Rota da Fé

A Rota da Fé, é um evento que acontece há alguns anos em minha cidade, e em outras cidades próximas. Ela envolve curtas caminhadas, missas, visitas a locais religiosos e não religiosos. É um tipo de evento de turismo religioso que tem crescido a cada ano. São realizadas mais de uma Rota da Fé por ano, sempre com bastante participantes, de todas as idades.

Fazia bastante tempo que eu queria participar de uma Rota da Fé. Mas sempre ia adiando, algumas vezes em razão de outros compromissos, às vezes por culpa do clima e até mesmo por preguiça. Até que um amigo me convidou para participar da última Rota da Fé que seria realizada em 2018, na cidade de Mariluz, distante cerca de 80 quilômetros de minha cidade. Como estou passando por um momento complicado por culpa de doença na família, não pensei duas vezes e aceitei o convite. Seria bom ter um dia dedicado a religião, a oração e a meditar um pouco.

E num domingo quente, levantei cedo e fui pegar o ônibus que me levaria até a cidade de Mariluz. Na praça da matriz encontrei três amigos e embarcamos num dos oito ônibus que levariam os participantes da minha cidade até o local do início da Rota da Fé. Dormi o caminho todo e chegando em Mariluz, percebi que tinham ônibus de muitas outras cidades. Não sei precisar o número de participantes, mas sei que tinha muita gente. O evento iniciou com uma missa na igreja local, que não comportou todos os participantes. Eu e meus amigos optamos por ficar sentados na praça em frente à igreja, batendo papo. Sei que isso é feio, mas quem nunca fugiu da missa que atire a primeira pedra…

Após a missa teve uma procissão de pouco mais de dois quilômetros, até uma outra igreja, onde teve uma missa mais curta. Dessa vez não fugi, e fiquei boa parte da missa em pé na porta da igreja, do lado de fora. O calor estava forte e depois embarcamos nos ônibus para seguir até o local do almoço. Eu achei que seria num local perto, mas como não tive curiosidade de ler a programação do evento, não tinha a mínima ideia de onde seria o almoço. Me ajeitei sozinho numa das poltronas do ônibus e em pensamento agradeci pela invenção do ar condicionado. Logo peguei no sono e acordei cerca de uma hora depois, quando o ônibus parou numa igreja ao lado da estrada. Achei que ali seria o local do almoço, mas assim que acabei de desembarcar, o pessoal já estava voltando para dentro dos ônibus. Mais um tempo de viagem por estrada de chão e com muita poeira e paramos novamente. O local do almoço era em um assentamento do MST – Movimento dos Trabalhares sem Terra. Foi meio que uma surpresa para mim, que sempre ouvi falar dos acampamentos e assentamentos do MST, mas nunca estive em algum.

Dei uma volta pelo local, que era pequeno e com pouca estrutura. Teve uma apresentação, a qual não assisti e depois foi servido o almoço, o qual dispensei. Seria servido uma canja, e como não gosto canja e muito menos de frango cozido, preferi comprar um pacote de bolinhos que eram vendidos por mulheres de uma associação do assentamento. Depois dei algumas voltas curtas pelo local e fiquei conversando com os amigos. E aproveitamos para tirar fotos em frente a uma grande bandeira do MST. Vale registrar que não sou de esquerda. Na verdade, em termos de política sou neutro. Voltamos para dentro do ônibus e do maravilhoso ar condicionado, e seguimos em frente. Mais alguns quilômetros de estrada poeirenta, e paramos no maior ponto turístico da região, o Salto Paiquerê. Tinha muita gente no local, e enfrentei uma fila enorme para poder descer uma escadaria e apreciar a beleza do Salto Paiquerê. O lugar é muito bonito! Voltamos para o ônibus, e pegamos estrada novamente. Fazia muito calor, e aproveitei para dormir no frescor do ar condicionado.

Nova parada, dessa vez numa pequena comunidade, onde existia uma igrejinha. Parte do pessoal, os mais devotos, seguiram para uma curta missa. Os demais ficaram perambulando pelo local. Depois foi servido um farto café, composto principalmente por pão com salsicha e pão com carne moída. Comi vários, pois estava faminto em razão de não ter almoçado. Após o café foi encerrada a Rota da Fé e embarcamos no ônibus de volta para casa. Foi um dia gostoso e interessante, mas fiquei com a consciência pesada em razão de ter fugido da missa principal, no início da manhã. Espero participar de nova Rota da Fé, assim que possível.

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Uma opinião sobre “Rota da Fé

  • 18 de julho de 2019 em 12:17
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    Gostei do seu texto, gostaria de convida-lo a vir mais vezes á Mariluz, e conhecer com mais detalhes nossas igrejas e ate o município. De fato os únicos pontos turísticos são a Igreja Matriz e o Salto Paiquerê. No próximo ano lhe convido a estar na missa de encerramento da trezena de santo antonio nosso padroeiro e uma festa que vc ira gostar.
    Sugestão de local de visita: As igrejas da paroquia Sao Gabriel e são Sebastião do distrito de Ivailandia principalmente a do triangulo , em engenheiro beltrão.
    E confiança em Deus que seus problemas iram se resolver

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