos reuníamos pra fazer algo. Era cinema, barzinho, churrasco na casa de um, pipoca na casa de outro, aniversários. Teve uma vez que nos reunimos no apartamento de uma das garotas, em frente ao CEFET. Na hora de ir embora estavámos esperando o elevador no sétimo andar e junto conosco estava a Célia, que tinha pavor por cócegas. Quando entramos no elevador o Everaldo olhou pra mim e com os olhos mostrou a Célia. Na hora entendi qual era a intenção dele e cada um de um lado “atacou” a Célia fazendo cócegas. Como ela não tinha pra onde correr, armou o maior griteiro e se deitou no chão. Quando o elevador parou no térreo ela saiu de quatro, engatinhando apavorada para fora do elevador. Precisava ver a cara de espanto das pessoas que estavam no térreo aguardando o elevador. Eu e o Everaldo saímos rindo de quase chorar. Isso mostra bem como era o Everaldo e vai ser esse fato que sempre vou lembrar com relação a ele.”

Turminha da Estatística, o Everaldo aparece no círculo. (Curitiba - 1997)

Falecimento do Prof. Miguel

Faleceu na última quinta-feira o Professor Miguel (Sebastião Miguel Woiski), do qual fui aluno nos dois últimos anos de faculdade. Ele faleceu durante um transplante de fígado, aos 48 anos de idade. Lembro com carinho do professor Miguel porque foi ele quem aplicou a prova quando fiz o vestibular para o curso de História. Ele era gente boa e ajudava muito os alunos. A última lembrança que tenho dele foi no final do ano passado quando apresentei o trabalho de conclusão de curso e ele fazia parte da banca. Vão ficar na lembrança as viagens para Antonina e Lapa, onde ele foi junto e era dos mais animados.

Cheguei atrasado no enterro e fiquei um tempo em frente ao tumulo dele pensando na vida, ou melhor, pensando na morte. Estranho isso de um momento pra outro nossa vida terrena terminar, nossa história chegar ao fim. Recentemente li um texto onde se perguntava quando seriamos considerados realmente esquecidos após morrermos e a resposta era que isso aconteceria no dia em que a última pessoa viva que nos conheceu em vida viesse a morrer. Depois disso pode até existir referencias sobre nós em textos, livros, fotos, filmes e etc, mas nenhuma pessoa que tenha nos conhecido ainda estará viva, então nossa essência terrena terá morrido de vez.

 

Descanse em paz professor Miguel!!!

Prof. Miguel
Prof. Miguel

+ 19/03/2009
+ 19/03/2009